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sábado, 16 de novembro de 2013

10 anos, 10 jogos no Dragão

Faz hoje 10 anos que o Estádio do Dragão foi inaugurado (no dia 16 de Novembro de 2003) e em que um tal de Lionel Messi se estreou pela equipa principal do FC Barcelona.

Eu fui um dos cerca de 52 mil privilegiados cujo nome ficou numa placa no Estádio do Dragão para a posteridade mas, ao longo destes 10 anos, viveram-se muitos outros momentos de gloria portista, naquele que é o mais belo, funcional e eficiente estádio português.

Qual o jogo mais marcante em cada uma destas 10 épocas?

A minha escolha é a seguinte:

Época 2003/04 (fonte: zerozero)

25-02-2004, FC Porto x Manchester United (2-1), [oitavos-de-final da LC 2003/04]

Época 2004/05 (fonte: zerozero)

07-12-2004, FC Porto x Chelsea (2-1), [fase de grupos da LC 2004/05]

Época 2005/06 (fonte: zerozero)

22-03-2006, FC Porto x Sporting (1-1, +g.p.), [meia-final da Taça Portugal 2005/06]

Época 2006/07 (fonte: zerozero)

28-10-2006, FC Porto x Benfica (3-2), [campeonato nacional 2006/07, jornada 8]

Época 2007/08 (fonte: zerozero)

05-03-2008, FC Porto x Schalke 04 (1-0, +g.p.), [oitavos-de-final da LC 2007/08]

Época 2008/09 (fonte: zerozero)

15-04-2009, FC Porto x Manchester United (0-1), [quartos-de-final da LC 2008/09]

Época 2009/10 (fonte: zerozero)

02-05-2010, FC Porto x Benfica (3-1), [campeonato nacional 2009/10, jornada 29]

Época 2010/11 (fonte: zerozero)

07-11-2010, FC Porto x Benfica (5-0), [campeonato nacional 2010/11, jornada 10]

Época 2011/12 (fonte: zerozero)

05-05-2012, FC Porto x Sporting (2-0), [campeonato nacional 2011/12, jornada 29]

Época 2012/13 (fonte: zerozero)

11-05-2013, FC Porto x Benfica (2-1), [campeonato nacional 2012/13, jornada 29]


Algumas curiosidades:

- O FC Porto disputou 221 jogos oficiais e 15 particulares. (fonte: JN)

- Nos 221 jogos oficiais, o FC Porto obteve 167 vitórias, 34 empates e 20 derrotas. (fonte: O JOGO)

O JOGO, 16-11-2013

- Só houve duas épocas em que o FC Porto não perdeu qualquer jogo oficial disputado no Estádio do Dragão: na época de estreia, com José Mourinho, e na época passada (2012/13), com Vítor Pereira.

- O Estádio do Dragão é quase uma "fortaleza inexpugnável", mas a época 2004/05 foi anormal e contrariou esta tendência. Em 21 jogos oficiais, registaram-se 8 vitórias, 9 empates e 4 derrotas dos azuis-e-brancos!

- Os melhores marcadores no Dragão: Hulk, 46 golos (2 em jogos particulares); Falcao, 40 golos; Lisandro Lopez, 38 golos (2 em jogos particulares).


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O problema do Ballon D´Or

Avizinha-se a entrega de mais uma edição do prémio individual mais célebre do universo futebolístico: o Ballon D´Or.

É um prémio que, como todos os prémios, vive do seu glamour e peca por ser injusto, na medida em que a opinião individual de cada um nunca se alterará por uma tendência colectiva. Quem acha que o seu é melhor nunca mudará de ideias se vencer outro e portanto, num desporto colectivo, eleger a melhor individualidade é algo ainda mais complexo.

O que se premeia?

As regras do Ballon D´Or original eram claras: premiar o melhor jogador dentro de um ano natural tendo em conta as suas performances, as da sua equipa, a sua influência na equipa e as suas conquistas. Ou seja, o papel de um individuo como espelho de uma performance colectiva.



Dessa forma, historicamente, em anos de Europeus e Mundiais, o vencedor acabava por ser alguém ligado de forma simbólica a esses triunfos. Em 2006, Cannavaro representou o triunfo italiano, em 2002 o renascimento de Ronaldo o do Penta brasileiro. Em 1998 e 2000, Zidane foi o rosto de França e da sua geração de ouro, em 1990 Mathaus venceu porque a RF Alemanha ganhou o Mundial e em 1982 os golos de Rossi em Itália deram-lhe o troféu. E assim, ad aeternum.

Por outro lado sempre se convencionou que este era um prémio de futebol de ataque. Só um guarda-redes, o mítico Yashin, e dois defesas - o italiano Cannavaro e o alemão Sammer - venceram o troféu, os últimos dois quais como espelho da vitória das suas selecções. Os restantes, avançados, extremos e criativos. E sobretudo, jogadores de grandes potencias.

Ainda hoje custa-me entender porque Futre perdeu o Ballon D´Or em 1987 para Gullit e Deco o de 2004 para Shevchenko. Curiosamente os dois vencedores jogavam no AC Milan, um dos clubes mais premiados da história e com mais peso junto dos votantes. Votantes que estão na base da profunda mutação do Ballon D´Or do passado com o do presente.



Em 2010 a empresa France Football, que criou o prémio, encontrou-se com graves problemas financeiros e aceitou a proposta da FIFA de fundir o seu prémio com o FIFA Award, uma ideia de Blatter, quando era vice-presidente, em 1990, de criar um prémio alternativo ao atribuído pelos gauleses. Até então votavam no Ballon D´Or os 53 jornalistas europeus que representavam as federações continentais. Até 1994 só podiam votar em jogadores europeus (por isso Maradona e Pelé nunca ganharam) e a partir de 2006 passaram a poder votar em jogadores a actuar fora da Europa.

Com o novo FIFA Ballon D´Or passaram a votar os seleccionadores, capitães e jornalistas de todos os países membros da FIFA. E o prémio passou a ser um concurso de popularidade.

Sinceramente a mim tanto me faz qual o critério a aplicar, dou pouca importância ao certame. Mas no modelo antigo, o que tornou o troféu popular, Lionel Messi teria vencido dois prémios até agora. Com este modelo prepara-se - salvo imensa surpresa - para conseguir o quarto consecutivo.
O prémio passou a ser uma luta entre os jogadores mais populares, liderada por Messi com Ronaldo e agora Iniesta como perseguidores naturais. Façam o que fizerem no terreno de jogo outros jogadores, o impacto mediático destes três supera o dos restantes e muitos jornalistas, seleccionadores e capitães de países que vivem o futebol de uma forma muito diferente da nossa, preferem votar neles. Basta ver os boletins de voto das últimas edições e descobrir que estes nomes são omnipresentes.

Em 2010 os jornalistas europeus colocaram Messi no quinto lugar e deram o prémio a Sneijder. A nível mundial o holandês nem entrou no pódio. Sob os registos históricos do prémio, o holandês teria sido o ganhador salvo se Iniesta ou Casillas vencessem. Até hoje, depois de ganhar tudo o que havia para ganhar, nenhum espanhol venceu.

Dizem que Messi ganha sempre porque é o melhor. Não creio que isso esteja em discussão realmente.
Mas o prémio antes não era entregue ao melhor do mundo mas sim ao melhor num ano natural, tendo em conta o que conquistou. Ronaldinho Gaúcho foi o melhor jogador do Mundo durante três anos mas só tem um troféu. Zidane foi o melhor em igual período mas perdeu um ano para Figo e outro para Rivaldo. Platini perdeu o prémio em 1982 quando não era pior jogador do que Rossi e nos primeiros anos, ninguém duvidava que Alfredo di Stefano fosse único. Mas La Saeta tem apenas dois troféus em casa.



Pessoalmente, se eu pudesse votar, a minha eleição estaria entre Casillas, Iniesta e Falcao.
Salvo o manchego, os outros dificilmente poderão vencer o troféu porque perdem em popularidade para Messi e Ronaldo. O português, que não tem feito épocas ao nível de 2008, quando venceu, tem sido presença habitual no pódio porque é, indiscutivelmente, um dos dois jogadores mais populares do Mundo. Se Messi vencer, sine die o troféu, apenas na base de que é o melhor, ele acabará por perder o seu real valor. Basta olhar para os Óscar e pensar que Brando venceu dois - espaçados por vinte anos - e ninguém se atreve a discutir que nesse período houve poucos interpretes como ele.

No futebol, um desporto colectivo onde ser estrela individual é complicado, vive-se uma ditadura de popularidade que acabará por transformar estes pequenos guilty pleasures em algo profundamente aborrecido.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Happy Birthday mr. Dragão!

Num dia como hoje há nove largos anos, nascia para o mundo do futebol o Estádio do Dragão.

É, clubismos à parte, um dos estádios mais bonitos da Europa.
Frigorífico no Inverno, com correntes de ar bem portuenses, rodeado pela cintura rodoviária de um lado e a saudosa Fernão de Magalhães do outro, a casa do Dragão está prestes a cumprir uma década que acabará forçosamente por ser associada a alguns dos grandes momentos da história do clube.

Quando se anunciou o final do velhinho estádio, como aconteceu seguramente com todos os portistas, apertou-se-me algo no peito. Pensei, a principio, como aconteceu com a Luz e com Alvalade, que o nome se ia manter. Não que o estádio alguma vez tivesse sido das Antas (o nome oficial era Estádio do Futebol Clube do Porto) mas era um título que ecoava glória e nos prendia ao granito escuro da cidade. Depois ouvi o presidente anunciar, numa entrevista na RTP, que o nome do recinto seria o de uma personalidade marcante da história do clube. Pensei, de imediato, em José Maria Pedroto.

O pintocostismo, nos seus gloriosos 30 anos, tem uma divida com o Zé do Boné que nunca pagou - nem acredito que alguma vez consiga pagar tudo aquilo que o mestre nos deu e não pode viver para saborear - e dar o nome à maior personalidade individual da história do clube seria honroso e digno. Mas se nem uma estátua mandamos construir em tantos anos, seria um estádio inteiro uma utopia? Foi.
O nome Dragão primeiro foi estranho, raro, demasiado metafórico. Mas depois entranhou, e de que maneira. Hoje considero que foi uma das melhores ideias da gestão de Pinto da Costa como presidente. É um nome de força, um nome de alma, um nome que evoca tudo aquilo que nos separa da era pré-Pedroto, pré-Pinto da Costa, a era dos andrades com medo de ir a sul disputar o título com o regime.


No próximo ano a Luz irá receber a final da Champions. Alvalade já recebeu uma final da Taça UEFA.
As relações da direcção com o G14 talvez nos tenham impedido de receber uma merecida prova europeia em casa por parte da UEFA de Platini, mas nem sequer precisamos disso para estar na história. Um tal de Lionel Messi deu aqui os primeiros toques numa bola como profissional, numa equipa pouco de gala que o Barcelona enviou para a inauguração. Estive lá, paguei 70 euros (nunca paguei tanto por um bilhete), tenho o meu nome escrito para sempre no estádio e apesar de, por motivos alheios à minha vontade de portista, não lá ir há algum tempo, quando fecho os olhos sinto-me em casa e o cheiro da relva e a voz dos adeptos ressoa na minha cabeça.

Para muitos o seu grande momento do Dragão será o recente 5-0 ao Benfica. Percebo-os bem, mas não estive lá. O meu lugar anual de dez anos das Antas só durou três no Dragão antes de acabar por sair da Invicta para não voltar (ainda) de forma a recuperar o velho costume de estacionar o carro na Velazques, tomar um café, descer a Alameda e sentar-me no meu assento. Para mim a vitória ao Manchester United, em Março do ano seguinte, o da consagração definitiva, será esse momento mágico. Aí caiu uma lenda aos nossos pés e nasceram duas: a do FC Porto de Mourinho e a do Dragão.

O estádio onde a magia transforma-se em sentimento e futebol!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Nacionalismo bacoco

Que haja quem considere o CR7 melhor que o Messi, eu dou de barato, encolho os ombros e digo que não gostamos do mesmo futebol.

Que haja quem considere que em 2011 CR7 foi melhor que o Messi, eu dou de barato, encolho os ombros e digo que não gostamos do mesmo futebol.

Que o seleccionador do meu país e o suposto capitão (ver http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1528308) considerem que além do CR7, o Nani foi melhor que o Messi, e que o suposto capitão - um tal de Nuno Ribeiro (não é digno de usar o nome Gomes) não considere o Messi um dos 3 melhores em 2011, já não dou de barato e já não encolho os ombros.

Envergonham-me como Português. Detesto nacionalismos bacocos.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O melhor jogador do mundo... e arredores

Dizem eles que ok, Messi leva tudo à frente mas "só" o conseguiu porque está no Barcelona. Para esses tudo o que ele faz em campo ainda deixa dúvidas porque não mudou (até agora) de equipa.

E antes de mais nada, o que é que ele faz e já fez? Recapitulemos: bem, é de longe a maior estrela do Barcelona, que já ajudou (e como...) a ganhar 3 das Ligas dos Campeões, 2 mundiais de clubes, 2 supertaças europeias e 5 ligas espanholas (entre outros troféus).

A nível individual, já marcou pela equipa A do Barcelona 209 golos (43 dos quais na Liga dos Campeões e 136 no campeonato espanhol) e fez 87 assistências para golo em competições oficiais. Isto só para falar de números «crus», sem contar com tudo o resto que faz como "playmaker".

Isto tudo aos... 24 anos (!!!).

Mas, dizia eu, para uns quantos resta aquela dúvida porque nao mudou de equipa/campeonato. Sobre isso pergunto apenas o seguinte:

1) Será que para esta gente Pelé tambem deixou dúvidas, já que nunca jogou num grande clube europeu (fez a sua carreira inteira ao serviço do Santos, nao contando com a pré-reforma nos EUA)? E seria o Mundial de seleções nessa altura mais difícil do que a Liga dos Campeões hoje em dia (uma prova muito mais longa/regular e com muito mais jogos de elevado grau de dificuldade)?

2) Será que C. Ronaldo nao joga no mesmo campeonato espanhol que Messi, onde este último tem, nos 2 ultimos anos e meio, mais golos marcados & assistências para golo (117 vs 95)? E já nem falo do trabalho colectivo "invisivel", em que Messi faz muito mais que C. Ronaldo, ou das competições europeias (onde neste período marcou 3x mais golos que C. Ronaldo).

3) Sera' irrelevante que, ao contrário de C. Ronaldo, Messi esta' no seu melhor nos "grandes momentos" (i.e. nos jogos mais dificeis), onde marca tantos ou mais golos e faz tantas ou mais assistências do que nos outros jogos (em enorme contraste com C. Ronaldo)?

4) Será que se fosse para (por ex) Inglaterra - onde as defesas são menos cerradas - Messi teria mais dificuldades contra os Stoke Cities e Newcastles deste mundo do que tem contra os Valencias e Gijons?

5) Será que se Messi jogasse num Man Utd iria defrontar equipas diferentes na Liga dos Campeoes das que defronta hoje ao serviço do Barcelona?

6) Será a valia individual dos colegas de Messi muitíssimo mais alta do que as do colega de equipa do C. Ronaldo?

7) Será que um Barcelona sem Messi conseguiria os mesmos resultados e exibições (ou pelo menos aproximados, ainda que piores)?

Cristiano Ronaldo é um excelente jogador, sem qualquer duvida. É mesmo muito, muito bom. Mas Messi é de outro planeta (e já nem falo de personalidade/carácter, porque aí seria comparar lexívia com vinho do Porto...), sendo mais completo e acima de tudo mais decisivo nos jogos em que isso mais é preciso para a sua equipa (para nao falar no pequeno "pormenor" das estatísticas avassaladoras). Aliás Messi é, já hoje, muito simplesmente e com toda a probabilidade o melhor jogador de sempre (com o caveat que é complicado comparar jogadores de épocas ou posições distintas, admito).

Tenho pouquíssimas duvidas que se Cristiano Ronaldo fosse sérvio ou holandês a esmagadora maioria dos que hoje ainda têm dúvidas sobre Messi iria concordar comigo. Sem dúvida que beneficia de jogar num conjunto forte (tal como por ex Pele' beneficiou ou C. Ronaldo beneficia, já agora), mas suspeito que só se levasse um Rio Ave à vitoria na Liga dos Campeões é que alguma gente ficaria satisfeita...

domingo, 28 de agosto de 2011

Algemas para Messi


Na véspera da final da Supertaça Europeia, Vítor Baía deu a receita para o FC Porto tentar travar o Barça: "Levar umas algemas para Messi era uma boa solução".

Contudo, nesse mesmo dia, questionado se tinha preparado alguma fórmula especial para travar Messi, Vítor Pereira respondeu:

"Messi não se pára com coisas especiais, mas com um colectivo forte, com uma equipa concentrada na defesa, com entreajudas constantes, com coberturas e com o antecipar de intenções. Não tenho nem sou apologista de qualquer marcação especial ou de qualquer coisa que fuja à nossa identidade para nos adaptarmos ao adversário."

Na esmagadora maioria dos jogos, o FC Porto enfrenta adversários mais fracos ou, quanto muito, de valia equivalente, os quais não dispõem de jogadores que desequilibrem e, por si só, sejam capazes de decidir um jogo. Nesses jogos, parece-me pacífico que faz pouco sentido recorrer a marcações individuais.
Contudo, não é todos os dias que se disputa a Supertaça Europeia, ainda por cima enfrentando o FC Barcelona. Mas o mais relevante é que o Barça dispõe de Lionel Messi, o qual é "apenas" o melhor futebolista da actualidade e, na opinião de alguns, o melhor de todos os tempos.

E qual a importância de Messi na máquina de jogar futebol que é este Barça?

Brutal, como toda a gente sabe. Aliás, as declarações do seu companheiro de equipa, Dani Alves, após o jogo são elucidativas: "Nos momentos difíceis sabemos manter a calma. E no final, nós temos Messi, e as outras equipas não. Neste jogo, como em muitos outros, a diferença esteve em Messi."

De facto, nesta final europeia, o astro argentino limitou-se a marcar o primeiro golo, em fazer a assistência para o segundo (foi mais de meio golo) e em sacar a expulsão de Rolando, que teve de fazer duas faltas no limite para não o deixar fugir. Coisa pouca...

Mas é possível parar, ou pelo menos condicionar, Messi através de uma marcação individual?
É, Mourinho demonstrou-o em dois jogos da época passada, quando colocou Pepe a médio com a missão especifica de anular Messi.

E o destino do jogo teria sido diferente se, por exemplo, Fernando tivesse entrado de início com a missão de ser a sombra de Messi, andando colado a ele, estorvando-o, atrapalhando-o e não o deixando ter tempo e espaço para desequilibrar no último terço do campo?
Não sabemos, da mesma maneira que não sabemos qual teria sido o destino do jogo se Guarín não tivesse cometido um erro crasso, ou se o árbitro tivesse assinalado um penalty evidente conquistado pelo mesmo Guarín aos 80 minutos.

O que sabemos, porque os factos demonstram-no, é que ter deixado Messi à solta não foi uma boa ideia.

Esta Supertaça Europeia está perdida e já não há nada a fazer. Contudo, como lição para o futuro, penso que não faz qualquer sentido encarar um jogo de futebol e um adversário especifico com base em ideias feitas. Por exemplo, dizer que não se vai fazer marcações individuais, porque isso "foge à nossa identidade" é algo que me parece disparatado.

Por que razão não se há-de fazer marcação individual a um jogador fora do normal e que é capaz de decidir jogos sozinho, se isso contribuir para emperrar o jogo atacante da outra equipa e evitar que ela marque?

Espero que o Vítor Pereira não esteja mais preocupado em ficar bem na fotografia do que em ganhar jogos.