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domingo, 6 de agosto de 2017

Árbitros estrangeiros no campeonato português

Análise do ex-árbitro Marco Ferreira (Record, 06-08-2017)

7’: Seferovic (avançado dos encarnados de Lisboa) empurra Marcos Valente, impedindo o jogador do Vitória de disputar a bola.
1º golo do SLB precedido por uma falta clara (opinião unânime de quatro ex-árbitros), que não foi assinalada.

13’: Sálvio (extremo dos encarnados de Lisboa), movimenta o braço esquerdo para uma posição não-natural e toca na bola dentro da área.
Penálti por assinalar contra o SLB.

33’: Jardel (defesa dos encarnados de Lisboa), sem condições para jogar a bola, atinge a pontapé Rafael Martins.
Cartão vermelho por exibir ao jogador do SLB.

SLB x Vitória Guimarães - Tribunal de O JOGO


Nova época e continua tudo na mesma. Isto é, nas competições nacionais os encarnados de Lisboa continuam a jogar com 14 (com árbitros estrangeiros a coisa pia mais fino e, daí, os resultados serem muito piores).

De facto, no primeiro jogo oficial da época, em pouco mais de 30 minutos, assistimos ao cardápio completo. Um golo dos encarnados que deveria ter sido anulado (e não foi); um penálti contra o SLB por assinalar; e um cartão vermelho que, a ter sido mostrado, deixaria o treta campeão a jogar com menos um durante 1 hora.

Bem-vindos ao futebol português! O futebol dos vouchers, o futebol dos “padres ordenados”, o futebol de uma rede tentacular que suportou (e continua a suportar) os títulos ganhos pelos encarnados de Lisboa.

Vídeo-árbitro?
Como é que o vídeo-árbitro haveria de resolver alguma coisa, se os árbitros do vídeo são os mesmos árbitros que, nos últimos anos, andaram nos relvados portugueses a “estender tapetes vermelhos”?

Estou cada vez mais convencido, que isto só pode mudar com outros árbitros, porque estes estão viciados no colinho.

A divulgação pública do conteúdo de vários e-mails, trocados por elementos do "polvo", foi reveladora e muito importante, mas não chega.

Está na hora, mais do que na hora, do FC Porto dar um murro na mesa e, com o objetivo de repor a credibilidade do futebol português, defender que os jogos do campeonato sejam dirigidos por árbitros estrangeiros (durante um período a definir).

"Aceito árbitros estrangeiros na Liga" (Vítor Pereira, 17-05-2012)

E o que fazer aos árbitros portugueses?
Os melhorzinhos, os menos maus, podem ser “promovidos” a árbitros de vídeo ou video assistant referee (VAR), que em inglês a coisa soa mais fino...

quarta-feira, 26 de abril de 2017

La Piovra | A BOLA apurou…

Rui Costa e Luís Filipe Vieira (foto: LUSA)

«Ontem, no intervalo do dérbi, Luís Filipe Vieira, Rui Costa e Paulo Gonçalves, fizeram uma espera ao árbitro Artur Soares Dias para lhe pedirem satisfações por alegados penaltis não assinalados a seu favor. A cena de coacção e intimidação, habitual nestes protagonistas, como foi, por exemplo, relatado em Paços de Ferreira, foi testemunhada pelos delegados da Liga presentes em Alvalade. O Sporting CP aguarda o relatório dos árbitros e dos delegados, bem como, a reunião do Conselho de Disciplina para então decidir se será mais uma vez forçado a apresentar queixa junto deste órgão.»
Nuno Saraiva, diretor de comunicação do Sporting, num texto publicado no Facebook


Perante esta acusação do Sporting (que diz ter imagens), a qual implica altos dirigentes do SLB e os delegados da Liga que estiveram presentes no Estádio de Alvalade, a "explicação" do jornal semioficial do SLB é deliciosa…

«Paulo Gonçalves, diretor jurídico do Benfica, encontrava-se na zona que dá acesso aos balneários no intervalo do jogo do último sábado, em Alvalade, e não podia - o seu nome estava inscrito no modelo P, que permite a sua presença naquela zona apenas até a partida começar e 15 minutos após o jogo acabar.
O causídico encontrava-se naquela zona na companhia de Luís Filipe Vieira e Rui Costa, tendo estes três elementos abordado o árbitro da partida no período de descanso. Porém, ao que A BOLA apurou, esta situação nem terá sido relatada pelos delegados da Liga que marcaram presença na partida, o lisboeta Manuel Castelo e o escalabitano Rui Manhoso, uma vez que a abordagem foi feita com a máxima educação, trocaram-se alguns pontos de vista e o próprio juiz da partida, o portuense Artur Soares Dias, conversou sem qualquer problema com os três educados e cordiais dirigentes do Benfica - não se ouviu um grito ou palavrão que fosse, ou seja, nada se passou que fosse suscetível de ser mencionado no relatório dos delegados.»
in A BOLA, 25-04-2017


Digam lá se este artigo não foi bem "cozinhado" (cozinhado à lagareiro…). Mais um jeitinho e dava um belo romance…

Nota: Os destaques e sublinhados no texto são da minha responsabilidade.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

O canto do cisne feio

No último FCP x SLB, nos poucos minutos que esteve em campo, o mexicano Héctor Herrera provocou um canto ao tentar, sem conseguir, chutar a bola contra um adversário.
Um canto.
Ao longo do jogo, a equipa encarnada beneficiou de nove cantos, mas quis o destino, com a ajuda da má marcação feita por alguns jogadores do FC Porto, que fosse precisamente nesse canto que o SLB marcaria um golo.

Danilo Pereira e Lisandro no lance do golo do SLB

Sim, o Herrera provocou um canto de forma disparatada, mas não tem culpa que, na sequência desse canto, o Danilo Pereira tenha deixado o Lisandro cabecear a bola nas suas costas. Nem tem culpa que, ao contrário do que aconteceu no FC Porto x Brugge (disputado 4 dias antes), desta vez o Casillas tenha sido menos ágil e não tenha conseguido impedir a bola cabeceada por Lisandro de entrar na sua baliza.

Por outro lado, também não é culpa do Herrera que o FC Porto tenha chegado ao minuto 90+2’ com apenas um golo marcado. De facto, quer nas situações em que o seu compatriota Corona foi incapaz de marcar dois golos quase feitos, tendo apenas o guarda-redes adversário pela frente, quer quando o árbitro anulou um golo ao FC Porto, o Herrera estava… sentado no banco de suplentes.

FC Porto x SLB, golo mal anulado, análise do Tribunal O JOGO

FC Porto x SLB, Felipe cruza para André Silva marcar (golo mal anulado)

Um jogo de futebol é feito de erros, cometidos por jogadores (das duas equipas), treinadores e árbitros.

Esta época, o FC Porto já beneficiou de quatro expulsões de jogadores adversários em três jogos importantíssimos da Liga dos Campeões – FC Porto x AS Roma, AS Roma x FC Porto, FC Porto x FC Copenhaga.

Esta época, o FC Porto já beneficiou de dois penalties em jogos da Liga dos Campeões, cometidos por jogadores do AS Roma e do Brugge, os quais foram determinantes no resultado final dos jogos FC Porto x AS Roma e Brugge x FC Porto.

Esta época, o Felipe já marcou dois golos na própria baliza (ia marcando outro no jogo contra o SLB, ao desviar uma bola para o poste).

Ora, que eu saiba, nenhum destes jogadores foi insultado e enxovalhado na praça pública pelos adeptos dos clubes respetivos.

E tenho a certeza que, se em vez do Herrera, este canto fatídico tivesse sido provocado pelo André Silva, Ruben Neves ou Oliver, os insultos seriam substituídos por palavras de incentivo.

Sim, eu sei que mais vale cair em graça do que ser engraçado mas, antes de nós, portistas, lincharmos o Herrera na praça pública e culpá-lo de ser o grande e único responsável pelo empate, convém analisarmos os factos com um mínimo de frieza e racionalidade.
E os factos são os seguintes: o Herrera, de forma desastrada, provocou um canto contra a sua equipa. Não foi um golo na própria baliza, nem um penalty cometido, nem um livre direto em posição frontal, nem um passe errado a isolar um adversário (tipo Secretário - Beto Acosta, Fucile - Nedved ou Bruno Alves - Rooney), nem uma expulsão que tenha deixado a sua equipa a jogar com menos um. Foi um canto. UM CANTO!

Dir-me-ão que o problema não é o canto em si, mas sim o facto do Herrera parecer displicente. E que, além disso, o Herrera comete erros regularmente (passes falhados, perdas de bola, más decisões, …), que levam os adeptos ao desespero.

Eu aceito este tipo de crítica e percebo as reações emotivas no momento (incluindo os assobios dirigidos ao Herrera em pleno jogo), mas parte do que li após o final do jogo, escrito por portistas, além de ser insultuoso para o atual capitão do FC Porto, roça a irracionalidade.

E, lamentavelmente, até o jornal O JOGO ajudou à festa, fazendo do Herrera o único réu pelo empate e usando o seu nome para um trocadilho na capa do jornal.

Capa de O JOGO de 07-11-2016

O FC Porto tem uma longa tradição de jogadores mal-amados por parte dos adeptos portistas (lembram-se do Semedo?). O Herrera é mais um dessa lista negra. E faça o que fizer, só as coisas más serão destacadas (empoladas!) e lembradas.

Por exemplo, alguém se lembra que, na época 2014/2015, o Herrera marcou 4 golos na Liga dos Campeões e 3 golos no campeonato?
E que na época passada – 2015/2016 –, o Herrera marcou 9 golos no campeonato (incluindo um dos golos da vitória na Luz), isto sem ser marcador de livres ou de penalties?
Claro que ninguém se lembra disto, mas há quem se lembre de um jogo (FC Porto x Zenit) disputado há mais de três anos (no dia 22 de Outubro de 2013), em que o Herrera viu dois cartões amarelos em cinco minutos…

Perante este clima, penso que o Herrera tem cada vez menos condições para continuar no FC Porto (qualquer dia basta levantar-se do banco de suplentes para ser logo assobiado…).

O que nos vale é que o Herrera é um jogador com mercado e que mercado!
Na última AG do Clube, quer o administrador financeiro, quer o senhor presidente, garantiram aos sócios que a FC Porto SAD recusou uma proposta de 30 milhões de euros pelo passe do Herrera.
Portanto, o “problema Herrera” será muito fácil de resolver…

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Hipocrisia Encarnada no seu melhor

"Paulo Olavo e Cunha, antigo presidente da Assembleia Geral do Benfica, criticou a escolha de Artur Soares Dias para o FC Porto-Benfica.

Para o ex-dirigente do clube da Luz, "os árbitros não deviam apitar os jogos de clubes da sua cidade, porque a pressão é muito grande".

(...)

Olavo e Cunha recordou a agressão a Pedro Proença e disse que é preciso ter alguma cautela em decisões desta natureza . "Não foi por isso que o Benfica perdeu, mas há aspectos do jogo que, depois, se podem tornar relevantes”, frisou.

in Record 21/9/2015



Que lata. Recorda a agressão ao Pedro Proença que foi feita pelos energúmenos do seu clube mas insinua que os adeptos portistas teriam feito o mesmo caso o Porto fosse prejudicado (que até foi e bem mais que o Benfica).

Mas isto de ser antigo presidente da Assembleia Geral do Benfica dá para dizer cada barbaridade. Lembro-me bem que no fim do campeonato de 1993/94, que o Benfica venceu, veio o Sr. Dr. Juiz Desembargador Adriano Afonso (na altura presidente da Assembleia Geral do Benfica) dizer o seguinte:

"Foi a vitória do bem contra o mal"

Discurso adequado para um qualquer critico de livro de quadradinhos sobre super heróis.

segunda-feira, 2 de março de 2015

O medo que tolhe os árbitros


No FC Porto x Sporting houve dois lances duvidosos, de possível penálti, na área dos leões:

47’: Montero controla a bola com o peito ou com um braço, após canto marcado por Tello?

90’+2: Ao cortar, com o braço direito, um remate/cruzamento de Jackson, Cédric tinha o braço em posição natural?

Dou de barato e dou o benefício da dúvida a Artur Soares Dias nestes dois lances, ao não ter assinalado penálti em qualquer um deles, mas sempre queria ver se fosse ao contrário…

Nos últimos 10 anos (leia-se, no pós-Apito Dourado), instituiu-se uma nova regra no futebol português: na dúvida, os árbitros, para se defenderem (não querem aparecer nas primeiras páginas dos jornais do regime…), decidem sempre, ou quase sempre, contra o FC Porto.

Este Artur Soares Dias, talvez por ser portuense, leva isso ao extremo e, por isso, foi vê-lo no jogo de ontem a marcar faltinhas contra os azuis-e-brancos e a deixar passar em claro idênticas faltinhas cometidas pelos verde-e-brancos. E perdi a conta à quantidade de vezes que o Jackson foi agarrado sem ter sido assinalado falta.


O exemplo mais flagrante deste medo que tolhe os árbitros, foi o lance em que Cédric (que já tinha um cartão amarelo), nas imediações da área leonina, entrou em tackle e derrubou Jackson e nem assim o senhor Artur Soares Dias foi capaz de lhe mostrar o 2º cartão amarelo e o consequente vermelho.

Aliás, num espaço de poucos minutos, há uma falta de William Carvalho para cartão amarelo, que Artur Soares Dias também não mostra, e só à terceira é que mostra um cartão amarelo a… Alex Sandro, por uma falta muito menos grave que qualquer das outras duas cometidas pelos jogadores sportinguistas minutos antes.

Enfim, o FC Porto ganhou de forma concludente, ninguém falou da arbitragem mas, mais uma vez, na dúvida e até nas certezas, foi sempre contra o FC Porto.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Um campeão banal

“… vendo a banalidade que é este SL Benfica, eu ainda quero acreditar que é possível e, por isso, jogadores e adeptos não podem baixar os braços”


De facto, este SL Benfica 2014/2015 é uma equipa banal (sem qualquer sombra de dúvida, a equipa encarnada mais fraca da era Jorge Jesus). E não é por ter ganho no Estádio do Dragão (onde, esta época, também empatou o recém promovido Boavista), que passou a ser uma equipa melhor.

Record, 19-12-2014
A derrota de ontem, em casa, frente ao SC Braga (a segunda derrota que, em poucas semanas, Sérgio Conceição impôs a Jorge Jesus), veio apenas confirmar que os 5 pontos em 18 possíveis, conquistados pelos encarnados de Lisboa nos seis jogos da Fase de Grupos da Liga dos Campeões, não foram obra do acaso. Ou melhor, se calhar até foram, porque nos dois jogos que o SL Benfica fez contra o AS Monaco, a equipa de Leonardo Jardim foi melhor e merecia muito mais.

Significa isto que estou mais optimista do que estava há cinco dias atrás?

Não. Apesar de mais uma derrota do SLB (a segunda em pleno estádio da Luz e a 5ª derrota em jogos oficiais esta época), vi coisas no jogo de ontem que confirmam um determinado padrão.

Que coisas?

Jonas apoia-se e impede o defesa do SC Braga de saltar no golo do SL Benfica (fonte: Maisfutebol)

Poderia falar de várias situações, mas vou dar dois exemplos “invisíveis” (que não fazem parte dos resumos do jogo e de que ninguém fala), do que foi a “uniformidade de critérios” e “coerência” do árbitro deste SL Benfica x SC Braga, em termos disciplinares.

Durante os primeiros 45 minutos do SL Benfica x SC Braga, o bracarense Rúben Micael sofreu 5 ou 6 faltas, quase todas cometidas por Enzo Pérez, duas das quais para cartão amarelo (conforme foi reconhecido pelo próprio comentador da Sport Tv, o benfiquista Pedro Henriques). Pois bem, não só Enzo saiu do jogo (ao intervalo) com a folha disciplinar limpinha, como Rúben Micael, na 1ª falta que cometeu na segunda parte (ao minuto 56, junto à área do SLB…), viu imediatamente um cartão amarelo.

Mais. Tal como já tinha acontecido no jogo em Braga, para o campeonato, a equipa de Sérgio Conceição, depois de estar a perder, deu a volta ao resultado e colocou-se em vantagem no marcador ao minuto 58. Pois bem, apenas três minutos depois, o senhor Artur Soares Dias (lembram-se dele do SL Benfica x FC Porto da época passada?) foi implacável com o guarda-redes bracarense (o russo Stanislav Kritciuk) e mostrou-lhe um cartão amarelo por estar a queimar tempo. Nem aviso, nem nada, zás, toma lá um amarelo e ficas avisado (condicionado) para o resto do jogo.
Aliás, ao minuto 61, cinco jogadores do SC Braga já estavam amarelados e, no final, o SC Braga “ganhou” por 6 a 1 em cartões amarelos…

E nem sequer vale a pena falar no penalty (mais um!) que ficou por assinalar contra o SLB, devido a um corte com a mão, de Jardel, em plena área benfiquista. Além de ter sido um lance de descarada mão na bola e de não haver a desculpa de ter sido à “queima roupa”, foi na sequência de uma bola parada. Como diria Jorge Jesus, os árbitros não viram porque não quiseram…

E é por estas e por outras, que eu considero que será muito, muito, muito difícil o SLB perder a liderança do campeonato porque, parafraseando novamente Jorge Jesus (da vez em que foi ao estádio da Luz como treinador do SC Braga), “eles” (os árbitros) não deixam…

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O campeonato está viciado?

 
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A Liga Real e a Liga Mentirosa

2ª Jornada

Boavista 0-1 Benfica
Árbitro: Marco Ferreira
Aos 83’ e na ressaca de um alívio da defesa benfiquista Brito remata de fora da área para um grande golo do Boavista. O árbitro anulou o lance, não se percebe se por fora-de-jogo se por falta atacante. O Benfica saiu beneficiado do jogo do Bessa.


4ª Jornada

V. Setúbal 0-5 Benfica
Árbitro: João Capela
Com o resultado em 0-1 o jogador sadino Giovani isola-se frente a Artur e acaba por marcar mas o lance é anulado por fora-de-jogo. Giovani tinha dois jogadores adversários a coloca-lo em jogo, erro grave da equipa de arbitragem.

V. Guimarães 1-1 FC Porto
Árbitro: Paulo Baptista
Aos 30’ Brahimi isola-se, corre para a grande área, e quando se prepara para rematar à baliza é puxado por um defesa do Guimarães, saindo frouxo o remate. Penalty por assinalar contra o Guimarães que o árbitro não sancionou.
Aos 72’ Brahimi desmarca-se pela esquerda e faz golo. Está perfeitamente em linha com o último defesa do Guimarães mas o árbitro anula o golo por indicação do fiscal de linha. O FC Porto sai prejudicado deste jogo devido a erros grosseiros da equipa de arbitragem.


5ª Jornada

FC Porto 0-0 Boavista
Árbitro: Jorge Ferreira
Aos 25’ Maicon tem uma entrada ríspida sobre um adversário à entrada do meio campo do FC Porto junto à linha lateral, justificando-se a amostragem de um cartão amarelo. O árbitro opta pelo… vermelho. O FC Porto acaba por jogar mais de uma hora com um jogador a menos. Durante a 2ª parte o árbitro acabou por ser complacente com as perdas de tempo dos jogadores axadrezados.

Benfica 3-1 Moreirense
Árbitro: Luís Ferreira
Com o resultado em 0-1 o árbitro mostra o 2º cartão amarelo e consequente vermelho a um defesa do Moreirense. Se esta falta por ele cometida poderá justificar sanção disciplinar, a falta que deu origem ao primeiro cartão amarelo nem por sombras. A jogar contra 10 o Benfica marcou 3 golos sendo o último apontado na sequência de uma grande penalidade marcada por falta inexistente sobre Lima.

6ª Jornada

Sporting 1-1 FC Porto
Árbitro: Olegário Benquerença
Aos 11’ o jogador Slimani, fora de si, agarra o defesa do FC Porto Martins Indi pelo pescoço e projecta-o violentamente para trás. Benquerença mostrou apenas um cartão amarelo ao enraivecido sportinguista…
Com o resultado em 1-1, aos 89’ Jackson remata de forma artística para a baliza e Maurício corta a bola com braço de forma ostensiva. Penalty por assinalar contra o Sporting e segundo amarelo e consequente expulsão a Maurício. O árbitro mandou seguir.



Estoril 2-3 Benfica
Árbitro: Vasco Santos
Aos 11’ Jardel salta por cima de Kléber atirando-o para o chão dentro da grande área dos vermelhos. Penalty por assinalar a favor do Estoril.
Aos 48’ Enzo Pérz comete falta dura sobre Kléber justificando-se a amostragem de um cartão amarelo, que seria o segundo e determinaria a sua expulsão. O árbitro nem falta assinalou.
Assim, depois de estar a vencer por 0-2 o Benfica acabou por permitir que o Estoril reduzisse e aos 53’ fizesse mesmo o 2-2 por Kléber. Claro que a partir daí qualquer falta daria cartão amarelo para os jogadores da casa (contrariamente ao que aconteceu com Enzo). Aos 66’ Cabrera viu o segundo amarelo e foi expulso devido a uma simulação do mesmo Enzo Pérez. O estorilista nem lhe tocou. Apenas 4 minutos volvidos, o Benfica marcou o golo da vitória por Lima.




9ª Jornada

Benfica 1-0 Rio Ave
Árbitro: Manuel Mota
Aos 68’ numa jogada de contra-ataque o Rio Ave chega ao empate por Esmael a passe de Wakaso. O golo é anulado por pretenso fora-de-jogo. Vê-se que no momento do passe o fiscal de linha está mais de 3 metros atrás do último defesa do Benfica e mesmo assim anula o golo. O jogador do Rio Ave está em linha, apesar de a Benfica TV, que transmitiu o jogo, ter colocado uma linha ligeiramente diagonal (e não paralela) em relação à linha da grande área para tentar iludir o espectador. Dois pontos “subtraídos” ao Rio Ave e dois pontos “dados” ao Benfica pela equipa de arbitragem (chefiada pelo “talhante benfiquista de Braga”).


10ª Jornada

Estoril 2-2 FC Porto
Árbitro: Artur Soares Dias
Já na época de 2013/2014 o FC Porto foi impossibilitado pela equipa de arbitragem de vencer na Amoreira. Nesta época a história repetiu-se. Com o resultado em 1-1 aos 55’ Danilo e Brahimi são derrubados consecutivamente na grande área estorilista. Penalty a dobrar que o árbitro não quis ver.

Nacional 1-2 Benfica
Árbitro: Bruno Paixão
Com o resultado em 1-1, aos 19’ e na sequência de um canto para o Benfica, a bola fica no meio da área, Luisão e Ghazal disputam a bola que sobra para Jonas que atira para o fundo das redes, no entanto está adiantado na altura do passe. O árbitro sancionou o golo.
Aos 69’ o jogador do Nacional Lucas João isola Marco Matias (que está 2 metros atrás do último defesa do Benfica) que faz o 2-2. Bruno Paixão anula o golo, numa decisão inacreditável. Os comentadores em directo aventam hipóteses: “terá sido por fora-de-jogo?” diziam uns, “ou terá sido pé-em-riste do jogador do Nacional?”. Nem uma nem outra, Paixão anulou o golo porque sim. Mais uma vitória com dedo dos árbitros.


Em 10 Jornadas o Benfica acabou por ser beneficiado em 6 sendo que, dessas 6, em 3 Jornadas os erros de arbitragem influenciaram decisivamente o resultado final das partidas. Já o FC Porto viu erros de arbitragem terem influência em 3 dos 10 jogos já realizados no campeonato.


O primeiro terço do campeonato está praticamente cumprido e as prestações da arbitragem marcam decisivamente a actual classificação: 1º Benfica 25, 2º Guimarães 23, 3º FC Porto 22.

A análise às prestações do Benfica desta época, se compararmos a Liga dos Campeões com o Campeonato, torna-se ainda mais confusa. Nesta fase de grupos da Liga dos Campeões o Benfica, em 5 jogos, conta com 1 vitória, 1 empate e 3 derrotas. Sofreu 6 golos e marcou apenas 2.
 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Diz-me com quem andas... 2014/15


A nova época está à porta, e está na altura de mais uma mirada às "simpatias":

- Artur Soares Dias, repetiu a presença de há dois anos e é agora o árbitro com mais jogos (amigáveis) no Dragão. Jorge Sousa, que dizem ser um ex-Super Dragão, chegou a arbitrar jogos em épocas consecutivas, mas a sua estrela perdeu brilho.

- Hugo Miguel, o infame árbitro que "deu" o último título ao Porto, no Paços de Ferreira x Porto de há duas épocas atrás, continua em grande lá para as bandas da Metrópole; não há adepto do SLB que não veja este árbitro como um "corrupto", mas a direcção do clube parece ter outra opinião. O jogo da Eusébio Cup na Luz, foi mesmo o terceiro "amistoso" que o árbitro de Lisboa, fiscalizou nos últimos anos, ele que também não é mal visto em Alvalade. Apesar do precalço na Capital do Móvel, Hugo Miguel recuperou e está em alta, sendo mesmo o árbitro habitualmente mais requisitado durante a pré-época.

- Duarte (ou Roubarte?) Gomes, um dos maiores "penalteiros" da nossa praça - quem não se lembra do penalty por cabeça-na-bola num Estrela da Amadora x SLB, ou dos 3 penalties a favor do mesmo SLB, numa partida frente ao VSC? - foi o escolhido para arbitrar o Troféu 5 Violinos; na limpeza que a mais recente "piaçaba" do futebol nacional, vulgo Bruno de Carvalho, encetou contra as forças do Mal, não haverá descarga de autoclismo que afunde o Duarte, um árbitro "limpinho".

- Nota para ausência de Pedro Proença, considerado uns dos melhores árbitros do Mundo, mas que não teve lugar na pré-época dos grandes. Outras figuras "simpáticas" como João Capela, Carlos "Xistrema" ou Bruno "Caixão", continuam estranhamente de fora destas andanças.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

4 jogos, 9 a 11 pontos “roubados”

MST, A BOLA
Ontem, na sua habitual crónica semanal publicada no jornal A BOLA, Miguel Sousa Tavares (para além do lamentável assunto que o Filipe Sousa já abordou no post anterior), referiu-se a um conjunto de graves erros de arbitragem, que prejudicaram o FC Porto nos jogos que disputou “no terreno dos seus quatro adversários mais próximos na classificação, para cima e para baixo”.
E, sobre os erros de arbitragem que enunciou, MST afirma: “Isto são factos. E pontos. Pontos “roubados”, como diria Bruno de Carvalho: entre 9 a 11 e, consequentemente, menos 3 para o Sporting e menos 2 a 3 para o Benfica”.

(bravo Miguel, imagino o que deve custar, a sportinguistas e benfiquistas, lerem estas coisas num jornal como A BOLA...)

Para suportar as suas afirmações, Miguel Sousa Tavares (MST) recordou, e bem, os principais erros de arbitragem (classificados como “roubos”, quando os prejudicados são os clubes da 2ª circular) nos seguintes jogos:
Estoril x FC Porto (22-09-2013) – menos 2 pontos para o FC Porto
Benfica x FC Porto (12-01-2014) – menos 1 a 3 pontos para o FC Porto
Sporting x FC Porto (16-03-2014) – menos 3 pontos para o FC Porto
Nacional x FC Porto (30-03-2014) – menos 3 pontos para o FC Porto

No meio de todos estes erros de arbitragem (com clara influência nos resultados destes quatro jogos), há coisas que custam a aceitar e são muito difíceis de compreender.

Por exemplo, no Estoril x FC Porto, a ganhar por 1-0, o FC Porto sofreu o golo do empate através de um dos penalties mais escandalosos dos últimos anos. É que, conforme a imagem seguinte mostra, o árbitro assistente está bem colocado e não havia um único jogador equipado de branco dentro da área!

Estoril x FC Porto

Outro exemplo. Aos 44’ do Sporting x FC Porto, Cedric carregou Jackson Martinez pelas costas (sem qualquer intenção de disputar a bola!), quando o colombiano estava no ar e se preparava para cabecear a bola para o fundo da baliza, desviando desse modo o ponta-de-lança do FC Porto e conseguindo evitar aquele que seria o 0-1. Em vez de expulsar o defesa sportinguista e assinalar o penalty que se impunha, o “melhor árbitro do Mundo” (colega de faculdade de Bruno Carvalho...) não viu qualquer infracção e mandou seguir.

Sporting x FC Porto

Ora, o mesmo Jackson Martinez que, no dia 16 de Março, foi ilegalmente impedido de colocar o FC Porto em vantagem, num desafio em que estava em jogo 8,6 milhões de euros (é quanto vale o apuramento direto para a fase de grupos da Liga dos Campeões), em dois jogos das semanas seguintes – FC Porto x Belenenses (23-03-2014) e Nacional x FC Porto (30-03-2014) – viu dois golos seus serem anulados por, supostamente, ter cometido falta sobre defesas contrários (dois lances de disputa de bola de cabeça, em que Jackson saltou antes e mais alto!).

Analisando friamente todos estes erros (e critérios!) de arbitragem, os quais prejudicaram fortemente o FC Porto, é inevitável concluir-se que alguns não são erros normais.

E também me parece demasiada coincidência, que os jogos em que o FC Porto foi mais prejudicado, tenham sido, precisamente, nas quatro deslocações contra as 4 equipas mais bem classificadas.

É ainda de notar que dos 9 pontos que o MST refere terem sido “subtraídos” ao FC Porto, 3 pontos foram nas primeiras 21 jornadas (em que o comando técnico da equipa esteve entregue a Paulo Fonseca) e 6 pontos foram-no nas duas últimas deslocações (Alvalade e Nacional), numa altura em que o FC Porto ainda poderia lutar pelo 2º lugar. Aliás, nas últimas três jornadas (23ª, 24ª e 25ª), realizadas após o “Movimento Basta”, o FC Porto foi prejudicado em todos os jogos por erros graves de arbitragem. Coincidências...

No dia 17 de Março, num comentário publicado neste blogue, escrevi o seguinte:
«Esta época faltou competência na escolha do treinador.
Faltou competência na gestão das entradas e saídas do plantel.
Mas também faltou competência na forma como são geridos os bastidores do futebol português.
O FC Porto foi “comido” e de que maneira quer pelo slb, quer agora pelos calimeros».

E se os dirigentes do FC Porto nada fizerem e continuarem a assistir, impávidos e serenos, ao controlo total do "Sistema" por parte do slb, dos "viscondes" e da AF Lisboa, na próxima época vai ser igual.

domingo, 19 de janeiro de 2014

As mensagens de Pinto da Costa


O FC Porto foi eliminado da Liga dos Campeões. No campeonato, no final da 1ª volta, a equipa está no 3º lugar. Num cenário destes, qual o objetivo de uma entrevista de Pinto da Costa ao Porto Canal, imediatamente após uma derrota em casa do principal rival?

Se Pinto da Costa, um reconhecido expert em futebol, fosse um mero comentador, ou adepto portista (ele teve o cuidado de distinguir adeptos de sócios), talvez fosse de esperar uma análise fria, rigorosa e coerente ao momento atual da equipa portista, quiçá com a identificação de alguns erros cometidos. Mas Pinto da Costa é o máximo responsável do clube e da SAD e, por isso, optou por jogar ao ataque e usar o tempo de antena que teve à sua disposição para disparar em várias direções.

O que eu interpretei de algumas das mensagens que Pinto da Costa quis transmitir:

Paulo Fonseca – 100% de apoio ao treinador atual. Sinceramente, alguém esperava que, a meio do campeonato, Pinto da Costa dissesse outra coisa?

Nomeações / Rui Silva (árbitro do Estoril x FC Porto) – “fez lembrar os tempos do Inocêncio Calabote...”. Seria uma surpresa se, esta época, o árbitro de Vila Real voltasse a ser nomeado para jogos do FC Porto.

Nomeações / Artur Soares Dias (árbitro do slb x FC Porto) – Para além das fortes críticas, que deverão garantir um período de nojo na nomeação deste árbitro internacional para jogos do FC Porto, pareceu-me relevante Pinto da Costa dizer que a arbitragem do jogo da Luz foi para agradar a quem o pode projetar para a elite da arbitragem internacional (“pode ser por ter ficado deslumbrado com promessas da FIFA...”). Seria interessante que a comunicação social explorasse esta deixa.

Arbitragem em geral – Pela primeira vez, ouvi Pinto da Costa dizer que defende um lote de árbitros profissionais, mas a nível europeu e arbitrando em diferentes países, para não serem sujeitos a pressões. Desse lote de árbitros de elite (Pinto da Costa falou em cerca de 50 árbitros), sairiam os árbitros nomeados para diferentes campeonatos de países geograficamente perto (por exemplo, Portugal, Espanha, França, Itália, …).

Liga – A Liga de Clubes perdeu poder, perdeu credibilidade, perdeu patrocinadores e deixou de ter os clubes na Direção (“no executivo da associação que os clubes criaram não há presidentes de futebol, só há advogados…”). A Liga, com sede no Porto e “motor” do futebol português, morreu. Ou seja, o poder do futebol português regressou a Lisboa e está novamente centralizado na FPF. Outra deixa interessante para a comunicação social explorar.

Fernando Gomes – Tem muito boa imprensa, mas não é alguém que esteja na FPF com o apoio de Pinto da Costa (isso já sabíamos), bem pelo contrário. Fernando Gomes tem uma estratégia pessoal de poder e, para alcançar os seus objetivos, faz as alianças que forem necessárias (incluindo com Luís Filipe Vieira e Bruno Carvalho). Ex-atleta, ex-vice-presidente do clube e ex-administrador da SAD, cortou o cordão umbilical e não terá o apoio de Pinto da Costa para a sua sucessão.

António Oliveira – O maior acionista individual da FC Porto SAD, ex-jogador e ex-treinador do FC Porto, não está nas boas graças de Pinto da Costa. E, em termos de sucessão na presidência do clube, se António Oliveira avançar, Pinto da Costa deverá fazer-lhe o mesmo que Rui Rio fez a Luís Filipe Menezes, isto é, lançar e apoiar (implicitamente) outro candidato (tudo indica que será Antero) e dar as entrevistas necessárias, para que os sócios do FC Porto fiquem convencidos que o irmão de Joaquim Oliveira não serve para ocupar a cadeira do poder.

P.S. Claro que não é só por causa das arbitragens que o FC Porto passou de uma vantagem de 5 pontos para uma desvantagem de três. Contudo, quer no Estoril x FC Porto, quer no slb x FC Porto, as arbitragens prejudicaram objectivamente o FC Porto e Pinto da Costa teve razão nos cinco lances/erros desses jogos que referiu.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Da Luz a Barcelos, para memória futura

«recuso-me a aceitar que uma equipa como o Porto precise de esperar que jogadores sejam agarrados em cantos para resolver um jogo contra o Gil Vicente, ou contra quem quer que seja. Se os outros clubes o fazem, eu não gosto de ver o Porto a ser igual aos outros. No entanto, e só por curiosidade, o artista do apito foi o mesmo que brilhou na Luz na época passada, ao assinalar 3(!!) penalties em 15 minutos a favor do Benfica no jogo contra o Guimarães, sendo os dois últimos totalmente ridículos. Desta vez não viu...»
Miguel Magalhães, 19 de Agosto de 2012 22:43

«recuso-me a aceitar que os penalties sejam o foco e sirvam de desculpa num jogo em que não fomos capazes de ser minimamente competentes. Essa é uma postura "à Benfica" com a qual eu não me identifico; prefiro uma atitude "à Porto", como aquela em Alvalade em 2002/03 em que ganhamos 1-0 apesar dos 4 penalties muito mais evidentes que qualquer um dos de hoje e que ficaram por assinalar a nosso favor pelo "saudoso" Lucílio Baptista.»
Miguel Magalhães, 20 de Agosto de 2012 00:50


Percebo o sentido e o alcance destes dois comentários que o Miguel Magalhães fez no artigo ‘Os maus hábitos ainda resistem...’, mas há coisas que não podemos ignorar.

Em termos de análise aos erros das arbitragens, sou de opinião que devemos distinguir os erros claros, daqueles que só se conseguem ver após N repetições na televisão, em câmara lenta, ou mesmo com a imagem parada.

Ora, nesta 1ª jornada, houve dois erros graves de arbitragem, de análise unânime, e que me custam a aceitar:

1º) A expulsão de Douglão e a redução da equipa adversária do slb a 10 jogadores nos derradeiros vinte e tal minutos do slb x SC Braga.
Custa-me a aceitar que, mesmo num molho de jogadores, alguém confunda o Custódio com o Douglão e mostre um cartão amarelo (no caso o segundo e consequente vermelho) a este último. É que, entre outras coisas, a cor da pele dos dois jogadores é diferente!

(clicar na imagem para a ampliar)

2º) O agarrão descarado de Luís Carlos a Kléber (a fazer lembrar a lamentável actuação de José Soares no célebre jogo de Campo Maior) e o óbvio penalty a favor do FC Porto que, num momento decisivo do jogo (aos 85 minutos), ficou por assinalar.
Custa-me a crer que nenhum dos árbitros nomeados para o Gil Vicente x FC Porto tenha visto (e Duarte Gomes estava a pouco mais de um metro!). É que o jogador do Gil agarrou o ponta-de-lança do FC Porto de forma ostensiva, durante uns segundos e num trajecto de dois ou três metros!

(clicar na imagem para a ampliar)




Enfim, logo na abertura do campeonato 2012/13, o clube da verdade desportiva foi objectivamente beneficiado em dois campos - Luz e Barcelos - e, claro, os paladinos da "verdade desportiva" aplaudem.

Para memória futura, fica também a forma low-profile como José Peseiro, treinador do SC Braga, reagiu ao erro grave da arbitragem que prejudicou a sua equipa. Veremos o que dirá se o mesmo acontecer num jogo que envolva o FC Porto.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Diz-me com quem andas...

Para que fique claro, este micro-estudo não tem como objectivo alimentar teorias das conspiração (pelo menos, daquelas muito rebuscadas). É apenas e só uma pequena análise.


Do quadro atrás apresentado, que lista os jogos de pré-época (desde 2008 até à actualidade) cujos os árbitros foram escolhidos - e eu não sei se são de facto escolhidos ou nomeados pela Liga/FPF/APAF/...?, mas os dados não deixam grande margem para dúvidas - pelos ditos "3 grandes", na minha opinião, há a destacar:

- (não é o facto mais gritante, mas é o meu "favorito") O Bruno "Caixão" tem afinal fãs! E sem grande surpresa, são dirigentes do SLB! Depois do espectáculo de Campomaior ainda despertou alguma simpatia nos dirigentes do SCP - uma performance daquelas só está ao alcance de um grande defensor da "verdade desportiva" - mas por maior que seja a Paixão, só chega para um clube

- Artur Soares Dias e Jorge Sousa estão "alta" nos corredores da SAD portista; ao primeiro não tenho nada a apontar; o segundo é uma espécie de "Pedro Proença portista" mas não tem nem metade do talento - tanto beneficia como prejudica

- O SCP organiza poucos "amistosos" em terreno caseiro; joga mais torneios (organizados por outros clubes); mesmo nos que se realizam no estrangeiro, com árbitros estrangeiros, nem por isso os resultados melhoram - "porque será?"

- Dois árbitros em quem o SLB a dada altura depositou grandes esperanças são "cartas fora do baralho": Pedro Henriques - já "retirado" depois ter caído na asneira de "prejudicar" o SLB - e Pedro Proença - terá o mesmo destino do Pedro Henriques?

- O FCP recorre (ou recorria) com alguma frequência a árbitros desconhecidos

- João Ferreira é pau para toda a obra: tanto está pronto para ajudar o SLB a vencer amigáveis, como derbies ou eliminatórias da Taça

- Hugo Miguel é uma estrela em ascenção para as bandas da Metrópole, mas de um modo mais vincado para os arredores da Buraca

- O SCP raramente repete um árbitro - ainda não encontraram um que "dê garantias"; exceptuando Pedro Proença - o tal que apitou uma final da Liga dos Campeões e do Euro apenas por obra e graça do Pinto da Costa - o que serve para o SLB, serve para o SCP;

Esta é apenas uma pequena amostra das simpatias dos "3 grandes" por determinados árbitros - poucos, mas sem dúvida dos mais importantes - de entre um conjunto de 25 que a Liga tem ao seu dispor. Ao contrário do que é normalmente disseminado, nem todos os árbitros são portistas ou corruptos - porque não convidam o SLB e o SCP árbitros estrangeiros para os jogos que organizam? - mas são sim adeptos de outros clubes. E são mesmo dignos de confiança a ponto de serem chamados para arbitrar jogos onde a escolha dos árbitros cabe precisamente ao SLB e SCP. Assim sendo, da próxima vez que o Bruno "Caixão" prejudicar o Porto - uma inevitabilidade - as críticas dos portistas serão rebatidas com base em factos do jogo que demonstrem que o árbitro não errou, ou simplesmente porque o dito árbitro é um "protegido" do SLB?

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Novamente o apito encarnado

Decorria o minuto 58 do último slb x Maritimo, numa altura em que os encarnados venciam apenas pela margem mínima, quando Pouga saltou com Javi García e tocou ao de leve com o braço direito na cara do médio benfiquista. Contudo, o homem do apito (Artur Soares Dias) viu neste lance uma terrível agressão ao pobre e corretíssimo jogador benfiquista e vai daí zás, vermelho direto!

Uma decisão incorreta. Pouga apenas quis evitar que o adversário jogasse a bola; de modo algum quis agredi-lo. Justificava-se cartão amarelo e não o vermelho.
Jorge Coroado

Ao saltar, Pouga não dá nenhuma cotovelada nem agride Javi García, apenas coloca o braço de forma imprudente na cara do jogador benfiquista. Era lance apenas para cartão amarelo.
Pedro Henriques

Parece-me que o árbitro fez uma interpretação excessiva do lance, uma vez que Pouga usa o braço direito imprudentemente, e não o cotovelo.
Paulo Paraty

Unanimidade do ‘Tribunal de o JOGO’! E quando até o Paraty, o preferido de Luís Filipe Vieira, acha que o árbitro não tinha motivo para ter colocado o adversário do slb a jogar com menos um, está quase tudo dito.

Falta apenas dizer que é um filme já várias vezes visto esta época, isto é, sempre que os jogos estão um bocadinho mais complicados de resolver, lá aparece o apito encarnado a dar o inevitável empurrão ao “rolo compressor”…

Em resumo, o árbitro fez o trabalho dele bem feito, quem o nomeou ficou, seguramente, satisfeito com o desempenho do homem do apito e Luís Filipe Vieira voltou a não dar por mal empregue o apoio inequívoco a Fernando Gomes nas eleições para a FPF (segundo consta com a condição do ex-administrador da SAD portista manter Vítor Pereira como presidente dos árbitros).


P.S.1 "Não vou falar sobre o sr. Artur. Ando cansado disso e é quase sempre o mesmo interveniente. Toda a gente viu as imagens. Com a expulsão o jogo acabou".
Pedro Martins, treinador do Marítimo

P.S.2 «Vítor Pereira não consegue potenciar os jogadores que estiveram na base de uma época de enorme sucesso e no momento em que o FC Porto é prejudicado por erros de arbitragem lança o anátema sobre o Benfica, dizendo que – ao colo da arbitragem – já pode encomendar as faixas de campeão. A realidade é esta: o Benfica tem a melhor equipa e não tem sido prejudicado pela arbitragem, como decorre da velada “promessa eleitoral” do outro... Vítor Pereira. Faz toda a diferença. (…) o treinador do FC Porto diz que o Benfica “já pode encomendar as faixas” porque “está a ser levado ao colo” pelo sector da arbitragem. O Benfica tem (…) o melhor futebol que se pratica na Liga. É pouco? Não é seguramente. Mas poderia ser pouco se a arbitragem não estivesse mansa para os lados da Luz. Uns dizem: é goooooooooolo! Outros dizem: é coooooooooolo! É golo ao colo
Rui Santos, Record, 02/02/2012

segunda-feira, 25 de abril de 2011

SCP = Sporting Calimeros Portugal

não houve motivo para ser assinalada grande penalidade. Rolando escorrega e cai ao perder o apoio, tocando a bola com o braço no movimento da queda, de forma não deliberada, ou seja, perfeitamente casual.
Pedro Henriques

Rolando escorrega e, na sua queda desamparada, toca acidentalmente com o braço na bola. Não há acção deliberada por parte de Rolando, pelo que a decisão da equipa de arbitragem é adequada.
Paulo Paraty

Rolando escorregou e, sem querer, tocou com a mão na bola e, portanto, não há posição de braços para ser analisada.
José Leirós


O único ex-árbitro que considerou este toque deliberado e intencional foi Jorge Coroado.
Intencional?
Num lance em que Rolando está sozinho, sem nenhum jogador sportinguista a menos de três metros e em que, após escorregar, toca com a mão na bola, num movimento de cima para baixo, não desviando qualquer remate ou cruzamento, é preciso alguma imaginação para considerar que foi um toque deliberado e intencional.
Artur Soares Dias e os ex-árbitros Pedro Henriques, Paulo Paraty e José Leirós consideraram aquilo que me parece óbvio, ou seja, que o toque com a mão na bola é fortuito, casual e completamente acidental.


Constatou-se que é fácil prejudicar o Sporting num jogo de futebol… Só é possível desejar que a visão do Artur Soares Dias melhore na próxima época. Sinto que o Sporting foi prejudicado, como sentem todos que viram o jogo. São lances que nem merecem discussão
Carlos Freitas, director-desportivo do SCP



Os árbitros têm de perceber que se não estão em condições de exercer a sua profissão, vão para a pesca mas não podem dirigir jogos deste gabarito. A dois metros do sítio não vêem um penálti tão claro… O que é preciso é haver pessoas competentes a apitar. Isto tem de acabar de uma vez por todas. Como? Com processos, processos-crime
Carlos Barbosa, vice-presidente do SCP


No jogo do passado domingo no Porto, quer os adeptos presentes, quer a equipa de futebol profissional não foram respeitados. Estamos a proceder à averiguação dos acontecimentos e iremos agir em conformidade
Godinho Lopes, presidente do SCP, no editorial no jornal do clube


Para mim, o lance de Rolando não oferece qualquer dúvida mas, na pior das hipóteses, admito que possa suscitar alguma (pouca) discussão. Agora, pegar num lance em que a maioria dos ex-árbitros consideram ter sido bem ajuizado e fazer disso escândalo, só mesmo de adeptos do Sporting Calimeros Portugal, ou então de fanáticos como o cineasta comentador, cujo fundamentalismo anti-Porto se confunde com a senilidade que já vai evidenciando semana após semana.

«O árbitro Soares Dias decidiu bem no lance da mão na bola de Rolando e as críticas dos novos responsáveis do Sporting mais não são do que uma primeira tentativa de tentarem marcar terreno, como infelizmente é hábito no futebol português.»
Bruno Prata, Público


Uns dias após a desastrosa arbitragem de Jorge Sousa no SCP x FC Porto da 1ª volta, com vários erros graves, prejudicando sempre a mesma equipa – o FC Porto – e que, por isso, teve uma enorme influência no resultado final, escrevi o seguinte:

«O que diria a comunicação social do regime e os “calimeros de Alvalade”, se o golo do FC Porto tivesse sido precedido de um fora-de-jogo indiscutível do marcador do mesmo, se um jogador azul-e-branco tivesse entrado por trás e cravado os pitões na perna de um sportinguista (como Maniche fez a Moutinho aos 60’) ou se, devido a um erro/precipitação do árbitro, a equipa leonina tivesse sido obrigada a jogar com menos um durante os últimos 25 minutos? Não é preciso ser bruxo, porque todos sabemos a resposta.»

Nem é preciso dizer mais nada e, para avivar a memória dos “calimeros” (*), recordo mais nove SCP x FC Porto deste século, marcados por arbitragens vergonhosas e campos inclinados.


(*) Calimero é um pintainho meigo mas infeliz (o único pintainho negro de uma família de galos amarelos), que anda com metade da sua casca de ovo na cabeça. A sua expressão mais celebre é: "Eles são grandes e eu sou pequenino. É uma injustiça, se é..."

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Os penalties da polémica

Depois de ver que suspenderam o Lisandro por um penálti que o árbitro assinalou e que depois disseram que não foi, se fosse hoje deixava-me cair no relvado [lance com Reyes]. É evidente que esse lance foi penálti, mas na altura não me deixei cair porque vi o Fucile a correr em boa posição e pensei que lhe podia passar a bola em condições de ele finalizar. Não o fiz por uma questão de fair play, foi uma reacção instintiva por ver o Fucile bem posicionado. No futuro pensarei duas vezes, sobretudo pelo que se passou com a suspensão ridícula do Lisandro.
Lucho, Junho de 2009


Ao ouvir e ler os comentários acerca do Paços Ferreira x FC Porto, lembrei-me deste caso e destas declarações de Lucho (numa entrevista ao jornal O Jogo).

O penalty assinalado a favor do FC Porto e que Hulk concretizou é polémico? Claro, como são quase todos os penalties assinalados a favor dos azuis-e-brancos, os quais são esmiuçados e analisados à lupa por jornalistas, comentadores, ex-árbitros e todo o tipo de “especialistas”.
A bola bateu no pé, na perna ou nos braços do jogador do Paços? Eu já vi as imagens várias vezes e continuo com dúvidas, mas dou de barato que o árbitro foi iludido pelo movimento dos braços do jogador do Paços.

Terá o FC Porto ganho na Mata Real graças a um favor da arbitragem? Claro, então não é óbvio? Estava a ganhar 1-0 e, já em tempo de descontos, passou a ganhar por 2-0…
E contudo, se recuarmos 12 minutos… Ao minuto 78, Filipe Anunciação faz penálti sobre Hulk?

No estilo que lhe é muito próprio, Anunciação "chegou" atrasado, pontapeando, assim, o pé de Hulk e não a bola. Grande penalidade que ficou por assinalar.
Jorge Coroado

Hulk é tocado no pé, dentro da área, por Filipe Anunciação. Embora não chegue a cair, é uma infracção merecedora de grande penalidade.
Pedro Henriques

De facto, Filipe Anunciação rasteira Hulk
Paulo Paraty


Pois é, não é preciso ver N repetições para se perceber que o árbitro Artur Soares Dias errou neste lance. As imagens não deixam dúvidas. Deveria ter sido assinalado um penalty a favor do FC Porto ao minuto 78 e, a partir desse instante, o Paços de Ferreira deveria ter ficado reduzido a 10 jogadores, porque Filipe Anunciação teria de ver o 2º cartão amarelo. Analisando o jogo com frieza e um mínimo de imparcialidade, é evidente que este foi o erro mais grave do trio de arbitragem e com maior potencial de influência no resultado final (penalty + expulsão + 12 minutos e descontos ainda por jogar) mas, como é óbvio, o erro do árbitro que a “verdade oficial” (leia-se propaganda) irá registar para a história deste jogo será outro.

Razão tinha o Lucho…