E pronto, é isto. Este FC Porto é bem capaz do melhor e do pior em poucos minutos. Depois de uma primeira parte bem conseguida no Dragão, em que marcou um golo (Aboubakar aos 25' após assistência de Maxi) e podia ter marcado mais, tendo dominado o jogo por completo, o FC Porto regressou dos balneários para poucos minutos depois marcar o segundo, um belo golo de Herrera e, depois disso, entrou em colapso. A equipa apagou e em dois ou três contra-ataques o União fez dois golos e empatou o jogo em menos de 5 minutos...
A equipa reagiu e foi para cima do adversário (que, segundo o seu treinador, já tinha o anti-jogo planeado) tendo conseguido o golo da vitória a 4 minutos dos 90' num remate forte de Jesus Corona após tabela com Suk. O mexicano esteve muito ausente durante todo o jogo mas redimiu-se nos minutos finais ao apontar o golo da vitória. O treinador do União, lamentando não ter feito a terceira substituição para "queimar" tempo, não conseguiu disfarçar a azia, o mau perder e o mau carácter.
Esta equipa do FC Porto sofre de bipolaridade severa e o terapeuta Peseiro não está a conseguir estabilizar a componente emocional do grupo. Há muito para trabalhar no sector defensivo. Parece ser por aí que Peseiro se deverá ocupar com a máxima urgência. Não basta pedir aos sócios que sejam compreensivos, é preciso trabalhar mais horas nas transições defensivas. A defesa do FC Porto é um autêntico passador.
Jogar com homens da casa é outra história. Apesar de ter feito uma exibição com altos e baixos, Sérgio Oliveira mostrou aos colegas (e aos sócios e adeptos) o que é vestir esta camisola. Fez as faltas que e quando era preciso serem feitas, bloqueou a reposição de bola pelo adversário e foi para cima deles quando a equipa precisou. E com autoridade. É mesmo isto, Sérgio!




