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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Nada de novo à 4ª Jornada...


Nada de novo. Em Vila do Conde o Benfica empatou um jogo que devia ter perdido. O árbitro Hugo Miguel conseguiu ver uma falta na área vilacondense sobre o 'piscineiro' Jonas, e apressadamente marcou penalty que o mesmo converteu. Um lance que ocorreu nos minutos seguintes ao golo do Rio Ave. Foi este mesmo Hugo Miguel que na época passada não conseguiu ver dois penalties a favor do FC Porto no jogo em Braga por agarrão claro a Felipe e por falta sobre Otávio. Neste jogo em Vila do Conde, Hugo Miguel foi ainda hábil ao ponto de perdoar as expulsões a Pizzi, que pontapeou um adversário aos 74' nas suas barbas (!) e a Eliseu, que continuou a colecionar agressões impunemente num jogo que nem sequer deveria ter disputado (alô, Comissão de Disciplina ?!). Continua a valer tudo quando se trata de jogadores benfiquistas.


Apesar das denúncias públicas recorrentes de Francisco J. Marques sobre o esquema de tráfico de influências, coação e corrupção montado pelo Benfica, os árbitros continuam a atuar como se a população ainda não soubesse do que se passa por trás da cortina. Não ganharam vergonha.

Na ressaca do jogo o Benfica ainda teve a distinta lata de acusar FC Porto e Sporting de criarem "clima de grave coação e intimidação".


Às claques "de adeptos organizados" do Benfica foi permitido que saíssem do Estádio dos Arcos ao mesmo tempo que os adeptos da casa. A responsabilidade foi do esquema de segurança (ou da ausência dele) montado pela PSP. Houve agressões graves a adeptos do Rio Ave, tendo o clube de Vila do Conde reagido oficialmente em Comunicado. Ninguém foi/será responsabilizado. Ao Benfica continua a ser permitido algo que a nenhum outro clube é permitido: ter uma claque não registada, portanto ilegal, e ainda lhe conceder apoios financeiros e logísticos. Os seus membros continuam a espalhar o terror pelos estádios do país. O Ministério Público e a Polícia, designadamente a PJ e a PSP, sabem mas nada fazem para resolver o problema. Serão co-responsáveis morais por acidentes graves que eventualmente venham a ocorrer. O outro responsável moral será o Benfica na pessoa do seu presidente Luis Filipe Vieira, que publicamente negou o óbvio com a maior desfaçatez.

Foto: OJOGO (Fábio Poço/Global Imagens)

Por outro lado, a casa do FC Porto de Famalicão foi vandalizada com o arremesso de tochas e garrafas, tendo provocado ferimentos ligeiros a alguns adeptos que se encontravam na esplanada. Por anónimos ou por membros de "grupos organizados de adeptos", não se sabe. Mas não será difícil adivinhar.

No jogo em Braga o árbitro Carlos Xistra ainda deu um ar da sua graça. Só na primeira parte perduou 3 cartões amarelos a jogadores do SC Braga. Na segunda parte, menos mal, ou melhor, com maior equidade no juízo disciplinar, não significando isto que tenha estado propriamente bem. Duas entradas perigosas, uma para cada equipa, poderiam ter visto o vermelho direto.

Não bastará, assim, a denúncia pública do Diretor de Comunicação do FC Porto e das várias páginas portistas com maior audiência nas redes sociais. É necessário ser o Clube, através de elementos da sua Direção, a fazer a denúncia e a exigir alterações profundas na organização da Liga, da Arbitragem e da FPF. É à Direção do FC Porto que cabe liderar um movimento de mudança nas principais estruturas do futebol português. Caso contrário tudo continuará igual e será outro ano de muita indignação e nenhuma ação.
   

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Claques ilegais do SLB? Quais claques?...

“Claques? Não sei que palavra é essa. Sei o que são sócios organizados. Nunca soube que o Benfica tinha claques.”
Luís Filipe Vieira, 31-07-2017

Luís Filipe Vieira e os No Name Boys

Hum… recuemos a setembro de 2007…

Durante anos, a legislação obrigava à regulamentação das claques. Até à última época desportiva era apenas, como é conhecido, uma claque que estava regularizada. Hoje, já há mais do que uma claque regularizada perante o Estado e há um conjunto delas que estão em fase de regularização
Laurentino Dias, Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, em declarações feitas no dia 05-09-2007


A regularização torna mais transparente quem são verdadeiramente os líderes dessas claques e responsabiliza-os mais. Responsabiliza também os clubes que os apoiem.”
Paulo Gomes, intendente da PSP e secretário-geral-adjunto do Gabinete Coordenador de Segurança, em declarações feitas no dia 12-09-2007


Tem que haver alguma diferenciação entre as vantagens que as claques legalizadas têm em relação às outras.
Numa reunião com as nossas claques, foi falado que se desejassem constituir-se associações, teriam determinados direitos. Caso contrário, teriam mais dificuldades em entrar com as bandeiras, com as tarjas, todo esse material que os acompanha para onde quer que vão.”
Paulo Silva, director de segurança do Benfica, em declarações feitas no dia 27-09-2007


Os factos falam por si e, como é óbvio, o problema das claques ilegais do SLB não é novo, bem pelo contrário. Aliás, desde que este blogue foi criado (em 2008), que falamos neste assunto e, particularmente, do apoio que o SLB deu e continua a dar a uma das suas claques ilegais (os No Name Boys).








Nos últimos meses, para além de blogues e páginas de facebook nas redes sociais, os departamentos de comunicação do FC Porto e do Sporting também pegaram no tema. E pegaram muito bem.

A VERDADE ALTERNATIVA (comunicado do FC Porto)

Espero que o FC Porto não deixe cair este assunto no esquecimento e, para além de comunicados e denúncias públicas, aja em termos formais, levando o caso até às últimas instâncias, quer a nível nacional, quer internacional. Porque, de uma vez por todas, tem de haver consequências.

terça-feira, 28 de março de 2017

O clube “beato” com uma claque sem nome

Na semana em que responsáveis do SLB vieram a público, falar em claques lideradas por "pessoas que são reconhecidas por insultos a adversários e ameaças a árbitros", vale a pena lembrar umas coisinhas...

Um very-light lançado por Hugo Inácio matou um adepto na final da Taça de Portugal de 1996

«O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, vai ser chamado para ser ouvido como testemunha no âmbito do processo que levou hoje à detenção de 30 elementos dos 'No Name Boys'. O Ministério Público quer esclarecer como é que uma claque que não estava legal tinha direito a uma sede no estádio do clube, avançou ao Expresso fonte policial. O espaço é conhecido como “A Casinha”.

A 'Casinha' dos No Name Boys que existia no estádio da Luz

A operação da PSP teve início na madrugada de hoje e visou membros dos 'No Name Boys' que têm vindo a agredir adeptos de claques rivais e também elementos das forças policiais. Além das instalações da claque benfiquista, foram ainda realizadas buscas em 43 residências da Grande Lisboa. Trinta elementos do grupo foram detidos, incluindo os dois supostos líderes: Miguel Claro e José Pité. Os detidos estão indiciados por ofensas corporais, associação criminosa, tráfico de droga e danos e incêndio a um autocarro que transportava adeptos do FC Porto para um jogo de hóquei em patins, em Junho deste ano.
A operação, efectuada no âmbito de uma investigação a cargo do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, resultou ainda na apreensão de haxixe, cocaína, heroína, ecstasy. Foram também confiscados bastões, soqueiras e tochas incendiárias
in EXPRESSO, 16-11-2008

Material apreendido aos No Name Boys

«Cerca de quatro dezenas de elementos da claque do Benfica No Name Boys foram acusados de vários crimes e o presidente do clube, Luís Filipe Vieira, foi alvo de uma participação à Comissão Disciplinar da Liga de clubes por apoiar aquele grupo de adeptos. A certidão foi também remetida para o Conselho Nacional Contra a Violência no Desporto, entidade junto de quem a claque se deveria ter legalizado, identificando todos os seus membros.
O mais conhecido grupo de apoiantes do Benfica foi alvo de uma aparatosa acção policial há cerca de meio ano, através da operação Fair Play, desencadeada pela Unidade Especial de Combate ao Crime Especialmente Violento (UECCEV) do DIAP de Lisboa com a colaboração da Polícia de Segurança Pública. Das mais de três dezenas de detidos, três ficaram presos preventivamente, quatro em prisão domiciliária e pelo menos dois proibidos de frequentar recintos desportivos.
A acção policial saldou-se ainda na apreensão de armas proibidas, material pirotécnico e mais de dez quilos de haxixe e 115 gramas de cocaína. O libelo sustenta que a claque era financiada através da venda de ingressos para os desafios e de substâncias estupefacientes, nomeadamente haxixe e cocaína
in PUBLICO, 16-05-2009

No Name Boys: bilhetes, droga, tacos, bastões, machados, armas, munições, etc.


«Luís Filipe Vieira garantiu ao Ministério Público nem sequer reconhecer os No Name Boys, acusando a polícia e a segurança privada por mau controlo de armas e material incendiário nos estádios – mas a PSP, num relatório a que o CM teve acesso, arrasa o presidente do Benfica. Pode ler-se que Vieira reúne com a claque para lhes dar todo o apoio, deixando entrar as tochas nas bancadas da Luz; despede o chefe de segurança do clube por ajudar a PSP a identificar os criminosos e almoça com o comandante da polícia para lhe pedir que “facilite” na presença policial junto dos No Name Boys. Muitos deles entretanto presos por droga, armas, roubos, incêndios e espancamentos a adeptos rivais. (…)

Luís Filipe Vieira e os No Name Boys

Diz a PSP que os No Name Boys nunca se quiseram legalizar como associação para não serem identificados. Mas a direcção do Benfica 'não cumpre a lei e cede bilhetes a preço reduzido e instalações' a um grupo que, nas últimas épocas, intensificou 'a violência sobre a polícia e adeptos rivais'. (…)
Vieira almoçou com Diamantino Gaspar, comandante da PSP de Benfica e, segundo este, pediu-lhe para 'aliviar' a presença junto da claque. O objectivo seria fechar os olhos 'a artefactos pirotécnicos', proibidos por lei, 'para as pessoas verem o que é o inferno da Luz'. Estas informações estão na Comissão Disciplinar da Liga e, na pior das hipóteses, o Benfica arrisca suspensão da actividade desportiva. (…)
‘Zé Gago’ deu a conhecer à PSP a proximidade que a claque mantinha com Luís Filipe Vieira através de uma conversa ao telemóvel com o amigo Hugo Caturna, elemento 'extremamente violento' dos No Name Boys que nessa altura estava a ser alvo de escuta telefónica. Caturna é considerado um dos cabecilhas da claque ilegal, o mesmo que disse, em escuta, que 'os No Name Boys são o braço armado do Benfica'. Esteve no incêndio ao autocarro dos adeptos do FC Porto, em Junho passado, e no espancamento de um militar da GNR apenas porque usava um cachecol do clube do Norte. Depois incendiaram-lhe o carro com uma tocha. (…)»
in Correio da Manhã, 18-05-2009


Chega?

O SLB tem duas claques ilegais, uma delas com um historial negro, único em Portugal, e mesmo assim têm a distinta lata de vir falar em claques?

A desfaçatez destes tipos (SLB) não pára de me surpreender.


Para avivar a memória, principalmente dos benfiquistas mais "esquecidos", alguns links sobre este assunto:






O relatório da PSP (07-09-2009)


(in)Justiça sem nome (21-01-2012)

Hugo Inácio detido na Luz (Record, 08-11-2012)



domingo, 13 de novembro de 2016

As mensagens das claques do FC Porto

No último FCP x SLB, as duas claques do FC Porto – Super Dragões e Colectivo 95 – estiveram em grande. Na presença, no apoio e nas mensagens que transmitiram.

Provavelmente, quem assistiu ao FCP x SLB pela televisão não terá visto, mas foram várias as tarjas expostas, por ambas as claques, durante o jogo.

Tarjas das claques no FC Porto x SLB (fotos: Fotos da Curva)

Contudo, na minha perspetiva, a mensagem mais importante foi preparada pelo Coletivo 95 e apresentada antes do jogo começar.

Com a Alma que Pedroto ensinou!

A alma que Pedroto ensinou (Colectivo 95)

A Alma (com maiúscula), simbolizada por João Pinto e André (com poses de Viena, em 1987), que o mestre José Maria Pedroto nos ensinou.

Num momento difícil para o Clube, em que muitos dos valores que fizeram do Futebol Clube do Porto grande parecem esquecidos (ou arrumados no fundo de uma gaveta), esta é uma mensagem forte, para dentro, destinada a jogadores, treinadores e não só.

A alma que Pedroto ensinou. A alma que hoje em dia nos falta.

No pano gigante, que o Coletivo estendeu na Superior Norte do Estádio do Dragão, falta alguém?

sábado, 20 de dezembro de 2014

Parabéns ao Colectivo e aos Super Dragões


21’: [1-0] Manú puxou Danilo. Quaresma converteu o penálti de forma competente.

26’: [2-0] Tello cruzou e Jackson, completamente isolado e com a baliza escancarada à sua frente, limitou-se a “encostar”.

88’: [3-0] Quintero rematou, o guarda-redes do Vitória Setúbal (Ricardo Batista) defendeu para a frente e Brahimi limitou-se a empurrar a bola para o fundo da baliza.

90+3’: [4-0] Ricardo Batista derrubou Brahimi e foi expulso. Zequinha ocupou o seu lugar, mas foi incapaz de deter o penálti marcado por Danilo.

E sobre este jogo, contra um Vitória Setúbal que mais parecia uma equipa da distrital, é isto, não há muito mais a dizer, a não ser que o resultado foi muitíssimo melhor que a exibição fria dos dragões.

Numa noite gelada, em que grande parte dos jogadores azuis-e-brancos pareceram mentalmente congelados, a única coisa de verdadeiramente positiva foi o comportamento das duas claques do FC Porto que, mesmo durante os períodos mais sombrios da exibição portista, nunca se cansaram e nunca deixaram de tentar puxar pela equipa.

Parabéns aos elementos do Colectivo e dos Super Dragões que, esta noite, estiveram no Estádio do Dragão.



P.S. O FC Porto é obrigado a ficar com Cristian Tello dois anos? Ou, se as exibições de Tello continuarem a ser do nível da de hoje, poderá devolvê-lo ao Barça no final desta época?

P.S.2 A entrada de Brahimi ao minuto 87, após ter estado a aquecer desde o início da 2ª parte, fez-me lembrar um caso idêntico: a entrada de Quaresma, ao minuto 88, no jogo que o FC Porto disputou em Lille. Muito bem, é assim que se lida com as “vedetas da companhia”, quando eles começam a pensar que são maiores do que a EQUIPA.

domingo, 8 de junho de 2014

Mais um acto criminoso de benfiquistas contra o FC Porto

Porque há quem tenha memória seletiva, é preciso lembrar:

2000
«Há uma década atrás, ainda no antigo Estádio da Luz, o autocarro da equipa de hóquei em patins do FC Porto sofreu uma emboscada e foi bloqueado no fim do jogo. O ataque foi planenado e preparado ao pormenor. As cenas que se seguiram foram de pânico para os elementos da comitiva portista. Dezenas de indivíduos de claques afectas ao benfica invadiram o autocarro e foram agredindo quem lhes apareceu pela frente. Os nossos atletas defenderam-se como puderam dos ataques com gás pimenta, tacos de baseball e sticks de hóquei. O hoquista Filipe Santos, ainda no activo, sofreu graves lesões no cérebro tendo ficado em coma e sendo operado à cabeça com urgência. As consequências não foram mais graves porque apareceu Pedro Miguel, na altura basquetebolista do benfica, que ajudou a acalmar os ânimos da claque enraivecida.»

21 de Junho de 2008

24 de Janeiro de 2010

16 de Maio de 2010
Um autocarro e várias viaturas ligeiras com adeptos do FC Porto, alvo de uma autêntica metralha de calhaus na saída da CRIL para a 2ª Circular.

8 de Junho de 2014
O autocarro que transportou a equipa de hóquei em patins do FC Porto até Turquel, onde este fim de semana está a ser disputada a fase final da Taça de Portugal, foi vandalizado durante a noite.

As fotos seguintes falam por si…

Autocarro do FC Porto - parte da frente (foto: Maisfutebol)

Autocarro do FC Porto - parte lateral (foto: Maisfutebol)

Autocarro do FC Porto - parte de trás (foto:Maisfutebol)

Mais um acto criminoso de benfiquistas contra um autocarro do FC Porto.

Enfim, ontem como hoje, são os mesmos de sempre.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Claques, violência e a desfaçatez de Eugénio Queirós

Um conhecido jornalista, adepto do Leixões, simpatizante do slb e anti portista figadal, escreveu o seguinte no seu blogue:

«Na passada 6.ª feira, em Braga, um adepto bracarense, de 39 anos, morreu na sequência de mais uma zaragata. Ao fugir da confusão, foi atropelado mortalmente. (curiosamente, o Sp. Braga chegou oficialmente a informar que o que aconteceu nada teve a ver com o jogo de futebol...). Não importa muito saber como foi. Importa sobretudo saber porque aconteceu.»

Não importa saber como foi?!
Não importa perceber por que razão uma camioneta com adeptos do FC Porto, quando se dirigia ao estádio Axa, parou (ou teve de parar) na via rápida que atravessa Braga?
Não importa investigar se a camioneta com adeptos do FC Porto foi (como alguns testemunhos sugerem) alvo de uma emboscada efetuada por membros da claque bracarense Red Boys?

Pois bem, a versão oficial da PSP de Braga é a seguinte:
"Um grupo de adeptos do Braga apedrejou o autocarro do FC Porto e o atropelamento mortal registou-se logo a seguir. Não se sabe ainda se a vítima fazia parte daquele grupo"

Mas, do texto publicado por Eugénio Queirós no seu blogue, a melhor parte é esta:

«Dos clubes que conheço, o Benfica é o único que não passa cartão às suas claques. Faz muito bem. Não precisa delas para nada. Nos outros, é o que se sabe: as claques são tratadas com carinho e respeito.»

Como? O slb não passa cartão às suas claques?!!!
É inacreditável como é que um jornalista português, supostamente sério, que acompanha há décadas o fenómeno desportivo em Portugal, pode escrever uma coisa destas.

«O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, vai ser chamado para ser ouvido como testemunha no âmbito do processo que levou hoje à detenção de 30 elementos dos 'No Name Boys'. O Ministério Público quer esclarecer como é que uma claque que não estava legal tinha direito a uma sede no estádio do clube, avançou ao Expresso fonte policial. O espaço é conhecido como "A Casinha".
(…) Trinta elementos do grupo foram detidos, incluindo os dois supostos líderes: Miguel Claro e José Pité. Os detidos estão indiciados por ofensas corporais, associação criminosa, tráfico de droga e danos e incêndio a um autocarro que transportava adeptos do FC Porto para um jogo de hóquei em patins, em Junho deste ano.»
in EXPRESSO, 16/11/2008


«Cerca de quatro dezenas de elementos da claque do Benfica No Name Boys foram acusados de vários crimes e o presidente do clube, Luís Filipe Vieira, foi alvo de uma participação à Comissão Disciplinar da Liga de clubes por apoiar aquele grupo de adeptos. A certidão foi também remetida para o Conselho Nacional Contra a Violência no Desporto, entidade junto de quem a claque se deveria ter legalizado, identificando todos os seus membros. O mais conhecido grupo de apoiantes do Benfica foi alvo de uma aparatosa acção policial há cerca de meio ano, através da operação Fair Play, desencadeada pela Unidade Especial de Combate ao Crime Especialmente Violento (UECCEV) do DIAP de Lisboa com a colaboração da Polícia de Segurança Pública. (...)
A acção policial saldou-se ainda na apreensão de armas proibidas, material pirotécnico e mais de dez quilos de haxixe e 115 gramas de cocaína. O libelo sustenta que a claque era financiada através da venda de ingressos para os desafios e de substâncias estupefacientes, nomeadamente haxixe e cocaína.»
in PUBLICO, 16/05/2009


«Luís Filipe Vieira garantiu ao Ministério Público nem sequer reconhecer os No Name Boys, acusando a polícia e a segurança privada por mau controlo de armas e material incendiário nos estádios – mas a PSP, num relatório a que o CM teve acesso, arrasa o presidente do Benfica. Pode ler-se que Vieira reúne com a claque para lhes dar todo o apoio, deixando entrar as tochas nas bancadas da Luz; despede o chefe de segurança do clube por ajudar a PSP a identificar os criminosos – e almoça com o comandante da polícia para lhe pedir que "facilite" na presença policial junto dos No Name Boys. Muitos deles entretanto presos por droga, armas, roubos, incêndios e espancamentos a adeptos rivais.»
in Correio da Manhã, 18/05/2009


No futebol português parece valer tudo mas, pelo menos da parte dos jornalistas desportivos, deveria haver um mínimo de ética e deontologia profissional.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Os incendiários de serviço

Os títulos e destaques de 1ª página escolhidos pelo jornal A BOLA, no dia seguinte ao último SC Braga x FC Porto, tinham dois alvos claros: o treinador do FC Porto ("Dragão brincou com o fogo e queimou-se") e a principal claque do FC Porto ("Morte antes do jogo").

Sobre as opções do treinador do FC Porto, ao nível da gestão do plantel, já me pronunciei brevemente num comentário ao jogo e falarei num outro artigo a publicar.

Quanto à morte de um adepto bracarense antes do jogo, é um assunto demasiado grave para ser tratado com ligeireza. Por isso, deve-se ter muito cuidado naquilo que se diz e escreve e não misturar situações comprovadas com especulações.

No final do jogo, quando alguns jornalistas e órgãos de comunicação social lisboetas já tinham difundido a versão de que o membro dos Red Boys tinha morrido na sequência de confrontos graves entre as claques dos dois clubes, o diretor de comunicação do clube minhoto, Marco Aurélio Carvalho, compareceu na sala de imprensa e afirmou (para quem o quis ouvir) que o incidente nada teve a ver com confrontos entre claques.

Já ouvi e li que o atropelamento do membro dos Red Boys ocorreu quando este ia a fugir de adeptos portistas mas, para além desta versão não estar confirmada, convinha que os jornalistas que a difundiram tentassem, pelo menos, perceber porque razão é que uma camioneta dos Super Dragões terá, alegadamente, parado na via rápida que atravessa Braga e alguns adeptos terão, alegadamente, saído da mesma em perseguição do adepto bracarense que faleceu após ser atropelado.

O que está comprovado é o facto de, após o final do jogo, a camioneta que transportava a comitiva oficial do FC Porto ter sido apedrejada quando se dirigia ao Porto, o que aconteceu pela segunda vez no espaço de uma semana. Mas isso, claro, não é assunto que mereça qualquer destaque do jornal A BOLA.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Jackson Martínez e os adeptos


"Estes adeptos encantam-me. Adoro ambientes como os de Aveiro. Os do FC Porto acostumaram-se a ganhar e querem sempre a perfeição, ou seja, ganhar e jogar bem. Passam o jogo todo a animar-nos e as bancadas eram quase todas do FC Porto. Adorei."
Jackson Martínez, O Jogo, 13/08/2012


"Quando vim não sabia, mas já me dei conta que há uma rivalidade demasiado forte entre adeptos, equipas e jogadores de Benfica e FC Porto. Os adeptos têm essa rivalidade como uma guerra e já sei que contra eles não podemos falhar."
Jackson Martínez, O Jogo, 13/08/2012


sexta-feira, 15 de junho de 2012

Luxuria, Varela e o Direito à Indignação


Ao contrário do que esperava Portugal venceu a Dinamarca, num jogo sofrido ao jeito do nosso fado. De qualquer forma, aumentou o espaço para a esperança. Quero tanto que Portugal se apure para a fase seguinte quanto se apure, qualquer que seja o resultado final, os desmandos e as mordomias de uma selecção que se apresentou como a mais gastadora neste Euro 2012. Não basta vir o Sr. Humberto Coelho dizer que a FPF é a única entidade financiadora da selecção, pois que saiba a FPF não deixou de receber do orçamento geral do Estado as verbas que anualmente lhe são atribuídas e que visam o investimento nas competições não profissionais, nomeadamente para a formação. Ainda que não o fosse, esse despesismo dos dirigentes deve ser contido, pois é ofensivo. O Sr. Humberto Coelho e outros mamões que por lá pululam deveriam ter vergonha, mas não têm. Não isento o Dr. Fernando Gomes, pelo contrário, acho que é o primeiro responsável por este desvario, feito de compromissos para agradar os clubes que dominam o panorama do futebol nacional e, nesse particular, o preço que lhe terá sido exigido para merecer o apoio dos clubes da capital. É tempo de alguém de direito puxar as orelhas a estes senhores. Fico à espera, Dr. Miguel Relvas.


Varela que foi quase cilindrado no jogo com a Alemanha por ter falhado um golo – em que fez quase tudo bem, mas o guarde redes e os defesas alemães ainda melhor – foi agora levado aos píncaros depois de ter marcado o golo da vitória num excelente remate com o pé direito, depois de ter falhado a primeira tentativa com o pé esquerdo. Faço ideia do que diriam, se não tivesse marcado o golo. Gostei desse golo por beneficiar Portugal e por premiar Varela, que também nem sempre “tratei” de forma equilibrada, quando as suas prestações ao serviço do FCP foram menos assertivas. Boa Varela!

Entretanto, enquanto o Euro domina as conversas, li que a claque do FCP iria ser impedida de entrar em Lisboa, aquando do SLB-FCP para o campeonato nacional de hóquei em patins. Já aconteceu uma vez e fico sem saber se foi ameaça, se ocorreu ou não, há dias. Indigna-me que não hajam indignados. Prevejo que serão os superiores interesses dos cidadãos e da sua segurança que virão à colação para justificar a ilicitude da polícia e do seu ministério. Não me contento com esta explicação. Quem souber que me conte o que se passou. Acho que temos matéria para uma boa luta. Gostaria de não desistir na denúncia deste abuso de poder. O FCP ficou mudo e quedo. A claque comeu e calou. Basta!

terça-feira, 27 de março de 2012

O 12º jogador esteve presente

Uma sequência de fotos elucidativa:







O 12º jogador esteve mais uma vez presente e, notoriamente, não foi por falta de apoio que a equipa voltou a esbanjar pontos.

Se o FC Porto não conseguir revalidar o seu título de campeão nacional, seguramente que os adeptos serão os menos culpados.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Alta tensão

«Otamendi, Álvaro Pereira e Cristian Rodríguez não se contiveram no final do jogo, quando se dirigiam para o autocarro e responderam às provocações dos adeptos que os esperaram. Os jogadores mal entraram, voltaram a sair de punho no ar para tirar satisfações. A confusão gerou-se entre os adeptos com a paciência no limite e valeram as grades e a pronta intervenção dos seguranças e da polícia presentes no local para evitar agressões. Os jogadores acabaram por ser encaminhados para o autocarro para encerrar ali a confusão, enquanto os adeptos exaltados só começaram a acalmar com a chegada de Helton. A poeira ainda andava no ar quando o brasileiro, que vinha uns metros mais atrás, chegou e se dirigiu aos adeptos tentando serenar os ânimos e chamá-los à razão. O guarda-redes foi pedindo desculpa pela reacção dos seus companheiros e foi dizendo que não podiam ter reagido daquela maneira e que não era altura para cenas daquelas.
A comitiva chegou ao Dragão às 22h30 e foi recebida com bocas por cerca de meia centena de adeptos, acabando por sair, pouco depois, nas próprias vitórias.»
in ojogo.pt


A tensão entre os adeptos e os jogadores, que esta época já se repetiu várias vezes, é um sinal claro de que as coisas não estão bem.
E não fosse a excelente relação que, nesta altura, existe entre os responsáveis da SAD e a principal claque do clube, e estou convencido que as coisas já teriam descambado para cenas muito piores.

sábado, 2 de abril de 2011

Contornar a proibição dos adereços

O slb pretende impedir a entrada no Estádio da Luz de todos os adereços transportados pelas claques do FC Porto, como sejam bandeiras, estandartes ou faixas.
Ora, como a PSP já anunciou que vai cumprir as instruções do slb e, aparentemente, Governo e Liga nada irão fazer, dou de seguida algumas sugestões para contornar esta proibição ilegal de entrar com adereços.









P.S. Apesar do assunto ser sério, penso que o devemos encarar com um sorriso nos lábios. Nós sabemos onde lhes dói...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Outro parvo no teu lugar

Dizia o homem (que pelos vistos é subintendente da PSP):

- Maças não vão entrar, e espero que bolas de golfe também não, no entanto como sabe a claque lá mais a norte é muito pródiga na utilização de bolas de golfe.


Eu acho uma piada do caraças a estes artistas, e outros que tais que se surpreendem pela entrada de bolas de golfe, petardos, galinhas, cabeças de porco, maças ou coisas que tais. Será que alguma vez foram a um estádio de futebol sem ser pelas portas VIP? As revistas servem para dissuadir e pouco mais, porque quem quiser entrar com bolas de golfe, entra, quem quiser entrar com petardos, entra.

E como era óbvio:

não é só a claque cá mais a norte que é pródiga em bolas de golfe, a estupidez é universal.

Isto só acaba quando houver um série de problemas sérios - o gajo que a semana passada em Alvalade ficou sem 3 dedos ao rebentar um petardo, quase que aposto que não vai repetir a graça. E fazendo aqui um parêntesis, um dia gostava de saber o que é que o pessoal gosta nos petardos, eu até percebo as tochas, as bombas de fumo, isto sem falar nos velhos extintores, sempre dão outro colorido ao estádio, mas agora um petardo? Para quê?

Mais do que andarem a dizer que não entra isto ou aquilo, deviam era deixar bem claro que os principais prejudicados podem vir a ser os próprios clubes, para que um gajo que lance um bola de golfe - e os gajos que estão à sua volta e acham piada - perceba que com aquele acto pode estar a prejudicar seriamente o clube que diz amar. O dia em que existir um interdição podem descobri-lo pelas piores razões.

Infelizmente tem de ser a mentalidade dos espectadores a mudar, como mudou em relação a tantas outras coisas. Lembro o  tempo em que havia redes a separar o terreno de jogo das bancadas, lembro a quantidade de situações de pessoal a subir as redes à mínima discordância com uma decisão do árbitro, lembro várias vezes ver as redes irem abaixo. Hoje sem nada a separar, há muito mais civismo.

É deste civismo que precisamos para que acabem os arremessos de objectos. Era nisto que a polícia se devia empenhar e deixar-se de fazer comentários parvos, e não é só o comentário é o tom jocoso com que foi feito, sobre o pessoal cá de cima.

sábado, 13 de novembro de 2010

No Name interrompem treino


«Cerca de meia centena de adeptos benfiquistas interromperam, este sábado, o treino da formação “encarnada”, que decorria à porta fechada no Centro de Estágio do Seixal, não tendo sido registado nenhum problema de maior.
Os adeptos, alegadamente pertencentes à claque não oficial No Name Boys, entraram pelo centro de estágio e chegaram mesmo a conversar com o técnico Jorge Jesus e com alguns dos jogadores.»
in abola.pt

A Bola esqueceu-se de dizer que estes adeptos eram membros dos Super Dragões, disfarçados de adeptos do SLB que, a soldo do maléfico Pinto da Costa, foram perturbar o treino dos recentes vencedores da Taça da Independência de Angola...

Capa do jornal Record de 14/11/2010

quinta-feira, 3 de junho de 2010

E ninguém cala?

Nos dias que correm andam por aí muitos fabricantes de TVs, operadores de comunicações e estações de TV a anunciar tudo o que podem sobre 3D e as possibilidades que se abrem com emissões interactivas. Basicamente é bom para o pessoal gastar mais uns cobres numa TV nova e nos pacotes das Zon's, Meo's e companhias.

Ignorando o facto de nos andarem a vender o mesmo há não sei quantos anos, para este mundial o que eu realmente gostava era que se preocupassem com os telespectadores.

E preocuparem-se com os telespectadores neste mundial é:

Arranjarem forma de abafar a puta do som das vuvuzelas.

Aquilo pode ser uma tradição ou o que quiserem, mas preservem-na bem longe daqui e dos meus ouvidos, já que é a coisa mais irritante que se pode ouvir num estádio de futebol.

À beira das vuvuzelas a claque no Nacional é música para os meus ouvidos, a claque do Rio Ave uma banda filarmónica e a voz esganiçada da Naval ópera.

Isto que se segue não é muito melhor?





E já agora para os senhores da:
Galp: Não! Não quero comprar nenhuma vuvuzela.
Meo: Não! Não quero a merda TV.
Zon: Não! Não quero a SportTV Golfe, quero é uma box decente.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O “Braço Armado do Benfica”

«Treze dos 38 arguidos do processo dos No Name Boys foram hoje condenados a penas de prisão efectiva, a maior das quais de 12 anos. Dezasseis outros foram sentenciados pelo colectivo de juízes da 5.ª Vara do Tribunal Criminal de Lisboa com penas suspensas.
(...) mais de 30 pessoas foram detidas no âmbito da “Operação Fair Play”, na qual a PSP apreendeu armas brancas e de guerra, material pirotécnico e produtos estupefacientes a elementos da claque, que se autodenominavam “Braço Armado do Benfica”.»
in PUBLICO.pt


E para quem quiser recordar...
Claque ilegal com sede no Estádio da Luz
Vieira e os No Name Boys
A liga encarnada

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A history of violence

Sendo um confesso adepto da 7a arte, o mais recente episódio grave de violência de que o FCP foi alvo fez-me lembrar o filme de David Cronenberg que emprestou o título a este artigo.

Eu explico: a propaganda anti-FCP e acima de tudo lisboeta (e não é só no futebol…) alimenta e alimentou ao longo dos últimos anos o mito de que a cidade do Porto está cheia de “grunhos” e mafiosos, com o chefe de orquestra a dar pelo nome de Pinto de Costa.

No entanto sem puxar muito pela memória constato que em Lisboa e arredores já vi...

- um adepto do slb a assassinar um adepto adversário em pleno estádio;

- ultras do slb a meter um jogador de hóquei do FCP em coma à saída do estádio da luz com um taco de beisebol;

- adeptos do SCP a cair e morrer das bancadas por se atropelarem uns aos outros a ver quem mandava mais pedras à comitiva do FCP (que continuarem a fazer, mesmo quando o médico do FCP prestava cuidados às vítimas);

- uma autêntica chuva de pedras sobre os jogadores do FCP quando recebiam uma Taça no Jamor depois de vitória sobre SCP, e isto na bancada principal (onde os adeptos são supostos ser mais "refinados") sob o olhar do Presidente da República;

- um autocarro de adeptos do FCP incendiado sem qualquer provocação (aliás, felizmente não estava lá ninguém);

- um capanga de LFV a atacar fisicamente um team manager do FCP no túnel da luz (ver notícias de sábado), depois de já ter também feito o mesmo a empresários de q o LFV não gosta em esperas na Portela;

- adeptos do FCP a serem impedidos de entrar na cidade de Lisboa (agora que a China está na moda, alguns dos seus métodos parecem começar a ser copiados…);

- um forte conluio entre LFV e uma claque ilegal de adeptos (?), No Name Boys, apanhado com um autêntico arsenal de armas em pleno estádio da Luz (LFV que chegou ao ponto de despedir o chefe de segurança do clube por assistir a PSP nesse processo);

- LFV e motorista a dar um arraial de porrada numa dependência da CGD a alguém que tinha cometido o crime de estacionar mal o carro;

- um sobrinho do jogador Nuno Valente a ser esfaqueado em St Apolónia por adeptos dos No Name Boys, após perseguição e devido ao “pecado” de envergar um cachecol do SCP;

- um adepto do slb a invadir o relvado para agredir um fiscal-de-linha, perante a impassividade dos seguranças;

- ainda há umas semanas, tentativa de agressão a Pinto da Costa à saída do hotel,

- ... e inúmeros outros incidentes (começando pelos estádios da 2a circular, onde os adeptos do FCP costumam ter muito mais problemas do que o inverso),

... e agora isto: paralelepípedos atirados à comitiva do FCP de um viaduto sobre a auto-estrada! Imaginem a catástrofe que podia ter acontecido.

Mas pronto, o Porto é que é terra de capangas e mafiosos. Porto, onde por exemplo um anti-portista (do mais primário que existe) como um Ricardo Costa trabalha e passeia sem nunca ter sido alvo de qualquer ataque físico.

Já estou mesmo a ver o "filme": um dia destes a "tampa" salta a algum adepto do FCP e vai acontecer uma pequena desgraça no Porto, e aí lá virá o mito propagandístico em toda a sua força, ignorando totalmente os acontecimentos que acabo de referir (acontecimentos que, já agora, passaram com total impunidade na esmagadora maioria, começando pelo assassino do Jamor que anda por aí a monte).

Que fique claro: não quero com isto dizer que não hajam também incidentes no Porto, que os há (como os há, infelizmente, em muitos dos estádios deste país, com o de Guimarães a ser um caso notório), e lamento isso. Aliás, já aqui por diversas vezes deixei bem claro que não nutro qualquer simpatia pelo núcleo duro dos Super Dragões em particular.

Mas a haver uma história sustentada e sistemática de incidentes graves, não há qualquer dúvida que a Grande Lisboa (com os adeptos do slb, quando não são os próprios dirigentes, a serem os principais "protagonistas") ganha por cabazada - ou por “15-0”, como diz outro anti-portista primário bem conhecido…

PS – não deixei de reparar a forma (low profile) com que os jornais do regime (mais uma vez) mencionaram (?) este ultimo grave incidente. Só me admira que ainda não tenham chegado ao ponto de insinuar que os agressores eram adeptos do… próprio FCP. Será porventura uma questão de tempo, já que Goebbels é uma forte fonte de inspiração para aqueles lados.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

“O Presidente do Benfica assumiu o total apoio a esta claque”

Em 16 de Maio, a comunicação social noticiou que elementos da claque No Name Boys tinham sido acusados de vários crimes e que Luís Filipe Vieira fora alvo de uma participação à Comissão Disciplinar da Liga por apoiar aquele grupo de adeptos.

Vieira veio a público negar qualquer apoio e garantir que nem sequer reconhecia os No Name Boys, mas um relatório da PSP é demolidor para o presidente do Benfica.





Relatório da PSP sobre o apoio de Vieira à claque No Name Boys

Como se não bastasse, depois disso houve ainda o célebre episódio dos bilhetes para o Sporting x Benfica em juniores (o tal do campeonato ganho à pedrada), em que os bilhetes entregues aos encarnados foram misteriosamente parar às mãos de elementos da claque que não é reconhecida...

Perante todos estes factos, e quase quatro meses depois da participação que foi feita à CD da Liga, resta perguntar o seguinte: para quando uma decisão do Dr. Ricardo Costa sobre este assunto?

Será que o SLB e o "senhor transparência" irão continuar acima da Lei e, neste caso, dos regulamentos disciplinares da LPFP?