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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

AA está de volta!


O “Porto Lopetegui”, colheita 2015/16, foi-se deteriorando até azedar. Contudo, antes de azedar, a melhor combinação de “ingredientes” foi sempre com André André (AA) em campo, como médio “vagabundo”, jogando a toda a largura (e comprimento!) do campo, preferencialmente nas costas do trio de ataque.

Aliás, logo em Setembro, não tive dúvidas em afirmar que, para mim, era André André e mais 10. E, uma semana mais tarde, reforcei a ideia, com a loja do mestre André.

Quando AA deixou de jogar, ou passou a jogar menos tempo a equipa, (des)orientada por Lopetegui, ficou menos ligada e passou a render (ainda) menos dentro de campo. Coincidência? Não me parece.

Vem isto a propósito do último jogo do FC Porto, na Amoreira, onde um AA de regresso à boa forma, encheu o campo durante 86 minutos e foi decisivo para os dragões “matarem o borrego dos jogos na capital”, o qual já durava há 14 jogos.

Série de jogos em Lisboa sem ganhar (fonte: O JOGO, 30.01.2016)

Assim de cabeça, e que me lembre, foi ele, AA, que conquistou a bola cá atrás e arrancou por ali fora no lance do 1º golo do FC Porto.

Foi ele, AA, que interceptou uma linha de passe à saída da área do Estoril, combinou com Aboubakar e falhou por centímetros um golo na cara de Pawel Kieszek.

Foi ele, AA, que reagiu e acorreu prontamente à recarga a um forte remate de Maxi Pereira, vendo o guarda-redes do Estoril negar-lhe o golo com a ponta da chuteira.

Foi ele, AA, que ofereceu um golo feito a Aboubakar e que o ponta-de-lança camaronês desperdiçou de uma forma inacreditável (como é possível o FC Porto ter um ponta-de-lança titular que falha golos destes?).

Foi ele, AA, que marcou o 3º golo e acabou com as veleidades que o Estoril ainda pudesse ter.

André André, novamente MVP

Já agora, eu sei que André André só chegou à equipa principal do seu FC Porto esta época mas, na ausência de Helton e de Rúben Neves (ambos no banco de suplentes) era ele, AA, e não um qualquer jogador que está aqui de passagem (o mexicano Herrera ou outro), quem deveria ostentar a braçadeira de capitão.


P.S. Grande jogo de Maxi Pereira, um dos melhores que fez com a camisola do FC Porto. E, com um árbitro “perigoso”, foi inteligente a forma como soube provocar a mostragem de um cartão amarelo perto do final do jogo.

P.S.2 Muito bom jogo, principalmente em termos ofensivos, do “rei das assistências” do campeonato português. Conforme eu escrevi mais do que uma vez, o problema não está nos laterais e muito menos foi por causa das trocas dos dois laterais – saíram os brasileiros Danilo e Alex Sandro e entraram Maxi e Layún – que o FC Porto 2015/16 estava pior que a equipa da época passada.

P.S.3 Mais um golo sofrido na sequência de uma bola parada. Nas bolas paradas defensivas a equipa está (continua) um desastre. De quem é a culpa? Da marcação à zona, que está mal trabalhada? Do Casillas, que não tira os pés de cima da linha de golo? Da deficiente articulação entre o guarda-redes e os companheiros de equipa? É bom que José Peseiro resolva este (sério) problema rapidamente, porque faltam apenas 12 dias para o FC Porto se deslocar à Luz e 17 dias para o jogo no Westfalenstadion.

P.S.4 As virtudes e defeitos do novo modelo de jogo, que José Peseiro parece estar a querer implementar (o jogo terminou com o FC Porto, pela primeira vez, com menos posse de bola do que o adversário – 47% versus 53%), é assunto para outro(s) artigo(s).

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

O problema não está nos laterais

Na avaliação ao plantel, particularmente na apreciação dos dois laterais – Maxi Pereira e Miguel Layún –, já tinha escrito que «não será por causa da “troca” de Danilo por Maxi e menos ainda de Alex Sandro por Miguel Layún, que o FC Porto 2015/2016 é (será) mais fraco que o FC Porto 2014/2015».

Penso que isso se confirma.

O JOGO, 12-01-2016

domingo, 15 de novembro de 2015

Os sucessores de Danilo e Alex Sandro

Danilo e Alex Sandro foram duas contratações em que a FC Porto SAD investiu quase 30 milhões (uma "loucura", para os padrões do futebol português) mas, nos anos que passaram no Porto, cresceram como jogadores, tiveram um muito bom desempenho futebolístico, valorizaram-se e, ao serem transferidos para dois colossos europeus, renderam bom dinheiro (mais-valias) à SAD portista.

Apesar do significativo encaixe financeiro efectuado pela FC Porto SAD, as saídas dos dois laterais brasileiros (titulares indiscutíveis nos últimos três anos), ainda por cima simultâneas, causaram apreensão entre os adeptos, devido à grande influência que ambos tinham nas acções defensivas e ofensivas da equipa.

O peso de Danilo e Alex Sandro na UCL 2014/15 (fonte: GoalPoint)

Bem, após os primeiros três meses da época 2015/2016, penso que já se pode dizer que os piores receios eram infundados.
E porquê?
Porque a SAD conseguiu arranjar dois jogadores – Maxi Pereira e Miguel Layún – que, em termos de rendimento dentro do campo, superaram as expectativas (pelo menos as minhas).

Ora, se custa a crer como é que o SLB deixou sair Maxi Pereira para um rival (e a custo zero!), ainda é mais incrível como é que um jogador com o rendimento de Layún andava “escondido” no Watford.

Golos e assistências de Maxi e Layún (fonte: O JOGO, 12-11-2015)

Olhando para o desempenho que os dois novos laterais dos dragões tiveram na generalidade dos jogos já disputados, parece-me claro que não será por causa da “troca” de Danilo por Maxi e menos ainda de Alex Sandro por Miguel Layún, que o FC Porto 2015/2016 é (será) mais fraco que o FC Porto 2014/2015.