Mostrar mensagens com a etiqueta cruzadas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cruzadas. Mostrar todas as mensagens

sábado, 20 de novembro de 2010

“Cruzadas” mediático-justiceiras anti-Porto (VIII)

«A “Operação Apito Dourado” da PJ e do Ministério Público vai saldar-se por mais um momento de ridículo e descrédito da justiça portuguesa. A menos que as buscas completas aos arquivos da Federação e da Liga de Clubes permitam obter elementos para chegar onde verdadeiramente interessa, esta "mega-operação", como gosta de dizer a PJ, que terá envolvido 150 agentes e um ano de investigações (!), está condenada a tornar-se mais um inútil e arrastado folhetim mediático-justiceiro para encher noticiários e enganar papalvos.

Não é que não haja, muito provavelmente, corrupção e tráfico de influências no futebol português: se existe em todos os sectores da vida pública portuguesa, por que não existiria no futebol? Aliás e como é bem sabido, todo o futebol português gira à roda de laços que indiciam tráfico de influências instalado, como modo de vida permanente: deputados, governantes e autarcas que são ou foram dirigentes desportivos, autarquias que subsidiam clubes para além do que é legal e decente, o Governo Regional da Madeira e as suas relações de íntimo conúbio com os clubes da região, construtores civis que financiam clubes e campanhas autárquicas de dirigentes desses clubes, simultaneamente autarcas. Quanto à tão falada corrupção ao mais alto nível das arbitragens, seguramente que agora, com todos os dados na mão, a PJ e o MP vão poder esclarecer-nos se ela existe ou é apenas ficção sabiamente alimentada por crónicos maus perdedores. Tudo isto, mais o futebol como território de lavagem de dinheiro sujo, como acusa Maria José Morgado, é aquilo que verdadeiramente interessa saber. Não é, com certeza, apurar a verdade desportiva da palpitante carreira do Gondomar Sport Clube no nacional da terceira divisão. Por importante e simbólico que isso possa ser, não é isso que o país, os telejornais e os jornais esperam.

Consciente disso, ao terceiro dia de "Apito Dourado", a imprensa atirou-se, sôfrega, a uma nova pista lateral: Pinto da Costa. Já anteontem, auscultando o que se passava em algumas redacções de Lisboa, eu percebi a pergunta/desejo que andava no ar e em todas as cabeças: “Será desta que chegam ao Pinto da Costa? É que, se não chegam, nada disto tem verdadeiramente interesse.”»
Miguel Sousa Tavares, Público, 23/04/2004


Em Abril de 2004, na antecâmara do FC Porto vencer a Liga dos Campeões, ainda não havia a testemunha-chave, mas não era preciso ser bruxo para adivinhar o que se pretendia, bem como, o modo como tudo isto ia acabar.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

“Cruzadas” mediático-justiceiras anti-Porto (VII)

«Embora a nomeação de Fernando Gomes para Ministro Adjunto e da Administração Interna com a tutela do Desporto tenha sido saudada pela quase totalidade dos agentes desportivos, a maior parte da imprensa lisboeta atirou-se ao ar e viu com acinte o facto de estar um homem do Porto à frente do Euro'2004. Daí à intriga não demorou nada. Um chorrilho de falsidades encheu o fim-de-semana tentando criar um facto político bloqueador. Plumitivos idiotas sacaram cacetes e marretas e intentaram uma nova guerra contra o Norte e contra o Porto. No "Público", o editorialista (não é uma opinião, compromete toda a empresa) considera uma nomeação cobarde dum primeiro-ministro refém do Porto. (Olhem lá, se começássemos a falar do editorialista!) O "Expresso", na sua vocação de recoveiro, brindou-nos com o recado de que o secretário de Estado do Desporto teria de ser de Lisboa! (...) O resto nem chegámos a ler, nem ver, nem ouvir. Excepto o Barroso, o Alfredo caceteiro-mor que, incapaz de alinhavar um parágrafo no respeito pela sintaxe, destila o costumado ódio tribal contra o país, contra o Norte e contra o Porto. Agora contra Fernando Gomes. (...) É gente como o Barroso, com a sua mentalidade de australopiteco, com o seu ódio, tribalismo e xenofobia regional, que põe em causa a coesão nacional. (...) A verdade é que no pensar destes escrevinhadores pacóvios recolhidos no asilo da capital, o Porto e o Norte nem direito a voto teriam! (...)
Não basta nascer no Porto para ser tripeiro. Nem é preciso nascer no Porto ou ser descendente de portuenses. Pode bem ter-se nascido em Marraquexe filho dum qualquer Al Faci e ser-se tripeiro. Ser do Porto é uma história, uma cultura, uma mentalidade, uma atitude. Incompatível com qualquer noção fechada de sociedade. Mas incompatível também com qualquer vassalagem. A essa condição se referia Camões quando se autoproclamava "cidadão do Porto". (É por isso que o Porto concatenará sempre o ódio de gente pequena como o caceteiro-mor.)»
Pedro Baptista, O Jogo, 27/10/1999


Em 19 de Junho de 2008, o 'BiBó PoRtO, carago!' publicou uma entrevista de Pedro Baptista. Pode ser lida aqui.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

“Cruzadas” mediático-justiceiras anti-Porto (VI)

«Quando, há cerca de 18 meses, aceitei um desafio do Emídio Rangel para participar no painel de comentadores dos "Donos da Bola", fi-lo com convicção. (…)
Mas confesso que, ao longo das semanas, fui perdendo aquele "elan" inicial, e o prazer da comparência nos estúdios da SIC às sextas-feiras foi esmorecendo. As discordâncias com a linha editorial do programa foram cada vez mais nítidas e em algumas ocasiões ultrapassaram o recomendável. A hostilidade dos jornalistas do programa e de quem o dirige tornou-se insuportável por vezes. Até porque divergências e pontos de vista antagónicos não podem justificar ostracismo ou má educação. E sobretudo eu não o podia admitir, porque, pura e simplesmente, não lhes reconhecia esse direito. David Borges foi sempre a excepção. O seu grande profissionalismo e a sua educação e, porque não dizê-lo, a sua solidariedade amiga foi outra das razões do meu não abandono mais cedo. Percebo as razões comerciais que levam a SIC, a alto nível, a privilegiar o Benfica. Não acredito que Pinto Balsemão ou Emídio Rangel estimulassem o anti-sportinguismo e o anti-portismo de tão baixo nível que o programa traduzia. Não acredito que estivessem de acordo com afrontas pessoais e verdadeiras perseguições a que muitos agentes do futebol foram sujeitos.
Eu, confesso, estive para abandonar o programa em directo por três ou quatro vezes. E se soubesse a pouca vergonha a que chegou a linha editorial do programa e o baixo nível a que chegaram alguns deles, arrependo-me de não o ter feito. Quando, na quinta-feira, pela primeira página do jornal "A Bola", soube da substituição do painel, ainda me arrependi mais. Emídio Rangel teve a delicadeza de me garantir que fora traído pelos seus colaboradores, nesse gesto de indelicadeza e má educação de que fora obrigado a ser cúmplice. (…)
Um programa desportivo de grande audiência não pode maltratar injustamente dois dos grandes clubes nacionais. Não pode ter uma equipa de jornalistas que, para pretender mostrar serviço ao patrão, acaba por ser mais papista do que o Papa.»
Eduardo Barroso (comentador residente nos 'Donos da Bola' durante algum tempo)
in O Jogo, 16/03/1999


Escritas por um sportinguista fanático (como o próprio se classifica) e, ainda por cima, participante no programa em questão, estas afirmações têm outro valor.

Mas, 11 anos depois, o país desportivo (e não só) continua na mesma e frases como:
- razões comerciais levam a generalidade dos órgãos de comunicação social a privilegiar o Benfica;
- o anti-portismo de baixo nível que os programas traduzem;
- afrontas pessoais e verdadeiras perseguições a que agentes do futebol foram (são!) sujeitos;
continuam perfeitamente actuais.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

“Cruzadas” mediático-justiceiras anti-Porto (V)

«Há uma semana, O Independente noticiou a possível acusação de Pinto da Costa no caso da viagem ao Brasil do árbitro Carlos Calheiros. Rádios, jornais e televisões deram o devido destaque à notícia e o presidente do FC Porto esteve mais de meia hora no Telejornal da RTP 1. A Polícia Judiciária ficou muda e queda.
Uns dias depois, o procurador-geral da República vinha a público anunciar um inquérito a eventuais violações do segredo de justiça.
Ontem, depois de vários dias de investigação, o DN fez a seguinte manchete: «Pinto da Costa ilibado no caso Carlos Calheiros». E isto porque o DN acompanhou o desenvolvimento das investigações e o resultado da análise aos documentos entregues por Pinto da Costa no momento em que foi interrogado nas instalações da PJ no Porto.
Muito zelosa, e provavelmente com medo do inquérito de Cunha Rodrigues, a Judiciária tornou público um comunicado em que acaba por não desmentir - nem confirmar - a manchete do DN.
O pior foi depois. Com base nesse comunicado, assistiu-se a um autêntico festival de analfabetismo militante de jornais, rádios e televisões, com a honrosa excepção da RTP 1. Para esses órgãos de comunicação social, do comunicado da PJ poderia concluir-se que a notícia do DN não era verdadeira ou, numa versão mais inocente, que a Judiciária desmentia a nossa manchete. Uma televisão chegou mesmo a cometer o seguinte disparate: enquanto o pivô afirmava, com ar sério e convencido, que a PJ desmentia a manchete do DN, a peça dizia o contrário. A outra TV da nossa praça, que normalmente sabe de tudo à custa do trabalho dos outros e nunca se preocupa em os citar, atirou com um «desmente o DN» cheio de satisfação e orgulho.
Quando polícias e analfabetos povoam este país, o mundo está mesmo perigoso.»
António Ribeiro Ferreira (director adjunto do DN)
in DN, 31/01/1997

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

“Cruzadas” mediático-justiceiras anti-Porto (IV)


«Todos estamos lembrados da campanha lançada por alguns jornais lisboetas e pela estação de Carnaxide contra o FC Porto, durante a época transacta. Não foi uma campanha normal de quem torce ou distorce pelos clubes de Lisboa que, com aquela paranóia vinda dos tempos da União Nacional e da propaganda colonial, considera nacionais, para considerar os outros locais ou regionais. (...)
Enquanto o FC Porto prosseguia a nível internacional e nacional, com quase todos os jogos ganhos no apuramento das "europeias" e com mais de uma dúzia de pontos de avanço a nível caseiro, foi a vez do "off the record", uma vergonha de alguns pseudo-jornalistas que, em lugar de viverem de notícias, vivem de lixo.
Desesperados, com a cidade, a região e o próprio país, enjoados e enojados da perfídia sistemática dos referidos media lisboetas, SIC e Cia lançam a última. Uma prostituta arranjada para atacar os jogadores e ex-jogadores do FC Porto na selecção nacional.
Foi um chorrilho de moralismo hipócrita numa campanha de mentiras sem memória, repetidas a toda a hora e em todas as edições, à boa moda de Goebbels. (...)
Quase todos os "casos" levaram a investigações das entidades judiciárias e judiciais e das instâncias desportivas internacionais, que não encontraram indícios para qualquer dos casos seguir para julgamento, assim como nenhum dos acusadores foi capaz de apresentar qualquer prova para as difamações.»
Pedro Baptista, JN, 12/11/1997


Por onde andará a "Paula"?...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

“Cruzadas” mediático-justiceiras anti-Porto (III)

«O presidente do F.C. Porto tem razões para se queixar de ser alvo de uma das maiores campanhas futebolístico-mediáticas contra si e o seu clube. E de os êxitos da equipa portista nos relvados serem o principal motivo de tal campanha.»
José António Lima, Expresso, 16/11/1996


Para quem não sabe, José António Lima é sportinguista tendo, durante algum tempo, escrito crónicas em A Bola como adepto dos "leões".

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

“Cruzadas” mediático-justiceiras anti-Porto (II)

«Os Donos da Bola reflectem muito aquela curiosidade pacóvia que temos quando paramos a ouvir uma conversa de peixeiras ou quando se organiza uma enorme fila de carros que pára na estrada só para ver os mínimos estragos de um simples toque de dois veículos. (...)
Misturam-se também, neste programa semanal, outras coisas bem menos felizes: relembro a entrevista da semana passada, de José Manuel Mestre ao secretário- geral da UEFA, Gerd Aigner, em que se tentava conduzir a entrevista conduzindo o entrevistado com perguntas canhestras como "Sabe que o Sr. Pinto da Costa insultou dois árbitros no ano passado?". Aigner é raposa velha e, com um indisfarçável ar de enfado, foi-lhe respondendo educadamente. Fazia lembrar François Mitterrand, que no primeiro septanato na Presidência da França, chamou um dia a Giscard d'Estaing "le petit telegraphiste", porque este andava pela Europa a fazer queixinhas do Presidente do seu país.»
Manuel Queiroz, Público, 01/12/1996

sábado, 25 de setembro de 2010

“Cruzadas” mediático-justiceiras anti-Porto (I)

«Esta semana telefonaram-me da SIC. Queriam que eu respondesse à pergunta do Referendo: “O Pinto da Costa é o responsável pela crise do futebol português?” (...) acabei por recusar responder, a não ser em estúdio e em directo, para não colaborar na paranóia persecutória da SIC contra o Porto. (...) Não fosse o retorno seguro de audiência que tem dizer mal do Porto, e a SIC poder-nos-ia contemplar com outros “referendos”. (…)
Como dizia o Jorge Schnitzer, da SIC, é preciso não esquecer que, por menos do que isto o Olympique de Marselha e o Milan desceram de divisão. Por menos do que o quê, nem vale a pena perguntar. O que interessa é reter da frase o objectivo final deste “jornalismo de investigação”: já que não se consegue vencer o Porto, vamos caluniá-lo, aquém e além fronteiras. Se não se pode evitar que ganhe os campeonatos, vamos despromovê-lo administrativamente à II Divisão. Eis o sonho do Schnitzer: já imaginaram que bom que era um campeonato sem o Porto? Que bom que era não terem de sofrer as vitórias do Porto na Liga dos Campeões? Isso é que era um verdadeiro pontapé na crise! É que, como dizia o Artur Jorge, quando o Porto vai à frente, há sempre crise no futebol português. (…)
Tiro o chapéu aos que congeminaram toda esta operação, logo no início de Agosto, mal o futebol regressou. À força de insistirem, segundo a velha técnica de repetir a calúnia e as insinuações até à exaustão, eles conseguiram impor duas verdades: o futebol português está em crise – uma; o Pinto da Costa é o culpado – duas.»
Miguel Sousa Tavares, PÚBLICO, 15/11/1996


14 anos depois, já não há Schnitzer (nem Rangel), mas no resto continua quase tudo na mesma.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O cruzado


Em 1095, no concílio de Clermont, o papa Urbano II exortou os cristãos a libertar a Terra Santa, prometendo a salvação a todos os que morressem em combate contra os pagãos. Assim, ao longo dos séculos XI, XII e XIII, milhares partiram em direcção a Jerusalém, levando bordado sobre as suas roupas uma cruz vermelha e considerando-se a si próprios milites Christi (soldados de Cristo). Boemundo de Taranto e Godofredo de Bulhão na Primeira Cruzada (1096-1099) e Ricardo Coração de Leão na Terceira Cruzada (1189-1192), foram alguns dos nomes que se destacaram nas diversas cruzadas contra os "infiéis".

Nos últimos 35 anos, desde que se reorganizou, abandonou o "complexo da ponte" e desatou a ganhar títulos, quer a nível nacional, quer internacional, também o FC Porto se tornou alvo de várias "cruzadas", promovidas por aqueles que, instalados na capital do ex-império e habituados à vassalagem, não se conformam com a perca do poder majestático que tinham no futebol português. E se é certo que a maior parte destas "cruzadas" têm sido travadas no terreno futebolístico e da comunicação social, a última envolveu fortemente o âmbito jurídico e teve como dois dos protagonistas Pinto Monteiro e Maria José Morgado.

Nesta enésima "cruzada", após algumas vitórias iniciais, em que os "bárbaros do Norte" parecia estarem encurralados por vários "exércitos" - Ministério Público, comunicação social, CD da Liga, CJ da FPF, Platini/UEFA - a resistência foi tenaz, o cerco furado e a maior parte dos "exércitos sitiantes" bateram em retirada, sem honra nem glória. Pobres coitados, já deviam saber que do brasão da cidade faz parte o epíteto Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta cidade do Porto.

Ironia do destino, nesta altura, quem parece estar cada vez mais isolado no seu "castelo" e atarefado com outras "guerras" (Operação Furacão, Freeport, Face Oculta, Sindicato dos Magistrados do Ministério Publico, etc.) é Pinto Monteiro.

Um bom retrato da situação caricata em que caiu o Procurador-Geral da República, foi feito por Manuel Queiroz no semanário Grande Porto de 06/08/2010, numa crónica intitulada o "Calimero-Geral da República" que vale a pena ser (re)lida.

----------

«"Mas é uma injustiça, é mesmo. Eu não tenho poderes nenhuns. Sou a Rainha de Inglaterra do Ministério Público”.

O homem que, só aqui para nós, nomeou uma equipa especial para o Apito Dourado e outra para a Noite Branca porque não confia nos seus homens – não há outra explicação possível - , que abre processos aos seus procuradores, que escolhe para coordenadora do DCIAP uma procuradora que tinha sido membro da Comissão de Candidatura de Mário Soares, não tem poderes. O homem que mandou fazer recursos de todas as decisões do Apito Dourado, mesmo sem saber se elas seriam ou não fundamentadas, não tem poder nenhum. Se calhar, tem até poderes a mais, digo eu. Ou melhor, não sei que poderes é que pode ter mais o nosso Procurador-Geral, que por definição é o advogado do Estado. E nem admira que Maria José Morgado defenda também mais poderes para o Procurador-Geral – claro que sim, claro que deve nomear os procuradores distritais (para quê?).

Pinto Monteiro, é dele que falamos, o Procurador-Geral da República vai para quatro anos, queixou-se de falta de poderes, depois de se ter queixado de que lhe andavam a escutar as conversas, depois de se ter queixado de falta de condições para o Ministério Público trabalhar, depois de se ter queixado que no mesmo MP há “reis e reizinhos”, depois de se ter queixado dos megaprocessos, depois de se ter queixado dos procuradores e do juiz de Aveiro no Face Oculta. Queixas e mais queixas. Só que continuamos com os mesmos casos há anos.

Francamente, o “beirão sério” que, não tenho dúvidas, é Fernando Pinto Monteiro, juiz-conselheiro, note-se, vai ter muita dificuldade em chegar ao fim do mandato. Se se gasta tanto dinheiro em processos como o Freeport e o Apito Dourado, e se chega aos arquivamentos que se chegaram, alguma coisa está mal. O procurador tem pelo menos um poder que pode usar: o de se demitir.»