Num jogo delirante, a Sorte, que o Pinto da Costa julgou madrasta na Liga dos Campeões, lá acabou por sorrir ao Porto. Quando parecia certo que os jogadores cravavam o último prego no caixão do Paulo Fonseca, Mangala lá despertou os companheiros e salvou a equipa (e o Clube) de escrever uma página negra na sua história. A alegria deve vivida - já que é tão pouca nos tempos que correm - mas é impossível ignorar que o futebol jogado piora a olhos vistos, chegando a roçar o ridículo; não conseguimos vencer o Eintracht uma única vez; e a defesa sólida, que desde há largos anos é uma imagem de marca do Porto, não passa de uma recordação - 5 golos, alguns bem vergonhosos, sofridos em apenas 2 jogos, contra um adversário sem grande gabarito. Parece que o problema, não estava no Otamendi...
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
"Gente feliz com lágrimas"
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
4 jogos, 0 vitórias!
22-10-2013, FC Porto x Zenit (0-1)
26-11-2013, FC Porto x Austria Viena (1-1)
20-02-2014, FC Porto x Eintracht Frankfurt (2-2)
4 jogos em casa nas competições europeias 2013/2014 (3 para a Liga dos Campeões e 1 para a Liga Europa), com o “brilhante” saldo de 0 vitórias, 2 empates e 2 derrotas.
Mais. O FC Porto sofreu golos (6 no total) em todos os jogos que disputou em casa. Ora, se atendermos que nestes jogos o FC Porto enfrentou “colossos” europeus como o Zenit, Austria Viena e Eintracht Frankfurt, é obra!
Evidentemente, tudo isto (e não apenas o jogo de hoje) tem uma explicação simples: este FC Porto, sob o astuto comando técnico de Paulo Fonseca, é uma equipa com muuuuuito azar (por falar em azar, quantas bolas foram aos postes da baliza do Eintracht?).
E quando não é azar é uma tremenda infelicidade. Ou uma enorme eficácia da equipa adversária. Ou devido a erros individuais dos fraquíssimos jogadores que fazem parte do plantel 2013/2014 (Helton, Danilo, Maicon, Mangala, Alex Sandro, Fernando, … estavam cá na época passada?). Ou por culpa de lapsos da arbitragem…
Claro que também há a possibilidade da culpa dos maus resultados ser dos adeptos portistas que ainda vão ao estádio, os quais estão muito mal habituados e, em vez de apoiarem entusiasticamente tão brilhantes exibições, assobiam. Os malandros… Querem ópera? Vão ao S. Carlos…
Por mais desculpas que se arranjem, a triste realidade é que, para desilusão, desespero ou indiferença de cada vez mais adeptos portistas, este FC Porto versão Paulo Fonseca continua a bater recordes negativos.
Mas, independentemente do crescente desagrado que alastra na “nação portista”, não tenho dúvidas que Paulo Fonseca, uma aposta pessoal de Pinto da Costa para substituir o mal amado Vítor Pereira, irá continuar a fazer o seu “trabalho” até ao final desta época.
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| Jogos em casa para a Liga dos Campeões na época 2012/2013 (fonte: zerozero) |
Uma coisa é certa, apesar das inúmeras iniciativas e promoções que têm existido nesta época, o silêncio das cadeiras vazias no Estádio do Dragão é cada vez mais ensurdecedor…
P.S. “Na primeira parte o Bayer [ndr. Eintracht Frankfurt] praticamente não chegou à nossa baliza. Este resultado é tremendamente injusto. Não houve aqui falta de entrega nem de atitude. Houve bom pensamento do jogo. A felicidade esteve do outro lado. A eliminatória está a meio. Temos de ir ganhar a Leverkusen [ndr. Frankfurt].”
Paulo Fonseca, em declarações à SIC Notícias
Na maior parte das vezes, eu e Paulo Fonseca vemos jogos diferentes mas, desta vez, estamos totalmente de acordo. De facto, hoje não me lembro de ter visto um único jogador do Bayer Leverkusen perto da baliza defendida por Helton…
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Superioridade absoluta na teoria
O actual FC Porto de Paulo Fonseca é capaz de permitir questionar qualquer cenário. Esse é o grau de incerteza que o treinador e a sua equipa geram. Na teoria, a superioridade de um FC Porto contra o Eintracht Frankfurt é absoluta. Não há grandes probabilidades de que os alemães possam surpreender. O FC Porto tem melhor plantel, melhor individualidades (salvo algumas posições) e um pedigree europeu que o maior clube da capital financeira europeia não possui. Os próprios alemães já o admitiram. A sua luta é outra.
Depois de uma brilhante temporada na Bundesliga do último ano, a realidade voltou a bater à porta. O Frankfurt segue em 12º lugar, a apenas três pontos do último lugar de despromoção (via play-off), ocupado pelo Freiburg. Para o treinador Armin Veh essa é a sua máxima prioridade. Atrás de si seguem equipas com melhores planteis e condições económicas (Hamburg, Stuttgart, Bremen) que em duas ou três jornadas podem, perfeitamente, dar o salto na classificação que os homens de Frankfurt dificilmente conseguirão dar. Dito isso, também é preciso recordar que as duas últimas derrotas na prova ligueira foram contra Dortmund e Bayern, os dois jogos mais difíceis da segunda ronda e que os seus rivais vão ter ainda que disputar.
Também por isso para o Eintracht este jogo é um trâmite. Sabem que não vão longe na competição (a seguir vem, previsivelmente, o Napoli) e que têm a corda ao pescoço no campeonato. Não podia ser um rival mais apetecível nestas circunstâncias. Mas as surpresas desagradáveis que este FC Porto nos tem dado obrigam-nos à cautela. O FC Porto é o claro favorito mas tem de o demonstrar em campo e não é com as exibições recentes que isso se consegue. Num duelo a 180 minutos, é preciso maior disciplina defensiva e contundência no ataque. Precisamente as duas áreas onde o Eintracht tem melhores argumentos individuais
.
O guarda-redes da equipa alemã, Kevin Trapp, está entre as maiores promessas europeias debaixo dos postes. Pertence a uma geração espantosa de guardiões alemães e por isso a sua ascensão à Mannschafft poderá ser cortada antes de tempo. Ter Manuel Neuer, ter Stegen ou René Adler à sua frente não ajuda mas Trapp é, inquestionavelmente, um guarda-redes com um futuro brilhante e um presente apaixonante. No ataque, Veh tem à sua disposição o rápido espanhol Joselu, o oportunista checo Vaclav Kadlec e o rápido japonês Inui, o mais criativo futebolista da equipa e uma das grandes revelações da passada temporada. São as individualidades mais destacadas a nível técnico. Ainda assim, apesar do seu valor individual, o clube de Frankfurt tem o pior ataque da prova, apenas 24 golos em 21 jogos. Em comparação, tem uma defesa mais consistente (34 golos sofridos, a 9º melhor da prova).
O melhor jogador do Frankfurt está na medular e não ficará no clube por muito tempo. Internacional sub21, escolhido pessoalmente por Guardiola como eventual sucessor de Schweinsteiger a partir da próxima época, Sebastian Rode é o dínamo do meio-campo da equipa, o médio que está em todo o lado e traz equilíbrio e critério ao jogo colectivo. Anular Rode é, basicamente, retirar qualquer capacidade de reacção do Eintracht.
Os alemães jogarão previsivelmente num 4-2-3-1 com uma linha defensiva avançada, pressionando no meio campo e utilizando as subidas dos laterais Jung (internacional A alemão com 22 anos) e Okzipka para procurar ganhar superioridade. Rode, Inui e o veterano Alexander Maier vão associar-se no triângulo de meio campo procurando dominar o jogo e criando oportunidades para Joselu/Kadlec, Aigner e o veterano suíço Tranquilo Barnetta explorarem. Um esquema que pode encaixar perfeitamente no 4-3-3 do FC Porto, com Herrera/Carlos Eduardo em duelo directo com os dois médios mais recuados e Fernando responsável de coordenar a ocupação de espaços de Inui ou Maier. A qualidade de jogo da temporada passada (e a sua capacidade de pressionar e sair a jogar rapidamente) parece ter desaparecido mas as individualidades estão lá. A esmagadora maioria dos jogadores transita da época passada o que abre a possibilidade de uma noite inesperada trazer à tona o que as "águias" de Frankfurt foram capazes de fazer.
É preciso atenção, boa coordenação ofensiva e eficácia na área para evitar uma surpresa inesperada. Dito isso, salvo mais um desastre fonsequiano, somos favoritos para vencer e seguir em frente com alguma comodidade e marchar rumo a um previsível duelo debaixo da sombra do Vesúvio!
Depois de uma brilhante temporada na Bundesliga do último ano, a realidade voltou a bater à porta. O Frankfurt segue em 12º lugar, a apenas três pontos do último lugar de despromoção (via play-off), ocupado pelo Freiburg. Para o treinador Armin Veh essa é a sua máxima prioridade. Atrás de si seguem equipas com melhores planteis e condições económicas (Hamburg, Stuttgart, Bremen) que em duas ou três jornadas podem, perfeitamente, dar o salto na classificação que os homens de Frankfurt dificilmente conseguirão dar. Dito isso, também é preciso recordar que as duas últimas derrotas na prova ligueira foram contra Dortmund e Bayern, os dois jogos mais difíceis da segunda ronda e que os seus rivais vão ter ainda que disputar.
Também por isso para o Eintracht este jogo é um trâmite. Sabem que não vão longe na competição (a seguir vem, previsivelmente, o Napoli) e que têm a corda ao pescoço no campeonato. Não podia ser um rival mais apetecível nestas circunstâncias. Mas as surpresas desagradáveis que este FC Porto nos tem dado obrigam-nos à cautela. O FC Porto é o claro favorito mas tem de o demonstrar em campo e não é com as exibições recentes que isso se consegue. Num duelo a 180 minutos, é preciso maior disciplina defensiva e contundência no ataque. Precisamente as duas áreas onde o Eintracht tem melhores argumentos individuais
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O guarda-redes da equipa alemã, Kevin Trapp, está entre as maiores promessas europeias debaixo dos postes. Pertence a uma geração espantosa de guardiões alemães e por isso a sua ascensão à Mannschafft poderá ser cortada antes de tempo. Ter Manuel Neuer, ter Stegen ou René Adler à sua frente não ajuda mas Trapp é, inquestionavelmente, um guarda-redes com um futuro brilhante e um presente apaixonante. No ataque, Veh tem à sua disposição o rápido espanhol Joselu, o oportunista checo Vaclav Kadlec e o rápido japonês Inui, o mais criativo futebolista da equipa e uma das grandes revelações da passada temporada. São as individualidades mais destacadas a nível técnico. Ainda assim, apesar do seu valor individual, o clube de Frankfurt tem o pior ataque da prova, apenas 24 golos em 21 jogos. Em comparação, tem uma defesa mais consistente (34 golos sofridos, a 9º melhor da prova).
O melhor jogador do Frankfurt está na medular e não ficará no clube por muito tempo. Internacional sub21, escolhido pessoalmente por Guardiola como eventual sucessor de Schweinsteiger a partir da próxima época, Sebastian Rode é o dínamo do meio-campo da equipa, o médio que está em todo o lado e traz equilíbrio e critério ao jogo colectivo. Anular Rode é, basicamente, retirar qualquer capacidade de reacção do Eintracht.
Os alemães jogarão previsivelmente num 4-2-3-1 com uma linha defensiva avançada, pressionando no meio campo e utilizando as subidas dos laterais Jung (internacional A alemão com 22 anos) e Okzipka para procurar ganhar superioridade. Rode, Inui e o veterano Alexander Maier vão associar-se no triângulo de meio campo procurando dominar o jogo e criando oportunidades para Joselu/Kadlec, Aigner e o veterano suíço Tranquilo Barnetta explorarem. Um esquema que pode encaixar perfeitamente no 4-3-3 do FC Porto, com Herrera/Carlos Eduardo em duelo directo com os dois médios mais recuados e Fernando responsável de coordenar a ocupação de espaços de Inui ou Maier. A qualidade de jogo da temporada passada (e a sua capacidade de pressionar e sair a jogar rapidamente) parece ter desaparecido mas as individualidades estão lá. A esmagadora maioria dos jogadores transita da época passada o que abre a possibilidade de uma noite inesperada trazer à tona o que as "águias" de Frankfurt foram capazes de fazer.
É preciso atenção, boa coordenação ofensiva e eficácia na área para evitar uma surpresa inesperada. Dito isso, salvo mais um desastre fonsequiano, somos favoritos para vencer e seguir em frente com alguma comodidade e marchar rumo a um previsível duelo debaixo da sombra do Vesúvio!
Eintracht, o 10º clube alemão
Depois do TSV 1860 München (em 1964/65), Hannover 96 (em 1965/66), Dynamo Dresden (em 1972/73), Hamburger SV (em 1975/76, 1989/90, 2006/07), Schalke 04 (em 1976/77, 2007/08), FC Köln (em 1977/78), Bayern München (em 1986/87, 1990/91, 1999/2000), Werder Bremen (em 1993/94) e Hertha BSC (em 1999/2000), chegou a vez do Eintracht Frankfurt ser o 10º clube alemão a jogar contra o FC Porto.
No total, o FC Porto disputou 27 jogos nas competições europeias contra equipas alemãs:
– 2 para a Taça das Cidades com Feiras;
– 4 para a Taça das Taças;
– 8 para a Taça UEFA / Liga Europa;
– 13 para a Taça Campeões / Liga Campeões;
Estes 27 jogos traduziram-se em 12 vitórias, 5 empates e 10 derrotas, com 38 golos marcados e 35 sofridos.
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| Os 20 jogos mais recentes entre o FC Porto e equipas alemãs (fonte: zerozero) |
Se os números globais revelam um relativo equilíbrio, nos últimos 10 jogos a vantagem do FC Porto em jogos contra equipas alemãs é clara – 7 vitórias, 1 empate e 2 derrotas.
Quanto ao actual Eintracht Frankfurt, se é certo que o trajeto na Bundesliga 2013/2014 não tem sido famoso…
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| Eintracht Frankfurt - Bundesliga 2013/2014 (fonte: zerozero) |
… na Liga Europa 2013/2014 apenas registou uma derrota em oito jogos.
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| Eintracht Frankfurt - Liga Europa 2013/2014 (fonte: zerozero) |
Numa eliminatória contra o atual 12º classificado do campeonato alemão (ganhou apenas 5 dos 21 jogos já efetuados para a Bundesliga 2013/2014), penso que o favoritismo do FC Porto não oferece grande discussão. Contudo, para ganharem os dois jogos e somarem pontos para o ranking da UEFA, os dragões terão de dar continuidade aos sinais de melhoria que se viram em Barcelos e de jogar bem mais do que mostraram em grande parte dos jogos disputados nesta época.
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terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Primeiro o Eintracht, depois o Napoles (ou o Swansea)
Calhou-nos o Eintracht Frankfurt. Clube que actualmente ocupa o 15° lugar da Bundesliga. Há muitos portistas convencidos que o sorteio nos foi favorável. Em princípio diria o mesmo mas não tenho muita confiança nas exibições europeias dum clube que só conseguiu um magro ponto em casa, e logo contra o colosso chamado Austria Viena.
Embora todos saibam que a nossa primeira vitória europeia foi ganha numa final contra um clube alemão, nunca o Porto teve grande ascendente contra os teutónicos. Na Liga Europa/Taça UEFA perdemos sempre fora contra adversários alemães, sendo sempre eliminados. Na Taça das Taças os dois confrontos foram equilibrados: eliminados pelo TSV Munich nos anos 60 e eliminando o Colónia nos anos 70. Na Taça dos Campeões/Liga dos Campeões só o Bayern e o Schalke nos eliminaram (os bávaros duas vezes). Já contra Werder Bremen, Hertha Berlim e Hamburgo impusemos a nossa superioridade categoricamente.
Se passarmos, algo perfeitamente possivel… calhar-nos-á o Nápoles. Provavelmente o melhor clube eliminado da fase de grupos da Liga dos Campeões, e com o recorde de pontos: 12. Não me pronuncio, só espero que o Swansea faça um brilharete e que o Porto possa melhorar MUITO.
Quanto aos outros gajos, aqueles lá de baixo que não se calam: esses vão à Grécia jogar com o PAOK. Se passarem defrontam os Spurs. Sorte a do Jesus que se livrou de defrontar o AVB caso ambos passassem.
De resto Portugal está muito mal representado na Europa e com a possibilidade de não ter nenhum participante a partir de Março. Ou seja como era nos anos 80 e 90.
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