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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

FC Porto, SLB, o Atlético Madrid e Jorge Mendes

Paulo Assunção
Após quatro anos como jogador do FC Porto (no primeiro ano esteve emprestado ao AEK Atenas), a 29 de Maio de 2008, Paulo Assunção, invocando o artigo 17 do Regulamento do Estatuto e Transferência dos Jogadores da FIFA (conhecido pela Lei Webster), rescindiu o seu contrato com Futebol Clube do Porto. A 6 de Julho de 2008, foi anunciado oficialmente como reforço do Atlético de Madrid.

Nota: O FC Porto acabaria por receber uma indemnização de 3,5 milhões de euros.

A forma como o médio defensivo brasileiro saiu do FC Porto, motivou um corte de relações institucionais com o Atlético de Madrid, o que levou os dirigentes portistas a não participarem no convívio entre direcções, em Fevereiro de 2009, quando os dois clubes se defrontaram para a Liga dos Campeões.


Cristian Rodriguez
Após quatro épocas de azul-e-branco (2008/2009 a 2011/2012), Cebola não aceitou renovar com o FC Porto e, como jogador livre, em Maio de 2012 assinou pelos colchoneros a custo zero.


Época 2014/2015…

Óliver Torres e Adrian López
Depois de, nos últimos seis anos, Paulo Assunção, Radamel Falcao e Cristian Rodriguez terem ido do Porto para Madrid (em contextos pouco do agrado do FC Porto), no início desta época Óliver Torres e Adrian López fizeram o trajecto contrário.


Óliver Torres, um extraordinário médio criativo espanhol, de apenas 19 anos, chega ao Porto por empréstimo do Atlético de Madrid.
No caso de Adrian López, o FC Porto comunicou à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ter pago 11 milhões de euros por 60% dos direitos económicos do jogador (nota: não sei se é verdade, mas já ouvi que parte desta verba visa um acerto de contas com o Atlético Madrid, ainda a propósito da transferência de Falcao).


Ora, se as relações entre o FC Porto e o Atlético Madrid parecem estar a atravessar um período excelente, mais a Sul sucedem-se diversos casos.

Siqueira
O lateral esquerdo brasileiro Siqueira, que na época 2013/2014 esteve emprestado pelo Granada ao Benfica, assinou pelo Atlético de Madrid no dia 3 de junho de 2014.


Oblak
Em declarações ao jornal A Bola, efetuadas no dia 14-07-2014, o guarda-redes esloveno referiu que foi ele que forçou a saída do Benfica para assinar pelo Atlético Madrid.
“O Benfica queria que continuasse e o presidente tudo fez para que não saísse, mas a minha vontade era de assinar pelo Atlético Madrid”, disse Oblak.


Guilavogui
Em breve vamos anunciar um trinco. Tínhamos dois jogadores possíveis, um deles não foi possível, mas chegará outro.
Luís Filipe Vieira, 14-08-2014, em entrevista à Benfica TV

«O Atlético Madrid desmentiu as declarações feitas por Luís Filipe Vieira, que afirmou que os colchoneros haviam oferecido Jan Oblak ao Benfica depois de terem contratado o esloveno neste defeso. Nas palavras do presidente das águias, foi o clube da Luz a rejeitar essa proposta, mas os dirigentes colchoneros garantem que não houve qualquer negociação. Quem o diz é o jornal Marca, que também justifica as declarações de Vieira com o descontentamento após a operação Guilavogui ter falhado, tendo o médio francês acabado por ser emprestado ao Wolfsburgo
in record.pt


Sílvio
O Atlético Madrid mandou devolver o certificado internacional do Sílvio, por isso é uma incógnita
Luís Filipe Vieira, 14-08-2014, em entrevista à Benfica TV


Perante uma clara aproximação do Atlético Madrid ao FC Porto e um aparente afastamento do Benfica, qual o papel do super-agente Jorge Mendes?


P.S. No meio disto tudo, penso que a visita de Cristian Rodriguez ao Olival e o abraço dado a Antero Henrique será uma mera coincidência.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

SMS do dia - XC (Bye bye, Judas)

... e já lá vão duas épocas seguidas que mandamos a tua equipa "para o maneta" (desta vez com humilhação).

Ninguém te pára, sempre a subir na carreira. Agora até consegues acabar a fase de grupos com 3 pts a par do Apoel de Nicosia - priceless.

Bon voyage, que isto da Liga dos Campeões é para equipas a sério...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

SMS do dia - XXXIX

"O Atlético de Madrid é muito mais forte que o Futebol Clube do Porto", por P. Assunção (aka Judas).

Ahem... importa-se de repetir??

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Judas explica-se...

O Judas resolveu explicar publicamente as razões que o levaram a rescindir contrato unilateralmente com o FC Porto em Maio do ano passado. Fê-lo numa entrevista dada à RTP, esse imparcial órgão de comunicação social pago por todos nós, onde ainda teve espaço para afirmar que já obteve a nacionalidade portuguesa e que está pronto para ser seleccionado para o próximo jogo sabendo já a letra do hino nacional. Pela atitude que tomou contra o seu anterior clube, que como se sabe em Portugal representa a raiz do Mal, Judas será de certeza recebido no Terreiro do Paço como um “bom português”.
Os sócios do FC Porto ficaram assim a saber que foi o medo de levar “um tiro no joelho” que ditou que o Judas fosse o primeiro jogador em todo o Mundo a invocar a “Lei Webster” para rescindir unilateralmente um contrato (isto, claro está, excluindo o próprio Webster). As pressões do empresário e o aliciamento de outros clubes nada tiveram a ver com o caso. A hipótese de que tenha sido de facto ameaçado poderá não ser de todo inverosímil. Partindo do princípio que o episódio relatado é verdadeiro, o jogador terá ficado sem condições para continuar no clube e na cidade. No entanto não é sequer razoável que a forma de resolver uma questão destas fosse a rescisão unilateral do contrato com o recurso a tal expediente. Haveriam de certeza soluções onde ambas as partes pudessem sair com mais benefícios financeiros.
Ironia do destino, o actual clube do Judas, o Atlético de Madrid vem jogar ao Dragão no próximo mês nos oitavos de final da Liga dos Campeões. Que jeito deu esta “entrevista” para tentar limpar a imagem do Judas antes de visitar o Dragão (a entrevista e o modo como foi conduzida foi mais um prego no caixão da RTP, depois queixem-se de “tratamento discriminatório”). Os sócios do FC Porto têm memória e o Judas, que se diz disponível para um dia voltar a Portugal (que mistério, para onde será?...) terá, acredito, uma recepção à altura da sua atitude quando jogar no Dragão.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Livre conduto para denegrir o FC Porto

«Os Donos da Bola reflectem muito aquela curiosidade pacóvia que temos quando paramos a ouvir uma conversa de peixeiras ou quando se organiza uma enorme fila de carros que pára na estrada só para ver os mínimos estragos de um simples toque de dois veículos. (...)
Misturam-se também, neste programa semanal, outras coisas bem menos felizes: relembro a entrevista da semana passada, de José Manuel Mestre ao secretário-geral da UEFA, Gerhard Aigner, em que se tentava conduzir a entrevista conduzindo o entrevistado com perguntas canhestras como "Sabe que o Sr. Pinto da Costa insultou dois árbitros no ano passado?". Aigner é raposa velha e, com um indisfarçável ar de enfado, foi-lhe respondendo educadamente. Fazia lembrar François Mitterrand, que no primeiro septanato na Presidência da França, chamou um dia a Giscard d'Estaing "le petit telegraphiste", porque este andava pela Europa a fazer queixinhas do Presidente do seu país.»
Manuel Queiroz, PÚBLICO de 01/12/1996


Alguém na RTP lembrou-se de enviar um jornalista a Madrid para fazer uma entrevista ao ex-jogador do FC Porto Paulo Assunção a qual, pela forma insidiosa como foi conduzida e pelas perguntas canhestras que foram feitas, me fez recordar a entrevista de há 12 anos atrás de José Manuel Mestre (jornalista da SIC) a Gerhard Aigner.

Estranhamente (ou não) a entrevista, conduzida (e de que maneira!) pelo jornalista Hélder Conduto, não teve qualquer pergunta sobre o actual clube de Paulo Assunção, sobre a adaptação do jogador a uma nova realidade (cidade, país, clube ou campeonato), ou sequer sobre o desempenho do Atlético de Madrid e as perspectivas dos colchoneros para esta época.
Não, o interesse do jornalista da RTP era outro. Queria que o jogador dissesse porque razão não tinha renovado pelo FC Porto.

Ora, conforme é público, o processo da renovação do médio-defensivo brasileiro arrastou-se durante toda a época 2007/08, com o jogador a recusar as sucessivas propostas que a FCP SAD lhe fez. De forma resumida, relembremos o que aconteceu nos últimos meses da época passada.

Em 2 de Fevereiro de 2008, após a vitória (4-0) sobre o U. Leiria, Paulo Assunção foi confrontado com os rumores que havia na comunicação social, sobre a possibilidade de abandonar o FC Porto mediante o pagamento de uma indemnização equivalente ao valor dos seus salários até ao final do contrato. O jogador afastou liminarmente esse cenário afirmando:
Também vi isso nos jornais, que posso sair pagando os salários, mas o meu empresário está a falar com a direcção do FC Porto.
A minha vontade é ficar aqui, mas ainda não há acordo. Eles [FC Porto] estão a apresentar uma situação boa para eles, eu estou a apresentar uma situação que seria boa para mim.
Interesse de outros clubes? Só sei pelos jornais, tenho contrato até 2009 e quero ficar aqui.”

Em 23 de Fevereiro de 2008, após a vitória (3-0) sobre o Paços de Ferreira, Paulo Assunção voltou a negar a existência de contactos com outros clubes e afirmou:
Como está a minha renovação? Confirmo que o meu empresário está a falar com o FC Porto e que o processo está em marcha. Estamos na fase das negociações”.

Perante as sucessivas recusas do jogador às propostas de renovação que a SAD portista lhe ia apresentando e aos rumores, cada vez mais fortes, de que o jogador ia rescindir o contrato recorrendo à lei Webster, em 13/03/2008 o seu empresário – Ilson Visconti – veio a público reconhecer que o médio brasileiro estava a ser aliciado para rescindir contrato com o FC Porto no final da época.
É verdade que têm surgido muitos empresários a propor essa saída ao Paulo. Ele foi aliciado para rescindir com o clube no final da época, pedem-lhe para fazer isso, mas o jogador quer ficar”.

No dia 22 de Abril de 2008, O JOGO publicou uma notícia onde refere:
«Paulo Assunção tem contrato com o FC Porto até 2009 e os portistas pretendem prolongá-lo até 2012, intenção que tem encravado nas exigências do jogador, consideradas pouco razoáveis pela administração da SAD. Paulo Assunção é um dos elementos nucleares da equipa de Jesualdo Ferreira, mas não é internacional e já tem 28 anos de idade.»

Finalmente, e culminando aquilo que toda a gente já tinha percebido (o jogador não ia renovar porque tinha propostas de clubes estrangeiros que a FCP SAD não poderia cobrir), a 30/04/2008 a agência Lusa divulgou a seguinte notícia:
«Continuam as especulações da imprensa sobre o alegado assédio do Atlético de Madrid a jogadores portistas. Depois de Raúl Meireles e Lucho González, a imprensa desportiva fala em Paulo Assunção, atestando que os responsáveis do emblema madrileno perguntaram à SAD portista o preço do passe do jogador.
O processo de renovação de Assunção com o Porto prossegue sem acordo e diz-se que o brasileiro solicita um aumento desmesurado no salário para prolongar o actual vínculo que se prolonga até ao fim da próxima época.»

Há muito que se falava no Atlético de Madrid como estando por trás das sucessivas recusas do Paulo Assunção em renovar o contrato, mas esta noticia da Lusa, de finais de Abril, veio clarificar a situação.


Eu percebo muito bem que em vésperas de vir ao Estádio do Dragão, dê jeito ao jogador dizer que não renovou por causa do episodio das ameaças que lhe foram feitas à saída de um treino. Contudo, há um pequeno “pormenor” que desmente esta versão. Este incidente ocorreu em 15/05/2008, numa altura em que já era público que o jogador ia rescindir o contrato porque tinha quem lhe pagasse mais (até os nomes dos clubes interessados eram do domínio público).

Sendo isto mais que óbvio (há enumeras noticias da altura que o confirmam), porque razão a RTP enviou um jornalista a Madrid cujo único propósito pareceu ser reescrever a história, ignorando deliberadamente factos que tinha obrigação de conhecer?

Mais. No final da entrevista, o pivot do ‘Domingo Desportivo’, o mais famoso adepto do União Sport Clube Paredes - Carlos Daniel -, virando-se para António Tadeia comentou que as declarações de Paulo Assunção iam dar umas manchetes de jornais (sim, de manchetes anti-Porto percebem eles...).

Mas o que é que as declarações do médio brasileiro têm de novo para justificar manchetes?

Nada. A única coisa de novo é a contradição entre o que Paulo Assunção afirmou à RTP (“disseram-me que, se não renovasse até quarta-feira, levaria um tiro num joelho”) e o que tinha dito há um mês atrás, em entrevista a O JOGO (edição de 26/12/2008), em que disse que um grupo de adeptos que tinha assistido ao treino ameaçara partir-lhe uma perna.

De resto é uma notícia requentada, porque no próprio dia em que o incidente se verificou (há mais de oito meses!), a comunicação social deu conta do mesmo, tendo sido amplamente noticiado por televisões, rádios e jornais.

«Paulo Assunção, jogador do Futebol Clube do Porto, apresentou queixa na PSP, contra desconhecidos. O jogador contou à polícia que tinha sido ameaçado à saída do treino de terça-feira, por quatro indivíduos.
Os indivíduos aconselharam-no a assinar a renovação de contrato com o FC Porto nos próximos dois dias ou poderia sofrer consequências físicas.»
in SIC online, 15/05/2008 10:49

Por tudo isto volto a perguntar: o que pretende a RTP com este tipo de campanhas anti-FC Porto?
Competir neste "campeonato" com a TVI, 'Correio da Manhã', Record e 'A Bola', para ver quem conquista a maior fatia de simpatia entre os milhões de frustrados que odeiam os actuais Tri-campeões nacionais?

Relativamente ao jornalista Hélder Conduto, após ter trocado (em Maio de 2006) a TSF e a SIC pelo grupo RTP, tendo assumido a função de coordenador de desporto da estação pública, este benfiquista natural de Aljustrel mostra que tem ambição e que sabe qual é o caminho mais curto para chegar ao topo.

Parabéns Hélder, mais uma ou duas entrevistas destas e és promovido. Aliás, até já tenho uma sugestão para os anúncios da tua próxima entrevista:
«Exclusivo RTP. Saiba o verdadeiro motivo de Adriaanse se ter pirado do Porto».
Já imaginaram as manchetes bombásticas que uma entrevista com o holandês podia dar?
Até já estou com água na boca... É desta que vamos entalar o Pinto da Costa!


P.S. Algumas das perguntas que o jornalista da RTP se “esqueceu” de fazer ao Paulo Assunção:
- Em Junho de 2004 tinha um compromisso verbal com o Sporting mas acabou por assinar pelo FC Porto. Quanto é que o FC Porto lhe ofereceu a mais do que o Sporting?
- Quando assinou contrato com o FC Porto fê-lo até Junho de 2009. Assinou o contrato com o FC Porto coagido ou ameaçado por alguém?
- Alguma vez o FC Porto desrespeitou compromissos que tinha consigo, nomeadamente ao nível de salários ou prémios?
- Apesar de não ter chegado a um entendimento para a renovação do contrato com o FC Porto, alguma vez foi colocado de parte ou deixou de ser convocado por causa dessa situação?
- Acha bem que recorrendo à lei Webster os jogadores possam desrespeitar contratos que assinaram livremente, enquanto que os clubes são obrigados a cumprir os contratos até ao último dia?
- Foi apenas em 2007 que soube do interesse do Atlético de Madrid na sua contratação, ou antes disso já tinha havido contactos com o seu empresário?
- É coincidência que o Paulo Assunção tenha sido contratado pelo clube de que mais se falou durante os longos meses em que andou a negociar a renovação com o FC Porto?
- O Atlético de Madrid pagou ao Paulo Assunção, ou o seu empresário, algum prémio por assinatura do contrato?
- A proposta do Atlético de Madrid era superior à do FC Porto? Qual era a diferença anual (em centenas de milhares de euros)?

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Médio-defensivo do FC Porto

Quando comecei a ir ao futebol, em meados dos anos 70, os meus ídolos eram o Oliveira e, principalmente, o Gomes. O Oliveira fazia jogadas geniais, mas o Gomes marcava golos atrás de golos e os miúdos (e graúdos) sempre gostaram dos jogadores que marcam muitos golos.
Havia também um jogador que jogava com a camisola Nº 6 e que era o capitão da equipa – Rodolfo dos Reis Ferreira – mas esse era raro marcar um golo e era mais notado por impor respeito dentro do campo, aos nossos e aos deles.


Quando o Rodolfo deixou de jogar (nunca jogou noutro clube que não fosse o FC Porto), quem passou a ocupar o seu lugar na equipa foi o Jaime Pacheco, também conhecido por Jaime I (no plantel havia outro Jaime – Jaime Magalhães – também conhecido por Jaime II). O Jaime Pacheco não era tão mandão como o Rodolfo, mas corria como o caraças e começou a dar muito nas vistas, ajudando o FC Porto a chegar à final de Basileia e, passado umas semanas, os “patrícios” a brilharem no Europeu de França de 1984.

Contudo, verdadeiramente eu só reparei na importância do Jaime Pacheco quando, em Junho de 1984, o Sporting desferiu um ataque ao FC Porto, aliciando dois dos “esteios da equipa” (era assim que se dizia na altura) a rescindir o contrato, alegando falta de condições psicológicas...
Eles lá foram ganhar dinheiro para Lisboa, mas apesar do presidente do Sporting – João Rocha – ter ameaçado levar a equipa toda, a resposta de Pinto da Costa às contratações de Sousa e Jaime Pacheco foi cirúrgica, tendo ido buscar ao Sporting um miúdo que os leões se preparavam para emprestar à Académica: Paulo Futre.

Mas voltando aos trincos, com a saída de Jaime Pacheco, Pedroto, apesar de doente, deu indicação para o FC Porto contratar um jogador ao Varzim – António André.

Nascido no seio de uma família de pescadores das Caxinas, Vila do Conde, André tornou-se num exemplo de dedicação, aliando a sua força à raça / entrega em cada partida.
A comunicação social, e eu também, começou a prestar muita atenção ao novo médio-defensivo dos “dragões” tendo, rapidamente, sido claro que o FC Porto tinha ficado a ganhar com a troca, ao ponto de passado dois anos Pacheco e Sousa terem voltado ao FC Porto, mas André nunca mais perdeu a titularidade.

A seguir a André o FC Porto teve vários jogadores que ocuparam a posição 6, entre os quais se destacam o brasileiro Emerson (pela sua força – Bobby Robson dizia que ele tinha dois corações) e Paulinho Santos, também ele um homem das Caxinas e também ele de antes quebrar que torcer.

Na segunda metade dos anos 90 e início do século XXI o lugar de médio defensivo foi perdendo peso dentro da equipa, até que em Janeiro de 2002 Mourinho chegou às Antas e apostou em Costinha como pivot defensivo.

Costinha nunca foi um jogador de grandes correrias, mas tinha um posicionamento e leitura de jogo fora do comum, para além de ter um bom jogo de cabeça e, por isso, ser várias vezes decisivo em lances de bola parada.

Costinha foi um jogador fundamental nas equipas de Mourinho e aquando da sua saída, no final da época 2004/05, pensou-se que seria muito difícil de colmatar, mas o FC Porto fez regressar Paulo Assunção, que estava emprestado ao AEK de Atenas, o qual fez três épocas de muito bom nível – 2005-08 – até fazer uso da lei Webster para sair do FC Porto.

Mas afinal, que características deve ter um bom médio-defensivo (“trinco”)?

Garra, pulmão, agressividade e disponibilidade para correr quilómetros, tipo Jaime Pacheco, André, Paulinho Santos ou Petit?

Bom posicionamento, correcta leitura de jogo e rigor táctico, tipo Costinha ou Paulo Assunção?

Na minha opinião, a missão de um médio-defensivo é muito mais que o ocupar de espaços e interceptar linhas de passe. Isto é importante, mas não é tudo.

Conforme escreveu Luís Freitas Lobo, em 21/12/2005, “quando uma equipa tem a bola, a única certeza que tem é que o passo seguinte é…perde-la. A solução para essa fatalidade é, desde logo, perde-la o mais longe possível da sua área e em zonas laterais que não facilitem o contra-ataque rápido do adversário”.

Ou seja, é fundamental que o médio-defensivo seja muito eficaz no passe, tocando a bola para trás e serenando o jogo quando é preciso, abrindo nos flancos, ou verticalizando o jogo e fazendo um passe de ruptura quando surge uma oportunidade.

Evidentemente, não é fácil encontrar um jogador com todas estas características e, quando surgem, estão fora do alcance das bolsas dos clubes portugueses – Albertini, Paulo Sousa, Guardiola, Redondo, Pilro, Marcos Assunção, etc.

Paulo Assunção fez 39 dos 46 jogos do FC Porto na época passada, um dado que traduz a sua importância na equipa. Ora, olhando para o plantel desta época, qual a opção mais indicada para o substituir?


Se a escolha fosse baseada no número que cada um dos jogadores tem nos calções e nas costas, estava feita: seria Guarín.

Contudo, e conforme já escrevi em comentários a alguns artigos, na minha opinião o Guarín não tem as características necessárias para jogar na posição 6. Falta-lhe rigor táctico, leitura de jogo e qualidade de passe. Acredito que, bem trabalhado, poderá dar um excelente número 8, mas duvido que algum dia venha a ser um bom número 6.

Por isso, nesta altura, a minha escolha para jogar na posição 6 seria o Raul Meireles.

domingo, 13 de julho de 2008

Assunção e o Atlético de Madrid

Paulo Assunção rescindiu há poucas semanas unilateralmente e sem justa causa o contrato de trabalho que o ligava ao FC Porto. Fê-lo nos termos do Artigo 17º das «Regulations on the status and transfer of player», aprovadas pelo Comité Executivo da FIFA.

Esse artigo resulta de uma decisão do Tribunal Arbitral do Desporto, sobre um jogador escocês que se transferiu do Hearts para o Wigan Athletic, que dá pelo nome de Andy Webster. Este caso específico ficou concluído em Lausanne e decidiu-se que o jogador tinha de pagar ao Heart of Midlothian 150 mil libras esterlinas, valor que correspondia ao somatório dos ordenados que ainda tinha a haver do clube até ao final do contrato.

A FIFA estabeleceu que um jogador está autorizado a rescindir unilateralmente o contrato com o seu clube, mesmo que ainda tenha mais um, dois e em alguns casos até três anos de contrato. O “caso Webster” começou como uma contenda entre a FIFA e a União Europeia, tentando esta fazer convergir os direitos dos futebolistas com os dos demais trabalhadores europeus. Segundo o Artigo 17, qualquer jogador que tenha entre 23 e 28 anos de idade tem o direito de sair do clube desde que já tenha cumprido três anos ao seu serviço de um contrato de quatro ou de cinco anos, desde que indemnize o clube com o valor dos seus ordenados até ao final do contrato existente. A situação mais controversa resulta do facto de que qualquer jogador com 28 anos ou mais velho pode também rescindir unilateralmente desde que tenha cumprido apenas dois anos do seu actual contrato.

O Artigo 17 vai dificultar, na prática, que se continuem a pagar elevados montantes pela transferência de jogadores e vai fazer os clubes pensarem duas vezes antes de rubricarem contratos de longa duração com os jogadores. De realçar a importância do lobby junto da FIFA feito pelo sindicato global de jogadores, o Fifpro e do Scottish Professional Footballers’ Association, ambos liderados por ex-jogadores de futebol.

Aquando desta decisão falou-se muito na imprensa britânica de grandes jogadores que poderiam recorrer a este artigo para se transferirem para outros clubes, como Frank Lampard, Cristiano Ronaldo e Michael Owen. Curiosamente foi um jogador bastante mais modesto como P. Assunção o primeiro a socorrer-se deste artigo para se mudar para outro clube. A questão que se coloca, agora, em concreto é que, dado Paulo Assunção e Atlético de Madrid serem os primeiros jogador e clube respectivamente, depois do próprio Andy Webster, a usarem desta artimanha para mudança de clube, está agora aberta a caixa.

O FC Porto, como um dos clubes fundadores, pode e deve alertar todos os outros clubes pertencentes ao ECA (European Club Association) para esta actuação do clube espanhol e sugerir que os demais clubes europeus ajam do mesmo modo relativamente aos colchoneros. Porque não? Assim os espanhóis poderiam provar do seu próprio veneno. E o Atlético de Madrid nem sequer pertence à ECA.

Além disso o FC Porto pode processar o jogador e o clube espanhol por eventuais danos causados por um trabalhador que rasgou um contrato de trabalho que tinha assinado de livre e espontânea vontade. Veja-se o exemplo do Chief Executive do Celtic, Peter Lawwell, que já ameaçou processar qualquer jogador que rasgue o seu contrato de trabalho, com ou sem recurso ao Artigo 17. Na sua ideia se a entidade empregadora despedir sem justa causa um trabalhador também terá de o indemnizar e essa indemnização será calculada com base nos danos causados.
Sabe-se pela imprensa que o FC Porto recusou qualquer tentativa de negociação com o Atlético de Madrid para que os espanhóis nos pudessem, de certa forma, “compensar” pela saída do brasileiro. Concordo inteiramente com esta posição e entendo que o FC Porto deve levar este caso até às últimas consequências para responsabilizar tanto o P. Assunção como o Atlético de Madrid pela actuação que revela uma enorme falta de carácter e de profissionalismo.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

O regresso ao activo de um plantel em "obras"


Reabriu a oficina do Olival, com esperanças e objectivos renovados, os jogadores vão regressando ao trabalho a conta gotas, consoante os periodos de férias previamente estipulados, ou conforme a situação de cada atleta é definida, seja no sentido sua da permanência ou da sua exclusão. E é precisamente na definição do futuro de muitos dos jogadores riscados da lista de Jesualdo Ferreira que pairam as maiores dúvidas, onde se encaixam neste lote algumas surpresas, com Pitbull à cabeça. A grande temporada realizada pelo avançado brasileiro que esteve ao serviço do V. Setúbal, pelos vistos não foi suficiente para convencer os responsaveis azuis e brancos a leva-lo para estágio e mostrar todo o seu potencial.

Adriano e Marek Cech, que contavam já com algum capital de confiança dentro da equipa, estão igualmente fora dos planos do treinador. Se a situação do ponta de lança não surpreende, pela nítida perda de espaço verificada no ano transacto, o mesmo não se pode dizer sobre o eslovaco, que era peça regularmente utilizada, seja na defesa ou no meio campo. Ibson, Bruno Moraes e Kaz confirmam-se como elementos que não merecem a confiança de Jesualdo, enquanto Paulo Machado, Barbosa, Castro, Rui Pedro ou Vieirinha, tardam a encontrar um espaço no grupo de trabalho Portista. Leandro Lima, mercê dos problemas que o acercaram e por demais conhecidos, viu naturalmente a sua margem de manobra reduzida, sendo o empréstimo a opção mais provável.

foto: Record

Se a colocação dos excedentários é uma questão longe de estar resolvida, a constituição do plantel para atacar o “Tetra” é outro assunto que de igual modo ainda dá algumas dores de cabeça à estrutura Portista, a começar pela defesa, onde nas laterais existe um defice de qualidade, agora agravado com a perda de Bosingwa (para o qual ainda não foi encontrada uma alternativa). As opções do lado esquerdo suscitam duvidas, pois Lino foi quase sempre 3ª opção na época passada e Benitez é um ilustre desconhecido que no seu clube de origem nem sempre era titular.

No meio campo foi desfeito o trio que tão bem conta de si deu. A rescisão de Assunção criou um vazio dificil de colmatar, onde só a possivel vinda de Pelé envolvido no negocio de Quaresma poderá atenuar estragos. Tomás Costa e possivelmente Guarín são sobretudo médios de transição, que se perfilam como alternativas a Lucho e Meireles. No ataque, a mais que provável perda de Quaresma é nota que vem dominando as conversas do defeso, que apesar de não ser um elemento consensual entre a massa adepta, teve um resgisto nos dados estatisticos notável, que só a troca por vários milhões de euros e o ingresso de Rodriguez poderá minimizar a perda.

A frente de ataque continuará entregue a Lisandro e Farias, com Renteria à espreita de uma vaga no estágio. Mariano, que saiu caro aos cofres da SAD, é uma clara aposta pessoal do treinador, que terá a companhia de Tarik nas laterais.

foto: Record

Faltando ainda cerca de mês e meio até ao primeiro jogo oficial, e com o mercado de transferências ainda em grande agitação, há margem suficiente para colmatar posições desguarnecidas do plantel, resultante das saídas até ao momento confirmadas ou em vias de confirmação. Porem não é de excluír a perda de mais um ou outro elemento fundamental da equipa (Lucho/Bruno Alves). Os cheques gordos podem falar mais alto, mas os danos desportivos poderão ser irreparáveis. Com a transferência de Bosingwa e a quase certa saida do Cigano, as necessidades financeiras ficam salvaguardadas (apesar da perda de Assunção a custo zero), é expectável que partir daqui a SAD saiba de igual modo acautelar os interesses dos adeptos do FC Porto, que anseiam ter uma equipa capaz de atacar o título.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Qual teria sido a melhor forma de lidar com o caso Paulo Assunção?


A sondagem efectuada pelo Reflexão Portista mostra que se fossem os adeptos a decidir, o FC Porto teria tentado vender o Paulo Assunção a outro clube.

Com 37% dos votos (27), a opção "O que a SAD fez" conseguiu a ser a segunda mais votada, apenas atrás de "Tentar vendê-lo a outro clube" com 52% (28 votos). Menos votada foi a hipótese "Ceder perante as exigências" com 7 votos (9%).

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Goodbye and good riddance

A rescisão de contrato unilateral de Paulo Assunção foi como um murro no estômago de muitos portistas. Sem ter sido propriamente uma surpresa (a negociação da renovação de contrato, que não se concretizou, foi uma telenovela em câmara lenta), não deixa de ser um balde de água fria, até porque é a primeira vez que o "Webster ruling" é utilizado contra um dos grandes clubes europeus (o único clube que até agora tinha sido vítima disto foi o modestíssimo Hearths of Mithlodian).

Esta saída deixa-me três dúvidas no ar e três certezas.


É óbvio que a razão para a rescisão terá sido a falta de acordo financeiro na renovação do contrato. Pergunto-me quais terão sido as exigências de P. Assunção e se estas teriam sido assim tão incomportáveis para a SAD, ou se não terá havido pelo contrário uma certa teimosia exagerada e/ou bluff e/ou até mesmo um menorizar da importância do jogador na equipa.


Penso que se P. Assunção não pediu (muito) mais do que o jogador mais bem pago ganha neste momento (Quaresma?), a sua vontade devia ter sido satisfeita no limite. Isto porque desportivamente é um jogador difícil de substituir, e financeiramente irá ficar-nos certamente mais caro o passe de um substituto do que 100mil euros/mês que seja de aumento salarial (o que seria equivalente a não mais de 2 ou 3 milhões ao fim de 2 ou 3 anos).


E de um ponto de vista de "justiça", bem... isso não existe no que diz respeito a salários no mundo do futebol. Quaresma ganha certamente muito mais do que um Pedro Emanuel, e é questionável se essa diferença é justa. Idem para C. Ronaldo vs. alguns colegas de equipa. Ganham mais porque negocialmente têm mais margem de manobra, tão simples como isto.

Outra dúvida coloca-se no que diz respeito a eventuais ofertas ao FCP pela aquisição do passe de P. Assunção. Se a renegociação de contrato estava muito mal parada, é questionável se não se terá perdido uma boa oportunidade de ao menos encaixar alguns milhões com a sua venda (contra umas centenas de milhar de euros de indemnização).


A terceira dúvida prende-se com o preenchimento desta vaga no plantel e da conquista da titularidade: Bolatti parece estar ainda algo verde, e para além dele temos Castro (certamente muito verde) e Fernando (também certamente verde). Parece-me que vamos acabar por ir ao mercado...


Quanto às certezas, a primeira é que a vida continua e não será por causa disto que não seremos os principais candidatos ao título na próxima época. Os jogadores passam, e as vitórias nos campeonatos continuam...


A segunda é que abriram as hostilidades na Europa no que diz respeito ao Webster ruling. Até agora nunca tivemos um clube com "nome" na Europa envolvido num caso destes; presumo que haja um acordo "tácito" entre os grandes clubes (digamos ex-G14) para não usar esta arma atómica. Vamos a ver quem é o clube por detrás disto, mas esse clube merece que cortemos relações com eles e será, se não ostracizado, certamente olhado de soslaio no panorama europeu. Será mesmo um alvo legítimo para a mesma arma da parte de clubes ainda mais ricos, já que perdeu autoridade moral.


A terceira é que, mesmo que a atitude de P. Assunção seja compreensível no caso de ter ofertas milionárias de outras paragens, não é certamente desculpável. Não gosto de quem rasga contratos que assinou de livre vontade - não é minimamente ético (para mais quando o "Webster ruling" não tem sido sequer usado por outros jogadores). Sendo assim, goodbye and good riddance.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Análise do plantel 2007/2008: Médio defensivo

O FC Porto teve no seu plantel Paulo Assunção, Bollati e Castro para ocuparem a posição de médio defensivo. Até ao dia da publicação deste artigo, este quatro jogadores tinham participado no seguinte número de jogos:


CP

LC

TP

TL

ST

LI

Paulo Assunção

26

08

02

00

01

00

Bollati

15

02

00

01

00

04

Castro

02

00

00

00

00

12



A posição de médio defensivo é uma posição que no FC Porto, à excepção da época de 04/05, na qual a estabilidade tem sido preponderante para o desempenho da equipa. Até à época de 04/05 a posição pertencia a Costinha há já algum tempo, sendo este lugar agora ocupado por Paulo Assunção com igual ou melhor sucesso. Bollati tem-se revelado um jogador com qualidade em algumas fases da época e a Castro pode augurar-se um futuro interessante se tiver as oportunidades pelas quais tem lutado por merecer.

Paulo Assunção é um dos jogadores em maior destaque do plantel, sendo dos médios defensivos actualmente no plantel principal o que mais provas tem dado da sua capacidade. Paulo Assunção tem primado pela regularidade com que tem jogado, sempre num patamar de alto nível. Apesar de não ser muito forte fisicamente, a capacidade de trabalho e de sacrifício têm feito dele um jogador importante. Com bom sentido de posição é importantíssimo na manobra defensiva da equipa, dobrando os companheiros de equipa com extrema facilidade. Tem a capacidade de subir no terreno mantendo a mesma eficiência defensiva, ganhando a equipa com isso a capacidade de recuperação ainda no terreno de adversário. É um jogador completo.

Vindo da argentina no início da época, Mário Bollati atravessou com alguma dificuldade um período de adaptação a um futebol mais rápido e mais agressivo. Com uma estampa física invejável (1,89m) e passada larga, é um jovem com qualidade para assumir as despesas do meio campo defensivo, apesar de ainda necessitar de mais experiência. É bom no jogo aéreo e na marcação, precisando de aperfeiçoar a capacidade de antecipação e a leitura de jogo. Com a bola nos pés é um jogador que permite que a equipa faça uma transição defesa-ataque mais rápida, devido ao bom toque de bola, boa capacidade de passe e qualidade técnica.

Castro é um jovem que fez os seus primeiros jogos no plantel sénior. Tem “fome de bola” e vontade de mostrar futebol. Tendo sido dos menos utilizados, apenas foi possível discernir a boa qualidade técnica e a “raça” com que disputa os lances. Quanto às suas qualidades e defeitos vamos ter de esperar por uma próxima época para as podermos identificar.

Paulo Assunção vai entrar agora no último ano de contrato, ficando no ar a possibilidade de não renovar. É importante então estar atento à evolução de Bollati e Castro, de modo a precaver o futuro com uma possível contratação.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Paulo Assunção

Tem sido uma mini-novela a questão da renovação do Paulo Assunção, e hoje O Jogo traz mais umas achas para a fogueira:

A negociação da renovação do contrato que liga o FC Porto e Paulo Assunção começa a complicar-se e a direcção dos tricampeões nacionais começa a perder a paciência com o médio. As conversações entre as partes prolongam-se há algum tempo e começa a instalar-se entre os dirigentes portistas a sensação de que o jogador não pretende continuar no Dragão, uma desconfiança que a conversa entre o médio e Rui Costa no final do último clássico do Dragão acabou por acentuar. Paulo Assunção tem contrato com o FC Porto até 2009 e os portistas pretendem prolongá-lo até 2012, intenção que tem encravado nas exigências do jogador, consideradas pouco razoáveis pela administração da SAD. Paulo Assunção é um dos elementos nucleares da equipa de Jesualdo Ferreira, mas não é internacional e já tem 28 anos de idade.

E isto fez-me lembrar uma notícia que tem uns dias, mas que rezava assim:

A Comissão Arbitral Paritária (CAP) declarou ilegais as cláusulas de opção dos clubes sobre os jogadores, com vista à prolongação dos vínculos dos atletas, no âmbito do caso que envolve Dame Ndoye e a Académica. No entanto, mais que o caso Dame/Académica, a decisão da CAP, que faz jurisprudência, pode ter consequências sérias no panorama do futebol português, visto ser habitual os clubes colocarem essas cláusulas de opção nos contratos. Já a nível internacional, a questão deixou de levantar problemas, até porque a FIFA considerava inválidas essas mesmas cláusulas.

Ora (e se não me engano) o contrato do Paulo Assunção termina este ano - 2008, sendo o ano de 2008/20009 referido na notícia de O Jogo, um ano enquadrado numa cláusula de opção.

Quer isto dizer que o Paulo Assunção pode invocar esta decisão da CAP e sair este ano do FCP a custo zero. Se esta já era uma desconfiança que tinha há uns tempos, esta notícia d'O Jogo a mim deixa-me poucas dúvidas sobre o caso que vai animar o Verão.