Mostrar mensagens com a etiqueta Chelsea. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Chelsea. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O enterro do basco

Quando uma equipa está a noventa minutos - por culpa própria - do jogo mais importante do ano, é normal que os adeptos sintam nervos. Estranhamente, entre muitos portistas, a sensação a pouco tempo do apito inicial no Bridge foi de tudo menos nervos. Resignação, estupefacção, raiva e desanimo. De nervos, nada. Julen Lopetegui logrou o impensável. Não só a incapacidade de colocar a sua equipa a demonstrar todos os seus argumentos nos dois duelos directos contra o rival real do grupo - o Dínamo Kiev - hipotecou um apuramento que, depois da grande vitória contra o Chelsea no Dragão parecia inevitável - como ficou claro que o espanhol, como treinador de elite, é um zero à esquerda.

Todos os treinadores sabem que o futebol é um universo complexo onde o papel da rotina é fundamental para o êxito. Treinam-se as mesmas jogadas vezes sem conta. Procuram-se os modelos tácticos perfeitos, ás vezes com, ás vezes sem plano B, e insistem-se neles durante o ano porque é na assimilação de rotinas e no trabalho de grupo que um plantel se transforma nesse microcosmos que é um Onze bem sucedido. O b-á-b-á do futebol é esse mas no dia em que se deu essa aula, Lopetegui devia ter ficado em casa porque não assimilou perfeitamente a lição. No FC Porto estamos já vacinados com as "invenções" quando se viaja a Inglaterra. O de hoje, em Londres, é apenas mais um capítulo repetido até à exaustão. Mas tem o "demérito" de deixar a nu a completa ignorância de um treinador na gestão dos seus recursos. O FCP tem de ganhar? Joga-se sem avançado. O FC Porto vai medir-se contra uma equipa que vive das transições largas? Coloca-se uma defesa de três afastada quilómetros entre si e com um espaço brutal com o meio-campo para Diego Costa mover-se à vontade. Aposta-se em dois criativos pelas alas, como Brahimi e Corona e depois lançam-se três médios que não conseguem aparecer para finalizar um só lance desde atrás. Não houve absolutamente nada que Lopetegui tivesse feito bem no desenho inicial e no decorrer do encontro e só um Chelsea frágil psicologicamente e a anos luz do seu real potencial podia medir-se a uma equipa assim e não sacar uma vantagem superior. Lopetegui pode agradecer a Mourinho que este não seja Guardiola que, no ano passado, depois de ter perdido o primeiro jogo, colocou o basco no sítio. Um sítio que a História não vai, seguramente, recordar.

O Porto jogou mal, o Chelsea não jogou muito melhor e pouco mais haveria a dizer por um jogo decidido por detalhes mas onde, desde o princípio, ficou evidente que havia uma equipa a sério e uma a brincar sobre o relvado. Sem profundidade e atitude, o FCP foi em Londres muito parecido ao que tinha sido na semana de Munique-Lisboa, uma equipa com mais medo a perder do que demonstrando vontade de ganhar. Uma equipa sem carácter e sem um plano de jogo concreto que tentou povoar as zonas do terreno longe da área porque, já se sabe, os golos no futebol são acessórios.
Perante essa invenção que foi o 3-5-2 com Layun e Maxi como extremos e um meio-campo sem um pingo de futebol na cabeça (e nos pés) no centro, o Chelsea sempre esteve cómodo. Marcou cedo depois de um excelente passe em profundidade à procura do oceano de relva entre Danilo e Marcano ter encontrado Diego Costa. O bronco avançado hispano-brasileiro fez do central espanhol o que quis - no fundo fez dele o que é, um central competente mas não fadado para grandes noites - e depois disparou para uma defesa de Casillas que, noutras circunstâncias podia ter sido providencial. Não foi. O Santo que acompanhou Iker em toda a sua carreira até 2012 desapareceu por completo como se viu em Kiev, no Dragão e agora em Londres. A bola bateu com estrondo em Marcano, voltou para trás e Maicon (que como Indi estava muito longe da área quando o lance começou) não chegou a tempo de evitar um golo claro e bem assinalado. Podia ter sido um golo de azar mas foi um golo de incompetência, tanto no esquema de três centrais que não se ajudaram como na forma como Marcano abordou o lance. Um lance perfeitamente exemplar das "lotepeguices" cada vez mais habituais.


Para a primeira parte o Chelsea tomou a iniciativa - ao Porto a vontade de empatar nunca se viu, realmente - e Oscar reclamou um penalty que podia ter sido bem assinalado com os laterais absolutamente expostos, sobretudo Maxi, ao jogo vertical dos ingleses. Das bolas paradas venenosas de William não saiu nada evidente e o Porto podia agradecer ter chegado ao intervalo a perder apenas por um. Isso sim, Lopetegui tinha motivos para estar orgulhoso, a equipa tinha acabado com mais posse de bola. Algo é algo.
Claro que o Chelsea ia marcar outro e foi de novo, ao principio de uma segunda parte - onde o discurso de Lopetegui deve ter sido o equivalente a uma homilia pascal tal foi a forma motivada e diferencial com que a equipa saiu - a anotar com um excelente disparo de um William sempre hábil a aproveitar os espaços provocados pelo mágico 3-5-2.
A saída de Imbula - que, seguramente, jogou por indicações superiores porque é precisar valorizar activos por quem o clube não pagou um tostão para outros lucrarem - e de Maxi eram evidentes e chegaram um golo tarde. O Chelsea podia ter goleado, a tal ponto que nos últimos vinte minutos mais parecia um jogo de treino com um Porto incapaz de criar sequer a sensação de perigo - como contra o Dínamo - deixando claro que os londrinos mereciam passar. Os ucranianos mereciam passar. Os Dragões, não!

No final fica claro que esta derrota era algo natural e expectável. Todos sabem que o Porto não foi eliminado em Londres. Nunca poderia sê-lo porque o rival não era o Chelsea nem na sua pior versão. A péssima gestão de Lopetegui contra um Dínamo de Kiev a roçar o vulgar marcou o destino da equipa. Lopetegui está no Porto para ganhar títulos, valorizar activos e a marca do clube. Títulos, até agora, nem vê-los e não se pode sequer dizer que esteve realmente perto de os conseguir. A valorização de activos foi um dos seus pontos positivos em 2015 mas nesta temporada tem-se assistido precisamente ao oposto, a progressiva desvalorização de jogadores cuja venda dependerá de uma mão amiga e de uma fantástica engenharia financeira. Já o nome do clube, é outra coisa e muito mais séria. Lopetegui é o treinador que apenas logrou uma reviravolta em ano e meio, que fez da Madeira uma via sacra, que não conseguiu ganhar a Jesus e que nos jogos fora na Europa é quase sempre vulgarizado pelo treinador rival. É, sobretudo, um homem que parece ter tantas ideias na cabeça que acaba por não aproveitar nenhuma. Não se decidiu ainda por um sistema táctico (estamos em Dezembro e o 4-3-3, 4-2-3-1, 4-4-2 e o 3-5-2 já andaram por aí) nem por um onze tipo e não fosse a voluntariedade de André André e a boa forma outonal de Aboubakar e talvez fosse já um cadáver desportivo ambulante.
Naturalmente o jogo partiu-se. O Porto tentou atacar com mais critério. Ter Brahimi, Rúben e uma referência na área ajuda, mas os espaços atrás continuavam a ser aproveitados pelo Chelsea para criar perigo. Um cenário onde Mourinho sempre se sente cómodo.


Esta eliminação supõe um importante rombo nas contas do clube que usa, regularmente, as verbas da Champions como garantias para pagar os empréstimos que utiliza para pagar os salários dos jogadores que não paga porque estão vendidos ao chegar. É também um rombo na imagem internacional do clube, tendo em particular conta que o rival era o Dínamo de Kiev e que o Benfica, com um Dínamo de Kiev no seu grupo (o Galatasaray) não teve o mesmo problema e apurou-se como inevitável segundo. É igualmente um rombo tremendo na moral dos adeptos a quem pouco lhes importará a Europa League e que coloca ainda mais pressão na corrida pelo campeonato onde, inevitavelmente, Lopetegui continua atrás de Jesus por inoperância própria. É um momento importantíssimo para o clube. Assumir o desastre na Europa (que era há quinze dias previsível), apostar todas as fichas no campeonato e começar a pensar num futuro sem Lopetegui, um treinador de segunda linha com um padrinho importante e um presidente que parece estar a perder totalmente o norte na eleição de treinadores. Entre Nuno, AVB e Marco Silva está a coisa e Julen já o sabe. Hoje cavou a sua própria sepultura. O Porto, esse, é grande demais para não sobreviver a um tropeção pontual. Para o ano há mais Champions e, esperamos, mais motivos para sorrir.

SMS do dia

Caso seja hoje eliminado da Champions League - um cenário mais provável do que improvável apesar do péssimo ano dos homens de José Mourinho - o que está claro é que essa eliminação é sempre consequência da incapacidade de somar apenas 1 ponto de 6 contra o rival directo, o Dínamo de Kiev.

Hoje o FC Porto joga contra o seu passado - nunca ganhou em Inglaterra - e mede-se com um gigante em todos os sentidos do futebol moderno. Um triunfo será digno de aplausos durante muito tempo mas não se pode exigir a vitória como ponto de partida (assumindo que o Dínamo, com quem temos de igualar o resultado, vai ganhar o seu jogo) porque o Chelsea nunca seria o nosso rival nessa luta. A possível e provável eliminação tem outros responsáveis, em outros duelos que não o de hoje à noite.

Dito tudo isso, o PSV e o Wolfsburgo não são maiores no futebol europeu que o FC Porto e lograram, entre eles, eliminar o todo poderoso Manchester United (que apesar de todas as dúvidas sobre o trabalho de Van Gaal está a dois pontos da liderança da Premier League e investiu fortunas nestes últimos anos pós-Ferguson) portanto, nada é impossível!

quinta-feira, 22 de maio de 2014

De "special one" a "Bus Driver"


No dia 10 de Junho de 2013, José Mourinho regressou ao Chelsea, nove anos depois de uma célebre conferência de imprensa em que, poucas semanas após ter conquistado a Liga dos Campeões ao serviço do FC Porto, se intitulou como especial.

Desta vez, o special one encontrou uma equipa que, na época anterior (2012/2013), tinha ficado em 3º lugar na Premier League (a três pontos do Manchester City e a 14 pontos do Manchester United) e que tinha ganho a Liga Europa (derrotando o SLB na Final).

À sua disposição, José Mourinho teve um plantel de “velhos conhecidos” – Petr Cech, Ivanovic, Ashley Cole, John Terry, Lampard, Obi Mikel, Samuel Eto’o – e de outros “craques” mais ou menos consagrados – David Luiz, Gary Cahill, Matic, Ramires, Oscar, Willian, Eden Hazard, Schurrle, Torres – que, à partida, davam algumas garantias de sucesso, até porque o campeão inglês da época anterior tinha ficado sem o seu histórico manager (Sir Alex Ferguson).

Mas as coisas não correram bem. O Chelsea chegou ao fim da época sem ganhar rigorosamente nada.

Logo em Agosto de 2013, a Supertaça europeia foi perdida para o Bayern Munique do arquirrival Guardiola.
E, após Mourinho ter gozado/provocado quer Manuel Pellegrini, quer Arsène Wenger, viu as equipas orientadas por estes dois treinadores – Manchester City e Arsenal – ganharem, respectivamente, a Premier League (o Chelsea voltou a ficar em 3º) e a FA Cup (o Chelsea foi eliminado nos Oitavos-de-final).

Mas, na minha opinião, pior que perder tudo, foi a imagem que este Chelsea de Mourinho deixou, quer em Inglaterra, quer por essa Europa fora (a excepção é, claro, a subserviente comunicação social portuguesa).




E, para além do sabor amargo das derrotas em campo, Mourinho terminou a época provando do seu próprio veneno.
Na semana passada, numa sessão aberta a perguntas dos adeptos, denominada Twinterview, organizada pelo portal ‘Yahoo! Sport’, adeptos de clubes rivais do Chelsea aproveitaram a iniciativa «askjosetwitter» para colocar algumas perguntas irónico-sarcásticas a Mourinho:

«Depois de ter gasto 110 milhões de libras, não ter ganho nada e ter levado o Chelsea de 3º para 3º, ainda é o special one?»

«Porque é que o Arsenal não ganha nada e somos uns falhados e o Chelsea não ganha nada e vocês estão a construir para a próxima temporada?»

«Na próxima temporada vai tentar alinhar com dois guarda-redes e nove defesas?»

«A próxima contratação é um autocarro de dois andares? Qual será a tática a seguir? Vai tentar estacionar de lado, de frente ou tipo a Muralha da China?»

«Desde quando é que estacionar o autocarro se tornou uma genialidade tática?»


Após duas épocas desastrosas (uma saída pela porta pequena do Real Madrid em 2012/2013, seguida de um regresso infeliz ao Chelsea em 2013/2014), na próxima época, para além de necessitar de voltar a ganhar títulos, José Mourinho vai ter uma missão ainda mais difícil: reconquistar a admiração e respeito dos adeptos do futebol.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Por nenhum dinheiro do mundo

(Apesar de tudo, vão representar as nossas cores, boa sorte na final dia 26, força Mónaco!!!)

Este "norte-coreano", não segue o seu "Kim Jong-qualquer-coisa". Obviamente, não vou "torcer" por outros - o meu clube é o FC Porto - mas nunca digo "não" a uma derrota do SLB (e da Metrópole, do Mexia, do Rui Goebbels da Silva, do Monteiro de Lemos (RTP), da Leonor Pinhão, do Octávio Ribeiro, do Serpa e demais escória; dos adeptos da "verdade desportiva", que festejam golos marcados com a mão; que falam do Casagrande, mas não conhecem o Hernâni; que sabem quem frequenta o Pérola Negra, mas não querem saber quem pára no Elefante Branco; que ouvem escutas, mas não vêem futebol). Eu não quero que o Chelsea vença; eu quero que o SLB perca.

P.S.: O Rui Goebbels da Silva "adivinhou" que o Pedro Proença, seria nomeado para o Porto x SLB; eu adivinho que o João Ferreira será nomeado para a final da Taça.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Matteo, o oitavo de passagem


Em Junho de 2003, Roman Abramovich comprou o Chelsea FC por £140 milhões e, desde aí, já se despediu dos seguintes treinadores:

Claudio Ranieri (Setembro 2000 a Maio 2004) [1]
José Mourinho (Junho 2004 a Setembro 2007)
Avram Grant (Setembro 2007 a Maio 2008)
Luiz Felipe Scolari (Julho 2008 a Fevereiro 2009)
Guus Hiddink (Fevereiro 2009 a Maio 2009) [2]
Carlo Ancelotti (Junho 2009 a Maio 2011)
André Villas-Boas (Junho 2011 a Março 2012)
Roberto Di Matteo (Março 2012 a Novembro 2012)


[1] Ranieri foi contratado por Ken Bates, o anterior dono do Chelsea FC.

[2] Dos oito treinadores que saíram do Chelsea FC na era Abramovich, Hiddink foi o único que não teve direito a indemnização.

[3] A ânsia de Abramovich em mudar de treinador já rendeu à FC Porto SAD 21 milhões de euros (6 milhões de euros aquando da contratação de Mourinho e 15 milhões pela cláusula de rescisão de André Villas-Boas).

[4] Com a contratação de Rafa Benítez, Abramovich já vai no seu 9º treinador, desde que comprou o Chelsea FC em Junho de 2003. Em contraste, Arsène Wenger é o treinador do vizinho Arsenal desde 1996 e Alex Ferguson, o treinador de maior sucesso do futebol inglês, lidera o Manchester United desde 1986!

sábado, 1 de setembro de 2012

"Falcao é também produto do trabalho de Jesualdo"

“Cheguei ao Porto na época passada e o treinador que tinha era obcecado com a recepção. Todos os treinos dizia-me como devia fazer para receber bem a bola, para aparecer no segundo poste. Às vezes era estranho, porque durante todo o treino ele falava constantemente comigo. Ele era um dos duros e eu dizia: sim, sim senhor. Mas a verdade é que nos jogos tudo o que ele me dizia acabava por acontecer.”
Falcao, em entrevista à FOX Sports da Argentina, 31/05/2011


“No Porto, [Falcao] encontrou Jesualdo Ferreira, o que foi decisivo. É o seu pai futebolístico. Teve muita sorte, porque não deve haver muitos treinadores profissionais que percam tempo a ensinar os seus jogadores. Pedem coisas, mas não ensinam. Jesualdo não é assim e Falcao estar-lhe-á sempre agradecido. Corrigia-o muito, contava-me ele todos os dias. O Falcao de hoje é também produto do trabalho de Ferreira
Radamel García, pai e empresário de Radamel Falcao, em entrevista ao jornal espanhol AS, 06/10/2011



«Já aqui falei dos muitos problemas que afetam o plantel do Chelsea, entre os quais avulta o do monumental flop que foi a contratação de Fernando Torres. Deste modo, este hipotético cenário, referido pelo Daily Star, é algo que a concretizar-se só me surpreende por tardio.
À partida, Falcao no Chelsea e novamente sob o comando de André Villas-Boas e El Niño de regresso ao seu clube do coração, juntamente com mais uns bons milhões, é um cenário que deve agradar a todas as partes envolvidas.»


«Dois fantásticos golos de Radamel Falcao, aos 7 e aos 34 minutos, abriram caminho à vitória (3-0) do Atlético de Madrid na final da Liga Europa.
Para além de ser o quinto jogador a marcar por dois clubes diferentes na final da Taça UEFA/Liga Europa, com estes dois golos Falcao foi, novamente, o melhor marcador desta competição. Em quinze jogos, o ex-avançado dos dragões marcou doze golos. Mais. Pela primeira vez o mesmo jogador foi o melhor marcador em duas edições consecutivas.
Na temporada passada, Falcao apontou 17 tentos ao serviço do FC Porto, estabelecendo a melhor marca de sempre numa edição da Taça UEFA/Liga Europa - bateu o recorde de Jurgen Klinsmann, que fez 15 tentos pelo Bayern Munique, em 1995/96.»


El Tigre brilhou no campeonato português, brilha no campeonato espanhol, brilha nas competições europeias, foi o jogador decisivo das duas últimas finais da Liga Europa e, agora, um fantástico hat trick na Supertaça Europeia, precisamente perante o Chelsea (ironia do destino), que é "apenas" o atual campeão europeu.

Repito uma pergunta que fiz várias vezes na época passada: o que é que o melhor ponta-de-lança mundial da actualidade está a fazer no Atletico Madrid?
Os "tubarões" europeus - Chelsea, Real Madrid, Barcelona, PSG, ... - estão à espera de quê?

P.S. O acordo entre o FC Porto e o Atlético Madrid prevê «o pagamento de uma remuneração variável, pelo que o montante global a receber poderá atingir os 47.000.000 € (quarenta e sete milhões de euros)».
O número de jogos que Falcao fez com a camisola do Atletico Madrid, o número de golos que marcou (no campeonato espanhol e Liga Europa) e, principalmente, as conquistas da Liga Europa e da Supertaça Europeia por parte dos colchoneros farão parte dos objectivos indexados aos 7 milhões de euros da remuneração variável?

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O profissionalismo dos jogadores do Chelsea




O médio nigeriano Obi Mikel não poupou nas palavras na hora de apontar os erros de André Villas-Boas que, recorde-se, foi despedido do Chelsea em março deste ano depois dos maus resultados e alguns problemas com os jogadores.
“Houve falhas na comunicação. André Villas Boas é um grande treinador, fez muito, mais ainda é jovem. Quando ainda se é muito jovem e se está num clube como o Chelsea cometem-se alguns erros”, disse Mikel
“Ninguém sabia o que estava a acontecer. E quando isso se passa ficamos sempre a pensar: para que vou treinar bem se não sabemos se vamos ou não jogar no fim-de-semana? Não sabíamos se valia a pena fazer um esforço”, acrescentou.
“Eu era um dos principais jogadores da equipa no início da época. Mas depois começaram a surgir muitas mudanças, muitas rotações e tornou-se tudo complicado. É difícil acharmos que jogámos bem num jogo e, logo no próximo, ficamos de fora sem saber o motivo. E não era só eu a pensar assim, mas toda a equipa”, disse.

Assumir o leme de um grupo de trabalho cheio de vedetas sem uma prévia limpeza dos resistentes dá nisto. A Mourinho ninguém apanha desprevenido no que respeita a este tipo de assuntos. Quem não estiver com ele e 100% focado no grupo bem pode fazer as malas. Villas-Boas terá sobrevalorizado as suas capacidades motivacionais e de liderança. A época 2010-2011 correu-lhe de feição, num clube onde é raro (ou difícil) que os interesses individuais se sobreponham aos interesses do colectivo. O Chelsea é um clube bem diferente e AVB tardou a percebe-lo.

terça-feira, 24 de abril de 2012

De autocarro para Munique


Após o jogo da 1ª mão, escrevi: «Este aparente contra-senso dos números faz parte da magia do futebol e faz com que, contra todas as previsões, os blues de Londres estejam a um passo da final de Munique.»

Hoje os números voltaram a ser esmagadores e o Barça enviou mais duas bolas aos postes (quatro no total dos dois jogos) e até falhou um penalty, mas o que é certo é que quem vai estar na tribuna VIP do Allianz Arena, ao lado de Michel Platini, será Roman Arkadyevich Abramovich.

Estamos em Abril, mas já é certo que 2012 não será o ano de Pep, nem de Messi. Em contraponto, se amanhã o Real confirmar o seu favoritismo perante o Bayern, o dia 19 de Maio poderá ser o da consagração de dois portugueses - CR7 e Mou - como os melhores do ano, até porque, se em condições normais o Chelsea já sofre para ganhar, sem Ramires, Ivanovic, Raul Meireles e o capitão John Terry (todos ausentes da final da Liga dos Campeões devido a castigo), as hipóteses de sucesso do "autocarro londrino" reduzem-se a quase nada.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Mudar de treinador a meio da época


Após a dupla vitória sobre o slb nos quartos-de-final, ao vencer na quarta-feira o Barça por 1-0, na 1ª mão da meia-final, Di Matteo conseguiu a décima vitória em 12 jogos ao comando do Chelsea e, daqui a uns dias, irá a Barcelona discutir a passagem à final da Liga dos Campeões.

Adicionalmente, os blues estão na final da Taça de Inglaterra (derrotaram o Tottenham nas meias-finais por 5-1!) e na Premier League, a cinco jogos do fim, estão a apenas dois pontos do 4º lugar (que dá acesso às pré-eliminatórias da LC 2012/13).

Quem disse que mudar de treinador a meio da época é sempre mau e nunca resolve nada?

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O contra-senso dos números


Perante estes números, quem diria que o Chelsea iria ganhar por 1-0 (marcou no único remate enquadrado com a baliza) aquela que muitos consideram a melhor equipa do Mundo?

Este aparente contra-senso dos números faz parte da magia do futebol e faz com que, contra todas as previsões, os blues de Londres estejam a um passo da final de Munique.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Aves raras

1. Um enorme vazio no Porto

Os bons pontas-de-lança, daqueles que têm o faro do golo, são aves raras. O Jardel voava sobre os centrais e o Radamel, um verdadeiro Falcao na área, quando voou para Madrid deixou no Dragão um enorme vazio, que Kleber não foi capaz de resolver (nem tal seria expectável).

Após a saída do melhor marcador da Liga Europa 2010/11, e não tendo a Administração da SAD contratado, em Agosto, um ponta-de-lança para o substituir, seria sempre muito complicado arranjar uma boa solução a meio da época (ao alcance da capacidade financeira atual da FCP SAD), que chegasse, pegasse de estaca e começasse a marcar golos sem precisar do habitual período de adaptação. Por isso, não me surpreende minimamente que, ao contrário da expectativa de uma parte significativa dos adeptos portistas, estejamos a poucos dias do fim do período de transferências de Janeiro e a SAD ainda não tenha contratado (nem parece que esteja na iminência de contratar) um ponta-de-lança.


Deste modo, depois da também previsível saída de Walter, tudo indica que Vítor Pereira irá continuar a treinar e a fazer o melhor possível com os avançados/pontas-de-lança que estão à sua disposição, conforme o próprio afirmou na conferência de imprensa antes do FC Porto x Estoril.


2. Um enorme flop em Londres

«Carlo Ancelotti claims he has been offered the chance to re-sign Fernando Torres for new club Paris Saint-Germain.
The Italian was manager of Chelsea when the Spanish striker joined the Blues in a £50m deal from Liverpool last January. (…)
The Italian coach also said he made a mistake by signing Torres last year - and not getting rid of Didier Drogba to make room for the Spaniard in the team.
He said: “If you decide to invest on Torres, you have to sell Drogba. He's like [Filippo] Inzaghi, he tends to devour whoever competes with him. He's not bad, but this is his personality”.»
in www.mirrorfootball.co.uk/transfer-news/



«Fernando Torres fired another blank as battling Norwich held Chelsea to a goalless draw at Carrow Road.
The Spain striker, who has not scored since October, endured another frustrating afternoon, denied in the first half by John Ruddy before then stabbing wide in front of goal from eight yards.»
in msn.foxsports.com


Após a saída de Anelka para uma reforma dourada na China e com o Drogba na CAN, a André Villas-Boas não lhe resta outra alternativa que não seja recorrer a um dos maiores flops de sempre do futebol inglês.


3. Um enorme goleador em Madrid

No passado sábado, o Atlético de Madrid conseguiu vencer pela primeira vez fora de casa, tendo ido ao Estádio Anoeta derrotar a Real Sociedad por 4-0.

Radamel Falcao foi a grande figura desta goleada, obtendo o primeiro hat-trick ao serviço dos colchoneros.

Apesar de ter estado lesionado e, por via disso, ausente em vários jogos, El Tigre já leva 14 golos, o que corresponde a 47% (!) dos golos marcados pela sua equipa no campeonato.


A dúvida que me assiste é: o que está a fazer um ponta-de-lança do calibre do Falcao na segunda equipa de Madrid?

Ou melhor, perante o conhecimento que André Villas-Boas tem dele, porque razão não está em Stamford Bridge a resolver os óbvios problemas de finalização do Chelsea?
Por acaso, o Atlético de Madrid tem uma capacidade financeira superior ao Chelsea de Abramovich?

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O Boxing Day de AVB

A proposta de Roman Arkadyevich Abramovich foi irrecusável, mas André Villas-Boas cometeu um grave erro de avaliação, ao ter aceite ir treinar o Chelsea Football Club sem exigir levar consigo três ou quatro jogadores de top, sedentos de vitórias e dispostos a “morrer” por ele dentro de campo.

O que encontrou André Villas-Boas quando chegou a Stamford Bridge há meio ano atrás?

Um plantel de grandes nomes (e egos descomunais!), mas também cheio de vícios e importantes jogadores-chave envelhecidos – Didier Drogba (11/03/1978), Frank Lampard (20/06/1978), Paulo Ferreira (18/01/1979), Anelka (14/03/1979), Malouda (13/06/1980), John Terry (7/12/1980), Ashley Cole (20/12/1980). A maior parte destes jogadores, que já passaram a barreira dos 31, atingiu o pico quando o Special One estava no Chelsea, ainda conseguiram conquistar a dobradinha em 2009/10, mas foi o canto do cisne e agora é óbvio que estão na irreversível curva descendente das suas carreiras.

A este enorme problema, junta-se o dos lesionados crónicos – Bosingwa, Essien, Obi Mikel – do hiper-valorizado, pela comunicação social do regime, David Luiz (mas que em Inglaterra tem sido pouco mais que um desastre) e o psicológico caso de El Niño Torres.

E reforços?
Não houve estrelas novas para brilharem no firmamento londrino (Modric não veio, Hulk ficou no Porto, Falcao voou para Madrid…) e o único que está ao nível dos objectivos (teóricos) do Chelsea – disputar a vitória na Premier League e na Champions - é Juan Mata. De resto, contratações como Lukaku, Oriol Romeu ou Raul Meireles, bem como, o regresso de Sturridge (esteve emprestado ao Bolton Wanderers), servem para compor o ramalhete e disfarçam se jogarem ao lado de craques, mas ficam muito aquém daquilo que uma equipa com as ambições do Chelsea necessitava.

Perante tudo isto, quem vê os jogos dos blues de Londres (e eu já vi vários), fica impressionado quer com o facto de, em apenas sete dias, terem despachado o Newcastle (primeira derrota em casa), Valência (3-0) e City (única derrota na Premier League), quer com a forma como a equipa tem sofrido golos, muitos dos quais nos últimos minutos, resultantes de falhas de concentração e/ou erros crassos individuais de diversos jogadores. Este Chelsea é uma equipa bipolar, sendo notória uma certa desagregação e uma clara falta de solidariedade entre os jogadores.

Seguramente que não foi por acaso o facto de, no início de Dezembro, a comunicação social inglesa ter começado a especular em torno da saída de David Luiz (apontando a Juventus como um dos prováveis destinos) e de, na mesma altura, Anelka e o defesa-central brasileiro Alex terem vindo a público pedir para sair do clube na reabertura do mercado de transferências.

Há algum tempo que sei onde vou estar a 2 de Janeiro. O clube, que atravessa uma fase complicada, decidiu trabalhar com os jogadores de futuro e eu, como sou um bom profissional, aceitei isso
Nicolas Anelka, 04/12/2011

Cada vez se fala mais em mudanças no plantel (aparentemente o Chelsea será um dos clubes mais activos no mercado de transferências de Janeiro) e, nesta linha, também são sintomáticas as declarações que André Villas-Boas fez no final do recente jogo (23/Dez) em White Hart Lane:

Gostei do carácter da minha equipa (…) O que eu quero ver no Chelsea são jogadores dispostos a morrer pelo clube, e foi isso que vi hoje

Chegados ao Boxing Day, e após o terceiro empate consecutivo a uma bola (Wigan, Tottenham e Fulham), o Chelsea e Villas-Boas estão numa encruzilhada.

A nível interno, a disputa do título inglês não passa de uma miragem (tudo indica que será um assunto a tratar entre as duas equipas de Manchester). E mesmo a luta com o Tottenham, Arsenal, Liverpool e Newcastle pelo 3º e 4º lugar e correspondente acesso à Liga dos Campeões de 2012/13 será muito dura.

(classificação antes do Boxing Day)


Na Champions, após ter cumprido a “obrigação” de ficar em 1º lugar no seu grupo, é óbvio que o Chelsea não tem equipa para enfrentar o Barça de Guardiola, o Real de Mou ou mesmo o Bayern Munique (que nos seus quadros tem, entre outros, Ribéry, Robben, Thomas Müller e Schweinsteiger). O seu destino na prova vai depender muito dos sorteios.

Esta será uma época de transição e, após o fim da “geração Mourinho”, o grande desafio de André Villas-Boas (se entretanto não for despedido) é construir um novo Chelsea para os próximos anos. Falta saber se o magnata russo terá paciência e dará ao “cenourinha” os meios necessários, leia-se jogadores com ambição e de qualidade indiscutível, para atingir esse objectivo.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

E se AVB voltasse ao FCP?


As coisas não estão a correr bem ao Chelsea, particularmente na Premier League, com os blues de Londres já a 12 pontos de distância do líder Manchester City.

CAMPEONATO (Premier League):
Stoke-Chelsea, 0-0 (E)
Chelsea-WBA, 2-1 (V)
Chelsea-Norwich, 3-1 (V)
Sunderland-Chelsea, 1-2 (V)
Manchester United-Chelsea, 3-1 (D)
Chelsea-Swansea, 4-1 (V)
Bolton-Chelsea, 1-5 (V)
Chelsea-Everton, 3-1 (V)
QPR-Chelsea, 3-1 (D)
Chelsea-Arsenal, 3-5 (D)
Blackburn-Chelsea, 0-1 (V)
Chelsea-Liverpool, 1-2 (D)

Total: 7 vitórias, 1 empate, 4 derrotas

LIGA DOS CAMPEÕES:
Chelsea-Leverkusen, 2-0 (V)
Valência-Chelsea, 1-1 (E)
Chelsea-Genk, 5-0 (V)
Genk-Chelsea, 1-1 (E)

Total: 2 vitórias, 2 empates

TAÇA DA LIGA:
Chelsea-Fulham, 0-0, 4-3 g.p. (E)
Everton-Chelsea, 1-2 (V)

Total: 1 vitória, 1 empate

TOTAIS: 10 vitórias, 4 empates, 4 derrotas


Em Inglaterra já se fazem comparações entre André Villas-Boas e os seus predecessores em Stamford Bridge, com o ex-treinador do FC Porto a não ficar bem na fotografia.



E como se não bastassem os maus resultados, Guus Hiddink, após ter abandonado o cargo de seleccionador da Turquia, veio para a comunicação social fazer-se descaradamente ao lugar de AVB:

"The relationship (with Abramovich) was, has been, and will be good, very good. When I go to London I am always welcome, or in Cobham [centro de treinos do Chelsea], or at the stadium. We don't speak every week, but every now and then there is contact and I feel very welcome always. We'll see what the future will bring."


Apesar das especulações que já circulam, parece-me pouco provável que AVB seja despedido nas próximas semanas mas, num cenário desses, como reagiriam os adeptos portistas se Pinto da Costa, num monumental golpe de teatro, voltasse a contratar AVB?

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Caldo entornado?

«Infelizmente, a operação caiu por terra. Nesta altura, já não acredito que se faça. O FC Porto faltou à palavra porque, no ano passado, prometeu vender o Alvaro Pereira se surgisse uma proposta superior aos 20 milhões de euros. O Chelsea passou esse valor.
Cortaram a possibilidade de Alvaro crescer, mesmo tendo sido um jogador que deu tudo pelo Porto. Recusaram as propostas todas.
O Chelsea já está interessado há muitos dias, começou com um valor e foi sempre tentando aproximar-se do que o FC Porto pretendia. O Porto, por seu lado, nunca cedeu. Quando uma das partes não quer negociar, não há muito a fazer.
O senhor Antero é que sabe. Tinha feito a promessa ao Alvaro, dizendo que o deixariam sair por mais de 20 milhões. Depois do ano que ele fez, ajudando o Porto a conquistar o que conquistou, o Chelsea seria um prémio para ele. Vamos ver agora o que acontece. Bem ele não vai ficar. Veremos como irá reagir.
Creio que o FC Porto está mesmo, como se diz por aí, a usar o Alvaro para se vingar do Chelsea pela questão do Villas-Boas. Mas o Alvaro Pereira não tem nada a ver com essa questão. Era uma grande oportunidade, porque ninguém paga 30 milhões por um lateral, nem o Roberto Carlos custou isso. Bom, já não acredito, mas vamos continuar à espera.»
Flavio Perchman, sócio do agente FIFA Alejandro Savich (empresário de Alvaro Pereira)


Pensei que o caso Alvaro Pereira ia ter um final parecido com o do Quaresma mas, pelos vistos, enganei-me.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Dois treinadores, dois comunicados






Sete anos e 20 dias depois, é interessante verificar as diferenças nos termos e tom utilizados nestes dois comunicados da SAD portista.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A primeira entrevista de AVB


It was going well at Porto, what convinced you it is the right time to move to Chelsea?

[AVB]: I think it is a massive individual challenge which I felt I should take. I went to a magnificent year in Porto and the split from Porto is not something that is not easy for me because it is my club, the club I have defended a lot. Porto is my city and there is no running away from it, Porto supporters will always feel like there is nothing I can say that will delete their sense of being betrayed.
But I felt it was a challenge I needed to make with the importance of Chelsea, the importance of the Premier League and happily I left Porto with good success. Now I face this new challenge and focus again on being successful at Chelsea.


A entrevista completa de André Villas-Boas ao site do Chelsea pode ser lida aqui.

terça-feira, 21 de junho de 2011

10 razões para Villas-Boas ir para o Chelsea


Há cerca de dois meses atrás, em conversa com vários amigos portistas (dois dos quais co-autores deste blogue) enquanto assistíamos a mais um jogo dos dragões, afirmei que, perante a hipótese de um sucesso estrondoso do FC Porto – ganhar o Campeonato sem derrotas, Liga Europa e Taça de Portugal –, seria muito difícil André Villas-Boas continuar no FC Porto, se um dos tubarões europeus o quisesse mesmo contratar. E logo nessa altura me pareceu que o maior perigo vinha do Chelsea (nunca acreditei na pista italiana), perante a mais que provável saída de Carlo Ancelotti.

Esta minha previsão/receio devia-se a um conjunto de razões:

1) A liquidez do Chelsea permite-lhe pagar, facilmente, a clausula de rescisão (15 milhões de euros são peanuts para Abramovich);

2) A multiplicação, por quatro ou cinco, do ordenado que André Villas-Boas aufere no FC Porto (a comunicação social de hoje fala num salário de 3,5 milhões de euros líquidos anuais);

3) O conhecimento já existente entre André Villas-Boas e o Chelsea, devido aos três anos que esteve em Londres, fazendo parte da equipa técnica de José Mourinho;

4) O facto de André Villas-Boas ser poliglota e, nomeadamente, fluente em inglês;

5) O aliciante, para o André Villas-Boas, de voltar pela porta grande e como treinador principal a um clube onde já esteve noutras funções;

6) A projecção, para o André Villas-Boas, de ir treinar um clube de topo da Premier League, o principal e mais mediático campeonato a nível mundial;

7) A necessidade urgente do Chelsea em iniciar um novo ciclo, reformulando um plantel gasto e algo envelhecido (Frank Lampard 33 anos, Didier Drogba 33 anos, Nicolas Anelka 32 anos, John Terry 30 anos, Ashley Cole 30 anos);

8) A disponibilidade financeira de Abramovich, que deverá colocar à disposição de André Villas-Boas um cheque chorudo para comprar meia-dúzia de jogadores de topo, incluindo alguns do FC Porto;

9) O desafio de superar o “pai” Mourinho e ganhar a Liga dos Campeões pelo Chelsea (um sonho antigo de Roman Abramovich);

10) A possibilidade de conviver com grandes personalidades do futebol e, quem sabe, até beber uma garrafa de vinho português de cada vez que jogar com Sir Alex Ferguson.

Por tudo isto, dificilmente o André poderia deixar de aceitar esta proposta do Chelsea, até porque, se o não fizesse, nada garante que na próxima época teria uma oportunidade igual. Assim, embora algo desiludido, compreendo a decisão de Villas-Boas, a quem desejo as maiores felicidades (menos, obviamente, em eventuais jogos contra o FC Porto).

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Villas-Boas na imprensa inglesa

«PORTO coach Andre Villas-Boas is the red-hot favourite to become new Chelsea boss after several leading bookmakers suspended betting on the man referred to as mini-Mourinho.
Porto's in-demand coach was one of Jose Mourinho's backroom staff at Stamford Bridge and has had considerable success as a manager in his own right, leading his Portuguese club to a league and Europa League double last season.
Portugal's national news agency Lusa reported that Villa-Boas was poised to take over from Carlo Ancelotti and some suggestions were that he would become Chelsea coach with previous leading candidate for the job Guus Hiddink securing a director of football role.»
The Sun (notícia completa aqui)


«Chelsea are closing in on a sensational deal to appoint Andre Villas-Boas. (...)
Villas-Boas is now understood to be on his way to London to discuss taking over from sacked Carlo Ancelotti. Chelsea are hopeful of completing the deal this week with an unveiling set for soon afterwards.
The 33-year-old is widely regarded as the next Jose Mourinho given the similarities in his incredible rise with Porto. Villas-Boas, who speaks fluent English, also worked in Mourinho's backroom team during his spell at Stamford Bridge.
Should the follow in his mentor's footsteps, he will become the Premier League's youngest manager, more than half the age of Sir Alex Ferguson and in fact younger than Frank Lampard. (...)
It is not yet clear whether Villas-Boas, who is set to earn around £5m a year (the same as Mourinho did at Chelsea), has been targeted to work alongside Guus Hiddink, who has been at the centre of a tug-of-war between Chelsea and his current employers Turkey. However, Hiddink may well assume a sporting director role with Villas-Boas in charge of coaching and team selection at the Barclays Premier League runners-up.»
Daily Mail (notícia completa aqui)


«Chelsea are set to recruit the Porto manager André Villas-Boas, according to reports in Portugal, and the coach has accepted the offer to work in London. (...)
Chelsea have also been in negotiations with Guus Hiddink about returning to the club he briefly managed in 2009. Chelsea have been considering the Dutchman for either the coach's job or the sporting director role – should he take on the latter then there would also be room for Villas-Boas to take a position at the club.
However, his agent, Cees van Nieuwenhuizen, felt the Dutchman would be wary of taking the director of football role. "One hundred per cent we have never discussed that, and I know Guus has not given it a thought for one second. He has a tough enough challenge trying to qualify Turkey for the Euros. And if he does that then he will be going to the finals next year. And if he doesn't then it will probably end with Turkey in November."
Guardian (notícia completa aqui)


«Chelsea remain confident a new manager will shortly be in place - with Porto insisting as yet there has been no official offer to trigger Andre Villas-Boas' €15 million release clause.
Guus Hiddink - who enjoyed a successful spell as caretaker boss in 2008/2009 and continues to hold a close relationship with Chelsea owner Roman Abramovich - emerged as the leading candidate to return to Stamford Bridge.
However, despite the Blues said to be ready to meet the £4million compensation demands of the Turkish Football Federation to allow Hiddink's departure, it now appears the veteran Dutchman could be set for a sporting director role rather than going back into hand-ons management.
Villas-Boas, 33, would certainly fit the bill for an up-and-coming coach to work with the first team and is no stranger to Stamford Bridge, having worked there under Jose Mourinho.»
The Independent (notícia completa aqui)

quarta-feira, 2 de março de 2011

Maus hábitos


14/02/2011, Fulham x Chelsea (0-0)

Na sua estreia a titular pelos “blues”, já em tempo de descontos, David Luiz fez uma falta para penálti e, pasme-se, o árbitro assinalou. Valeu Petr Cech para evitar a derrota, ao defender o remate de Dempsey.

"Cometeu um erro no fim porque estava cansado, mas fez um jogo muito bom."
Carlo Ancelotti


01/03/2011, Chelsea x Manchester United (2-1)

Na 2ª parte, quando já tinha um cartão amarelo, David Luiz esteve na iminência de ser expulso.

"É incrível como não foi expulso. Antes disso já havia entrado sobre Chicharito e depois fê-lo novamente, à frente do árbitro [Martin Atkinson]. Foi falta sobre Rooney, clara como o dia. Há decisões que mudam um jogo."
Alex Ferguson

"David Luiz teve sorte mas passava-se muita coisa dentro de campo e, por isso, o árbitro decidiu não ver"
Carlo Ancelotti


Pelo sim, pelo não, o treinador do Chelsea substitui-o (pelo Bosingwa) dois minutos depois da entrada sobre o Rooney.

David, David, vê se atinas rapaz. Olha que já não jogas de encarnado, nem gozas da impunidade que o "escudo protector" do clube do regime te dava.

sábado, 10 de julho de 2010

Mais um para o Chelsea?


«Carvalho arrived in Milan on Friday night amid confusion as to whether he was in talks with both Serie A clubs, but it is understood he is likely to join European champions Inter. Chelsea manager Carlo Ancelotti blocked Carvalho’s departure to Inter last summer, partly because they did not offer a fee for the 32 year-old.
Chelsea have long admired Alves, however, who declared two days ago he wanted to leave Porto. Alves, 28, has two years left on his contract and Porto had hoped to secure a fee of £15 million for him, but such is his desire to leave that they may now have to settle for less.»
in Daily Telegraph


Depois de Mourinho, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e Bosingwa, mais um a caminho do Chelsea?