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sábado, 6 de maio de 2017

Parece gozo...


O "Dragões Diário" falava há dias, e com muita razão, que as arbitragens prejudicam de tal maneira o FCP (hoje também, embora de forma mais sofisticada) que até "parecia gozo".
Ora, o mesmo se pode dizer da maneira como o nosso clube aborda, sistematicamente, partidas como a desta noite contra o Marítimo.

NES teima na sua ideia de que se conseguem ganhar jogos destes com apenas uns 3 ou 4 lances de verdadeiro perigo na área adversária e, por isso, um rei das assistências como Layún, tem mesmo é que ficar a assistir a estas partidas, pela televisão, na sua casa.
Layún, recorde-se, esteve envolvido em 33% dos golos do FCP na última época e, soube-se esta semana pel'OJogo, mesmo em 2016/17, consegue assistir e/ou marcar golos em menos tempo que o próprio Telles. Isto numa época em que, supostamente, o brasileiro esteve bem e que, apenas por isso e não por um qualquer eventual problema pessoal de NES com Layún, este tirou, por completo, o lugar ao mexicano.
Agora, ainda de acordo com NES, nem mesmo sem Maxi, Layún é necessário para o que quer que seja.
Layún dá golos e dá assistências. Coisas que o FCP precisa como do pão para a boca. Parece gozo, certo?

Também nesta última semana, Deco, que sabe uma coisa ou duas sobre o assunto, veio dizer que Otávio tem grande futuro como "10". Deco, ingénuo, ainda julga que os treinadores actuais deixam alguém jogar em tal posição fulcral. Errado. NES vê Otávio é como extremo. Ali, amarradinho ao lado direito, com menos visão global, é que ele está bem. Parece gozo ou não?

Mas falemos de coisas menos negativas.
Hoje, apesar de continuar sem criar grande perigo, não se pode dizer que o FCP tenha entrado a dormir na partida. Houve mais empenho, sem duvida. A má notícia é que esse nosso habitual sono passou para a segunda parte.
No golo do nosso adversário, 2-jogadores-2 do FCP ficaram, no chão, a ver a bola ser cabeceada para o fundo das redes. Verifiquem quem eles são.
Sabendo-se que hoje era ganhar ou ganhar (se é que ainda queríamos mesmo roubar o tetra ao slb), uma atitude destas dos nosso atletas é ou não gozo?

Recordam-se, por outro lado, daquele Soares-matador, cheio de raça e que não perdoava uma oportunidade nos seus primeiros jogos de dragão ao peito? Agora, e sem qualquer gozo, não ganha sequer os lances de ombro-a-ombro, quanto mais o resto.

Ah, e lembram-se daquele Marítimo mansinho, sonso e docinho da partida na Luz, há escassas semanas? Já não existe. Agora temos uma equipa que defende na perfeição e cheia de garra e que até só precisou de simular lesões, para queimar tempo, uma ou duas vezes. `
Se calhar, clubes destes, nem do "Jogo da Mala" precisam.
Estarão eles a gozar connosco ou nós é que somos uns grandes totós?

"Brahimi sempre a meter-se no barulho", repetiu vezes sem conta o bom do Luís Freitas Lobo durante a transmissão.
Bons bons parecem ser aqueles que não se metem no "barulho" e ficam à espera, sentados, que os golos (e os campeonatos) caiam do céu...

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

O Respeito

Carlos Pereira é um dos dirigentes mais antigos e rasteiro do futebol português. 
Pertence àquela geração curtida no anti-portismo mais primário e nunca escondeu o desprezo e o desdém pelo clube sempre que teve a oportunidade. Tentou boicotar tudo e qualquer negócio que pudesse envolver jogadores entre o Porto e o Maritimo, desde os dias de Bruno a Pepe passando pelo caso recente do Djalma e do Kléber. Este tipo de dirigentes é comum no futebol português mas não o era no palco do Dragão onde habitualmente as persona non gratas eram tratadas como tal, por respeito ao clube. Na ressaca da derrota previsível com o Maritimo – uma equipa que ganhou um jogo porque foi a única que o levou a sério, ao contrario do discurso triunfalista de Lopetegui sobre a vontade de vencer um torneio que não serve para nada – o mais chocante não foram os assobios, a forma como Lopetegui praticamente queimou dois putos da equipa B. Foi ver Pinto da Costa em amena e simpática cavaqueira com o homem que cuspiu sempre que teve a oportunidade no Futebol Clube do Porto.



Todos sabemos a esta altura do campeonato que Carlos Pereira permanece no cargo de um clube que roça quase sempre lugares europeus graças ás suas boas conexões como o governo regional – que num caso único em Portugal sustentou durante anos a fio desportivamente os seus clubes, uma especie de doping financeiro pago por todos para manter essa sobrerepresentação da ilha na elite – e com os clubes de Lisboa, a quem sempre quis fazer favores. 
Todos sabem onde treinam o Benfica e o Sporting quando vão jogar à Madeira. E todos sabem que é no Seixal onde o Maritimo treina sempre que vem jogar a Lisboa ou Setúbal, com todas as comodidades de um bom amigo. Não é algo que escandalize neste país, não é algo que surpreenda como também não surpreende os laços familiares que Pereira teve com certo presidente da Liga.
Mas é algo que se sabe. E se qualquer um de nós o sabe, nos escritórios do Dragão estão fartos de o saber. Também sabem o hábito que tem Pereira de torpedar contratações do FC Porto – a mais recente, um interesse real em José Sá, internacional sub21, antes da formalização da aposta em Gudiño para o pos Casillas – e de usar as assembleias da Liga para manifestar a sua posição. Há poucos dirigentes em activo em Portugal que mereçam menos um lugar na tribuna do clube. E no entanto ali estava ele, como se fosse um velho amigo, ao mesmo tempo que todos pareciam alheados ao naufrágio (outro) da equipa. 
Nem o caso Danilo se salva nesta equação. Carlos Pereira queria Danilo no Sporting mas o seu problema (e o real motivo porque Danilo é hoje jogador do Porto) é que o passe do futebolista já pertencia ao Portimonense, graças à intervenção de Teodoro Fonseca, um nome com quem o Porto se dá muito bem e que mediou o negócio de Hulk. O Porto nunca teve de negociar absolutamente nada com Pereira e com o emblema madeirense para garantir os serviços do jogador.
Para quem quiser ler mais e refrescar a memória sobre este personagem e o seu ódio ao clube basta reler isto ou isto



O que faz então Pereira a ser tratado como um VIP no palco presidencial do Dragão. Não há necessidade de “teatro” como poderia existir se o clube estivesse à procura de liderar a centralização colectiva dos direitos televisivos e fosse necessário um gesto de "realpolitik" como já houve com Pimenta Machado ou Valentim Loureira, personagens de quem, apesar dos problemas, Pinto da Costa era amigo pessoal. Não há no plantel do Maritimo actual nenhum jogador que gere um interesse real e as relações dos insulares com o Benfica continuam de vento em popa. Realmente, o que houve ontem no palco do Dragão foi uma imensa falta de respeito ao clube, a quem nele trabalha e a quem o apoia, tratando com honras um individuo sem nível que se dedicou os últimos vinte anos a insultar o FC Porto e os portistas. Por gestos assim, que já passaram recentemente, nomeadamente no tratamento com a SIC (que com o infame programa Donos da Bola fez audiência pura e simplesmente baseando-se no insulto gratuito ao clube) e com jornais como A Bola ou Record (convidados para as galas do Dragão de Ouro como se nada fosse) – no mais inoportuno dos momentos, com o público virado para o banco com as navalhas afiadas na boca – esta é a pior mensagem possível a enviar aos sócios e simpatizantes do clube. Parece que vale realmente tudo e nem sequer aqueles que fizeram carreira praticamente à custa de tentar denegrir o maior clube português nos últimos quarenta anos de história recebem o tratamento que se merecem.

O FC Porto está acima de todos e isso é cada vez mais evidente. Em particular, o FC Porto está acima de todos os que se esquecem o que é o clube e que ignoram a sua história vá se lá a saber o porquê para dar a mão a quem nos a quer arrancar.  

sábado, 19 de maio de 2012

Quem brinca com fogo...


"A F.C. Porto, Futebol SAD, apresentou ao Presidente do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol uma "participação disciplinar" contra o Marítimo, pedindo a descida de divisão dos insulares.De acordo com um documento a que a agência Lusa teve acesso, o FC Porto queixa-se à FPF do facto de o clube insular, que terminou o último campeonato da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) no quinto lugar, ter recorrido para os tribunais comuns no "caso Kléber"."
Desde que o FC Porto mostrou interesse em contratar o Kleber que a directiva do Marítimo tem feito de tudo para sujar o bom nome do clube. No final, Djalma e Kléber, como é óbvio, vieram para o FC Porto e ajudaram à conquista do bicampeonato enquanto que o Marítimo, curiosamente, não se safou muito mal sem eles, alcançando o 5º lugar e a consequente participação nas provas da UEFA.

Nesse cenário o lógico seria que Carlos Pereira, o presidente dos madeirenses, se tivesse calado ou, pelo menos, mantivesse uma politica de low profile na gestão de um caso onde, claramente, não tem razão absolutamente nenhuma. Mas não.
A sua filiação encarnada é bem conhecida e a sua postura de ataque constante ao FC Porto faz lembrar e muito o que fez o Vitória de Guimarães há uns anos quando, igualmente por pressões da directiva encarnada, tentaram fazer de tudo para que a UEFA e o senhor Platini expulsassem o FCP das provas europeias. Deram-se mal e, curiosamente, hoje vivem em estado de sitio, não tendo nem dinheiro para se poder inscrever nas provas europeias onde tanto queriam estar naquela época.



Com o Marítimo é a mesma lenga-lenga. Os insulares protestaram, protestaram e protestaram, chamaram de tudo ao jogador, ao agente deste, ao seu verdadeiro clube (o Atlético de Mineiro) e ao FC Porto. Tinham um pré-acordo com o Sporting sobre um jogador que ainda não era deles (o brasileiro estava apenas emprestado) e de repente o interesse do FC Porto, que negociou directamente com os brasileiros, destroçou os seus planos.

Mas essas queixas e insultos não foram apenas tema de entrevistas oportunistas aos jornais. Em Novembro do ano passado, num acto de loucura desportiva, foram apresentar queixa no tribunal comum. Ora se eu acho ridículo que os tribunais desportivos sejam um mundo à parte, o certo é que essa lei imposta pela FIFA às suas federações é para todos. Quando o Gil Vicente se queixou nos tribunais no celebre caso Mateus, o Belenenses encontrou o pretexto perfeito para conseguir na secretaria o que não logrou em campo. O resultado foi a despromoção dos gilistas. O Belenenses não tardou muito em segui-los, mas isso é outra história. É curioso que o presidente do Marítimo já saiu a declarar que não fez mais do que o FC Porto aquando do caso Apito Dourado sem se lembrar que foi Pinto da Costa, e não o clube, quem realmente recorreu da sentença, ganhando o caso. O clube não se imutou e esses seis pontos nunca nos foram devolvidos.

A directiva do FC Porto tomou a decisão certa ao apresentar queixa na FPF contra a atitude insolente e contra as leis do jogo em Portugal tomada pelo Marítimo. Se quiseram jogar com o fogo agora não se queixem de que acabam queimados. Se a lógica desportiva em Portugal fizesse sentido, o Marítimo acabava o ano na Liga Vitalis. Veremos se as influências politicas de Alberto João Jardim e o papel de Fernando Gomes na gestão da Federação (que vai procurar evitar um conflito deste género a todo o custo depois do braço de ferro com a Liga a propósito do alargamento) salvam o pescoço ao presidente do Marítimo. Senão já sabem, o Feirense agradece!


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A agenda dos “especialistas” de arbitragem

A minha equipa está triste e o sentimento é de revolta. Culpados pela derrota? Jorge Sousa não esteve à altura! Não se trata só da expulsão, lance no qual não há contacto do Olberdam, mas o Maxi Pereira inteligentemente tira proveito. Antes, porém, já tinha havido outras decisões infelizes de Jorge Sousa, com a balança sempre a pender para o mesmo lado.
Pedro Martins, treinador do Marítimo

[o árbitro] Passou o tempo todo a ameaçar-me que à mínima coisa me expulsava e conseguiu.
Olberdam, jogador do Marítimo

Analisem o vermelho! No lance anterior ao golo, há falta sobre o Peçanha e o árbitro nada assinalou.
Briguel, jogador do Marítimo


1. Olberdam foi erradamente expulso, deixando o Marítimo a jogar com menos um logo no início da 2ª parte. Isto é um facto e só um cego, um faccioso doentio ou alguém com uma agenda e interesses próprios pode negar aquilo que as imagens demonstram de forma clara.

Eu admito que o árbitro Jorge Sousa possa ter sido induzido em erro pela simulação magistral de Maxi Pereira, mas não compreendo, nem aceito, que três “especialistas” de arbitragem, após terem visto as imagens deste lance N vezes, emitam as seguintes opiniões:

«Olberdam foi imprudente no modo de abordar o lance. Varreu autenticamente Maxi Pereira, justificando a exibição do amarelo, que foi o segundo.»
Jorge Coroado

«Olberdam entra em “tackle” lateral deslizando de forma imprudente sobre Maxi Pereira, sendo desta forma correctamente advertido e expulso.»
Pedro Henriques

«Entendendo o “tackle” imprudente, apesar de alguma dúvida no contacto, que me parece existir, Jorge Sousa não tem outra opção que não seja exibir o segundo cartão amarelo.»
Paulo Paraty

Estes três ex-árbitros internacionais (dois de Lisboa e um do Porto) não são cegos e suponho que também não sejam facciosos doentios. Assim sendo…


2. «A entrada de Cardozo (Benfica) passou despercebida ao árbitro Jorge Sousa, mas deixou o lateral do Marítimo Rúben Ferreira fora de jogo, sendo substituído por Igor Rossi. Agora, as suspeitas do pior cenário confirmaram-se. O departamento clínico maritimista informou que o internacional sub-21 sofreu uma fractura do terceiro metatarso do pé direito, o que vai afastá-lo pelo menos seis semanas

O que disseram os mesmos três “especialistas” de arbitragem sobre este lance (ocorrido aos 66 minutos)?

«O lance foi casual e fortuito, exactamente pelo movimento da rotação de Cardozo. O árbitro nada assinalou, e bem.»
Jorge Coroado

«Rúben lesionou-se na sequência desse lance, mas com acesso à repetição vê-se que Cardozo tocou na bola, não cometendo qualquer infracção.»
Pedro Henriques

«Há um tropeção de Rúben Ferreira, Cardozo procura a mesma bola e a mesma posição. O resto é circunstancial e acidental.»
Paulo Paraty

Lendo o que os membros do ‘Tribunal de O JOGO’ escreveram, a primeira dúvida que tive é se estavam a falar do mesmo lance, tal é a disparidade dos seus comentários.
E acreditando no que estes senhores escreveram, conclui-se que o jogador do Marítimo fracturou o terceiro metatarso do pé direito sem ninguém lhe tocar. Fantástico!


3. Perto do final do jogo (aos 84 minutos), no lance que precede o único golo do desafio e que deu a vitória ao slb, Aimar toca com as mãos na cara de Peçanha e carrega irregularmente o guarda-redes do Marítimo tendo este os dois pés no ar, tudo isto de forma ostensiva, deliberada e intencional.

Conforme as imagens televisivas demonstram, o árbitro Jorge Sousa está de frente para o lance, sem nenhum jogador a cortar-lhe a visão, mas mandou seguir (ele lá saberá porquê).

Neste caso, Jorge Coroado e Pedro Henriques não negaram o que as imagens mostram de forma inequívoca mas, como dizia o poeta benfiquista Manuel Alegre, “há sempre alguém que resiste”… às evidências, acrescento eu.

«Não consigo visualizar, pela televisão, que exista alguma falta sobre Peçanha»
Paulo Paraty

É sempre uma delicia ver o contorcionismo argumentativo nas opiniões deste ex-árbitro do Porto, algo só semelhante à habilidade inata que demonstrava dentro do campo quando era chamado a arbitrar o slb.

Paulo Paraty, o preferido de Luís Filipe Vieira, o árbitro que tantas saudades deixou no estádio da Luz quando atingiu o limite de idade.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Marítimo a ver navios


Desde há um ano atrás, que o presidente do Marítimo tem vindo a desdobrar-se em declarações inflamadas a propósito do caso Kléber. E, como o alvo é o FC Porto, da RTP Madeira à Bola Branca (programa desportivo da Rádio Renascença), passando pela A Bola encarnada, não deve ter havido jornal, rádio e televisão, da Madeira e do continente, que não tenha ido a correr estender-lhe um microfone, para lhe dar oportunidade de destilar o ódio e a azia anti-Porto.

Sendo impossível reproduzir neste espaço tudo aquilo que Carlos Pereira foi dizendo nos últimos meses, seleccionei meia dúzia das suas dezenas de declarações sobre o caso, as quais são elucidativas do desespero crescente que se foi apoderando do presidente do Marítimo.

Vamos accionar o FC Porto e o próprio Atlético Mineiro ao nível da UEFA. (...) Enquanto atletas têm contratos com outras instituições não devem ser aliciados.
11 de Agosto de 2010

É possível que até ao final de Janeiro os dois jogadores [Kléber e Djalma] possam deixar o clube, em virtude de existirem propostas.
14 de Janeiro de 2011

[nos casos Kléber e Djalma] está tudo tratado, existe acordo total com o Sporting. Recebemos tudo por escrito e está resolvido.
31 de Janeiro de 2011

Os factos são factos, os factos estão provados e tenho a certeza que esta situação será resolvida pelas instâncias jurídicas desportivas. Accionámos a cláusula de opção de compra dos direitos económicos do jogador, e fizemo-lo com o conhecimento da FIFA (...) o Marítimo é que agora tem o direito de negociar Kléber e pode fazê-lo com quem quiser.
4 de Fevereiro de 2011

[O caso está na FIFA] Desde Julho/Agosto do ano passado. Desde que alguém se lembrou de fazer com que o Kléber abandonasse o estágio da equipa, em Ofir. Os factos estão na FIFA.
12 de Fevereiro de 2011 (entrevista A Bola)

Não sei onde vai acabar o Kléber, mas o jogador até pode ficar um ano sem jogar. Se interpretarmos a legislação em vigor, uma das penalizações previstas, caso o Kléber seja considerado culpado, é estar um ano sem jogar. [Para o FC Porto] Não está prevista a descida de divisão, porque é apenas um caso de aliciamento, e não de corrupção, mas pode haver perda de pontos no momento em que a decisão transitar em julgado.
24 de Maio de 2011

[face à decisão de arquivar o processo relativo ao caso Kléber] Houve branqueamento. A Comissão Disciplinar da Liga agiu como o sabão numa máquina de lavar. Não podemos pactuar com toda esta falta de seriedade das pessoas.
24 de Junho de 2011

Vou tornar público o documento [o acórdão da Comissão Disciplinar da Liga] quando for oportuno e me for permitido. Vou publicá-lo para poderem rir um pouco e verem quem é que neste país é credível.
28 de Junho de 2011


Depois de ameaçar, e em alguns casos concretizar, fazer queixa à UEFA, FIFA e Liga Portuguesa de Futebol, quem será a próxima entidade a que Carlos Pereira tenciona fazer queixa?
Ao Presidente da República? Ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem? À ONU?

Não sei quem é que está a aconselhar o presidente do Marítimo em termos jurídicos, mas suspeito que alguns do “entendidos” sejam os mesmos que aconselharam o Vitória Guimarães no caso UEFA/TAS.

Entretanto, a resposta do FC Porto à gritaria de Carlos Pereira foi silenciosa mas terrivelmente eficaz. Djalma e Kléber já treinam no Olival e o Marítimo ficou a ver navios, que é como quem diz, recebeu zero euros pelas suas transferências. Só falta o FC Porto decidir emprestar um deles ao Nacional...

sábado, 3 de abril de 2010

O folar de Falcão, Hulk e companhia


Noite imprópria para quem se atrasou a chegar ao Dragão. Em 10 minutos as redes das balizas já haviam dançado em três ocasiões, sendo que o golo de Falcão, que deu o empate ao FC Porto, valeu, por si só, a deslocação ao estádio nesta noite de invernia que instalou na cidade Invicta. Um brinde aos mais audazes adeptos azuis e brancos.

O destino parecia querer trocar as voltas à equipa portista quando nuns míseros 15 segundinhos o Marítimo se pôs em vantagem numa bomba de Taka. Fernando deu-lhe uma branca tremenda. E Helton ainda acabava de calçar as luvas, mas a bola já morava lá no fundo. O Dragão não se atemorizou e respondeu com eloquência por intermédio do seu mandatário dos golos, Falcão. E que resposta foi…

Incontido na reacção infernal, o FC Porto pôs-se no encalço da dianteira no marcador. O jogo escorria numa velocidade vertiginosa, na mesma medida e proporção das bolas que entravam nas balizas. E assim mesmo, sem perder a cadência, ainda o público do Dragão rejubilava com a “obra-prima” de Radamel Falcão, Meireles punha a nossa equipa em vantagem, num cabeceamento certeiro que teve a prestimosa colaboração de Peçanha.


O mais difícil estava feito. E num curto espaço de tempo. Mas o conjunto madeirense não quedou em lamúrias. Partiu bravo e valente em busca de um resultado feliz, numa postura e atitude louváveis que muito contribuiu para o jogo entretido que se assistiu esta noite no Dragão. Em 2 ou 3 momentos, o empate esteve perto, mas desta vez o destino sorriu-nos.

No 2º tempo os homens de Jesualdo entraram decididos em quebrar as ilusões dos insulares. Num futebol apoiado e de passe certeiro, que raramente se viu o conjunto azul e branco fazer ao longo deste ano, o FC Porto caminhou triunfante para uma vitória sem mácula. Falcão bisava na sequência de um pontapé de canto, e passava a liderar a lista dos melhores marcadores. O lugar que merece estar, conquistado única e exclusivamente por mérito próprio.



Com vantagem de 2 golos no marcador, o domínio portista tornou-se mais vincado. O Marítimo dava espaço nas suas costas e Hulk agradecia a gentileza. Numa dessas benesses não se fez rogado e toma lá disto. O 4-1 cheirava a goleada e a resultado pesado para o jogo animado dos madeirenses. Este resultado gordo, foi sobretudo um prémio para o futebol alegre, confiante e eficaz do FC Porto. Coisa que nos fez falta em muitas outras partidas deste campeonato.


Fotos: Agência Lusa

Falcao em voo picado


Ao minuto quatro do FC Porto x Marítimo assistiu-se ao golo deste campeonato. Fabulástico!

Juntando a esta obra-prima o golo que marcou no início da 2ª parte e Falcao já lidera a lista dos melhores marcadores com 20 golos. E poderiam ser 24 (ou 25?) se os árbitros não tivessem anulado erradamente vários golos (já lhes perdi a conta) a este excelente ponta-de-lança colombiano.

Se é verdade que a noite foi de Falcao, não podemos esquecer Hulk. Mais um golo, mais uma assistência e mais uma grande jogada com marca registada, quando (aos 55 minutos) arrancou da direita, passou por Alonso, deu um nó em Rafael Miranda e disparou uma bomba (117 km/h, segundo cálculo da Sport TV) obrigando Peçanha a uma boa defesa. Mais uma vez provou que um jogador destes faz sempre falta.

Foto: Record

domingo, 8 de novembro de 2009

Crónica de um pesadelo anunciado


Não foi pesadelo, foi mesmo real. O FC Porto foi à ilha da Madeira “oferecer” a vitória ao Marítimo, com um “prego” de Rolando a ditar o resultado final. Um golo solitário e insólito, mas que só levantará duvidas sobre a justiça do marcador para quem não assistiu ao encontro. Os insulares controlaram quase sempre as operações, podendo ficar a dever a si próprios a razão de não terem conseguido uma vantagem mais confortável. O Dragão, esse, conseguiu a proeza de ser um conjunto mais pálido do que aquilo que já vinha evidenciando nos últimos encontros.

Como já referido, a equipa Madeirense mostrou em largos períodos saber como manter sob rédea curta este Porto de pacotilha, pelo que desde cedo começou a pegar no jogo, criando perigo a partir de incursões laterais, tentando servir o móvel avançado Baba. Em 2 momentos esteve perto de marcar. O infortúnio (ou será melhor dizer o previsível?) aconteceu, com o auto-golo do central portista. Nem assim os homens de Jesualdo espevitaram.



O Dragão, mergulhado numa letargia profunda, não sabia o que fazer com a bola. Na verdade, a equipa portista parece que caiu num buraco negro, sem qualquer processo de jogo definido, ou construção de jogadas vindas do laboratório de ensaio. O número de passes errados, demonstra como os jogadores estão à deriva, sem uma linha orientação de equipa abrangente, ou pontos de referência em seu redor. Cada jogador está por sua conta, quando a bola lhe cai nos pés. Não admira que tudo saia mastigado e aos repelões. Ou então, vai um pontapé longo em busca de um milagre.

A falta de criatividade, fantasia e espontaneidade desta equipa torna-se gritante, o que facilita, e de que maneira, a vida aos adversários. A linha do meio campo que iniciou o encontro, bem como toda trupe da zona intermédia que foi a combate no decorrer do mesmo, só tem características e está formatada para pensar o jogo no domínio de ocupação dos espaços, Mas nem isso souberam fazer convenientemente. Nenhum dos que actuaram poderiam vir a causar desequilíbrios, pois não têm engenho para tal. Foi este o caminho que Jesualdo escolheu para tentar dar a volta ao rumo dos acontecimentos. Não admira, pois, que em 90 minutos, o FC Porto tenha apenas criado uma única situação de golo iminente, tornando-se presa fácil para o Marítimo.



A fórmula esgotou-se, e há elementos da equipa que demonstram alguma dificuldade em lidar com as contrariedades, ou sem estofo para assumir as operações. Chegou o momento de o Professor definir outro rumo ao processo de jogo da sua equipa, pois com este, está visto que a probabilidade de voltar a perder pontos é enorme. As lesões de alguns jogadores, a baixa de forma de outros não explicam tudo, porque o que se viu esta noite, não tem ponta por onde se lhe pegue.

Fotos: Agência Lusa, uefa.com

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A três pontos do Tetra


«O jogo correu às mil maravilhas ao FC Porto. Um golo pouco depois do começo da partida serenou ainda mais uma equipa que já tinha pouco que a enervasse (face aos resultados de Sporting e Benfica, na véspera). Um remate ao poste de Bruno Alves serviu de aviso para o tiro certeiro de Raul Meireles (no limiar do fora-de-jogo), logo a seguir. Foi uma entrada decidida dos portistas que, para quem viu as exibições dos seus mais directos perseguidores, não deixa de representar um nítido contraste. (...)
De vez em quando, como quem está aborrecido e decide mexer-se um pouco no cadeirão para folgar o corpo, o FC Porto desenhou alguns contra-ataques, que só não deram em golo porque Marcos defendeu as tentativas de Lisandro e Rodríguez. (...)
O remate ao poste que a formação insular ainda teve (por intermédio de Marcinho) serviu apenas para irritar um pouco mais o futuro rei do futebol português, que fixou o placard nos 3-0 em mais uma jogada de contra-ataque, desta vez bem finalizada por Tomás Costa.
Estava consumada uma goleada sem esforço do FC Porto, que já chegou àquele nível em que a vitória acaba, mas tarde ou mais cedo, por aparecer. Algo bem característico dos campeões.»
in PUBLICO, 03/05/2009


«Um golo madrugador, aos dois minutos, segurança defensiva quanto baste e capacidade de matar o jogo deram ao F. C. Porto uma vitória que o deixa às portas do tetracampeonato. O desafio valeu pelo resultado. (...)
Longe de fazer uma exibição de encher o olho, o F. C. Porto voltou a valer-se da eficácia e da força das suas transições ofensivas, quando lhe são proporcionados espaços. Uma jogada de contra-ataque, iniciada por Mariano e a contar, também, com Rodríguez como interveniente, terminou no terceiro golo portista, a cargo de Tomás Costa. (...)
Domingo, pode haver festa no Dragão.»
in JN, 04/05/2009


«As garrafas - de champanhe e/ou de Super Bock - para a grande festa já estão no frigorífico. E a equipa de Jesualdo Ferreira, que, nos Barreiros, combinou arte, competência e capacidade de sofrimento para arrancar um triunfo que a deixa a três pontos da coroação, teve muita pressa de se ver a um palmo da linha de meta, isto numa jornada em que Sporting e Benfica já tinham feito a sua parte queimando os pedaços de ilusão que lhes restavam.
Apoiando-se nas virtudes ofensivas que fazem dele o mais realizador deste campeonato, o conjunto portista entrou forte, foi para cima do Marítimo, pressionou com intensidade e precisão na primeira zona de saída do adversário… e aos três minutos já tinha conquistado dois pontapés de canto, tendo o desenvolvimento do segundo culminado com um tiro de Raul Meireles, sobre a esquerda da grande área, para o fundo das redes. Este golo envergonhou o guardião Marcos - fez-se à bola com luvas de manteiga -, mas ilustrou a atitude agressiva de quem estava determinado a resolver cedo. (...)
Sem Lucho nem Hulk há algumas semanas, o tricampeão só ficou aflito quando novo infortúnio - mais leve, mas condicionante - lhe subtraiu uma unidade galvanizadora: aos 22', Meireles, com um problema físico, teve de entregar a posição a Guarín. O meio-campo nunca mais foi o mesmo no plano ofensivo, perdeu capacidade para planificar ataques e sair pelo meio, mas teve energia e orientação táctica para suportar a reacção do Marítimo, que só foi séria e ameaçadora no arranque do segundo tempo.»
in O JOGO, 04/05/2009

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Tivemos o que merecemos

Desta vez começámos bem o jogo, mas só durou uns 15 minutos em que estivemos muito bem, que foi exactamente o tempo em que Lucho foi mesmo “El Comandante”, pautando todo o jogo do FCP, desta vez mais sobre a esquerda. Meireles postou-se, desta vez, do lado direito e creio que esse posicionamento teve mais a ver com as características do defesa de cada um dos lados. Pedro é um defesa esquerdo para fechar ao centro. Ora num jogo que era preciso construir e atacar, terá levado JF a colocar desse lado o nosso melhor play maker para equilibrar o flanco em termos qualitativos, apoiar as transições ofensivas de Rodriguez e colaborar nas missões defensivas junto do nosso defesa esquerdo, já que tacticamente é um jogador muito evoluído.

Lucho foi perdendo fulgor e a equipa rapidamente foi-se banalizando: não entrámos praticamente na grande área adversária, a não ser na sequência de bolas paradas. Aliás, nessa primeira parte todas as jogadas perigosas partiram de remates de meia distância e a melhor oportunidade saiu de um ressalto de bola, a partir da marcação de um canto, que sobrou para Bruno Alves que atirou por cima da barra.

Na 2ª parte entrámos bem, jogámos com mais intensidade, mas os lances de perigo raramente saíram de forma fluente. Mais uma vez fomos uma equipa muito intermitente. Não conseguimos desmontar o bom sistema do Marítimo, e assim torna-se muito difícil ganhar. Aliás, foi o Marítimo que nos colocou ainda mais problemas ao meter Djalma a jogar sobre o flanco direito do seu ataque.

Tivemos algumas oportunidades, mas tive sempre a convicção que só ganharíamos através de um golpe fortuito, pois nunca nos mostrámos suficientemente fortes para vencer os três centrais e raramente fomos capazes de atacar pelos flancos de forma a criar verdadeiro perigo.

A entrada de Mariano deu um safanão no jogo – entrou com vontade e tomou iniciativas – mas mais uma vez o FCP tentou de forma individualizada chegar à vitória. Colectivamente não fomos competentes e não me lembro de uma transição rápida capaz de colher o adversário em desvantagem.

Hulk não resolve sempre e pareceu-me menos possante (fadiga, talvez), Lisandro esteve longe do seu melhor e Rodriguez foi o mais perigoso, mas pelo bom aproveitamento nos lances aéreos.
Contra este tipo de equipa só jogando com alta intensidade e uma pressão permanente se pode desfazer a muralha.

Claro que um lance genial ou um lance feliz pode resolver um jogo, mas tal como nos desafios anteriores que vencemos, continuo a achar que o FCP está longe de ser uma equipa forte colectivamente, e hoje se tivemos oportunidades de golo poderia dizer que o adversário também as teve e não foram tão poucas.

Acho o empate justo, uma má arbitragem que não teve influência no resultado, mas que ajuda a este futebol empastelado, cheio de interrupções, repetições, admoestações e uma dualidade de critérios que acaba por beneficiar quem joga para não perder. Uma arbitragem antipática e conflituosa, num jogo difícil em que o árbitro quis ser o principal protagonista.

Como nota final, não entendo a entrada de Farías tão perto do fim do jogo, e mais uma vez lamento um Lucho tão ausente na fase de construção. Creio – a não ser que Meireles estivesse estourado – que talvez fosse mais acertada a saída de Lucho.

Pedro Emanuel a defesa esquerdo num jogo como este, diz bem do desequilíbrio do nosso plantel.

Este era um jogo para ganhar nesta viragem do ano. Mais uma vez não ganhámos um jogo tão importante, num momento decisivo. Os 40.000 adeptos mereciam um melhor espectáculo, um jogo mais entretido e um melhor resultado. Fica para a próxima.
E por favor, tenham um BOM NATAL!