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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Em memória dos que já partiram


(clicar na imagem para a ampliar)

Num dia em que milhões de portugueses recordam os entes queridos que já partiram, aproveito para homenagear 10 personalidades da família portista que já não estão entre nós e que, de alguma maneira, simbolizam todos aqueles que contribuíram para os sucessos dos últimos 30 anos e para a transformação do FC Porto naquilo que é hoje: o clube português com mais títulos no futebol e o de maior currículo e prestigio a nível internacional.

Adolfo Roque (ex-patrocinador)
Américo de Sá (ex-presidente)
António Feliciano (ex-treinador e coordenador das camadas jovens)
António Morais (ex-treinador)
Costa Soares (ex-treinador das camadas jovens)
José Maria Pedroto (ex-jogador e ex-treinador)
Pôncio Monteiro (ex-dirigente)
Rui Filipe (ex-jogador)
Teles Roxo (ex-dirigente)
Zé Beto (ex-jogador)

sábado, 16 de abril de 2011

Recordando Pôncio Monteiro


Na semana em que veio a público, a forma nojenta e odiosa como na Benfica TV foi usada a dedicatória que Pinto da Costa fez do título a Pedroto e Pôncio Monteiro, recordo uma história deliciosa contada por Manuel Queiroz, envolvendo Pinto da Costa e aquele que, na altura, era o seu vice-presidente financeiro.

«Estaríamos aí pelo Outono de 2003. A Federação Portuguesa de Futebol proporcionou uma longa visita guiada aos estádios em construção para o Euro 2004 que terminou no Algarve. No regresso ao Porto, no autocarro que nos levara, vínhamos, já de noite, que me recorde, o dr. Pôncio Monteiro, o jornalista Oliveira e Castro e eu.

Uma longa viagem em que o Dr. Pôncio, sempre bem disposto, contou muitas histórias. E uma delas foi esta: “Tínhamos ido, contava Pôncio Monteiro, logo no início do primeiro mandato de Pinto da Costa, a Gijon contratar o Fernando Gomes. Fomos de carro, eu e o presidente e a coisa lá correu ao jantar. O Fernando Gomes também estava à mesa e logo no início do jantar disse que queria sair do Gijon e vir para o Porto – claro, já estava industriado. Depois negociámos e o negócio lá se fez por 20 mil contos. Uma verba grande na altura, até porque não tínhamos dinheiro para nada.

“Acabou o jantar e metemo-nos no carro, já tarde, para vir embora para o Porto, eu e Pinto da Costa. Entrei no carro, sentei-me, estava preocupado. E disse: ‘Ó presidente, 20 mil contos pelo Gomes, pois… mas nós não temos isso… Diga-me lá onde é que você vai buscar o dinheiro?’ ‘Dinheiro?, disse ele. Dinheiro? Você é que é o vice-presidente financeiro não é? Então tem que tratar disso’”.»
Manuel Queiroz
Semanário Grande Porto, 24/12/2010


Um grande portista, que serviu o seu clube do coração ao longo de muitos anos, de diferentes maneiras e sempre de forma desinteressada. Este título também é dele, do Dr. Pôncio.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Pôncio Monteiro 1940/2010


A notícia não é inesperada mas não deixa de ser triste. Pôncio Monteiro deixa-nos aos 70 anos, depois de doença súbita.


Na nossa memória de portistas ficarão para sempre a garra, a determinação e o pundonor deste ex-dirigente do clube que tão bem o soube defender em público, por vezes em circunstâncias extremamente difíceis. Quem não se lembra do famigerado programa "Os Donos da Bola"?


Pôncio Monteiro, reputado proprietário duriense, licenciado em Economia, fez parte da primeira Direcção do Futebol Clube do Porto encabeçada por Jorge Nuno Pinto da Costa em 1982, na qualidade de Vice-Presidente. Ocupou lugar idêntico na Direcção da Federação Portuguesa de Futebol.


Paz à sua alma.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

"Atitudes simiescas"

No programa 'Prolongamento' de ontem, no meio de diversos ataques nojentos acerca do carácter de João Moutinho e do treinador do FC Porto, o representante do Sporting classificou o comportamento de André Villas-Boas no banco de "atitudes simiescas". E, ao contrário do que se possa pensar, não se tratou de um lapsus linguae, porque Eduardo Barroso repetiu esta expressão três ou quatro vezes.

O Dr. Pôncio Monteiro é, indiscutivelmente, um grandessíssimo portista mas, atendendo à sua idade, e depois do AVC que sofreu, é uma pena que já não tenha a energia para enfrentar este doutor de maus fígados e responder-lhe com o tom e conteúdo que ele merecia.

P.S. Penso que as afirmações alarves do dr. Barroso, mereciam uma resposta mais séria e contundente do que estas pequenas labaredas.