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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A outra cadeira de sonho

Adeptos Portistas no Dragão Caixa (clicar na foto para ampliar)

Porque o FC Porto não é só Futebol.

Porque as modalidades coletivas de pavilhão fazem parte da gloriosa história do FC Porto.

Porque treinadores e atletas de Andebol, Basquetebol e Hóquei em Patins, quando envergam a nossa camisola o fazem, na sua esmagadora maioria, com total dedicação.

Porque no Dragão Caixa se sente a Alma Portista.

Porque o Dragão Caixa é a nossa segunda casa (para alguns Portistas é mesmo a primeira).

E por tantas outras razões, chegou a hora de renovar o Lugar Anual no Dragão Caixa para a época 2017/2018.

O Lugar Anual (exclusivo para sócios), para as três modalidades, tem um custo de 128 euros, abrangendo todos os jogos disputados no Dragão Caixa para o campeonato, Taça de Portugal e competições europeias.

O Lugar Anual para uma das modalidades tem um custo de 48 euros.

Espero que, ao longo da época 2017/2018, os sócios e adeptos do FC Porto regressem em força e encham mais vezes o Dragão Caixa.

Porque alta competição não é só no Futebol.

Porque o FC Porto não é só Futebol.

E porque para nós, Portistas, há outras cadeiras de sonho.

domingo, 18 de junho de 2017

Um título com dedicatória

FC Porto campeão nacional de Hóquei em Patins 2016/17 (fotos: FC Porto)

«O FC Porto Fidelidade conquistou na tarde deste domingo o 22.º título de campeão nacional de hóquei em patins. Na derradeira jornada do campeonato, os Dragões ultrapassaram o Benfica na classificação após ambas as formações terem partido com 65 pontos para os jogos de todas as decisões. Com desvantagem no confronto direto (primeiro critério de desempate), os azuis e brancos eram obrigados a fazer melhor do que os encarnados no pavilhão do Sporting e conseguiram-no: na 26.ª jornada venceram o Riba D´Ave por 11-4 e beneficiaram do empate no dérbi lisboeta (5-5). (…)
Um minuto de sofrimento e tensão máxima, numa comunhão entre adeptos, jogadores e equipa técnica, que terminou com uma explosão de alegria.»
Texto extraído de ‘Sprint final para o Título


A equipa técnica, liderada por Guillem Cabestany, os jogadores, os dirigentes da secção de Hóquei em Patins do FC Porto e o vice-presidente do clube com a tutela das modalidades, Vítor Hugo, estão de PARABÉNS!

Este foi um título merecido e inteiramente justo.

Mas este foi, também, um título sofrido, muito sofrido, com várias dedicatórias.

Em primeiro lugar, é um título dedicado aos dedicados adeptos das modalidades do FC Porto, principalmente a adeptos como o Sérgio Gomes, o Joaquim Vidal, o Fernando Delindro, o Pedro Ferreira, o “Ricky”, etc., que estão lá sempre e não apenas nos jogos grandes, ou quando há possibilidade de comemorar títulos. Com adeptos destes, acredito que há futuro para as modalidades do FC Porto.

Em segundo lugar é dedicado aos árbitros, na pessoa do senhor Miguel Guilherme, os quais tiveram a “infelicidade” de, em inúmeros jogos deste campeonato, errar contra o FC Porto e/ou a favor do SLB. Obrigado. Ganhar assim, contra tudo e quase todos, faz parte do nosso ADN e dá-nos mais força para enfrentar o futuro.

Finalmente, é um título dedicado à comunicação social nacional-benfiquista (um dos principais tentáculos do polvo), particularmente aos pseudo jornalistas da (B)TVi24, cujos comentários, ditos num misto de frustração e raiva, ficarão para a história do jornalismo tuga, “isento e imparcial”.

P.S. Parece que o golo anulado ao clube do regime, a cerca de 20 segundos do final do Sporting x SLB, foi bem anulado (as regras do hóquei não permitem que um golo seja marcado com o corpo…). É uma pena porque, se o golo tivesse sido mal anulado, eles, que estão tão habituados a ganhar títulos ao colinho, iriam provar do próprio veneno.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Sócio, estás convocado!

Moncho López e alguns dos adeptos do sector S4 (Junho de 2011)

Vencemos na nossa casa, com os nossos adeptos, que foram incansáveis no apoio. (...) Nos jogos em casa, há muito que me arrepio com os adeptos, que merecem muito o título. Nem é a questão do número, mas sim da paixão. O grupo que está atrás do nosso banco é fantástico, incansável.”
Moncho López, 03-06-2011


Contra todas as previsões, o FC Porto foi campeão nacional de basquetebol na época passada (2015/2016), interrompendo um ciclo de vitórias do SLB, equipa que tinha (e continua a ter) um orçamento muito superior ao nosso.
Provavelmente, muitos portistas nem saberão.

No início desta época, o FC Porto conquistou a Supertaça de Basquetebol, voltando a derrotar (por 84-70) os encarnados de Lisboa.
Provavelmente, muitos portistas nem saberão.

Após a disputa dos primeiros 22 jogos (todos contra todos) da fase regular da Liga Portuguesa de Basquetebol, o FC Porto ocupava a 1ª posição.
Provavelmente, muitos portistas nem saberão.

Após a disputa da totalidade dos jogos da fase regular (32 = 22+10), o FC Porto terminou em 1º, o que lhe garante a vantagem (teórica) do fator casa nas eliminatórias dos Play-offs.
Provavelmente, muitos portistas nem saberão.

O FC Porto iniciou os Play-offs (1/4 finais) no passado dia 5 de Maio, tendo como adversário a Ovarense. Todas as eliminatórias dos Play-offs são disputadas à melhor de cinco jogos, mas os dragões precisaram apenas de disputar três jogos, dois no Dragão Caixa e um no Arena Dolce Vita, para eliminar a equipa de Ovar com um parcial de 3-0 (95-72; 92-63; 97-68) e seguir em frente.
Provavelmente, muitos portistas nem saberão.

Eu digo que nem saberão, porque a esmagadora maioria dos adeptos portistas (e dos dirigentes, e dos adeptos-comentadores) parecem estar apenas focados na equipa de futebol e cada vez mais alheados dos atletas, treinadores e equipas das restantes modalidades do FC Porto, algo que já era visível em anos anteriores, mas foi ainda mais notório ao longo desta época.

Qual será a percentagem dos adeptos (e dirigentes!) do FC Porto, que conhecem os atletas da equipa de basquetebol e, por exemplo, sabem o respetivo nome e em que posição jogam?

De facto, na mesma época em que a equipa de futebol jogou na “fortaleza do Dragão” e, nos jogos fora, foi acompanhada por uma maré de adeptos azuis-e-brancos, a equipa de basquetebol disputou a maior parte dos jogos em casa num pavilhão cheio de… cadeiras vazias.

E pior, no dia 23 de Abril, no último jogo em casa da fase regular, em que foram precisos dois prolongamentos para derrotar uma muito competente equipa do Vitória de Guimarães (por 101-96), chegados ao final do 4º período, assisti atónito à debandada de muitos dos poucos adeptos presentes.
No momento mais crítico do jogo, ver dezenas de adeptos portistas a abandonarem a sua equipa de basquetebol, para não perderem um minuto do jogo FC Porto x Feirense, que ia começar no estádio ao lado, é algo que não consigo compreender.

Há excepções?
Claro que há e nestes tenho de referir o grupo de adeptos que Moncho destacou em Junho de 2011 (e que seis anos depois são praticamente os mesmos).

Adeptos no jogo FC Porto x Juventus Utena (em 27-09-2016)

Para quem não sabe, eu recordo que esta Equipa é a única equipa sénior coletiva do FC Porto que, esta época, pôde ostentar o escudo de campeões nacionais na gloriosa camisola azul-e-branca.

Pendão de campeão nacional de basquetebol pendurado no Dragão Caixa (foto: José Lacerda)

Mas, independentemente de serem os atuais campeões nacionais, este treinador, estes jogadores, este grupo de trabalho, esta EQUIPA são campeões na entrega, na garra, na atitude com que defendem as nossas cores.

E nós, adeptos do FC Porto, como é que retribuímos?
Vamos continuar a “apoiar” esta Equipa à distância, em casa, a ver os jogos pela televisão?
Então a nossa equipa, a Equipa de basquetebol do FC Porto, lutou arduamente para ser a melhor da fase regular do campeonato, de modo a poder beneficiar do fator casa nos Play-offs, e depois essa vantagem traduz-se num pavilhão semi-vazio?
Portistas, isto faz algum sentido?

Porque o FC Porto não é só futebol, faço daqui um apelo aos Portistas, a todos os Portistas (*) – aos sócios em primeiro lugar, mas também aos adeptos não-sócios, aos membros das claques e aos dirigentes do Clube: no próximo fim-de-semana, sábado e domingo, vamos encher o Dragão Caixa (não é difícil, são apenas cerca de 2000 lugares) nos dois primeiros jogos das meias-finais do Play-off.

Vamos trocar o sofá por uma cadeira de sonho no Dragão Caixa. Vamos ser o sexto jogador e ajudar a nossa Equipa de basquetebol neste caminho para a Final do Play-off.

Equipa técnica e plantel (**) da época 2016/2017 (foto: FC Porto)

Portistas, se ajudarmos os atletas do FC Porto a ganhar, estaremos a ajudar-nos a nós próprios, porque eles trazem o nosso emblema ao peito, eles representam as nossas cores, eles são a nossa extensão dentro do campo.

POOOOOOOOOOOOORTO!


Nota: Só logo à noite, após o jogo Vitória SC x Galitos Barreiro, será conhecido o adversário do FC Porto nas meias-finais do Play-off. No entanto, o 1º jogo das meias-finais já está agendado para as 15h00 do próximo sábado.

(*) Este apelo é dirigido a todos os Portistas mas, naturalmente, será mais fácil de ser correspondido por quem mora no Porto ou nos concelhos limitrofes.

(**) Na foto do plantel faltam dois jogadores - José Silva e Miguel Queirós - porque quando a mesma foi tirada estavam ao serviço da seleção nacional.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Para quem foram os bilhetes?

«Ontem foram postos à venda os bilhetes para o quarto jogo [da final do playoff da Liga de Basquetebol], marcado para depois de amanhã [sábado, dia 28 de Maio], também às 21h00, e esgotaram logo a seguir. Nos dois jogos vai estar casa cheia, o que garante um forte apoio à equipa. Este jogo, como o de amanhã, terá transmissão em direto no Porto Canal.»
in Dragões Diário, 26-05-2016


Dragão Caixa

Sem contar com a pequena bancada amovível existente do lado poente e que, em jogos de basquetebol, é destinada a atletas dos diversos escalões, treinadores, seccionistas, elementos ligados à Associação de Basquetebol do Porto, etc., o Dragão Caixa tem uma lotação de aproximadamente dois mil lugares. Assim sendo, descontando os camarotes (120 lugares) e os lugares anuais vendidos esta época, para cada jogo devem sobrar cerca de 1700 lugares.
Contudo, é sabido que a Direção do Clube reserva (entrega gratuitamente?) uma parte dos bilhetes disponíveis nos jogos das modalidades para uma das claques do FC Porto (não é por acaso que a bancada Sul do Dragão Caixa é conhecida como a bancada dos SuperDragões).

Resta então saber: Quantos bilhetes foram postos à venda nos sete locais habituais – Loja do Associado; FC Porto Stores ArrábidaShopping, Baixa, NorteShopping, El Corte Inglés Gaia-Porto e Off Season; e papelaria Carlin (Shopping Center Cidade do Porto)?

Não sei, mas gostava de saber. O que eu sei é o seguinte: na FC Porto Store do NorteShopping, os bilhetes que, supostamente, foram postos à venda às 14h00 da passada quarta-feira, esgotaram às 14h20.

Quantos bilhetes se conseguem vender em 20 minutos?
Conhecendo o processo de venda de bilhetes para as modalidades (que implica pedir o cartão/número de sócio, verificar a existência de lugares disponíveis para o sector pretendido, imprimir o bilhete, processar o pagamento), eu diria que conseguir executar todo o processo de venda de um bilhete num minuto será muito bom.
Ora, admitindo que em cada um dos locais de venda se conseguiu, em média, vender 1 bilhete por minuto, como os bilhetes para o 4º jogo da final do playoff da Liga de Basquetebol esgotaram em 20 minutos então, no máximo, terão sido postos à venda uns 140 bilhetes (20 minutos x 7 locais de venda).

Apenas 140 bilhetes?
Para onde foram os restantes bilhetes?
Para amigos de elementos da "estrutura"? Para amigos de amigos? Para quem?
Tem a palavra a Direção do FC Porto se, em relação a este assunto, quiser ser transparente, esclarecer os sócios e não dar azo a especulações.


No último FC Porto x SLB disputado no Dragão Caixa (em 16-03-2016), não faltavam... cadeiras vazias

P.S. O basquetebol portista regressou esta época ao escalão principal, mas nem o bom desempenho da equipa azul-e-branca (em linha com as melhores expectativas) evitou que, nos jogos disputados em casa, o Dragão Caixa tenha estado quase sempre semi-vazio. E até nos quatro jogos dos playoff que já disputou em casa (nos dois jogos contra o Vitória Guimarães, para os quartos de final e nos dois clássicos contra a Ovarense, para as meias-finais), sobraram imensas cadeiras vazias e dezenas de bilhetes para adeptos das equipas adversárias (sim, eu estive lá e vi).
Chegados à final e havendo a possibilidade do FC Porto se sagrar campeão, "milagrosamente" o pavilhão esgotou… quase antes dos bilhetes serem postos à venda!
Ontem como hoje, nada como o cheiro a festa para mobilizar milhares de fãs do basquetebol (por onde andaram nos últimos três anos?) e até para transformar adeptos do futebol em adeptos das modalidades…

P.S.2 [atualização, 23:40] Segundo os serviços do FC Porto, para o jogo 3, disputado hoje à noite, o Dragão Caixa estava esgotado desde o passado fim-de-semana.
Esgotado? Eu não percebo como é que num pavilhão esgotado existem dezenas (centenas?) de cadeiras vazias, principalmente nas duas bancadas de topo (conforme foi perfeitamente visível durante a transmissão televisiva).

P.S.3 [atualização, 23:50] No jogo de hoje à noite, uma das cadeiras que esteve vazia foi a do presidente do clube. De facto, à mesma hora que a equipa de basquetebol do FC Porto disputava um jogo fundamental, Pinto da Costa estava em Nogueira da Regedoura, numa festa com elementos de várias casas do FC Porto.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Modalidades de alta competição: antevisão da nova época

[Artigo de autor convidado: José Pedro Costa Lima]

Este fim de semana tivémos o primeiro jogo da época de Andebol, marcando o regresso das modalidades do Caixa. Começo aparentemente dificil, com uma visita a Aguas Santas mas resolvido competentemente com a primeira vitória da época. Nada então como um pequeno “preview” sobre as nossas equipas que vão evoluir no Caixa este ano:

Andebol: Porto reforçou-se muito bem, com dois jogadores cruciais retirados a Benfica e Sporting, Areias e Rui Silva à cabeça das contratações para esta época. Outra grande “contratação” foi a manutenção de Gilberto Duarte, claramente o melhor jogador do campeonato passado. De saídas destacam-se Joao Ferraz e Mick Schubert. No entanto a noticia aqui é a saida do homem que nos levou a 6 dos 7 titulos do hepta. Obradovic pela sua competencia e carisma vai fazer falta mas acredito que seja bem substituido por Ricardo Costa que já foi seu pupilo. Na baliza Tino e Quintana, os dois melhores guarda redes portugueses de muito longe, continuarão a ser garante de muitissima qualidade.

Do lado do adversário Sporting também se reforçou bem e com uma mudança de treinador para alguem (Zupo Equisoain) de inquestionavel competencia, ABC, Carnide e Aguas Santas parecem-me correr por fora. Acredito que o P0rto terá o favoristismo mas o Sporting promete dar muita luta. Não esquecer que desde ano passado esta modaliade se decide num playoff final o que dá (como já deu) espaço para que as coisas possam ser “equilibradas” doutra maneira, como quase foram ano passado.
Relevo também para a entrada direta na fase de grupos da Liga dos Campeões, o que só prova o enorme prestigio que esta equipa adquiriu nos ultimos anos.


Hoquei: Finalmente a verdadeira “vassourada” no Porto que já há 2 anos era necessaria. To Neves não era o único problema e concerteza que não foi o único culpado dos insucessos dos ultimos 2 anos mas não conseguiu como treinador imitar os enormes sucessos que teve como jogador.Sai quase um plantel inteiro (pedro Moreira, Caio Ricardo Barreiros…) e na minha opinião lamentavelmente o nosso REI Ventura sai também.
As contratações dão esperança: um treinador competente (Cabestany) e contratações como Gonçalo Alves ou o regresso de Reinaldo Garcia são excelentes apostas para um novo ciclo de sucesso.
Quanto aos adversarios, o Recreativo de Carnide mantem plantel (saem Lopez e Tuco) e ainda o reforça com duas contratações brutais como Marc Torra e JordiAdroher. Não esquecer que mantem Nicolia no plantel ainda a rir-se do golo marcado à selecção no ultimo Mundial. Oliveirense alem do To Neves foi buscar Ricardo Barreiros, Caio, Pedro Moreira e ainda Carlos Lopez e será um adversario fortissimo.
Não há como negar aqui o favoritismo do 5LB e precisaremos de uma grande época para o contrariar, Veremos se a equipa liderada pelo veterano Edo e pelo sangue novo do Helder Nunes o conseguirá fazer
Não esquecer que disputaremos e com legitimas ambições, a Liga dos Campeões que há muito nos foge.

Basquete: Grande revolução para um muito ansiado regresso do Basquete de primeira depois de tres anos de sucesso do Dragon Force. POrto reconstroi o plantel e mantem Moncho, alias como tinha de ser para um ataque ao titulo. Várias entradas (3 americanos,1 comunitario e ainda 2 portugueses, Silva e Hartmann). Não posso comentar a qualidade das contratações (não conheço nenhum dos americanos) mas confio plenamente na avaliação que certamente o Moncho Lopez fez. A sul, um investimento completamente milionario incluindo um ex-finalista da NBA e segundo melhor marcador em França, no que parece ser uma medida acertada dado que tem de disfarçar a incompetencia tecnica e moral do treinador. Apesar desta reconstrução creio que será um ano de transição para o Porto, pelo que atribuo 90% de favoritismo ao Carnide e 10% ao Porto (essencialmente porque Lisboa é um treinador miseravel). Não me parece que nenhima outra equipa tenha hipotese.
Disputaremos também as competições europeias o que certamente será um factor adicional de motivação para todos.

Tudo dito, agora... vamos ao Caixa! Muito portistas me dizem que nunca lá foram o que me parece um bocado incrivel. Não só é um espaço quase perfeito, como as equipas que jogam lá são nossas tanto quanto o futebol, dentro do que é um ambiente muitas vezes absolutamente fantastico. Mais, é um sitio ideal para levar crianças. A aproximação ao jogo e proximidade dos jogadores bem como o excelente habito de no final todos cumprimentarem o publico leva a que os mais novos tenham lá uma experiencia muito melhor da que tem no Estadio. Alem disso é barato os bilhetes costumam ser 2€ para socios…

Não há desculpa para não ir. Dia 12 primeiro jogo-treino da equipa de Basquete contra o Oviedo.

PS - O Reflexão Portista agradece ao José Pedro a elaboração deste artigo.

sábado, 13 de junho de 2015

É Obra… dovic!

Sporting tenta Ljubomir Obradovic (in Record, 06-06-2015)

Ljubomir Obradovic
«Sporting dobra salário do treinador portista Obradovic
Depois do futebol, o andebol. Após o golpe que foi a contratação de Jorge Jesus, o Sporting está a tentar reeditar uma “bicada” noutro rival e noutra modalidade. Ljubomir Obradovic, técnico que conseguiu seis campeonatos consecutivos ao serviço do FC Porto, é alvo dos leões para treinar a equipa de andebol. (…)
À imagem do que o clube liderado por Bruno de Carvalho fez no futebol, no andebol o plano para regressar aos títulos na modalidade passa por tirar o treinador a um rival.
Obradovic, que também foi campeão nacional pelo Belenenses (em 1993/94, época do último título do histórico lisboeta), está em final de contrato com o FC Porto e há interesse entre todas as partes para que o treinador de 60 anos, que também acumula o cargo de selecionador de Montenegro, continue no Dragão Caixa. Mas o Sporting quer aproveitar o facto de a renovação de contrato ainda não estar definida para “desviar” o técnico.»


Conforme é público, o Sporting teve de fazer uma reestruturação financeira, que incluiu a emissão de 80 milhões de valores mobiliários, obrigatoriamente convertíveis em ações, as quais servem para pagar dívidas ao Novo Banco (24 milhões de euros) e Millenium BCP (56 milhões). Este processo só ficou concluído em 17 de Dezembro de 2014.

Conforme é público, a Doyen Sports entregou uma queixa no Tribunal Arbitral do Desporto contra o Sporting (a qual deverá ser decidida nas próximas semanas), onde exige 16 milhões de euros, por a SAD leonina não ter pago o valor correspondente aos 75% dos direitos económicos que este fundo de investimento detinha do jogador Marcos Rojo (transferido do Sporting para o Manchester United por um valor de 20 milhões de euros).

Conforme é público, devido a incumprimento das regras do fair play financeiro, o Sporting foi punido pela UEFA e só vai ter a possibilidade de inscrever 22 jogadores (e não os habituais 25) nas provas europeias da próxima época (relativamente à lista A).

Perante estes factos (todos referentes ou concluídos nos últimos meses), perante esta realidade, como é possível que o Sporting, quer no futebol (a SAD), quer nas modalidades (o Clube), revele tamanha saúde financeira e tenha capacidade para estas abordagens milionárias ao mercado?

É Obra… dovic, carago!

domingo, 17 de maio de 2015

25 anos de dragão ao peito

Reinaldo Ventura (clicar na imagem para ampliar)

Após 25 anos de dragão ao peito, ontem, no derradeiro jogo do campeonato 2014/2015, REInaldo Ventura fez o seu último jogo com a camisola do FC Porto.


Nas 20 épocas em que representou o FC Porto a nível sénior, REInaldo Ventura conquistou 13 Campeonatos Nacionais, oito Taças de Portugal, dez Supertaças e uma Taça CERS.

No dia em que completou 37 anos de idade, REInaldo Ventura despediu-se dos adeptos portistas. Alguns dos adeptos que o acompanharam nas últimas duas décadas não puderam estar presentes (à mesma hora estavam a caminho de Odivelas, para apoiar a equipa de Andebol), mas muitos outros quiseram despedir-se do “careca”.

Entre eles esteve Cristiano Pereira, também ele um símbolo do hóquei portista, também ele capitão da equipa azul e branca, que fez questão de ir ao Dragão Caixa para dar um abraço ao “Rei”.

Cristiano Pereira no Pavilhão Américo de Sá

Numa altura em que faltam referências e as modalidades do FC Porto não estão a viver o seu melhor momento, faço votos que o REInaldo Ventura não seja o último dos moicanos e que, nos próximos anos, possamos ter outros Reinaldos, quer no hóquei, quer nas restantes modalidades do FC Porto.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Hóquei e o downsizing das modalidades

Há cerca de um ano atrás, publiquei um artigo (Hóquei, três anos depois do Deca), onde escrevi o seguinte:

«Haverá dinheiro para o FC Porto fazer a renovação que se impõe e, simultaneamente, construir um plantel melhor?
Estará a secção de Hóquei em Patins do FC Porto suficientemente bem estruturada, para viver sem a presença (e apoio financeiro) de Ilídio Pinto, o homem que, do quase nada, transformou o hóquei em patins azul-e-branco numa das maiores potências a nível mundial?
Um ano depois do FC Porto ter ganho a dobradinha, não estou nada optimista com o futuro do hóquei portista.»

Maio de 2015. Onze meses depois de ter publicado esse artigo (quase premonitório)…

O JOGO, 03-05-2015

Olhando para o futuro… É do conhecimento público, há já alguns meses, que na próxima época haverá uma profunda renovação no hóquei portista.

SAÍDAS: Tó Neves, Ricardo Barreiros, Caio e Pedro Moreira, todos para a UD Oliveirense e Reinaldo Ventura para OC Barcelos.

ENTRADAS: Guillém Cabestany (espanhol, novo treinador), Gonçalo Alves (UD Oliveirense), Telmo Pinto (AD Valongo), Alvarinho (AD Valongo) e Reinaldo García Mallea (Barcelona).

Será suficiente para voltarmos aos sucessos nesta modalidade?

Num dos comentários ao artigo que publiquei há um ano atrás (em Junho de 2014), escrevi o seguinte:

«O FC Porto iniciou o processo de renovação na época passada [2012/2013], com a contratação de Hélder Nunes, e para a próxima época [2014/2015] já contratou o Rafa (o qual tinha saído do FC Porto para o Valongo… ).
Chega? Eu acho que não.
Mas será que há dinheiro para mais e melhores jogadores?»


Dinheiro. Esta é a questão fundamental.
Parece-me óbvio, que as modalidades de alta competição do FC Porto estão a passar por um processo de downsizing.

No basquetebol o downsizing foi brutal e, inclusivamente, levou ao fim da equipa principal e à extinção da sociedade desportiva que o clube tinha criado para esta modalidade.

No andebol, há muitos anos que o dinheiro não abunda e, consequentemente, a base da equipa principal são jogadores da formação portista, ou que chegaram ao clube ainda jovens.
Mais. Não havendo dinheiro para manter os melhores jogadores formados e/ou moldados no FC Porto (ex: Tiago Rocha e Wilson Davyes), há uns anos atrás iniciou-se a contratação de jogadores cubanos (Alfredo Quintana, Daymaro Salina, Alexis Hernandez, Yoel Cuni Morales), num mercado que é mais acessível a clubes menos endinheirados.
O próximo a sair deverá ser o MVP do campeonato português, Gilberto Duarte

E o hóquei?
O hóquei está a seguir o mesmo caminho (da redução de custos), substituindo jogadores consagrados (com muitos títulos no currículo), por jovens valores, alguns dos quais com passado nas camadas de formação portista.

Contudo, esta lógica de tentar fazer mais gastando menos, não será fácil de implementar.

O SL Benfica está num processo inverso ao do FC Porto. Cada vez aposta (gasta!) mais nas modalidades (andebol, basquetebol, futsal, voleibol, hóquei, atletismo, etc.) e, por aquilo que se sabe, já terá assegurado dois reforços de top internacional – Marc Torra (FC Barcelona) e Jordi Adroher (HP Braganze) – para o plantel de hóquei da próxima época.

Mas não é só o SLB. Também a UD Oliveirense tem estado em força no mercado e, para além do treinador e dos três jogadores do FC Porto que referi atrás, já terá assegurado as contratações de Carlitos López (SL Benfica) e de dois hoquistas que, na época passada, foram campeões nacionais pelo AD Valongo.

Há quem questione e especule de onde virá esta abundância de dinheiro da UD Oliveirense e, principalmente, do SL Benfica (para o hóquei e para as restantes modalidades).
Para a realidade interna do FC Porto, isso é irrelevante.

O que me parece evidente é que as modalidades de alta competição do FC Porto terão de apreender a viver com menos e fazerem o “impossível”, isto é, disputar títulos com quem gasta o dobro, o triplo ou mais.

O JOGO, 05-05-2015

Ora, por aquilo que se sabe nesta altura, na próxima época o plantel do hóquei portista deverá ser o seguinte:

Guarda-redes: Edo Bosch, Nelson Filipe
Jogadores de campo: Jorge Silva, Vítor Hugo, Hélder Nunes, Rafa, Reinaldo Garcia, Telmo Pinto, Alvarinho, Gonçalo Alves

É com estes e com um novo treinador, que o FC Porto terá de construir uma nova equipa de hóquei em patins, com muitos jogadores jovens e, no início de um novo ciclo, procurar fazer o “impossível”.

domingo, 20 de outubro de 2013

Fim de semana em cheio

O FC Porto x Trofense foi o centro das atenções. Os dragões cumpriram, venceram por 1-0 e seguem em frente na Taça de Portugal.

Mas o FC Porto não é só futebol e nas modalidades o desempenho foi brilhante.

No basquetebol, a jovem equipa do FC Porto/Dragon Force, superiormente orientada por Moncho López, foi a Ponte de Sôr defrontar a equipa que os tinha derrotado na final do Troféu António Pratas Proliga e venceu o Eléctrico FC, de forma clara, por 75-63.
Dois jogos, duas vitorias na Proliga. Melhor começo não podia haver.
E convém lembrar, a quem gosta de basquetebol, que daqui a uma semana, dia 27 de Outubro, às 16:00, há jogo no Dragão Caixa, frente ao Benfica B.


No hóquei em patins, na 31ª edição da Supertaça, disputada no Pavilhão Dr. Mário Mexia, em Coimbra, e com o "aliciante" de ser transmitida em directo na A BOLA TV, o FC Porto venceu a Oliveirense por 5-4 e conquistou a sua 19ª Supertaça (61% das edições foram ganhas pelos dragões)!

Finalmente e para fechar com chave de ouro, um dia histórico para o andebol portista. Num Dragão Caixa com apenas 1.102 espectadores, mas que nunca deixaram de apoiar, os dragões derrotaram os franceses do Dunkerque por 22-21 e alcançaram a primeira vitória do FC Porto na fase de grupos da EHF Champions League.


Quem quiser saber mais pormenores, recomendo a leitura da crónica deste jogo no 'Tribuna Portista'.

Daqui a quatro semanas, dia 16 de Novembro, disputa-se o FC Porto x Wisla Plock. Espero que, nessa altura, Ljubomir Obradovic já possa contar com os lesionados Alvaro Ferrer, Pedro Spinola e Hugo Rosário, bem como, com um pavilhão cheio, como esteve na recepção ao Kiel.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Porto: cada vez mais Futebol Clube

Por André Machado

A vencer desde 1893. É este o “benchmarking” de tantos portistas como eu, que no alto das suas cadeiras de sonho, profissionalmente falando, aplicam esta filosofia, sem pestanejar, no seu dia-a-dia. A transposição é permanente. Nunca esquecida. Vencer desde a sua nascença. Vencer desde a sua existência. Vencer. Ganhar. Conquistar. Crescemos a sentir o Porto e a pagar cara cada vitória. Nas Antas torcíamos mais do que os outros, acreditávamos mais do que os outros, ficamos conscientes e convictos que, para sermos melhores, teríamos forçosamente que fazer mais, e acima de tudo fazer mais do que os “outros”. Assim o fizemos. Assim trouxemos esta bagagem para a nossa vida profissional, pessoal. O Porto foi e é uma escola de homens. O Ensinamento. O Exemplo.


Mas nós, e quando me refiro a nós, falo na globalidade da essência do que é ser “portista”, não fomos os únicos a abraçar o crescimento e a maturidade. O Porto, também ele, cresceu. Mudou de casa. Triplicou o número de colaboradores. Quadruplicou o valor das suas equipas. Até diversificou a sua actividade e fundou novas empresas. Sempre a vencer, pelo menos dentro do campo. Nas quatro linhas. Na sua máxima preocupação, o Futebol. No “core” da sua existência, o Desporto Rei. Mas fora dele, parece esfumar-se no tempo, como um dia de neblina pela manhã, esta vontade de ser mais. Esta vontade de ser Porto.

Hoje o Porto não é só emoção, não representa apenas uma causa, uma região. Hoje o Porto é razão. É negócio, é activo e passivo. Hoje o Porto é lucro, organização, rentabilidade. Hoje o Porto somos todos nós, mas não só. Hoje o Porto é “mais” SAD. Mas é “menos” Comercial, menos Estádio, menos Multimédia, menos Seguros, menos Viagens, e claramente, é hoje menos Modalidades. Podia ser mais, mas não é. Hoje o Porto é muito, podia ser bem maior, mas parece teimar em não querer ser.


Classifico, desportivamente, como irrepreensível o trabalho da estrutura da SAD e respectivos elementos. Classifico como únicos os feitos e as conquistas alcançadas. Reconheço uma validade e um valor extremo e ímpar. E este reconhecimento abrange as mãos de quem detém o destino do meu Clube. Porém, desconheço a estratégica, o posicionamento e a abordagem comercial. O fio condutor das outras estruturas que perfazem o Grupo. Desconheço a penetração comercial internacional pretendida. Desconheço a capitalização do “Brand Equity”, desagregado do activo “Futebol”. Desconheço a captação de investimento internacional na sponsorização do clube e no investimento na rubrica “Hospitality”, entre outras. Desconheço talvez porque ando desatento, talvez porque a Razão baralhe a Emoção, de quando em vez. Desconheço talvez porque haja menos comunicação mediática sobre estas rúbricas, desconheço porque talvez seja de menor escala a política expansionista do grupo. Desconheço, talvez porque não perceba de política alguma, para além da política desportiva, que é de fácil compreensão. Simplesmente desconheço. Prefiro assim.

Mesmo quando se fala em expansão, fala-se pouco em penetração global. Conhecem-se entradas específicas em Mercados Emergentes, nomeadamente na aquisição de novos activos, leia-se jovens jogadores. Mas referencia-se pouco a comercialização activa de merchandising personalizado, por exemplo, nestes Países. Quantas multinacionais, que se encontram em fase de penetração no Mercado nacional, terão sido abordadas? Quantas feiras desportivas de renome mundial contaram com a presença do FC Porto, enquanto expositor? Quantos Produtos foram Licenciados e activados fora do território nacional? Quantas vezes foi o Porto o veículo que aproxima as organizações internacionais do Mercado Nacional, capitalizando assim o investimento que as mesmas fazem no clube e elevando a mais-valia que significa a elaboração de uma parceria comercial com a organização? Quantos eventos captados internacionalmente, fora do âmbito desportivo foram captados e inseridos no contexto Estádio do Dragão / Dragão Caixa? Quantos modelos de sucesso foram analisados, estudados e seguidos, nas diferentes áreas de negócio? Desconheço. Sou um leigo. Uma vez mais, um cego. Se no capítulo desportivo não há discussão que resista pois a invencibilidade estratégica impera há mais de três décadas, o mesmo não se pode afirmar no que à capitalização e rentabilização de outras potencialidades do Clube, das Empresas e da Marca, diz respeito.

Pegando num exemplo bem próximo e actual, as novas plataformas digitais e os designados “Social Media” que vieram para ficar, a página oficial do clube, no Facebook, possui um elevado número de colombianos como fãs e seguidores das actualizações diárias e da realidade presente do clube, estando já no topo da tabela, fruto das estrelas que o Porto conseguiu captar, neste País. De que forma é que rentabilizamos comercialmente esta aproximação intercontinental? Quantos dos nossos patrocinadores oficiais (independentemente da sua classificação, “Gold or Silver”) ou parceiros, que possuem especial interesse nesta região do Globo, utilizaram este canal como meio e veículo de comunicação direccionada? São muitas as questões que possuo. Desconheço todas as suas respostas. Talvez por ser um leigo. Serei certamente um leigo nesta matéria.

A vencer desde 1893 continua a ser o “benchmarking” e o legado de tantos portistas como eu, que no alto das suas cadeiras de sonho, profissionalmente falando, aplicam esta filosofia, sem pestanejar. Já o fizeram no passado. Vencer desde a sua nascença. Vencer desde a sua existência. Vencer. Ganhar. Conquistar. O Porto foi e é uma escola de homens. O Ensinamento. O Exemplo. Porque no Porto sempre torcemos mais do que os outros, sempre acreditamos mais do que os outros, sempre fomos conscientes que para sermos melhores, teremos forçosamente que fazer mais, acima de tudo fazer mais do que os outros.

E, neste capítulo, no extra futebol, ainda não somos suficientemente “mais”. Ainda não somos “mais” do que os outros…

Nota: o Reflexão Portista agradece a André Machado a elaboração deste artigo.
   

quinta-feira, 21 de março de 2013

Chico-espertismos (dar com uma mão para tirar mais com a outra)

Foi decidido há alguns meses que o FCP clube passaria a dar à SAD 25% das receitas de quotização dos sócios, em vez de 75% como anteriormente (salvo erro, após moção apresentada por um sócio aprovada em AG do clube, ainda que não vinculativa) - com efeito a partir desta época. Diga-se de passagem que salvo erro é o clube que arca com todas as despesas de cobrança e administração dos sócios.

Louvei a decisão (que já defendia há muito), parecendo-me tanto justa como pragmática.

Justa, porque:

1) estamos a falar de quotas de sócios do clube e não de sócios da SAD.
2) o clube só detém 40% da SAD, sendo o resto detido por privados. Por consequência, a bem dizer tudo o que for oferecido à SAD traduz-se em 60% que se perde no universo FCP.
3) a SAD já açambarca para si 100% das receitas e lucro de merchandising e multimedia, quando certamente uma grande parte dos consumidores desses produtos o faz não por ser adepto do futebol do FCP, mas sim adepto do FCP na sua globalidade (aliás, alguns dos produtos de merchandising até são específicos a modalidades).

Pragmática, porque o montante em questão (penso que estamos a falar de uns 2 a 3M/ano a mais que passam a ficar nos cofres do clube, e a menos nos cofres da SAD) faz muito mais falta ao clube do que à SAD. No clube, pode fazer a diferença entre poder ser campeão num par de altas modalidades ou ter que as fechar; na SAD, corresponde a uns meros 2% do total de receitas.

Ora para minha grande surpresa e desilusão, verifico no R&C que pela calada (sem que houvesse qualquer discussão ou menção em AG do clube) os nossos directores decidiram tirar pelo menos tanto dinheiro ao clube em favor da SAD com a outra mão , e numa rubrica em que não consigo imaginar qualquer justificação legítima: suportes publicitários para as modalidades.

No R&C da SAD, a sub-rubrica «publicidade e propaganda» em FSE diminuiu o balanço negativo de 2.4M para 0.5M (no 1o semestre), mas apenas e só porque «o FCP clube já nao tem direito a receitas relacionadas com suportes publicitários para as modalidades, que passaram a estar afectos somente à FCP SAD» [sic]. Ou seja, uns 4M anualizados a menos para o clube e a mais para a SAD.

Isto para mim é inaceitável e traduz-se num chico-espertismo extremamente cínico e desrespeituoso dos sócios. No mínimo penso que deveria ser feito às claras e discutido em AG do clube, tratando-se de um montante muito significativo para o clube, mesmo que os dirigentes do clube tivessem a última palavra.

Para mim a lição a extrapolar é a seguinte: os dirigentes põem e dispõem das receitas do universo FCP como muito bem entenderem, sendo fútil aos sócios apresentar moções em AG (que ou caem em orelhas moucas, ou pior ainda dá-se a impressão de que se lhes faz a vontade desfazendo na prática o que foi aprovado, por outro lado). 

Concorde-se ou não, é legítimo (desde que as moções em AG não sejam vinculativas pelos estatutos, que tanto quanto sei não são), mas no mínimo espero transparência na forma como gerem a interface clube-SAD. Se para os dirigentes o papel dos sócios limita-se a pouco mais que eleger a lista vencedora de 3 em 3 anos, que o digam claramente; «faz-de-conta» é que não.

Isto só reforça a minha convição que no futuro pós-PdC (quando tal acontecer) seria desejável acabar com a promiscuidade entre clube e SAD, onde a direcção hoje é praticamente a mesma - com o presidente a passar a ser o único dirigente a acumular cargos nas duas entidades (i.e. sendo presidente do clube e presidente da SAD), dando portanto mais poder e influência aos dirigentes das modalidades.

quinta-feira, 7 de março de 2013

As quotizações dos associados do FC Porto

No I Encontro da Bluegosfera, no debate que se seguiu às apresentações do Painel 3 -  'As modalidades de alta competição têm futuro no FC Porto?', foi questionado o porquê da divisão das quotas dos associados do FC Porto, entre o clube e a SAD, ser de 25% - 75%.
Tendo em vista uma maior sustentabilidade das modalidades de alta competição (Andebol, Basquetebol e Hóquei em Patins), porque não uma divisão 50% - 50%?
Ou mesmo, porque não 100% para o clube e 0% para a SAD, se os associados do FC Porto são sócios do clube e não da SAD?
 
Na altura, houve quem discordasse da sugestão do clube passar a reter uma maior percentagem das quotas dos seus associados, dizendo, nomeadamente, que a FC Porto SAD não poderia abdicar dessa receita.
Mas, afinal, parece que pode...
 

«Relativamente ao total das quotizações dos associados do FC Porto que são transferidas para a sociedade desportiva, como contrapartida no acesso privilegiado e com descontos aos espectáculos desportivos, foi decidido, pela administração da FC Porto – Futebol, SAD e a direcção do FC Porto, alterar essa percentagem de 75% para 25%»
Relatório e Contas Consolidado 1S12, p.11
 
 
«A diminuição da rubrica “Receita de bilheteira” está relacionada, para além do facto de um menor nível de assistências nos jogos da equipa de futebol, à diminuição da percentagem de quotas transferidas do FCP Clube para a FCP SAD a partir da época de 2012/13 para 25%, quando na época de 2011/12 esta percentagem era de 75%
Relatório e Contas Consolidado 1S12, p.60
 
 
Foi uma boa decisão, que eu há muito defendia.
 
Agora, para que 75% da quotização dos associados seja uma receita significativa, é preciso tomar medidas para:
1º) Estancar a perda de associados com cotas em dia;
2º) Lançar uma campanha atrativa para recuperar sócios antigos (que deixaram de o ser) e angariar novos sócios.
 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Que tipo de clube querem os sócios ao certo?


Como matéria de reflexão para os participantes do encontro da bluegosfera que terá lugar amanhã e para os portistas em geral, em particular os sócios, deixo aqui 7 perguntas cruciais que me vieram à cabeça a propósito da extinção do básquete profissional. 

1   1) O FCP é alegadamente uma «instituição de utilidade pública».  Em que medida corresponde isso à realidade, exactamente?

Coloco a questão tendo em conta que cada vez mais a prática de desporto no clube se distingue menos de ginásios tipo Solinca e outros clubes privados (que ninguém considera como instituições de utilidade pública), onde para participar (mesmo os mais petizes) se tem que pagar de forma a cubrir os custos, ou a maior parte deles; e em que as infraestruturas do clube (Dragão Caixa, Olival, Constituição, ...) não são colocadas ao dispor da população (escolas, etc) – nem pagando, quanto mais a preço reduzido ou de borla.

     2) Os sócios do FCP querem um clube eclético (a la Barcelona) ou um clube dedicado – ou quase - ao futebol (a la Man United)? 

É uma escolha legítima dos sócios, já que mandam no clube que por sua vez manda, se assim quiser, na SAD (onde, mesmo em decisões por maioria da parte dos accionistas, é praticamente impossível aglutinar votos que derrotem propostas do clube). Se assim houver vontade, pode-se reencaminhar as receitas das quotas por inteiro para o clube e modalidades (hoje é apenas 25%) tal como forçar rendas mais altas à SAD pelo uso do estádio, ou reencaminhar receitas de merchandising de produtos do clube (que hoje vão por inteiro para a SAD). 

Um par de milhões de euros/ano pode fazer toda a diferença para as modalidades, mas corresponde a apenas 2 a 3% das receitas da SAD (que andam nos 80 milhões), não fazendo qualquer diferença entre ganhar ou perder campeonatos. Ou se preferirem, corresponde a uns 10% do preço de um Danilo.

      3)      Que modalidades querem salvaguardar acima de tudo? E a que nível de competitividade?
Eu quero um FCP eclético, mas divido conceptualmente as modalidades em dois tipos: as fundamentais  (como básquete, andebol e hóquei) , e as dispensáveis (pesca desportiva, campismo, futebol de praia, caça aos gambuzinos, ...). No caso das fundamentais, um défice estrutural é aceitável, desde que não excessivo;  as outras devem-se pagar a si próprias, ou no pior dos casos aceita-se um défice minúsculo (milhares de euros por ano) e/ou muito pontual. 

Quando à segunda questão, clarifico: é para ter equipas para ganhar títulos europeus? Ou apenas nacionais? Ou nem necessariamente isso? A verdadeira questão não é tão simples como «ter básquete ou não».

      4)      Até que ponto estão dispostos a sustentar défices nas modalidades em detrimento de outras (começando pelo futebol)?

Eu quero sem dúvida ter modalidades de alta competição fortes, mas não a qualquer custo.

Pegando no exemplo do básquete: não tenho problema que seja preciso «injectar» centenas de milhares de euros para ter um FCP que lute pelo título nacional, mas já não aceito que se tenha que injectar muitos milhões por ano de forma a ter uma equipa que lute por títulos europeus (onde há rivais com orçamentos superiores a 20 milhões de euros), à custa da competitividade do futebol (onde 10 ou 20 milhões a menos já podem fazer uma grande diferença). O que me leva a outra pergunta...

      5)      Mas afinal de contas quanto era o «buraco» no básquete profissional, aproximadamente?

Quando se toma uma decisão tão drástica convém que se explique direitinho, e os $$ em questão são um dado fulcral, que não foi mencionado. O «buraco» era de 10 mil euros/ano? 100mil? 1 milhão? Mais?
Estou certo que não ultrapassava 1 milhão, no pior dos casos, e todos os anos o clube envia 3 milhões de euros das quotas para a SAD. Porque não foi considerada a opção de propor um aumento de % de receitas das quotas dos sócios para as modalidades (em detrimento da SAD), de forma a evitar esta decisão drástica? O que me leva a outra pergunta...
  
6   6)   A direção do clube – que é basicamente a mesma da SAD - consultou (formal ou informalmente) os sócios sobre as questões acima abordadas?

Não. Nada. Népias. Porquê?

A meu ver os sócios não podem servir apenas para pagar quotas e votar de 3 em 3 anos (para além de serem consumidores dos produtos FCP, incluindo os jogos) - para além das AGs é incompreensível que não se utilizem por exemplo as novas tecnologias (para além de email, facilmente se fazem sondagens na Internet restritas a sócios).

É incompreensível (para mim) que numa decisão tão importante não tenha havido uma iniciativa de discussão mais ou menos pública com várias iterações e estudando várias opções de forma atempada (ainda que de forma não-vinculativa). Eu até compreendia que se fechasse o básquete profissional se o risco tivesse sido mencionado com muitos meses de antecedência e tivesse havido uma discussão aprofundada e alargada sobre as opções possíveis antes da tomada final de decisão (sendo uma delas apertar o cinto e lutar pelo meio da tabela, por exemplo, para não falar do já mencionado aumento de transferência de receitas de quotas), mas não foi de todo o caso, criando esta decisão «em cima do joelho» mesmo um problema com jogadores sob contrato e Relações Públicas (vidé notícias em Espanha, a propósito do Moncho). O que leva à pergunta final...

            7)      Deveriam os estatutos do clube serem mudados?

Penso que sim, e com a seguinte modificação: decisões-chave como a criação ou extinção de novas SADs para as modalidades, o encerrar da atividade profissional das modalidades de alta competição (lista específica de quais são essas modalidades a definir através de votação pelos sócios - e quem sabe para a maioria o básquete se calhar não é estratégico, o que duvido muito, mas o ponto é que só os consultando para se saber ao certo)  ou a abertura de novas modalidades de alta-competição (definindo como tal modalidades cujo orçamento seja superior a «x», por exemplo 500mil euros) só poderiam ser tomadas após aprovação em AG extraordinária

A direção do clube continuaria a dispor de autonomia total em decisões sobre o orçamento exacto e gestão operacional dessas modalidades, abertura/encerramento de outras modalidades, e sobre os escalões de formação na alta competição. Mas não em decisões que considero estratégicas, que pela sua dimensão requerem uma consulta específica aos sócios (já agora, aquando das últimas eleições a direção nunca mencionou a possibilidade de encerrar o básquete profissional).