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sábado, 6 de maio de 2017

Parece gozo...


O "Dragões Diário" falava há dias, e com muita razão, que as arbitragens prejudicam de tal maneira o FCP (hoje também, embora de forma mais sofisticada) que até "parecia gozo".
Ora, o mesmo se pode dizer da maneira como o nosso clube aborda, sistematicamente, partidas como a desta noite contra o Marítimo.

NES teima na sua ideia de que se conseguem ganhar jogos destes com apenas uns 3 ou 4 lances de verdadeiro perigo na área adversária e, por isso, um rei das assistências como Layún, tem mesmo é que ficar a assistir a estas partidas, pela televisão, na sua casa.
Layún, recorde-se, esteve envolvido em 33% dos golos do FCP na última época e, soube-se esta semana pel'OJogo, mesmo em 2016/17, consegue assistir e/ou marcar golos em menos tempo que o próprio Telles. Isto numa época em que, supostamente, o brasileiro esteve bem e que, apenas por isso e não por um qualquer eventual problema pessoal de NES com Layún, este tirou, por completo, o lugar ao mexicano.
Agora, ainda de acordo com NES, nem mesmo sem Maxi, Layún é necessário para o que quer que seja.
Layún dá golos e dá assistências. Coisas que o FCP precisa como do pão para a boca. Parece gozo, certo?

Também nesta última semana, Deco, que sabe uma coisa ou duas sobre o assunto, veio dizer que Otávio tem grande futuro como "10". Deco, ingénuo, ainda julga que os treinadores actuais deixam alguém jogar em tal posição fulcral. Errado. NES vê Otávio é como extremo. Ali, amarradinho ao lado direito, com menos visão global, é que ele está bem. Parece gozo ou não?

Mas falemos de coisas menos negativas.
Hoje, apesar de continuar sem criar grande perigo, não se pode dizer que o FCP tenha entrado a dormir na partida. Houve mais empenho, sem duvida. A má notícia é que esse nosso habitual sono passou para a segunda parte.
No golo do nosso adversário, 2-jogadores-2 do FCP ficaram, no chão, a ver a bola ser cabeceada para o fundo das redes. Verifiquem quem eles são.
Sabendo-se que hoje era ganhar ou ganhar (se é que ainda queríamos mesmo roubar o tetra ao slb), uma atitude destas dos nosso atletas é ou não gozo?

Recordam-se, por outro lado, daquele Soares-matador, cheio de raça e que não perdoava uma oportunidade nos seus primeiros jogos de dragão ao peito? Agora, e sem qualquer gozo, não ganha sequer os lances de ombro-a-ombro, quanto mais o resto.

Ah, e lembram-se daquele Marítimo mansinho, sonso e docinho da partida na Luz, há escassas semanas? Já não existe. Agora temos uma equipa que defende na perfeição e cheia de garra e que até só precisou de simular lesões, para queimar tempo, uma ou duas vezes. `
Se calhar, clubes destes, nem do "Jogo da Mala" precisam.
Estarão eles a gozar connosco ou nós é que somos uns grandes totós?

"Brahimi sempre a meter-se no barulho", repetiu vezes sem conta o bom do Luís Freitas Lobo durante a transmissão.
Bons bons parecem ser aqueles que não se metem no "barulho" e ficam à espera, sentados, que os golos (e os campeonatos) caiam do céu...

domingo, 5 de março de 2017

Como nos bons velhos tempos


E eis, finalmente, um jogo em que o FCP transpôs para o terreno de jogo toda a sua superioridade abissal para equipas como este Nacional. Nos anos 80 e 90, jogos como estes aconteciam a uma boa cadência. Hoje em dia, resultados assim, só de uns 5 em 5 anos. Os clubes mais pequenos estão mais fortes? Sim, mas isso não explica tudo.

Foi um FCP com um "11" quase na máxima força e isso ajuda muito. Ainda para mais, um elo em teoria mais fraco,  como por exemplo André André, ontem esteve uns furos acima de tempos mais recentes, principalmente na vertente do passe.
Também ajuda, e muito, poder contar com toda a inteligência de Layún no terreno de jogo. Maxi, repetimos, é um jogador que dá tudo o que tem, mas o tudo que ele actualmente tem, muitas vezes já não é o suficiente para uma equipa com as ambições da nossa. Trata-se de um jogador útil ao longo de uma época, quanto mais não seja pela sua vasta experiência, mas a titularidade nas alas da nossa defesa só pode ser mesmo de Telles e Layún.

Com um Brahimi ontem particularmente inspirado, pareceu sempre uma questão de tempo até as coisas se resolverem. Tivemos também a felicidade de ver dois remates deflectidos garantirem um tranquilo 2-0 ao intervalo. Depois, já na segunda parte, a expulsão, justa, de Tobias Figueiredo abriu largas avenidas para a goleada. Foi tudo tão fácil e evidente que até deu para Bruno Paixão fazer-se passar por um árbitro como qualquer outro....

Mas quantos de nós não trocaríamos um destes golos todos por apenas um por parte do Feirense?...

Com esta nova abordagem ao jogo em que a posse de bola deixou de ser uma doentia obsessão e, sem dúvida, com a excelente aquisição de Soares, o FCP não deixa agora qualquer dúvida de ser a equipa que melhor futebol pratica em Portugal. Porém, o nosso adversário directo continua, inacreditavelmente, sem perder qualquer ponto, o que torna tudo muito complexo em termos de previsões a curto prazo. Quem perder os próximos pontos ficará em maus lençóis, no que ao título diz respeito.

Ninguém quer trazer o Kelvin, nem que seja para passar um simples fim-de-semana por Portugal?...

sábado, 26 de novembro de 2016

Acabou a época?

Falemos de golos, então. Ou na falta deles, melhor dizendo.

Ora, na época passada, e falando apenas na Liga Portuguesa, temos que, no nosso clube, os três jogadores que mais contribuíram para eles foram:

1 - Layún: 5 golos e 15 (quinze) assistências;
2 - Aboubakar: 13 golos e uma assistência;
3 - Brahimi: 7 golos e 5 assistências;

Ora, mesmo que Layún não estivesse disponível para este jogo específico, sabe-se, porém, que NES não vê nele um titular mas apenas uma opção para o banco. O mexicano que, entre golos próprios e assistências, foi responsável directo por 30% dos golos marcados pelo FCP em 2015/16...
Os outros dois do pódio daqueles que mais contribuíram foram ambos proscritos pelo nosso treinador.
Aboubakar foi despachado para a Turquia porque, aparentemente, havia melhor no plantel e Brahimi está em vias de o ser também.
E, note-se, o argelino conseguiu estes números numa época tida como de "má" prestação do atleta. Imagine-se o que poderá fazer num ano mediano ou bom.


Continuando a falar de golos, recorde-se que o nosso técnico escolheu Depoitre porque entendeu que, para além de Aboubakar já citado, este era melhor avançado do que Bueno, Suk, Gonçalo Paciência e Marega (actual melhor marcador da presente edição do campeonato).

Sobre o jogo desta noite, este foi tão parecido com o de Setúbal que até teve um idêntico falhanço escandaloso por parte de Óliver.
Aliás, tirando os confrontos com o slb, todos os nossos jogos são praticamente iguais...

Se Guimarães e Braga vencerem nesta jornada, cairemos para o 5° lugar na tabela.

Eliminados da Taça de Portugal, com o topo da Liga a uma distância medonha e como certamente não ganharemos a Liga dos Campeões, resta-nos a Taça da Liga para vencer algo, certo?

E olhem só para a data de hoje: estamos a 26 de Novembro. Nem sequer ainda no famoso "Natal" com que gozávamos os nossos rivais lisboetas durante anos e anos...


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Bom senso, por favor

Óliver, Otávio, Corona e Jota são efectivamente bons de bola mas, devido a sua tenra idade, falta de experiência e, sobretudo, alguma leveza física, dificilmente conseguem engatar duas boas partidas consecutivas. Para que as coisas resultassem no imediato seria preciso dar uma outra dimensão à nossa equipa. Layún e Brahimi, pelo seu valor intrínseco e maior experiência, poderiam contribuir para mitigar parte dessas nossas lacunas. Que pena que o nosso treinador não o saiba ou não esteja para aí virado. 



Defender sempre com 11 homens, sempre certinhos atrás da linha de bola, é muito bonito mas provoca um cansaço que se paga numa menor lucidez e resposta física aquando da conquista da bola.
A Otávio, por exemplo, já não o vemos fazer aquelas grandes aberturas do início da temporada e também aqueles piques, bem dentro da área adversária são agora uma raridade. 
Corona ainda os vai fazendo, mas o último passe raramente sai nas melhores condições. Óliver apaga-se hoje com maior facilidade do que há meia dúzia de semanas. 
Já André Silva, faz furor com a sua pujança física ao vir cá atrás buscar jogo e muitas vezes para recuperar bolas. Tudo muito bem e os adeptos gostam disso mas e depois como fica a sua clarividência na frente do golo? Estará ele melhor ou pior do que em Agosto ou Setembro?
O nosso clube sempre teve jogadores que defendiam menos do que os outros e tal nunca foi um problema. E porquê? Porque ter a posse de bola continua a ser a melhor forma de defesa. Com o esférico do nosso lado, o adversário já não provocará o mesmo desgaste nos nossos jogadores, libertando-os assim para aquilo para o qual são mais dotados: o ataque. 
Jogadores como Brahimi nunca serão um exemplo de bem defender mas dão às equipas outros atributos que largamente compensam tais "lacunas". A tal outra dimensão.
E quem gosta de futebol quer ver, numa Liga dos Campeões, os futebolistas mais dotados. Por isso mesmo nesta competição há muito mais dinheiro em jogo, pois tudo é da melhor qualidade. Não se pode ter uma postura de não colocar os melhores em campo. Nem os "tubarões" o fazem, tendo eles muito mais por onde escolher.
Já sobre Layun, temos que, para além de ser melhor que Telles, pelo menos do lado direito teria sempre lugar. Maxi é um bom profissional mas nota-se que já lhe faltam pernas para estas andanças.

Se ontem o objectivo era empate, então NES esteve bem em fazer as alterações apenas para queimar tempo. Ele, melhor que ninguém, sabe que aquele banco não estava ao nível de uma prova de exigência máxima. O nosso técnico teve sorte, porém: se o Copenhaga marcasse, quem ele faria entrar para tentar, em desespero, resolver uma iminente eliminação? 
Quem tem Boly, Varela, André André, Evandro, Herrera e Depoitre como opções para dar a volta a um jogo, o melhor mesmo é ficar quieto.

Urge pois deixar as birras de lado e colocar todas as boas unidades em campo pois a nossa actual situação não está para brincadeiras dessas.
Que Brahimi não seja um novo Quaresma, despachado ao desbarato sabe-se lá bem porquê. 
Ele e Aboubakar, que continuam a marcar na baliza certa mas, infelizmente, já sem as nossas cores vestidas.