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domingo, 18 de agosto de 2013

Bom fim, MAS...

Analisando os lances decisivos do Vitória Setúbal x FC Porto, constata-se pelas imagens televisivas que:
- o penalty sobre o Jackson é bem assinalado;
- a expulsão do guarda-redes do Vitória Setúbal é indiscutível;
- as duas bolas cortadas in extremis, quando iam a entrar na baliza, não transpuseram completamente a linha de golo (pelo menos foi o que me pareceu).

Falando agora sobre o jogo...

Atendendo ao historial entre as duas equipas (o FC Porto não perde em Setúbal para o campeonato há 30 anos e não cede um empate desde 1997) e à fraca qualidade do adversário (recordo que na época passada o Vitória Setúbal lutou até à última jornada para não descer de divisão), não estava à espera de tantas dificuldades. Mas elas foram evidentes, mesmo quando o FC Porto já estava a jogar contra 10.

O meio-campo funcionou mal e isso esteve na origem da forma confusa como a equipa atacou. Não vislumbro grande futuro num meio-campo formado por Fernando, Defour, Josué e Lucho e menos ainda num meio-campo em que Fernando tenha muitas vezes um jogador ao seu lado (no caso foi Defour).

Mas o que me deixou mais preocupado foram os buracos defensivos evidenciados pelo FC Porto. Houve alturas em que a equipa que equipou de azul (belíssimo este equipamento alternativo) parecia um passador.
Quantas oportunidades teve esta frágil equipa do Vitória Setúbal?
Para além do golo, lembro-me de mais 3 ou 4, algumas das quais quando os sadinos já estavam a jogar com menos um jogador. Inadmissível!
O Paulo Fonseca tem de resolver rapidamente este aspecto senão, quando jogarmos contra equipas melhores, iremos sofrer muitos dissabores.

Uma outra componente do jogo em que o FC Porto esteve muito mal foi nas bolas paradas. Livres frontais, livres laterais e cantos foi uma desgraça. Fizemos umas "cociguinhas" ao Vitória de Setúbal, mas nem deu para os assustar.
Tendo no plantel/equipa especialistas do nível do Danilo, Josué e Quintero e "torres" como Mangala e Jackson, o aproveitamento deste tipo de lances tem de ser muito superior.

Por falar em Jackson, é verdade que voltou a marcar (já tinha marcado na Supertaça, contra o outro Vitória) mas, apesar de esforçado e lutador, não esteve num dos seus melhores dias. Enquanto a sua situação não estiver resolvida ("renovo ou saio"), suspeito que dificilmente veremos o Jackson da época passada.


Deixando para o fim o melhor: o golaço de Juan Quintero.
Depois do que já vimos, penso que nenhum portista discutirá esta contratação. Paulo Fonseca tem à sua disposição uma pérola. Esperemos que saiba lapidá-la dos defeitos que ainda tem e trabalhá-la como deve ser, de forma a que rapidamente Quintero possa ser um dos onze dragões que inicia os jogos com a camisola azul-e-branca.

P.S. Não quero falar muito do treinador do Vitória Setúbal porque, sinceramente, o seu tipo de comportamento durante os jogos e as declarações que faz no final dos mesmos (quando perde) metem-me nojo. Aproveito apenas esta ocasião para recordar dois artigos sobre o senhor Mota, que publiquei na época passada...

Fotos: Maisfutebol/LUSA

domingo, 28 de abril de 2013

Um vitória limpinha, limpinha


Depois da "capelada" da semana passada, muitos estavam à espera de um qualquer errozito da arbitragem, para aproveitarem e virem a correr gritar aos sete ventos que o FC Porto também era favorecido neste campeonato da "verdade desportiva". Pois tiveram azar.


"Há sempre alguma dualidade de critérios na avaliação dos lances. Irei analisar para perceber se o Vitória foi ou não prejudicado neste jogo. Não me parece que o Jorge Luiz tivesse intenção de jogar com o braço no lance da grande penalidade. Com 1-0, também me parece ter havido uma situação de grande penalidade mas não foi assinalada"
José Mota (treinador do Vitória Setúbal)

Quanto ao senhor José Mota, faz-me lembrar a história do Pedro e do lobo. No dia em que a sua equipa for mesmo prejudicada e ele tiver razão em se queixar da arbitragem (o que, mais uma vez, não foi o caso), ninguém o vai levar a sério.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

José Triciclo

Na véspera de receber os dragões no Bonfim, o treinador do Vitória Setúbal, José Mota, encheu o peito e, de forma desassombrada, afirmou:
Tenho 48 anos, não sou um treinador velho, mas já ganhei várias vezes ao FC Porto. E já ganhei ao FC Porto campeão europeu.

No final do jogo, após a sua equipa ter sido derrotada por 0-3, o mesmo José Mota já tinha um discurso muito diferente, o habitual discurso dos coitadinhos:
"As duas expulsões não podem surgir, pois são faltas normais"
"O Gallo já lá tem um pé quando o Lucho tropeça. O Jorginho não percebo porque é que foi expulso."
"As expulsões de hoje foram injustas e deveriam ser alterados os regulamentos quando estas situações acontecem"


Eu compreendo, e entendo que é legitimo, que um treinador se queixe e critique a arbitragem quando tem razões fortes para isso mas, no caso do Vitória Setúbal x FC Porto de ontem, só um individuo desonesto, com sérios problemas de visão, ou que sofra de alucinações, o poderia fazer nos termos em que José Mota o fez após o final do jogo.

Façamos uma análise séria e objetiva aos lances que foram objeto de contestação por parte de elementos do Vitória Setúbal:

i) O penalty cometido sobre Varela (abalroado e entalado entre dois jogadores da equipa sadina) aos 7 minutos e que o árbitro assinalou é absolutamente indiscutível. As imagens captadas de frente, pela câmara que está atrás da baliza do Vitória, não deixam qualquer margem de dúvida.

ii) O 2º cartão amarelo mostrado a Bruno Gallo, aos 78 minutos, é também indiscutível, conforme o atesta a opinião unânime dos três ex-árbitros do 'Tribunal de O JOGO', dos dois comentadores da SportTv (Miguel Prates e Pedro Henriques, ambos benfiquistas) e dos dois comentadores da Antena 1 (José Nunes e o conhecido benfiquista Hélder Conduto) que eu pude ouvir. Onde Pedro Proença errou, na opinião de várias destas pessoas e na minha também, foi no 1º cartão que mostrou ao Bruno Rottweiler... perdão, Bruno Gallo, o qual deveria ter sido um cartão vermelho direto.

iii) O 3º cartão amarelo mostrado a Jorginho (por simulação), aos 84 minutos, é o lance mais discutível mas, na opinião da maioria dos especialistas de arbitragem que se pronunciaram sobre o mesmo, também neste caso o árbitro agiu corretamente. Mais. Vale a pena recordar que o 1º cartão amarelo mostrado a este jogador, poderia (deveria?) ter sido um cartão de outra cor, visto ter sido na sequência de uma entrada duríssima por trás em que, sem qualquer hipótese de jogar a bola, pontapeou as pernas de Alex Sandro.

iv) A estas situações de jogo, acresce um outro lance de possível penalty a favor do FC Porto, ocorrido aos 69 minutos, quando Varela foi puxado e pontapeado na sua perna direita dentro da área sadina. A SportTv só repetiu este lance uma vez e, talvez por isso, tenha sido ignorado por toda a comunicação social. Toda não, o Porto Canal repetiu-o várias vezes e ficaram-me poucas dúvidas de que se justificava a marcação de uma grande penalidade.

Perante tudo isto, de que se queixa José Triciclo... perdão, José Mota?

"A minha equipa foi derrotada com as expulsões"


Mesmo que Pedro Proença se tivesse equivocado e errado a favor do FC Porto, algo que já se viu não ser verdade, o que fez a equipa de José Mota durante os 78 minutos em que esteve com 11 jogadores em campo? Construiu meia oportunidade de golo, no seu único remate enquadrado com a baliza, da autoria de Meyong, e que foi à figura de Helton.
E não me venham com a conversa dos orçamentos e que, com os jogadores que tem à sua disposição, José Mota não podia fazer melhor. O futebol praticado pelo Paços Ferreira, Rio Ave e Estoril durante a 1ª volta deste campeonato, mesmo nos jogos contra os designados "grandes", prova o contrário.

O problema dos josés triciclos do futebol português é terem de se contentar em guiar umas "motorizadas", porque lhes falta a competência necessária para conduzirem, sem se despistarem, "carros de elevada cilindrada". E, perante as limitações que evidenciam, quando o anti-jogo das suas equipas não resulta, a cacetada dos seus jogadores é devidamente punida pelos árbitros e não surge um qualquer bambúrrio de sorte, a única hipótese é adoptar uma postura calimérica e tentar convencer os adeptos da forma mais fácil.

"O [Árbitro] prejudicou nitidamente o V. Setúbal. Ficámos sempre pelo tentar devido a outras forças"
José Mota, 23-01-2013


P.S. Após as declarações falsas e disparatadas que fez ontem, acusando o árbitro de ter favorecido o FC Porto, o que terá sentido José Mota, ao ler em A BOLA que Pedro Proença esteve bem em TODOS os lances que ele contestou? Quando até em A BOLA é dito que o árbitro ajuizou bem estes lances, pouco mais há a dizer.

E chegámos à frente!


O FCP chegou-se à frente, depois da justa vitória conseguida, ontem. Entrámos bem, marcámos através de uma gp, que sendo indiscutível os do costume tanto discutiram, mas abrandámos e demos (demasiado) azo a algumas transições do VS que levaram perigo para as nossas redes. Particularmente, o flanco esquerdo não funcionou bem no processo defensivo: Alex, para cobrir “dentro”, destapava o flanco e foi por aí que, no final do primeiro período, ocorreram alguns avanços do adversário que poderiam ter-nos causado mais dissabores. Faltou Fernando: a cobertura daquela zona não estava a ser eficaz, ora porque Defour se desposicionava, ora porque Lucho ou Moutinho não cobriam o espaço que lhes competia, ora porque o ala não acompanhava o movimento do lateral do VS.

Suspirei de alívio com o fim do primeiro tempo. No reatamento, a entrada de Maicon trouxe a consistência que faltava. Kelvin não confirmou ter sido uma boa opção: não era jogo adequado ao seu perfil e foi severamente castigado em todas os lances em que disputou a bola com o lateral esquerdo do VS, que se fartou de distribuir lenha durante todo o jogo. Tem razão o José Mota: como dar dois amarelos ao Galo se o Proença deixou o Turco bater em tudo que mexia da forma mais rude que podia, sem ser amarelado?

Voltando ao jogo, na segunda parte controlámos bem, atacámos mal e aproveitámos bem a inferioridade numérica para aumentar a vantagem e sair com um bom pecúlio, num jogo difícil, com demasiado vento, muita luta e pouco futebol.

Em termos individuais destaco Mangala com mais uma soberba exibição. Maicon pareceu bem melhor. O resto ficou-se a um nível médio. Nota artística baixa, nota alta para o espírito de luta e pundonor da equipa.

Arbitragem corajosa, apesar de tudo.

sexta-feira, 13 de março de 2009

As suspeições e insinuações de Rui Santos...

... tiveram ontem a resposta do treinador do Leixões.

«José Mota saiu em defesa do plantel para afastar o "alarido pouco abonatório" sobre a derrota frente ao FC Porto. O treinador do Leixões manifestou a "revolta" pelas afirmações de Rui Santos, comentador da SIC Notícias, questionando a seriedade de alguns jogadores ante a goleada sofrida.
"Não há equipa nenhuma no mundo que não tenha tido um momento menos bom. Se perder em Paços de Ferreira vão dizer que eu me vendi? Haja respeito!", reagiu indignado José Mota, argumentando que o Leixões perdeu "com uma grande equipa, que está no lote das oito melhores da Europa. Querem-nos obrigar a ser os melhores da Europa? Não sejam mais papistas que o Papa", contrapôs.

José Mota continua a acreditar no "carácter e na qualidade dos jogadores, que estão a fazer um campeonato excelente" e pergunta:
"Ganhámos em Braga com um auto golo de Frechaut; na Luz perdemos com um auto golo de Elvis, alguém pôs isso em questão? E o Sporting vendeu-se ao Bayern? Brinquem com os outros, mas não brinquem com as equipas de José Mota", retorquiu.»

in O JOGO, 13/03/2009


A maior das suspeições é o FC Porto estar entre as oito melhores equipas da Liga dos Campeões, numa época em que quer o SLB, quer o Sporting saíram das competições europeias humilhados e pela porta pequena.
Será que os ruis santos deste Mundo têm explicação para este facto?