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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Basquetebol com um começo difícil

FC Porto x Kapfenberg Bulls

Após a surpreendente vitória no primeiro jogo oficial (em Israel), a equipa de basquetebol do FC Porto averbou seis derrotas seguidas.

FIBA Europe Cup (FEC):
03-10-2017: Bnei Herzliya x FC Porto (65 - 68)
11-10-2017: FC Porto x Bnei Herzliya (83 - 85)
18-10-2017: KK Mornar x FC Porto (81 - 70)
25-10-2017: Kataja BC x FC Porto (88 - 84)

Liga Portuguesa de Basquetebol (LPB):
07-10-2017: FC Porto x Illiabum (76 - 80)
15-10-2017: FC Porto x UD Oliveirense (78 - 93)
21-10-2017: SL Benfica x FC Porto (77 - 71)

Seis derrotas seguidas é algo inédito, o que fez com que tivesse lido, nas redes sociais, alguns adeptos portistas a desconfiar deste plantel, desta equipa e deste treinador.
Foi com este peso aos ombros, que a equipa de basquetebol se deslocou aos Açores (Ilha Terceira), de onde regressou com duas vitórias em dois jogos.

28-10-2017, LPB: Terceira Basket x FC Porto (75 - 81)
29-10-2017, LPB: SC Lusitânia x FC Porto (84 - 93)

A que se seguiram mais duas vitórias no Dragão Caixa: frente à equipa austríaca do Kapfenberg Bulls (com um cesto no último segundo!) e contra o Galitos do Barreiro, no passado fim-de-semana.

01-11-2017, FEC: FC Porto x Kapfenberg Bulls (85 - 84)
04-11-2017, LPB: FC Porto x Galitos (83 - 67)

11 jogos (oficiais), 5 vitórias e 6 derrotas.
Está a ser um inicio de época de altos e baixos, mas quem acompanha de perto esta modalidade e, particularmente, a equipa de basquetebol do FC Porto, não pode ficar muito surpreendido.

Sem assistir aos treinos, nem estar por dentro do que se passa no balneário, parece-me que são várias as razões para este começo difícil.

1) Alterações à Equipa
Da época passada para esta, houve uma mudança radical na equipa do FC Porto. Do cinco-tipo (cinco mais forte) da época passada, só continuou um jogador (Sasa Borovnjak). Ora, perceber o que o treinador pretende, as jogadas ensaiadas, na defesa e no ataque, os mecanismos e sincronismo entre os jogadores, é algo que não se adquire de um dia para o outro. Exige muitos treinos e muitos jogos.
Neste aspeto, penso que a equipa irá melhorar substancialmente. Só pode.

2) Lesões
Um dos três novos americanos – Will Sheehey – lesionou-se (com alguma gravidade), esteve quatro semanas sem sequer treinar e só pôde dar o seu contributo, embora de forma limitada, a partir do 7º jogo oficial (na deslocação à Finlândia, para defrontar o Kataja).
Apesar do atraso na integração e no conhecimento dos companheiros de equipa, o regresso de Will Sheehey, que está a ser gradual, irá fazer subir os patamares qualitativos desta nova equipa (porque é de uma nova equipa que se trata) de basquetebol do FC Porto.

3) Calendário e Viagens
Na fase mais difícil deste calendário inicial, entre os dias 3 e 29 de outubro, a equipa de basquetebol disputou nove jogos, dos quais seis fora de casa. Para se fazer uma ideia das dificuldades que a equipa teve nesse período, na semana em que foi jogar a casa do KK Mornar (no dia 18 outubro), a equipa partiu do Porto dois dias antes (dia 16 outubro) para o Montenegro (com escalas…) e só regressou a Portugal, por Lisboa, na sexta-feira (dia 20 outubro). No dia seguinte jogou no pavilhão da Luz, sem ter feito um único treino!
Um calendário inicial com muitas deslocações – Israel, Montenegro, Lisboa, Finlândia, Açores –, com o inerente cansaço a tantas viagens e com poucos dias no Porto para treinar e corrigir, tinha de se fazer sentir.

4) Limitação de estrangeiros
Este é um problema antigo, do qual Moncho Lopez já se queixou várias vezes. De facto, não faz muito sentido que o FC Porto tenha de jogar contra equipas israelitas, finlandesas, austríacas, holandesas, alemãs, etc., cheias de jogadores norte-americanos e, por imposição da Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB), as equipas portuguesas só possam jogar com três.
Aquilo que, supostamente, seria uma medida para promover os jogadores portugueses, acaba por, na prática, se transformar numa enorme limitação, impedindo as equipas portuguesas de ter outro tipo de ambições e de ir mais longe nas competições europeias.
Urge continuar a pressionar a FPB para alterar esta regra, mesmo que, internamente, isso vá contra os interesses do clube do regime (que domina o mercado dos jogadores de nacionalidade portuguesa).

Os cinco reforços (contratações) para a época 2017/18 

5) O trio de norte-americanos
Da época passada para esta, o FC Porto trocou a totalidade do trio de norte-americanos.
Saíram Brad Tinsley, Jeff Xavier e Nick Washburn.
Entraram Marcus Gilbert, Will Sheehey e Will Hanley.
Acertar nos americanos é crucial e basta que um deles seja um flop, devido a lesões, falta de adaptação ou mesmo por razões extradesportivas, e as ambições da equipa ficam, desde logo, comprometidas.
Nesta altura, é cedo para ter uma opinião definitiva acerca destes novos jogadores americanos (e, no caso do Will Sheehey, demasiado cedo), mas parece-me que, ao contrário da época 2015/16, o segredo do sucesso da equipa poderá estar mais na integração e complementaridade com os restantes jogadores do que na valia individual deste trio de americanos.

6) Jogadores provenientes do “projeto Dragon Force”
Mais do que ganhar títulos na formação ou nos escalões secundários do basquetebol português, o “projeto Dragon Force Basquetebol” tinha como objetivo principal a deteção de talentos e a formação de atletas de elite.

Moncho López, O JOGO, 20-08-2012

Para quê?
Para alguns deles (os melhores) serem integrados no plantel da equipa principal.
Eu acompanhei de perto o trajeto do basquetebol Portista nos escalões secundários e tive grandes expectativas no crescimento daquele lote de jogadores. Contudo, olhamos para o plantel 2017/18 e vemos que, do projeto inicial, sobram apenas dois jogadores – Pedro Bastos e Ferrán Ventura.
E mesmo estes, que eram os melhores e a que podemos juntar o Miguel Queirós (integrou o projeto mais tarde, vindo do Illiabum), evoluíram pouco ou nada nos últimos dois anos, ficando num patamar competitivo aquém das necessidades de uma equipa que quer lutar pelo título de campeão nacional.
A não ser que o FC Porto passe a canalizar mais meios para as modalidades e, particularmente, para o basquetebol, o sucesso da equipa, este ano e nos próximos anos, vai depender muito do crescimento competitivo destes jogadores – Pedro Bastos, Ferrán Ventura, Miguel Queirós – e do contributo de outros, como André Bessa e António Monteiro.

7) Nível dos jogadores portugueses
Depois da geração de Paulo Pinto, Nuno Marçal, Carlos Andrade, Miguel Miranda, entre outros, nos últimos anos o basquetebol português não produziu suficientes jogadores de nível elevado (veja-se os resultados da seleção nacional de basquetebol).
Ora, havendo uma forte limitação de estrangeiros (comparativamente com outros países), os escassos jogadores portugueses de maior qualidade emigram ou são disputados a “peso de ouro” (para a realidade do basquetebol português) acabando, na maior parte dos casos, contratados pelo clube de maior orçamento (o SLB).
Foi o caso do José Silva (um dos melhores jogadores portugueses), que recusou renovar com o FC Porto para as próximas três épocas desportivas, tendo aceitado uma proposta do SLB para idêntico período.
Sem ser os portugueses que estão no SLB (e que são inacessíveis), talvez jogadores como Miguel Maria (V. Guimarães), Henrique Piedade (Galitos) ou Loncovic (Illiabum), entre outros, pudessem reforçar o plantel do FC Porto. Contudo, olhando para a realidade do basquetebol português, parece-me que a grande aposta tem de ser na melhoria da formação e em criar condições para o crescimento competitivo de jogadores provenientes da Equipa B / Dragon Force (talvez a rodagem, por empréstimo, em outros clubes da I Liga).

8) O Base da equipa
Nenhum dos novos americanos é um base, ou tem perfil para jogar na posição 1, como era o caso de Brad Tinsley. Assim, para colmatar a saída de Tinsley, o FC Porto contratou Pedro Pinto, um base internacional português de 29 anos.
Na época passada, ao serviço do Vitória de Guimarães (onde esteve quatro temporadas), Pedro Pinto registou médias muito interessantes para um base (12,4 pontos, 2,3 ressaltos e 3,9 assistências por jogo). Contudo, ao serviço do FC Porto, ainda não se afirmou como a escolha indiscutível para a posição 1, revelando inconstância exibicional de uns jogos para outros.
Não há boas equipas de basquetebol sem um bom base e, por isso, é fundamental que o Pedro Pinto complete rapidamente o processo de integração no FC Porto e se assuma como o líder (organizador de jogo) da equipa dentro do campo.

9) Os Adeptos
The last but not the least, os adeptos. Faltam adeptos às modalidades do FC Porto. E, particularmente, faltam adeptos ao basquetebol portista.
Esta nova equipa de basquetebol do FC Porto não tem o melhor plantel, nem tem um Troy DeVries e, por isso, precisa ainda mais do apoio de adeptos Portistas. Precisa ainda mais que os adeptos encham o Dragão Caixa e que, nos momentos mais difíceis, ajudem a ganhar os jogos.
Apesar do Dragão Caixa ser um pavilhão de reduzida lotação (cerca de 2000 lugares) e dos muitos convites / bilhetes gratuitos que são distribuídos para cada jogo, na maior parte dos jogos está menos de metade da lotação. Chega a ser deprimente, principalmente em jogos europeus, ver as duas bancadas de topo quase vazias.
Hoje à noite não há futebol mas, a partir das 20h30, há uma equipa do FC Porto que joga numa competição europeia. Há um FC Porto x KK Mornar (equipa do Montenegro), para a fase de grupos da FIBA Europe Cup.
Era bonito ver o Dragão Caixa cheio. Moncho, a equipa técnica e os jogadores da equipa de basquetebol do FC Porto merecem a nossa presença e apoio.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Uma gala à FC Porto

Dragão Caixa, Gala dos Dragões de Ouro 2017 (fonte: FC Porto)

Ontem à noite foi dia de gala, da 30ª gala dos Dragões de Ouro.

Indo direto ao assunto: eu não gosto deste modelo de evento para entrega dos dragões de ouro. É um modelo parecido com as festas da revista CARAS e das galas dos Globos de Ouro da SIC, que eu também não aprecio.

Preferia um modelo com mais sócios, mais (ex-)atletas, mais ex-dirigentes, mais Portistas de todos os dias e com menos amigos, menos políticos, menos jet set, menos glamour e menos desfile de vestidos.

Ano após ano, olho para a primeira fila e vejo-a cheia de governantes, deputados, presidentes de camaras, vereadores e outras pessoas ligadas a diferentes poderes (principalmente ao poder político e ao poder económico).

Pois eu, com todo o respeito por estas pessoas, preferia ver a primeira fila cheia com algumas dezenas dos sócios mais antigos do Futebol Clube do Porto ainda vivos.

Isso, sim, é que era uma 1ª fila de gala. De uma verdadeira gala à FC Porto.

Os galardoados com um dragão de ouro (fonte: FC Porto)

P.S.1 Os meus sinceros parabéns a todos os 17 galardoados com um dragão de ouro nesta gala. Contudo, gostaria de fazer duas menções especiais: ao Américo Lopes, ao Senhor Américo Lopes, um guarda-redes que eu nunca vi jogar, mas que aprendi a admirar e com quem tive o prazer de privar pessoalmente; e ao Francisco J. Marques porque, para além daquilo que é conhecido, pôs os interesses do FC Porto à frente de tudo, incluindo da sua carreira profissional e da sua tranquilidade familiar.

P.S.2 Foi bonito ver o Dragão Caixa cheio. Só tenho pena, que a maioria das pessoas ontem presentes, nunca tenham tempo para, ao longo dos outros 364 dias ano, voltarem ao Dragão Caixa, para apoiar as nossas equipas de Andebol, Basquetebol ou Hóquei em Patins.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A outra cadeira de sonho

Adeptos Portistas no Dragão Caixa (clicar na foto para ampliar)

Porque o FC Porto não é só Futebol.

Porque as modalidades coletivas de pavilhão fazem parte da gloriosa história do FC Porto.

Porque treinadores e atletas de Andebol, Basquetebol e Hóquei em Patins, quando envergam a nossa camisola o fazem, na sua esmagadora maioria, com total dedicação.

Porque no Dragão Caixa se sente a Alma Portista.

Porque o Dragão Caixa é a nossa segunda casa (para alguns Portistas é mesmo a primeira).

E por tantas outras razões, chegou a hora de renovar o Lugar Anual no Dragão Caixa para a época 2017/2018.

O Lugar Anual (exclusivo para sócios), para as três modalidades, tem um custo de 128 euros, abrangendo todos os jogos disputados no Dragão Caixa para o campeonato, Taça de Portugal e competições europeias.

O Lugar Anual para uma das modalidades tem um custo de 48 euros.

Espero que, ao longo da época 2017/2018, os sócios e adeptos do FC Porto regressem em força e encham mais vezes o Dragão Caixa.

Porque alta competição não é só no Futebol.

Porque o FC Porto não é só Futebol.

E porque para nós, Portistas, há outras cadeiras de sonho.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Para quem foram os bilhetes?

«Ontem foram postos à venda os bilhetes para o quarto jogo [da final do playoff da Liga de Basquetebol], marcado para depois de amanhã [sábado, dia 28 de Maio], também às 21h00, e esgotaram logo a seguir. Nos dois jogos vai estar casa cheia, o que garante um forte apoio à equipa. Este jogo, como o de amanhã, terá transmissão em direto no Porto Canal.»
in Dragões Diário, 26-05-2016


Dragão Caixa

Sem contar com a pequena bancada amovível existente do lado poente e que, em jogos de basquetebol, é destinada a atletas dos diversos escalões, treinadores, seccionistas, elementos ligados à Associação de Basquetebol do Porto, etc., o Dragão Caixa tem uma lotação de aproximadamente dois mil lugares. Assim sendo, descontando os camarotes (120 lugares) e os lugares anuais vendidos esta época, para cada jogo devem sobrar cerca de 1700 lugares.
Contudo, é sabido que a Direção do Clube reserva (entrega gratuitamente?) uma parte dos bilhetes disponíveis nos jogos das modalidades para uma das claques do FC Porto (não é por acaso que a bancada Sul do Dragão Caixa é conhecida como a bancada dos SuperDragões).

Resta então saber: Quantos bilhetes foram postos à venda nos sete locais habituais – Loja do Associado; FC Porto Stores ArrábidaShopping, Baixa, NorteShopping, El Corte Inglés Gaia-Porto e Off Season; e papelaria Carlin (Shopping Center Cidade do Porto)?

Não sei, mas gostava de saber. O que eu sei é o seguinte: na FC Porto Store do NorteShopping, os bilhetes que, supostamente, foram postos à venda às 14h00 da passada quarta-feira, esgotaram às 14h20.

Quantos bilhetes se conseguem vender em 20 minutos?
Conhecendo o processo de venda de bilhetes para as modalidades (que implica pedir o cartão/número de sócio, verificar a existência de lugares disponíveis para o sector pretendido, imprimir o bilhete, processar o pagamento), eu diria que conseguir executar todo o processo de venda de um bilhete num minuto será muito bom.
Ora, admitindo que em cada um dos locais de venda se conseguiu, em média, vender 1 bilhete por minuto, como os bilhetes para o 4º jogo da final do playoff da Liga de Basquetebol esgotaram em 20 minutos então, no máximo, terão sido postos à venda uns 140 bilhetes (20 minutos x 7 locais de venda).

Apenas 140 bilhetes?
Para onde foram os restantes bilhetes?
Para amigos de elementos da "estrutura"? Para amigos de amigos? Para quem?
Tem a palavra a Direção do FC Porto se, em relação a este assunto, quiser ser transparente, esclarecer os sócios e não dar azo a especulações.


No último FC Porto x SLB disputado no Dragão Caixa (em 16-03-2016), não faltavam... cadeiras vazias

P.S. O basquetebol portista regressou esta época ao escalão principal, mas nem o bom desempenho da equipa azul-e-branca (em linha com as melhores expectativas) evitou que, nos jogos disputados em casa, o Dragão Caixa tenha estado quase sempre semi-vazio. E até nos quatro jogos dos playoff que já disputou em casa (nos dois jogos contra o Vitória Guimarães, para os quartos de final e nos dois clássicos contra a Ovarense, para as meias-finais), sobraram imensas cadeiras vazias e dezenas de bilhetes para adeptos das equipas adversárias (sim, eu estive lá e vi).
Chegados à final e havendo a possibilidade do FC Porto se sagrar campeão, "milagrosamente" o pavilhão esgotou… quase antes dos bilhetes serem postos à venda!
Ontem como hoje, nada como o cheiro a festa para mobilizar milhares de fãs do basquetebol (por onde andaram nos últimos três anos?) e até para transformar adeptos do futebol em adeptos das modalidades…

P.S.2 [atualização, 23:40] Segundo os serviços do FC Porto, para o jogo 3, disputado hoje à noite, o Dragão Caixa estava esgotado desde o passado fim-de-semana.
Esgotado? Eu não percebo como é que num pavilhão esgotado existem dezenas (centenas?) de cadeiras vazias, principalmente nas duas bancadas de topo (conforme foi perfeitamente visível durante a transmissão televisiva).

P.S.3 [atualização, 23:50] No jogo de hoje à noite, uma das cadeiras que esteve vazia foi a do presidente do clube. De facto, à mesma hora que a equipa de basquetebol do FC Porto disputava um jogo fundamental, Pinto da Costa estava em Nogueira da Regedoura, numa festa com elementos de várias casas do FC Porto.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Uma campanha de desinformação à Goebbels

Perante a monstruosa campanha de manipulação (digna de Paul Joseph Goebbels), que a comunicação social ao serviço do clube do regime tem vindo a fazer desde ontem à noite, aqui está um vídeo que PROVA, de forma inequívoca, quem provocou os adeptos presentes no Dragão Caixa, incendiou o ambiente e esteve na origem dos incidentes verificados no final do jogo de basquetebol entre o FC Porto e o slb.


Por outro lado, como o subserviente Mário Saldanha já veio a correr dizer que a Federação ia abrir um inquérito, ficamos à espera para ver qual vai ser a punição que irá sofrer o inqualificável treinador do clube do regime.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Sábado à noite no Dragão Caixa


No sábado à noite, em vez de ficar em casa a tele-visionar o jogo entre o FC Porto de Vítor Pereira e a Académica de Pedro Emanuel, optei por ir ao Dragão Caixa e ver de perto o Terceira Basket x FC Porto (jogo em atraso da 4ª jornada da Liga de Basquetebol).

Esta escolha, para além de me ter poupado a mais uma paupérrima e inexplicável exibição da equipa de futebol, teve outro aspecto positivo: assisti ao vivo a um jogo agradável da equipa de basquetebol, em que nem tudo saiu bem (e o Moncho chegou a irritar-se a sério…), mas em que os jogadores que vestiram a camisola azul-e-branca se empenharam e conquistaram mais uma vitória inteiramente justa (contra uma equipa cujo cinco base tem três americanos e um canadiano).

Perto do final do jogo, soube, através da troca de SMS com outro dos co-autores do ‘Reflexão Portista’ que, em Coimbra, o FC Porto se tinha despedido da Taça de Portugal, sem encanto e com três golos no saco. Embora a dimensão da derrota me tenha surpreendido, encarei a eliminação de uma competição que o FC Porto ganhou nas últimas três épocas como algo, não direi previsível, mas natural, tão mal a equipa de futebol vem jogando.

Compreendo perfeitamente que muitos adeptos portistas estejam desiludidos com a aparente falta de empenhamento dos “craques mimados” da equipa de futebol, com a incapacidade do treinador em potenciar a matéria-prima que tem em mãos, ou com o compasso de espera (até quando?) dos dirigentes na resolução desta crise de exibições e resultados. E fruto desta onda de desilusão que se instalou, até já li, na bluegosfera, portistas a dizerem que não voltarão a ir ao estádio enquanto o treinador for Vítor Pereira.

Cada um sabe de si e eu não tenho jeito, nem vocação, para dar lições de portismo. Contudo, se for essa a decisão, faço um apelo: não fiquem em casa, vão ao Dragão Caixa apoiar (nem que seja apenas com a presença) as equipas de Andebol, Basquetebol e Hóquei em Patins. Os atletas e treinadores destas modalidades bem merecem.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Saudades do Pavilhão Américo de Sá


Hoje, no período de almoço, passei pela Loja do Associado no Estádio do Dragão, com o objectivo de comprar um bilhete para o sétimo e último jogo da Final do play-off do campeonato de basquetebol.
Esgotado, foi a resposta que recebi.
Mas então os bilhetes não foram postos à venda hoje, perguntei eu.
Sim, de manhã, mas apenas uma hora e meia depois esgotaram.

O Dragão Caixa é um pavilhão excelente, moderno e bem conseguido que, na minha opinião, tem a dimensão adequada para os jogos das modalidades de alta competição (vi ao vivo bastantes jogos esta época e, em alguns deles, as assistências foram inferiores a 1000 espectadores). Contudo, para os jogos decisivos, particularmente se forem contra o slb, é um pavilhão pequeno.

É nestas alturas que sinto algumas saudades do Pavilhão Américo de Sá que, a rebentar pelas costuras, chegou a acolher assistências com mais de cinco mil espectadores.

P.S. Resta-me assistir ao FC Porto x slb na SportTv e esperar que não doa a garganta aos que vão estar presentes no Dragão Caixa.

Foto: Paixão pelo Porto

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Pavilhão esgotado com lugares vazios


«Nota ainda para o facto de, apesar de muitos sócios terem ficado sem bilhete, uma vez que a informação dada era de lotação esgotada, foram visíveis alguns lugares disponíveis, pelos números oficiais, cerca de 190.»
in O JOGO, 18/05/2009


Eu comprei o meu bilhete para o FC Porto x Benfica em Andebol no sábado de manhã, na Loja do Associado, e na altura (28 horas antes do jogo) foi-me dito que tinha sido o último bilhete vendido para a Bancada Nascente. Atrás de mim estava outro associado, que já teve de comprar para uma das bancadas que fica atrás das balizas.

Meia hora antes do jogo começar, quando entrei para o pavilhão, vi cá fora muitas pessoas à procura de bilhetes, incluindo algumas a falarem com o Fernando Madureira dos Super Dragões (não sei se ele conseguiu arranjar bilhetes a essas pessoas).

Quando o jogo começou, fiquei surpreendido ao constatar que havia bastantes cadeiras vazias. Se os números oficiais estão correctos - 190 lugares por ocupar - significa cerca de 10% da lotação do pavilhão. É muito.
Ora, se a lotação estava esgotada, e aparentemente estava, qual a razão de tal facto?
Segundo pude perceber, em conversa com sócios do FC Porto que acompanham de perto as modalidades, já foram vendidos cerca de 500 lugares anuais para o Dragão Caixa 2009/10 e, provavelmente, as cadeiras vazias seriam dessas pessoas.

Como evitar que um pavilhão esgotado tenha cerca de 10% da sua lotação por ocupar?
Há várias soluções que poderiam ser implementadas. Por exemplo, pensar num sistema em que os detentores de lugares anuais tivessem de levantar o bilhete até 1 hora antes do jogo começar. Se o não fizessem, o lugar ficaria disponível para venda.

Foto: PUBLICO

quarta-feira, 30 de julho de 2008

As obras no Dragão Caixa

Não tenho quaisquer conhecimentos de engenharia civil (ou do projecto em questão) que possam dar credibilidade a esta minha afirmação. O olhar clínico que todo o português parece possuir para este tipo de ocasiões diz-me que as obras do Dragão Caixa parecem estar "a andar bem".

As linhas gerais do projecto já se começam a identificar, e começa a ser visível a partir da cota projectada para os acessos ao pavilhão (o terreno onde o pavilhão está a ser construído fica algumas dezenas de metros abaixo do nível dos acessos ao interior por parte dos adeptos).

As fotos abaixo mostram a evolução do estado da obra, desde o seu inicio (fotos de arquivo) até ao seu estado actual (fotos tiradas dia 26-07-2008).

Localização do pavilhão, no canto superior direito, antes de serem iniciadas as obras

Localização do pavilhão antes de serem iniciadas as obras

Cerimónia de lançamento da primeira pedra, que assinalaram inicio das obras, em 23/04/2007

Estado das obras em Fevereiro de 2008 (foto tirada por Gaspar Santos)

Estado das obras em Fevereiro de 2008 (foto tirada por Gaspar Santos)

Estado das obras em Julho de 2008 - Vista da praça envolvente ao Estádio do Dragão

Estado das obras em Julho de 2008 - Vista da praça envolvente ao Estádio do Dragão

Estado das obras em Julho de 2008 - Vista da rua de acesso ao pavilhão, topo norte

Estado das obras em Julho de 2008 - Vista da rua de acesso ao pavilhão, topo norte

Estado das obras em Julho de 2008 - Vista da rua de acesso ao pavilhão, topo sul

Estado das obras em Julho de 2008 - Vista da rua de acesso ao pavilhão, topo sul

Vamos aguardar pela conclusão das obras (no final deste ano, se se confirmar o planeamento inicial) para podermos então vibrar (verdadeiramente "em casa") com as vitórias das nossas modalidades.