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sexta-feira, 29 de abril de 2011

FC Porto x Villarreal visto de Espanha



«El 5-1 final deja al Villarreal muy tocado, con muy pocas opciones para el partido de vuelta, que jugará en casa, víctima de un equipo que exhibió todo el poderío ofensivo que le ha llevado a lograr una temporada prácticamente impoluta en Portugal»
Sport

«El segundo tanto del Oporto dejó absolutamente grogui al Villarreal»
Mundo deportivo

«aunque el 5-1 final sepulte cualquier otra consideración, lo cierto es que el Submarino tuvo llegadas para hacer más goles pero pagó muy caro el contar con una defensa endeble, con tres canteranos, demasiado para soportar la avalancha que se les vino encima cuando el Oporto olió sangre y fue a devorar a su pieza»
As

«la diferencia física de ambos equipos fue tan abismal como el resultado»
Marca

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O perigo invisível


O Pedro Vale já escreveu um artigo sobre as características do “submarino amarelo”, onde chama à atenção para a valia de vários dos seus jogadores - Nilmar e Cicinho (internacionais brasileiros), Marchena, Joan Capdevila, Santi Cazorla e Marcos Senna (internacionais espanhóis) e a estrela Giuseppe Rossi (internacional italiano) – e para o facto de o Villarreal estar a conjugar um bom campeonato (o 4º lugar e o consequente acesso à pré-eliminatória da LC está quase garantido), com um excelente desempenho em termos europeus (para além de ter esmagado o Twente FC, líder do campeonato holandês – de notar que o PSV é o actual terceiro classificado… –, já deixou pelo caminho os segundos classificados da Serie A e da Bundesliga).


O Villarreal eliminou o Nápoles e o Leverkusen, teve uma fase de grupos com qualidade enorme, eliminou o Twente, portanto estamos a falar de uma equipa que se apresenta como um desafio máximo. É uma final antecipada
André Villas-Boas, 19/04/2011


Estou de acordo com a opinião do treinador do FC Porto, mas à valia indiscutível do “submarino amarelo”, acrescento aquilo que designo por perigo invisível (um pouco à semelhança dos submarinos alemães na II Guerra Mundial).

1. Angel María Villar Llona, presidente da Real Federación Española de Fútbol, é também terceiro vice-presidente da UEFA, bem como, presidente dos Comités de Arbitragem da UEFA e da FIFA.

2. Howard Webb é um árbitro profissional, considerado pela UEFA e FIFA um dos melhores da actualidade, tendo sido nomeado para as finais da última Liga dos Campeões e do Campeonato do Mundo. Contudo, isso não o impediu de em Fevereiro passado, ter protagonizado uma arbitragem miserável no FC Porto x Sevilha, a qual contribuiu para quase inverter o destino da eliminatória, de modo a que a equipa espanhola continuasse em prova.

3. Em resposta ao recurso apresentado pelo FC Porto, a UEFA manteve a suspensão de dois jogos a Álvaro Pereira, na sequência do cartão vermelho que lhe foi exibido por Howard Webb no jogo com o Sevilha, da segunda-mão dos 16-avos-de-final da Liga Europa.
Tudo depende do que o árbitro escreve… E ele escreveu que o Álvaro é um jogador agressivo, que esteve alterado durante todo o jogo. Isso é uma barbaridade”, afirmou André Villas-Boas.

4. «De acordo com um estudo realizado em 2010, a organização da final - a cargo da federação irlandesa de futebol - previa uma audiência global de 40 milhões de telespectadores e a visita de 40 mil turistas/adeptos que se deslocariam de propósito a Dublin. O impacto da final para a economia local rondaria os 30 milhões de euros. A eliminação do Liverpool - clube com muitos adeptos em Dublin e ligações históricas à Irlanda - provocou um enorme rombo nestas previsões e expectativas dos organizadores. A ausência de outras equipas de grandes mercados televisivos continentais como o PSG, Bayer Leverkusen, Estugarda ou Manchester City causou novas dores de cabeça.»
Paulo Anunciação, O Jogo

5. “Existe a sensação de que um duelo ibérico entre Benfica e Villarreal daria maior dimensão europeia [à final] e é certamente a preferência em termos de audiência televisiva. Estive presente na cerimónia de entrega do troféu [à cidade de Dublin] e a sensação generalizada é a de que seria melhor não ter uma final entre duas equipas do mesmo país. Existe alguma preocupação no seio da organização perante a possibilidade de a final do dia 18 de Maio ser um assunto entre dois clubes do mesmo país
Emmet Malone, jornalista do diário The Irish Times, em declarações a O Jogo

6. Nilmar e Cazorla, dois dos principais jogadores do Villarreal, foram acusados pela UEFA de conduta imprópria por, no jogo da 1ª mão dos quartos-de-final com os holandeses do Twente, terem forçado a mostragem de um cartão amarelo, de modo a completaram uma série de três e cumprirem o respectivo castigo no jogo da 2ª mão, limpando o cadastro para o resto da competição.
Nota: Já esta época, Sérgio Ramos e Xabi Alonso (jogadores do Real Madrid) foram penalizados pela UEFA pelo mesmo motivo, sendo obrigados a cumprir novo castigo no jogo seguinte.

7. A UEFA considerou que ficou provado que Nilmar e Cazorla forçaram a mostragem de cartões amarelos, mas decidiu apenas multá-los. O comité rejeitou suspender os jogadores, que podem assim alinhar frente ao FC Porto na primeira-mão das meias-finais, no Estádio do Dragão.

8. «[Uma final da Liga Europa] Benfica-FC Porto seria a garantia de estádio cheio, mas também de muitas preocupações com a segurança já que a maior parte dos jogos recentes entre as duas equipas foram manchados por escaramuças entre os adeptos rivais»
Emmet Malone, The Irish Times (20-04-2011)


Não quero entrar em teorias da conspiração, mas os factos anteriores não são invenção e falam por si.

Por tudo isto, estou convencido que para eliminar os espanhóis da Villarreal e estar na final de Dublin (contra outra equipa portuguesa), não vai chegar ao FC Porto ser melhor que a equipa do país campeão da Europa e do Mundo. Terá, seguramente, de ser muito melhor.

sábado, 23 de abril de 2011

Afundar o submarino amarelo


Não vai ser fácil eliminar o próximo adversário que nos saiu em sorte na Liga Europa.

Assim denominado por emergir de vez em quando na imprensa espanhola por afundarem alguns candidatos ao titulo quando ainda militava nas ligas inferiores, o Villarreal evoluiu desde esses tempos idos para se tornar numa das equipas mais constantes nas competições europeias e na Liga Espanhola, depois de conseguir a promoção definitiva para a primeira liga em 99/2000.

Apesar de ainda não ter títulos conquistados nas principais competições, conta com meias finais na Liga dos Campeões e Liga Europa, e a conquista de duas Taças Intertoto. Nas competições domésticas tem oscilado entre a 5ª e a 7ª posição, tendo atingido o auge na época de 2007/8 em que ficou em 2º lugar, atrás do Real Madrid.

2004/05
2005/06
2006/07
2007/08
2008/09
2009/10
2010/11 4º *
*ainda não terminou esta época

A fazer um ano excepcional em que chegou (e esperemos que não passe) às meias-finais da Liga Europa, e em que está na 4ª posição (com 7 pontos de avanço) da Liga Espanhola, não podemos dizer que este desempenho seja uma surpresa.
O Villarreal tem feito uma aposta séria nos resultados nos últimos tempos, com a contratação de grandes valores mundiais que agora preenchem as suas fileiras: Nilmar e Cicinho (internacionais brasileiros); Marchena, Capdevilla e Marcos Senna (internacionais espanhois); e a estrela do momento com 26 golos no campeonato e Liga Europa, Giuseppe Rossi (internacional italiano).


O estilo de jogo deste Villareal aposta na velocidade e versatilidade dos dois homens da frente, Nilmar e Rossi, troca bem a bola no meio campo e privilegia a posse até poder lançar a bola nas costas da defesa adversária para os dois avançados. O estilo de jogo é um pouco parecido com aquele apresentado pelo CSKA e Spartak, mas sem a precipitação desenfreada para o ataque (que nos causou alguns calafrios) e com executantes de qualidade bem superior.

Vamos ver como estão as nossas bombas de profundidade e se conseguimos fazer com que estes "marinheiros" não tenham hipótese de ir à Irlanda.