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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

O banco bom e o banco mau

João Gonçalves deixou um novo comentário na sua mensagem "Impressões sobre Julen Lopetegui, parte II":

«(…) A rotatividade é fantástica para o espírito de grupo e para a competitividade interna... com Lopetegui, todos os jogadores sabem que amanhã podem jogar... com VP todos os jogadores sabiam quem ia jogar amanhã... uma pequena diferença mas que demonstra claramente a razão de quando não jogavam o núcleo de 12/13 jogadores a equipa simplesmente não rendia. (…)»


Sinceramente, não me apetece voltar ao tema “Vítor Pereira” e muito menos à discussão acerca dos méritos e deméritos que Vítor Pereira evidenciou durante os três anos em que fez parte da equipa técnica do FC Porto, dois deles como treinador principal.

Contudo, há algo que é por demais evidente e que não pode ser ignorado. O “banco de suplentes” que Lopetegui tem à sua disposição (um “banco bom”), não tem nada a ver com o que existia na época passada, ou há duas épocas atrás (um “banco mau”).

Por exemplo, no recente Sporting x FC Porto, Lopetegui não pôde contar com Maicon (estava castigado) e, mesmo assim, veja-se qual foi o onze inicial e as alternativas que tinha no banco à sua disposição…

Onze inicial e suplentes do FC Porto, no Sporting x FC Porto da época 2014/2015 (fonte: zerozero.pt)

… e compare-se com o banco de suplentes portista, no Sporting x FC Porto de há duas épocas atrás:

Onze inicial e suplentes do FC Porto, no Sporting x FC Porto da época 2012/2013 (fonte: zerozero.pt)

Melhor ainda, compare-se com as opções que Vítor Pereira tinha no banco, no Benfica x FC Porto da época 2012/2013:

Onze inicial e suplentes do FC Porto, no Benfica x FC Porto da época 2012/2013 (fonte: zerozero.pt)

Ou seja, Lopetegui recorre à rotatividade, porque quer e pode.
Com o plantel que tinha à sua disposição, como é que Vítor Pereira poderia, mesmo que quisesse, promover uma rotatividade alargada?

quinta-feira, 27 de março de 2014

A “equipa B” do slb…

Na caixa de comentários do artigo ‘Soube a pouco’, Luís Vieira (27-03-2014 às 10:58) escreveu o seguinte:

«A 1ª parte foi, de facto, muito boa, verdadeiramente asfixiante, o Benfica não conseguiu fazer nada. E não me venham com a tanga das poupanças, alinhando na orientação editorial do Record (ver capa de hoje), porque os únicos suplentes declarados que jogaram, tendo em conta o conjunto da época, foram o Sílvio, o Salvio e o Sulejmani, a que eu contraponho o Fabiano, o Herrera e o Reyes. O Artur, o Rúben Amorim e o Cardozo foram titulares largas vezes, este ano, pelo que não vinga a tentativa de apoucamento da vitória de ontem (justíssima e a pecar por escassa).»


Relativamente a este tipo de desculpas e álibis, o diretor de O JOGO, José Manuel Ribeiro, escreveu o seguinte:
José Manuel Ribeiro, O JOGO, 27-03-2014

«Seria incorreto, sequer, sugerir que o onze retocado [do Benfica] tinha a segunda intenção de servir de álibi em caso de nova derrota. O problema é que serviu: no final, em vez de repetir o que já disse tantas vezes (“não há titulares”, “confiança absoluta em todos os jogadores”, etc.), repisou e voltou a repisar as modificações feitas no onze e deixou cair que até substituiu o Rodrigo, estando este “melhor do que o Cardozo”, porque era preciso dar minutos ao paraguaio. Ou seja, perdeu porque jogaram os fraquinhos. Ao fim de cinco anos, no que respeita ao FC Porto, Jesus ainda nem sequer superou a fase da negação.»
José Manuel Ribeiro, O JOGO, 27-03-2014


Sobre este assunto, melhor do que qualquer opinião, são os números da utilização destes “suplentes” do slb nos meses de Fevereiro e Março:

Sílvio - utilização nos meses de Fevereiro e Março (fonte: zerozero)

Rúben Amorim - utilização nos meses de Fevereiro e Março (fonte: zerozero)

Sulejmani - utilização nos meses de Fevereiro e Março (fonte: zerozero)

Salvio - utilização nos meses de Fevereiro e Março (fonte: zerozero)

Cardozo - utilização nos meses de Fevereiro e Março (fonte: zerozero)

Perante estes números, parece-me difícil (para não dizer ridículo) afirmar que Sílvio, Rúben Amorim, Sulejmani, Salvio e Cardozo são jogadores de equipa B, suplentes pouco utilizados ou que estão sem ritmo de jogo mas, se isso servir de álibi para os benfiquistas ou como argumento para os (poucos) portistas que não vêem diferenças entre o FC Porto de Luís Castro e o de Paulo Fonseca, porque não?
É normal que, não podendo falar da arbitragem ou da sorte/azar/infelicidade, se invente outra desculpa qualquer.