...e, talvez por isso mesmo, e reeditando tempos já julgados ultrapassados e erradicados para todo o sempre, estranhamente o nosso clube apresentou-se hoje em Alvalade com o equipamento alternativo. Por que razão? Ninguém saberá ao certo. Para vender camisolas? Mas afinal é o departamento de marketing quem mais manda dentro do FCP?
Um desrespeito completo pelo adversário e principalmente pela nossa própria história.
Da última vez que tínhamos feito esta mesma gracinha saímos derrotados deste mesmo estádio, hoje demos "apenas" por terminado a maior série de vitórias consecutivas de sempre em Portugal.
Em comparação com estes dois aspectos, o jogo em si mesmo quase que é secundário.
Os jogos recentes, em Lisboa, contra este adversário são praticamente cópias uns dos outros: um FCP que se deixa adormecer por um scp sempre abaixo do que se espera e a quem o empate parece não desagradar. Mesmo quando, como acontecia hoje, a desvantagem pontual tornava obrigatória uma vitória ou, pelo menos um futebol mais virado para a frente.
O nosso clube, e já lá vão 11 épocas, deixa-se levar neste enredo sonolento, e os jogos são quase sempre desinteressantes e muito raramente ficam na memória.
A equipa não esteve mal defensivamente mas, tal como na Luz, pouco fez em termos atacantes.
Soares poderia ter decidido mas também Bas Dost não marcou num daqueles lances que raramente falha. Na verdade, tal como Keizer, Sérgio Conceição parecia, no fundo, contente com um empate. Por que outra razão optaria, em primeiro lugar, por um desadaptado Fernando em vez do um Hernâni em muito melhor forma?
Olhando para o conjunto da primeira volta que agora termina, o balanço é, porém, bem positivo.
A nossa actual diferença pontual para os rivais representa uma almofada já com algum significado. Temos é que nos manter em alerta para o futuro e deixarmo-nos destes azuis-"cinzentos" da camisola desta tarde.