Normalmente, as grandes surpresas na Liga do Campeões não correm bem aos nossos treinadores. Porém, desta vez, a coisa até não correu mal e Sérgio Oliveira não será lembrado como o Costa de António Oliveira ou o Nuno André Coelho de Jesualdo Ferreira.
Não é que o segredo desta boa vitória europeia esteja propriamente no ex-jogador dos Nantes mas é um facto que este não comprometeu em nada e esteve num plano bastante aceitável para quem não tem sido opção sequer para o banco de suplentes de Sérgio Conceição.
O FCP não poderia ter tido adversário melhor: um Mónaco que tem posse de bola mas que deixa espaço, lá atrás, para as loucas correrias de Marega e Cia.
Brahimi esteve também nas suas sete quintas e várias vezes lançou o homem do Mali em contra-ataques perigosos.
Aliás, quer antes quer após o golo inaugural (à terceira tentativa, na mesma jogada, num lance em que o guarda-redes adversário tentou de tudo para o evitar), o FCP teve várias oportunidades para resolver as coisas ainda na primeira parte/início do segundo tempo.
Porém, tivemos que esperar até ao minuto 70 para a vitória ficar garantida e logo com o melhor golo da época, até ao momento: grande jogada colectiva em alta velocidade. Difícil escolher o melhor: se as fintas e passe em profundidade de Brahimi, se a correria de Marega pela direita ou se a desmarcação perfeita de Aboubakar, ele que deixou o "central" adversário completamente nas covas.
Sérgio Conceição fez, logo após, duas alterações em simultâneo que garantiram um meio-campo bem povoado, de modo a evitar qualquer surpresa nos restantes 20 minutos finais.
A coisa estava a correr tão bem, que até deu para Layún regressar ao golos, após bom lance de Marega e insistência de Herrera.
O Mónaco apenas teve uma real oportunidade de golo em toda a partida: por Falcao, à trave.
Obviamente que se viu que (ainda) não estão tão fortes como na época passada (nem podiam, após tantas saídas importantes) mas continuam a ser uma equipa a ter em conta.
E, tal como na final de 2004, o príncipe Alberto lá levou mais 3 para contar....
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terça-feira, 26 de setembro de 2017
Príncipes no Mónaco
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domingo, 21 de junho de 2015
Tchau Guido!
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| Guido Carrillo (capas de O JOGO de 10 e 18 de Junho) |
«Seduzidos pelas exibições do argentino, os portistas conversaram com Mariano González e obtiveram as melhores referências do jovem de 24 anos. Clube de La Plata está a pedir cerca de dez milhões de euros»
O JOGO, 10-06-2015
«A lista de clubes que já foram apontados como possíveis destinos de Guido Carrillo neste defeso é interminável. Todavia, um nome salta à vista: o Monaco. A equipa de Leonardo Jardim perdeu o búlgaro Berbatov e em França garante-se que está muita atenta ao avançado. O Olympiacos, o Inter e o Palermo são os outros clubes que, tal como o FC Porto, também estão de olho no argentino.»
O JOGO, 10-06-2015
«O CEO da sociedade azul e branca está na Argentina e o objectivo é muito claro: tentar fechar negócio rapidamente, antecipando-se à concorrência, que não é tão pouca quanto isso. Na agenda já estiveram duas reuniões: uma com o presidente do Estudiantes, Juan Sebastián Verón, e outra com o pai e os empresários do avançado do momento na América do Sul.»
O JOGO, 14-06-2015
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| Guido Carrillo aceita proposta do Monaco (O JOGO, 21-06-2015) |
O que falhou na hipotética contratação de Guido Carrillo, como eventual substituto de Jackson Martínez?
Bem, para começar, a novela Jackson ainda não terminou. Aliás, depois de parecer estar tudo acertado com o AC Milan, o jogador e o seu empresário fizeram um compasso de espera (aparentemente, à espera do Atlético Madrid), deixando o FC Porto pendente, quer da confirmação da saída do Cha-Cha-Cha, quer da consequente entrada de uma verba significativa (20, 25, 30 ou mesmo os 35 milhões da cláusula de rescisão).
Mas, o problema principal foi o FC Porto ter concorrência de peso e, obviamente, o FC Porto não tem os argumentos financeiros do “tubarões” como o Inter ou o AS Monaco.
AS Monaco que, recorde-se, foi comprado por Dmitry Rybolovlev em Dezembro de 2011. Ora, daí para cá, a fortuna do bilionário russo permitiu ao clube monegasco investir centenas de milhões de euros em contratações milionárias (Radamel Falcao, James Rodríguez, João Moutinho, Bernardo Silva, etc.) e oferecer aos jogadores salários estratosféricos.
Foi o caso de Guido Carrillo. Para além de pagar ao Estudiantes o valor que o clube argentino pretendia (9-10 milhões de euros), o AS Monaco ofereceu ao jogador um contrato de cinco anos, com um ordenado líquido de três milhões de euros por ano. E falta saber quanto receberam os intermediários (empresários e pai do jogador)…
Se tal fosse necessário, esta disputa por Guido Carrillo veio demonstrar que será cada vez mais difícil o FC Porto vencer, dentro do campo, clubes médios/grandes europeus (endinheirados), como este AS Monaco de Rybolovlev. E digo que será difícil o FC Porto vencer dentro de campo porque, sem recurso a partilha do passe com Fundos, fora das quatro linhas já não tem qualquer hipótese.
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quinta-feira, 19 de março de 2015
Os potenciais rivais para o sorteio da Champions
Amanhã vai realizar-se o sorteio dos Quartos-de-Final da Champions League.
Pela primeira vez desde 2008/09 o FC Porto marca presença, reflexo de uma brilhante campanha europeia. Na última ocasião que chegamos tão longe na competição, fomos eliminados pelo vigente campeão (e finalista vencido desse ano), o Manchester United. Na anterior, fomos campeões europeus. O certo é que tendo o clube superado as expectativas possíveis, a partir de agora tudo é positivo para o clube. O encaixe financeiro, a exposição mediática, a possibilidade de medir-se com algumas das melhores equipas do planeta. Salvo uma goleada (difícil), não há nada que possa passar que suponha um problema, pelo que o importante será desfrutar da eliminatória, crescer com ela como equipa e clube e, sobretudo, sonhar. É grátis.
Entre os sete possíveis rivais – recordamos que o sorteio é puro e por isso pode haver duelos nacionais – do FC Porto aqui segue uma lista ordenada de forma descendente desde aquele que os portistas parecem considerar o rival mais favorável – apalpando um pouco o ambiente – e aqueles que não queremos ver nem pintados de ouro. Pessoalmente, já o disse aqui depois do jogo com o Basel, a minha escolha seria o Real Madrid. Uma equipa em fase descendente física e animicamente, com um pedigree que justificaria qualquer derrota e imortalizaria qualquer vitória e ainda o facto de ser o campeão em titulo (e todos sabemos que nenhum campeão renovou o titulo na era Champions League).
AS MONACO
Toda a gente quer o Monaco. Pudera. Os franceses são quartos na liga – e é muito provável que para o ano estejam na Europa League – e têm passado os últimos meses a viver de uma boa organização defensiva. Foram piores que o Arsenal colectivamente, mas cometeram menos erros e aproveitaram melhor o hara-kiri ofensivo dos gunners em Londres para marcar em contra-golpes rápidos e incisivos. É a sua arma. Vão defender os 180 minutos e atacar pontualmente. Já sofremos isso em Basileia. É uma equipa que nos vai dar a bola e deixar jogar o nosso jogo até ao último terço, que vai ser dura nas marcações e jogar no nosso erro. Não têm, como nós, nada a perder. O precedente é positivo. Todos temos Gelsenkirchen tatuado na alma.
A Favor: A equipa mais fraca do sorteio
Contra: A velocidade a explorar os espaços na defesa (cuidado Fabiano, Maicon e Alex)
PARIS SAINT-GERMAIN
Quando o PSG jogou contra o FC Porto – há duas temporadas atrás – já era um dos novos-ricos do futebol europeu com jogadores de nivel mundial. Essa mesma equipa melhorou com o tempo. Está mais compacta em defesa, organizada na criação e demonstrou em Londres ter a garra que parecia faltar – e que na Ligue 1 às vezes ainda falta – para triunfar na Europa. Sem Ibrahimovic para a primeira-mão, o PSG conta com um grupo de jogadores talentosos o suficiente para não sentir a falta do sueco. São uma equipa que aposta forte na Europa, é a sua máxima prioridade e desde os anos 90 que não chegam a uma meia-final. Vão disputar a bola a qualquer equipa e só o eventual desgaste de estarem numa luta a três pelo titulo pode supor um problema num conjunto que tem opções válidas em todos os sectores.
A Favor: Já os conhecemos e é uma equipa que joga o jogo pelo jogo, deixando espaços que podemos aproveitar graças à nossa notável capacidade de recuperação de bola.
Contra: Vão apostar tudo este ano na Champions e chegam hiper-motivados. Têm jogadores de sobra para fazer a diferença.
JUVENTUS
A Juve já ganhou praticamente o Scudetto e vai concentrar os próximos dois meses a sonhar com um regresso à ribalta europeia. Não disputam uma final desde 2003 a última vez que chegaram também ás meias. É mais de uma década. Muito tempo. Graças ao génio imortal de Pirlo e ao trabalho incansável de Pogba, possuem um dos melhores meio-campos do mundo. Tevez e Morata parecem ter encaixado e o jogo colectivo da equipa, agora sobre o comando de Allegri, é uns furos superiores ao do ano passado. Ainda assim não é um “papão”, nem de longe nem de perto. Sofrem contra equipas bem organizadas e que sabem medir os tempos de jogo e podem ser encurralados no seu campo com relativa facilidade com uma boa circulação de bola. Apostam forte na Champions mas ao mesmo tempo são claros outsiders.
A Favor: Equipa acessível como colectivo, Pogba estará lesionado provavelmente por alturas da primeira mão e anulando Pirlo a equipa sofre imenso.
Contra: Não tem de se preocupar com o campeonato e sabem que são outsiders.
REAL MADRID
São o campeão em título. São o Real Madrid. Parece ser suficiente cada uma das frases por si mesma e juntas mais ainda. Mas este Real nem é o do ano passado – tacticamente muito mais desorganizado, fisicamente muito mais condicionado – nem a equipa tem estado á altura do pedigree desde que começou 2015. Cristiano Ronaldo está uma sombra de si mesmo, a dupla Kroos-Isco está sem fôlego e tanto Bale como Benzema continuam a ser questionados. Tacticamente não necessitam da bola mas exploram os espaços como nenhuma outra equipa, quando estão em forma. No entanto, até nisso têm estado decepcionantes. Foram fracos contra o Schalke, têm um guarda-redes que é um ponto fraco assumido e jogam com toda a pressão nos ombros. Se perderem este domingo em Barcelona, renovar o titulo europeu pode ser o único troféu a que aspiram. E como sabemos, nunca ninguém conseguiu isso.
A Favor: Estão na pior fase física-anima desde que Ancelotti chegou ao banco e o cenário não parece ter-se alterado. Jogam com toda a pressão de favoritos.
Contra: Está em baixo de forma mas, quando está bem, Cristiano Ronaldo é o maior killer do futebol mundial. E tê-lo frente a Maicon naquelas diagonais dá pesadelos.
ATLETICO DE MADRID
Este Atletico é claramente uma equipa mais débil que a do ano passado. Diego Costa, Filipe Luis e Courtois fazem muita falta, nenhum dos seus suplentes parece ter estado ao mesmo nivel. No entanto a chegada de Torres, a consagração definitiva de Koke e a ascensão de Gimenez têm sido boas noticias. Griezzman é um jogador fenomenal e eléctrico e Tiago e Arda continuam a dominar a bola e os tempos de jogo como poucos. São, sobretudo, um rival temível a 180 minutos. Jogam com as falhas do rival como nenhum outro, exploram muito bem as poucas ocasiões que criam e são uma rocha defensiva. Contra o Leverkusen concederam meia dúzia de oportunidades em 210 minutos de futebol. Sofrem mais no capitulo ofensivo mas têm também a consciência de que em casa são intransponíveis. Com a revalidação do titulo quase impossível (o esperado) apostam tudo na Champions. É o único titulo que falta a Simeone.
A Favor: Uma equipa que nos deixará a bola, que conhecemos bem e que tem sofrido para marcar.
Contra: Peritos em bola parada, difíceis de vencer fora e ainda mais em casa, jogam sempre no erro do adversário e aproveitam-no como poucos.
BARCELONA
Não é o Pep Team mas tem o melhor trio de ataque do mundo. Não tem Guardiola mas recuperou o Messi mais estelar. Neste Barcelona não há tanto aquela magia quase inocente dos dias de Pep, mas a forma como Luis Enrique entendeu que o meio-campo se tornou prescindível, quando há três demónios no ataque, tornou o Barcelona uma equipa ainda mais perigosa. Apanhou as virtudes do melhor Real Madrid (jogar em velocidade, transições, bola da defesa directamente ao ataque) mas sem abdicar, quando quer, da cultura de posse e de domínio de jogo no meio-campo, onde ainda conta com Xavi, Iniesta, Mascherano, Busquets e Rakitic. Tem o melhor Messi dos últimos três anos e isso, só por si, pode valer meio titulo.
A Favor: Que o Dragão possa voltar a ver um génio chamado Messi
Contra: Os defesas laterais sofrem muito – Dani Alves sobretudo ainda que Alba esteja a uns furos do que foi – e o meio-campo já não é tão protagonista. Se conseguimos pressionar a saída de bola e recuperá-la, são frágeis na recuperação posicional.
BAYERN MUNCHEN
Favoritos absolutos a tudo. São a melhor equipa da Europa. Possuem o melhor jogo colectivo, algumas das melhores individualidades posicionais, de longe o melhor treinador e a melhor estrutura. Atípica foi a sua eliminação em 2014, o normal seria que este Bayern fosse campeão europeu perene enquanto os astros continuem a manter viva a conexão do clube com Guardiola. O técnico tem tudo para conquistar o seu terceiro titulo europeu (outro que pode ultrapassar pela direita o Special One depois de Ancelloti) e salvo um surto de lesões (que tem sido habitual) é muito difícil defrontar o Bayern e sair vivo para contar a história. A melhor opção até agora que algumas equipas conseguiram foi defender bem uma das mãos para acabar trucidada na segunda.
A Favor: Que o Dragão veja pela primeira vez o baile de Guardiola desde o banco. Ou que se reencarne o espírito de 1987.
Contra: Tudo. São o máximo favorito e quase não possuem pontos fracos. Exigem a posse – o que faz sofrer equipas habituadas a ela como a nossa – e quando perdem a bola são ainda melhores que nós na recuperação, muitas vezes com Neuer a jogar na linha do meio-campo.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Lille, Monaco e a propaganda lisboeta
«O treinador português Leonardo Jardim, do Monaco, reconheceu esta quarta-feira que “os objetivos iniciais eram muito ambiciosos”, sobretudo depois de ter “perdido” jogadores como Falcao, James Rodriguez, Rivière e Obbadi.
Questionado, em conferência de imprensa, se o clube mantinha os mesmos “alvos” da época passada – luta pelo título e oitavos de final da Liga dos Campeões –, o técnico respondeu negativamente: “Os objetivos perderam um pouco de força, mas a equipa mantém-se ambiciosa”. (…)
Jardim considerou-se “satisfeito” com o fim do mercado, “por duas razões: porque o Monaco perdeu cinco titulares, os seus três melhores goleadores e o seu capitão, por um lado, e porque agora os jogadores estão completamente concentrados no seu trabalho”.»
in record.pt, 10-09-2014
Notoriamente, o AS Monaco está num processo de brutal desinvestimento e de decomposição da equipa ambiciosa que tinha começado a ser montada na época passada.
Consequentemente, as quatro primeiras jornadas do campeonato francês, que incluíram um AS Monaco x Lille na 4ª jornada, mostraram que, neste início de época, o Lille é claramente melhor equipa que o Monaco.
Contudo, quem lesse a comunicação social lisboeta, após o sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões, ficava convencido que o FC Porto tinha eliminado uma equipa francesa fraquinha no play-off (o Lille), enquanto que o SLB vai defrontar um colosso europeu na fase de grupos (o AS Monaco).
Evidentemente, isto não tem nada de novo ou surpreendente. A comunicação social lisboeta é coerente e a lógica da sua propaganda é sempre a mesma: desvalorizar as equipas que o FC Porto defronta e hipervalorizar os adversários europeus do SLB.
E já sabemos, se a equipa de Jorge Jesus voltar a ficar em 3º lugar do grupo, a Liga Europa passa a ser, automaticamente, uma competição de grande nível…
Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.
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domingo, 29 de junho de 2014
O bom e o mau negócio
Em Maio de 2013, após o FC Porto ter vendido, por um total de 70 milhões de euros, os passes de João Moutinho (25 milhões) e James Rodriguez (45 milhões), um idiota, de voz rouca, fez as seguintes afirmações:
“Tivemos [Sporting] o azar do presidente Pinto da Costa não estar a conseguir fazer os negócios que tem feito. Ele sempre disse que os jogadores eram vendidos pela cláusula e sabemos que a [transferência] do João Moutinho era de 40 milhões, infelizmente não foi assim, foi por 25 milhões (…) às vezes as pessoas não vão tendo as mesmas capacidades e as mesmas competências”
“Normalmente, o FC Porto vende os jogadores pela cláusula de rescisão. Não aconteceu com o João Moutinho, o que é muito mau. Foi um grande negócio, o do James Rodrigues, um mau negócio do João Moutinho”
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| O JOGO, 25-05-2013 |
Um ano depois, vendo o que foi o desempenho destes dois ex-jogadores do FC Porto na liga francesa e, principalmente, nos jogos que ambos disputaram no Mundial do Brasil, não é credível que houvesse algum clube disposto a pagar 25 milhões de euros pelo passe de Moutinho. Pelo contrário, no caso do James, se Dimitry Rybolovlev quisesse, estou certo que não teria qualquer dificuldade em vender o melhor jogador do Mundial (até agora) por 45, 50 milhões ou mais.
Afinal, qual foi o bom e o mau negócio?
P.S. Com um Radamel Falcao a 100%, até onde iria esta seleção da Colômbia?
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sábado, 20 de julho de 2013
10 milhões por Fernando
“Fico feliz por estar neste grande clube, mas vamos ver. Depois de tudo o que vivemos e daquilo que conquistei aqui dentro, vários títulos, que foram oito, penso que a melhor altura para sair seria esta. Fala-se muito na Itália, mas vamos ver. (…) todos os jogadores sonham em jogar em grandes campeonatos.”
“Quero um campeonato mais competitivo”
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| (O JOGO, 18-07-2013) |
Em declarações à Antena 1, o empresário de Fernando referiu que, no início de Junho, apresentou à Administração da FCP SAD uma proposta do AS Monaco, no valor de 10 milhões de euros, a qual foi recusada.
Eu compreendo que, depois da inevitável saída de João Moutinho, a SAD queira evitar que Fernando siga o mesmo caminho, de modo a que o novo treinador não tenha de reconstruir a quase totalidade do meio-campo portista. Além disso, depois do negócio Moutinho + James, a FC Porto SAD não está, financeiramente, obrigada a vender.
Por outro lado, também percebo que a SAD entenda que 10 milhões de euros é insuficiente para um jogador da valia do Fernando, até porque, na época passada, para além dos reconhecidos méritos defensivos, Fernando denotou uma evolução significativa em termos ofensivos, quer fazendo passes verticais para as costas da defesa contrária, quer surgindo ele próprio em zonas de finalização.
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| (O JOGO, 09-02-2013) |
Dito isto, dizer que não se aceita negociar abaixo da cláusula de rescisão, pode ser uma boa estratégia negocial, quando o jogador está seguro, mas é um risco muito grande quando o jogador entrou no seu último ano de contrato. É que se não renovar, daqui a uns meses Fernando será um jogador livre para assinar por quem quiser, sem que a FC Porto SAD receba um cêntimo.
10 milhões por Fernando é pouco mas, ponderando todos os aspetos, penso que a FC Porto SAD deveria aceitar a proposta do AS Monaco, se é que a mesma ainda é válida.
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domingo, 9 de junho de 2013
FC Monaco
O AS Monaco confirmou a contratação de Radamel Falcao. São números recordes, maiores ainda do que aqueles que o Atlético pagou ao FCP, sinal de que o colombiano se valorizou nestes dois anos em Espanha (uma Taça UEFA, Supertaça Europeia, Copa del Rey). É pena que na venda (da qual ainda falta receber 13 milhões) não tenham posto uma cláusula de valorização porque era dinheiro vivo no Banco.
O homem responsável por esta compra é o mesmo que está por detrás das contratações de Ricardo Carvalho (ele mesmo), de James Rodrigues e João Moutinho. 120 milhões gastos numa semana não é para qualquer um. Mas o senhor Dimitri Rybolovlev não é qualquer um. Um dos maiores milionários do mundo, um apaixonado do futebol e, suspeito, um fã do FC Porto desde pequenino.
Estou mesmo a ver o senhor Dimitri de camisola azul-e-branca a sofrer no lado de lá da cortina-de-ferro com Viena e Tóquio e a reservar um palco VIP em Sevilha, Gelsenkirchen e Dublin, bebendo vodka enquanto celebra cada golos dos dragões. Há quem o tenha visto no Dragão de bifana na mão a saltar a cada golo nos 5-0 contra o Benfica e não se surpreendam de que tatue o nome de Kelvin nas costas, junta do habitual cruz ortodoxa que todos os mafiosos de leste gostam de ter. O problema do senhor Dimitri chama-se Pinto da Costa. O seu sonho sempre foi ser presidente do FCP mas como o "Papa" é imortal, assumiu que tinha de comprar outro clube qualquer para fazer o seu sonho realidade. Como no Monaco tinha casa e sitio para estacionar o iate, foi aí.
A este leque de jogadores é bem possível que se junte Lisandro Lopez e já se fala, inclusive, no próprio Hulk. Seriam seis jogadores com passado azul-e-branco recente. Com o trio James-Falcao-Moutinho já recriou a conexão FCP Dublin (só falta mesmo Hulk) e com Ricardo Carvalho e, eventualmente, "Licha", junta outras duas gerações de grandes dragões no mesmo plantel.
Para os dragões vai ser aliciante ver como se comporta a nossa filial milionária este ano. Pena que o senhor Dimitri seja daltónico e tenha escolhido uma equipa com aquelas cores. Com tanto dinheiro não creio que demore muito a mudar o equipamento e a meter um dragão naquele emblema. E quem sabe, mudar o nome para FC Monaco!
PS: A razão verdadeiras dessas compras não é outra que Jorge Mendes, o homem que lhe auxiliou, com Peter Kenyon, na compra do clube no ano passado e dono do cartel de jogadores mais interessante do futebol europeu (é bem possível que o Coentrão acabe lá se o Mourinho não o levar para o Chelsea).
O homem responsável por esta compra é o mesmo que está por detrás das contratações de Ricardo Carvalho (ele mesmo), de James Rodrigues e João Moutinho. 120 milhões gastos numa semana não é para qualquer um. Mas o senhor Dimitri Rybolovlev não é qualquer um. Um dos maiores milionários do mundo, um apaixonado do futebol e, suspeito, um fã do FC Porto desde pequenino.
Estou mesmo a ver o senhor Dimitri de camisola azul-e-branca a sofrer no lado de lá da cortina-de-ferro com Viena e Tóquio e a reservar um palco VIP em Sevilha, Gelsenkirchen e Dublin, bebendo vodka enquanto celebra cada golos dos dragões. Há quem o tenha visto no Dragão de bifana na mão a saltar a cada golo nos 5-0 contra o Benfica e não se surpreendam de que tatue o nome de Kelvin nas costas, junta do habitual cruz ortodoxa que todos os mafiosos de leste gostam de ter. O problema do senhor Dimitri chama-se Pinto da Costa. O seu sonho sempre foi ser presidente do FCP mas como o "Papa" é imortal, assumiu que tinha de comprar outro clube qualquer para fazer o seu sonho realidade. Como no Monaco tinha casa e sitio para estacionar o iate, foi aí.
A este leque de jogadores é bem possível que se junte Lisandro Lopez e já se fala, inclusive, no próprio Hulk. Seriam seis jogadores com passado azul-e-branco recente. Com o trio James-Falcao-Moutinho já recriou a conexão FCP Dublin (só falta mesmo Hulk) e com Ricardo Carvalho e, eventualmente, "Licha", junta outras duas gerações de grandes dragões no mesmo plantel.
Para os dragões vai ser aliciante ver como se comporta a nossa filial milionária este ano. Pena que o senhor Dimitri seja daltónico e tenha escolhido uma equipa com aquelas cores. Com tanto dinheiro não creio que demore muito a mudar o equipamento e a meter um dragão naquele emblema. E quem sabe, mudar o nome para FC Monaco!
PS: A razão verdadeiras dessas compras não é outra que Jorge Mendes, o homem que lhe auxiliou, com Peter Kenyon, na compra do clube no ano passado e dono do cartel de jogadores mais interessante do futebol europeu (é bem possível que o Coentrão acabe lá se o Mourinho não o levar para o Chelsea).
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