
Mas que bela equipa que foi por nós eliminada (mais uma).
Mesmo com 3 golos de desvantagem, os russos lutaram até ao fim, dando assim origem a mais uma noite de sofrimento mas também conferindo maior valor à nossa passagem aos quartos-de-final.
Quando aos 40 segundos, a arte de Hulk e a tal estrelinha colocaram o FCP em instantânea vantagem, tudo levava a crer que, desta vez, iríamos ter direito a algum sossego.
Tal ideia ganhou mais força quando, após um ou outro susto, apareceu o desejado segundo golo:
Uma excelente pressão ofensiva, obrigou os russos a um atraso mal executado. James, teve então o seu único momento de brilho enquanto esteve em campo: inteligente, não deixou que a bola, vinda de uma má palmada do guarda-redes, saísse e centrou à medida de Falcao (que teve exibição apagada, diga-se). O melhor marcador da Liga Europa por pouco não chegou mas, atrás de si, vinha mais um compatriota (uma jogada toda ela colombiana, portanto), o homem do momento, Guarín.
Mais uma vez, este não falhou. Um remate que até pareceu simples (não o era), tal a confiança que o nosso médio transpira neste momento.
Estranho ou não, os russos não foram abaixo com mais esta machadada.
Davam sempre a ideia de que poderiam marcar a qualquer momento. E foi isso mesmo que aconteceu. Defesa momentaneamente mal organizada, Sapunaru (quem mais?) coloca o jogador russo em jogo e o mal já estava feito.
Muito importante seria, pois, o recomeço.
Seguiriam, os homens de leste, no mesmo ritmo intenso?
A resposta foi pronta: sim. Villas-Boas, audaz, nem perdeu tempo e fez talvez a mais rápida substituição desde que chegou ao Dragão. Tira o apagado James e reforça o meio-campo, num quase perfeito 4-4-2. Belluschi entrou bem e segurou o nosso sector mais débil.
É com esta entrada que, finalmente, conseguimos esticar o jogo e afastar o CSKA da nossa área.
O terceiro golo, tranquilizador, nunca mais saía e até se receou que Hulk tivesse saído cedo de mais. Foram uns longos seis minutos sem quase posse de bola (Rodriguez e Varela totalmente sem pedalada).
E eis-nos nos quartos, merecidamente, após eliminar duas das melhores equipas em prova.
Agora, para fazermos jus à nossa condição de favoritos número um à vitória final (isto dito por gente que está a apostar o seu próprio dinheiro), existem ainda coisas a melhorar para, então sim, podermos sonhar.
Urge dar mais dinâmica ao meio-campo. Mais ideias e mais posse de bola que nos livrem do sufoco.
Fernando nem esteve mal hoje. Já Moutinho continua muito desaparecido.
Uma coisa é ter dimensão caseira mas, para se ganhar a Liga Europa, é preciso algo mais.