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quinta-feira, 8 de março de 2018

A rede subterrânea do slb

É impossível representar, num só esquema, a totalidade da rede subterrânea que os dirigentes do slb montaram, paulatinamente, ao longo da última década (de 2007 a 2017).
Contudo, o esquema seguinte, publicado no jornal O JOGO de ontem (07-03-2018), dá uma ideia dos “tentáculos” e das áreas, dentro e fora do futebol, abrangidas por essa rede de informações, influências, troca de favores e corrupção.

Paulo Gonçalves e a "rede" (clicar para ampliar)

Esta rede tinha (tem?) de tudo: árbitros, ex-árbitros, vice-presidentes do Conselho de Arbitragem, observadores de árbitros, delegados da Liga, elementos das comissões de Disciplina e de Justiça da FPF, elementos do TAD, elementos do Instituto de Gestão Financeira e Equipamento da Justiça, empresários de futebolistas, etc.

Perante tudo aquilo que veio a público ao longo dos últimos meses;
Perante tantos factos envolvendo a cúpula dirigente do slb;
Perante os gravíssimos indícios (para dizer o mínimo), de que os últimos campeonatos terão sido adulterados por ação de elementos desta rede, não há consequências?

Até quando, o presidente da Liga, o presidente da FPF e o Secretário de Estado do Desporto irão continuar a assistir a este espetáculo indecoroso, de braços cruzados e a assobiar para o lado?

domingo, 6 de agosto de 2017

Árbitros estrangeiros no campeonato português

Análise do ex-árbitro Marco Ferreira (Record, 06-08-2017)

7’: Seferovic (avançado dos encarnados de Lisboa) empurra Marcos Valente, impedindo o jogador do Vitória de disputar a bola.
1º golo do SLB precedido por uma falta clara (opinião unânime de quatro ex-árbitros), que não foi assinalada.

13’: Sálvio (extremo dos encarnados de Lisboa), movimenta o braço esquerdo para uma posição não-natural e toca na bola dentro da área.
Penálti por assinalar contra o SLB.

33’: Jardel (defesa dos encarnados de Lisboa), sem condições para jogar a bola, atinge a pontapé Rafael Martins.
Cartão vermelho por exibir ao jogador do SLB.

SLB x Vitória Guimarães - Tribunal de O JOGO


Nova época e continua tudo na mesma. Isto é, nas competições nacionais os encarnados de Lisboa continuam a jogar com 14 (com árbitros estrangeiros a coisa pia mais fino e, daí, os resultados serem muito piores).

De facto, no primeiro jogo oficial da época, em pouco mais de 30 minutos, assistimos ao cardápio completo. Um golo dos encarnados que deveria ter sido anulado (e não foi); um penálti contra o SLB por assinalar; e um cartão vermelho que, a ter sido mostrado, deixaria o treta campeão a jogar com menos um durante 1 hora.

Bem-vindos ao futebol português! O futebol dos vouchers, o futebol dos “padres ordenados”, o futebol de uma rede tentacular que suportou (e continua a suportar) os títulos ganhos pelos encarnados de Lisboa.

Vídeo-árbitro?
Como é que o vídeo-árbitro haveria de resolver alguma coisa, se os árbitros do vídeo são os mesmos árbitros que, nos últimos anos, andaram nos relvados portugueses a “estender tapetes vermelhos”?

Estou cada vez mais convencido, que isto só pode mudar com outros árbitros, porque estes estão viciados no colinho.

A divulgação pública do conteúdo de vários e-mails, trocados por elementos do "polvo", foi reveladora e muito importante, mas não chega.

Está na hora, mais do que na hora, do FC Porto dar um murro na mesa e, com o objetivo de repor a credibilidade do futebol português, defender que os jogos do campeonato sejam dirigidos por árbitros estrangeiros (durante um período a definir).

"Aceito árbitros estrangeiros na Liga" (Vítor Pereira, 17-05-2012)

E o que fazer aos árbitros portugueses?
Os melhorzinhos, os menos maus, podem ser “promovidos” a árbitros de vídeo ou video assistant referee (VAR), que em inglês a coisa soa mais fino...

domingo, 25 de outubro de 2015

Colinho em espanhol, tapem lá agora a vergonha!

O diário desportivo As publicou na sua edição de hoje uma entrevista a duas páginas no coração do jornal com o árbitro português Marco Ferreira. Uma decisão com um timing perfeito tendo em conta que estamos em véspera de derby lisboeta e, como todos sabemos, há meses que a comunicação social portuguesa montou um silêncio espectral ás declarações originais de Ferreira, o árbitro que não teve medo de denunciar as pressões sofridas por Vitor Pereira para facilitar nos jogos com o Benfica.

—¿Cómo se eligen los árbitros para los partidos en Portugal?
—Es Vitor Pereira el que tiene total libertad para elegir a quien le apetece.

Todos conhecemos a história de Marco Ferreira, algo que não devemos a nenhum jornal ou web portuguesa que preferiram não investigar declarações que são, para mim e para qualquer pessoa com dois dedos de testa, tão ou mais graves do que o famigerado Apito Dourado. Porque claro, o protagonista, não sendo o FC Porto, o importante é calar, já sabemos todos. Dizer que o responsável da arbitragem portuguesa procura constantemente beneficiar um clube é muito menos grave do que comer um croisant e tomar um chá com um árbitro em casa. Claro.

Yo y muchos compañeros recibimos llamadas del presidente del Consejo de Arbitraje, Vitor Melo Pereira (homólogo en Portugal de Sánchez Arminio), en la misma semana que estamos nombrados para arbitrar al Benfica. Vitor Pereira tiene muchos enemigos y muchos opositores, entre ellos la gente del propio Consejo de Arbitraje y muchos clubes de Primera. No le quieren ahí. Ahora, el único de los grandes que apoya a Pereira es el Benfica.

A entrevista de Marco Ruiz não falha um só tiro no alvo e é um trabalho jornalistico que só podia ter sido feito por alguém de fora, alguém que não estivesse tapado pela ameaça centralista e asfixiante tão portuguesa de nunca se tocar nos podres dos clubes da capital. Que esse mesmo jornalista tenha sido um dos habituais enviados do As ao Porto para cobrir o dia-a-dia da vida de Iker Casillas - temas recorrentes semanalmente no jornal - pode dizer muita coisa ou pode não dizer absolutamente nada. Pessoalmente gostaria, e muito, que esta entrevista tivesse sido facilitada pelas boas relações entre o jornalista e o FC Porto, como uma forma de denunciar publicamente, e para toda a Europa ver, a podridão que é o futebol português que o senhor Vitor Pereira quer manter a todo o custo. Seria um excelente golpe a quem nos ofende e raramente leva o tratamento que merece. Mas ninguém o pode afirmar a ciência certa pelo que deixemos isso no campo da especulação.




A entrevista é claro e põe todos os nomes nos bois e não há boi maior nesta história que o maior hooligan da arbitragem portuguesa das últimas décadas. Marco Ferreira não acusa directamente o Benfica - faz exactamente o contrário, afirmando categoricamente que nem o Benfica nem qualquer outro clube, nos seus nove anos de carreira, alguma vez o abordou pessoalmente (nove anos e nem uma chamadinha de fruta do Porto? Que desilusão deve ter sido ouvir isso no departamento de escutas lançadas ao YouTube desde fontes anónimas não é??) - mas não perdoa ás pressões sofridas por Vitor Pereira.

Ferreira repete o mesmo discurso. As ameaças de Pereira e as chamadas em vésperas de jogos com o Benfica (e só com o Benfica), o clamor de que não ligue aos insultos que vinham do banco encarnado (e que provocaram a expulsão de Jesus num jogo no Bessa) porque um lider da arbitragem não está para defender os árbitros de serem insultados, ou o aviso claro de que Ferreira tinha de se portar bem no jogo do título do Benfica. No jogo do título não se refere ao Benfica - Porto, claro, porque como Ferreira diz, é o próprio Pereira, quase a comportar-se como um "paineleiro" encarnado, que afirma que o Benfica precisa de receber o Porto com 4 pontos de avanço para não haver problemas. Todos sabemos o que se passou.
O Benfica perdeu. O Porto não aproveitou. O Benfica foi campeão vendendo cachecóis a relembrar o escandaloso colinho e Ferreira foi despromovido depois de ter sido considerado como um dos eventuais sucessores do actual Presidente da Liga Portuguesa de Futebol na cúspide da arbitragem nacional.

Después del Braga-Benfica del que le hablé, Pereira me nombró para un Rio Ave-Benfica. Esa semana me llamó dos veces. El martes y el jueves. El jueves me dijo que, si no hacía un buen partido, no me podría nombrar para el Benfica-Oporto, que era en abril. Dijo que tuviera cuidado, que “eran los que se quejaban” y que “era el partido del título del Benfica”. Y yo le dije que no, que no era el partido del título porque el Benfica llevaba cuatro puntos de ventaja con respecto al Oporto. Y me contestó: “Es muy diferente jugar en contra del Oporto en abril con una diferencia de cuatro puntos que con dos puntos o uno”. Esto, bajo mi punto de vista, es grave. Porque claramente estaba refiriéndose al Benfica.

Todos sabemos perfeitamente que o que Marco Ferreira afirma encaixa perfeitamente com a politica seguida por Vitor Pereira nos últimos anos. As nomeações dos árbitros e dos assistentes a dedo, a sua posição inflexivel de abandonar um posto para o qual não tem nivel e o apoio inequivoco do Benfica são realidades indismentiveis. Que este lodaçal tenha cruzada a fronteira - onde se tentou abafar tudo - para chegar a um dos jornais desportivos mais lidos da Europa é um triunfo inequivoco para a verdade desportiva. Nada vai mudar. Isto é Portugal, um país onde um presidente pode ameçar partidos e ir jantar como se nada tivesse passado. Pereira continuará a ser Pereira e os árbitros continuarão a receber chamadas noite dentro para portarem-se bem. Mas lá fora já não há manto protector que esconda a vergonha. O Colinho é agora tema de conversa mundial. Da próxima vez que encarregarem cachecois na Luz, não se esqueçam também de fabricar versões internacionais em espanhol, francês ou inglês. Porque já todos sabem do que se trata!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Quem policia o "polícia"?

Marco Ferreira, o árbitro da final da Taça de Portugal, foi despromovido da categoria de elite do futebol português. O juiz madeirense ficou mesmo na última posição na classificação apresentada nesta quarta-feira pela Federação Portuguesa de Futebol, com 3.472 pontos. 

O presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, José Gomes, manifestou hoje “a maior surpresa” por o internacional madeirense Marco Ferreira surgir em último na classificação da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para a época 2014/15.
“Terá sempre de haver descidas, mas ter um árbitro internacional em posição de descida e tendo esse árbitro arbitrado uma final da Taça de Portugal é a maior surpresa que acabamos por ter nestas classificações”, disse, em declarações à agência Lusa.

A nota do árbitro Marco Ferreira no jogo Braga-Benfica é das piores de sempre atribuída a um juiz internacional português. O JOGO está em condições de confirmar que o árbitro teve uma avaliação de 2.0 no Braga-Benfica, da 8ª jornada, que terminou com o triunfo dos bracarenses por 2-1.
O observador Júlio Loureiro escreveu no relatório que houve erros graves com influência no resultado, num jogo de elevado grau de dificuldade, classificando a arbitragem de Marco Ferreira com a nota de 2.0.


O árbitro Marco Ferreira foi despromovido. Pode ser uma coincidência mas dos três jogos que resultaram em derrotas do SLB na época 2014/2015, dois foram apitados por... Marco Ferreira!

26 Outubro 2015
Jornada 8
SC Braga 2-1 Benfica

21 Março 2015
Jornada 26
Rio Ave 2-1 Benfica

No jogo da 8.ª jornada, Braga-Benfica, Marco Ferreira teve mesmo a pior classificação de sempre atribuída pelo observador Júlio Loureiro.
O trabalho dos árbitros é (felizmente) escrutinado pelas imagens televisivas todas as jornadas mas o trabalho dos observadores, que são determinantes nas classificações dos árbitros, não é escrutinado por ninguém (talvez pelo Sr. Vítor Pereira e seus amigos...). Isto está correcto? Quem é Júlio Loureiro? Quem são os observadores dos árbitros? O trabalho que executam é honesto e de qualidade?

Injustiçado e traído pelos seus, Marco Ferreira encetou uma luta contra aquilo que considera estar mal no seio da arbitragem e tem publicado as suas opiniões na sua página do Facebook. Recentemente, a propósito dos observadores, escreveu isto:
"Já agora, porque não explica [n.r. Vítor Pereira] a razão dos observadores do futebol profissional não terem classificação, ou seja, estão a desempenhar funções sem ser por mérito mas sim porque são convidados pelo Conselho de Arbitragem? Isto é promover a igualdade e o mérito? Quais os critérios para serem "convidados"? Numa estrutura em que desde a base todas as pessoas são avaliadas e classificadas, descendo e subindo consoante os seus desempenhos, os observadores que são as pessoas com mais influência no processo classificativo são "convidados"!!?"

Podemos argumentar que este árbitro só agora se insurge por ter sido excluído da arbitragem "profissional" mas não deixam de ser afirmações que demonstram o estado a que chegou o sector: uma marioneta (Vítor Pereira) a pôr e dispor dos árbitros, das nomeações e das classificações.
   

segunda-feira, 6 de julho de 2015

A chamada que ninguém quis gravar

"Por vezes recebemos telefonemas de dirigentes a dizerem: 'Olha que o jogo tem de correr bem porque há um clássico no mês seguinte'. Recebi um telefonema [de Vítor Pereira] em que me dizia isso mesmo, ou então não poderia contar comigo para o clássico. Se isto é mais grave ou não do que os clubes fazem... Sim, estou a falar de Vítor Pereira. Recebi um telefonema a 17 de Março e outro a 19 de Março. Gostava de falar com Vítor Pereira sobre algumas nomeações cirúrgicas. É mentira que diga que não tenha poder a nível classificativo. Quando nomeia, sabe quem está a nomear."
Marco Ferreira em declarações à RTP Informação

Vítor Pereira e Marco Ferreira

O futebol português é um antro de corrupção mas, curiosamente, só se fala nisso quando há alvo azul e branco que abater. Aí sacam-se todos os Apitos do armário e volta o velho discurso de sempre, esquecendo talvez que os primeiros casos de corrupção em Portugal beneficiaram - e muito - clubes da capital e são tão antigos que a esmagadora maioria dos adeptos actuais nem sequer estava vivo quando ocorreram. 
Mas o importante é ir sacando, de tempos a tempos, a mancha do AD para colar à corrupção que vivemos ano sim e ano também.

2014/15 foi o ano do #Colinho, tão escandaloso que até o próprio clube beneficiado, num arreigo de falta de vergonha que só surpreende quem anda a dormir, tentou até capitalizar as evidentes acusações em produtos de marketing. É assim a pouca vergonha em Portugal, um pais dirigido por pessoas que preferem apertar com os coitados dos gregos, quando estes ainda estão piores que nós, a levantar a voz para defender quem de direito. Que podemos esperar dessa gente? Tudo. Incluindo o que o árbitro Marco Ferreira diz no parágrafo que abre este artigo.

Ferreira desceu de categoria no final do ano. Curioso, visto que, segundo o próprio, era um dos nomes apontados para apitar o "Jogo do Titulo" na Luz. Só tinha de se portar bem, fazer as coisas como devem ser feitas, segundo quem manda claro, para entrar no grupo dos "elegidos". Teve azar. Ferreira apitou uma das poucas derrotas do Benfica, em Vila do Conde, e esse resultado negativo do clube todo-poderoso marcou-o para o resto do ano. Nem sequer foi chamado a apitar o tal Clássico que lhe tinham prometido nem conseguiu manter a categoria. E quem lhe prometeu tal coisa? Pinto da Costa? Antero Henriques? Não: Vítor Pereira.

Vítor Pereira, o homem que diz que não tem poder para nada, o homem que estava atrás desse circo que foram as nomeações, foi, nas palavras do próprio árbitro, quem lhe ligou como quem não quer a coisa, antes do jogo de Vila de Conde, para coagir um arbitro a "portar-se bem". Há alguma fruta que seja sinónimo de portar-se bem? Banana talvez?


O certo é que o sistema de nomeações, feito a dedo, tem as horas contadas e que o sorteio vai trazer um pouco - não demasiado - de ar fresco a este circo que são as arbitragens a Portugal. O que não é menos certo é que, perante estas gravíssimas acusações, não se vêm telejornais a abrir, diários com capas apelativas nem sequer nada nem ninguém a pedir a cabeça do homem que dirige os árbitros. O silêncio é de ouro.

Vítor Pereira fez, neste chamada, algo muito mais grave do que a maioria das acusações - por provar - feitas aos dirigentes do FC Porto durante o Apito Dourado. Provou que há árbitros realmente limpos e imunes ás suas pressões - ao contrário do que a maioria dos adeptos pensa - e também deu razão aos que pensam que o problema está menos nos homens de negro e mais em quem lhes faz chamadinhas na calada para garantir que o país está "sereno", em palavras de outros tempos. 

Marco Ferreira pagou o preço de ter apitado um jogo que correu mal e talvez se não tivesse sido despromovido de categoria esta história acabasse esquecida, sem sair cá para fora. Como tantas outras. Mas a cabeça de Vítor Pereira continua no sitio, ninguém a pede, ninguém a exige, ninguém pensa que está por detrás de uma série de anos vergonhosos na história da arbitragem em Portugal?

Pois. Fosse Vítor Pereira um reconhecido sócio, dirigente ou adepto do FC Porto e já tinha as malas em Tuy e um letreiro de "bandido" ao pescoço. É assim que funciona tudo por aqui, que não surpreenda ninguém quando acordarem, amanhã, apenas para descobrir que Vítor Pereira ainda é o chefe dos árbitros portugueses. E que as suas chamadas, ao contrário de outros, lamentavelmente, não estão sob escuta!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Sai uma trivela para a mesa 5

                                          Foto: Maisfutebol

O FC Porto quis redimir-se da derrota da jornada anterior na Madeira frente ao Marítimo e fez uma exibição convincente aplicando a chapa 5 ao Paços de Paulo Fonseca.

A equipa jogou com muito mais intensidade, pressionando mais alto o adversário e em consequência ganhando a bola mais próximo da baliza adversária. As oportunidades de golo foram surgindo até que aos 28’ Jackson empurra para a baliza a bola vinda de um cruzamento tenso da esquerda de Alex Sandro, beneficiando ainda do erro do guarda-redes Defendi que falhou a saída ao cruzamento.

Vi no Paços de Paulo Fonseca uma equipa semelhante ao FC Porto da época passada. É uma equipa organizada que, sem a bola, se move em bloco ora para o lado esquerdo ora para o lado direito, dependendo das movimentações do adversário mas que, não raras vezes, deixa os adversários na cara do golo porque falha uma ou outra marcação quando a bola é lançada para as costas da defesa. Era assim a nossa defesa na época passada. E foi assim que Jackson se isolou com um passe longo livrando-se de Hélder Lopes que depois acaba por agarrá-lo dando origem à marcação do penalty que Quaresma executou na perfeição.

O árbitro Marco Ferreira conseguiu inovar e mostrar-nos uma nova interpretação das leis do jogo no que respeita à sanção disciplinar a aplicar ao jogador que impede o adversário de jogar tendo este pela frente apenas o guarda-redes. Assim, estes lances são, segundo Marco Ferreira, puníveis com livre directo e o jogador infractor:
a) É punido com a amostragem de um cartão amarelo se a equipa adversária for o FC Porto ou;
b) É punido com um cartão vermelho e consequente ordem de expulsão se a equipa adversária for outra que não a mencionada em a).

Foi assim aos 37’ quando Hélder Lopes agarrou Jackson dentro da área e foi assim aos 81’ quando Romeu agarra Jackson à entrada da área (i.e, viram apenas um cartão amarelo sendo que no caso de Romeu levou a expulsão por se tratar do segundo amarelo).

Depois, aos 43’, vem o momento de magia no jogo. Deixo aqui a descrição do lance por Pedro Cunha no Maisfutebol que tem mais veia poética que eu:

Era uma vez… Quaresma. 

Todas as histórias de encantar, pedaços da nossa infância, começam assim. E o Mustang merece a deferência. É raro, muito raro, ver o que vimos no Dragão este domingo. O terceiro golo da noite é um prodígio de potência, colocação e efeitos especiais. Sim, efeitos especiais. 

O pontapé de trivela, três dedos na bola e o arco perfeito, é sobre-humano. É um truque saído da manga de um mágico, retocado na mesa de edição de imagem e servido ao público com um halo de perfeição. Que grande golo, caro leitor! 

O movimento de Quaresma é o habitual. A finta a procurar a zona central e a parte de fora do pé direito a fazer das suas. A bola explodiu no ângulo superior direito da baliza do Paços e dissipou, com a firmeza de uma alta patente, as poucas dúvidas que ainda assombravam o score.

Logo no início da segunda parte Herrera fez o 4-0 depois de excelente trabalho individual de Jackson – que grande jogo fez o colombiano, está em toda a parte, defende, ataca, desmarca-se, enfim, é um trabalhador incansável – e a equipa adormeceu um pouco, o que se compreende. Até ao fim há a destacar a desmarcação de Óliver que, na cara do guarda-redes, atirou à figura e o 5-0 por Cristian Tello na marcação de um livre directo por falta cometida sobre Jackson. Um golo de belo efeito.

Não gostei da exibição de Cristian Tello, apesar do livre bem marcado, e creio que a sua substituição seria mesmo a mais acertada em vez da de Quaresma. O espanhol, mais uma vez, teve uma actuação de altos e baixos e nunca mostrou disponibilidade total para disputar a bola. Há uma jogada na primeira parte sobre o lado esquerdo do ataque do FC Porto em que a bola lhe é passada bastante para a frente e Tello pura e simplesmente se desinteressa do lance. Isto não é um jogador "à Porto" e o problema é que ninguém lhe explica isso sendo, aparentemente, um jogador intocável para Lopetegui. O Quaresma é sempre o extremo sacrificado quando toca a substituições e, sinceramente, começo a entender a sua incompreensão apesar de não concordar com gestos públicos de desagrado como tirar as fitas das caneleiras e atirá-las ostensivamente para o chão. 

Em suma, valeu ao FC Porto uma entrada em jogo com determinação e entrega por parte de todos os jogadores que desta vez conseguiram colocar mais intensidade em todas as bolas. A equipa deveria jogar assim em todos os jogos da Liga até à 34ª e última jornada.
   

domingo, 1 de fevereiro de 2015

SMS do dia

O artista Marco Ferreira, consegue transformar um cartão vermelho certo, num penalty incerto - tcharan!

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O campeonato está viciado?

 
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2ª Jornada

Boavista 0-1 Benfica
Árbitro: Marco Ferreira
Aos 83’ e na ressaca de um alívio da defesa benfiquista Brito remata de fora da área para um grande golo do Boavista. O árbitro anulou o lance, não se percebe se por fora-de-jogo se por falta atacante. O Benfica saiu beneficiado do jogo do Bessa.


4ª Jornada

V. Setúbal 0-5 Benfica
Árbitro: João Capela
Com o resultado em 0-1 o jogador sadino Giovani isola-se frente a Artur e acaba por marcar mas o lance é anulado por fora-de-jogo. Giovani tinha dois jogadores adversários a coloca-lo em jogo, erro grave da equipa de arbitragem.

V. Guimarães 1-1 FC Porto
Árbitro: Paulo Baptista
Aos 30’ Brahimi isola-se, corre para a grande área, e quando se prepara para rematar à baliza é puxado por um defesa do Guimarães, saindo frouxo o remate. Penalty por assinalar contra o Guimarães que o árbitro não sancionou.
Aos 72’ Brahimi desmarca-se pela esquerda e faz golo. Está perfeitamente em linha com o último defesa do Guimarães mas o árbitro anula o golo por indicação do fiscal de linha. O FC Porto sai prejudicado deste jogo devido a erros grosseiros da equipa de arbitragem.


5ª Jornada

FC Porto 0-0 Boavista
Árbitro: Jorge Ferreira
Aos 25’ Maicon tem uma entrada ríspida sobre um adversário à entrada do meio campo do FC Porto junto à linha lateral, justificando-se a amostragem de um cartão amarelo. O árbitro opta pelo… vermelho. O FC Porto acaba por jogar mais de uma hora com um jogador a menos. Durante a 2ª parte o árbitro acabou por ser complacente com as perdas de tempo dos jogadores axadrezados.

Benfica 3-1 Moreirense
Árbitro: Luís Ferreira
Com o resultado em 0-1 o árbitro mostra o 2º cartão amarelo e consequente vermelho a um defesa do Moreirense. Se esta falta por ele cometida poderá justificar sanção disciplinar, a falta que deu origem ao primeiro cartão amarelo nem por sombras. A jogar contra 10 o Benfica marcou 3 golos sendo o último apontado na sequência de uma grande penalidade marcada por falta inexistente sobre Lima.

6ª Jornada

Sporting 1-1 FC Porto
Árbitro: Olegário Benquerença
Aos 11’ o jogador Slimani, fora de si, agarra o defesa do FC Porto Martins Indi pelo pescoço e projecta-o violentamente para trás. Benquerença mostrou apenas um cartão amarelo ao enraivecido sportinguista…
Com o resultado em 1-1, aos 89’ Jackson remata de forma artística para a baliza e Maurício corta a bola com braço de forma ostensiva. Penalty por assinalar contra o Sporting e segundo amarelo e consequente expulsão a Maurício. O árbitro mandou seguir.



Estoril 2-3 Benfica
Árbitro: Vasco Santos
Aos 11’ Jardel salta por cima de Kléber atirando-o para o chão dentro da grande área dos vermelhos. Penalty por assinalar a favor do Estoril.
Aos 48’ Enzo Pérz comete falta dura sobre Kléber justificando-se a amostragem de um cartão amarelo, que seria o segundo e determinaria a sua expulsão. O árbitro nem falta assinalou.
Assim, depois de estar a vencer por 0-2 o Benfica acabou por permitir que o Estoril reduzisse e aos 53’ fizesse mesmo o 2-2 por Kléber. Claro que a partir daí qualquer falta daria cartão amarelo para os jogadores da casa (contrariamente ao que aconteceu com Enzo). Aos 66’ Cabrera viu o segundo amarelo e foi expulso devido a uma simulação do mesmo Enzo Pérez. O estorilista nem lhe tocou. Apenas 4 minutos volvidos, o Benfica marcou o golo da vitória por Lima.




9ª Jornada

Benfica 1-0 Rio Ave
Árbitro: Manuel Mota
Aos 68’ numa jogada de contra-ataque o Rio Ave chega ao empate por Esmael a passe de Wakaso. O golo é anulado por pretenso fora-de-jogo. Vê-se que no momento do passe o fiscal de linha está mais de 3 metros atrás do último defesa do Benfica e mesmo assim anula o golo. O jogador do Rio Ave está em linha, apesar de a Benfica TV, que transmitiu o jogo, ter colocado uma linha ligeiramente diagonal (e não paralela) em relação à linha da grande área para tentar iludir o espectador. Dois pontos “subtraídos” ao Rio Ave e dois pontos “dados” ao Benfica pela equipa de arbitragem (chefiada pelo “talhante benfiquista de Braga”).


10ª Jornada

Estoril 2-2 FC Porto
Árbitro: Artur Soares Dias
Já na época de 2013/2014 o FC Porto foi impossibilitado pela equipa de arbitragem de vencer na Amoreira. Nesta época a história repetiu-se. Com o resultado em 1-1 aos 55’ Danilo e Brahimi são derrubados consecutivamente na grande área estorilista. Penalty a dobrar que o árbitro não quis ver.

Nacional 1-2 Benfica
Árbitro: Bruno Paixão
Com o resultado em 1-1, aos 19’ e na sequência de um canto para o Benfica, a bola fica no meio da área, Luisão e Ghazal disputam a bola que sobra para Jonas que atira para o fundo das redes, no entanto está adiantado na altura do passe. O árbitro sancionou o golo.
Aos 69’ o jogador do Nacional Lucas João isola Marco Matias (que está 2 metros atrás do último defesa do Benfica) que faz o 2-2. Bruno Paixão anula o golo, numa decisão inacreditável. Os comentadores em directo aventam hipóteses: “terá sido por fora-de-jogo?” diziam uns, “ou terá sido pé-em-riste do jogador do Nacional?”. Nem uma nem outra, Paixão anulou o golo porque sim. Mais uma vitória com dedo dos árbitros.


Em 10 Jornadas o Benfica acabou por ser beneficiado em 6 sendo que, dessas 6, em 3 Jornadas os erros de arbitragem influenciaram decisivamente o resultado final das partidas. Já o FC Porto viu erros de arbitragem terem influência em 3 dos 10 jogos já realizados no campeonato.


O primeiro terço do campeonato está praticamente cumprido e as prestações da arbitragem marcam decisivamente a actual classificação: 1º Benfica 25, 2º Guimarães 23, 3º FC Porto 22.

A análise às prestações do Benfica desta época, se compararmos a Liga dos Campeões com o Campeonato, torna-se ainda mais confusa. Nesta fase de grupos da Liga dos Campeões o Benfica, em 5 jogos, conta com 1 vitória, 1 empate e 3 derrotas. Sofreu 6 golos e marcou apenas 2.
 

sexta-feira, 23 de março de 2012

Amarelos cirúrgicos

Hoje à noite o Olhanense vai receber o slb, em jogo antecipado da jornada 24. Na antevisão ao jogo, o treinador-adjunto do Olhanense (o treinador principal apanhou um castigo que só termina no… domingo), Jorge Rosário, quando confrontado com a ausência de vários habituais titulares, afirmou:

Vai ser extremamente difícil para o Olhanense, porque as pessoas têm de perceber isto: quando toda a gente falava que só o Javi Garcia fazia falta ao Benfica, e que o Benfica não era a mesma equipa sem um jogador, é evidente que sem quatro ou cinco jogadores, para o Olhanense não é difícil, é extremamente difícil”.

Três das ausências certas são-no devido a acumulação de amarelos. De facto, no recente Vitória Guimarães x Olhanense, o árbitro Vasco Santos “acertou em cheio”. Dos quatro cartões amarelos que mostrou à equipa de Olhão, três foram a jogadores que estavam à bica e, por isso, André Pinto, Wilson Eduardo e Cauê ficam de fora do desafio contra os encarnados. É a vida…


Aliás, a “coincidência” de jogadores das equipas adversárias do slb ficarem impedidos de jogar contra o “clube dos 6 milhões”, devido à acumulação de amarelos, é algo que se está a tornar regular. Não faltam exemplos que atestem esta “regularidade” e ainda há cerca de um mês falei de um caso semelhante, a propósito da deslocação do slb a Coimbra.

Mas, numa altura em que este assunto foi abordado por muitos blogues portistas (a comunicação social do regime, evidentemente, nem ao de leve lhe toca), importa dizer que este padrão já existia na época passada.
A memória dos adeptos é curta, mas eu ainda me lembro do meio-campo totalmente “renovado” que o Paços de Ferreira teve de utilizar na recepção ao slb, na sequência de uma arbitragem “cirúrgica” do agora famoso Marco Ferreira (num Beira-Mar x Paços Ferreira).

De uma coisa tenho a certeza: a sequência destes casos não entrou, nem entrará, para a história do futebol português. A “verdade desportiva” é algo muito sério…

segunda-feira, 12 de março de 2012

O pior cego…

Porque há quem não tenha visto, veja mal, não queira ver, ou seja “cego”...

(clicar na foto para a ampliar)


Conforme esta foto mostra de forma inequívoca, o jogador da Académica, além de agarrar Hulk pelo braço, toca-lhe e derruba-o com a perna direita.

Se tivessem sido cumpridas as regras, seria assinalada uma grande penalidade e mostrado o cartão amarelo ao defesa da Briosa. Contudo, no campeonato da “verdade desportiva”, o filiado da APAF, além de não ter assinalado este penalty claro, ainda por cima mostrou um cartão amarelo ao Hulk, o que o impedirá de jogar no próximo Nacional x FC Porto.

Eu até admitia que o senhor Marco Ferreira pudesse estar encoberto e não ter visto o lance mas, para ter considerado simulação (e mostrar o cartão amarelo), foi porque viu e tem a certeza que o Hulk caiu sem ser agarrado, nem tocado. Ou seja, o madeirense Marco Ferreira viu uma coisa que não aconteceu!


Assim sendo, pergunto a Vítor Pereira (o nomeador dos árbitros, cuja recondução foi apoiada por Luís Filipe Vieira): este árbitro – Marco Ferreira – tem condições para continuar a arbitrar?

P.S. Numa jornada em que o FC Porto foi nitidamente prejudicado, enquanto que slb e SC Braga beneficiaram de favores dos senhores do apito, esta semana ninguém vai falar de arbitragem…

Fotos (clicar para as ampliar): Catarina Morais (Maisfutebol)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Um meio-campo "renovado" na Mata Real


Conforme é sabido, o Paços de Ferreira tem vindo a fazer um bom campeonato e, de acordo com quem tem acompanhado de perto esta equipa, muito do seu sucesso é alicerçado na coesão do seu trio do meio-campo.

No dia 11 de Março, o Paços de Ferreira foi a Aveiro jogar com o Beira Mar para a 23ª jornada do campeonato. Chegados ao final do jogo, dois dos médios da equipa – David Simão e André Leão – tinham visto o 5º cartão amarelo e o outro médio – Leonel Olímpio – foi expulso com um vermelho directo (numa jogada em que nem sequer tocou no jogador aveirense).

Nota: Os primeiros três cartões mostrados pelo árbitro a jogadores do Paços foram precisamente a estes três médios. O árbitro haveria ainda de mostrar mais dois cartões, em período de descontos...

Perante esta situação, no jogo da 24ª jornada o meio-campo do Paços vai ter de ser TODO mudado, com Rui Vitória a ter de inventar soluções, recorrendo a jogadores menos rodados e fazendo várias adaptações.

P.S.1 A arbitragem do Beira-Mar x Paços Ferreira não foi polémica, nem deu que falar. Apenas para que conste, e para memória futura, o árbitro foi o “promissor” Marco Ferreira.

P.S.2 Hoje, no tal jogo da 24ª jornada, o Paços Ferreira vai receber na Mata Real um clube que tradicionalmente equipa de encarnado e que, nesta altura, ocupa o 2º lugar da classificação.