
Afinal, aquilo que parecia certo – o 4º classificado do campeonato português ocupar o lugar do TRI-CAMPEÃO na Liga dos Campeões 2008/09 – não está garantido.
Que desilusão para aí vai!...
Depois do tchau do Scolari, foi a segunda má notícia, em menos de 48 horas, para os adeptos do maior clube português – os anti-portistas.
À saída da sede da UEFA, em Nyon, após a decisão do Comité de Apelo, que revogou a exclusão do FC Porto da Liga dos Campeões, remetendo o processo, de novo, para a primeira instância – Comissão de Controlo e Disciplina da UEFA – o advogado do Benfica, João Correia, fez as seguintes declarações:
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| João Correia e Luís Filipe Vieira |
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Se é uma derrota? Não, de forma nenhuma, a decisão é favorável às posições do Benfica. (...)
O doutor João Leal não disse a verdade à Comissão de Apelo, na medida em que pôs em causa se a decisão de punir o F. C. Porto tinha transitado em julgado. Obviamente transitou, embora o doutor João Leal tenha lançado a dúvida sobre assunto. Não disse aqui que a decisão transitou em julgado, como devia ter feito. Não fez um bom serviço ao direito e à verdade desportiva. Estamos aqui a lançar uma censura forte ao comportamento de João leal. (...) pergunte ao doutor Leal porque mudou de ideias. A justiça e a verdade estão do nosso lado e o direito também. (...)
Não sei se o Conselho de Justiça tem força anímica para decidir de forma forte, oxalá que a tenha. Queremos que as instituições funcionem bem, embora tenha algumas dúvidas sobre isso.»
Pois é, as certezas dos benfiquistas transformaram-se em dúvidas e já disparam em todas as direcções. Desde a directora-executiva da Liga – Andreia Couto –, passando pelos assessores jurídicos da Liga e da FPF, ai de quem não se vergar e disser ámen às teses dos campeões da secretaria. Transformam-se imediatamente em alvos a abater.
Não interessa se estas pessoas estão apenas a cumprir o seu dever, ou as indicações de órgãos jurisdicionais (caso de João Leal relativamente ao CJ da FPF).
Não interessa se a decisão do CD da Liga que condenou o FC Porto é fundamentada em pressupostos não provados (declarações de Carolina) e está eivada de inconstitucionalidade (recurso às escutas).
Não interessa se o regulamento da UEFA é de 2007 e os factos de que o FC Porto é acusado remontam à época 2003/04.

O que interessa é que o SLB, apesar de ter ficado em 4º lugar, a 23 (!) pontos do FC Porto, acha que tem o direito de ocupar na Liga dos Campeões 2008/09 um lugar que, por falta de qualidade, incompetência e absoluta mediocridade não foi capaz de assegurar dentro de campo.
O próximo alvo já está identificado: o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol.
«(...) segundo foi possível apurar, o F. C. Porto está bem colocado para conseguir fazer vingar os seus argumentos neste organismo da FPF, que
tem sido pressionado nos últimos dias pelo Benfica sem razão aparente, uma vez que nunca foi forçado a tomar uma única decisão polémica desde que a actual direcção entrou em funções.»
in JN, 14/06/2008
E se alguém ainda tinha dúvidas, a capa do jornal ‘O Benfica’, nº 3346, de 13/06/2008 (dia em que o Comité de Apelo da UEFA tomou a decisão) é elucidativa.

Esta pressão vergonhosa e feita à descarada sobre o CJ da FPF, mostra o nervosismo e a inquietude que assalta Luís Filipe Vieira e as suas “tropas”.
Mas há mais gente preocupada com a decisão que o Conselho de Justiça da FPF vai tomar. Por exemplo, Marinho Neves, o senhor “Sistema”, publicou em 10/06/2008, o seguinte texto no seu blog:
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| Marinho Neves |
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Adivinhem para que lado pode cair a tendência do Conselho de Justiça da FPF. Aqui fica em primeiríssima mão, quantos são, quem são e para que lado podem cair.
O Conselho de Justiça é formado por 7 elementos todos com formação jurídica.
O presidente é Dr. António Gonçalves Pereira e foi colocado no lugar pela AF do Porto depois de ter exercido neste organismo vários cargos e ser um, fidelíssimo do falecido Adriano Pinto. É adepto do FC Porto e foi guarda-redes da Académica na altura em que tirava o curso em Coimbra. Foi também guarda-redes do Gondomar e presidente da Assembleia Geral deste clube, actualmente é vereador da Câmara de Gondomar. Terá desta forma de julgar dois clubes que trás no coração: Pinto da Costa que por acréscimo beneficia o FC Porto e o Gondomar que foi despromovido pelo Conselho de Disciplina da FPF e que agora recorreu para o CJ.
O Vice-Presidente – Dr. Elísio da Costa Amorim foi colocado no lugar pela Associação Futebol de Aveiro e é um alto militante do PS e adepto do Beira-Mar e simpatiza com os dragões.
Vogal – Dr. Francisco José Cerqueira Mendes da Silva foi colocado no lugar pela AF de Viseu e não se lhe conhece a sua filiação clubística.
Vogal – Dr. Álvaro Manuel Reis Batista foi colocado neste lugar pela AF de Castelo Branco e segundo nos garantiram tem uma simpatia pelo FC Porto.
Vogal – Dr. Eduardo Santos Pereira foi colocado no lugar pelo Sindicato Jogadores e não se lhe conhece filiação clubística.
Vogal – Dr. João José Carrajola Abreu foi colocado no lugar pela AF de Setúbal e é adepto do Sporting.
Vogal – Dr. José Diogo Salema Pereira dos Reis, é de Lisboa e foi colocado no lugar pela FPF, tendo-nos sido garantido que é simpatizante do Benfica.
Façam as contas e adivinhem como vai ficar o processo “Apito Final”.»
Quem colocou o Dr. Cunha Leal na Liga de Clubes?
Quem colocou o Dr. Ricardo Costa no CD da Liga?
De que clube são adeptos?
Pois, isso não interessa ao Marinho Neves.
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| Eugénio Queirós |
Quem também parece apreensivo com a decisão do CJ da FPF é o “especialista” no Apito, Eugénio Queirós, que logo a seguir à decisão do Comité da Apelo da UEFA escreveu o seguinte no seu blog:
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Uma coisa é certa: ainda não há vencidos nem vencedores embora o FCP tenha ganho um tempo que só será precioso se o CJ da FPF decidir a tempo e se essa decisão contrariar os acórdãos da equipa de Ricardo Costa. No estado em que está a FPF, tudo é possível.»
Evidentemente, o Correio da Manhã, onde um dos “pontas-de-lança” da guerra contra o FC Porto é precisamente a esposa do Eugénio Queiroz – a já célebre Tânia Laranjo – não podia faltar à festa e na sua edição de ontem referia o seguinte:

«O FC Porto sabe na próxima semana se vai participar, ou não, na Liga dos Campeões em 2008/09. Para que os dragões disputem a Champions, apurou o CM, basta que o Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) afirme que não tem carácter definitivo o castigo de seis pontos e de 150 mil euros imposto pela Comissão Disciplinar (CD) da Liga, no âmbito do ‘Apito Final’ (corrupção). O CJ reúne-se na próxima semana e, em resposta a um requerimento do Benfica, vai determinar se a penalização aos portistas é passível de recurso.»
Encaro com redobrado optimismo todos estes sinais de inquietude e nervosismo que são cada vez mais notórios no poderoso exército de bastidores do inimigo. Contudo, com a esmagadora maioria da comunicação social mobilizada e ao serviço da causa encarnada, será que os homens que constituem o CJ da FPF vão resistir às pressões da onda vermelha?
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Como o recurso do presidente aproveita ao FC Porto, isto quer dizer que o Conselho de Justiça vai ter mais urgência em decidir e será objecto de uma maior pressão mediática e não só»
José Manuel Meirim, 13/06/2008
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Se os membros do Conselho de Justiça fossem como os da Comissão Disciplinar, poderia acreditar na influência de pressões, mas como não são...»
Guilherme Aguiar, 13/06/2008
Uma coisa é certa, conforme escreveu
José Manuel Meirim, no PÚBLICO de 08/06/2008, as decisões do CJ e da UEFA estão intimamente ligadas. Se o CJ da FPF der razão a Pinto da Costa / FC Porto, é (quase) certo que o FC Porto irá jogar a Liga dos Campeões 2008/09.