Mostrar mensagens com a etiqueta Beira Mar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Beira Mar. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Portistas nas páginas de A BOLA

Nortada, Miguel Sousa Tavares (A BOLA, 18-07-2017)

«Os factos reportam-se a um jogo Beira-Mar - FC Porto, a quatro ou cinco jornadas do final de um campeonato que o FC Porto haveria de vencer tranquilamente com, salvo erro, uns 14 pontos de avanço sobre o segundo classificado – o Sporting. Ou seja, os 6 pontos retirados foram só para mostrar serviço. Recorde-se ainda que, nesses gloriosos dias, o FC Porto era treinado por José Mourinho, a sua superioridade interna era imensa e incontestável e estava a dias de se sagrar campeão europeu. Enquanto isso, o Benfica terminaria o campeonato a mais de 20 pontos de distância, em quarto lugar, atrás do Vitória de Guimarães.»
O que é feito de Carolina Salgado?
Miguel Sousa Tavares, A BOLA, 18-07-2017


O Miguel Sousa Tavares (MST) confunde algumas datas e factos (algo que, por vezes, acontece nas suas crónicas semanais publicadas na A BOLA), mas a mensagem essencial da crónica desta semana, além de pôr o dedo na ferida, é perfeitamente clara e correta.

As duas versões do livro de Carolina (jornal SOL, 08-09-2007)

Juiz acusa Carolina de mentir (O JOGO, 01-07-2008)

O célebre Beira-Mar x FC Porto, arbitrado por Augusto Duarte e que terminou empatado (0-0), foi disputado na época 2003/2004, jornada 31. Isto é, a quatro jornadas do fim desse campeonato e a cerca de um mês do FC Porto se sagrar campeão europeu em Gelsenkirchen, no dia 26 de Maio de 2004.
A equipa do FC Porto (treinada por José Mourinho) ganhou esse campeonato com 82 pontos. Mais 8 pontos que o SLB (2º classificado) e mais 9 pontos que o Sporting (3º classificado).

O campeonato que o FC Porto ganhou com 20 pontos de avanço (mais tarde reduzidos a 14) foi quatro anos depois, na época 2007/2008.
A equipa do FC Porto (orientada pelo prof Jesualdo Ferreira) terminou esse campeonato com 75 pontos e, após lhe terem sido retirados 6 pontos pelo CD da Liga (presidido pelo dr. Ricardo Costa), ficou com 69 pontos.
O Sporting terminou com 55 pontos. O V. Guimarães terminou com 53 pontos. E o SLB terminou esse campeonato em 4º lugar, com 52 pontos (a 23 pontos do FC Porto!).

Quanto à validade das escutas… Ao contrário do que afirma o MST, as escutas não foram ilegais, conforme foi explicado no último programa ‘Universo Porto’ (emitido no Porto Canal, na passada segunda-feira). As escutas não são é válidas para serem usadas no processo disciplinar da Liga/FPF que, “oportunamente”, foi (re)aberto pelo benfiquista de Canelas.

Percebe-se que este tipo de lapsos sejam aproveitados, por benfiquistas e sportinguistas, para descredibilizar o MST. O que me custa a aceitar é que também sejam aproveitados por portistas, para atacar e até insultar o MST, sempre que ele escreve uma crónica crítica do Presidente Pinto da Costa ou de decisões da Administração da SAD.

Ora, convém lembrar que, quando o Apito Dourado “explodiu”, enquanto o Presidente e o Clube/SAD se remeteram ao silêncio, o MST foi dos poucos, juntamente com alguns blogues (entre os quais tenho o orgulho de colocar o ‘Reflexão Portista’), a dar a cara e vir para a “frente de batalha” na praça pública.

É perfeitamente normal discordar das opiniões do MST e eu discordo com frequência, principalmente quando as opiniões são referentes a jogadores ou treinadores. Contudo, não me esqueço que o MST que critica o Presidente nas páginas de A BOLA é a mesma pessoa, o mesmo Portista que, nessas mesmas páginas, defendeu o FC Porto num dos períodos mais delicados da nossa história.

Por isso, e não só, obrigado Miguel.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Eusébio e Tozé, descubra as diferenças

«Tozé, médio cedido pelo FC Porto ao Estoril [o empréstimo é válido por duas temporadas e o Estoril garantiu 35% do passe do jogador], esteve em destaque neste domingo. O jovem internacional português foi titular frente aos dragões, sofreu uma grande penalidade na reta final do encontro e converteu-a com eficácia. A equipa de Julen Lopetegui perdeu dois pontos na Amoreira (2-2).
O jogador não festejou o golo e pediu desculpa aos adeptos do FC Porto, clube que representa desde 2005
in Maisfutebol, 10-11-2014


O Porto é o clube do meu coração e foi difícil para mim, mas tentei ser profissional e ajudar o Estoril
Tozé, no final do Estoril x FC Porto, em declarações à SportTv


O jogador [Tozé] estava sereno, embora toda a situação tenha mexido com ele, pela história que tem com o FC Porto e que possivelmente ainda não acabou. Se o FC Porto o quiser de volta vai contar com um profissional de alto gabarito.
Ele é profissional e demonstrou isso, acima das paixões clubísticas ou do histórico da formação.”
Tiago Ribeiro, presidente do Estoril, em declarações ao Maisfutebol



«Eterno adepto do Benfica, o “Pantera Negra” revelou, numa entrevista a ser transmitida esta quarta-feira pela RTP, que na sua carreira chegou a fazer “birra” para não marcar um golo contra o clube do coração.
Eusébio interrompeu um período de 14 anos de ligação ao Benfica, dois meses depois da “Revolução dos Cravos”, para passagens curtas pelos Estados Unidos da América, México e Canadá. Um ano depois de ter abandonado Lisboa, Eusébio regressou a Portugal, em 1976, para jogar no Beira-Mar. Mas avisou o seu treinador que jamais marcaria um golo ao Benfica.
Não me peçam para marcar um penálti, nem um livre. Se for para marcar um penálti eu mando um pontapé para fora”, revelou o ex-futebolista, que acabou por não ter feito um único remate quando defrontou o Benfica, que viria a sagrar-se campeão na mesma temporada.
Eusébio contou ainda que, a 15 minutos do início da partida, foi ao balneário do Benfica “tranquilizar” os ex-companheiros. “Malta, eu vou jogar mas estejam tranquilos porque não vai haver golos”, disse o então avançado do Beira-Mar.»


Que história exemplar!

É caso para dizer, principalmente aos benfiquistas, descubra as diferenças entre estes dois casos…

Mais. Enquanto o Tozé está emprestado, tem contrato com o FC Porto e a maior parte do seu passe pertence à SAD portista, no caso do Eusébio, quando, em 5 de Janeiro de 1977, defrontou o “seu clube do coração” ao serviço do Beira Mar, já há mais de dois anos que não tinha qualquer tipo de vínculo ao SL Benfica.

Mas o pior de tudo é saber que a generalidade dos benfiquistas – adeptos, comentadores, jornalistas, ex-jogadores, etc. – em vez de vergonha, têm orgulho nesta história.
Isto é que é (foi) amor ao “glorioso”, dizem eles.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

A estatística que conta

Na reflexão que fez sobre o Beira Mar x FC Porto, o meu companheiro de blogue, Nelson Carvalho, escreveu o seguinte:

"Entre o empate com o Olhanense e o triunfo desta noite diante do Beira-Mar a diferença não esteve no futebol jogado mas sim na eficácia nos momentos chave"

Não podia estar mais de acordo. Aliás, até diria mais. Contra o Olhanense, o FC Porto foi mais dominador e criou oportunidades bem mais flagrantes do que contra o Beira Mar.
Veja-se o caso do melhor ponta-de-lança do campeonato português - Jackson Martinez - que, ao contrário dos três golos, aparentemente fáceis, que desperdiçou frente à equipa de Olhão, desta vez precisou apenas de meia oportunidade para marcar (num lance em que ainda teve o mérito adicional de tirar um adversário da frente).

(estatísticas da LPFP, jornal O JOGO)

Em termos de indicadores estatísticos, o jogo de Aveiro foi nitidamente pior que a recepção ao Olhanense mas, na estatística que realmente conta – a dos golos marcados e sofridos –, desta vez os dois golos do desafio foram ambos na baliza certa (a baliza da equipa adversária) e isso faz toda a diferença.

A começar pelo modo como jornalistas e adeptos avaliam e comentam as incidências do jogo, cuja análise no final é sempre fortemente influenciada pelo resultado.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Assim não vamos lá


Aquela última jogada da partida retrata na perfeição a incompetência das três equipas em campo.
A incompetência (para não lhe chamar outra coisa, porventura mais exacta) do árbitro, alegremente deixando o jogo arrastar-se muito para além dos 4 minutos que assinalou na placa; depois a incompetência da nossa equipa, retratada num "corte" totalmente estúpido de Maicon para o sítio mais errado possível (mas poderia ter sido outro jogador qualquer, tal a falta de concentração geral na disputa da bola); e depois a incompetência do jogador do Beira-Mar que fez o mais difícil, ou seja, conseguiu a proeza de atirar ao lado com a baliza completamente aberta.

Seria o adeus ao campeonato, exactamente da mesma forma como, no fundo, acabamos por dizer adeus à Champions, não contra o Zenit mas naquele jogo em Nicósia
Tal como no Chipre, com um resultado positivo nas mãos, íamos deitando tudo a perder no último minuto apenas e só porque nos falta concentração e atitude.

Nos 89 minutos anteriores, assistimos a um FCP mais próximo daquele de má memória em Coimbra do que propriamente daquele cheio de garra da última terça-feira.

Os jogadores parecem continuar apostados em só dar o mínimo, nesta temporada. Resta apenas saber se, desta vez, se tratou da clássica ressaca, passageira por definição, pós-eliminação na Champions.

O FCP já jogava bastante mal quando os de Aveiro chegaram à vantagem, ainda na primeira parte.
Dois centrais de raiz (e altos) foram batidos por um asiático de menor estatura.
Se a coisa estava já mal, parecia agora que se ia complicar definitivamente.

Valeu o golo de James na altura certa.
Como depois se provou, marcar por duas vezes na segunda metade seria pedir de mais a este FCP actual.

Também o segundo golo, o da reviravolta, veio no minuto exacto. O nervosismo estava mesmo a aparecer para ficar.
E lá teve que ser o Hulk, mesmo em jogo abaixo do normal.
E se não fosse ele, quem mais seria?...

Belluschi, o homem de quem se esperava que voltasse em grande, voltou a decepcionar. Um jogador que faz uma coisa interessante e depois passa uma boa meia-hora sem nada fazer, não pode ser titular de uma equipa com a dimensão da do FCP.
Já nem se sabe bem se é uma questão física ou se é mesmo feitio.
Definitivamente é um jogador para estar no banco e pouco mais.
Uma equipa que apenas apresenta 3 homens no miolo não se pode dar ao luxo de ficar apenas com 2, para mais se se tratam de jogadores tão pouco incisivos como Moutinho e Fernando.

No fim, Vítor Pereira lá nos deu, finalmente, a alegria de podermos dar uma olhadela ao Iturbe.

Professor, não nos esconda jogadores pois aquilo que nos tem deixado ver, até ao momento, não o justifica minimamente.
Poderá este rapaz argentino jogar menos que este actual Varela?

sábado, 2 de abril de 2011

9 anos e uns dias depois...

... vai, finalmente, deixar de se falar no FC Porto x Beira Mar (2-3), disputado em 23 de Fevereiro de 2002, no antigo Estádio das Antas.

Por volta das 19h00 (hora de Portugal continental) de hoje, terminou o jogo em que o Real Madrid foi derrotado no Santiago Bernabéu pelo Sporting de Gijon (1-0).