—¿Cómo se eligen los árbitros para los partidos en Portugal?
—Es Vitor Pereira el que tiene total libertad para elegir a quien le apetece.
Todos conhecemos a história de Marco Ferreira, algo que não devemos a nenhum jornal ou web portuguesa que preferiram não investigar declarações que são, para mim e para qualquer pessoa com dois dedos de testa, tão ou mais graves do que o famigerado Apito Dourado. Porque claro, o protagonista, não sendo o FC Porto, o importante é calar, já sabemos todos. Dizer que o responsável da arbitragem portuguesa procura constantemente beneficiar um clube é muito menos grave do que comer um croisant e tomar um chá com um árbitro em casa. Claro.
Yo y muchos compañeros recibimos llamadas del presidente del Consejo de Arbitraje, Vitor Melo Pereira (homólogo en Portugal de Sánchez Arminio), en la misma semana que estamos nombrados para arbitrar al Benfica. Vitor Pereira tiene muchos enemigos y muchos opositores, entre ellos la gente del propio Consejo de Arbitraje y muchos clubes de Primera. No le quieren ahí. Ahora, el único de los grandes que apoya a Pereira es el Benfica.
A entrevista de Marco Ruiz não falha um só tiro no alvo e é um trabalho jornalistico que só podia ter sido feito por alguém de fora, alguém que não estivesse tapado pela ameaça centralista e asfixiante tão portuguesa de nunca se tocar nos podres dos clubes da capital. Que esse mesmo jornalista tenha sido um dos habituais enviados do As ao Porto para cobrir o dia-a-dia da vida de Iker Casillas - temas recorrentes semanalmente no jornal - pode dizer muita coisa ou pode não dizer absolutamente nada. Pessoalmente gostaria, e muito, que esta entrevista tivesse sido facilitada pelas boas relações entre o jornalista e o FC Porto, como uma forma de denunciar publicamente, e para toda a Europa ver, a podridão que é o futebol português que o senhor Vitor Pereira quer manter a todo o custo. Seria um excelente golpe a quem nos ofende e raramente leva o tratamento que merece. Mas ninguém o pode afirmar a ciência certa pelo que deixemos isso no campo da especulação.
A entrevista é claro e põe todos os nomes nos bois e não há boi maior nesta história que o maior hooligan da arbitragem portuguesa das últimas décadas. Marco Ferreira não acusa directamente o Benfica - faz exactamente o contrário, afirmando categoricamente que nem o Benfica nem qualquer outro clube, nos seus nove anos de carreira, alguma vez o abordou pessoalmente (nove anos e nem uma chamadinha de fruta do Porto? Que desilusão deve ter sido ouvir isso no departamento de escutas lançadas ao YouTube desde fontes anónimas não é??) - mas não perdoa ás pressões sofridas por Vitor Pereira.
Ferreira repete o mesmo discurso. As ameaças de Pereira e as chamadas em vésperas de jogos com o Benfica (e só com o Benfica), o clamor de que não ligue aos insultos que vinham do banco encarnado (e que provocaram a expulsão de Jesus num jogo no Bessa) porque um lider da arbitragem não está para defender os árbitros de serem insultados, ou o aviso claro de que Ferreira tinha de se portar bem no jogo do título do Benfica. No jogo do título não se refere ao Benfica - Porto, claro, porque como Ferreira diz, é o próprio Pereira, quase a comportar-se como um "paineleiro" encarnado, que afirma que o Benfica precisa de receber o Porto com 4 pontos de avanço para não haver problemas. Todos sabemos o que se passou.
O Benfica perdeu. O Porto não aproveitou. O Benfica foi campeão vendendo cachecóis a relembrar o escandaloso colinho e Ferreira foi despromovido depois de ter sido considerado como um dos eventuais sucessores do actual Presidente da Liga Portuguesa de Futebol na cúspide da arbitragem nacional.
Después del Braga-Benfica del que le hablé, Pereira me nombró para un Rio Ave-Benfica. Esa semana me llamó dos veces. El martes y el jueves. El jueves me dijo que, si no hacía un buen partido, no me podría nombrar para el Benfica-Oporto, que era en abril. Dijo que tuviera cuidado, que “eran los que se quejaban” y que “era el partido del título del Benfica”. Y yo le dije que no, que no era el partido del título porque el Benfica llevaba cuatro puntos de ventaja con respecto al Oporto. Y me contestó: “Es muy diferente jugar en contra del Oporto en abril con una diferencia de cuatro puntos que con dos puntos o uno”. Esto, bajo mi punto de vista, es grave. Porque claramente estaba refiriéndose al Benfica.
Todos sabemos perfeitamente que o que Marco Ferreira afirma encaixa perfeitamente com a politica seguida por Vitor Pereira nos últimos anos. As nomeações dos árbitros e dos assistentes a dedo, a sua posição inflexivel de abandonar um posto para o qual não tem nivel e o apoio inequivoco do Benfica são realidades indismentiveis. Que este lodaçal tenha cruzada a fronteira - onde se tentou abafar tudo - para chegar a um dos jornais desportivos mais lidos da Europa é um triunfo inequivoco para a verdade desportiva. Nada vai mudar. Isto é Portugal, um país onde um presidente pode ameçar partidos e ir jantar como se nada tivesse passado. Pereira continuará a ser Pereira e os árbitros continuarão a receber chamadas noite dentro para portarem-se bem. Mas lá fora já não há manto protector que esconda a vergonha. O Colinho é agora tema de conversa mundial. Da próxima vez que encarregarem cachecois na Luz, não se esqueçam também de fabricar versões internacionais em espanhol, francês ou inglês. Porque já todos sabem do que se trata!



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