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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Auto-golos para o SLB


A arbitragem portuguesa esteve debaixo de fogo nas 2 últimas épocas, desde que se soube do seu total controlo pelo SLB. Expressões como "vamos dar-lhe cabo da nota" passaram a ser do conhecimento de todos na forma como o presidente do SLB resolvia os problemas dos árbitros que não beneficiavam o seu clube. Ou pelo menos não beneficiavam da forma como LFV achava que merecia.

Além da introdução do VAR (video-árbitro) pouco mudou: os incompetentes continuam a apitar e os apaniguados do regime benfiquista não foram afastados.

Surgiram ainda testemunhos gravíssimos de três jogadores do Rio Ave que garantem ter sido abordados pelo SLB em 2016 para perderem. Os casos permanecem sob investigação, e sem acusação à vista. Quando ela surgir, muito provavelmente vão ser acusados todos exceto o SLB, como é costume.

E é a partir de eventos muito nebulosos que surge uma curiosidade estatística interessante na Liga: em 2 de 5 jornadas já disputadas, o SLB beneficiou de autogolos de jogadores adversários. Os autogolos representam nesta data 23% do total de golos do SLB.

4ª Jornada Braga x Benfica, 0-4 Dois autogolos de jogadores do Braga: Bruno Viana (51') e Ricardo Esgaio (73')

5ª Jornada Benfica x Gil Vicente, 2-0 Um autogolo do Gil Vicente: Ygor Nogueira (45')
(este Ygor já tinha provocado um penalty aos 10', que acabou por ser defendido pelo guarda-redes gilista...)

Três jogadores a seguir atentamente durante a presente e as próximas temporadas.

sábado, 30 de março de 2019

Tudo ou nada

O Porto joga hoje uma cartada decisiva no campeonato, naquele que será, em teoria, o confronto mais exigente fora de portas até ao final da prova. Os últimos resultados contra o (e em) Braga têm sido positivos, mas quase sempre a troco de um grande esforço - esta tarde não deverá ser diferente.

Não ganhar hoje é hipotecar definitivamente o título. A situação já é má com uma igualdade pontual que só existe no papel (e que quanto muito serve para dar algum alento); escusado será dizer que pior ficaria se oferecêssemos nova folga ao primeiro classificado.


Esta tem sido uma época de altos e baixos, com um recorde histórico de vitórias consecutivas igualado, e apesar disso, um descoroçoante segundo lugar, com uma derrota proíbida (e evitável) em casa. Até ao soar do gongo tudo é possível - convém é não fazer o gongo soar cedo demais. Ser campeão, além de um privilégio, é uma responsabilidade e assumir essa responsabilidade, passa por ganhar (hoje).

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Nada de novo à 4ª Jornada...


Nada de novo. Em Vila do Conde o Benfica empatou um jogo que devia ter perdido. O árbitro Hugo Miguel conseguiu ver uma falta na área vilacondense sobre o 'piscineiro' Jonas, e apressadamente marcou penalty que o mesmo converteu. Um lance que ocorreu nos minutos seguintes ao golo do Rio Ave. Foi este mesmo Hugo Miguel que na época passada não conseguiu ver dois penalties a favor do FC Porto no jogo em Braga por agarrão claro a Felipe e por falta sobre Otávio. Neste jogo em Vila do Conde, Hugo Miguel foi ainda hábil ao ponto de perdoar as expulsões a Pizzi, que pontapeou um adversário aos 74' nas suas barbas (!) e a Eliseu, que continuou a colecionar agressões impunemente num jogo que nem sequer deveria ter disputado (alô, Comissão de Disciplina ?!). Continua a valer tudo quando se trata de jogadores benfiquistas.


Apesar das denúncias públicas recorrentes de Francisco J. Marques sobre o esquema de tráfico de influências, coação e corrupção montado pelo Benfica, os árbitros continuam a atuar como se a população ainda não soubesse do que se passa por trás da cortina. Não ganharam vergonha.

Na ressaca do jogo o Benfica ainda teve a distinta lata de acusar FC Porto e Sporting de criarem "clima de grave coação e intimidação".


Às claques "de adeptos organizados" do Benfica foi permitido que saíssem do Estádio dos Arcos ao mesmo tempo que os adeptos da casa. A responsabilidade foi do esquema de segurança (ou da ausência dele) montado pela PSP. Houve agressões graves a adeptos do Rio Ave, tendo o clube de Vila do Conde reagido oficialmente em Comunicado. Ninguém foi/será responsabilizado. Ao Benfica continua a ser permitido algo que a nenhum outro clube é permitido: ter uma claque não registada, portanto ilegal, e ainda lhe conceder apoios financeiros e logísticos. Os seus membros continuam a espalhar o terror pelos estádios do país. O Ministério Público e a Polícia, designadamente a PJ e a PSP, sabem mas nada fazem para resolver o problema. Serão co-responsáveis morais por acidentes graves que eventualmente venham a ocorrer. O outro responsável moral será o Benfica na pessoa do seu presidente Luis Filipe Vieira, que publicamente negou o óbvio com a maior desfaçatez.

Foto: OJOGO (Fábio Poço/Global Imagens)

Por outro lado, a casa do FC Porto de Famalicão foi vandalizada com o arremesso de tochas e garrafas, tendo provocado ferimentos ligeiros a alguns adeptos que se encontravam na esplanada. Por anónimos ou por membros de "grupos organizados de adeptos", não se sabe. Mas não será difícil adivinhar.

No jogo em Braga o árbitro Carlos Xistra ainda deu um ar da sua graça. Só na primeira parte perduou 3 cartões amarelos a jogadores do SC Braga. Na segunda parte, menos mal, ou melhor, com maior equidade no juízo disciplinar, não significando isto que tenha estado propriamente bem. Duas entradas perigosas, uma para cada equipa, poderiam ter visto o vermelho direto.

Não bastará, assim, a denúncia pública do Diretor de Comunicação do FC Porto e das várias páginas portistas com maior audiência nas redes sociais. É necessário ser o Clube, através de elementos da sua Direção, a fazer a denúncia e a exigir alterações profundas na organização da Liga, da Arbitragem e da FPF. É à Direção do FC Porto que cabe liderar um movimento de mudança nas principais estruturas do futebol português. Caso contrário tudo continuará igual e será outro ano de muita indignação e nenhuma ação.
   

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Competições em Portugal estão viciadas

Ainda relativamente ao jogo SC Braga x FC Porto, os painéis de análise compostos por ex-árbitros dos 3 jornais desportivos diários são unânimes: a arbitragem de Hugo Miguel do último Sábado foi "desastrosa".

capa ABOLA

capa OJOGO 

capa Record

Mas não é tudo. Aos 88 minutos o árbitro expulsou Brahimi, que se encontrava no banco de suplentes depois de ter sido substituído por Otávio. A expulsão aconteceu a pedido do 4º árbitro, Tiago Antunes, que por auricular avisou Hugo Miguel que deveria mostrar o cartão vermelho ao jogador argelino por "gestos ameaçadores ou reveladores de indignidade". De acordo com o relatório do árbitro: "(...) o jogador dirigiu-se ao quarto árbitro a gritar palavras de forma brusca e agressiva, tendo encostado a sua face à face daquele".

Portanto, gritar palavras (imperceptíveis) de forma brusca e agressiva, encostando a face à face de uma elemento da equipa de arbitragem dá lugar a suspensão de 2 jogos? Não sabia...


O argumentário utilizado pelo CD não poderia ser mais indicador da parcialidade deste órgão. Tratam-se de situações que acontecem em vários jogos mas que, em função do Clube em causa, merecem análises diferentes. Os árbitros decidem de uma forma se se tratar do Benfica e de outra se se tratar do FC Porto, o que causa distorções significativas no desfecho dos jogos. Depois da eliminação do FC Porto da Taça de Portugal com uma arbitragem de João Capela que teve influencia no resultado, temos assistido a uma dualidade de critérios gritante e inaceitável no Campeonato. As competições em Portugal estão viciadas. E sempre a favorecer o mesmo clube.
   

terça-feira, 8 de março de 2016

Em Braga, o título por um canudo

A verdade é que uma equipa não consegue ser campeã nacional se não tiver defesas centrais. E o FC Porto não tem. Pela enésima vez, Marcano comprometeu todo o esforço da equipa em 70 minutos e deu um brinde ao adversário para este marcar o primeiro golo.


Há que dizer que o árbitro, Carlos Xistra, condicionou o trabalho dos jogadores do FC Porto desde o apito inicial. Aos 17 segundos já o bracarense Djavan entrava a matar sobre Danilo e esse calhorda desse Xistra nem sequer um cartão amarelo mostrou. Se dúvidas houvesse sobre ao que vinha o árbitro, logo ficaram dissipadas no primeiro lance da partida. A partir daí o que se viu foi um árbitro arrogante para com os jogadores do FC Porto e permissivo para com os do SC Braga. Duas faltas sobre Suk dentro da área bracarense ficaram por marcar e mais cartões amarelos aos do Braga ficaram por mostrar. Notou-se que os jogadores portistas se estavam a aperceber que estava ali uma pessoa para os prejudicar. Depois, claro, à primeira oportunidade expulsou Peseiro.

Muitos portistas se deverão questionar sobre a razão e os motivos por que Xistra se comportou desta forma. A resposta é muito simples: porque pode! A verdade é esta, os árbitros fazem gato-sapato do FC Porto porque sabem que nada lhes acontece e que caem nas boas graças do patrão: o Benfica. Ironicamente está a acontecer a Pinto da Costa aquilo que ele tão ferozmente criticou em Américo de Sá: ficar impávido e sereno com os roubos das equipas de arbitragem controladas por Lisboa. O FC Porto está sem liderança, infelizmente. E quanto mais tempo esta situação se prolongar maior será o reinado de domínio do Benfica sobre as instituições que organizam o futebol.

Em termos de jogo jogado foi um jogo repartido, o FC Porto entrou melhor, a partir da meia hora o Braga equilibrou e houve situações de golo para ambas as equipas. Depois da fífia de Marcano a equipa recuperou e ainda conseguiu empatar o jogo aos 86 minutos. Mas pouco depois nova falha no posicionamento defensivo e uma transição rápida permitiu ao Braga adiantar-se no marcador. Já em cima da hora Casillas saiu da baliza e deu um brinde a Alan para este marcar ao FC Porto.

É lamentável ver mais um treinador a arder em lume brando, dando o corpo às balas na conferência de imprensa a chamar a atenção para os roubos de igreja. Porque é que ninguém da SAD dá a cara? Porque é que o Presidente só fala depois das vitórias? O clube vai continuar a ser prejudicado pela arbitragem impunemente? Muita coisa terá de mudar no FC Porto para voltarmos a triunfar.
   

quinta-feira, 12 de março de 2015

A histeria de Conceição


O treinador do Braga, Sérgio Conceição, após nova derrota com o FC Porto, voltou a queixar-se da arbitragem e a referir-se a penalties que ficaram por marcar a favor do Braga.

Na primeira volta, em 5 de Outubro de 2014, o FC Porto venceu o Braga por 2-1 no Estádio do Dragão, num jogo apitado por Pedro Proença. No final do jogo Sérgio Conceição disse na conferência de imprensa que sabia que era difícil a um árbitro marcar um penalty contra o FC Porto nos últimos minutos. E disse que o sabia com conhecimento de causa, por ter jogado muitos anos neste clube. Deveria ter explicado melhor o que queria dizer. E deveria, principalmente, ter tido vergonha na cara. Ele que sofreu na pele um penalty marcado pelo árbitro António Rola, numa suposta falta sua, no último minuto de um Estrela Amadora 2 x 2 FC Porto que gerou grande polémica. Conceição terá preferido ir pelo caminho que é mais apreciado à imprensa portuguesa, que normalmente amplifica e dá grande antena aos queixumes que possam prejudicar a imagem do FC Porto. 

Curiosamente o lance dividido entre Martins Indi e Pedro Santos de que se queixou Conceição não é penalty nenhum. O bracarense sente a presença e o contacto de Indi e deixa-se cair com estrondo. O desespero dos medíocres que se atiram para o chão na esperança de conseguirem um golo fácil. O lance está neste resumo e poderá ser visto e ajuizado por todos:
Agora, na segunda volta, o FC Porto foi a Braga vencer por 1-0 num jogo em que "secou" totalmente a equipa de Sérgio Conceição e este volta a queixar-se de penalties por marcar a seu favor. Levou um banho de bola e, em vez de ter a humildade de reconhecer a justeza da vitória portista, acaba por se agarrar a lances ridículos. Fala, mais uma vez, para uma audiência que aprecia os seus dislates. O lance em questão não é penalty. Pardo sente a presença e o contacto de Alex Sandro para fazer um mergulho para a piscina, esperando a ajuda do árbitro para obter um golo fácil. Não deixa de ser um belo mergulho, mas é um movimento para ser apreciado em disciplina distinta. O lance pode ser revisto e apreciado aqui:

SAPO Vídeos

No Tribunal de OJOGO, composto por 3 ex-árbitros, 2 deles consideraram que não existe qualquer falta e Jorge Coroado, mesmo considerando que seria penalty, afirma que “o teatro do bracarense quando caiu acabou por induzir o árbitro em erro”. Palavras para quê?

É lamentável que um homem que fez parte muito significativa da sua formação no clube, contra este venha levantar suspeitas, como o fez na primeira volta, e se aproveite de lances ridículos para os transformar em supostos benefícios para o FC Porto, como o fez em ambos os embates para o campeonato nesta época.
   

domingo, 8 de março de 2015

Certezas & Simulações, Lda

Sérgio Conceição tem a certeza que houve um contacto entre Pardo e Alex Sandro;
Eu tenho a certeza absoluta que o Futebol é diferente do Basquetebol; tenho a certeza que o futebol é um jogo de contactos; e tenho a certeza que nem todos os contactos são falta.

Tribunal de O JOGO, SC Braga x FC Porto

Sérgio Conceição tem a certeza que houve motivo para assinalar penalti;
Eu, parafraseando o ex-árbitro Pedro Henriques (e também Luís Freitas Lobo, neto de um dos fundadores do SC Braga), tenho a certeza que “a queda de Pardo é posterior e deslocada no tempo em relação ao momento do contacto”, ou seja, é uma clara simulação.

E tenho mais certezas. Tenho a certeza absoluta que há uma enorme vontade, da parte de muita gente, em transformarem lances claros em lances duvidosos e lances duvidosos em supostos benefícios para o FC Porto.

Perante o andor encarnado, perante os sucessivos “erros” de arbitragem favoráveis ao SL Andor, perante os 8 a 10 pontos que o SL Andor tem a mais, à custa de uma série interminável de “lapsos” arbitrais, eu percebo o jeito que daria poder dizer que, neste campeonato, também o FC Porto ganhou pontos à custa dos árbitros. Pois, mas ainda não foi desta…

sexta-feira, 6 de março de 2015

T3LLO e os sportings


Jogo muito difícil, como se previa, mas dominado do princípio ao fim e com uma vitória inteiramente justa do FC Porto.
É verdade que a vitória foi curta (1-0), que o golo apenas surgiu aos 73’, novamente dos pés de T3LLO, mas também é verdade que poderia ter surgido em outras 3 ou 4 ocasiões criadas anteriormente.

E o SC Braga? Os bracarenses tiveram a sua única oportunidade de golo aos 5’, na sequência de um lance de bola parada, em que o nervoso Fabiano saiu mal da baliza (um dos seus pecados) e ia borrando a pintura. A partir daí, estiveram mais de uma hora sem rematar e terminaram o jogo com apenas dois remates (contra 16 remates do FC Porto).

Jornalistas e comentadores ficaram muito desiludidos com a exibição do SC Braga (pode ser que para a semana jogue melhor…) mas, tal como já tinha acontecido com o FC Basel e com o Sporting, parece-me claro ter sido o FC Porto a não permitir que fizessem mais.

Notou-se que Lopetegui estudou muito bem a equipa de Sérgio Conceição, sabia quais eram os pontos fortes do adversário, anulou-os e praticamente não se viu Braga, nem por um canudo… O que se viu, isso sim, foi um FC Porto dominador (67% de posse de bola!), sempre equilibrado e muito forte na reação à perda de bola (alguém vislumbrou contra-ataques perigosos do SC Braga?).

As maiores dificuldades criadas pelo SC Braga, decorreram do jeito apurado de alguns jogadores bracarenses (Rafa, Pedro Santos, Rúben Micael, …) em sacarem faltas, alguns cartões (o amarelo mostrado a Alex Sandro é inacreditável) e em simularem penaltis (Pardo bem tentou…).

É notório que o FC Porto tem vindo a crescer ao longo da época, mas há um aspecto que continua aquém do desejável: o aproveitamento das bolas paradas ofensivas, principalmente livres laterais e cantos. Há que melhorar (e muito!), porque há jogos que se decidem com este tipo de lances.


Finalmente, uma palavra para Jackson: espero que a lesão (no adutor esquerdo) não seja grave e que ainda o vejamos esta época a marcar mais golos com a camisola do FC Porto.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Um campeão banal

“… vendo a banalidade que é este SL Benfica, eu ainda quero acreditar que é possível e, por isso, jogadores e adeptos não podem baixar os braços”


De facto, este SL Benfica 2014/2015 é uma equipa banal (sem qualquer sombra de dúvida, a equipa encarnada mais fraca da era Jorge Jesus). E não é por ter ganho no Estádio do Dragão (onde, esta época, também empatou o recém promovido Boavista), que passou a ser uma equipa melhor.

Record, 19-12-2014
A derrota de ontem, em casa, frente ao SC Braga (a segunda derrota que, em poucas semanas, Sérgio Conceição impôs a Jorge Jesus), veio apenas confirmar que os 5 pontos em 18 possíveis, conquistados pelos encarnados de Lisboa nos seis jogos da Fase de Grupos da Liga dos Campeões, não foram obra do acaso. Ou melhor, se calhar até foram, porque nos dois jogos que o SL Benfica fez contra o AS Monaco, a equipa de Leonardo Jardim foi melhor e merecia muito mais.

Significa isto que estou mais optimista do que estava há cinco dias atrás?

Não. Apesar de mais uma derrota do SLB (a segunda em pleno estádio da Luz e a 5ª derrota em jogos oficiais esta época), vi coisas no jogo de ontem que confirmam um determinado padrão.

Que coisas?

Jonas apoia-se e impede o defesa do SC Braga de saltar no golo do SL Benfica (fonte: Maisfutebol)

Poderia falar de várias situações, mas vou dar dois exemplos “invisíveis” (que não fazem parte dos resumos do jogo e de que ninguém fala), do que foi a “uniformidade de critérios” e “coerência” do árbitro deste SL Benfica x SC Braga, em termos disciplinares.

Durante os primeiros 45 minutos do SL Benfica x SC Braga, o bracarense Rúben Micael sofreu 5 ou 6 faltas, quase todas cometidas por Enzo Pérez, duas das quais para cartão amarelo (conforme foi reconhecido pelo próprio comentador da Sport Tv, o benfiquista Pedro Henriques). Pois bem, não só Enzo saiu do jogo (ao intervalo) com a folha disciplinar limpinha, como Rúben Micael, na 1ª falta que cometeu na segunda parte (ao minuto 56, junto à área do SLB…), viu imediatamente um cartão amarelo.

Mais. Tal como já tinha acontecido no jogo em Braga, para o campeonato, a equipa de Sérgio Conceição, depois de estar a perder, deu a volta ao resultado e colocou-se em vantagem no marcador ao minuto 58. Pois bem, apenas três minutos depois, o senhor Artur Soares Dias (lembram-se dele do SL Benfica x FC Porto da época passada?) foi implacável com o guarda-redes bracarense (o russo Stanislav Kritciuk) e mostrou-lhe um cartão amarelo por estar a queimar tempo. Nem aviso, nem nada, zás, toma lá um amarelo e ficas avisado (condicionado) para o resto do jogo.
Aliás, ao minuto 61, cinco jogadores do SC Braga já estavam amarelados e, no final, o SC Braga “ganhou” por 6 a 1 em cartões amarelos…

E nem sequer vale a pena falar no penalty (mais um!) que ficou por assinalar contra o SLB, devido a um corte com a mão, de Jardel, em plena área benfiquista. Além de ter sido um lance de descarada mão na bola e de não haver a desculpa de ter sido à “queima roupa”, foi na sequência de uma bola parada. Como diria Jorge Jesus, os árbitros não viram porque não quiseram…

E é por estas e por outras, que eu considero que será muito, muito, muito difícil o SLB perder a liderança do campeonato porque, parafraseando novamente Jorge Jesus (da vez em que foi ao estádio da Luz como treinador do SC Braga), “eles” (os árbitros) não deixam…

domingo, 5 de outubro de 2014

Um jogo “espectacular”

FC Porto x SC Braga (fonte: LUSA)

O FC Porto marcou dois golos; o SC Braga marcou um;
O FC Porto enviou uma bola à trave; o SC Braga enviou uma bola ao poste;
O FC Porto teve mais 4 ou 5 situações que poderiam ter dado golo; o SC Braga teve mais 2 ou 3 situações que poderiam ter resultado em golo;
E houve, ainda, quatro situações duvidosas de possível penalty, duas na área do SC Braga e outras tantas na área do FC Porto.

Enfim…
para quem gosta de jogos de bola cá, bola lá;
para quem gosta de jogos com muitas oportunidades para ambas as equipas;
para quem gosta de jogos de resultado incerto até ao último segundo;
então deve ter achado este jogo “espectacular”.

Eu, pelo contrário e tal como o ex-treinador Vítor Pereira, prefiro ganhar por 1-0 do que por 5-4, prefiro jogos “monótonos”, em que o FC Porto marca “apenas” um golo, mas em que a equipa adversária nem “cheira”, isto é, quase não chega à área portista e termina o jogo sem uma única oportunidade flagrante.

Não gosto de ver uma equipa do FC Porto partida em campo; gosto, sim, de ver uma equipa do FC Porto equilibrada em todas as situações do jogo.

É preocupante ver a equipa azul-e-branca, qual “passador”, sofrer contra-ataques perigosos, a partir de situações em que grande parte dos jogadores estão junto à área adversária (tal como, aliás, já se tinha visto na Ucrânia, após a marcação de dois cantos a favor do FC Porto…)

Mais. Acho muito preocupante que a equipa do FC Porto tenha sofrido 4 golos nos últimos três jogos, todos eles OFERECIDOS, por diferentes jogadores portistas (Rúben Neves, Óliver, Maicon e Brahimi), em situações de perda de bola no 1º terço do campo!

O FC Porto ganhou, manteve a distância para o 1º lugar, mas eu saí do Estádio do Dragão preocupado.
Já vi, em jogos anteriores, este FC Porto de Lopetegui bastante mais organizado e mais coeso.


P.S. No final do jogo, Lopetegui afirmou: “Ao lado do Quintero jogamos com um rapaz de 17 anos [Ruben Neves] e outro da geração de 94 [Oliver Torres]. A equipa é jovem”.
Bem, se uma das explicações para a tremideira/desacerto que se viu é o excesso de juventude, particularmente no meio-campo portista, por que razão José Campaña (21 anos) jogou pela B e Rúben Neves (17 anos) jogou pela A?
Por que razão o médio mais experiente - Evandro (28 anos) -, que sempre que é chamado tem dado boa conta do recado, só entrou a 14 minutos do fim?

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Letargia na pedreira

O FC Porto apresentou um 'onze' com algumas surpresas em Braga. Na defesa jogaram Maicon e Abdoulaye como centrais e Victor Garcia (da equipa B) e Ricardo nas laterais e o meio campo ficou entregue a Carlos Eduardo - que tinha estado muito mal em Sevilha - Fernando e Josué (que ontem foi um dos melhores no FC Porto). Na frente jogaram Varela, Jackson e o desinspirado Licá.

Apesar do maior controlo demonstrado na primeira parte, fomos sempre uma equipa muito lenta e sem motivação, situação decorrente de um final de época sem quaisquer objectivos nesta prova. O FC Porto entrará em campo nas 3 últimas jornadas apenas para defender o orgulho e a honra.


Voltando à equipa, alguns jogadores mostraram porque não têm lugar no plantel do FC Porto e eu destacaria desde já o Licá e o Abdoulaye. Outros mostram algumas boas notas mas o colectivo terá de mudar radicalmente o mindset para a próxima época. A tal 'revolução' de que falava o jornal OJOGO na sua edição de Sábado tem mesmo de acontecer.

O FC Porto marcou primeiro por Varela aos 23' aproveitando bem uma óptima desmarcação de Jackson. Ainda na primeira parte houve dois cabeceamentos em zona frontal desperdiçados, um pelo avançado colombiano e outro por Carlos Eduardo. Apesar das situações de golo iminente, há que realçar que a equipa portista opta quase sempre por parar o jogo no meio campo e circular a bola entre os centrais mesmo quando a recupera em terrenos mais adiantados e apanha a defesa adversária em desequilíbrio, o que é desesperante para o adepto. Que FC Porto é este? Não há motivação, não há drive, não há vontade para jogar futebol. O estado anímico desta equipa é preocupante.


Na segunda parte o FC Porto continuou o seu processo de adormecimento e, além de recuar demasiado para manter a posse de bola, bastou que o adversário aumentasse o pressing no meio campo ofensivo para a defesa portista começar a meter água. O Braga empatou aos 57' numa arrancada pela direita de Pardo, deixando Abdoulaye pregado ao chão, e cruzando de seguida para entrada fulminante de Moreno ao primeiro poste. Logo a seguir mais uma perda de bola do defesa senegalês e Rafa a desperdiçar isolado frente a Fabiano. Valeu um Josué que procurou sempre novos caminhos para a baliza bracarense e descobriu Carlos Eduardo na área aos 85' para, de cabeça, fazer o 1-2. Passados poucos minutos e já contra um Sp. Braga muito longe da equipa de 2010/2011, sem capacidade de resposta, Josué galgou terreno e encontrou Quintero que fez o terceiro para o FC Porto. O 2º e 3º golos portistas foram marcados já muito perto do final da partida.


Depois de Barcelos, esta foi a segunda vitória fora de casa do FC Porto na 2ª volta da Liga. Isto diz tudo sobre a época que terminará em poucas semanas.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Depois da tempestade .....


Foi  uma boa vitória num jogo com duas partes distintas. No primeiro tempo o SCB apareceu muito bem posicionado com uma defesa subida, com os jogadores muito próximos e um meio campo que cobriram de vermelho. Salvo os 10 minutos finais, vivemos muito espartilhados e sem iniciativa; a falta de confiança da equipa e um Lucho claramente incapacitado não ajudaram. Houve insuficiências da nossa parte: não conseguimos jogar para as costas do SCB, ganhar as segundas bolas e perdemos muitos passes, por mérito do processo do adversário e muita tremedeira nossa. Apesar de tudo, o SCB não ameaçou e o FCP esteve mais perto do golo, em duas jogadas de bom envolvimento. Apesar disso, o FCP foi claramente dominado pelo catenaccio na zona central,  montado pelo SCB e que os seus jogadores interpretaram e executaram muito bem,  com um bloqueio que perturbou as nossas saídas para o ataque . Há que saber reconhecer o mérito do adversário e trabalhar para que a equipa reaja mais rapidamente e não permita tanta iniciativa ao adversário. Compreendo as hesitações e os medos, porque o momento não é fácil. Só há um remédio: trabalhar para melhorar.

No segundo tempo, a entrada de Carlos Eduardo que esteve em muito bom nível, e os excelentes desempenhos de Defour,  Herrera, Varela e Martinez desfizeram o nó : conseguimos vencer e tivemos excelentes momentos. O FCP exibiu-se em bom nível  e com alta intensidade. Ainda se notou alguma confusão no processo defensivo, mas a equipa vinha de um mau período. Esta vitória é muito importante se os demónios que ainda habitam aquelas cabecinhas forem exorcizados. PF ganhou tempo: espero que o aproveite bem e que os jogadores o acompanhem na recuperação. Porque nada está perdido e o desespero é o pior conselheiro. Acho que os portistas estão um pouco mais aliviados e que o fim de semana lhes vai saber melhor.

Não gostei nem um bocadinho da arbitragem que não serviu o futebol. Ao mínimo contacto dos  nossos jogadores o apito funcionava sem hesitações; esse critério empurrou-nos para trás e ajudou que o SCB se mantivesse confortavelmente instalado no meio campo; no segundo tempo conseguiu com o mesmo critério uma sucessão de faltas que constituíram sempre o meio mais rápido dos bracarenses chegarem à nossa área, porque dificilmente chegavam de outra forma. Os dois amarelos que nos foram mostrados foram excessivos. Em suma: uma arbitragem habilidosa.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Cada vez mais a dois

BENFICA x FC PORTO, Campo das Amoreiras, 19-06-1932 (fonte: Bibó PoRtO, carago!!)

Há quatro anos atrás, na época 2009/10, o SC Braga lutou pelo título até à última jornada e terminou o campeonato em 2º lugar.

Na época seguinte, 2010/11, o SC Braga voltou a fazer um trajecto extraordinário, nomeadamente nas competições europeias, tendo atingido a final da Liga Europa.

Para além dos tradicionais FC Porto, benfica e sporting, o SC Braga parecia emergir como o quarto “grande” do futebol português e Domingos Paciência liderava um plantel que incluía jogadores como Quim, Artur Moraes (*), Sílvio (*), Rodríguez, Paulão, Moisés, Vandinho, Custódio, Hugo Viana, Luis Aguiar, Mossoró, Alan, Meyong e Lima (*).

A maior parte destes jogadores saíram, outros aproximam-se do final das respectivas carreiras e as consequências são visíveis.

Após terem andado durante alguns anos a morder os calcanhares ao FC Porto e ao slb, na época passada os “guerreiros do Minho” terminaram o campeonato atrás do Paços de Ferreira, a 26 pontos (!) do 1º classificado.
E o desempenho bracarense nas competições europeias também piorou de forma assustadora. Se na época passada o SC Braga ficou em 4º e último lugar na fase de grupos da Liga dos Campeões (perdeu os dois jogos contra o Cluj!), esta época nem sequer conseguiu apurar-se para a fase de grupos da Liga Europa!

Mais a sul, um outro sporting, o de Lisboa, está a atravessar uma das maiores crises do seu historial.
Na época passada chegaram a andar muito perto dos lugares de descida de divisão (a experiência de Jesualdo ajudou a salvar um leão moribundo), tendo terminado o campeonato em 7º, a 36 pontos do tricampeão!


Esta época, fora das competições europeias, a prioridade é um corte drástico nas despesas, tendo em vista o saneamento financeiro da sporting SAD (a médio/longo prazo). As expectativas eram tão baixas, que bastaram duas vitórias seguidas, nos dois primeiros jogos do campeonato, para os adeptos leoninos entrarem em euforia.

Amanhã, o Alvalade XXI poderá esgotar no derby de Lisboa (nos últimos anos, penso que será a primeira vez), mas não haja ilusões. A valia dos planteis dos dois clubes da 2ª circular é muito diferente e, em condições normais, isso irá notar-se dentro do relvado.

A partir da próxima segunda-feira, após o fecho do mercado e quando a poeira assentar, prevejo que teremos novamente um campeonato a dois, precisamente entre os dois clubes mais titulados do futebol português.

E, para além de continuarem a ser as equipas que mais contribuem para o ranking de Portugal na UEFA, seria uma surpresa se lá para Dezembro, após a conclusão da fase de grupos da LC e da LE, FC Porto e slb não fossem as únicas equipas portuguesas a continuarem nas competições europeias.

De vez em quando pode haver umas surpresas, mas a tendência é clara. Por isso, não é difícil prever que, esta época e nas próximas, iremos continuar a ter um futebol português a dois.

(*) Ex-jogadores bracarenses que agora fazem parte do plantel 2013/14 do slb.

terça-feira, 23 de abril de 2013

O significado do “inferno da Luz”

«Logo na abertura do campeonato 2012/13, o clube da verdade desportiva foi objectivamente beneficiado em dois campos - Luz e Barcelos - e, claro, os paladinos da "verdade desportiva" aplaudem.»

Quando escrevi e publiquei isto, em 21 de Agosto de 2012, estava longe de imaginar o forrobodó que iria ser este campeonato em termos de “colinho” e “passadeira vermelha”. De facto, nunca como esta época a expressão “inferno da Luz” foi tão apropriada.

E tudo começou logo na 1ª jornada, no slb x SC Braga, em que a equipa bracarense teve de jogar os derradeiros vinte e tal minutos (descontos incluídos) reduzida a 10 jogadores, devido a um erro inacreditável de arbitragem.
Mesmo num molho de jogadores, como é que é possível alguém confundir o Custódio com o Douglão e mostrar um cartão amarelo (no caso o segundo e consequente vermelho) a este último? É que, entre outras coisas, a cor da pele dos dois jogadores é diferente!


Na 14ª jornada o FC Porto deslocou-se à Luz e o “inferno” começou a ser preparado com a nomeação do árbitro para este jogo.

(Rui Santos, 'Tempo Extra')
No programa ‘Tempo Extra’, da SIC Notícias, Rui Santos (cuja “simpatia” pelo FC Porto é conhecida…), disse o seguinte:
Esta foi uma nomeação de que o FC Porto não gostou, ao contrário do Benfica. A nomeação de João Ferreira foi mais para contentar o Benfica. (…) A independência das entidades que fazem as nomeações é uma treta”.

E acerca do jogo, Rui Santos acrescentou:
O FC Porto fez um grande jogo no Estádio da Luz, como tem acontecido nos últimos anos. Desta vez não ganhou, mas mostrou ser uma grande equipa de futebol. Foi um FC Porto que se impôs, afirmativo, com um desenho tático que não deixou dúvidas, com uma atitude muito positiva, a tentar mandar no jogo desde o início. Dizia-se que o Benfica iria golear o FC Porto, que o Benfica estava num momento extraordinário. Houve equilíbrio no resultado, mas se houve uma equipa completa foi o FC Porto”.

O FC Porto foi melhor e impôs o seu jogo, mas decisões cirúrgicas do trio de arbitragem impediram os dragões de vencer o jogo e, desde logo, ganhar avanço (pontual e psicológico) relativamente ao rival lisboeta.

Aos 35 minutos de jogo, já o árbitro assistente António Godinho, que na 1ª parte acompanhou o ataque do FC Porto, tinha assinalado três foras de jogo, todos erradamente e em todos contrariando as indicações da FIFA para este tipo de lances. Destes três foras de jogo, o assinalado a Defour, logo aos 2 minutos, é algo verdadeiramente inacreditável. Só (re)visto!

Mas se o árbitro assistente ia fazendo pela vida interrompendo, sempre que podia, ataques do FC Porto, o árbitro principal, o célebre João “pode ser o João” Ferreira, adoptava um critério largo (onde é que eu já ouvi isto?) em termos disciplinares, tão do agrado de Maxi Pereira, Matic e… Jorge Jesus. Foi um autêntico festival de impunidade.

Na 1ª parte:
- Matic calca Defour;
- Maxi Pereira atinge duas vezes seguidas Varela;
- Jardel atinge Lucho;
- Maxi entra de pé em riste (à altura do ombro) sobre Alex Sandro;
- Maxi tem mais uma entrada às pernas de Alex Sandro;
- Enzo Perez dá uma palmada na cara de Moutinho.

Na 2ª parte:
- Maxi faz falta sobre Defour quando este ia a entrar na área benfiquista;
- Maxi desinteressa-se da bola e atinge Mangala com o braço/cotovelo;
- Matic rasteira ostensivamente Otamendi, cortando uma jogada de contra-ataque;
- Maxi “karaté” Pereira culmina a sua atuação projetando-se sobre Moutinho.

Após o final deste jogo de triste memória, Vítor Pereira, o dos árbitros, tão lesto a fazer declarações quando os encarnados se sentem prejudicados, ficou calado como um rato.
Mas o seu homónimo, treinador do FC Porto, não calou (e muitíssimo bem) a revolta que lhe ia na alma:
Não entendo como pode Maxi Pereira acabar todos os jogos. É impressionante. Não podia ter acabado este jogo. A agressão é nítida. Matic devia ter visto o segundo amarelo, tem de ser mostrado. É preciso coragem. Houve três foras-de-jogos. Em todos eles ficaríamos com jogadores isolados. Mais vale não treinar diagonais.
O Benfica devia ter jogado os últimos 15 minutos com nove jogadores.

E o que disseram os responsáveis do slb?

Para mim, [João Ferreira] fez uma boa arbitragem, não sei onde é que o Vítor quer... mas ele vê à maneira dele. (...) O João Ferreira pretendeu levar o jogo com as duas equipas completas até ao fim. (...) considero que esteve bem
Jorge Jesus

Foi uma grande arbitragem
Luís Filipe Vieira


A Académica deslocou-se à Luz na jornada 19. Durante o jogo os encarnados atacaram muito, os estudantes defenderam, os minutos foram passando e não havia maneira do slb conseguir marcar. Os fantasmas de um mau resultado voltavam a agitar as bancadas – nos cinco anos anteriores a Briosa tinha vencido três vezes na “catedral encarnada” (é provável que passe a designar-se capela encarnada, em homenagem ao árbitro que mais se destacou esta época…) – mas haveria de acontecer um “milagre”.
Ao minuto 90’+3 o árbitro Nuno Almeida tirou um coelho da cartola e assinalou um penalty salvador.

(slb x Académica, penalty ao minuto 90'+3)

(slb x Académica, 'Tempo Extra')

slb x SC Braga
slb x FC Porto
slb x Académica
Quatro jogos, quatro bons exemplos do que é o “inferno da Luz”.

Sim, eu sei que é um bocadinho incómodo estar aqui a recordar estes erros colossais… perdão, estes erros normais e absolutamente naturais de arbitragem. Afinal, errar é humano, não é?

Aliás, no estádio da Luz, casos destes vão deixar de existir. Com a benfica TV a passar a transmitir os jogos que o slb vai disputar em casa, estou convencido que vai haver um cuidado especial da realização, quer na escolha da câmara mais adequada (entre as várias existentes), quer principalmente na seleção criteriosa das repetições. O slb deixará de ser beneficiado (tal como no tempo em que os jogos não eram transmitidos e o que contava era a opinião dos jornalistas de A BOLA...) e, quanto muito, haverá lances duvidosos que as imagens televisivas não esclarecem…

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Que se lixe a taça!


Há muito mais comentários quando o FCP perde. E alguns não são nada meigos. O  lado positivo da contestação:  se qualquer derrota nos dói tanto,  isso só pode  significar que sentimos o clube com paixão; o lado negativo: que essa paixão abra um leque muita alargado de acusações, algumas demasiado extremadas, o que retira a razoabilidade que deve constar da crítica, quando se avalia um jogo,  que não perde essa condição de jogo,  só porque uma das equipas é a nossa.  Além disso, quem contesta e propõe  cenários alternativos não tem como provar a sua evidência. Demais, há um exagero no modo: o “grito”, ainda que por escrito, não torna o comentário mais pertinente ou corajoso, mas  entendo-o  na hora da perda. Porém, o “luto cerrado” deve ser aliviado naturalmente para que a memória possa escrutinar os acontecimentos  com serenidade.
 
Foi o que procurei fazer. Comecemos pela primeira parte em que estivemos bem por cima do SCB, que jogou muito pouco e fez da luta a sua arma. É verdade: combateu-se  mais do que se jogou, mas era difícil sair desse registo porque o adversário tinha apostado tudo nesse estilo  e só o mudaria se marcássemos,  o que não aconteceu, porque o golo é o mais difícil no futebol  e também porque confirmamos algumas debilidades, que cresceram com a perda de confiança,  em consequência da má condição física da equipa,  que um plantel curto em qualidade, obviamente não consegue disfarçar. Essa dificuldade multiplicou-se por imprudência própria e méritos alheios e teve em  Mossoró a execução sublime que lhe valeu ser escolhido como o MVP da jogo.  Um bom mergulho, uma grande penalidade e uma expulsão a fechar a primeira parte.  Não podia ter sido pior.
 
Na segunda parte houve vontade, faltaram as soluções. O SCB geriu bem e o FCP não conseguiu disfarçar a falta de um elemento. A condição física, insisto,  não é a melhor e quando os resultados não acompanham a ambição da equipa e dos artistas,   o futebol ressente-se e não corresponde. Não fomos capazes de criar grandes problemas ao SCB e estes tiveram caminho aberto para o contra ataque que não soubemos estancar. Mas houve, nesse período, alguma raiva que contrastou com o aparente conformismo da primeira parte. Não posso deixar de reconhecer que os jogadores, nesse período, deram tudo.  Faltou capacidade de organização ao FCP para jogar com 10 elementos. Nesse particular, acho que VP não foi capaz de montar a equipa e passar a mensagem. É minha convicção que deveríamos ter jogado com as linhas mais juntas:  Defour estacionou demasiado na ala, James perdeu-se entre a ala e a posição 10 e quando entrou Atsu, nem ele terá percebido bem que papel lhe tinha sido destinado, pois andou autenticamente perdido.
 
Ainda que James não estivesse a jogar bem, longe disso, não entendo que tenha saído por troca com Atsu.  Em função dessa troca,  o “trabalho”  de construção ficou muito centrado no labor de Fernando e Moutinho (que melhorou no segundo tempo), uma vez que os alas e os laterais raramente conseguiram esticar o jogo. Kelvin tentou agitar, mas falta-lhe experiência.  Em suma, com dez não conseguimos disfarçar,  o que é muito mais difícil quando se está numa situação de desvantagem, diga-se. Mas os jogadores deram o litro.
 
Li que se tivéssemos optado jogar com apenas três defesas, talvez o milagre acontecesse com  uma  divisão de tarefas de excelência,  ainda que não se disponha de  gente capaz para o desempenho da missão. Além do mais, na prática estivemos nessa situação demasiadas vezes:  os laterais subiam e não recuperavam,  o Fernando e o Moutinho estiveram demasiado envolvidos nas tarefas atacantes, os alas não estão rotinados na cobertura e o SCB continuou a jogar no contra golpe confortavelmente aproveitando-se  das avenidas que se iam abrindo,  nesse frenesim atacante construído ao ritmo da pressa e do pouco talento. Insisto: a equipa jogou pouco próxima para dividir o esforço e o vai vem que uma situação destas exige. Faltou ao FCP ser mais equipa, ter mais alternativas e os jogadores mais disponíveis ao sacrifício.
Sábado há mais. Atirar a toalha ao chão é que seria imperdoável. Há muito ainda a ganhar. Que se lixe a taça.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Os penalties que Proença não vê


Logo aos dois minutos, Hugo Viana cortou/dominou uma bola com o braço, num lance disputado com Lucho e bem dentro da área bracarense. Pedro Proença não viu, ou terá visto, mas o que é certo é que NÃO ASSINALOU o respectivo penalty a favor do FC Porto.
Surpreendido?
Nem por isso, Pedro Proença é o mesmo arbitro que, no slb x FC Porto da época passada, também NÃO ASSINALOU penalty num lance em que o "voleibolista" Cardozo ajeitou/dominou a bola com os dois braços.

Apesar destes FACTOS que, obviamente, a propaganda encarnada ignora, continua a haver benfiquistas que tentam associar Pedro Proença ao FC Porto. Que se há-de fazer?

segunda-feira, 8 de abril de 2013

O malabarista desbloqueou

(foto: LUSA)

60 ataques (contra 20 do SC Braga);
19 remates (contra 10 do SC Braga);
2 bolas nos postes da baliza de Quim (contra 0 do SC Braga);
70% de posse de bola;
mas foi preciso Vítor Pereira tirar um coelho da cartola e trocar el comandante por Kelvin, o malabarista, um "brinca na areia", para desbloquear um jogo que parecia caminhar irreversivelmente para mais um empate.

O FC Porto está a passar por uma fase dificil, com alguns jogadores cruciais - Jackson, James, Moutinho - algo distantes da sua melhor forma. Por isso, não estava à espera de uma exibição deslumbrante. Agora, do que eu não estava mesmo à espera, era de um SC Braga a jogar no estádio do Dragão com uma tática de equipa pequenina, com um onze inicial sem pontas-de-lança (Peseiro deixou dois no banco de suplentes), todos atrás da linha da bola e com um dos pretensos avançados da equipa bracarense - João Pedro - a jogar como 2º defesa-direito.

E a praga das lesões, que esta época tem assolado o plantel portista, continua. Maicon sofreu uma entorse no tornozelo direito (já é a sua 3ª lesão esta época!) e teve de ser substituído por Abdoulaye Ba, o qual entrou muito nervoso e cometeu alguns erros, logo sublinhados com assobios vindos das bancadas. Foi uma grande ajuda...

sábado, 26 de janeiro de 2013

Não serão coincidências a mais?


Como é sabido, o melhor e único defesa central que o SC Braga tinha disponível para o jogo de hoje à noite contra o slb - Paulo Vinicius -, foi "arrumado" por Duarte Gomes, no período de descontos do SC Braga x Vitória Setúbal da última jornada.

Entretanto, durante os dias que antecederam o SC Braga x slb, a comunicação social lisboeta parece ter querido "arrumar" (pelo menos psicologicamente) mais dois dos principais jogadores da equipa bracarense, ao anunciar o interesse dos encarnados em Hugo Viana e Márcio Mossoró.

«Hugo Viana muito apreciado na Luz
Hugo Viana está em final de contrato com o Sporting de Braga e, muito dificilmente, continuará ao serviço dos arsenalistas. Aos 30 anos, o internacional português pretende fazer o último “grande contrato” e integrar um clube com outras ambições, em Portugal ou no estrangeiro.
Depois de várias passagens pelo Sporting, Hugo Viana é agora muito apreciado entre os responsáveis benfiquistas que olham com interesse para a relação qualidade/preço do jogador.
Para já, não existiu qualquer contacto entre as duas partes – António Salvador nada terá a dizer em todo o processo – mas a situação está a ser analisada na Luz
in Record
23-01-2013

«Mossoró pode render Aimar
Márcio Mossoró é candidato a ocupar a vaga de Pablo Aimar, que deve deixar o Benfica no final desta temporada. Segundo apurou o CM, o médio-ofensivo do Sp. Braga entrava nas contas de Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus na reabertura do mercado, caso ‘El Mago’, de 33 anos, tivesse saído para o Al-Ahli, do Dubai.
O CM sabe, ainda, que o jogador dos arsenalistas, de 29 anos, está a par das intenções do seu antigo treinador e, em círculos restritos, não tem escondido o entusiasmo por poder representar as águias.
Os destinos de Jesus e Mossoró cruzaram-se em 2008/09, quando o técnico orientou o Sp. Braga. Deste então, Jesus nunca escondeu a sua admiração pelo futebol de Mossoró e esta não é a primeira vez que mostra entusiasmo pela sua contratação. No entanto, os minhotos nunca mostraram abertura para vender o futebolista e quando o fizeram, pediram uma verba que, segundo as fontes contactadas, as águias não quiseram pagar.
O brasileiro chegou ao Minho na temporada de 2008/09 e tem contrato até junho de 2014.»
in Correio Manhã
25-01-2013


Tudo isto são coincidências ou, mais uma vez, estaremos perante o principio doutrinário, apregoado por Luís Filipe Vieira em 2004, de "fazer as coisas por outro lado"?

Veremos como irá correr o jogo de hoje a Hugo Viana e a Mossoró e para onde aponta o respectivo futuro futebolístico.

sábado, 15 de dezembro de 2012

A A3 tem dois sentidos?

(clicar na imagem para ampliar)


No passado dia 23 de Novembro, o semanário Grande Porto publicou um artigo cujo título era "Como o Sp. Braga beneficia da aliança com o FC Porto" (de onde extraí o quadro anterior).

Nada tenho contra esta "aliança", "parceria", ou como lhe queiram chamar, entre o FC Porto e o SC Braga, a qual é visível desde que António Salvador assumiu a presidência do clube bracarense (em 2003). Contudo, ainda não consegui perceber que benefícios é que o FC Porto tirou desta aproximação.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Os "penalties manetas" e as regras à portuguesa

Os adeptos do SC Braga e, principalmente, os adeptos dos clubes da 2ª circular (incluo neste lote 90% dos jornalistas desportivos portugueses), são unânimes em considerar que devia ter sido assinalada uma grande penalidade contra o FC Porto, mas será que têm razão?

Comecemos pelos factos (por aqueles que são inequivocamente comprováveis pelo vídeo e fotos do lance):

1) O avançado do SC Braga (Alan) faz um remate à queima-roupa relativamente à posição do defesa-esquerdo portista (Alex Sandro).

2) No momento do remate de Alan (ou uns milissegundos antes), Alex Sandro desvia a cara para a posição contrária ao remate e dobra o braço esquerdo, num movimento que aparenta ser de proteção do rosto/cabeça.

3) A bola sai disparada do pé direito de Alan e uma fração de segundo depois bate no cotovelo do braço esquerdo de Alex Sandro.

Perante estes factos, o que disseram os ex-árbitros que compõem o ‘Tribunal de O JOGO’?


Alex Sandro, com o braço, no prolongamento do corpo, fora do seu plano, ganha volumetria…”, Pedro Henriques (ex-árbitro da AF Lisboa)

Não é verdade que o Alex Sandro tenha esticado o braço esquerdo, “prolongando-o do corpo” para “fora do seu plano” (presume-se que para a frente). O que aconteceu foi precisamente o contrário. Alex Sandro dobrou o braço esquerdo, aproximando (e não afastando) o antebraço do seu corpo.

… e de forma deliberada intercepta a bola”, Pedro Henriques

“de forma deliberada”?!! No momento do remate do Alan (quando é visível, ou se pode intuir, a direção que a bola ia tomar), o senhor Pedro Henriques consegue ver algum movimento do braço do Alex Sandro no sentido de interceptar a bola?

Alex Sandro levantou o braço da posição natural…”, José Leirós (ex-árbitro da AF Porto)

Não sabia que o senhor José Leirós era especialista em bio-motricidade… Atendendo a que o Alex Sandro ia em corrida e que, no momento do remate feito por Alan, fez um movimento de proteção do rosto (aparentemente instintivo), qual deveria ter sido a posição natural do seu braço esquerdo?

O lance é passível de várias interpretações?
Sim.

Seria escandaloso se o árbitro tivesse assinalado penalty?
Não. Em Portugal até já houve um campeão - o slb em 2004/05 - em que nos jogos mais complicados e à falta de outros argumentos, os jogadores encarnados faziam pontaria aos braços dos jogadores adversários. Tudo de acordo com as regras... à portuguesa.

A posição dos jogadores e o ângulo em que estava o árbitro permitia-lhe ver o lance na perfeição?
Não. Aliás, as imagens que melhor ilustram o lance foram as captadas pela câmara que estava atrás da baliza.

Perante um lance que é duvidoso, o árbitro fez aquilo que a FIFA recomenda para estas situações, isto é, em caso de dúvida os árbitros não devem assinalar grandes penalidades.

Quanto ao que dizem os comentadores (a começar pelo Luís Freitas Lobo) e generalidade dos jornalistas desportivos, eu compreendo perfeitamente a sua azia (já estavam a esfregar as mãos e deve-lhes ter custado muito os dois golos do FC Porto ao cair do pano).
Eu imagino mesmo os títulos que já estariam alinhavados, para a eventualidade do slb ficar isolado na frente do campeonato…