Mostrar mensagens com a etiqueta Supertaça. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Supertaça. Mostrar todas as mensagens

domingo, 6 de agosto de 2017

Árbitros estrangeiros no campeonato português

Análise do ex-árbitro Marco Ferreira (Record, 06-08-2017)

7’: Seferovic (avançado dos encarnados de Lisboa) empurra Marcos Valente, impedindo o jogador do Vitória de disputar a bola.
1º golo do SLB precedido por uma falta clara (opinião unânime de quatro ex-árbitros), que não foi assinalada.

13’: Sálvio (extremo dos encarnados de Lisboa), movimenta o braço esquerdo para uma posição não-natural e toca na bola dentro da área.
Penálti por assinalar contra o SLB.

33’: Jardel (defesa dos encarnados de Lisboa), sem condições para jogar a bola, atinge a pontapé Rafael Martins.
Cartão vermelho por exibir ao jogador do SLB.

SLB x Vitória Guimarães - Tribunal de O JOGO


Nova época e continua tudo na mesma. Isto é, nas competições nacionais os encarnados de Lisboa continuam a jogar com 14 (com árbitros estrangeiros a coisa pia mais fino e, daí, os resultados serem muito piores).

De facto, no primeiro jogo oficial da época, em pouco mais de 30 minutos, assistimos ao cardápio completo. Um golo dos encarnados que deveria ter sido anulado (e não foi); um penálti contra o SLB por assinalar; e um cartão vermelho que, a ter sido mostrado, deixaria o treta campeão a jogar com menos um durante 1 hora.

Bem-vindos ao futebol português! O futebol dos vouchers, o futebol dos “padres ordenados”, o futebol de uma rede tentacular que suportou (e continua a suportar) os títulos ganhos pelos encarnados de Lisboa.

Vídeo-árbitro?
Como é que o vídeo-árbitro haveria de resolver alguma coisa, se os árbitros do vídeo são os mesmos árbitros que, nos últimos anos, andaram nos relvados portugueses a “estender tapetes vermelhos”?

Estou cada vez mais convencido, que isto só pode mudar com outros árbitros, porque estes estão viciados no colinho.

A divulgação pública do conteúdo de vários e-mails, trocados por elementos do "polvo", foi reveladora e muito importante, mas não chega.

Está na hora, mais do que na hora, do FC Porto dar um murro na mesa e, com o objetivo de repor a credibilidade do futebol português, defender que os jogos do campeonato sejam dirigidos por árbitros estrangeiros (durante um período a definir).

"Aceito árbitros estrangeiros na Liga" (Vítor Pereira, 17-05-2012)

E o que fazer aos árbitros portugueses?
Os melhorzinhos, os menos maus, podem ser “promovidos” a árbitros de vídeo ou video assistant referee (VAR), que em inglês a coisa soa mais fino...

domingo, 9 de outubro de 2016

Mais uma para o basket Portista

Depois de termos terminado a época passada com a conquista do campeonato nacional…

FC Porto campeão nacional 2015/16

… arrancamos a época 2016/17 (competições nacionais) com a conquista de mais uma taça (uma Supertaça!) para o Museu.

FC Porto vencedor da Supertaça 2016/17

E, ainda por cima, contra o grande rival. Isto é bom (é óptimo!) e qualquer dia a malta habitua-se…

Nota importante: O dinheiro não abunda, mas trabalha-se bem no Basquetebol Portista.


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Ilações de uma SUPER Taça

Acho que a pré-época foi preparada de forma algo atabalhoada
Rui Rangel (ex-candidato à presidência do Benfica), em declarações à Rádio Renascença, 03-08-2015


Termina o Benfica a sua digressão com mais uma derrota e fica na história apenas porque esteve na inauguração do BBVA Bancomer.
O problema do Benfica não está propriamente nos resultados pois ainda estamos a semear os feijões. O problema do Benfica é esta incrível digressão pelas américas...
Eugénio Queirós, record.pt, 03-08-2015


Agora que acabaram os “jogos a feijões” e após o primeiro jogo oficial, parece que aqueles que torceram o nariz à “incrível digressão pelas américas” tinham razão.

Num jogo em que os de Alvalade entraram a todo o gás e impuseram um ritmo de jogo intenso, os da Luz fizeram o que puderam, mas foram sempre inferiores a uma equipa que, cérebros à parte, demonstrou chegar a este jogo com mais pernas e pulmões.

E depois da penosa amostra da sua equipa ontem, não fosse as quatro primeiras jornadas do campeonato serem disputadas todas em casa (sim, estou a incluir nos jogos “em casa” o Arouca x SLB da 2ª jornada, estrategicamente mudado para o estádio de Aveiro) e Rui Vitória era bem capaz de ter de mudar de apelido…


P.S. Nada como os clubes em confronto serem os dois maiores clubes de Lisboa, para que um trofeu sem interesse (ou não tivesse o FC Porto no topo da lista dos seus vencedores) seja transformado numa competição importantíssima, numa verdadeira SUPER Taça!

sábado, 20 de dezembro de 2014

8 segundos

«Os últimos seis minutos foram de grande emoção, com um constante ping-pong no marcador: os azuis e brancos conseguiam vantagem e os lisboetas respondiam sempre. Até que se chegou ao último minuto e Ricardo Moreira, na conversão de um livre de sete metros, pôs de novo os Dragões na frente (29-28), com apenas 12 segundos por jogar.
Depois de uma verdadeira rábula protagonizada pela equipa de arbitragem, o FC Porto ficou reduzido a apenas cinco jogadores para os últimos oito segundos, com Obradovic a ser sancionado e, aparentemente, também Edgar Landim, apesar do tempo estar parado. No último lance de ataque do Sporting, Alexis Hernandez originou um livre de sete metros e foi expulso, deixando nas mãos de Rui Silva e de Alfredo Quintana a decisão: ou se ia para prolongamento (e o FC Porto apenas poderia apresentar três jogadores de campo nos primeiros dois minutos) ou a Supertaça ia para o Dragão.»
in www.fcporto.pt

FC Porto vence Supertaça de Andebol (fonte: www.fcporto.pt)


No passado mês de Outubro, na sequência do jogo ABC x FC Porto, publiquei um artigo intitulado ‘Andebol de nove?’, onde escrevi o seguinte:

«O FC Porto venceu (26-23), mas a arbitragem dos senhores Tiago Monteiro e António Trinca de Lisboa, não pode ser branqueada, nem passar impune.
Não há que ter medo das palavras. Aquilo a que se assistiu no sábado, no pavilhão Flávio Sá Leite, (felizmente, o Porto Canal transmitiu o jogo em direto e todo o país pôde ver), foi a uma arbitragem vergonhosa da dupla lisboeta, que até parecia trazer alguma “encomenda” nesta sua deslocação a Braga. (…)»


No início de Dezembro, a propósito do FC Porto x SL Benfica (28 - 24), escrevi um artigo que intitulei ‘O 8º jogador’, onde escrevi o seguinte:

«O FC Porto venceu um jogo em que esteve a perder desde os segundos iniciais até ao minuto 41; em que teve mais jogadores excluídos pela dupla de arbitragem (chegou a ter dois em simultâneo); em que beneficiou apenas de um livre de 7 metros (contra sete que beneficiaram o SLB); mas em que contou, sempre, com o “8º jogador”.»


Hoje, em Águas Santas (Maia), a equipa de andebol do FC Porto voltou a ganhar (16ª vitória em 16 jogos oficiais disputados, esta época, a nível interno) e conquistou a 6ª Supertaça do seu historial. Contudo, o que se viu neste jogo, particularmente aqueles vergonhosos últimos 8 segundos, veio apenas confirmar algo que, para mim, cada vez é mais óbvio:

- o FC Porto tem a melhor equipa de andebol de Portugal;

- tudo indica, que os dragões irão ganhar (folgadamente) a fase regular do campeonato (disputada em poule, a duas voltas, todos contra todos);

- sendo a fase final do campeonato disputada num sistema de play-off, mesmo beneficiando do factor casa (se, como tudo indica, terminar a fase regular em 1º), o FC Porto terá de ser muito superior aos seus adversários (ABC, Sporting ou SL Benfica) para conseguir ganhar o heptacampeonato.


P.S. Quem não viu, sugiro que veja os últimos 12 segundos deste FC Porto x Sporting, disputado no pavilhão municipal de Águas Santas.

domingo, 18 de maio de 2014

FC Porto, o verdadeiro primeiro vencedor da Taça de Portugal

"Num país onde o futebol era já um fenómeno de popularidade mas onde não havia infra-estruturas, profissionalismo e capacidade de organização, era complicado dar forma a um torneio destas caracteristicas que emulasse a FA Cup ou a Copa del Rey. Talvez por isso a primeira edição tivesse sido apenas disputada pelos clubes campeões dos distritos de Lisboa e Porto, Sporting e FC Porto. Era a grande rivalidade desportiva da década de vinte, a das duas equipas que dominavam com maior autoridade a sua competição distrital. Disputado a duas mãos, o torneio terminou com uma vitória para cada lado que levou à realização de um terceiro jogo, em campo neutral, no estádio do Bessa. Os leões protestaram que o jogo decisivo fosse disputado na cidade do Porto e os azuis-e-brancos acabaram por sair vencedores por 3-1 já no prolongamento. O clube da Cidade Invicta tornava-se então, ao contrário da fórmula que credita a Académica, no primeiro vencedor do Campeonato/Taça de Portugal."
Futebol Magazine

Os adeptos do Futebol Clube do Porto estão habituados a ganhar.
Vamos a finais, ganhamo-las. Nos últimos 30 anos somos a potência hegemónica - HEGEMÓNICA - do futebol português. De cinco em cinco anos perdemos um título, uma média irrepetível e que nem o Benfica foi capaz de reproduzir nos seus mais famosos anos. O que Pinto da Costa conseguiu é algo que nenhuma história falseada será capaz de obviar. O FC Porto idealizado por José Maria Pedroto, organizado por Pinto da Costa e executado por gente do nível de Artur Jorge, Bobby Robson, José Mourinho e André Villas-Boas deu aos adeptos um novo ADN. Estamos nas derrotas, estamos nas vitórias. E estamos mais habituados ás segundas do que ás primeiras. E talvez por isso deixemos passar detalhes a que outros clubes dão mais importância. Quem tem tempo livre pode fazê-lo. Mas nem sempre foi assim. O FC Porto já foi o maior clube português antes desta interminável saga de glória. Era um espinho cravado no costado do centralismo absoluto do futebol orquestrado desde Lisboa. Antes do primeiro grande deserto de títulos - entre 1940 e 1956 - o clube azul-e-branco era uma formação formídavel e dificilima de bater. Era também uma equipa de registos históricos. Entre os anos 20 e 40 o FC Porto ganhou a primeira edição de todos os torneios criados em Portugal. Mais tarde vencia a primeira Supertaça. Mas um truque idealizado desde o centralismo lisboeta e perpetuado pela imprensa e pela falta de acção das autoridades nortenhas ajudaram a perpetuar uma das maiores mentiras do nosso futebol. A de que o FC Porto é o primeiro vencedor do que hoje é a Taça de Portugal.


A questão é simples e fácil de entender.
Entre 1922 e 1938 realizou-se o Campeonato de Portugal. Era um torneio inspirado na Copa del Rey espanhola, uma primeira ronda preliminar nos distritais - a organização básica do futebol português á época - e depois uma série de rondas a eliminar que culminavam numa final em território neutro. Era a "Taça". Só anos mais tarde, depois do sucesso da campanha da selecção portuguesa nos Jogos Olímpicos de Amesterdão se deu a vontade de criar uma liga regular que seria restrita a equipas de quatro distritos (Braga, Lisboa, Coimbra e Porto e mais tarde aberta a Setúbal, Évora, Algarve e Aveiro) no que se baptizou como Campeonato da Liga. Essa competição durou quatro épocas, entre 1934 e 1938. O FC Porto, inevitavelmente, venceu a primeira edição. Em 1938 o governo salazarista decidiu mudar o organigrama desportivo do país e decidiu dar uma lavagem de imagem com dois novos nomes para as respectivas provas. O Campeonato de Liga passou a Campeonato Nacional de 1º Divisão e o Campeonato de Portugal a Taça de Portugal. O formato permanecia o mesmo.
No caso do Campeonato Nacional, ampliaram-se os clubes mas manteve-se a politica de quotas que se manteve mais uma década até que se aboliu o apuramento via Distritais e se abriu caminho a que os clubes subissem e descessem de divisão. Na Taça de Portugal os Distritais deixaram de servir como ronda preliminar e as eliminatórias entre equipas começaram desde o principio, mas sem a participação na primeira ronda dos clubes da 1º Divisão. Com o passar dos anos, parte da imprensa desportiva começou a tratar o Campeonato da Liga como parte própria do historial da 1º Divisão. Era uma decisão que alegrava, sobretudo, os benfiquistas que assim juntavam mais 3 títulos ao seu historial. O jornal A Bola era o principal apologista desta inclusão que favorecia o "seu" clube. O Record, por outro lado, não o reconhecia. A finais dos anos oitenta e principio dos noventa a pressão nas instituição da Federação Portuguesa de Futebol e o circo mediático montado à volta do clube vermelho de Lisboa levou a FPF a dar como válidos esses três títulos (o do FC Porto também) no palmarés oficial. Por isso os benfiquistas celebram hoje o 33º titulo que podia, perfeitamente, ser o 30º.
Ora, se essa vara de medir foi aplicada ao Campeonato da Liga-Primeira Divisão, porque não o foi aplicada com o Campeonato-Taça?



Talvez o principal motiva seja o facto de que neste Campeonato de Portugal o Benfica foi superado em títulos pelo Sporting e pelo FC Porto. Os Dragões, como mandava a tradição não escrita, tinham ganho a primeira edição do Campeonato de Portugal contra os leões. Ganharam mais três edições contra quatro dos leões. Quando a Taça de Portugal começou, a Académica foi proclamada campeã depois de um jogo épico contra o próprio Benfica, clube que nem sequer fazia parte da equação nas primeiras edições do Campeonato de Portugal. A imprensa da época, ciente do facto, calou-se e não exigiu o mesmo trato aos vencedores do Campeonato de Portugal. O Sporting, que por então em títulos nacionais seguia com uma vantagem considerável sobre o FC Porto, também preferiu não fazer ruido. E o provincianismo a que o FC Porto tinha sido empurrado pelo país impedia o clube de exigir um tratamento condigno a esses anos míticos da sua história. Quando Pinto da Costa chegou ao poder, fê-lo com novos titulos, novas celebrações e uma nova cultura de vitória e também ficou esquecido esse "roubo" histórico. O FC Porto, no fundo, não é só o primeiro clube a vencer o Campeonato 1º Divisão e a Supertaça. É também o primeiro clube a vencer a Taça de Portugal, via Campeonato de Portugal. Ou seja, o primeiro clube em todas as competições do país. Uma espinha demasiado gorda para engolir, seguramente.

O resto do futebol português pode preferir esquecer. Muitos adeptos portistas, focados no presente e preparados para o futuro também. Compreendo-os. Mas para mim, para a grandeza de um clube que já foi a maior força nacional noutros tempos distantes, o FC Porto será sempre o primeiro campeão da Taça, contem o que quiserem contar. E nunca está demais relembrar antes que alguém se esqueça que essas tardes de glória aconteceram e foram pintadas de azul e branco!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Supertaça firme, Taça da Liga a definhar

(Supertaça, FC Porto x Vitória Guimarães, 10-08-2013)

No passado sábado disputou-se a 35ª edição da Supertaça (a 33ª oficial visto as duas primeiras, disputadas em 1978/79 e 1979/80, terem sido oficiosas).

Ao contrário da Taça da Liga, uma aberração competitiva que apenas é disputada numa minoria de países europeus, a Supertaça é uma prova que existe na maior parte dos países e a sua lógica é simples: é um troféu que se disputa entre o vencedor do Campeonato/Liga e o vencedor da Taça da época anterior. No caso do mesmo clube se sagrar Campeão Nacional e vencer a Taça, disputa-se um jogo entre o clube que ganhou o Campeonato e o que foi derrotado na final da Taça.

Durante muitos anos (até à época 1999/2000), a Supertaça Cândido de Oliveira (é este o nome oficial desta competição em Portugal) foi disputada a duas mãos e em diferentes alturas das épocas, algo que não contribuía para o interesse e afirmação da prova. Contudo, a partir da época 2000/2001, a Supertaça assumiu o carácter de uma verdadeira final, passando a ser decidida num único jogo e, além disso, tal como acontece noutros países (por exemplo, Alemanha e Inglaterra), criou-se a tradição de ser o primeiro jogo oficial da época futebolística em Portugal.

Ao contrário da Taça da Liga, a Supertaça tem lógica, tradição (nacional e europeia) e um superior interesse por parte dos adeptos.
A recente final entre o FC Porto e o Vitória Guimarães provou-o, ao esgotar a lotação do Estádio Municipal de Aveiro (29.100 espectadores), superando a assistência do FC Porto x Académica da época passada (26.825 espectadores) e até a assistência do slb x FC Porto da época 2010/11 (28.819 espectadores).

Pelo contrário, a Taça da Liga é desde a sua criação (época 2007/08) um “nado morto”, sendo uma competição híbrida, sem lógica e sem interesse competitivo, ao ponto de vários jogos, incluindo de “clubes grandes”, não terem transmissão televisiva (foi o caso do Nacional x FC Porto da época passada). Como se isto não bastasse, a prova tem regulamentos pouco claros, que já foram alterados N vezes e, ainda por cima, ficou marcada por escândalos de arbitragem (os sportinguistas, e não só, chamam-lhe Taça Lucílio Baptista).

Por tudo isto, não surpreendeu que na época passada a Liga não tenha conseguido arranjar um patrocinador oficial para a prova e os direitos das transmissões televisivas, após a Olivedesportos ter rompido o contrato que existia com a Liga, tenham sido vendidos ao desbarato a outro operador.

Ao fim de apenas seis edições a coisa é de tal modo feia que, numa entrevista ao jornal Record, o próprio presidente da Liga, Mário Figueiredo, referiu que “não fazia sentido manter a competição”.
Contudo, em 27 de Junho de 2013, numa Assembleia-Geral da Liga, os clubes apreciaram e chumbaram (7 clubes a favor e 33 contra) uma proposta da Direcção da Liga que defendia a extinção da Taça da Liga a partir da época 2014/15.
Mas que sentido faz manter esta aberração, perdão, competição e, ainda por cima, se se confirmar o alargamento do campeonato para 18 equipas (o que implicará mais quatro jornadas)?

domingo, 11 de agosto de 2013

Soma e segue


Mais uma supertaça já cá canta. Foi um jogo bem conseguido e uma  vitória justíssima, que peca por escassa. Diziam os homens que comentavam o confronto na RTP que o VG tinha entrado bem, desinibido e sem complexos,  quando  o FCP,  pela faixa direita,  chegou ao primeiro golo aos 5 minutos. Aos 17 mais um excelente movimento de ruptura  e deixámos de ser favoritos para nos constituirmos como próximos detentores do trofeu em disputa , que o golo a fechar a primeira parte tirou todas as dúvidas,  se ainda as houvesse.
Entre o segundo e o terceiro golo e toda a segunda parte,  tivemos excelentes momentos individuais e colectivos, mas muitas cócegas para chegar ao golo. Embora compreenda que com a vitória no bolso o treinador  se sentisse legitimado para a experimentação, o principal reparo que faço foi a falta de gula para tentar o golo de forma mais predadora, nomeadamente no segundo tempo que controlámos sempre bem,  mas com demasiada gente no miolo,  provocando demasiado congestionamento nos espaços interiores, que o posicionamento de Josué na esquerda não atenuou antes agravou

Apesar desse inconveniente,  os jogadores movimentaram-se bastante bem e com muitas diagonais, que saídas a preceito, criaram imensas dificuldades à defensiva adversário. Ao contrário do que aconteceu nos jogos da  pré época foi pelo direito que construímos uma boa parte das investida da equipa e foi por essa banda que chegámos aos golos.
O labor de uma equipa resulta do esforço de todos,  mas no jogo de ontem Fucile, Licá e Lucho estiveram a um nível muito elevado e foram os principais artífices dos desequilíbrios que provocámos na defensiva vimaranense, enquanto nos equilíbrios e compensações contámos com os excelentes desempenhos de toda a defesa,  de Defour e Fernando. Martinez e Varela estiveram em bom nível, sem deslumbrar, Quintero prometeu, Josué pouco activo e Kelvin entrou demasiado tarde: foi menos para jogar e mais para receber o apoio por aquele inesquecível minuto 92, e disso é que o miúdo precisa menos.

Não gostei da arbitragem nem de alguns sinais exteriores de porreirismo do nosso treinador o que não empalidece a boa entrada desportiva na presente época. Na supertaça são onze contra onze e no final ganha o FCP.

domingo, 12 de agosto de 2012

O golpe ao cair do pano...



Fiel ao seu esboço, Vítor Pereira foi a jogo para arrecadar o primeiro trofeu da época com a base que fez alinhar na apresentação aos sócios. Nada de novo, portanto, e tudo muito morno, o bastante, para sublinhar a 4ª Supertaça consecutiva, mesmo que só confirmada em cima do minuto 90, quando o prolongamento era já dado como adquirido perante a magnifica moldura humana presente em Aveiro. Jackson Martinez, o nome de todas as esperanças, subiu lá ao alto, entre a defesa academista, para decidir o encontro.

Se previsível era a equipa que nosso técnico faria alinhar, não menos expectável seria a qualidade de jogo explanada em campo. Com efeito, o futebol pouco espevito da equipa azul e branca já registado no Mestalha ou no Dragão, voltou assomar-se no municipal de Aveiro esta noite. Só esporadicamente o nosso ritmo fugia ao controlo dos comandados de Pedro Emanuel, sem alcançar uma cadência capaz de vergar o adversário ao tapete.

A insipidez do FC Porto patenteada em grande parte do encontro está correlacionada com a “pólvora seca” em que o seu meio-campo está mergulhado. Se a lisura e eficácia de Fernando é incontestável, o mesmo não se pode dizer da pouca inoperância de Defour e até mesmo de Lucho. Mesmo em regime de part-time, saiu Moutinho do banco para arrebatar definitivamente a contenda em nosso favor, numa partida que há muito tempo não sabia nem a carne, nem peixe.

Na verdade, só este pequeno “génio” tem a capacidade de alavancar o nosso jogo para um outro patamar, o que dita, eloquentemente, a preponderância que tem na equipa. Oxalá o mercado não nos troque as voltas. E já agora, que as Seleções nos entreguem os jogadores livres de uma quarentena indesejada.

O domínio foi claro, mas não arrebatador. Aos pés de James, Otamendi ou Jackson não faltaram oportunidades de converter. E lá atrás poucas vezes Helton pressentiu o perigo junto das suas redes. Mas falta acutilância e assertividade a esta equipa que não a torne sensaborona como o foi várias vezes a época passada. Ainda assim, a justiça, que a sabedoria popular diz tardar, mas não faltar, veio mesmo ao cair do pano, no superior cabeceamento de Jackson Martinez.

domingo, 16 de outubro de 2011

Supertaças (e não só) é connosco

7 de Agosto de 2011
Futebol
FC Porto x Vitória Guimarães (2-1)
18ª Supertaça, primeiro “tri” na competição e o 70º troféu oficial.



5 de Outubro de 2011
Basquetebol
FC Porto x CAB Madeira (76-62)
5ª Supertaça, sete anos depois.



15 de Outubro de 2011
Hóquei em Patins
FC Porto x Oliveirense (4-1)
18ª Supertaça.



É lamentável o FC Porto não ter ganho as supertaças de ginástica artística e sameirinha...

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Um ano depois, mais do mesmo

7 de Agosto de 2010. Disputou-se a Supertaça entre o slb e o FC Porto, com uma arbitragem desastrosa, em termos disciplinares, do célebre João “pode ser” Ferreira.

A coisa foi de tal maneira escandalosa que, no dia seguinte, no programa 'Tempo Extra' da SIC, o ex-jornalista de A Bola Rui Santos, considerou que deveriam ter sido expulsos cinco jogadores do slb: Cardozo (logo aos 15’), César Peixoto (aos 39’), Aimar (por duplo amarelo), David Luiz (aos 57’) e Carlos Martins.

Um ano depois, no dia 7 de Agosto de 2011, assistimos a mais do mesmo.

«O primeiro jogo oficial da época não correu bem para o melhor classificado em 2010/11 [Pedro Proença (AF Lisboa)]. Os especialistas de O JOGO são unânimes em considerar que ficou por assinalar um penálti a favor do FC Porto (falta de João Paulo sobre Hulk). Em mais dois lances na área do Vitória, divergência de opiniões: para Coroado houve mais dois penáltis; Pedro Henriques diz que só houve no lance entre N'Diaye e Rúben Micael e Paraty no que foi protagonizado por N'Diaye e Falcao.»
in ojogo.pt

Eu não tenho dúvidas.

Aos 49' N'Diaye tocou no pé esquerdo de Rúben Micael, derrubando-o. Penalty por marcar!

Aos 57’, João Paulo, sem qualquer intenção de jogar a bola, empurrou e derrubou Hulk na sua grande-área. Penalty claríssimo por marcar!


Aos 83’ N'Diaye, por trás, derrubou Falcao que, atónito, limitou-se a abrir os braços. Penalty por marcar!

Tal como na época passada, o FC Porto venceu apesar da arbitragem, a qual, seguramente, não ficará para a história (escrita pela comunicação social do regime), nem entrará nos dossiers dos opinion makers dos programas semanais de futebol falado.

Rolando para o 18º caneco



Nada de novo. A ascensão de Vítor Pereira de adjunto a treinador principal visou a continuidade de um projecto. Um projecto ganhador, com muitos títulos, como o que foi garantido esta noite em Aveiro. Ainda um pouco aquém do brilho patenteado na temporada transacta, mas com larga margem para evoluir e crescer bem ao nível do desejo da massa adepta azul e branca. Erguer o caneco tornou-se nesta casa um exercício indispensável.

A arrancada esmagadora do FC Porto atarantou o espírito vitoriano. Velocidade, pressing e ambição agigantaram o poder draconiano para além do que os afonsinhos são capazes de suportar. Rolando fez balançar a rede bem cedo, mercê, por um lado, do tal espírito da nossa equipa, e por outro, do momento de magia, a toque de letra, protagonizado por Hulk.

O domínio do campeão explanou-se por um bom par de minutos. Os suficientes para que o Incrível fizesse de novo das suas. O bastante, à partida, para se chegar a um resultado mais airoso. Nada disso. A noite não estava destinada a passeios de parque. O incaracterísmo da partida nublou a assertividade portista, posta a nu em algumas perdas de bola comprometedoras. A defesa afligia-se nas bolas paradas do Vitoria. Foi aí, num desses lances perdidos, que Toscano cabeceou para o empate perante alguma apatia de Fucile.

Felizmente tratou-se de uma igualdade pouco duradoura. Quase sem respirar, Rolando, outra vez ele, foi lá frente carimbar o seu nome na taça e garantir a 18ª conquista da Supertaça para o FC Porto. Solto de marcação na grande área, o central portista chutou lá para dentro, com alguma felicidade no ressalto.



Os segundos 45 minutos situaram-se em bases idênticas às do 1º tempo. Dragão dominador e um Guimarães expectante. Os homens de Vítor Pereira corriam em busca de uma margem segura, mas a pressa e a ansiedade de querer fazer tudo rápido atraiçoava a equipa. E quando os nossos jogadores pareciam estar perto de algo bom, eis que o “lambidinho” de serviço fazia vista grossa às infracções na área, que, em tempos idos, era designada de rigor. É só para a malta se ir ambientando ao esquema.

No mais o fundamental foi garantido. Triunfo no encontro e a conquista do troféu. Manter o espírito e dinâmica de vitória, que por inerência fará elevar a confiança aos jogadores e a fluidez no futebol praticado, é o desígnio fundamental. Ainda estão muitos trunfos em processo de engrenagem – Falcao e Guarín – e outros tantos por chegar – Álvaro, James, Alex Sandro, Danilo – pelo que só temos razões para olhar para o futuro com relativa confiança.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Era previsível


"Temos de ultrapassar as dificuldades decorrentes da ausência de jogadores importantes e o facto de jogarmos muito longe dos nossos adeptos e do nosso ambiente. Quanto a isso, já temos experiência, porque as finais são jogadas quase sempre num local onde é mais fácil para o nosso adversário ter o apoio do público. Espero que o facto da final ser longe do Porto não tenha influência nos árbitros e na nossa concentração. Preferia jogar num local onde houvesse mais possibilidades dos nossos adeptos assistirem ao jogo, assim torna-se complicado."
Moncho López, 30/10/2010


Até um treinador espanhol já percebeu como é que as coisas são feitas neste Portugal dos pequeninos. De facto, a Supertaça de hoje no novo pavilhão municipal de Albufeira, foi disputada num ambiente que parecia o pavilhão da Luz. E, para que nada ficasse ao acaso, a FPB escolheu um trio de árbitros de Lisboa (Pedro Coelho, Fernando Rezende, Pedro Miguel Rodrigues).

Por falar em arbitragem, uma das estatísticas mais interessantes do jogo foi a dos lances livres. Não tenho ainda a estatística final, mas deve ter sido à volta de 20 LL a favor do slb e uns 4 ou 5 a favor do FC Porto.

Apesar dos handicaps já referidos, o jogo esteve sempre equilibrado e o resultado incerto até ao último segundo. Acabamos por perder (66-63), mas tivesse o jogo sido disputado num pavilhão neutro, arbitrado de forma isenta (com critérios iguais nas faltas e na marcação de passos!) e o FC Porto disposto de um 1º base em condições...

P.S. Quem foi o responsável pela contratação do americano Sean Ogirri para 1º base do FC Porto? Aos 36 anos José Costa consegue ser melhor.

Foto: abola.pt

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Um Porto renascido

Por Justino Lourenço


Estou a escrever este texto, ainda com os golos do nosso F.C. Porto em mente, depois da vitória contra o seu rival.

Foi uma semana atribulada, depois duma participação desastrosa no torneio de Paris, onde o F.C. Porto parecia ter alma, mas que no meio de tantos testes e substituições parecia estar pouco preparado. Do lado da imprensa tudo se escreveu: o treinador não tinha experiência, não conseguia definir o plantel e o Benfica estava mais forte. No final da semana, ainda soubemos que o Mourinho parecia também não confiar no futuro de Villas-Boas. Esta última pedrada fez-me ficar com a sensação de que iria funcionar ao contrário, como um estímulo à vitória e não o contrário. O Mourinho, que já conhece bem os cantos da casa, que cedo percebeu que já tinha passado (com Pedroto) os tempos onde passar a Ponte D. Luís era o começo de mais uma derrota, que teve de dar um murro na mesa, contra tudo e contra todos, e jurar que seria Campeão, devia desconfiar que este tipo de ataques acorda o Dragão.

O F.C. Porto joga agora (na minha opinião) duma forma diferente. Deixou de ser um Porto que esperava que eles viessem em cima, para depois, pela socapa, tentar um ataque rápido. E que quando corria atrás da despesa, por estar a perder ou por estar a jogar contra o autocarro das equipas pequenas, sentia algumas dificuldades. Quem viu o Porto do Villas-Boas, viu um Porto que não tem medo de assumir o jogo, que faz circulação de bola, sempre à procura do jogador melhor posicionada e sempre com a preocupação de fazer chegar a bola lá à frente (como se viu na bela jogada do segundo golo).

Se gostei do jogo, gostei porque o nosso F.C. Porto ganhou, mas não gostei das entradas maldosas nem do derrube descabido a Sapunaru. Não gostei de ver jogadores no chão e não aparecer nenhum colega a dar uma ajuda, penso que os treinadores também devem ter um papel importante neste ponto. Mas gostei do cumprimento do Sapunaru e do Hulk ao árbitro, valeu muito… para quem o entendeu.

Definitivamente, o novato treinador do F.C. Porto, que no primeiro teste a sério jogou logo com um rival, conseguiu esboçar uma estratégia que não deixou o adversário jogar. Não li o jogo com a suposta falta de forma, nem muito menos de rotina do Benfica (que apenas perdeu o Di Maria), vi o jogo como um Benfica oprimido que mal pode respirar. E que quando tinha a bola a jogava duma forma inconsequente, simplesmente porque o F.C.Porto estava asfixiante. Foi interessante ver que o desespero foi de tal ordem, que as substituições do Benfica ainda mais emperraram a máquina já emperrada pelo F.C.Porto. Mas, penso que mesmo os benfiquistas concordam comigo, quando digo que a baliza do clube está definitivamente mal entregue e penso que essa insegurança transparece na defesa, se calhar o Quim era uma mais valia (pelos vistos) invisível.

Gostei de ver o Sapunaru, depois da travessia do deserto, parece que temos jogador, que corre, que aguentou bem as que levou nas pernas e que ainda teve fôlego para tentar um remate traiçoeiro. Gostei do Belluschi, que traz alguma magia ao futebol e que é importante nos lances de bola parada. O Moutinho parece encher o campo, corre, passa e ainda tenta ir lá à frente é um jogador que às vezes parece à margem do jogo, mas que de repente faz a diferença. Deixei para o fim o Varela, para mim o herói da noite, dribla, corre mas sempre com os olhos na baliza, não se perdendo em ziguezagues disparatados. Já o ano passado me tinha convencido, mas este ano será o seu ano, é um jogador fantástico. Por último, espero melhores dias para o Hulk, continua a querer fazer tudo, mas a falhar muito, penso que ele ainda poderá aumentar o seu rendimento e vir a ser um grande jogador.

Um troféu perdido afinal foi para as bandas do Dragão, continuando com muito trabalho e humildade penso que teremos um Porto à Porto.

Nota final: O 'Reflexão Portista' agradece ao Justino Lourenço a elaboração deste artigo.

Foto: Record

domingo, 8 de agosto de 2010

Atitude

Para quem assobiou, gritou e protestou no Dragão em demasiados jogos da época passada percebe facilmente a simples diferença que este FC Porto apresentou esta noite em Aveiro. Embora com Sapunaru e Maicon a substituir Fucile e Bruno Alves, o onze apresentado por André Villas-Boas apenas tinha uma novidade e verdadeiro reforço: João Moutinho. Os restantes já eram caras conhecidas e regulares na época passada. Bastou a equipa mudar de atitude (tínhamos obtido um cheirinho no último jogo contra o SLB) para dominar o jogo e levar a 17ª Supertaça com inteira justiça. O FC Porto jogou com «técnica e intensidade» e foi assim uma equipa difícil «de segurar».

Jogar desde o primeiro minuto, não ficando na expectativa ou dando 45 minutos de avanço tem destas coisas. Aos 3 minutos de jogo, após perigosa jogada de Moutinho que Varela não conseguiu concretizar, Rolando abriu o marcador respondendo de cabeça a um canto bem marcado. Não há cá bolas bombeadas para segundo poste: tenso e para a pequena área onde o senhor 8 milhões anda aos papéis.

E a seguir não se voltou costas ao ataque. Procuramos dominar, pressionar, atacar e a colocar o Benfica em sentido. O jogo não foi táctica, não foi 4-3-3 ou 4-4-2, não foram processos assimilados ou por assimilar. Não foi ciência ou estudo, foi atitude à Futebol Clube do Porto: entrar, dominar e jogar para ganhar. Marcamos primeiro e isso deu tranquilidade e confiança à equipa.

Na segunda parte, os portistas geriram a vantagem, desmantelando facilmente qualquer tentativa de pressão benfiquista. E aos 67 minutos Falcão decidiu descansar a sobressaltada comunicação social. Bela abertura de Álvaro Pereira e Varela - um dos melhores em campo - com uma excelente jogada assiste Falcão que marca num estupendo remate. Estava selada o primeiro título de Villas-Boas, o 50º de Pinto da Costa e a 17ª Supertaça Cândido Oliveira do F. C. Porto.

Para quem assistiu ao jogo não supreendeu tanto o resultado, mas sim o facto do SLb ter acabado o jogo com onze jogadores. Ao contrário do que se esperava, a Jabulani não é a grande novidade desta época. A grande inovação para a época 2010/2011 é a possibilidade de um árbitro poder provocar um jogador para advertir com amarelo se este reagir à provocação. Belo!
A carreira de João Ferreira está em nítida ascensão, competindo a grande nível para ultrapassar Bruno Paixão no topo da incompetência e subserviência.

E justiça seja feita aos pessismistas, porque este FC Porto não se viu nem se pressentiu na pré-época. Já percebemos, estava escondido para os jogos a sério. Ainda bem! Resta continuar o trabalho, já que precisamos de melhorar em muitos aspectos e precisamos de alternativas: contamos com James (o Rrrrrraaaamés), Souza, Castro, Ukra e, caso Fucile deixe o clube, um reforço para o lado direito.

sábado, 26 de setembro de 2009

SMS do dia - LXXXII

Hóquei - Supertaça António Livramento

FC Porto 6 - ben7ica 4

Andebol - 3ª jornada

FC Porto 29 - Xico Andebol 33

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Como acabou, começou

Primeiro troféu da época e 64º título para o FC Porto. Um típico jogo de início de época com o FC Porto a apresentar três reforços no onze: Álvaro, Belluschi e Varela. Jesualdo Ferreira resolveu manter o máximo da estrutura tetracampeã fruto das ausências forçadas de Rodriguez e Falcao.

O Paços Ferreira apresentou um bom futebol, trocando sempre bem e rápido a bola, embora sem criar grande perigo para a baliza de Helton. Do lado contrário, o FC Porto jogava mais lento mas com alguns rasgos perigosos, maioritariamente por Hulk, para a baliza do Paços. O FC Porto acabou à frente nas estatísticas da 1ª parte, mas foi o Paços de Ferreira que se apresentou melhor após o intervalo.

Desde saída da bola ao centro, que o FCP tratou de perder imediatamente, o Paços apareceu motivado e com vontade de vencer o final. Mas o maior perigo vinha da própria baliza quando aos 59 minutos, o guarda-redes Cássio resolveu fazer uma fífia monumental e oferecer o golo a Farías. Esperemos que este momento positivo para o FCP sirva de lição para o nosso guarda-redes que também é exímio neste tipo de palhaçadas que, justiça seja feita, nunca lhe correram mal... até ao dia. A partir daqui o FC Porto procurou controlar o jogo explorando as menores cautelas defensivas das pacenses. Paulo Sérgio bem arriscou mas a capacidade física dos seus jogadores já não permitia alcançar o empate. O Porto foi criando mais situações de golo e aos 89 minutos surgiu Bruno "MJ" Alves com um voo monumental e uma cabeçada indefensável. Por segundos julguei que o golo não fosse contar pois como todos sabemos Bruno Alves está vendido desde há 6 meses ao Barcelona, Chelsea, Inter e não sei quem mais.

Sinceramente não consegui tirar grandes ilações deste jogo. Já deu para ver que os reforços como Álvaro, Belluschi e Varela são bons e podem ser importantes na equipa e que ainda faltam alguns minutos para os jogadores alcançarem uma consistência para 90 minutos. E fiquei na dúvida se o FC Porto jogou de forma lenta por ser início de época ou se vou ter vamos ter mais uma época de futebol mediano e com pouco emoção no Dragão. Esperemos que tenha sido mais a primeiraque a segunda...

O resultado de 2-0 fica melhor na fotografia mas não revela as dificuldades que o FCP teve em ultrapassar o Paços de Ferreira que é novamente adversário já no próximo fim semana de arranque da Liga. E foi assim que vencemos a 16ª Supertaça Cândido Oliveira, o primeiro título oficial da época. Que tenha sido o primeiro de uns quatro ou cinco esta época...

sábado, 23 de agosto de 2008

Terá Jesualdo atingido o “patamar” de Peter?

Por estes dias muitos portistas se questionam se Jesualdo conseguirá vencer alguma final ao serviço do FC Porto. Oportunidades não lhe têm faltado, diga-se. Nas três últimas, Supertaça, Taça e de novo Supertaça, defrontamos o mesmo adversário e, apesar das más arbitragens das duas primeiras, nunca demonstrámos capacidade para ultrapassar o Sporting de Paulo Bento.

Indo um pouco mais longe, é possível verificar que o FC Porto de Jesualdo, excluindo os jogos de provas regulares (como aqueles disputados no campeonato nacional e na fase de grupos da Liga dos Campeões), é uma equipa “quase vencedora”. Digo isto porque em duas edições consecutivas da Liga dos Campeões “quase” conseguimos ultrapassar o Chelsea e “quase” conseguimos ultrapassar o Schalke04. Para já não dizer que “quase” conseguimos vencer o Sporting nas sucessivas finais em que os defrontamos.


Não sei o que faltará a este FC Porto para passar do quase à vitória. E nem sei se o problema é dos jogadores, do clube, ou do treinador. O que sei é que já serão coincidências a mais desde que Jesualdo é treinador do FC Porto. O treinador parece conseguir explorar ao máximo as potencialidades do plantel ao longo da época no campeonato, com níveis elevados de rendimento físico e anímico. No entanto, quando se trata de um só jogo – uma final – as equipas treinadas pelo Professor demonstram baixos níveis de concentração, motivação e capacidade competitiva, não sendo os capitães (P. Emanuel e Bruno Alves) capazes de compensar no balneário esse défice motivacional do treinador. O problema não está, decididamente, nos esquemas tácticos utilizados ou nas substituições efectuadas, ou até na (falta de) sorte, o problema está na atitude e na garra e empenho dos jogadores em campo.


Assim pergunto-me se terá o Professor atingido o seu nível de Peter, treinando o FC Porto – que tem uma massa associativa extremamente exigente, diga-se – e conseguindo “apenas” gerir de forma competente o plantel para alcançar campeonatos regulares e vencedores mas falhando na vertente emocional na influência sobre os seus jogadores nos jogos decisivos (ou a eliminar). O FC Porto não tem jogado “à Porto” nesses jogos decisivos. São jogos em que é preciso entrar forte a mandar no jogo, pressionando e atacando sem descansar até chegar ao golo.


Não basta chegar à conferência de imprensa no final do jogo da Supertaça e dizer que estivemos “menos bem” do que nos anteriores jogos de pré-época, como se nada fosse ou como se fosse a coisa mais normal do mundo perder consecutivamente contra o mesmo adversário. Para além de que não se deve dizer na conferência de imprensa que antecede uma final que “não a queremos perder” (Rui Barros dixit). O que deveria ter sido dito em público e a mensagem que se deveria ter passado aos jogadores é que se queria (tinha de) ganhar.

Espero estar enganado e que o FC Porto e o professor Jesualdo Ferreira me provem nesta época que estou enganado. Isso seria para mim uma grande satisfação.

domingo, 17 de agosto de 2008

A " bête noire" de Jesualdo

Os confrontos entre Jesualdo e Paulo Bento já começam a ser previsíveis, infelizmente: desde que Jesualdo comanda o FCP, somamos 1 vitória, 1 empate e 5 derrotas perante o SCP de Paulo Bento; 2 golos marcados e 9 sofridos. Já começa a dar a impressão de que se calhar é mais do que coincidência...

A vitória do SCP ontem foi totalmente justa, a meu ver. Quase que me apetece dizer que ganhou a única verdadeira equipa que apareceu em campo, já que do lado do FCP vi apenas um conjunto de jogadores.


Tudo começa com o mar de equívocos que é este meio-campo: a saída de Paulo Assunção já no fim da época passada dava ao menos muitas semanas para que se ponderasse e ensaiasse a sua substituição, sendo esta uma posição tão crucial. No entanto, vejo por exemplo que se gastou 5,5 milhões em 50% do passe de mais um avançado (sem que tenha saído nenhum) enquanto se fez poupanças para a posição de nr 6, apostando-se num jovem suplente do St. Étienne que nem sequer parece ter qualquer rotina para a posição. O resultado é um meio-campo totalmente disfuncional da primeira vez que nos aparece uma boa equipa pela frente que nos tenha estudado por mais de 5 minutos...

Penso que Guarín poderá eventualmente ter futuro (como tantos outros jovens), até porque ainda é muito jovem e chegou agora ao FCP. Mas precisávamos de um bom trinco para já, não para daqui a 1 ou 2 épocas... além de que me parece que Guarín dificilmente dará em bom trinco, sendo muito mais talhado para médio interior. A ver vamos.

Mas se o meio-campo não funcionou (Lucho razoável, Meireles muito mal na 1a parte e melhor na 2a, Guarín "às aranhas"), a defesa esteve ainda pior (todos eles estiveram mal, começando pelos mais experientes como B Alves e P Emanuel; dito isto, do quarteto Sapunaru terá sido o pior e Benitez o menos mau); e no ataque Farías mais parecia um herói de banda-desenhada, nomeadamente o 'Homem invisível", com Lisandro perdido não-se-sabe-bem-onde (a aposta em "falso" extremo não resultou, penso que com bastante mérito do SCP).


Não havendo pois qualquer chama, nem fio-de-jogo (muitas bolas perdidas... aliás, não conseguimos criar perigo em nenhuma jogada colectiva durante o jogo inteiro), nem segurança defensiva, o resultado acaba por ser plenamente justo perante um SCP inteligente (e em bem melhor forma fisicamente do que o FCP, neste momento) e que está mais forte do que no ano passado (ao contrário do que penso se passar no FCP). E o que mais me preocupa é que os jogos com SCP e slb estão aí à porta para o campeonato.

Uma última palavra para as ausências: Liedon e Vukcevic no SCP; Quaresma, Tarik e Mariano no FCP. Todos por impedimento, excepto Quaresma que ficou de fora por opção (da SAD ou de JF, cada um que tire o seu julgamento).
Bem, quem se dá ao luxo de deixar um Quaresma de fora por opção (e ainda mais quando tinha outros dois extremos lesionados) não se pode queixar do que quer que seja na hora da derrota...

Destaque positivo

Candeias - entrada auspiciosa, com "ganas", velocidade e talento. Merece mais oportunidades.

Destaque negativo

Jesualdo Ferreira - já são jogos a mais contra o SCP em que perde a batalha táctica

sábado, 16 de agosto de 2008

A receita é não inventar

No último confronto entre FC Porto e Sporting, a final da Taça de Portugal da época 2007/2008, a equipa lisboeta levou a melhor com dois golos em minutos consecutivos já no prolongamento. Na altura o FC Porto fez alinhar a seguinte equipa: Nuno; João Paulo, Bruno Alves, Pedro Emanuel, Jorge Fucile; Paulo Assunção (Sektioui 111'), Raul Meireles (Kazmierczak 103'), Lucho Gonzalez; Mariano Gonzalez (Lino 78'), Quaresma e Lisandro Lopez. A grande novidade no onze inicial foi mesmo a inclusão de João Paulo a defesa esquerdo, passando Fucile para o lado direito para substituir Bosingwa, que dias antes assinara contrato com o Chelsea em que o FC Porto terá supostamente acordado (estupidamente) não utilizar o jogador na final da Taça.


A arbitragem, como todos sabemos, foi péssima em claro prejuízo do FC Porto, não tendo o clube feito qualquer protesto de forma oficial pela forma extremamente parcial com que Olegário Benquerença dirigiu o encontro (análise à arbitragem feita aqui no blog). Este comportamento de “comer e calar” perante arbitragens destas por parte da SAD é inaceitável. Agora, findo que está o processo Apito Final e declarados culpados clube e presidente não há razões para que se continue com a “estratégia de silêncio”. Há que começar a defender publicamente o FC Porto destes Roubos desavergonhados.


Os lances em que se verificaram erros grosseiros de arbitragem foram muitos mas aquele do Lisandro imediatamente antes do golo do Sporting é uma vergonha e demonstra que Benquerença prejudicou o FC Porto de forma deliberada – poderiam existir dúvidas (é admissível) sobre se a falta é dentro ou fora da área, não sancionar sequer o lance foi uma atitude deliberada.


Relativamente ao jogo o que se pode dizer é que Paulo Bento ganhou (mais uma vez) na ocupação de espaços, na marcação, nas segundas bolas e na saída para o (contra) ataque. O FC Porto não foi capaz de criar lances de perigo de forma colectiva tendo os jogadores optado, a partir de certa altura, por tentar resolver o jogo sozinhos. Isto para não falar de opções discutíveis como a colocação de João Paulo a defesa esquerdo, a substituição de Tarik por Mariano e a deslocação de Lisandro para ‘segurar’ Miguel Veloso.

Resultados dos confrontos entre as duas equipas na Supertaça:
Jogos: 7
Vitórias do FC Porto: 0
Empates: 4
Vitórias do Sporting: 3

Ou seja, nunca lhes ganhámos um jogo para a Supertaça!

O que parece óbvio ao vulgar ‘treinador de bancada’ é que é o Sporting o único a beneficiar com as alterações promovidas por Jesualdo Ferreira cada vez que tem de defrontar a equipa lisboeta. O ‘povoamento’ do meio campo não tem resultado e as experiências para jogar em 4-4-2 com este adversário também não aparentam ser a solução para o problema. De cada vez que se defrontam e Jesualdo ‘mexe’ na forma de jogar da equipa, Paulo Bento agradece. Aquilo que o FC Porto tem de fazer é jogar em 4-3-3, o seu esquema habitual, tendo obviamente estudado bem as rotinas, as movimentações e as virtudes dos jogadores adversários, e jogar desinibido, com alegria, mas procurando o golo desde o primeiro minuto. Sem constrangimentos nem invenções de última hora.

Mesmo sabendo que o Mariano não será opção por estar adoentado, parece-me que continuam a existir jogadores dentro da convocatória com qualidade suficiente para fazerem companhia a Lisandro e Rodriguez num esquema de 4-3-3, como Farías, Candeias ou até Hulk.

Está na hora de os vencer pela primeira vez na Supertaça. De forma autoritária mas equilibrada, com muito trabalho, vamos a eles rapazes!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Agressividade e violência sportinguista impune

O jogo do Sporting com a Sampdoria mostrou que a equipa leonina tem um bom onze e que no próximo sábado o FC Porto terá de jogar ao seu melhor nível para conquistar a Supertaça.
Contudo, o jogo com os italianos também mostrou um aspecto preocupante e que deve ser tido muito em conta por Jesualdo Ferreira na preparação da Supertaça: a enorme agressividade, e por vezes violência, de alguns jogadores do Sporting, com destaque para Derlei e Rochemback.


«Derlei tentou incomodar os defesas italianos, mas, algumas vezes, da forma errada. O avançado pareceu estar demasiado nervoso, para quem estava apenas a fazer um jogo particular. Isso fez com que, em alguns momentos, este encontro tivesse pouco de amigável. Aos 21 minutos o «Ninja» desentendeu-se com Gastaldello e, aos 32, deu «um chega para lá» a outro adversário. Derlei deverá ter atenção a este tipo de atitudes. Num jogo «a sério» o preço a pagar pode ser demasiado alto
in Maisfutebol

«[Rochemback] Jogou a primeira parte, na qual foi demasiado impetuoso e nada amigável. Delvecchio sofreu a bom sofrer com a sua agressividade, que, num jogo à séria, jamais poderia passar impune. "Rocha" imprimiu um ritmo "quentinho" e foi numa carga sobre o 26 que Campagnaro recebeu ordem de expulsão»
in O JOGO

«Houve alguma agressividade e descontrolo emocional, situações que temos de corrigir, porque queremos jogar onze contra onze. (...) Durante a primeira parte existiram algumas situações em que houve mais agressividade do que era suposto existir. Isso não esteve na base das substituições, mas tivemos de avisar os jogadores, porque queríamos manter a superioridade numérica e não ficar em igualdade
Paulo Bento, no final do jogo Sporting – Sampdoria

Foto: Record

Ou seja, os jogadores do Sporting entraram a matar, perante a complacência do árbitro lisboeta Pedro Proença. Quando um dos italianos respondeu à letra, zás, vermelho directo e o adversário do Sporting a jogar com menos um.

Onde é que já vimos este filme?

Recordo a última final da Taça de Portugal. Nos primeiros 23 minutos, Grimi fez duas faltas duras sobre Quaresma, ambas para amarelo, que o árbitro (Olegário Benquerença) se "esqueceu" de mostrar.


Aos 80’ Tonel teve uma entrada perigosa, por trás, atingindo o calcanhar do Lisandro e aos 85’ Abel, que já tinha um cartão amarelo, fez uma falta dura sobre Raul Meireles (deveria ter visto o 2º cartão amarelo).

O modo como o árbitro "geriu" a mostragem dos cartões, foi decisivo no desfecho da final da Taça de Portugal, da mesma forma que a arbitragem de Bruno Paixão também foi determinante na Supertaça da época passada.


Era bom que dirigentes e treinadores do FC Porto se lembrassem disto e, já agora, o dissessem alto e bom som ANTES do jogo do próximo sábado. Não adianta nada vir "chorar" depois do jogo, se voltarmos a ser roubados.