
Em finais de Julho passado, dezenas de atletas do FC Porto (e os seus encarregados de educação) foram surpreendidas com a informação de que o clube tinha decidido extinguir o basquetebol feminino, o que abrangeu todos os escalões de formação (minis, Sub-14, Sub-16 e Sub-19).
A explicação apresentada aos treinadores e seccionistas, os quais também foram apanhados de surpresa com esta decisão, foi de que o FC Porto tinha necessidade de reduzir custos e que, além disso, o clube não tinha possibilidade de criar uma equipa sénior feminina que competisse a alto nível.
Apesar do que os pais pagavam, não sei se ainda assim o clube tinha prejuízo com os escalões de formação do basquetebol feminino mas, por exemplo, presumo que os encargos com instalações fossem pouco significativos, visto que quer os treinos, quer os jogos em casa eram realizados em pavilhões de escolas do Porto (exemplos: Escola EB 2/3 Nicolau Nasoni e ES/3 António Nobre), rentabilizando estas instalações em horários em que as mesmas se encontravam livres.
Escusado será dizer que a decisão do FC Porto, agravada pela forma e timing em que a mesma foi comunicada às atletas, causou uma grande tristeza e até revolta em jovens desportistas que, antes de envergarem com orgulho a camisola azul-e-branca, já eram adeptas e sócias do FC Porto. E nem sequer houve dialogo, ou foi apresentado aos pais das atletas cenários alternativos (por exemplo, um aumento da mensalidade de 25 para 30 euros), que permitissem manter os escalões de formação do basquetebol feminino.
Esta decisão é ainda mais surpreendente, por ter sido tomada pouco tempo após um aumento de quotas dos sócios do clube. Mas enfim, numa altura em que a FC Porto Futebol SAD investe dezenas de milhões de euros em contratações, batendo recordes sucessivos nos seus orçamentos anuais, espero que os tostões que o clube irá poupar com esta medida sejam bem aplicadinhos…
Uma coisa é certa, sendo o FC Porto uma instituição de utilidade pública, há muito que a frase que encimava a antiga portaria do estádio das Antas – AO SERVIÇO DA JUVENTUDE E DO DESPORTO – deixou de fazer qualquer sentido.

P.S.1 Cerca de 50 das jovens que defendiam as cores do nosso clube em diferentes escalões – Sub-19 Juniores, Sub-16 Cadetes e Sub-14 Iniciadas – vão passar a envergar a camisola do Maia Basket Clube que, em tempo recorde, as acolheu de braços abertos. A maior parte das restantes também irão continuar a praticar a modalidade, em clubes como o GDB Leça, SC Coimbrões, Académico e outros “clubes pequenos”, mas que dão lições aos “clubes grandes” na forma como encaram a formação de jovens e a prática desportiva.
P.S.2 Ironicamente, esta decisão economicista radical ocorre um ano depois de Júlio Matos ter passado a integrar os corpos sociais do clube, sucedendo ao economista Fernando Gomes como vice-presidente para o basquetebol.
A explicação apresentada aos treinadores e seccionistas, os quais também foram apanhados de surpresa com esta decisão, foi de que o FC Porto tinha necessidade de reduzir custos e que, além disso, o clube não tinha possibilidade de criar uma equipa sénior feminina que competisse a alto nível.
Relativamente aos custos, importa salientar o seguinte:
i) O custo anual de inscrição e o seguro das atletas era pago pelo pais (encarregados de educação);
ii) Os pais pagavam uma mensalidade de 25 euros, o que perfazia 250 euros por ano;
iii) Os exames médicos feitos pelas atletas eram pagos pelos pais;
iv) Todas as deslocações das atletas, para torneios ou jogos oficiais, em representação do FC Porto, eram asseguradas pelos pais;
v) A lavagem dos equipamentos usados nos jogos era paga pelos pais.
i) O custo anual de inscrição e o seguro das atletas era pago pelo pais (encarregados de educação);
ii) Os pais pagavam uma mensalidade de 25 euros, o que perfazia 250 euros por ano;
iii) Os exames médicos feitos pelas atletas eram pagos pelos pais;
iv) Todas as deslocações das atletas, para torneios ou jogos oficiais, em representação do FC Porto, eram asseguradas pelos pais;
v) A lavagem dos equipamentos usados nos jogos era paga pelos pais.
Apesar do que os pais pagavam, não sei se ainda assim o clube tinha prejuízo com os escalões de formação do basquetebol feminino mas, por exemplo, presumo que os encargos com instalações fossem pouco significativos, visto que quer os treinos, quer os jogos em casa eram realizados em pavilhões de escolas do Porto (exemplos: Escola EB 2/3 Nicolau Nasoni e ES/3 António Nobre), rentabilizando estas instalações em horários em que as mesmas se encontravam livres.
Escusado será dizer que a decisão do FC Porto, agravada pela forma e timing em que a mesma foi comunicada às atletas, causou uma grande tristeza e até revolta em jovens desportistas que, antes de envergarem com orgulho a camisola azul-e-branca, já eram adeptas e sócias do FC Porto. E nem sequer houve dialogo, ou foi apresentado aos pais das atletas cenários alternativos (por exemplo, um aumento da mensalidade de 25 para 30 euros), que permitissem manter os escalões de formação do basquetebol feminino.
Esta decisão é ainda mais surpreendente, por ter sido tomada pouco tempo após um aumento de quotas dos sócios do clube. Mas enfim, numa altura em que a FC Porto Futebol SAD investe dezenas de milhões de euros em contratações, batendo recordes sucessivos nos seus orçamentos anuais, espero que os tostões que o clube irá poupar com esta medida sejam bem aplicadinhos…
Uma coisa é certa, sendo o FC Porto uma instituição de utilidade pública, há muito que a frase que encimava a antiga portaria do estádio das Antas – AO SERVIÇO DA JUVENTUDE E DO DESPORTO – deixou de fazer qualquer sentido.

(Semanário Grande Porto, 26/08/2011)
P.S.1 Cerca de 50 das jovens que defendiam as cores do nosso clube em diferentes escalões – Sub-19 Juniores, Sub-16 Cadetes e Sub-14 Iniciadas – vão passar a envergar a camisola do Maia Basket Clube que, em tempo recorde, as acolheu de braços abertos. A maior parte das restantes também irão continuar a praticar a modalidade, em clubes como o GDB Leça, SC Coimbrões, Académico e outros “clubes pequenos”, mas que dão lições aos “clubes grandes” na forma como encaram a formação de jovens e a prática desportiva.
P.S.2 Ironicamente, esta decisão economicista radical ocorre um ano depois de Júlio Matos ter passado a integrar os corpos sociais do clube, sucedendo ao economista Fernando Gomes como vice-presidente para o basquetebol.




