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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Quem te viu e quem te vê

Disse aos jogadores que esta época acabou. E agora têm seis jogos até ao final da época, de pré-época, para mostrar quem tem caráter e valor para jogar no FC Porto

Há jogadores que não estão no FC Porto e que farão parte do plantel da próxima época, alguns emprestados, como é o caso do Rafa e do Otávio (...) O Josué é outro dos casos e também vai regressar

dar condições e motivação para que os jovens adiram ao futebol e ao FC Porto e tenham condições para chegar mais cedo à equipa principal (...) e não ter jogadores que, quando entram, perguntam qual é a porta de saída

Sabe quem é o Campaña? Foi um dos que acreditei que era jogador para o FC Porto, mas que nunca tinha visto...

Estas declarações foram feitas por Pinto da Costa, numa entrevista ao Porto Canal no dia 7 de abril, em que confessou ter-se sentido envergonhado com exibições da equipa e anunciou diversas mudanças para a época 2016/17.

Quatro meses depois (naquela que foi a pré-época mais longa de sempre...), comecemos, então, pelo caso de Rafa Soares.
Rafa Soares, capa de O JOGO de 27-06-2016

Bem, não só Rafa Soares não faz parte do plantel 2016/17 (foi mais uma vez emprestado) como, para a sua posição (lateral-esquerdo), a SAD presidida por Pinto da Costa gastou cerca de 13 milhões de euros (!) em dois jogadores: exerceu a opção de compra do passe do mexicano Layún e contratatou o brasileiro Alex Telles.

Outro jogador da formação portista que, tal como Rafa, Pinto da Costa anunciou que iria regressar para fazer parte do plantel 2016/17 é Josué. Na realidade, faz parte é do lote de proscritos que estão a treinar com a equipa B.

Quanto à anunciada aposta em jogadores da equipa B, depois da categoria demonstrada por vários deles na época passada e que culminou com a conquista do campeonato da II Liga, qual é o ponto da situação?

Plantel 2016/17, capa de O JOGO de 20-07-2016

Na realidade, no dia em que arranca o campeonato, nem o plantel é curto, nem há novos jogadores da equipa B a integrar o plantel principal.


«A pouco mais de uma semana do arranque da pré-temporada, Pinto da Costa confirma, ao JN, que o F. C. Porto persegue reforços para a defesa e o ataque, apesar de já ter contratado Felipe, central do Corinthians.
Estou convencido que vamos ter mais alguém. É prioritário ter mais um central e um ponta de lança”»

Um mês depois (em 19-07-2016)...

Ponta-de-lança, capa de O JOGO, de 19-07-2016

Com a "ajuda" do amigo Luciano D'Onofrio, à última da hora lá chegou o desejado ponta-de-lança, o qual, para além de não poder jogar no importantíssimo Play-off da Liga dos Campeões, apenas participou em 2 ou 3 treinos dos mais de 50 feitos pelos companheiros de equipa nesta pré-temporada.

Quanto à outra prioridade identificada por Pinto da Costa...

Alex, capa de O JOGO de 04-08-2016

... até agora nada (nem Alex, nem Boly, nem nenhum outro).

Revendo o "filme" desta pré-temporada e cruzando-o com as afirmações de Pinto da Costa, é com muita pena que cito um conhecido ditado (expressão) popular: quem te viu, quem te vê.


P.S. Apesar dos avanços, recuos, "certezas", indefinições e muitas vicissitudes que encheram esta pré-temporada do FC Porto, a expectativa para o jogo de logo à noite é que, obviamente, a equipa com o maior orçamento (de longe) entre no campeonato com o pé direito e traga uma vitória de Vila do Conde.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Letargia na pedreira

O FC Porto apresentou um 'onze' com algumas surpresas em Braga. Na defesa jogaram Maicon e Abdoulaye como centrais e Victor Garcia (da equipa B) e Ricardo nas laterais e o meio campo ficou entregue a Carlos Eduardo - que tinha estado muito mal em Sevilha - Fernando e Josué (que ontem foi um dos melhores no FC Porto). Na frente jogaram Varela, Jackson e o desinspirado Licá.

Apesar do maior controlo demonstrado na primeira parte, fomos sempre uma equipa muito lenta e sem motivação, situação decorrente de um final de época sem quaisquer objectivos nesta prova. O FC Porto entrará em campo nas 3 últimas jornadas apenas para defender o orgulho e a honra.


Voltando à equipa, alguns jogadores mostraram porque não têm lugar no plantel do FC Porto e eu destacaria desde já o Licá e o Abdoulaye. Outros mostram algumas boas notas mas o colectivo terá de mudar radicalmente o mindset para a próxima época. A tal 'revolução' de que falava o jornal OJOGO na sua edição de Sábado tem mesmo de acontecer.

O FC Porto marcou primeiro por Varela aos 23' aproveitando bem uma óptima desmarcação de Jackson. Ainda na primeira parte houve dois cabeceamentos em zona frontal desperdiçados, um pelo avançado colombiano e outro por Carlos Eduardo. Apesar das situações de golo iminente, há que realçar que a equipa portista opta quase sempre por parar o jogo no meio campo e circular a bola entre os centrais mesmo quando a recupera em terrenos mais adiantados e apanha a defesa adversária em desequilíbrio, o que é desesperante para o adepto. Que FC Porto é este? Não há motivação, não há drive, não há vontade para jogar futebol. O estado anímico desta equipa é preocupante.


Na segunda parte o FC Porto continuou o seu processo de adormecimento e, além de recuar demasiado para manter a posse de bola, bastou que o adversário aumentasse o pressing no meio campo ofensivo para a defesa portista começar a meter água. O Braga empatou aos 57' numa arrancada pela direita de Pardo, deixando Abdoulaye pregado ao chão, e cruzando de seguida para entrada fulminante de Moreno ao primeiro poste. Logo a seguir mais uma perda de bola do defesa senegalês e Rafa a desperdiçar isolado frente a Fabiano. Valeu um Josué que procurou sempre novos caminhos para a baliza bracarense e descobriu Carlos Eduardo na área aos 85' para, de cabeça, fazer o 1-2. Passados poucos minutos e já contra um Sp. Braga muito longe da equipa de 2010/2011, sem capacidade de resposta, Josué galgou terreno e encontrou Quintero que fez o terceiro para o FC Porto. O 2º e 3º golos portistas foram marcados já muito perto do final da partida.


Depois de Barcelos, esta foi a segunda vitória fora de casa do FC Porto na 2ª volta da Liga. Isto diz tudo sobre a época que terminará em poucas semanas.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Um bom fim de tarde de bola


No início da pré-temporada não seria absurdo dizer-se que Licá e Josué dificilmente iriam ter espaço no onze da nossa equipa, pelo menos, no arranque do campeonato. A verdade é que não só fizeram por o merecer como também já se tornam decisivos no resultado dos encontros. Josué voltou a marcar e Licá voltou a ser o homem do jogo depois da boa prestação na Supertaça. Num triunfo inquestionável, registo altamente positivo para a exibição colectiva do FC Porto, onde os três golos acabam por saber a pouco tal foi o caudal ofensivo.

Malgrado do jogo assustado no Bonfim, esta noite o conjunto portista não vacilou um só momento. Desde o apito inicial, os comandados de Paulo Fonseca fizeram questão de mostrar em que direcção a bola seguiria numa pressão asfixiante que o Marítimo se revelou impotente em contornar. Há dias que nada parece inverter o rumo dos acontecimentos. Hoje era um deles.

Com um futebol rápido, fluído e entretido a equipa a azul e branca fez o que quis do adversário. Primeiro remeteu-o à sua área, depois levou-o aos limites até que os erros e as brechas na defesa começassem a surgir. A troca de bola curta e imaginativa foi vistosa e deu um certo estilo ao nosso jogo. Josué com toques suaves e a fugir para o interior ia dando o corredor a Danilo. Licá no outro lado mostrava-se atrevido e com vontade de causar estragos.

Das promessas aos actos, curta foi a espera. Licá pelo lado esquerdo serviu de bandeja o golo a Jackson e 10 minutos mais tarde seria Danilo a retribuir a gentiliza ao recém-chegado do Estoril num golo pleno de oportunidade e genialidade. O 2-0 deixava o encontro a meio caminho da resolução, mas o bom futebol que se via no relvado do Dragão deixava o adepto crente que mais poderia estar a caminho.

Não terá sido tanto assim em números, mas foi-o, sem dúvida, em substância. Com efeito o terceiro golo no arranque do segundo tempo apenas vem a propósito desta crónica para constatação do resultado final da partida. Tudo o que seguiu até ao minuto 90 resume-se a futebol de grande nível onde não faltaram combinações de fazer entusiasmar o mais desconfiado dos adeptos.


O Campeão Nacional subjugava assim a equipa sensação da primeira jornada. Nada que faça causar grande espanto. Mas de registo. No primeiro jogo oficial no estádio do Dragão, Paulo Fonseca e a sua equipa passaram com distinção. Os sócios saíram do recinto certamente satisfeitos e nem espaço houve à discussão táctica tão em voga nos últimos tempos. Mas o 4X2X3X1 continua aí e nem todos os próximos adversários serão tão doces como este Marítimo.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Danilo frenético na noite dos "golões"


Num jogo que acaba com quatro golos sem resposta, poucas dúvidas restam sobre a supremacia e justiça do vencedor. Em contraste com a insegurança que se viu na Venezuela, o FC Porto manietou do princípio ao fim o Millionarios, vincando de forma ainda mais robusta a sua marca por terras Colombianas. Danilo partiu a loiça com um hat-trick de nota máxima. Jackson picou o ponto com um golaço, numa equipa totalmente remodelada em relação ao último encontro.

Tal como o previsto, Paulo Fonseca voltou a baralhar e a dar. Uma nova equipa, mas com o mesmo sistema. Apenas Alex Sandro resistiu à titularidade num onze que se apresentava qualitativamente mais forte, tal como o adversário. Verdade no primeiro caso. Não tanto no segundo. O conjunto da Colombia nunca foi capaz perturbar a acção portista e nem a nossa equipa precisou de muito esforço para controlar a partida. Sempre em ritmo pausado a bola circulou até que as ocasiões de golo surgissem naturalmente.

Foi com essa premissa que os azuis e brancos chegaram à vantagem por volta dos 30 minutos. Uma excelente arrancada em diagonal de Danilo que viu caminho aberto até à baliza adversária. Era o início de uma noite de sonho do lateral brasileiro. Até aí o Porto controlava essencialmente em posse de bola. Castro e Josué entendiam-se relativamente bem sem terem grandes dificuldades para gerir o miolo. A retaguarda parecia mais segura, mas nunca foi posta à prova, verdadeiramente. Licá foi esforçado no apoio a Alex Sandro, mas pouco eficaz na construção.

No recomeço da 2ª parte Kelvin esteve perto marcar num bom trabalho individual. O “miúdo” interagiu bem com Danilo e tentou por diversas vezes flectir para o interior à procura de rupturas na defesa contrária. A equipa mantinha a mesma estrutura com que começara o encontro e Danilo também continuava de pé quente. Os dois golos de livre superiormente convertidos pelo nosso lateral garantem-lhe, para já, a liberdade de tomar a iniciativa neste tipo de lances.

A vantagem de 3 golos e a superioridade numérica em campo no número de jogadores cavou um fosso qualitativo ainda maior entre as duas equipas. Aproveitou Paulo Fonseca para descansar Alex Sandro, assim como dar minutos a Herrera, Reyes e Ricardo. Tudo era simples e parecia fácil. Menos os golos. Esses, todos eles eram de coeficiente de execução elevado. E para não destoar com a amostra, Jackson resolveu elevar a fasquia de Danilo com uma chapelada monumental.

A goleada estava consumada bem como a missão de charme e prestígio da marca FC Porto por terras sul-americanas. Os azuis e brancos venceram e animaram o público nos estádios. Os nossos adeptos estão contentes e confiantes. Mas falta agora um verdadeiro “teste” ao conjunto de Paulo Fonseca. Nos cinco encontros até agora realizados a nossa equipa ainda não puxada aos limites e estes oponentes da América do Sul ficam a anos-luz do que são as exigências do futebol Europeu. Na Emirates Cup, provavelmente, far-se-á exame.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

"Nunca ia jogar no Benfica"

"Tinha duas certezas, uma que iria regressar e que nunca ia jogar no Benfica, por isso é que hoje estou aqui. Sou do FC Porto, de coração, e toda a gente que é do clube ninguém gosta do Benfica e eu não fujo à regra."
Josué, em declarações ao Porto Canal

O portista Josué começou em grande!
Gostei de o ouvir dizer que nunca iria jogar no slb.

E se fosse no sporting?
É que podemos imaginar o seguinte cenário: como o sporting estava interessado neste jovem de 22 anos, formado no FC Porto e que na época que agora terminou brilhou ao serviço do Paços de Ferreira, a FC Porto SAD negociava o passe do Josué com o sporting por 11 MEuros, ficava com 25% dos direitos de uma futura transferência acima dos 11M e desafiava o "genial" Bruno Carvalho a criar as condições necessárias para multiplicar (por 2.5) o valor de mercado do Josué e, daqui a três anos, vender o seu passe por, pelo menos, 25 MEuros...
Que tal?