Karl-Heinz Rummenigge, director-executivo do Bayern de Munique é também presidente da Associação Europeia de Clubes (ECA - European Club Association) e, nesta qualidade, foi um dos intervenientes no Football Talks, o congresso organizado pela Liga de Clubes.
A sua intervenção foi uma das mais relevantes e focou aspectos de que já falei aqui várias vezes.
“Os compromissos das selecções vêm aumentando gradualmente e os prejudicados são os clubes. Um jogador faz 50 a 60 jogos por época, sem contar com a preparação e as viagens a que estão sujeitos. Isto é inaceitável.”
“Lembro o caso de Robben, que jogou todo o Mundial'2010 lesionado e quando voltou ao Bayern tinha agravado a respectiva lesão muscular. Acabou por ficar de fora quase toda a época.”
“O número de jogos internacionais tem aumentado. Entre 2002 e 2006 houve 40 datas, de 2010 a 2014 haverá 46.”
“Os jogadores precisam de mais descanso, porque a intensidade do futebol actual é muito maior do que era nos meus tempos.”
“Em 2006 os clubes decidiram acabar com a segunda fase de grupos da Liga dos Campeões para não sobrecarregar os jogadores, mas a FIFA aproveitou as datas que se libertaram para criar mais jogos de selecções.”
“As selecções nacionais são abusadas pelas respectivas Federações, que fazem delas máquinas de dinheiro.”
“A receita do último mundial foi de três mil milhões de euros, mas desse dinheiro apenas 80 milhões, cerca de 2,2 por cento, foram para os clubes.”
“A UEFA terá um retorno económico do Europeu de 2012 na ordem de 1,3 mil milhões de euros, mas apenas compensa os clubes com 55 milhões, ou seja, 3,5 por cento do total, pela cedência de jogadores.”
A guerra entre a FIFA e a ECA não é de hoje e espero que, pelo menos, resulte em três coisas:
1) harmonização dos calendários internacionais;
2) redução substancial dos jogos das selecções;
3) compensações superiores para os clubes que cedem jogadores às selecções.
A sua intervenção foi uma das mais relevantes e focou aspectos de que já falei aqui várias vezes.
“Os compromissos das selecções vêm aumentando gradualmente e os prejudicados são os clubes. Um jogador faz 50 a 60 jogos por época, sem contar com a preparação e as viagens a que estão sujeitos. Isto é inaceitável.”
“Lembro o caso de Robben, que jogou todo o Mundial'2010 lesionado e quando voltou ao Bayern tinha agravado a respectiva lesão muscular. Acabou por ficar de fora quase toda a época.”
“O número de jogos internacionais tem aumentado. Entre 2002 e 2006 houve 40 datas, de 2010 a 2014 haverá 46.”
“Os jogadores precisam de mais descanso, porque a intensidade do futebol actual é muito maior do que era nos meus tempos.”
“Em 2006 os clubes decidiram acabar com a segunda fase de grupos da Liga dos Campeões para não sobrecarregar os jogadores, mas a FIFA aproveitou as datas que se libertaram para criar mais jogos de selecções.”
“As selecções nacionais são abusadas pelas respectivas Federações, que fazem delas máquinas de dinheiro.”
“A receita do último mundial foi de três mil milhões de euros, mas desse dinheiro apenas 80 milhões, cerca de 2,2 por cento, foram para os clubes.”
“A UEFA terá um retorno económico do Europeu de 2012 na ordem de 1,3 mil milhões de euros, mas apenas compensa os clubes com 55 milhões, ou seja, 3,5 por cento do total, pela cedência de jogadores.”
A guerra entre a FIFA e a ECA não é de hoje e espero que, pelo menos, resulte em três coisas:
1) harmonização dos calendários internacionais;
2) redução substancial dos jogos das selecções;
3) compensações superiores para os clubes que cedem jogadores às selecções.