O defesa direito ganês Daniel Opare foi contratado pelo FC Porto no Verão. O defesa direito ganês Daniel Opare foi emprestado pelo FC Porto ao Bessiktas no Inverno. Pelo meio, o ganês Opare não disputou um só jogo pelo clube. Nem vai disputar no que resta de temporada. Mais um desses negócios dificeis de explicar mas, infelizmente para um clube que tem um curioso overbooking para quem acumula tanto passivo, recorrente.
Opare chegou a custo zero mas tanto os seus salários como comissões algo custaram ás arcas do clube. Que tivesse chegado depois de ter passado pelo Standard Liege, o clube do velho amigo Onofrio, não deve surpreender ninguém. Há seis anos atrás o lateral era uma das grandes promessas africanas. Assinou em 2008 pelo Real Madrid depois de ter despontado na selecção sub-17 ganesa. No clube espanhol cruzou-se com Julen Lopetegui mas o clube não ficou demasiado impressionado. A sua adaptação ao futebol europeu foi lenta e pouco convincente e acabou dispensado depois de dois anos no Castilla. Esse cenário só por si quer dizer pouco se tivermos em consideração todos os bons jogadores que a formação merengue dispensa de tempos a tempos. Mas com a carta na mão, Opare rumou ao Liege, uma liga acessivel e que serve muitas vezes de porta de entrada para os futebolistas africanos na Europa. Essa era a sua prova de ferro. Não se pode dizer que a tenha superado. Não encantou, não deslumbrou e foi perdendo protagonismo até mesmo na sua equipa nacional quando todos apontavam-no como o lateral direito titular para a década dos "Black Stars". Ainda assim esteve no Mundial do Brasil (jogou apenas o primeiro encontro) e poucos dias depois de abandonar o torneio assinou pelo FC Porto. Por recomendação de Lopetegui? Por insistência de Onofrio? Não creio que alguma vez o saberemos.
Opare vai agora emprestado para o Bessiktas porque na realidade encontrou-se com três cenários.
O primeiro e mais cruel de todos foi uma larga lesão que o manteve afastado da equipa. Um infortúnio sem dúvida que não o deixou provar seguramente tudo aquilo que quem o contratou pensou que iria ver nele. Mas, sem dúvida, mesmo recuperado, Opare teria tido de medir-se com um enorme Danilo - que grande, grande temporada - e um Ricardo Pereira habilmente recuperado para a posiçaõ de lateral. Tem um futuro tremendo o internacional sub-21, tanto como lateral como a jogar a extremo. Quem viu jogar Secretário e Conceição nas duas posições sabe bem do que falo. É antiga a tendência do FC Porto reconverter extremos em laterais e vice-versa.
Mas, seguramente, o grande problema de Opare no FC Porto foi que nunca devia ter sido contratado. O seu destino estava escrito mal aterrou na Invicta. A sua chegada como a de tantos jogadores de um perfil similar responde pouco a critérios desportivos. Numa posição coberta por um dos melhores do Mundo com uma jovem promessa como "understudy" (e Ricardo já tinha sido testado no passado nesse posto) que sentido faria adquirir um jogador que nem tinha condições para estar ao nivel de Danilo se este fosse vendido como, seguramente, não seria o melhor dos suplentes para Ricardo no caso deste ter de agarrar a titularidade. Opare, aos 24 anos, está na terra de ninguém, um momento complicado para a carreira de qualquer jogador. O empréstimo é uma boa opção (na equipa B há Victor Garcia que tem de crescer e jogar) mas parece-me evidente que nos próximos três anos o seu nome continuará todos os anos a fazer parte do plantel mas a sua utilidade desportiva será escassa.
Sempre comentamos que o problema do passivo só se resolve com grandes vendas mas a verdade é que são os pequenos detalhes que contam. Ter um plantel grande para uma equipa que disputa uma média de 45 jogos ao ano, muitos dos quais com um nivel de exigência médio-baixo, e que tem um passivo importante e uma equipa B e umas camadas jovens a quem recorrer parece-me um erro. E esses planteis ficam de tamanhos desproporcionados por contratações como as de Ricardo (guarda-redes), de Opare ou dos Prediguers, Kazmierkzaques, Mareques e afins do passado. É uma licção que ainda ninguém pareceu aprender. Ao jogador a melhor das sortes na Turquia, a quem dirige o clube um alerta mais, como tantos outros, que há dias em que mais vale guardar a caneta no bolso e não assinar contratos que saem mais caros do que aquilo que parece.
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
sábado, 3 de janeiro de 2015
O mercado dos emprestados
Tiago Rodrigues (ex-Vitória Guimarães), que jogou a primeira parte desta época no FC Porto B, vai ser emprestado ao Nacional da Madeira.
Parece-me bem.
Olhando para outras hipóteses, referidas nos últimos dias…
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| O JOGO 28-12-2014 e 02-01-2015 |
Kelvin emprestado a um clube brasileiro.
Parece-me mal. Kelvin precisa de “crescer” como homem, amadurecer como jogador, melhorar a sua cultura táctica e o Brasil não é o melhor sítio para isso. Um clube europeu seria muito melhor.
Diego Reyes e o interesse do Parma.
Parece-me muito bem. Reyes precisa de jogar com regularidade para evoluir (o campeonato italiano é muito exigente do ponto de vista defensivo) e, nesta altura, é o 4º defesa-central do plantel principal. Além disso, se necessário, Lopetegui poderia recorrer a Igor Lichnovsky, jovem internacional chileno que joga na equipa B.
Daniel Opare.
Parece-me bem que o internacional ganês seja emprestado, se possível a um clube que pague o seu ordenado. Para Lopetegui, a alternativa a Danilo é Ricardo Pereira. Ponto final.
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| O JOGO, 03-01-2015 |
Ricardo Nunes e o interesse da Académica.
Parece-me bem o empréstimo, se possível a um clube que pague o seu ordenado. Com a recuperação plena do Helton, não faz sentido o plantel principal manter quatro guarda-redes.
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