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domingo, 6 de setembro de 2015

Prestígio no México intocável

A desistência do FC Porto em participar na International Champions Cup 2015 (por não querer fazer um 4º jogo no México) deixou, naturalmente, os adeptos portistas que vivem no Canadá (Toronto) e nos EUA (New Jersey) muito descontentes, com a agravante de alguns até já terem adquirido bilhete para assistir ao vivo a um jogo do FC Porto.

Ora, conforme já referi no artigo ‘Felizmente que não fomos’, na altura, a explicação dada pelo FC Porto não me pareceu aceitável mas, à posteriori, penso que a decisão de não ir foi a mais correta.

Contudo, um dos problemas de não ir (e que foi referido por alguns adeptos portistas), seria uma eventual imagem negativa que o FC Porto iria deixar, principalmente no México.

Pois, pelos vistos, esse receio era infundado.

O JOGO, 02-09-2015

Vários (bons) destaques televisivos;
Notícias e primeiras páginas em três dos quatro principais jornais desportivos do México;
Entrevistas aos internacionais mexicanos que pertencem aos quadros do FC Porto, cheias de elogios ao clube;
Milhares de novos seguidores mexicanos nas redes sociais portistas;

Vendo tudo isto, não parece que, nesta altura, a palavra que melhor caracteriza a imagem do FC Porto no México seja “negativa”…

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Felizmente que não fomos

«a equipa do Benfica chegou a New Brunswick e foi surpreendida com uma temperatura a rondar os 40 graus. Aliás, perto das 18 horas, no início do treino, os termómetros ainda estavam muito altos. Dada esta condicionante, Rui Vitória e os restantes membros da sua equipa técnica estão a estudar a melhor forma de contornar a questão. Uma das soluções pode passar pela alteração do horário das sessões de trabalho para aproveitar os momentos mais frescos. Numa fase da época em que os futebolistas são castigados com grandes cargas físicas, é preciso dosear o cansaço de forma a assegurar um bom rendimento nos jogos e, mais importante, evitar lesões.»
in record.pt, 20 julho de 2015 | 06:00


Está muito calor mas temos de trabalhar nessas condições. Todos estão a trabalhar muito, concentrados nos objetivos. É mais fácil treinar quando está mais fresco (…)
Samaris (futebolista do SLB), 20 julho de 2015


«a equipa do Benfica foi confrontada com duras condições climatéricas que não irá encontrar nos jogos oficiais, na Europa. Frente ao América, na Cidade do México, os jogadores foram obrigados a jogar acima dos 2 mil metros numa metrópole conhecida pelos elevados índices de poluição e na próxima madrugada, em Monterrey, as águias serão submetidas a temperaturas a rondar os 35 graus»
in record.pt, 2 agosto de 2015 | 04:42


«Benfica concluiu a International Champions Cup na nona posição»
in ojogo.pt, 3 agosto de 2015


«o Benfica acaba de perder por 3-0 no novo estádio do CF Monterrey. Com uma atuação pobre e praticamente sem criar oportunidades de golo, os encarnados deixam a Eusébio Cup no México.»
in ojogo.pt, 3 agosto de 2015 | 06:08


O JOGO, 04-08-2015
Estamos com muita vontade de regressar a casa e vamos preparar-nos de uma forma muito afincada para o próximo jogo [Supertaça Cândido de Oliveira, dia 9 de agosto]. Há aqui uma concentração de quase 20 dias, que é um bocadinho complicado (…) Felizmente que tudo isto terminou [a digressão do SLB pelo Canadá, EUA e México] e vamos regressar ao nosso habitat natural
Rui Vitória (treinador do SLB)
3 agosto de 2015 | 06:46


«O jogo dos encarnados terminou às 6 horas portuguesas (meia-noite no México) e a comitiva benfiquista tinha viagem marcada duas horas depois. Ou seja, o Benfica iniciou a travessia do Atlântico já depois das 8 horas (Portugal), com chegada prevista a Lisboa para as 19 horas.
O cenário ideal, nestes casos, e para encurtar a recuperação, seria uma adaptação rápida ao fuso horário português já em pleno voo. Na verdade, era isto que as equipas técnicas e médicas tinham previsto, embora com algumas condicionantes.
Já adaptados à hora mexicana, seria impossível pedir aos jogadores que, após o jogo com o Monterrey, se mantivessem acordados, já que em Lisboa era de manhã. Para minimizar estragos, foi-lhes pedido que dormissem o menos possível durante a viagem, tentando ignorar o cansaço, natural após um jogo, e ainda por cima com o fuso horário a desfavor.»
in record.pt, 3 agosto de 2015 | 08:05


A BOLA, 04-08-2015
19 dias seguidos em digressão, longe de casa e da família.
Viagens atrás de viagens (cerca de 20 mil quilómetros percorridos).
Temperaturas e humidade (muito) elevadas, que afetaram treinos e jogos, um dos quais disputado em altitude (na Cidade do México).
Três golos e zero vitórias em cinco jogos.
Resultados desportivos péssimos e, diz quem viu, exibições confrangedoras.

Li, algures, que o SLB terá encaixado um cachet de pouco mais de 3 milhões de euros com esta digressão de quase três semanas.
É pouco, muito pouco, para quem regressa a Portugal com o plantel de rastos (física e emocionalmente) e o prestígio internacional na lama.

Em finais de maio passado, a explicação dada pelo FC Porto, para desistir da participação na International Champions Cup, não me pareceu aceitável. Contudo, eu agora olho para os contornos desta digressão horrenda do SLB por Canadá, EUA e México (e veremos que consequências terá na época dos encarnados de Lisboa) e vejo com outros olhos essa decisão (que se revelou acertada) da Administração da FC Porto SAD.


«O FC Porto comunicou a sua incapacidade de completar o programa completo na International Champions Cup 2015 e foi por isso substituído», afirmou a Relevent Sports, em comunicado oficial.

Tínhamos dado o acordo para fazer jogos em Nova Iorque. Unicamente, havia um quarto jogo no México que o treinador e nós, departamento de futebol, entendemos que uma coisa é jogar no raio de 100 ou 200 quilómetros. Outra era fazer cinco horas e meia de viagem de avião e jogar a dois mil metros de altitude com 40 graus. Entendemos que era prejudicial e que não iríamos.
Pinto da Costa, 24 maio de 2015, em declarações ao JN


Felizmente, que o FC Porto ainda foi a tempo de substituir uma digressão longa, passando por Canadá, EUA e México, por uma pré-temporada na Europa, bem estruturada, com jogos em clima ameno e nos “fusos horários certos” e defrontando equipas da 1ª metade dos campeonatos alemão, espanhol, inglês e italiano (em vez de New York Red Bulls, América e CF Monterrey deste Mundo).

quarta-feira, 3 de junho de 2015

"É assim que (não) se fazem as coisas"

Que adepto portista ainda não ouviu a expressão "É assim que se fazem as coisas" a propósito da «máquina» FCP?

Ao longo das últimas 3 décadas essa «máquina» administrativa ganhou a reputação de ser extremamente eficiente, chegando mesmo ao ponto de muitas vezes se ter lido ou ouvido dizer que «no FCP qualquer treinador pode ser campeão». 

E de facto parece-me que essa reputação é bem merecida, exageros àparte (nem PdC tem toque de Midas, como ficou bem vincado em 13/14; e nem sempre a máquina funciona bem - a comunicação em particular tem deixado muito a desejar há já muitos anos).

No entanto vejo sinais aqui e ali de uma deteriorização nessa «máquina»; espero que meramente pontuais. Um caso recente e paradigmático foi a participação no torneio mais prestigiado de Verão, o International Champions Cup em que o FCP deu o dito pelo não dito. Vejo 3 problemas sérios nisto:

1) Comunicação

Segundo a versão oficial comunicada pelo FCP e confirmada pela própria organização do torneio, foi o FCP a desistir por considerar a deslocação inconveniente, e não há razões para duvidar desse ponto fundamental (nem o torneio tem apenas campeões como participantes, longe disso - hello, Man Utd e Fiorentina... - nem é credível que a organização tenha considerado a presença do slb mais interessante: se fosse o caso teriam-nos certamente convidado a eles logo de início e não depois de já terem emitido bilhetes).

Ora sendo assim é inadmissível que os portistas tenham ficado a saber da desistência através do Rascord (que naturalmente aproveitou para fazer o spin que lhes convinha) com o FCP subsequentemente a «correr atrás do prejuízo» de forma defensiva. Os nossos dirigentes no mínimo deviam ter antecipado uma possível fuga de informação.

2) Timing

A 28 de Abril e na apresentação do torneio o programa já estava estabelecido (não mudou desde então, nem datas nem local dos jogos). Nessa apresentação Rui Barros, em nome do FCP, afirmou que estávamos muito satisfeitos em participar e em particular em ir jogar à cidade do México.

Se alguém (treinador?) tinha um problema com isso devia ter sido resolvido antes de termos aceite participar e não um mês depois, já com bilhetes nas mãos de adeptos do FCP. Não houve sequer qualquer novidade importante que colocasse a decisão em causa (como por ex mudança de treinador ou ter acabado o campeonato em 3o lugar, tendo que participar na pré-eliminatória da LC). Precisaram de um mês (ou mais, não sabemos quando é que a presença tinha sido alinhavada) para quê?

O treinador terá sido (ou deveria ter sido) consultado antes da decisão final (que certamente aconteceu algum tempo antes da apresentação do torneio); a partir do momento que o FCP disse que participava e que o torneio foi apresentado, quem quer que fosse que tivesse objeções só teria que calar e aceitar a decisão tomada. Não é assim que se fazem as coisas.

3) A decisão em si

Pinto da Costa deveria estar bem consciente das (possíveis) consequências em fazer marcha-atrás (e tão tarde); desde oferecer um grande trunfo de Relações Públicas ao nosso inimigo (o que enfureceu muitos adeptos) às consequências financeiras - segundo consta, 2,5M€ limpos que passam para o nosso rival e que dariam bastante jeito - e, acima de tudo, o abalo no prestígio do FCP e na sua reputação de clube profissional e de confiança na alta esfera internacional. O mais certo é que não voltaremos a ser convidados para este torneio, e os organizadores de outros torneios de prestígio ao ver isto provavelmente vão pensar duas vezes antes de convidar o FCP.

E não se compreende sequer qual era o problema com as deslocações. Defrontar bons adversários só iria fazer bem aos jogadores e treinador. A exposição mediática e prestígio eram muito consideráveis. O contacto com adeptos que muito raramente têm oportunidade de ver o FCP ao vivo também não devia ser um factor irrelevante. Temos jogadores de selecção mexicana, e era uma boa oportunidade para granjear mais simpatia no país. Este ano não há Euro nem Mundial, o treinador não acabou de chegar e entramos directamente na fase de grupos da LC. Mais: Pinto da Costa parece mesmo estar muito mal informado, já que parece que sabe algo que os próprios habitantes da cidade do México não sabem, ao falar em temperaturas de 40 C. No quadro seguinte pode-se ver que a temperatura média em Julho na cidade varia entre 12 e 25 C durante o dia e noite (o que não admira minimamente dada a altitude), ideal para a prática de futebol:













Mas acima de tudo, o FCP já sabia com muita antecedência onde e quando eram os jogos, e deveria ter feito o seu trabalho de casa e ter tido as discussões internas que fossem necessárias antes de aparecer na apresentação do torneio a dizer que estava muito satisfeito por participar em todos os jogos. 

A imagem que passa disto tudo é a de um clube gerido de forma muito pouco profissional. Não é o fim do mundo, certamente, mas não deixa de ser uma pequena machadada na imagem que o clube passa. Não é assim que se fazem as coisas.

sábado, 23 de maio de 2015

A falta de respeito do FC Porto pelos adeptos da Diáspora

Acordei ontem de manhã com a bela notícia de que o Porto decidiu retirar-se do maior e mais prestigioso Torneio de Verão neste defeso de 2015. Num ano sem Campeonato do Mundo ou Campeonato da Europa, de certeza que as atenções dos adeptos Portistas sedentos por bom futebol de Verão seriam saciados com a participação do nosso clube neste torneio.

Mas não, aparentemente o clube achou que uma deslocação à Cidade do México iria interromper o plano para a época. (Quem vai a Toronto e o Nordeste dos EUA sinceramente pode muito bem ir ao México). Não percebo esta decisão, de forma alguma. De certeza que muitos dos meus colegas neste blog, principalmente os mais prolíferos, irão falar mais sobre este assunto. Eu pessoalmente vou dar conta da desilusão que é para um adepto fora do país.

Comprei o bilhete para o FC Porto - Paris Saint Germain, jogo agendado para o dia 18 de Julho de 2015 aqui na cidade de Toronto. Ainda na Quinta tive que trocá-lo para um lugar com acesso para cadeira de rodas (parti a perna, mas isso não iria me impedir de ver o meu clube!) Estava cheio de pica para ver o jogo, já não via o Porto ao vivo há mais de …. nem quero confessar. Certamente que o meu caso não é único, mas além do azar de ter partido a perna parece que agora tenho o azar de ter comprado um bilhete para um jogo do meu maior rival.

Bilhete para o FC Porto x PSG


Isto, para mim, é vergonhoso. Como é que o clube faz uma asneira destas? Além da falta de respeito pelos adeptos que vivem nos EUA e Canadá correm o risco de não serem convidados para futuros torneios de prestígio. Como um dos nossos co-autores disse num email: “O Circo chegou ao Porto!”

Agora nem sei como reaver o meu dinheiro (e não foi pouco!). O site do Porto diz que não vamos participar mas tanto o ticketmaster (onde comprei o bilhete) ainda não mudou o calendário nem o site oficial dos organizadores do torneio fala sobre a nossa desistência.

Que bela porcaria. Obrigado Porto!

terça-feira, 28 de abril de 2015

International CHAMPIONS Cup

Depois da muito boa campanha na UEFA Champions League (8 vitórias, 3 empates, 1 derrota), onde foi o único clube português que superou a fase de grupos e só foi travado nos Quartos-de-final, após uma série de 11 jogos sem perder…

… o FC Porto foi convidado para participar na International Champions Cup North America, juntamente com clubes como o Manchester United, Chelsea, Barcelona e PSG, entre outros.

International Champions Cup North America - todos os jogos

O FC Porto, um "clube regional", foi o único clube português convidado para a International Champions Cup?

Sporting e SL Benfica, dois "colossos mundiais", não foram convidados?!! Porquê?

Para um torneio de Champions, não faria muito sentido convidar clubes de Liga Europa, pois não?…


O calendário do FC Porto já está definido e prevê jogos no Canadá, EUA e México:

18 de Julho: FC Porto x Paris Saint-Germain (BMO Field, Toronto, Canadá)
24 de Julho: FC Porto x Fiorentina (Rentschler Field, Hartford, EUA)
26 de Julho: FC Porto x NY Red Bulls (Red Bull Arena, Harrison, EUA)
28 de Julho: FC Porto x América (Estádio Azteca, Cidade do México)

Prestigio, dinheiro (cachet), divulgação mediática e internacionalização da marca.
Eu diria que é quase tão bom como disputar o Torneio do Guadiana ou a Eusébio Cup…


P.S. Quem ler os jornais de Lisboa, ou assistir a programas sobre futebol nas televisões da capital portuguesa, fica convencido que o FC Porto está numa crise profunda porque, atenção, vai ficar dois anos seguidos sem ganhar o campeonato. Dois anos! Ena… Contudo, e infelizmente (para muitos anti-portistas), a notícia da "morte" desportiva do FC Porto parece que ainda não chegou ao estrangeiro…