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sexta-feira, 1 de junho de 2012

O rasto do sucesso


«Dizer mal, acusar os árbitros, não dar mérito é cada vez mais um jeito típico dos que não sabem perder mas sobretudo insistem em não perceber porque é que verdadeiramente perdem. José Maria Pedroto terá dito um dia, quando lhe perguntaram qual era o segredo do seu sucesso, que tudo residia numa coisa tão simples como “ter os melhores jogadores”.
Olhamos para este final de temporada e o que vemos? O Atlético Madrid vence a Liga Europa com dois golos de Falcão e um de Diego. O Chelsea prepara-se para jogar a final a Liga dos Campeões com o contributo de jogadores como Raul Meireles, Bosingwa, Paulo Ferreira, Hilário e, porque não, André Villas-Boas. O Lyon, em França, vence a Taça e Lisandro é considerado inegociável. Em Espanha, o Real Madrid vence o campeonato com Pepe, Ricardo Carvalho, Mourinho, Silvino e Rui Faria.
Se quiser perceber o sucesso azul e branco siga na próxima época os destinos de alguns jogadores do FC Porto. Vai ver que não é muito difícil chegar a uma conclusão mesmo sem precisar de argumentar com o melhor ataque, melhor defesa e melhor jogador do campeonato. Esta coisa de encontrar sempre nos árbitros a desculpa para o fracasso começa a dar sinais de quem tem os dias contados.»

Este texto é de Júlio Magalhães e foi publicado no Record, no passado dia 17 de Maio.

Eu diria que a juntar a estes, na próxima época teremos de seguir o rasto de Guarín no Inter de Milão e, de acordo com o que a comunicação social vem insistentemente referindo, também de Belluschi (Génova), Rolando (Roma?) e, principalmente, de Hulk (Chelsea?).

Mas, dando crédito às teses benfiquistas, os maiores clubes dos principais campeonatos europeus – Chelsea, Manchester United, FC Barcelona, Real Madrid, Atletico Madrid, Inter Milão, Marselha, Lyon, etc. – andam completamente enganados.
Em vez das centenas de milhões de euros que, nos últimos oito anos, gastaram na compra de jogadores e treinadores (!) do FC Porto, se calhar esses clubes deviam era investir em… árbitros.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Dar voz ao Norte


Em entrevista publicada no JN de domingo passado, Júlio Magalhães transmitiu a quase certeza de que irá aceitar o convite da SAD do FC Porto, deixando a TVI para passar a liderar o Porto Canal.

De entre as várias respostas às perguntas colocadas, destaco as seguintes afirmações:

“o sonho de fazer a minha carreira a partir do Porto, porque uma das lutas que tive sempre foi a de fazer reconhecer em Lisboa que no Porto também há massa crítica. Acredito que posso vir a fazê-lo no Porto Canal, dar voz ao Norte.”

“se o projecto que me apresentassem fosse o de um canal só do FC Porto não teria aceitado”

[Que projecto lhe apresentaram para o Porto Canal?] “Um canal para dar voz ao Norte, à região e não um canal exclusivamente do clube. Um canal que ultrapassa a clubite, a dimensão da paixão pelo azul e branco. É um projecto estruturante para o clube, que quer ter uma marca que mostre às pessoas que o clube não é só futebol.”

“Quando deixei a Direcção de Informação da TVI e vim para o Porto, foi-me feita uma proposta que me agradava imenso, mas que depois, com a crise, não se concretizou, que era de desenvolver as regiões.”


Já o disse e repito: estou completamente de acordo com a estratégia gizada pelos responsáveis do FC Porto para o Porto Canal, mas falta saber como é que a mesma irá ser posta em prática.
Para já, a contratação de elementos como Domingos Andrade (ex-Lusa), para Director de Informação e de Programas, e de Júlio Magalhães, para Director do Canal, mostra que a aposta é forte e veio aumentar a minha expectativa.

Porque, mais do nunca, é preciso, o país precisa, que seja dada voz ao Norte.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O fim de uma dupla de sucesso?


Em declarações ao Meios&Publicidade, Júlio Magalhães desmentiu as notícias dos últimos dias que davam como certa a sua saída da TVI para assumir a direcção-geral do Porto Canal:

Não é verdade que tenha apresentado qualquer carta de demissão à TVI. É um facto que fui convidado e já informei a TVI dessa possibilidade, mas só tomarei uma decisão até ao fim do ano. Até lá estou a ponderar”.

Trata-se de um projecto aliciante [o Porto Canal] e em termos financeiros é magnífico, tenho que o admitir”.

Há 12 anos que viajo entre o Porto e Lisboa e já não tenho idade para fazer tantos quilómetros”.

Para além do seu portismo e da questão financeira, este último argumento (“há 12 anos que viajo entre o Porto e Lisboa”) é algo que pesa e de que maneira, principalmente quando se tem esposa (marido) e filhos. É um dos custos invisíveis do centralismo.

Apesar do Júlio Magalhães dizer que ainda está a ponderar, os sinais existentes são de que está para breve o fim de uma das duplas mais antigas e de maior sucesso da televisão portuguesa.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

“Poucas equipas no Mundo jogam como nós”

Jorge Jesus antes do Lyon x slb:

“Poucas equipas no Mundo jogam como nós”

“Temos muitas possibilidades de fazer aqui um excelente jogo e ganhar”

“Vencer o Lyon será normal”


Jorge Jesus depois do Lyon x slb:

“Tivemos alguns jogadores que normalmente não falham tantos passes na fase de preparação do jogo”

“Até à saída do Nico (Gaitan) havia equilíbrio”

“Perder por 2, não é o mesmo que por 3 ou 4”


De quem será a culpa de mais esta derrota do slb?
Do Olegário Benquerença?
Do Pinto da Costa?
Vamos aguardar pelas explicações que, concerteza, serão dadas num comunicado...


Nota: O texto ao lado foi extraído de uma crónica do Júlio Magalhães, publicada no JN do passado sábado.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O crime de ser portista

Há duas semanas atrás, no dia 10 de Setembro, soube-se que Júlio Magalhães tinha aceite o convite da administração para ser o novo Director de Informação da TVI. De acordo com o insuspeito ‘Correio da Manhã’, “a administração de Bernardo Bairrão aconselhou-se com vários jornalistas da TVI e o nome de Júlio Magalhães foi o que reuniu mais consenso para o cargo de director de Informação”. Além disso, e conforme o próprio Juca referiu, recebeu o apoio de Manuela Moura Guedes e do ex-homem forte da TVI – José Eduardo Moniz – que fez questão de o felicitar.

Júlio Magalhães começou a sua carreira de jornalista aos 16 anos, na secção desportiva do 'Comércio do Porto' tendo, posteriormente, trabalhado nos semanários 'Europeu' e 'Liberal' e sido um dos fundadores da Rádio Nova. Em 1990 entrou para a RTP e pouco tempo depois já era uma das caras mais conhecidas da RTP Porto, de onde saiu para a TVI, em 1999, a convite de José Eduardo Moniz.

Com 46 anos de idade e 25 de carreira jornalística, Júlio Magalhães era actualmente editor, pivô dos telejornais de fim-de-semana e responsável da delegação da TVI no Porto. Aliás, segundo foi relatado por alguns jornais, o facto de trabalhar no Porto contribuiu para o afastar das guerras que dividiam a redacção da TVI e torná-lo menos permeável aos problemas internos.

Após ter garantido que não ia haver grandes alterações, Júlio Magalhães optou apenas por jornalistas da casa para formar a nova direcção de Informação da TVI. Assim, escolheu Mário Moura, da direcção demissionária, para director-adjunto de informação, e para os cargos de subdirectores de informação as escolhas recaíram em Luís Sobral (director do sítio maisfutebol e editor de desporto da TVI) e no pivô José Carlos Castro.

Olhando para a enorme experiência que Júlio Magalhães possui no desempenho de diferentes funções, para os apoios que recebeu dos jornalistas da TVI e para as escolhas que fez na formação da sua equipa, tudo levava a crer que a escolha do ex-responsável da TVI no Porto fosse relativamente pacifica, certo?
Errado. Júlio Magalhães tem duas características que o tornam inaceitável para talibãs anti-Porto e para alguns gurus do centralismo lisboeta: recusa imitar Rui Veloso e emigrar definitivamente para a capital e, pior ainda, assume o seu portismo de forma descomplexada.



Um dos primeiros indivíduos a manifestar o seu incómodo por Júlio Magalhães ter aceite o convite para director de Informação da TVI foi Paulo Guinote que, no seu blogue, escreveu:

Não é que seja ilegítimo mudar de opinião, mas ele [Júlio Magalhães] já é crescidinho, sabia que mesmo estando no Porto há telefones e até telemóveis. E há autoestradas e até comboios daqueles que pendulam para vir a Lisboa.”

A petulância e tom de desdém usados para se referir ao parolo do Porto são sintomáticos e, no caso concreto de Guinote, mostram até onde pode chegar a arrogância de alguém que passou do anonimato ao estrelato, apenas por ter sabido tirar proveito e cavalgar a luta dos professores nos últimos quatro anos. Sim, porque é à custa dos milhares de professores que visitam diariamente o seu blogue, que Paulo Guinote se transformou numa “estrela mediática”, e é também às cavalitas dos professores que ganhou o estatuto de comentador do PUBLICO e se tornou “escritor”.

Mas Guinote não se ficou pela tentativa de achincalhamento a (des)propósito das comunicações e viagens entre Porto e Lisboa. O que parece preocupar mais este professor de História e de Português do 2.º ciclo do ensino básico é a cor clubista de Júlio Magalhães e, por isso, escreveu:

A primeira medida vai ser mudar as cores do estúdio para várias gamas de azul. A segunda colocar um quadro panorâmico com o Pinto da Costa, o Bobby e o Tareco na redacção e a terceira mudar o símbolo da estação para um dragão.”

Custa a acreditar que este nojo tenha sido escrito por um dos gurus da luta dos professores, lançando lama para cima de um jornalista com uma carreira irrepreensível, cujo único “crime” é viver no Porto e ser portista. É impressionante como pode haver tanta azia e tanto ódio ao azul-e-branco, naquele que é o principal blogue sobre... Educação!
Será este tipo de conduta que o senhor professor Guinote ensina aos seus alunos? Fiquei elucidado.


E, já agora, o senhor professor Guinote pode ficar descansado, porque na nova direcção de Informação da TVI o SLB continua a estar em maioria. Só foi pena que o professor Guinote não se tenha lembrado das cores dos estúdios da TVI durante os muitos anos em que José Eduardo Moniz era frequentador habitual dos camarotes da Luz ou, pelo menos, quando recentemente o mesmo Moniz se pré-candidatou à presidência do SLB. Deve ser um daqueles lapsos de História...

Foto: Revista VIP

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

SMS do dia - LXXX

Não é que a Sónia Araújo não dê, sozinha, conta do recado, mas falta ali o Júlio Magalhães.


Já agora, ficam para memória futura os Dragões de Ouro 2008/2009:

Atleta do Ano: Bruno Alves
Futebolista do Ano: Raul Meireles
Atleta de Alta Competição do Ano: Ricardo Moreira (Andebol)
Atleta Amador do Ano: Sara Loureiro (Natação)
Atleta Jovem do Ano: César Fidalgo (Hóquei em Patins, a título póstumo)
Atleta Revelação do Ano: Fernando Reges (Futebol)
Técnico do Ano: José Alexandre Silva (Natação)
Seccionista do Ano: Manuel Pereira (Basquetebol)
Dirigente do Ano: Paulo Teixeira
Funcionário do Ano: António Costa (FC Porto – Futebol, SAD)
Quadro do Ano: Acácio Valentim (FC Porto – Futebol, SAD)
Sócio do Ano: Rui Pedro Soares
Filiais e Delegações do Ano: Casa do FC Porto de Leiria (Nacional) e Casa do FC Porto de Gross Umstad (Internacional)
Recordação do Ano: Joaquim Tamagnini (a título póstumo)
Dedicação do Ano: Rui Vicente (Desporto Adaptado)