sexta-feira, 21 de outubro de 2016
A brutal ascensão de André Silva
Neste marasmo absoluto de meses de competição, com uma equipa que joga como clube pequeno contra grandes e anões do futebol nacional e internacional, poucas noticias positivas há a celebrar. O defeso foi um desastre, os dois meses de pré-época a trabalhar em 4-3-3 foram atirados ao ar por um 4-4-2 que parte da premissa de que "primeiro não perdemos e depois já vemos se ganhamos" tão fiel ao espirito do seu treinador e salvo as aparições positivas de Otávio e Diogo Jota e as boas sensações, um ano mais, de Danilo e Layun, pouco há que acrescentar a um plantel que dista muito do nível de exigência de um FC Porto. Mas depois há André Silva.
O avançado portuense leva sete golos e três assistências em treze jogos. Não são números de Mário Jardel mas não estão demasiado longe. São apenas dois meses completos de competição (obviando os quatro golos em três jogos que já tem como internacional A) e aos 20 anos, André é já um dos avançados mais determinantes no futebol nacional, um seguro de vida para um clube que decidiu que depois de deixar sair Aboubakar a solução era contratar Depoitre caso André não estivesse a um nível que, francamente, não era supor estar. Estamos a falar do primeiro ano de sénior de um avançado que na época passada apenas começou a contar - e pouco - na segunda metade da época. Lopetegui foi assobiado por não o colocar em campo (blasfémia, e mais para quem não tinha tido medo com Ruben Neves e vinha dos escalões de formação) e Peseiro nunca soube muito bem o que fazer com ele. A brilhante exibição no Jamor, repleta de garra e magia levou-o inclusive a entrar na lista de muitos para o Europeu de França no lugar de Éder. Felizmente Fernando Santos manteve-se fiel a si mesmo. Felizmente para Éder, para Portugal e para o FC Porto que, provavelmente, teria ficado sem o avançado no defeso e hoje estaria a lutar com os Depoitres que por cá aterram. Obviando a lenga-lenga para dormir de que o clube podia ter vendido o avançado se quisesse - claro que sim - e que esse cenário não esteja demasiado distante num futuro próximo face ao estado desastroso das finanças desta gestão, o certo é que é dificil olhar para os números e para os jogos e esquecer-se que André está apenas a dar os primeiros passos. No entanto a sua frieza - o penalti em Bruges foi apenas mais um golpe de autoridade moral - e a sua progressão convidam a sonhar alto. Tem ainda muitos defeitos, sobretudo na recepção e controlo orientado, no jogo ao primeiro toque e no futebol de apoio. É um avançado de presença na área e de progressão vertical á base da potência, não da técnica. Sem os primeiros, dificilmente triunfará na elite mundial mas com vinte anos está muito bem a tempo de limar essas arestas no seu jogo. O que está claro - e que muitos pareciam duvidar no ano passado - é que André tem golo. Tem faro de golo, tem apetite de golo e tem tido a capacidade de desbloquear encontros graças aos seus golos, algo de que o Porto carecia profundamente.
Convém, sobretudo, ao pensar nestes dois primeiros meses de André Silva como titular indiscutível do ataque dos Dragões pensar no que fizeram os outros avançados que saltaram da formação á primeira equipa no passado. Ajuda a ter uma perspectiva real do seu crescimento.
Pensemos, por exemplo, em Hélder Postiga, lançado por Octávio Machado em 2001-02, que disputou um total de 41 jogos em todo o ano anotando 13 golos, nove deles na Liga (praticamente os mesmos que André tem em Outubro, cinco) e dois em Champions (os mesmos que tem André, contando em ambos casos a fase preliminar).
Pensemos, por exemplo, em Hugo Almeida, que em 2003-04 passa a contar finalmente para a primeira equipa depois de marcar, inclusive, na inauguração do Dragão, é emprestado em Janeiro porque nos sete jogos oficiais disputados não marca um só golo, um cenário que repetiria no ano seguinte, sendo que só em 2005/06 consegue o seu primeiro golo como profissional.
Pensemos, por exemplo, em Domingos Paciência, que em 1987/88, ano de todos os títulos menos a Taça dos Campeões Europeus - e portanto, ano de super-equipa - jogou doze jogos oficiais e marcou um só golo. No ano seguinte anotou seis em trinta e três e para superar a cifra que André Silva já tem esta época é preciso esperar á 1990/91, quando marca 31 golos em 44 jogos naquele que foi o seu quarto ano de profissional, tendo já 22 no Bilhete de Identidade.
E claro, pensemos no mito Fernando Gomes, que tal como André Silva se estreou na primeira equipa numa época de profunda crise desportiva, no ano 1975/75 marcou 18 golos na sua primeira temporada como profissional em vinte e oito jogos que disputou em todas as competições. Uma cifra quase triplica a de André com dois meses de competição mas que está perfeitamente ao seu alcance - faltam mais de seis meses para terminar o ano desportivo - e que explica bem, em perspectiva, onde pode chegar o jovem avançado. Aos pés do Bibota, nem mais nem menos.
André Silva não precisa de maior pressão. Já a tem toda. É o nove titular do FC Porto. E no entanto, com 20 anos e toda essa pressão - mais sendo consciente, porque seguramente o é, que a equipa depende dele para marcar porque Adrian e Depoitre não serão nunca alternativas lógicas - André tem sabido responder bem ás expectativas o que demonstra não só espirito goleador como alma de guerreiro. No meio de tanto cinzentismo, a sua brutal ascensão é a grande notícia que nos alegra o corpo e alma de dragões.
terça-feira, 27 de outubro de 2015
Um amigo meu
terça-feira, 22 de julho de 2014
A novela Jackson
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Ghilas: o problema é o empresário??
«Ghilas: «Não chegou proposta de nenhum dos grandes». Avançado do Moreirense deve rumar a Inglaterra.»
«Ghilas fez 35 jogos durante esta época, tendo jogado 2845 minutos. Os 13 golos que marcou para a Liga (mais três na Taça da Liga) permitiram-lhe ocupar o 8º lugar na tabela dos melhores marcadores do campeonato, à frente de jogadores como Salvio e James Rodriguez».sábado, 5 de janeiro de 2013
O Plano B dos golos
Foi mais ou menos isso que a última conferência do mister deixou a entender.
Claro que ele diz aquilo que lhe dizem para dizer. Alguém já lhe explicou que não há condições financeiras para ir ao mercado pescar um avançado de qualidade que andaria sempre na casa dos 5 milhões, como minimo. Talvez um empréstimo, como o de Janko, com opção de compra, mas para isso, porque vender o austríaco em Agosto? Pois, eu também não entendo.
Agora que Kleber está lesionado (como se isso fizesse diferença) e que Jackson demonstrou no Estoril que não é de ferro (como muitos dos que pensavam que devia ter jogado em Braga naquela noite de Taça) e que é preciso cuida-lo com muito mimo porque sem Jackson lá se vão os golos, a Champions, a Liga, etc..., o que o Vitor Pereira nos quer dizer é algo muito simples: não há plano B.
O clube sabia ter um problema nas mãos desde o Verão.
Duvido até que imaginassem que Jackson se adaptaria tão bem. Talvez tenham tentado vender Moutinho para guardar Hulk. Talvez. Mas quando o fizeram, quando venderam a Hulk, tiveram um mês para investir o dinheiro num suplente e não o fizeram. Porque o mercado internacional estava fechado e porque o dinheiro de Hulk veio (e virá) para tapar buracos, como o de Falcao. Que estamos quase em falência, lembrem-se.
A Equipa B realmente devia servir para estas coisas.
É a sua ideia de base, o seu plano de trabalho. Para isso se criou, para isso se devia ter trabalhado. O clube no entanto olhou para os quadros e viu que avançados nos juniores e emprestados não abundavam. Havia o Thibaut Vion, esforçadito francês que acaba por não acrescentar nada de novo. O Gonçalo Paciência lesionou-se e só agora começou a ganhar minutos. Foi preciso ir ao mercado, pescar dois emprestados para a Equipa B com opções de compra de jogadores de Equipa A. Curioso.
Sebá veio do Cruzeiro e custaria 5 milhões se o FC Porto estivesse realmente interessado no seu concurso. O Dellatorre veio da Traffic, essa agência de jogadores internacional, e custará algo menos. Entre os dois estaria o passe de um Jackson Martinez, digamos.
Ora, olhando para o último meio ano, o plano B do mister não parece ser uma solução muito agradável.
Pelo menos no apartado de golos. Vejamos!
Sebá - 1 golo em 18 jogos (quase sempre a jogar como extremo, no posto ocupado habitualmente pelo Varela)
Dellatorre - 5 golos em 17 jogos (números muito, muito abaixo de um goleador "inspirado" que tem sido quase sempre titular nos planos do técnico da equipa B)
Vion - 0 golos em 16 jogos (os números falam por si).
Quem anda a marcar então na equipa B?
Os centrais (4 golos entre Zé António e Ba) e Sergio Oliveira (4 golos), são os homens que fecham o pódio dos golos na equipa de Rui Gomes. Claramente números que indicam que não há nenhum plano B realmente e que se o FC Porto ficar sem Jackson Martinez, sem alternativa no mercado, tem um problema muito mais grave do que possa parecer.
Jackson Martinez é responsável por cerca de 40% dos golos do FC Porto este ano.
É o nosso melhor marcador na Liga e na Champions League. E não tem uma alternativa real.
Em vez de procurar trazer de Alvalade um russo mais conhecido pelos seus problemas físicos de anti-desportivos que pelo seu talento (que tem), ou em recrutar um Ricardo Quaresma que todos sabemos que tem tanto de génio como de louco, seria muito importante que a SAD e os adeptos tenham consciência do nosso real problema para este ano. Vitor Pereira fala de um plano B que sabe não ter. E não o tem porque não lhe deram alternativa. Ele não pode transformar, da noite para o dia, o pão em vinho.
Sebá, Dellatorre ou Vion dificilmente taparão o buraco que Jackson pode deixar. Kleber já sabemos que não o faz. Ou a equipa se transforma numa metralhadora colectiva de golos (como já aconteceu no passado), ou os números dos nossos avançados deixam uma boa dor de cabeça até Junho!
terça-feira, 31 de julho de 2012
O desterro dos pontas-de-lança
domingo, 10 de junho de 2012
As chagas das Quinas
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| Finalizar, a nossa cruz |
sexta-feira, 30 de março de 2012
Fazer o melhor possível…
“Neste momento temos apenas Kléber para jogar como ponta-de-lança e, se não podermos jogar com ele, por alguma eventualidade, teremos de inventar uma dinâmica nova. Vamos ver... O clube está a trabalhar e vamos ver o que se vai passar. Mas não posso comentar situações hipotéticas; estou aqui para treinar e para fazer o melhor possível com os jogadores que estão à minha disposição.”
O vazio resultante da saída de Falcao (Kléber nunca se conseguiu impor como solução e Walter desde cedo foi uma carta fora do baralho) existia desde Agosto e, para tentar colmatar esta enorme lacuna do plantel portista, lá chegou um “rapaz alto e loiro” em cima da data limite do período de transferências de Janeiro (a SAD oficializou a contratação de Janko no dia 31/01/2012). As coisas melhoraram um bocadinho (quanto mais não seja porque Hulk voltou a jogar na posição onde mais rende) mas, conforme se tem visto, o problema do ponta-de-lança está longe de ter ficado resolvido com este ponta-de-lança austríaco (no próximo defeso vai ser preciso voltar às compras).
No mesmo período de transferências, Pinto da Costa e Antero Henrique decidiram também reestruturar o lote de médios do plantel. Assim, aproveitando a vontade de Lucho em regressar ao Porto (onde manteve a sua casa e amigos), a que se juntou o desejo do Marselha em ver-se livre do seu elevado salário, a Administração da SAD contratou El Comandante a “custo zero” e, em contrapartida, dispensou/emprestou três médios que considerou excedentários (Guarín, Belluschi e Souza).
O problema é que, desde essa altura, o plantel ficou apenas com quatro médios de raiz – Fernando, Moutinho, Defour e Lucho – a que se somaram quatro agravantes:
i) três destes médios têm características de Nº 8, estando habituados a pisar os mesmos terrenos e a ter, dentro de campo, o mesmo tipo de missão;
ii) o plantel deixou de ter um Nº 10, ou seja, um médio criativo tipo Belluschi (embora James pudesse vir a ser adaptado a essa posição, algo que Vítor Pereira raramente faz);
iii) com as saídas de Souza e Guarín, dos três médios que nas últimas duas épocas jogaram na posição 6 (médio defensivo), apenas permaneceu Fernando o qual, ainda por cima, sofreu uma lesão;
iv) o Lucho atual, continuando a ser um grande jogador, já só aguenta meio jogo (quanto muito 60 minutos) a elevada rotação.
A propósito de Lucho, importa dizer que os problemas físicos de que se fala não são uma invenção dos adeptos, ou do Luís Freitas Lobo. É algo que tem sido notório em vários jogos e que, inclusivamente, já foi admitido por Vítor Pereira, conforme fica claro das afirmações que fez na semana passada, no final do slb x FC Porto para a Taça Lucílio Baptista:
“Estamos com problemas no miolo, a troca de Lucho por James deveu-se ao facto de o Lucho precisar de descansar, sentiu dificuldades físicas...”
Ao longo da época já o disse várias vezes e repito: para mim é claro que Vítor Pereira demonstrou não ter capacidade, nem o perfil adequado, para ser o treinador principal de um plantel que na época passada ganhou tudo o que havia para ganhar e que, ainda por cima, se habituou a vê-lo como adjunto. Talvez noutra altura e com outro lote de jogadores, Vítor Pereira pudesse ser uma boa escolha, mas é mais do que óbvio que com este plantel a coisa não funcionou. Contudo, sejamos justos, algumas (in)decisões da Administração da SAD não lhe têm facilitado a vida.

Nesta altura, já nada há a fazer em termos de mudanças substanciais. Assim, a um dos treinadores mais contestados dos últimos anos, o que se lhe pede (exige) é que faça o melhor possível com os caríssimos jogadores que tem à sua disposição. E se der para renovar o título de campeão, óptimo.
P.S. A gestão desportiva da estrutura do futebol portista tem sido de alto nível e fundamental para o sucesso do FC Porto nas últimas décadas. Contudo, há anos em que as coisas não correm bem e, após o final deste campeonato, quando for feita a análise a tudo o que se passou, estou convencido que as más decisões da dupla Pinto da Costa – Antero Henrique irão ser, pelo menos, tão valorizadas como os erros, inabilidades e incapacidades de Vítor Pereira ao longo da época.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Kléber, Walter, Hulk, Janko…

Em 18 de Outubro, uns dias depois de Walter ter marcado quatro golos ao Pêro Pinheiro para a Taça de Portugal, e quando já era notório que, afinal, o Kléber iria precisar de muito mais tempo para se afirmar na equipa portista, Vítor Pereira justificou da seguinte forma o facto do FC Porto não ter inscrito o ‘bigorna’ na Liga dos Campeões:
“A decisão que tomámos na altura teve a ver com o Walter da altura. O que vos garanto é que o Walter hoje é um jogador diferente, não é o mesmo Walter daquela altura. Hoje é um jogador mais confiante, que trabalha muito bem, que nos transmite confiança e qualidade. Se hoje seria inscrito? Sim, seria inscrito.”
No entanto, quase dois meses depois, a opção para avançado centro já não era nem Kléber, nem Walter, mas sim Hulk e no dia 9 de Dezembro Vítor Pereira afirmou:“O FC Porto, este ano, está a jogar com um avançado que foi só o melhor marcador do campeonato passado. É com ele que contamos neste momento, acreditando muito na sua qualidade, porque ele tem provado que na ala ou no meio é um jogador capaz de fazer golos.”
Problema resolvido? Claro que não e, a meio do período de transferências de Janeiro, em resposta a uma pergunta de um jornalista numa conferência de imprensa realizada no dia 17 de Janeiro, Vítor Pereira já falava noutro tom:
“Neste momento temos apenas Kléber para jogar como ponta-de-lança e se não podermos jogar com ele, por alguma eventualidade, teremos de inventar uma dinâmica nova. Vamos ver... O clube está a trabalhar e vamos ver o que se vai passar. Mas não posso comentar situações hipotéticas; estou aqui para treinar e para fazer o melhor possível com os jogadores que estão à minha disposição. O clube está a trabalhar, o mercado está aberto.”
A SAD lá contratou o austríaco Janko e, pelo que se tem visto da “evolução” do Kléber ao longo da época (neste último slb x FC Porto voltou a ser pouco mais do que inexistente), é com este “rapaz alto e loiro” (parafraseando o grande Zé do Boné) que teremos de contar até ao final do campeonato.
Poderão dizer que agora é fácil falar. Pois é, mas no dia 2 de Setembro de 2011 (dia seguinte ao fecho das inscrições), eu publiquei um artigo intitulado ‘O ponta-de-lança que não veio’, que inclui declarações “tranquilizadoras” de Antero Henrique sobre este assunto, e que terminei da seguinte maneira:«A posição de ponta-de-lança é crítica numa equipa que joga em 4-3-3 e, embora admitindo que no campeonato não deve haver grandes problemas, tal é a diferença de potencial entre as equipas, na Liga dos Campeões a coisa pia mais fino. Veremos a resposta que o Kléber vai dar (visto que Walter nem sequer faz parte da lista de 21 jogadores inscritos para disputarem a fase de grupos da Liga dos Campeões). Só espero e desejo que a minha apreensão seja infundada e que daqui a uns meses estejamos, isso sim, a fazer contas a uma possível venda e a discutir a percentagem do passe do Kléber que a SAD possui.»
Infelizmente, a coisa foi ainda pior do que aquilo que eu pensava, e a ineficácia da Administração da SAD em arranjar uma alternativa credível para a saída de Falcao (que obviamente também não é Janko), traduziu-se num calvário que Vítor Pereira (o elo mais fraco) tem vindo a enfrentar, quase sempre em silêncio, ao longo da época.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Lima esteve debaixo de olho

A excelente exibição na eliminatória dos oitavos-de-final da Taça de Portugal chamou a atenção dos responsáveis portistas, muito por força dos dois magníficos golos marcados ao guarda-redes Beto. Rodrigo José Lima Santos tem 26 anos (nasceu a 11 de Agosto de 1983) e está na idade limite para uma transferência rumo a um clube de grande dimensão, tendo como mais-valias a adaptação ao campeonato nacional e o facto de ser um dos nomes mais sonantes do conjunto do Restelo. Trata-se de um elemento que tem sido titular absoluto e já contabiliza quatro golos na Liga, na presente temporada. (…)
Confrontado com a possibilidade de se mudar para os dragões, Lima não escondeu que “qualquer jogador gostaria de jogar no F. C. Porto”. E fez uma revelação: “No final do jogo da Taça, em pleno relvado, o professor Jesualdo Ferreira deu-me os parabéns pela exibição, o que me deixou imensamente feliz”.»
JN, 19/02/2010
Como é sabido, Jesualdo saiu, Lima não veio para o FC Porto (a SAD preferiu investir 6 milhões de euros no passe de Walter) e António Salvador aproveitou, levando-o para Braga.
Envergando a camisola dos “arsenalistas do Minho”, Lima confirmou ser um avançado muito útil e alguns dos golos que marcou na época passada (2010/11) podem ser vistos no vídeo seguinte:
Ontem, cerca de dois anos após o JN ter anunciado o interesse do FC Porto, Lima marcou o seu 15.º golo no campeonato (a que se somam mais 4 na Liga Europa e 1 na Taça da Liga) e assumiu a liderança na tabela dos melhores marcadores.
Tendo dado nas vistas com a camisola dos azuis de Belém, particularmente nos jogos contra o FC Porto, e sendo um jogador relativamente barato (passe e salário), custa-me a perceber porque razão Lima não é jogador do FC Porto. E o jeito que daria ter no plantel atual um avançado como Lima.
sábado, 10 de dezembro de 2011
E o ponta-de-lança é...

"O FC Porto, este ano, está a jogar com um avançado que foi só o melhor marcador do campeonato passado. É com ele que contamos neste momento, acreditando muito na sua qualidade, porque ele tem provado que na ala ou no meio é um jogador capaz de fazer golos."
Vítor Pereira, 09/12/2011
Em 18 de Outubro, uns dias depois de Walter ter marcado quatro golos ao Pêro Pinheiro para a Taça de Portugal, Vítor Pereira justificou da seguinte forma não ter inscrito o jogador na Liga dos Campeões:
"A decisão que tomámos na altura teve a ver com o Walter da altura. O que vos garanto é que o Walter hoje é um jogador diferente, não é o mesmo Walter daquela altura. Hoje é um jogador mais confiante, que trabalha muito bem, que nos transmite confiança e qualidade. Se hoje seria inscrito? Sim, seria inscrito."
Mas, como palavras leva-as o vento, depois dos elogios públicos a Kléber e a Walter, o avançado centro da equipa nos últimos jogos foi... Hulk. E, pelos vistos, será para continuar.
Quanto ao argumento apresentado - "um avançado que foi só o melhor marcador do campeonato passado" - é que não parece fazer muito sentido. Cristiano Ronaldo também foi o melhor marcador da liga espanhola mas, por alguma razão, Mourinho não abdica de jogar com Karim Benzema ou Gonzalo Higuaín a ponta-de-lança. É que tal como Hulk, não foi na posição de ponta-de-lança / avançado centro que CR7 se destacou e que marcou os golos que lhe deram o título de melhor marcador de todos os campeonatos europeus.
P.S. O nível médio do campeonato português é tão fraco que, na maioria dos jogos, é quase indiferente se o avançado centro do FC Porto é o Kléber, o Walter ou o Hulk.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
O ponta-de-lança que não veio
«Confrontado ainda com o facto de o FC Porto não ter compensado a saída de Falcao com a contratação de outro ponta-de-lança, Antero Henrique garantiu que a SAD do FC Porto "está muito satisfeita com os jogadores que fazem parte do plantel e que dão todas as garantias de sucesso". "De resto", sublinhou, "o nosso reforço de última hora é o Álvaro Pereira".»
in ojogo.pt
Contudo, há uma questão que se pode colocar: se a SAD tivesse vendido o lateral-esquerdo uruguaio pelos tais 20 milhões de euros mais objectivos de que fala O JOGO, teria tido melhores condições para ir ao mercado comprar um ponta-de-lança de qualidade, reinvestindo parte, ou a totalidade, desses 20 milhões.
Não sei se este cenário foi equacionado pela SAD mas, olhando para o plantel, parece-me que a posição de ponta-de-lança será um problema mais bicudo de resolver do que a de lateral-esquerdo se o Alvaro Pereira tivesse sido vendido.
A posição de ponta-de-lança é crítica numa equipa que joga em 4-3-3 e, embora admitindo que no campeonato não deve haver grandes problemas, tal é a diferença de potencial entre as equipas, na Liga dos Campeões a coisa pia mais fino. Veremos a resposta que o Kléber vai dar (visto que Walter nem sequer faz parte da lista de 21 jogadores inscritos para disputarem a fase de grupos da Liga dos Campeões).
Só espero e desejo que a minha apreensão seja infundada e que daqui a uns meses estejamos, isso sim, a fazer contas a uma possível venda e a discutir a percentagem do passe do Kléber que a SAD possui.
P.S. Aproveitando a disponibilidade do Director Geral da FC Porto SAD para falar da situação de Alvaro Pereira, foi pena o jornalista de O JOGO se ter esquecido de perguntar a Antero Henrique, por que razão o Alvaro Pereira não foi utilizado em nenhum dos jogos oficiais disputados pelo FC Porto após 9 de Agosto (data em que regressou aos treinos juntamente com Cristian Rodriguez). O esclarecimento desta situação seria particularmente relevante no que diz respeito à Supertaça Europeia, disputada no dia 26 de Agosto, não só devido à importância da competição, mas também porque alguns jornais noticiaram que o Palito se tinha recusado a jogar. Infelizmente, as perguntas que podem gerar alguma incomodidade ficam, normalmente, na gaveta. É o jornalismo que temos...
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Voo picado em Braga?
«Falcao ainda não deve regressar aos relvados em Braga. Pelo menos na condição de titular. Foi o próprio jogador, que hoje completa 25 anos, que o admitiu em declarações à Imprensa colombiana à chegada à concentração da selecção. “Sofri um forte traumatismo no joelho esquerdo que me provocou bastantes dores. Esta semana já comecei a trabalhar com o grupo e espero que na próxima possa começar a jogar”. Ou seja, Falcao não está a contar ser opção para a deslocação do FC Porto a Braga, adiando dessa forma o regresso para de hoje a oito dias, quando os dragões defrontarem o Sevilha para a Liga Europa.
Sendo assim, tudo indica que Hulk voltará a ser o ponta-de-lança de serviço dos portistas, com Varela e James no apoio. Isto se Villas-Boas não decidir promover Walter ao onze, depois de o ter deixado de fora dos eleitos nos últimos dois jogos.»
in O Jogo, 10/02/2011
A confirmar-se, este será o 10º jogo de 2011 em que o avançado colombiano estará ausente por lesão. E como tem sido notória a falta que faz à equipa!
Radamel Falcao é um ponta-de-lança de grande categoria, uma verdadeira “ave rara” da grande área e, naturalmente, nunca seria fácil de substituir (o FC Porto não é o Real Madrid e a SAD não se pode dar ao luxo de ter sentado no banco um outro ponta-de-lança do mesmo nível).
Contudo, sendo o trio maravilha do ataque portista (como eu já lhe chamei várias vezes) composto por Varela (na esquerda), Falcao (no meio) e Hulk (na direita), a indisponibilidade de El Tigre poderia ser minimizada se, por exemplo, no plantel houvesse um Farias em vez de um Walter.
Não sendo esse o caso, o treinador do FC Porto tem optado por uma solução de recurso: James (na esquerda), Hulk (no meio) e Varela (na direita), com Walter a ficar no banco ou na bancada.
Ora, aquilo que poderia ser apenas uma alteração, se no plantel houvesse uma alternativa ao Falcao, acaba por obrigar a uma revolução no trio de ataque portista.
Jogando na esquerda, além de fazer cruzamentos, Varela também flecte para o meio criando situações de remate com o pé direito. O mesmo acontece com Hulk do lado oposto, mas fazendo o movimento contrário, flectindo da direita para o meio, de modo a tirar partido do seu potente remate com o pé esquerdo. Além disso, os jogadores não são ilhas e, no caso dos extremos, são particularmente importantes as dinâmicas e mecanismos criados com os laterais: Hulk – Sapunaru na direita e Varela – Álvaro Pereira na esquerda.
Por tudo isto, quando André Villas-Boas coloca Hulk no meio, não está a fazer apenas uma alteração, está a mudar o posicionamento dos três jogadores do ataque portista, ficando a equipa pior servida nas três posições e perdendo-se também os mecanismos que atrás referi.
Chegará para ganhar em Braga?
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Novamente sem pontas-de-lança
Apesar de continuar a não poder contar com o Falcao, André Villas-Boas deixou Walter de fora pelo segundo jogo consecutivo. De facto, a lista de convocados para o FC Porto x Rio Ave inclui cinco extremos/alas - Cristían Rodríguez, Mariano Gonzalez, Hulk, Varela e James Rodríguez - e zero pontas-de-lança.Pode ainda haver quem pense que o Walter vai ser um grande avançado, com capacidade para jogar na Europa ao mais alto nível, mas a realidade é que para a recepção ao antepenúltimo classificado do campeonato português, o treinador do FC Porto prefere ter no banco o Mariano Gonzalez (regressado de uma paragem de 9 meses), em vez do "ponta-de-lança que tem uma enorme margem de progressão".
Perante esta realidade, muito diferente dos elogios e discursos oficiais de circunstância, resta-nos rezar para que Radamel Falcao regresse em pleno e não se volte a lesionar até ao final da época.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Um ponta-de-lança possante
Contudo, durante o Académica x FC Porto, e atendendo às condições em que o jogo estava a ser disputado, eu lembrei-me de Orlando Sá e do jeito que daria a André Villas Boas ter no plantel um jogador com as características do ponta-de-lança portista que está emprestado ao Nacional. Talvez na próxima época volte ao Dragão e para ficar.
P.S. Este fim-de-semana, Orlando Sá marcou de cabeça o golo da vitória do Nacional sobre o Setúbal.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Os melhores avançados centro da era Pinto da Costa
Quem foram os melhores avançados da era Pinto da Costa?
Pus-me a pensar nisto pois acho o Falcao o segundo melhor avançado centro da era Pinto da Costa (1980 - 201...) apenas atrás de Gomes. E passo a explicar, logo a seguir à "minha" lista, que é subjectiva e mistura factos com a minha preferência ou interpretação pessoal da forma de jogar de cada atleta.
2. Falcao
3. Mario Jardel (Bota de Ouro)
4. Lisandro
5. Domingos
6. Derlei
7. McCarthy
8. Kostadinov
9. Juary
10. Artur
Menções honrosas: Farias, Yuran, Jankauskas
Os meus critérios, como escrevi acima, são uma mistura de facto e interpretação, ou seja, apesar do Jardel ter sido o maior goleador de sempre (média golos/jogo) do período em questão, para mim ficará sempre atrás do Gomes pelo que este representou em relação ao renascimento do FC Porto numa época em que o SLB ainda ganhava muitos campeonatos. Nessa altura ser Bi-Bota de Ouro Europeu, num clube como o FC Porto foi um feito que duvido que possa ser atingido ou ultrapassado por alguém nos dias de hoje.Mário Jardel entra no Porto com a máquina preparada para ele. Receber "serviço" de jogadores como Drulovic, Zahovic, Capucho, Sérgio Conceição ou Deco foi mais que meio caminho andado para Jardel vencer também ele a Bota de Ouro em 1998-99 (viria a vencer outra ao serviço do Sporting em 2001-02).
Lisandro criou a bitola do rendimento que um jogador do FC Porto deve sempre demonstrar em campo, seja defesa, médio ou avançado: sempre lutador, raçudo, inteligente e eficaz. Derlei também era assim mas foi Lisandro que impôs o seu cunho nas 4 épocas que esteve ao serviço do FC Porto.
McCarthy, possivelmente o avançado mais completo que passou pelo Porto até ao aparecimento de Falcao, era tacticamente e tecnicamente perfeito dentro dos moldes do avançado centro moderno - estilo Drogba - que em tantos jogos se vê obrigado a jogar sozinho no meio de 2 ou 3 defesas adversários e com pouca ajuda dos colegas do meio campo, e que ainda assim consegue, muitas vezes, levar a melhor. Não admira que José Mourinho gostasse tanto dele, ainda que muitas vezes parecesse perder interesse e a concentração nos jogos.Domingos e Kostadinov fizeram a melhor dupla mas isolados nunca foram tão bons como juntos. Domingos, o outro Português da lista, foi provavelmente o mais tecnicista de todos os avançados centro que tivemos. Ruud Gullit comentou durante o Euro 92 que nunca tinha visto um avançado com um toque de bola como Domingos ao vê-lo fazer um "amortie" durante um jogo da Selecção Portuguesa. Kostadinov tinha na velocidade e remate fácil as suas grandes armas e cedo se tornou um jogador de culto entre os adeptos portistas.
Juary era um jogador supersónico que marcou o golo da vitória na final da Taça dos Campeões Europeus em Viena (1987) frente ao Bayern Munique. Era um jogador talismã, a arma secreta de Artur Jorge. Artur era um jogador franzino que o Porto foi buscar ao Boavista e que se destacava pelas velozes "diagonais" que fazia pela esquerda, causando enormes sarilhos a defesas que não o conseguiam parar.
"El Tecla" Farias todos conhecemos pelos impressionantes índices de aproveitamento que apresenta, marcando quase sempre nos jogos em que entra, mesmo que a suplente. Yuran e Jankauskas porque foram 2 jogadores resgatados ao Benfica que foram bastante úteis - quem não se lembra do grande golo de Yuran contra o Benfica em pleno estádio da Luz e dos golos decisivos de Jankauskas nos anos de Mourinho - durante as respectivas estadias no Porto. Farias Mas de todos o jogador mais completo parece-me ser Falcao.
Se o Porto o conseguir segurar por mais 2 ou 3 épocas, poderá tornar-se um caso sério de popularidade pois tenho para mim que Falcao combina o talento de Gomes, Jardel e Domingos com a raça e o trabalho incasável de Derlei e Lisandro.
Falcao tem tudo para ser um dos melhores pontas-de-lança da Europa. Esperemos que o consiga ao serviço do FC Porto!
Nota final: O 'Reflexão Portista' agradece ao Hugo a elaboração de mais este artigo.
sábado, 20 de setembro de 2008
Adriano, de decisivo a dispensado
Em Janeiro de 2006, o FC Porto de Co Adriaanse debatia-se com alguns problemas na frente de ataque. Lisandro jogava descaído sobre a ala esquerda, Hugo Almeida e Hélder Postiga não convenciam (ao ponto do treinador holandês ter chegado a tentar adaptar o caxineiro a jogar como Nº 10, nas costas do ponta-de-lança) e Benny McCarthy, depois dos problemas (nunca devidamente resolvidos) com o seu empresário, estava de partida para a Taça de África das Nações (CAN2006), a disputar no Egipto, entre 20 de Janeiro e 10 de Fevereiro de 2006.
Como é sabido, não é fácil arranjar bons pontas-de-lança, ainda por cima a meio dos campeonatos e ao alcance da bolsa dos clubes/SAD’s portuguesas.
Vai daí, a SAD portista lançou um raide para contratar Adriano, ex-futebolista do Nacional da Madeira e que estava ao serviço do Cruzeiro.
Aparentemente o Sporting também estava interessado no jogador tendo, na altura, um assessor de imprensa do clube de Belo Horizonte afirmado o seguinte:
"O Cruzeiro só revela [o clube] quando a coisa estiver assinada, o que até agora não aconteceu. Há mais de um clube interessado. O problema é que as propostas chegam por empresários, não há papéis dos clubes. Eles representam o FC Porto, o Sporting, mas não há nada definido".
Contudo, o empresário do avançado brasileiro – Essau Elias –, em declarações ao site Superesportes.com, confirmou que o destino de Adriano era mesmo o FC Porto:
"Foi uma negociação rápida e está mais ou menos fechada. Ele vai por empréstimo para o FC Porto. Não posso falar mais nada para não atrapalhar. O que posso dizer é que foi rápido, que é o FC Porto e que ele vai por empréstimo, com passe fixado".
A contratação de Adriano salvaguardava um aspecto importante: o jogador conhecia bem o futebol português e o “peso” que representa vestir a camisola de um clube como o FC Porto.
Contudo, há jogadores que brilham em clubes pequenos/médios e quando chegam a um grande ficam muito aquém das expectativas. Daí que, talvez escaldada com outros casos, a SAD optou por um empréstimo com opção de compra.
Adriano treinou pela primeira vez com o plantel portista no dia 17 de Janeiro de 2006 e logo no dia seguinte estreou-se com a camisola do FC Porto, na 2ª parte do particular com o Dínamo de Moscovo (nos regressos de Nuno, Seitaridis, Costinha e Derlei ao Estádio do Dragão), tendo precisado de apenas quatro minutos para marcar, após cruzamento de Diego. Mais tarde haveria de bisar, novamente de cabeça, dando sequência a um cruzamento de Sonkaya.
Com apenas um treino, dificilmente a estreia poderia ser melhor ou, como se costumava dizer, pegou de estaca!
Adriano assumiu a titularidade na frente de ataque do FC Porto e em 15 jogos marcou 7 golos, incluindo o golo em Penafiel que carimbou a conquista do campeonato.
O rendimento de Adriano foi de tal modo satisfatório, que antes ainda de terminar a época 2005/06, a administração da FCP SAD decidiu exercer o direito de opção de compra do passe do Adriano.
Em 10/05/2006, o Diário de Notícias noticiava o seguinte:
«Ontem, os responsáveis portistas estiveram a acertar os pormenores da transferência de João Paulo, ex-Leiria, bem como a opção de compra sobre Adriano, discutida com Eduardo Maluf, dirigente do Cruzeiro que se deslocou ao Porto. O FC Porto vai pagar 1,2 milhões de euros pelo avançado brasileiro, que marcou 7 golos em meia época.»
in DN, 10/05/2006
Uns dias depois, na final da Taça de Portugal 2005/06, disputada em 14/05/2006, Adriano foi novamente uma das figuras da partida (juntamente com Quaresma que uns dias antes tinha sabido que Scolari o tinha deixado de fora do Mundial de 2006 na Alemanha).
A final foi decidida aos 40 minutos, quando Quaresma cruzou do lado direito e Adriano, de cabeça, não deu hipóteses ao guarda-redes do Vitória de Setúbal.
O FC Porto conquistou a sua 5ª dobradinha e Adriano conquistou o reconhecimento dos adeptos.
Depois da turbulência de Verão, provocada pelo mau feitio e declarações de Co Adriaanse, a época 2006/07 arrancou em Leiria, em 19/08/2006, para a disputa da Supertaça, novamente contra o Vitória de Setúbal.
No banco sentou-se Rui Barros (com Jesualdo Ferreira a ver na bancada) e, naturalmente, Adriano fez parte do onze inicial.
A primeira parte não foi fácil e ao intervalo ainda não havia golos. Na 2ª parte o FC Porto veio com outra disposição e aos 54’ Adriano abriu o caminho para a vitória com um golo espectacular. O ponta-de-lança brasileiro rematou de costas, em bicicleta, com o pé direito, fazendo a bola a entrar no ângulo superior direito da baliza de Marco Tábuas.
O FC Porto haveria de ganhar por 3-0, com os restantes golos a serem marcados por Anderson (74’) e Vieirinha (90’).
Adriano começava a época ao mesmo ritmo que tinha terminado a anterior: a marcar golos e a decidir jogos. Contudo, pouco tempo depois, o azar bateu-lhe à porta e uma lesão fez com que estivesse afastado dos relvados durante largas semanas.
Chegados a Dezembro e, talvez porque o Postiga tinha feito uma 1ª volta razoável, os jornais noticiaram que Adriano poderia ser emprestado. O jogador não quis sair e em boa hora o fez, porque regressou à equipa a tempo de fazer uma 2ª volta em cheio, na qual os seus golos foram decisivos para a conquista do Bi-Campeonato.
Naquela que foi a sua melhor época no FC Porto, Adriano marcou 11 golos em 18 jogos realizados.
Jogos a titular: 15
Jogos completos: 10
Tempo jogado total: 1410 minutos
Tempo jogado médio por jogo: 78 minutos
Apesar do seu desempenho dentro das quatro linhas, Adriano parece nunca ter convencido Jesualdo Ferreira. Assim, logo no arranque da época 2007/08, e após as contratações de Edgar (“roubado” ao SLB) e de Ernesto Farias, viu-se que o espaço de Adriano tinha diminuído e praticamente desapareceu com a aposta (de sucesso) de colocar Lisandro a ponta-de-lança.
Deste modo, não surpreendeu que em Dezembro de 2007 se tenha voltado a falar na sua saída, mas o jogador, talvez esperançado numa 2ª volta ao nível da época anterior, voltou a recusar. Isso não veio a acontecer e durante a época passada Adriano teve poucas oportunidades (a primeira alternativa ou complemento a Lisandro foi sempre Farias) e as que teve traduziram-se em meia-dúzia de minutos em alguns jogos.
Logo no arranque desta época, ficou a saber-se que Adriano não fazia parte do plantel do FC Porto. O jogador foi dispensado e não esteve presente na apresentação da equipa, não lhe tendo sido igualmente atribuído número de camisola.
Apesar de saber que não entrava nos planos de Jesualdo Ferreira para a nova temporada, Adriano reafirmou, em declarações a A BOLA, que não pensava noutro futuro para além da permanência no FC Porto.
No dia 6 de Agosto, após as hipóteses de saída não se terem concretizado, Adriano participou no treino da equipa. Aparentemente, estava no ar a possibilidade de fazer parte do plantel, até porque, em ocasiões anteriores, já tinha sido dado como dispensado e posteriormente reintegrado. Contudo, no início deste mês, os jornais noticiaram que Adriano estava a treinar à parte do plantel.
Sinceramente, tenho pena que a ligação de Adriano ao FC Porto esteja nestes moldes e termine (tudo o indica) com o jogador a treinar sozinho e, mais dia menos dia, a sair em conflito com o clube. Pelo seu passado e por aquilo que já deu ao FC Porto, acho que o Adriano não merece este tipo de tratamento.
No último ano e meio a FCP SAD contratou quatro pontas-de-lança: Renteria, Edgar, Farias e Hulk (não estou a incluir nestas contas Rui Pedro e Rabiola). Os dois primeiros nem sequer “aqueceram o lugar”, rapidamente se percebeu que não serviam e foram emprestados para “rodar”. Quanto a Farias e Hulk, jogadores que custaram largos milhões de euros, só espero que um dia venham a ter um rendimento igual ao que Adriano teve nas épocas 2005/06 e 2006/07.
Nome Completo: Adriano Vieira Louzada
Data de Nascimento: 03/01/1979 (29 anos)
Altura: 1,81m
1999: Portuguesa dos Desportos, 5 jogos, 0 golo
2000: Palmeiras, 12 J, 2 G
2001: Vitória da Bahia, 17 J, 3 G
2002/03: Nacional, 29 J, 16 G
2003/04: Nacional, 29 J, 19 G
2004/05: Nacional, 31 J, 8 G
2005: Cruzeiro, 11 J, 2 G
2005/06: FC Porto, 15 J, 7 G
2006/07: FC Porto, 18 J, 11 G
2007/08: FC Porto, 16 J, 1 G
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
A duas semanas do 1º jogo oficial, que sectores precisam de ser reforçados?

A maioria dos votantes nesta sondagem consideram que o sector que mais precisa de ser reforçada é o de "Defesas laterais" com 41 votos (37%).
O "Meio campo defensivo" foi o segundo sector mais votado com 30% dos votos (33). Muito próximos nas escolhas dos participantes desta sondagem, ficaram as opções "Pontas de lança" e "Meio campo ofensivo" com 22% (24) e 21% (23) dos votos respectivamente. No outro extremo a nível de resultados ficaram os "Defesas centrais" e os "Guarda-redes" com apenas 5 (4%) e 3 (2%) votos.
sábado, 21 de junho de 2008
Análise do plantel 2007/2008: Avançados
| | CP | LC | TP | TL | ST | LI |
| Lisandro Lopez | 27 | 08 | 03 | 00 | 01 | 00 |
| Farías | 16 | 03 | 04 | 01 | 00 | 03 |
| Adriano | 16 | 01 | 03 | 01 | 01 | 04 |
O FC Porto joga num sistema que contempla apenas o uso de um avançado, e em situações excepcionais dois. A escolha principal do treinador, depois de ter estado afastado por lesão nas duas primeiras jornadas, foi Lisandro Lopez. Depois de ultrapassarem algumas lesões (e um período de adaptação no caso de Farías), Adriano e Farías foram utilizados excepcionalmente a titular, tendo a grande maioria das vezes entrado para substituir um companheiro.
Lisandro é um dos chamados "jogador à Porto" que reúne a adoração da grande maioria dos adeptos. A razão da sua popularidade não é relativa aos resultados da sua acção, mas à sua atitude: dá tudo o que tem para dar em campo! Tem um enorme sentido de oportunidade e um “jeito vagabundo” que lhe permite aparecer em todo o lado quando mais é necessário. Recupera bolas, pressiona os adversários, faz assistências e marca golos. Chuta com os dois pés e é um exímio cabeceador. Sendo extraordinário apenas na atitude, Lisandro é um extraordinário jogador por conjugar muitas boas qualidades.
O segundo jogador mais produtivo do FC Porto, depois de Lisandro Lopez foi Ernesto Farías. Sendo um jogador de créditos firmados na Argentina (segundo melhor marcador de sempre em actividade), trouxe consigo uma mala de grandes expectativas. Umas lesões no início da época e em clara adaptação a um diferente futebol europeu retiraram-lhe algumas oportunidades de lutar pela titularidade. Do que se pode ver, chamaram à atenção o bom posicionamento, o bom jogo de cabeça e o forte remate com os dois pés. Num esquema de dois avançados (com Lisandro por exemplo) parece ter potencial para render mais.
Nas duas temporadas anteriores Adriano tinha sido um jogador de grande importância, apesar de só parecer render (golos) nas segundas voltas. Esta época eclipsou-se! Apesar de fazer praticamente tantos jogos como Farías, mostrou ter um rendimento claramente inferior. Parece ser neste momento a terceira opção para o eixo do ataque.
Com as saídas de Postiga e Edgar, a frente de ataque passa a contar apenas com os três jogadores acima referidos mais o jovem Rabiola (a quem pouco se viu, e vai começar a próxima época lesionado). Se o treinador mantiver a equipa a jogar num 4-3-3 este grupo parece suficiente, mas parece curto para jogar uma época inteira em 4-4-2.
Deste modo, dependendo das ideias do treinador para a próxima temporada, pode ser importante contratar mais um jogador para o ataque.




