
09/03/2008, FC Porto x Academica: Cosme expulsa Mariano com um vermelho directo
Após a derrota do SLB em casa perante os seus "amigos" de Guimarães, o FC Porto recebia a Naval e tinha hipóteses de aumentar a vantagem para o 2º classificado.
Embora o favoritismo fosse dos dragões, convém não esquecer que o FC Porto tinha efectuado um jogo intenso a meio da semana para a Liga dos Campeões e não podia contar com aquele que tem sido o maior desequilibrador do seu ataque – Hulk. Além disso, a última derrota dos portistas tinha sido precisamente frente à Naval e nos últimos cinco jogos no Dragão tinha vencido apenas um, contra o Rio Ave, com o(s) golo(s) da vitória a serem obtidos nos últimos minutos.
Por tudo isto, era muito importante que o FC Porto entrasse bem no desafio e conseguisse marcar cedo, sob pena da intranquilidade e nervosismo tomar conta de equipa e tudo se complicar. Ora, é precisamente aqui que entra em jogo, e de que maneira, o árbitro Cosme Machado, o qual, na primeira meia-hora e com o resultado ainda em branco, não assinalou dois penalties a favor dos dragões.

O primeiro é claríssimo e foi logo aos 9', quando o guarda-redes da Naval saiu aos pés de Lisandro e, sem jogar a bola, derrubou o avançado do FC Porto ostensivamente. Para além do penálti que ficou por assinalar, o árbitro bracarense deveria também ter mostrado o vermelho a Peiser, porque impediu uma clara oportunidade para obter golo.
O segundo penálti que ficou por assinalar foi aos 28' quando, após uma rotação de Lisandro, Paulão o agarrou pelo ombro direito. Como se não bastasse o penálti que não assinalou, Cosme ainda por cima mostrou o cartão amarelo a Lisandro, o que o irá impedir de jogar na próxima jornada na difícil deslocação a Guimarães.

Estes dois lances não deixaram qualquer dúvida aos ex-árbitros que constituem o painel do 'Tribunal de O JOGO', que também são unânimes na apreciação a um terceiro penálti que ficou por assinalar, por falta de Dudu sobre Cissokho (90'+2), num lance em que a falta é iniciada fora mas termina bem dentro da área da Naval.
Aliás, os lances dos dois primeiros penalties (não assinalados) foram também apreciados por Rui Santos no 'Tempo Extra', o qual não teve dúvidas sobre os erros da arbitragem em claro prejuízo do FC Porto.

Em resumo, três penalties a favor do FC Porto não assinalados, uma expulsão perdoada ao guarda-redes da Naval (equipa que deveria ter ficado a jogar com menos um logo aos 9 minutos de jogo) e Lisandro excluído da difícil deslocação a Guimarães.
Brilhante desempenho do "Colina português"!
Qual será a pontuação que este “predestinado” do apito irá ter?
Quantos jogos irá para a "jarra"?
Aguardemos as decisões do senhor Vitor Pereira...
E como é que a comunicação social viu estes lances?
Bem, nós (portistas) estamos habituados a que as decisões da arbitragem que prejudicam o FC Porto sejam completamente branqueadas (viram as capas dos jornais desportivos de hoje?), mas o que se passou no 'Domingo Desportivo' de ontem à noite raia o inacreditável.

Tudo começou na selecção dos lances que Carlos Daniel colocou à apreciação dos dois especialistas residentes – Cruz dos Santos (um histórico de A BOLA) e Paulo Paraty (o árbitro preferido de Luis Filipe Vieira, conforme ficou demonstrado nas escutas).
Dizendo que havia vários lances polémicos nas áreas, principalmente na da Naval (viu algum na do FC Porto?), dos três possíveis penalties que ficaram por assinalar, Carlos Daniel escolheu apenas o segundo (o menos visível dos três), a que juntou um segundo lance, correspondente a um corte na queima de um jogador da Naval sobre Lisandro à entrada da área figueirense.
Podia-se pensar que a escolha de apenas dois lances tinha sido por limitações de tempo, mas o mesmo Carlos Daniel seleccionou três lances para apreciação no jogo do SLB e quatro no do Sporting...
Relativamente ao lance em que Paulão agarrou Lisandro pelo ombro direito, a introdução de Carlos Daniel é notável. Segundo ele, mais do que discutir se era penálti, importava avaliar se o amarelo mostrado ao Lisandro se justificava ou não (como se uma coisa não decorresse da outra). Os três lá chegaram à conclusão que sim senhor, o amarelo tinha sido exagerado…

Para encerrar o assunto, Carlos Daniel termina dizendo qualquer coisa como "a arbitragem de Cosme Machado sai, então, ilibada".
Ilibada?!! Tenho de ir a um otorrinolaringologista, porque devo andar a ouvir mal.
O mais incrível disto tudo é o benfiquista mais conhecido de Paredes, que veste a pele de jornalista pseudo isento, ter conseguido não ver aquilo que até o António Rola viu: 3 (três!) penalties a favor do FC Porto que ficaram por assinalar.
Por menos, muito menos do que isto, encheram-se primeiras páginas de jornais com palavras eloquentes como “Escândalo” ou “Roubo”.
O Carlos Daniel já tinha dado mostras da sua “isenção” na forma como moderava o ‘Trio de Ataque’, mas desde que se transferiu para pivot do ‘Domingo Desportivo’ tem sido um festival. A forma habilidosa, para não dizer manhosa, como selecciona os lances polémicos e, inclusivamente, orienta os comentários dos dois elementos acima referidos é já uma imagem de marca.
Perante tudo isto – nomeações cirúrgicas, arbitragens escandalosas e manipulação da comunicação social, incluindo a pública – o que fez, ou disse, a SAD portista?
É caso para dizer: Co(s)me e cala!
Fotos: Maisfutebol