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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Auto-golos para o SLB


A arbitragem portuguesa esteve debaixo de fogo nas 2 últimas épocas, desde que se soube do seu total controlo pelo SLB. Expressões como "vamos dar-lhe cabo da nota" passaram a ser do conhecimento de todos na forma como o presidente do SLB resolvia os problemas dos árbitros que não beneficiavam o seu clube. Ou pelo menos não beneficiavam da forma como LFV achava que merecia.

Além da introdução do VAR (video-árbitro) pouco mudou: os incompetentes continuam a apitar e os apaniguados do regime benfiquista não foram afastados.

Surgiram ainda testemunhos gravíssimos de três jogadores do Rio Ave que garantem ter sido abordados pelo SLB em 2016 para perderem. Os casos permanecem sob investigação, e sem acusação à vista. Quando ela surgir, muito provavelmente vão ser acusados todos exceto o SLB, como é costume.

E é a partir de eventos muito nebulosos que surge uma curiosidade estatística interessante na Liga: em 2 de 5 jornadas já disputadas, o SLB beneficiou de autogolos de jogadores adversários. Os autogolos representam nesta data 23% do total de golos do SLB.

4ª Jornada Braga x Benfica, 0-4 Dois autogolos de jogadores do Braga: Bruno Viana (51') e Ricardo Esgaio (73')

5ª Jornada Benfica x Gil Vicente, 2-0 Um autogolo do Gil Vicente: Ygor Nogueira (45')
(este Ygor já tinha provocado um penalty aos 10', que acabou por ser defendido pelo guarda-redes gilista...)

Três jogadores a seguir atentamente durante a presente e as próximas temporadas.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Ineficácia?

Eficácia, tão somente. É o que aparentemente nos falta, apesar de, entre todas as oportunidades ontem esbanjadas, o único lance em que os nossos jogadores poderiam ter feito melhor seja, talvez, naquele chapéu demasiado alto de Marega. Em todos os outros casos, existiu mais mérito da defesa do que, propriamente, demérito nosso.

Supostamente o que nos falta em eficácia, tem o slb de sobra. Será mesmo assim? Basta recordar o golo deles em Guimarães há duas semanas. Aquilo não foi eficácia mas sim, e no mínimo, facilitismo dos defesas adversários. Idem para o jogo deles em Alvalade. Mas aquele scp de ontem tem alguma coisa a ver com o scp de há uma semana na Taça da Liga?

E em relação ao Braga? As equipas adversárias jogam com igual empenho como contra o FCP? Fica, também, a dúvida. O Braga não parece ter a qualidade individual para resolver, semana sim, semana sim, o tipo de dificuldades que todas as equipas sempre colocam ao FCP.

O FCP fez ontem a sua melhor exibição, no Afonso Henriques, desde pelo menos aqueles 5-0 do tempo do Mangala. Isto em termos de produção futebolística pura.
Em 2010/11, por exemplo, aquando da nossa última super-equipa, o FCP nem metade das oportunidades criou em relação às de ontem.
Desengane-se quem achar que se pode fazer muito mais e melhor do que aquilo que ontem produzimos. Dentro das nossas actuais possibilidades, temos vindo a apresentar uma louvável qualidade. Acima de qualquer adversário nacional. Sem factores estranhos, chegaria e sobraria.
Aliás, a pior coisa que agora nos poderia acontecer seria a equipa técnica e os jogadores começarem a desconfiar de si mesmos e acharem que há algo de errado. Não, o caminho é este mesmo. Tirando um ou outro pormenor possível de ser melhorado, as coisas estão certas, em termos gerais, na nossa forma de abordar os jogos.

Infelizmente, porém, este actual campeonato pode muito bem ser decidido por aspectos sobre as quais não temos qualquer controlo.
O que podemos nós fazer se um Boavista passa do 80 (contra o FCP) para o 8 (contra o slb)?
Certo que ninguém pode estar a 100% em todos os jogos e que existem muitas variáveis que ditam um resultado de uma partida de futebol, mas digam-me lá se aquele Renan, que defendia tudo na Taça da Liga (e em Alvalade para o campeonato), é o mesmo que, ontem, até no penalty conseguiu dar um frango?

Resta-nos, pois, esperar (sentados, certamente) que as outras equipas quando defrontam os nossos rivais mais directos, tenham um comportamento minimamente aproximado, em termos profissionais, daquele que em toda e qualquer semana exibem contra o FCP.

P.S.: E qual tal aquele fora-de-jogo “por centímetros” do Pepe no nosso golo anulado? Então a "jurisprudência" não tinha deliberado ser, desde as meias-finais de Taça da Liga, um escândalo nacional anular tais lances, independentemente das linhas desenhadas no ecrã pela SporTV? O que mudou em apenas semana e meia? Dois lances semelhantes. Um deles deu discussão para 5 dias, o outro (o de ontem) morreu ao fim de 5 segundos. Fora de jogo ao Pepe e não se fala mais no assunto.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Ainda há quem não conheça o nosso equipamento principal

...e, talvez por isso mesmo, e reeditando tempos já julgados ultrapassados e erradicados para todo o sempre, estranhamente o nosso clube apresentou-se hoje em Alvalade com o equipamento alternativo. Por que razão? Ninguém saberá ao certo. Para vender camisolas? Mas afinal é o departamento de marketing quem mais manda dentro do FCP?
Um desrespeito completo pelo adversário e principalmente pela nossa própria história.



Da última vez que tínhamos feito esta mesma gracinha saímos derrotados deste mesmo estádio, hoje demos "apenas" por terminado a maior série de vitórias consecutivas de sempre em Portugal.

Em comparação com estes dois aspectos, o jogo em si mesmo quase que é secundário.
Os jogos recentes, em Lisboa, contra este adversário são praticamente cópias uns dos outros: um FCP que se deixa adormecer por um scp sempre abaixo do que se espera e a quem o empate parece não desagradar. Mesmo quando, como acontecia hoje, a desvantagem pontual tornava obrigatória uma vitória ou, pelo menos um futebol mais virado para a frente.
O nosso clube, e já lá vão 11 épocas, deixa-se levar neste enredo sonolento, e os jogos são quase sempre desinteressantes e muito raramente ficam na memória.

A equipa não esteve mal defensivamente mas, tal como na Luz, pouco fez em termos atacantes.
Soares poderia ter decidido mas também Bas Dost não marcou num daqueles lances que raramente falha. Na verdade, tal como Keizer, Sérgio Conceição parecia, no fundo, contente com um empate. Por que outra razão optaria, em primeiro lugar, por um desadaptado Fernando em vez do um Hernâni em muito melhor forma?

Olhando para o conjunto da primeira volta que agora termina, o balanço é, porém, bem positivo.
A nossa actual diferença pontual para os rivais representa uma almofada já com algum significado. Temos é que nos manter em alerta para o futuro e deixarmo-nos destes azuis-"cinzentos" da camisola desta tarde.

sábado, 11 de agosto de 2018

De volta à linha de partida

O FC Porto inicia hoje mais uma participação no campeonato nacional. Ao contrário dos últimos anos, parte de uma posição mais confortável que os demais concorrentes: é o campeão em título (e já amealhou mais um troféu). Mas este "conforto" pode não configurar uma vantagem. Há um ano atrás, tínhamos um treinador novo (e sem certezas sobre a sua capacidade); uma equipa sem contratações  de relevo por causa do fair-play financeiro da UEFA - apenas um guarda-redes (inútil) - e um par de pretensos reforços na figura de jogadores regressados de empréstimos. Estavamos longe de ser vistos como favoritos. No entanto, dispondo de uma garra que há muito não se via, e com a felicidade de os "emprestados" se revelarem verdadeiros reforços, conquistamos o título de forma justa e inequívoca.


Alguns meses passados desde essa conquista, encontramo-nos porém, e contra (todas?) as expectativas, numa posição idêntica há de um ano atrás, quiçá ainda mais frágil. Perderam-se dois jogadores titularíssimos e importantes na conquista do título - Marcano e Ricardo - com as suas saídas a serem colmatadas com jogadores novos (e sem garantia de que estarão à altura do desafio, como é natural); perdeu-se também o factor surpresa e como campeões, somos o alvo a abater (mais do que o habitual); não há grande possibilidade de os jogadores regressados de empréstimo, virem a ter semelhante impacto a aquele que tiveram na época passada. Em paralelo com a época passada, perderam-se também jovens promessas, que poderiam trazer sangue novo e aumentar o leque de opções.


Neste aquecimento antes do tiro de partida, Marega está na ordem do dia. Sobre ele, há que dizer que, sem que ninguém o esperasse, se revelou (para mim) o jogador-chave para a vitória no campeonato. Nos últimos anos, é nos jogos contra as equipas "pequenas" mais do que nos jogos contra os "grandes" que se decide o título, e foi precisamente nos primeiros que o Marega brilhou. É um jogador que soube conquistar a admiração dos adeptos, e pessoalmente gostaria que ficasse. No entanto, o valor acima do qual a sua transferência é "obrigatória", é discutível, mas tranferi-lo por 30 milhões, não é um mau negócio... se a sua "rendição" estivesse acautelada. E não foi. Neste momento o Porto, de novo sem contratações de relevo, arrisca-se a ter nas suas fileiras um jogador desmotivado (ou um nada menos empenhado, o que para alguém com conhecidas debilidades, não é coisa pouca), porque não tem quem o substitua.


Ninguém estava à espera de facilidades, mas as adversidades são mais que muitas, e incluem até lesões - Soares está novamente lesionado no início da campanha; Mbemba já tem mais tempo de "estaleiro" do que de treino. Talvez a pressão de ser campeão seja melhor (e menor) do que a de não ganhar há vários anos, mas não há certezas sobre isso. Sérgio Conceição já tem o seu nome inscrito na história do Porto, quanto mais não seja, por ter sido campeão nas condições mais adversas de que há memória. Como "encore", o desafio que se lhe apresenta, é repetir o feito em condições ainda mais difíceis.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Nada de novo à 4ª Jornada...


Nada de novo. Em Vila do Conde o Benfica empatou um jogo que devia ter perdido. O árbitro Hugo Miguel conseguiu ver uma falta na área vilacondense sobre o 'piscineiro' Jonas, e apressadamente marcou penalty que o mesmo converteu. Um lance que ocorreu nos minutos seguintes ao golo do Rio Ave. Foi este mesmo Hugo Miguel que na época passada não conseguiu ver dois penalties a favor do FC Porto no jogo em Braga por agarrão claro a Felipe e por falta sobre Otávio. Neste jogo em Vila do Conde, Hugo Miguel foi ainda hábil ao ponto de perdoar as expulsões a Pizzi, que pontapeou um adversário aos 74' nas suas barbas (!) e a Eliseu, que continuou a colecionar agressões impunemente num jogo que nem sequer deveria ter disputado (alô, Comissão de Disciplina ?!). Continua a valer tudo quando se trata de jogadores benfiquistas.


Apesar das denúncias públicas recorrentes de Francisco J. Marques sobre o esquema de tráfico de influências, coação e corrupção montado pelo Benfica, os árbitros continuam a atuar como se a população ainda não soubesse do que se passa por trás da cortina. Não ganharam vergonha.

Na ressaca do jogo o Benfica ainda teve a distinta lata de acusar FC Porto e Sporting de criarem "clima de grave coação e intimidação".


Às claques "de adeptos organizados" do Benfica foi permitido que saíssem do Estádio dos Arcos ao mesmo tempo que os adeptos da casa. A responsabilidade foi do esquema de segurança (ou da ausência dele) montado pela PSP. Houve agressões graves a adeptos do Rio Ave, tendo o clube de Vila do Conde reagido oficialmente em Comunicado. Ninguém foi/será responsabilizado. Ao Benfica continua a ser permitido algo que a nenhum outro clube é permitido: ter uma claque não registada, portanto ilegal, e ainda lhe conceder apoios financeiros e logísticos. Os seus membros continuam a espalhar o terror pelos estádios do país. O Ministério Público e a Polícia, designadamente a PJ e a PSP, sabem mas nada fazem para resolver o problema. Serão co-responsáveis morais por acidentes graves que eventualmente venham a ocorrer. O outro responsável moral será o Benfica na pessoa do seu presidente Luis Filipe Vieira, que publicamente negou o óbvio com a maior desfaçatez.

Foto: OJOGO (Fábio Poço/Global Imagens)

Por outro lado, a casa do FC Porto de Famalicão foi vandalizada com o arremesso de tochas e garrafas, tendo provocado ferimentos ligeiros a alguns adeptos que se encontravam na esplanada. Por anónimos ou por membros de "grupos organizados de adeptos", não se sabe. Mas não será difícil adivinhar.

No jogo em Braga o árbitro Carlos Xistra ainda deu um ar da sua graça. Só na primeira parte perduou 3 cartões amarelos a jogadores do SC Braga. Na segunda parte, menos mal, ou melhor, com maior equidade no juízo disciplinar, não significando isto que tenha estado propriamente bem. Duas entradas perigosas, uma para cada equipa, poderiam ter visto o vermelho direto.

Não bastará, assim, a denúncia pública do Diretor de Comunicação do FC Porto e das várias páginas portistas com maior audiência nas redes sociais. É necessário ser o Clube, através de elementos da sua Direção, a fazer a denúncia e a exigir alterações profundas na organização da Liga, da Arbitragem e da FPF. É à Direção do FC Porto que cabe liderar um movimento de mudança nas principais estruturas do futebol português. Caso contrário tudo continuará igual e será outro ano de muita indignação e nenhuma ação.
   

terça-feira, 2 de maio de 2017

La Piovra | A lei da rolha

Numa entrevista publicada no jornal Record, no dia 1 de Maio, a diretora-executiva da Liga, Sónia Carneiro, falando sobre propostas de alteração ao Regulamento Disciplinar, deixou o aviso:
No futuro (já na próxima época), as críticas aos árbitros podem custar aos clubes 3 pontos.

Capa do Record de 01-05-2017

Por que razão é que a Liga, agora, quer penalizar (com subtração de pontos!!) as críticas aos árbitros?

Porque, segundo parece, o SLB está muito incomodado com as críticas que são feitas ao “trabalho exemplar” do atual lote de árbitros.

Capa de A BOLA de 01-05-2017

Ou seja, o clube do colinho, o clube dos vouchers, o clube que mais beneficiado tem sido, quer implementar uma medida para calar os clubes que são roubados… perdão, prejudicados por "arbitragens infelizes" dos senhores associados da APAF, semana sim, semana sim.


Longe vão os tempos em que o SLB, mesmo sem razão, dizia isto (e a FPF/Liga metia o rabinho entre as pernas):

Jorge Jesus e os árbitros


João Gabriel e os árbitros

No ano em que o departamento de comunicação do FC Porto começou a chamar os bois pelos nomes, querem calá-lo (calar-nos).

Como é óbvio, espero que a Direção do FC Porto reaja e reaja de forma dura a esta ameaça, a esta tentativa canhestra de nos imporem a lei da rolha. Uma tentativa típica de ditaduras acossadas (viva a Liga Salazar!), de quem já não tem outros argumentos (contra factos...) para contrariar as verdades que são ditas.

Era mesmo só o que faltava. Continuarmos a ser gamados todas as semanas e nem sequer poder abrir a boca para criticar suas excelências, os árbitros-vouchers e esta nova geração de internacionais proveta.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Competições em Portugal estão viciadas

Ainda relativamente ao jogo SC Braga x FC Porto, os painéis de análise compostos por ex-árbitros dos 3 jornais desportivos diários são unânimes: a arbitragem de Hugo Miguel do último Sábado foi "desastrosa".

capa ABOLA

capa OJOGO 

capa Record

Mas não é tudo. Aos 88 minutos o árbitro expulsou Brahimi, que se encontrava no banco de suplentes depois de ter sido substituído por Otávio. A expulsão aconteceu a pedido do 4º árbitro, Tiago Antunes, que por auricular avisou Hugo Miguel que deveria mostrar o cartão vermelho ao jogador argelino por "gestos ameaçadores ou reveladores de indignidade". De acordo com o relatório do árbitro: "(...) o jogador dirigiu-se ao quarto árbitro a gritar palavras de forma brusca e agressiva, tendo encostado a sua face à face daquele".

Portanto, gritar palavras (imperceptíveis) de forma brusca e agressiva, encostando a face à face de uma elemento da equipa de arbitragem dá lugar a suspensão de 2 jogos? Não sabia...


O argumentário utilizado pelo CD não poderia ser mais indicador da parcialidade deste órgão. Tratam-se de situações que acontecem em vários jogos mas que, em função do Clube em causa, merecem análises diferentes. Os árbitros decidem de uma forma se se tratar do Benfica e de outra se se tratar do FC Porto, o que causa distorções significativas no desfecho dos jogos. Depois da eliminação do FC Porto da Taça de Portugal com uma arbitragem de João Capela que teve influencia no resultado, temos assistido a uma dualidade de critérios gritante e inaceitável no Campeonato. As competições em Portugal estão viciadas. E sempre a favorecer o mesmo clube.
   

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Um dragão sem chama... 9 anos depois

O 'Reflexão Portista' foi criado no início de 2008.
Poucos meses depois, publiquei um artigo a que chamei 'Um dragão sem chama'.
Quase nove anos depois, ao reler esse artigo, decidi voltar a publicá-lo sem alterar rigorosamente nada.
E porquê?
Leiam-no (a seguir) e vejam se muito daquilo que escrevi há nove anos atrás não é perfeitamente atual.

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9 de Maio, 20h00, abertura dos telejornais.
Os três canais – RTP1, SIC e TVI – estão em directo do auditório do Piso 3 do Estádio do Dragão (bancada poente), para transmitirem a reacção de Pinto da Costa e da Administração da F.C. Porto – Futebol, SAD aos processos disciplinares instaurados pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional.
A expectativa é grande e milhões de portugueses estão de olhos nas televisões, particularmente os portistas.


20h03, Pinto da Costa inicia a conferência de imprensa:
«Senhores jornalistas, o FC Porto foi hoje notificado, às 15h50, das decisões da Comissão Disciplinar (CD) da Liga, sobre o denominado processo ‘Apito final’.
Em primeiro lugar, deploramos o facto desta notificação oficial ter sido antecedida, em quase dois dias, por uma divulgação oficiosa num órgão de comunicação social do grupo Cofina. Se nada podemos fazer para impedir a promiscuidade evidente entre a equipa especial da Dr.ª Maria José Morgado, a PJ e o ‘Correio da Manhã’, a qual tem servido para alimentar dezenas de capas desse jornal, o mesmo não se passa em relação à Liga de Clubes, da qual o FC Porto é um dos membros.
Por isso, e desde já, exigimos ao presidente da Liga de Clubes a abertura de um inquérito, para apurar quem, dentro do CD da Liga, são os informadores, ou agentes infiltrados, do ‘Correio da Manhã’.

Dito isto, queremos dizer a todos os portugueses e, particularmente, aos milhões de adeptos portistas espalhados por todo o Mundo, que o FC Porto considera esta decisão aberrante e irresponsável, sem qualquer tipo de sustentação nos factos ocorridos, a não ser nas declarações da dona Carolina Salgado. Aliás, recordamos, mais uma vez, que no âmbito do processo ‘Apito Dourado’ estes inquéritos tinham sido arquivados e apenas foram reabertos na sequência da publicação do livro escrito a meias entre a dona Carolina e a dona Leonor Pinhão.

Esta decisão da CD da Liga veio, de algum modo, dar razão ao presidente do Benfica, quando afirmou que era mais importante ter pessoas na Liga do que contratar bons jogadores. De facto, se Carolina Salgado tem sido a ponta-de-lança do Ministério Público, o Dr. Ricardo Costa mostrou ser um fantasista, quiçá com capacidades inatas para substituir outro Costa, o Rui Costa, como distribuidor de jogo dos encarnados.

Ora, quer a FCP SAD, quer o seu presidente, não aceitam esta punição ditada em tons de encarnado e irão, solidariamente, recorrer até às últimas instâncias em que tal for possível, ao nível desportivo e civil, para que seja feita justiça e para verem ressarcidos a sua honra e bom nome.


Relativamente à eventualidade de nos serem retirados 6 pontos e às declarações feitas esta tarde, pelo presidente da CD da Liga, de que se o regulamento da Comissão Disciplinar não exigisse o que exige, os clubes que hoje perdem pontos seriam punidos com descida de divisão, quero desafiar o Dr. Ricardo Costa a propor essa alteração ao regulamento e que, já agora, a mesma tenha efeito retroactivos. Tenho a certeza que esta sua iniciativa terá todo o apoio do presidente do seu clube, bem como, da comunicação social que o Dr. Ricardo Costa usa como instrumento para se auto-elogiar e pavonear.


Em função de tudo isto, a Administração da F. C. Porto – Futebol, SAD informa que tomou as seguintes decisões:

a) Até que sejam encontrados e punidos os informadores do 'Correio da Manhã' existentes no CD da Liga, o FC Porto corta relações com todos os órgãos sociais desta Liga de Clubes, mantendo apenas os contactos mínimos institucionais a que seja obrigado.

b) O FC Porto considera persona non grata todos os elementos dos órgãos sociais desta Liga, os quais não são bem vindos nos jogos disputados no estádio do Dragão. Contudo, como os regulamentos prevêem que os mesmos tenham lugares reservados no camarote presidencial, avisamos que nenhum dirigente da FCP SAD os receberá, nem ocupará lugares nesse camarote ao seu lado.

c) O FC Porto irá solicitar reuniões à UEFA e à FIFA, de modo a expor as suas razões sobre este assunto. Nessas mesmas reuniões irá apresentar um conjunto de documentação e vídeos sobre casos do futebol português, com ênfase para os escândalos que ocorreram na época 2004/05 e que passaram impunes.

d) Se os tribunais civis derem razão ao FC Porto, conforme esperamos e estamos convictos, o FC Porto irá exigir a demissão dos elementos que constituem o CD da Liga e a convocação de eleições antecipadas para este órgão da Liga.

e) Se os tribunais civis derem razão ao FC Porto, conforme esperamos e estamos convictos, o FC Porto irá exigir uma indemnização à Liga de Clubes, pelos prejuízos causados à sua honra e bom nome.

f) O FC Porto avisa os patrocinadores e canais televisivos detentores dos direitos da Taça da Liga, que na próxima época irá apresentar uma equipa de recurso nos jogos que tiver de disputar nesta competição e apela aos seus adeptos para boicotarem os jogos, deixando as bancadas vazias.

Muito obrigado pela vossa presença.
Viva o FC Porto! Viva o Porto! Viva Portugal!»

Era uma conferência de imprensa deste género que eu estava à espera.

Em vez disso, ouvimos o presidente do FC Porto afirmar:
«O FC Porto vai ter subtraídos seis pontos aos muitos que já ganhou este ano. (...) Não vamos, no que diz respeito ao FC Porto, recorrer da perda desses seis pontos. Nem precisarei de dizer porquê e, naturalmente, também não precisarei de dizer qual a razão (...) não recorremos e vamos passar a ter apenas 14 e 15 pontos de avanço. Mas a honra do FC Porto ficará salvaguardada, porque eu, pessoalmente, como presidente e como cidadão, vou recorrer, na segunda-feira, para o Conselho de Justiça. Esperamos, através desse recurso, que a verdade seja reposta e possamos mostrar que não existe qualquer razão para o FC Porto ser penalizado.»


Numa altura em que o FC Porto enfrenta uma poderosa coligação de interesses, formada por parte do Ministério Público e da PJ, clubes da 2ª circular e comunicação social, os sócios e adeptos do FC Porto estavam à espera de uma reacção enérgica, dura, sem contemplações e sem medo de eventuais sanções. Estávamos à espera de um Pinto da Costa que chamasse os “bois pelos nomes”, que desmascarasse esta teia encarnada que foi montada na “capital do Império” para atacar, denegrir e humilhar o FC Porto.
Mais do que nunca era preciso dar um murro na mesa, olhar essa gente olhos nos olhos e dizer-lhes que não temos medo e se querem guerra tê-la-ão. Dentro e fora das quatro linhas.

Em vez disso vimos um homem sem chama, sem o fulgor de outros tempos, quase resignado. Um velho leão cansado, que preferiu o calculismo de uma derrota com poucos feridas, ao risco de uma batalha pela justiça e verdade que sempre clamou e em que nós acreditamos.

Este não é o Pinto de Costa que, ao lado do saudoso José Maria Pedroto, não teve medo de enfrentar e derrotar os poderes instalados que estavam a sul.
Este não é o Pinto da Costa, que enfrentou e derrotou um presidente da FPF, o sportinguista Silva Resende, quando este ameaçou mandar o FC Porto para a 2ª divisão a propósito da marcação de uma final da Taça de Portugal.
Este não é o Pinto da Costa que enfrentou e derrotou um ministro das finanças de Cavaco Silva (Catroga), aquando da penhora da retrete do estádio das Antas.
Este não é o Pinto de Costa que eu e milhões de portistas aprendemos a admirar ao longo das últimas três décadas.


Não me revejo neste Pinto da Costa e menos ainda na gente que o rodeia.

P.S. De acordo com o jornal O JOGO, mal terminou a conferência de Imprensa, Pinto da Costa foi para a Casa das Artes de Famalicão, ao Festival Internacional de Música de Câmara Stellenbosch, tendo jantado com o maestro Vitorino d'Almeida. Ainda bem que depois de um dia negro para a honra e orgulho dos portistas o presidente do FC Porto tem disposição para ir ouvir música...

sábado, 3 de dezembro de 2016

Do fundo do baú...

Hoje não há muito a apontar. Se jogássemos sempre assim, tal como também contra o slb durante grande parte dessa partida, ganharíamos à vontade a actual edição da Liga portuguesa.
Não teríamos problemas pois, pelo menos até ao momento, ninguém se aproximou deste patamar de qualidade. Que pena que não o façamos muitas mais vezes...


Já estávamos quase a entrar no campo do sobrenatural (dado o número esmagador de lances de golo feito) quando, ao minuto 95, Rui Pedro deu a vitória justíssima ao nosso clube. Vitória essa que só peca por escassa.

Sim, nem Aboubakar, nem Bueno, nem Marega, nem Suk, nem Gonçalo Paciência, nem Adrián López, nem Depoitre e nem sequer André Silva: foi um júnior quem nos salvou. O último de todas estas opções atacantes que passaram pelas mãos de NES desde que este aqui chegou.

Foram oportunidades em cima de oportunidades, defesas inacreditáveis atrás de outras impossíveis, num jogo de raça e crer até, literalmente, ao último minuto. Sim, como contra o nosso maior rival, foi um jogo "com a alma que Pedroto ensinou". E quando assim é, os falhanços escandalosos de Óliver, Marcano, Maxi e, principalmente, de André Silva passam para segundo plano pois valores mais altos se levantaram.

Que, ao contrário do que sucedeu pós-slb, esta demonstração de força passe efectivamente para os encontros seguintes. Que, por exemplo, a aposta de NES em Brahimi seja mesmo real e para continuar e não apenas uma concessão ao desespero que se sentia no Dragão.

Que bonita e merecida a festa do golo. Não se via nada assim desde o célebre minuto-Kelvin em 2013.
E aquelas lágrimas de Luís Gonçalves podem mesmo ser um sinal de optimismo para um futuro melhor...

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

APAF trata do inquérito aos árbitros

(Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol)

Árbitros garantem que todos os clubes dão lembranças
11 de Novembro de 2015

Os árbitros já responderam às questões colocadas pela Comissão de Inquérito da Liga sobre as alegadas prendas do Benfica. Nestas respostas, a que a TSF teve acesso, os árbitros não confirmam convites para refeições feitos pelo Benfica.

Os 180 árbitros, assistentes e observadores responderam todos da mesma forma. Seguiram uma minuta criada pela APAF (Associação Portuguesa de árbitros de Futebol) e confirmam que o Benfica e outros clubes ofereciam lembranças nos mesmo termos e contextos.

Neste mail de resposta às perguntas da Comissão de Inquérito da Liga, os árbitros nunca usam as expressões "voucher", "refeições", "almoços" ou "jantares". Dizem apenas que, por ser generalizada e circunstancial a entrega de tais ofertas, dependendo às vezes de factos tão concretos como aniversários de clubes, celebrações de feitos desportivos ou evocação de glórias, é impossível recordar ou localizar com precisão se em determinado jogo foi feita essa oferta.

Neste email a que a TSF teve acesso, os juízes explicam ainda que, ao longo da carreira, foi hábito generalizado os clubes oferecerem pequenas lembranças como porta-chaves, galhardetes, cachecóis, livros, camisolas ou produtos regionais como pão, doces e vinhos.

A maioria das vezes estas ofertas foram feitas no final dos jogos, à saída dos balneários e à vista de todos, sendo que nas competições profissionais também os delegados e assistentes da Liga os receberam.

Os 180 árbitros, assistentes e observadores concluem que estas ofertas, de valor irrisório, recebidas por boa educação e cortesia, não afetaram a imparcialidade até porque a entrega era feita no final dos jogos.


(Kit oferecido aos árbitros pelo Benfica. Inclui uma camisola, entradas em museu e vouchers para refeições)

Ou seja, a zelosa APAF fez uma minuta para orientar os árbitros nas respostas ao questionário da Comissão de Inquérito da Liga. E as conclusões são, obviamente, que todos os clubes dão presentes e que estes não diferem na sua natureza. A APAF e os árbitros mentiram porque não confirmam que o Benfica lhes ofereceu vouchers para refeições. É a própria associação dos árbitros que está a tentar desculpar o clube do regime e equiparar as suas acções e atitudes com a dos restantes clubes das competições profissionais. Resta saber se a Liga, enquanto entidade que representa todos os clubes, vai relevar estas respostas ou se finalmente vai tomar uma atitude correcta e independente distinguindo galhardetes e outros adereços simbólicos de almoços, jantares e entradas em museus, que são ofertas de valor pecuniário muito mais significativo.
   

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Os Insondáveis Mistérios e Confusões do Futebol Português



1. Fernando Gomes, agora também referido pelo presidente do seu clube de sempre como Fernando Gomes da Silva (talvez para distinguir do Fernando Gomes da Selva), antigo atleta do F.C. Porto e antigo administrador da SAD do F.C. Porto, tornou-se um alvo de estimação de muitos portistas, com o Presidente à cabeça. Não faço ideia se lhes assiste alguma razão, ou sequer o que os motiva neste jogo de sombras. E isto porque os meandros do poder e da intriga futebolísticas nacionais, além de severamente opacos, pouco me interessam. Mas a verdade é que, até hoje, não vi qualquer explicação concreta para esta "caça ao Nando". Ah, coisa e tal, que se serviu da Liga para chegar à FPF, e desta para chegar à UEFA. A ordem foi essa, de facto, mas já agora digam-me de que modo se serviu. Admito até que o tenha feito, mas, caraças, concretizem!

2. Pedro Proença, ex-árbitro internacional português de magnífico currículo, assumido adepto e sócio do Benfica, acaba de ser eleito presidente da Liga com o apoio dos outros dois grandes e com a oposição do seu clube. Já sabemos que um dia até ficou dentalmente deficiente por via de um ataque de correligionários num centro comercial de Lisboa, mas, que diabo, expliquem-me lá direitinho que mal fez ele ao Benfica para não ter o seu apoio?

3. Luís Duque foi um dos mais eficientes dirigentes do futebol do Sporting desde os anos '60, aventaria eu. Confesso que fiquei satisfeito quando ele de lá se pôs a andar. Entretanto, por motivos que também me ultrapassam, tornou-se persona non grata no seu clube, a pontos de não ter por ele sido apoiado em nenhuma das suas candidaturas à presidência da Liga. Eu dou voltas ao miolo, mas nada disto me faz sentido.

4. No fundo, o mais avisado, se calhar,  é o tipo "eclético", do género daquele fulano que preside à SAD do morto-vivo chamado Boavista F.C. - clube que subiu duas divisões numa só época, sem ter ganho em campo o direito a subir sequer uma. Originalmente conhecido como portista e amigo dos animais, foi funcionário, se a memória me não trai, do F.C. Porto, do Sporting, do Benfica, do Farense e do (falecido?) Imortal de Albufeira, até aterrar naquele antro de vermelhuscos disfarçados junto à Avenida da Boavista. O verdadeiro artista! Só me espanta como ainda não chegou a Presidente da Liga.