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segunda-feira, 17 de março de 2014

Si vis pacem, para bellum


Em declarações feitas hoje à Antena 1, Dias Ferreira, conhecido sportinguista e ex-dirigente do SCP, quando questionado se admitia que a contestação promovida pelo “Movimento Basta”, nas horas que antecederam o Sporting x FC Porto, tenha surtido efeito nas incidências do jogo, respondeu:

Não posso deixar de admitir que sim. Quando as pessoas dizem que basta, os outros têm de ficar alertados. Admito todas as hipóteses. Admito, sobretudo, que não podemos deixar de protestar.

E, para que não ficassem dúvidas, rematou a conversa com a seguinte frase:

Jogámos à Sporting, ganhámos à Porto”.


Portistas, chegou a altura de dizermos BASTA!

Basta deste silêncio ensurdecedor da FC Porto SAD, perante tantos desaforos, insinuações, mentiras, provocações e até insultos.

Basta de inoperância da FC Porto SAD perante tantas manobras de bastidores, cozinhadas nos corredores do poder, e que têm como consequência autênticas ROUBALHEIRAS como as que ocorreram esta época em deslocações do FC Porto à capital - Estoril, Luz e Alvalade.

Sinceramente, não me revejo na postura atual dos dirigentes do Futebol Clube do Porto.

O Futebol Clube do Porto é, por definição, um clube anti-sistema, um clube anti poder central e, por isso, os seus dirigentes não podem ser mansos.

Esta gente da capital quer guerra?
Pois vamos para a guerra (futebolisticamente falando), com todas as armas (desportivas, politico-desportivas e mediáticas) à nossa disposição, dentro e fora dos relvados.

A época 2013/2014 está perdida, mas a próxima só estará se os dirigentes da FC Porto SAD quiserem e nada fizerem.


(*) Si vis pacem, para bellum é um provérbio latino, que pode ser traduzido como: “se queres a paz, prepara-te para a guerra”

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Guilherme, o submisso

1. «A SIC noticiou no seu telejornal das 20 horas que a inscrição de Ricardo Rocha foi irregular, o que acarreteria para o clube [slb] a perda do segundo lugar na SuperLiga e da Taça de Portugal. Segundo a estação de Carnaxide, a inscrição do jogador terá sido efectuada antes do período regulamentarmente previsto e, assim sendo, Ricardo Rocha terá jogado ilegalmente em 2002/2003 e 2003/2004. Refere a SIC que o contrato foi assinado a 15 de Janeiro de 2002 e reconhecido notarialmente três dias depois, o que vai contra o estipulado no artigo 32º dos regulamentos da Liga, que determina que os contratos só podem ser assinados a partir de 1 de Abril. Os regulamentos da Liga determinam que os resultados dos jogos são homologados 30 dias após a sua realização, pelo que os encontros em causa são o Sporting-Benfica, o Benfica-Leiria, referentes às duas últimas jornadas da SuperLiga, e o Benfica-FC Porto da final da Taça de Portugal, ganha pela equipa lisboeta por 2-1.»

Estávamos em finais de Maio de 2004, no tempo em que a Liga de clubes era dominada por uma santa aliança (contra o FC Porto) boavista – benfica e, numa das edições do ‘Dia Seguinte’, discutia-se o caso da inscrição do jogador do slb Ricardo Rocha, a qual tinha sido validada pelo diretor-executivo da Liga, o benfiquista Cunha Leal.

Descontente com as opiniões dos comentadores do programa – Fernando Seara, Dias Ferreira e José Guilherme Aguiar –, a propósito das eventuais consequências resultantes da irregularidade na inscrição de Ricardo Rocha, Luís Filipe Vieira meteu-se no carro e dirigiu-se à SIC. Aí chegado, com a conivência, ou pelo menos sem que ninguém da SIC o impedisse, entrou intempestivamente no estúdio onde o programa estava a ser realizado e, perante o olhar atónito do moderador e dos três comentadores, dirigiu-se de forma grosseira aos elementos do painel do programa por, supostamente, estarem a dizer mentiras sobre o assunto.

Ninguém tira a Taça [de Portugal] e o 2º lugar ao Benfica”, vociferou um furibundo Vieira.
E ele tinha razão, porque a criada de servir que Vieira tinha colocado na Liga de clubes (“é mais importante ter pessoas na Liga do que contratar bons jogadores…”, lembram-se?), já tinha tratado do assunto.

Nenhum dos três comentadores os teve no sítio para enfrentar Vieira e depois levantar-se e sair. É verdade que Guilherme Aguiar disse umas coisas, mas de uma forma muito soft e, claro, continuou no programa.


2. No dia 15 de Setembro de 2008, João Gabriel, diretor de comunicação do slb, ligou para SIC e, obviamente com a autorização de alguém do canal de Carnaxide com poder para isso, entrou em direto no ‘Dia Seguinte’, tendo aproveitado para debitar a cartilha da propaganda encarnada e, adicionalmente, atacar o comentador portista.

Todos os “paineleiros” manifestaram o seu repúdio, por ter sido permitida a intervenção, via telefone, de um responsável do slb mas, apesar de ter sido o principal alvo, a Guilherme Aguiar voltou a faltar a dignidade suficiente para se levantar e sair. Reagiu dizendo que não estava agarrado ao programa e aos benefício$ que dele retirava, mas passado uma semana estava lá de novo.


3. Cinco meses depois, e na sequência de mais uma pressão pública com origem na direção do slb ("já vai sendo tempo de [Fernando Seara] dar lugar a alguém que defenda o clube, em vez de se preocupar com a sua promoção pessoal e eleitoral", declaração de João Gabriel na benfica TV), Fernando Seara aproveitou um convite da TVI 24 e saiu, desfazendo o trio fundador de comentadores que existia desde o início do programa (Agosto de 2003). Para o substituir, a SIC não esteve com meias medidas e, para agradar ao boss, escolheu um vice-presidente do slb e director da revista ‘Mística’ – Sílvio Cervan.

A partir daí a filosofia do programa mudou e entrou numa nova era, visto que um dos comentadores tinha relevantes responsabilidades institucionais e, consequentemente, passou a ser uma mera correia de transmissão da propaganda e recados da direção do seu clube.

Guilherme Aguiar nem pestanejou e continuou no programa.


4. Daí para cá houve mais duas mudanças significativas no ‘Dia Seguinte’: na moderação do programa, o jornalista João Abreu foi substituído por Paulo Garcia; e em representação do slb, Cervan foi substituído pelo “Tarzan”.

Desde o seu primeiro programa, foi notório o ódio profundo de Rui Gomes da Silva em relação ao FC Porto, bem como, a forma provocadora como se dirigia aos outros membros do painel (apesar de todos serem militantes do mesmo partido, o PSD).

Naturalmente, as discussões subiram de tom (imagino que para gáudio dos responsáveis da SIC) e, apesar do alvo ser o FC Porto, quem reagiu de forma mais vincada ao facciosismo doentio e postura incendiária do ex-número 2 de Santana Lopes foi sempre Dias Ferreira.


Assim, depois de já ter ameaçado bater com a porta anteriormente, no programa da passada segunda-feira Dias Ferreira voltou-se de lado/costas para Rui Gomes da Silva, o que desagradou ao “moderador” Paulo Garcia, tendo-se iniciado uma acesa discussão entre os dois (“eu também não gosto de si”, “o senhor não tem coragem é para afrontar outras pessoas”, etc.), a qual culminou num mediático abandono do programa em direto.


Chegados a este ponto, é caso para perguntar: e agora, Guilherme Aguiar?

Os seus compagnons de route Fernando Seara e Dias Ferreira já saíram.
Não me diga que depois de tudo aquilo que viveu no programa, depois do comportamento activo/conivente de elementos da SIC nos episódios mais lamentáveis, você vai continuar a dialogar normalmente com o “moderador” Garcia e com o seu “amigo” Rui, como se nada tivesse acontecido.

Ó homem, tenha um pingo de dignidade e respeito por si próprio e, se não quer bater com a porta em direto, alegue, sei lá, indisposição crónica, cansaço, saturação ou outra coisa qualquer, mas não volte a pôr lá os pés.

Olhe, se mais nada o convencer, lembre-se do saudoso Pôncio Monteiro e do comportamento notável que ele teve nos ‘Donos da Bola’, não por acaso um outro programa da redação de desporto da SIC.


P.S. Durante os primeiros anos, ‘O Dia Seguinte’ fazia-me lembrar os Marretas. Peço desculpa aos fans do The Muppet Show (eu sou um deles), por esta comparação quase insultuosa, mas quem via o programa deve lembrar-se dos dois “simpáticos” velhotes, que assistiam ao show de camarote e criticavam tudo e todos.
Depois praticamente deixei de ver o programa e a razão principal foi a postura dócil e submissa de Guilherme Aguiar, que me irritava mais que a postura venenosa de Fernando Seara ou a postura agressiva (por vezes trauliteira) de Dias Ferreira.

quarta-feira, 6 de março de 2013

O “marreta faccioso” já foi o nº 2 do Governo

«A análise aos casos do Beira-Mar-Benfica deu ontem azo a uma acesa discussão entre Dias Ferreira e Rui Gomes da Silva, ao ponto de o comentador sportinguista ameaçar deixar o programa “O Dia Seguinte”, da SIC Notícias.
“Já não tenho paciência para o aturar”, disse, irritado, Dias Ferreira. Rui Gomes da Silva desafiou então o colega de painel a deixar o programa, ao que o representante dos leões admitiu aceder depois de chamar “marreta faccioso” e “malcriado” ao benfiquista.»
in Record, 05-03-2013


«Na emissão de segunda-feira, Dias Ferreira ameaçou não ir mais ao programa e chamou “marretazeco” a Rui Gomes da Silva.
Você é um faccioso, um fanático, uma pessoa que não se pode aturar”, afirmou, exaltado, o comentador do Sporting. (…)
Ao CM, Dias Ferreira acusa Gomes da Silva de não ter "personalidade própria" e revela mesmo que, no fim do programa de segunda-feira, resolveu não falar mais com o comentador benfiquista. "Já nem liguei coisa nenhuma, não lhe dirigi a palavra. Nem tenciono dirigir", conta.»
in Correio da Manhã, 06-03-2013


Queria apenas recordar aos mais distraídos, que o “marreta faccioso” foi eleito deputado em 1987, 1991, 1998, 1999, 2002 e 2005 e, pior ainda, chegou a número 2 do XVI Governo Constitucional, chefiado por Pedro Santana Lopes, onde desempenhou as funções de Ministro dos Assuntos Parlamentares e Ministro-Adjunto do Primeiro-Ministro.

Pobre país este…


Act. O Rui Gomes da Silva é um caso extremo de clubite aguda, que ele mistura com uma dose assinalável de cinismo provocatório. Mas, por que razão é que os comentadores que representam o slb neste tipo de programas, não podem ser indivíduos que saibam discutir o futebol de forma civilizada (por exemplo, Júlio Machado Vaz) e, pelo contrário, têm de ser uma espécie de talibans do fundamentalismo benfiquista (exemplos: António Pedro-Vasconcelos, Sílvio Cervan, Rui Gomes da Silva e João Gobern)?
É por causa das audiências? É para agradar e cair nas boas graças da atual Direção do slb?