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domingo, 5 de outubro de 2014

Equipa Ab “esmaga” Olhanense

Recorrendo, de novo, a sete (7) jogadores do plantel principal – Ricardo (GR), Diego Reyes, José Campaña, Tiago Rodrigues, Otávio, Ricardo Pereira e Kelvin – a equipa do FC Porto que disputa a II Liga, recebeu e venceu o Olhanense por 7-0!

E, tal como aconteceu das anteriores vezes em que a equipa B foi reforçada com vários jogadores da equipa A, André Silva, Francisco Ramos, Rafa e Tomás Podstawski ficaram no banco de suplentes, ou nem sequer foram convocados, e apenas Ivo (que hoje marcou 3 golos!) fez parte do onze inicial.
Falo destes cinco jogadores, porque todos eles se sagraram vice-campeões europeus de Sub-19 em Julho passado e, supostamente, são do melhor que a formação portista produziu nos últimos anos.

Relativamente ao que vi no jogo de hoje, duas confirmações:

José Campaña é um Nº 6 de muito boa qualidade. Tem um estilo parecido ao de Javi Garcia (ironicamente, tão assobiado no regresso ao estádio da Luz com a camisola do Zenit…), mas é muito menos caceteiro que o ex-benfiquista.
Por aquilo que vi dele, neste e noutros jogos, surpreende-me que, para o FC Porto x SC Braga de hoje, na ausência de Casemiro, Lopetegui prefira adaptar Iván Marcano à posição de médio defensivo.

Otávio é mesmo craque.
Parece-me que este ex-jogador do Internacional de Porto Alegre está a ser trabalhado para ser uma alternativa a Óliver (que deverá regressar a Madrid na próxima época) e, talvez por isso, hoje jogou uns metros mais atrás.
Mas, tal como o jogador emprestado pelo Atletico Madrid, este menino, de apenas 19 anos, tem muito futebol nos pés (na cabeça!) e joga como um Senhor!

Após os primeiros 10 jogos do campeonato da II Liga, já se podem tirar algumas ilações.

Em termos de resultados, o FCP B tem 4 vitórias, 1 empate e 5 derrotas. Contudo, das quatro vitórias, apenas uma foi obtida sem recorrer a jogadores do plantel principal (contra o Feirense, último classificado, que em 9 jogos disputados tem 0 vitórias…).

Mais. Dos 15 golos que a equipa B marcou nos 10 jogos já disputados, 10 desses golos foram apontados nos três jogos em que jogaram 6 ou 7 jogadores do plantel principal. Ou seja, nos outros sete jogos, o FCP B marcou apenas cinco golos…

Na próxima jornada, o FCP B vai jogar à Vila das Aves. Para preparar convenientemente esse jogo, o treinador do Desportivo das Aves terá de telefonar a Luís Castro (ou será a Lopetegui?) e perguntar que FCP B irá enfrentar…

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Mais uma derrota

O último classificado e, antes do jogo, quase despromovido Olhanense (*), derrotou o tricampeão FC Porto por 2-1.

Mais uma derrota. Mais um recorde negativo (o Olhanense não ganhava ao FC Porto desde 1973/74, há 40 anos!)

O JOGO, 05-05-2014

Época 2013/2014: 7 derrotas em 29 jogos do campeonato, o que dá uma derrota em cada 4 jogos (4,14 para ser mais preciso). E ainda falta disputar o FC Porto x SL Benfica, da 30ª jornada, para terminar este pesadelo.

Para dar uma ideia do enorme descalabro que é esta época, apresento, de seguida, o número de derrotas em alguns dos outros campeonatos “menos bons”, desde que Pinto da Costa assumiu a responsabilidade do futebol portista:

Época 2009/2010: 4 derrotas em 30 jogos
Época 2004/2005: 6 derrotas em 34 jogos
Época 2001/2002: 8 derrotas em 34 jogos
Época 1999/2000: 5 derrotas em 34 jogos
Época 1988/1989: 3 derrotas em 38 jogos
Época 1976/1977: 7 derrotas em 30 jogos

Só de me lembrar que na época passada…

Época 2012/2013: 0 derrotas em 30 jogos

O JOGO, 18-04-2014
Nunca o FC Porto tinha piorado tanto (em termos de derrotas) de uma época para outra, como foi o caso da época 2012/2013 para 2013/2014.

Porque será?
É algo para Pinto da Costa e Antero Henrique meditarem…

Apesar de, comparada com esta, a época passada parecer perto da perfeição (passe o exagero), o FC Porto, na época 2012/2013, averbou um total de quatro derrotas (duas na Liga dos Campeões, uma na Taça Portugal, uma na Taça da Liga).

Apenas quatro derrotas (SC Braga, PSG, Málaga, SC Braga) no cômputo geral de todas as competições que o FC Porto disputou na época 2012/2013. E dá-se a particularidade de três dessas derrotas terem acontecido em desafios onde o FC Porto viu um seu jogador ser expulso e teve de disputar uma parte significativa desses jogos com menos um jogador.

A comparação entre as épocas 2012/2013 e 2013/2014 é algo para Pinto da Costa, Antero Henrique e os adeptos portistas meditarem…

(*) Como se sentirão os adeptos do Paços Ferreira e Belenenses, perante a atitude, falta de empenho e exibição da equipa do FC Porto no jogo de ontem?

domingo, 4 de maio de 2014

Tortura #572152

O Olhanense até pode ser despromovido, mas pelo menos parece dar-se bem com defesas com nível de 2ª Liga.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Podia ter sido 10-0

Carlos Eduardo, FC Porto x Olhanense (fonte: Maisfutebol)

15 cantos;
33 remates;
4 golos;
3 situações de possível penalty a favor do FC Porto, que o arbitro de Lisboa, Hugo Miguel, não assinalou;
e contei, pelo menos, 12 boas oportunidades não concretizadas.

Tivesse o FC Porto marcado metade das oportunidades de golo não concretizadas (Belec, o guarda-redes do Olhanense, fez uma exibição notável e só não defendeu o que era impossível) e o resultado final teria sido 10-0!

Não foram 10, foram apenas 4-0, sem penalties, sem golos em fora-de-jogo (os calimeros marcaram uns 4 ou 5 no início do campeonato...) e com a equipa adversária a jogar os 90 minutos com 11 jogadores.

Herrera entrou bem (para o lugar de Lucho...) e, nos poucos minutos que esteve em campo, ainda foi a tempo de marcar o seu primeiro golo com a camisola do FC Porto. Conforme já disse, espero (em 2014) ver Paulo Fonseca a apostar mais vezes na dupla Herrera + Carlos Eduardo, a jogar à frente do médio mais defensivo (grande jogo do Fernando!).

De fora deste FC Porto x Olhanense (0 minutos de utilização) ficaram, entre outros, Alex Sandro, Defour, Josué e Quintero. E, mesmo assim, há portistas para quem o plantel à disposição de Paulo Fonseca é fraquinho...

E quanto ao "maestro", vou reproduzir, com a devida vénia, o que foi escrito no site Maisfutebol:

A FIGURA: Carlos Eduardo
Veio para ficar. Qualidade óbvia em tudo o que pensa e executa. Acelera o jogo como poucos, trata a bola com requinte, define linhas de passe de cabeça levantada e, não menos importante, preenche uma parcela de terreno impressionante. Cai na esquerda, sprinta para o meio, tabela e vai aparecer à direita. O seu aparecimento é a melhor notícia para o FC Porto nos últimos tempos. Mais duas assistências para golo e ficou a centímetros de fazer uma obra-prima, aos 74 metros. Para tudo acabar em beleza, um pontapé monumental a assinalar o seu primeiro golo de azul e branco. Tanto para só um jogador.

Ainda há quem tenha duvidas acerca da qualidade deste médio ofensivo brasileiro?
Digo apenas que, a mim, em alguns momentos dos jogos, faz-me lembrar o Deco!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Mais uma ameaça de greve antes do... SLB!

Os jogadores do Olhanense apresentaram na quinta-feira um pré-aviso de greve e, caso não seja pago um salário até 5 de Abril, a formação algarvia recusará defrontar o Benfica, na 25.ª jornada da I Liga de futebol. Em comunicado, o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) revelou que a “maioria” dos futebolistas do Olhanense não recebe qualquer renumeração desde Dezembro de 2012, numa situação que se está a tornar “cada vez mais gravosa” e que ainda “não mereceu por parte do clube a resposta adequada”. “Os trabalhadores profissionais de futebol em actividade no Sporting Clube Olhanense, caso não seja efectuado o pagamento a todo o plantel de um mês de salário até às 15h de 5 de Abril de 2013, decidirão pelo recurso à greve sob a forma de paralisação total do trabalho, não comparecendo ao jogo da 25.ª jornada a disputar contra o Benfica”, alertou o organismo sindical. Com este pré-aviso de greve, o SJPF pretende, além de garantir que a direcção do Olhanense pague pelo menos um mês de salário, “obrigar o Governo e sobretudo as entidades competentes, como a Liga Portuguesa de Futebol Profissional e Federação Portuguesa de Futebol, a uma intervenção firme junto do clube no sentido de honrar as suas obrigações”. O Olhanense, treinado por Manuel Cajuda, ocupa o 15.º e penúltimo lugar do campeonato nacional da I Liga.

Público, 29/03/2013


É um déjà vu recorrente, a cada época, no campeonato português. O sindicato dos jogadores é liderado por Joaquim Evangelista, um capacho do 5LB, que todas as épocas desportivas se aproveita de um clube em dificuldades financeiras e com salários em atraso para reivindicar greves (ou ameaças de greve) na véspera de estes clubes defrontarem o clube do regime.

Esta situação já se vem repetindo desde 2005 e tem sido denunciada aqui no Reflexão Portista desde 2008. Agora é a vez do Olhanense. O clube algarvio tem salários em atraso há cerca de 3 meses. O Evangelista aproveita para semear a desorganização em semana de jogo contra um adversário que está a disputar o primeiro lugar, incitando os jogadores à greve e desviando a sua concentração do trabalho que têm de desempenhar (o Olhanense, estando em penúltimo lugar, não deveria descurar um único jogo).

A greve é um direito inalienável dos trabalhadores e está consagrada na Constituição. Não tenho dúvidas de que, em última instância, a greve pode ser encarada como uma forma de luta justa e compreensível. O que não é compreensível é que todos os anos lá venha o pastor evangélico incitar os jogadores de um clube em situação financeira difícil a fazer greve antes de um jogo com o 5LB. Isto acontece pelo menos desde 2005.

A lista é longa e o adversário dos putativos grevistas foi sempre o mesmo:

  • Em 2005, à 14ª jornada, os jogadores do Vitória de Setúbal apresentaram um pré-aviso de greve antes do jogo com o… 5LB;

  • Em Novembro de 2008, à 8ª jornada, os jogadores do Estrela da Amadora não treinaram nessa semana e ameaçaram não comparecer ao jogo na Luz contra o… 5LB; (curiosamente neste caso o presidente do clube conseguiu um “sponsor” que pagou os salários: a empresa Obriverca)

  • Em Abril de 2009 Evangelista entregou aos jogadores do Vitória de Setúbal o dinheiro do Fundo de Garantia Salarial, apenas três dias depois de estes serem goleados em casa pelo… 5LB e quatro dias antes de uma deslocação ao Dragão; (curiosamente os jogadores estiveram sem treinar toda a semana que antecedeu o jogo contra o... 5LB!)

  • Em Abril de 2012 o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol avisava em comunicado que os jogadores do União de Leiria iriam “paralisar por completo o trabalho” se não recebessem 3 meses de salários em atraso. Faltavam 3 jogos para o fim do campeonato e um deles era na Luz contra o… 5LB!

Ver mais em:
O evangelho segundo Joaquim
“Contribuir para a estabilidade do grupo”
Os tentáculos do slb
Obri-quê?
A aliança entre Evangelista e Vieira
O presidente

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

As estatísticas dos últimos 3 jogos





É óbvio que as estatísticas não dizem tudo, mas ajudam a perceber como foi um jogo.

Ora, olhando para as estatísticas dos últimos três jogos do FC Porto, pode concluir-se alguma coisa?

O jogo em que o FC Porto fez mais remates (29) foi contra o Olhanense.
O jogo em que houve uma maior diferença entre os remates efectuados e os remates consentidos (26 = 29 - 3) foi contra o Olhanense.
O jogo em que o FC Porto fez mais remates enquadrados com a baliza (13) foi contra o Olhanense.
O jogo em que o guarda-redes da equipa adversária fez mais defesas (12) foi contra o Olhanense.
Os jogos em que o FC Porto teve mais cantos a seu favor (12) foi contra o Vitória Guimarães e Olhanense.
O jogo em que o FC Porto teve maior percentagem de posse de bola (78%!) foi contra o Olhanense.

Não é possível chegar-se a estes números fazendo um "mau jogo".
Pois é mas, apesar destes números avassaladores, contra o Olhanense o FC Porto marcou apenas um golo, enquanto que nos dois jogos anteriores tinha marcado nove (uma média de 4,5 golos por jogo).

De facto, por mais que uma equipa jogue e domine o adversário, se não houver eficácia...
E, na minha leitura do jogo de ontem, foi essencialmente isso que faltou - EFICÁCIA - porque oportunidades de golo o FC Porto criou as suficientes para golear (só o Jackson falhou um penalty e dois golos feitos, um em cada parte).

domingo, 1 de abril de 2012

Com um brilhozinho nos olhos …..


Foi um jogo entretido. O FCP fez as despesas do jogo, o Olhanense foi de tração atrás. Sem impor um ritmo alto, o FCP manteve o domínio, esteve mais solto, soube acelerar com critério e levar o pânico à defesa adversária que teve a liberdade para jogar de forma rude, demasiadas vezes.

Criamos muitas situações de golo que fomos desperdiçando, muito por mérito do guarda redes adversário que fez uma excelente exibição.

Começamos o jogo com uma perdida, e essa foi uma constante durante a partida. Mantivemos a pressão atacante e a iniciativa durante todo o jogo e conseguimos estar mais tempo no meio campo adversário que o habitual. Lucho esteve mais activo e Moutinho fez uma exibição de encher o olho. O meio campo produziu mais e melhor. James e Hulk estiveram em bom nível e a defesa mais concentrada.

Notei que Fernando ainda não está no seu melhor e Janko sempre muito esforçado não foi feliz e esteve muito desencontrado com as movimentações dos colegas. Foi a exibição menos conseguida.

As substituições foram bem vistas: não esgotar Lucho, dar descanso a Alvaro e tempo a Varela, continuando a praticar a opção Hulk no eixo do ataque.

Saí mais satisfeito, embora a vitória tivesse sido escassa em função das muitas o ocasiões perdidas. Não foi uma exibição de encher o olho, mas deixou um brilhozinho nos olhos dos adeptos portistas e alguma alma para o próximo jogo.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Amarelos cirúrgicos

Hoje à noite o Olhanense vai receber o slb, em jogo antecipado da jornada 24. Na antevisão ao jogo, o treinador-adjunto do Olhanense (o treinador principal apanhou um castigo que só termina no… domingo), Jorge Rosário, quando confrontado com a ausência de vários habituais titulares, afirmou:

Vai ser extremamente difícil para o Olhanense, porque as pessoas têm de perceber isto: quando toda a gente falava que só o Javi Garcia fazia falta ao Benfica, e que o Benfica não era a mesma equipa sem um jogador, é evidente que sem quatro ou cinco jogadores, para o Olhanense não é difícil, é extremamente difícil”.

Três das ausências certas são-no devido a acumulação de amarelos. De facto, no recente Vitória Guimarães x Olhanense, o árbitro Vasco Santos “acertou em cheio”. Dos quatro cartões amarelos que mostrou à equipa de Olhão, três foram a jogadores que estavam à bica e, por isso, André Pinto, Wilson Eduardo e Cauê ficam de fora do desafio contra os encarnados. É a vida…


Aliás, a “coincidência” de jogadores das equipas adversárias do slb ficarem impedidos de jogar contra o “clube dos 6 milhões”, devido à acumulação de amarelos, é algo que se está a tornar regular. Não faltam exemplos que atestem esta “regularidade” e ainda há cerca de um mês falei de um caso semelhante, a propósito da deslocação do slb a Coimbra.

Mas, numa altura em que este assunto foi abordado por muitos blogues portistas (a comunicação social do regime, evidentemente, nem ao de leve lhe toca), importa dizer que este padrão já existia na época passada.
A memória dos adeptos é curta, mas eu ainda me lembro do meio-campo totalmente “renovado” que o Paços de Ferreira teve de utilizar na recepção ao slb, na sequência de uma arbitragem “cirúrgica” do agora famoso Marco Ferreira (num Beira-Mar x Paços Ferreira).

De uma coisa tenho a certeza: a sequência destes casos não entrou, nem entrará, para a história do futebol português. A “verdade desportiva” é algo muito sério…

sábado, 5 de novembro de 2011

Nulidade completa!


Peço desculpa aos mais susceptíveis, mas vou dizer isto de uma forma simples, à moda do Bolhão: este FC Porto de Vítor Pereira não joga a ponta de um corno.

É ele o principal culpado?
Não sei mas, nesta altura, isso interessa?
Perante a situação a que a equipa chegou só vejo duas alternativas: fazer mudanças profundas no plantel (como? quando? quem sai? quem entra? com que custos?) ou a SAD tentar arranjar um treinador que consiga pôr estes jogadores a jogarem o que já mostraram saber.

No jogo de hoje, tendo beneficiado de 15 ou 16 cantos, em quantos deles a equipa do FC Porto conseguiu criar perigo real? Zero!
Mais. Se não estou em erro, tirando o lance do penalty, o FC Porto não fez um único remate enquadrado com a baliza. É obra!
E até uma equipa cheia de limitações como este Olhanense, que acima de tudo se preocupou em defender o empatezinho, nas poucas vezes que atacou fez tremer a defesa do FC Porto. É inadmissível!

No final do jogo, em declarações à TVI, Vítor Pereira afirmou: "O FC Porto tentou tudo, circulou, movimentou-se. Não posso apontar absolutamente nada aos meus jogadores."

Como?!!! E no próximo jogo, a ideia é repetir a dose do "trabalhámos muito durante o jogo", "circulámos", "fizemos pressão", etc?

O FC Porto está doente, profundamente doente. Já sabemos que o treinador está num estado autista e vê uma realidade diferente, mas a Administração da SAD tem obrigação de actuar. Se o não fizer, para além do apuramento para os 1/8 da Liga dos Campeões estar comprometido, também o campeonato irá ficar.

P.S. Não quero, nem penso que se justifique, individualizar as más exibições (e foram tantas!), mas qual terá sido a lógica de optar por Maicon em detrimento de Otamendi para lateral-direito?

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A fibra de que se fazem campeões


E quem esperava um passeio até ao Algarve, equivocou-se. O resultado final folgado favorável ao Dragão, não evidencia o afinco que este teve de empenhar para levar de vencida a, até hoje, invicta Olhanense no José Arcanjo. Apenas com a reorganização táctica aplicada ao intervalo por parte de Villas-Boas e uma “bomba” de Belluschi ao minuto 68, o FC Porto disparou para o triunfo esforçado, mas inteiramente merecido.

Na sua disposição inicial os azuis e brancos voltaram a manter-se fiéis aos seus princípios. O 4-3-3 clássico, e por demais recalcado, foi tarefa relativamente fácil para os rapazes de Daúto Faquirá. Reconheça-se, em boa verdade, que a nossa equipa na fase inicial do encontro foi inconsequente o suficiente para permitir que o adversário “controlasse” ao largo a partida. Uma menor rotação e interacção entre os elementos de construção ofensiva, aliada a uma ineficaz circulação de bola, deixava o nosso Porto sem capacidade para derrubar a organização da equipa de Olhão.


A este Dragão, pese o todo empenho e aplicação patenteados nos primeiros 45 minutos, faltava-lhe claramente um “golpe de asa” que fosse capaz de desmontar o bem estruturado conjunto Algarvio. Villas-Boas com uma leitura perfeita, avançou para jogo James e Fucile, conseguindo com isso impôr uma dinâmica que até aí não se vira.

O “miúdo” Rodriguez colou-se atrás do duo da frente Falcao e Hulk, servido de plataforma de circulação de jogo. Um papel bem interpretado que muito foi contribuindo para o desatar do nó de um novelo muito emaranhado. Depois da dupla ameaça de El Tigre a evidenciar o domínio portista, surgiu o pontapé em arco e em grande estilo de Belluschi a dar cor ao futebol positivo que, por essa altura, a nossa equipa praticava.



Se o mais difícil de conseguir – o golo - levou mais tempo do que todos nós julgávamos a alcançar, o descanso veio mais rápido. Após uma assistência de Hulk, Falcao, bem ao seu estilo, rapinou a defesa do Olhanense, conseguindo voltar aos golos neste seu regresso aos jogos da Liga Portuguesa.

Com duas bolas no saco, a cambada de Villas-Boas começou finalmente a respirar fundo, depois de ter sido obrigada a ir aos limites da sua persistência. O terceiro tento, que dita o resultado final, não mais passa do que mera cosmética estatística que por estes dias é muto valorizada. A verdade é que este foi um triunfo suado e exigente. Mas só foi possível alcança-lo com uma exibição convincente.

Fotos agasalhadas em: uefa.com

domingo, 26 de setembro de 2010

A receita para o vencedor do costume


Como já é hábito, a 10ª vitória do FC Porto esta temporada volta a ter o cunho muito particular de Hulk. Os 2 golos da nossa equipa têm o carimbo do Incrível, coroando uma exibição poderosa do jogador, salpicada aqui e ali por alguns espasmos cerebrais que lhe impedem de se transformar num atleta de elite. Deficits de inteligência emocional que, acima de tudo, só próprio poderá corrigir.

Polémicas de parte, a vitória portista teve muito mais do que o show do avançado brasileiro, a começar pela estreia de Otamendi. E logo com um golo. O regresso de Fucile à asa direita. O incremento sustentado da influência de Moutinho na manobra da equipa. Mas, acima de tudo, assumpção vincada do conjunto de Villas Boas de que gosta de assumir as rédeas do jogo, através de uma posse e circulação de bola muito orquestrada e bem apurada. A consequência fica à vista de todos, um jogo que só teve um sentido, a baliza de Moretto.


O entusiasmo em que vive o actual futebol azul e branco, contrastando com o desgaste paulatino dos conceitos da anterior equipa técnica, cava logo à partida de cada encontro uma diferença gritante na sua abordagem. A vários níveis; Nos jogadores, mais descomplexados, mais motivados e confiantes com a nova ordem libertina que Villas Boas implementou. No treinador, que sente o seu grupo a corresponder com aproveitamento aos seus conceitos de jogo. Nos adeptos, aumentando os seus níveis de confiança e de crença na sua equipa.

A filosofia de jogo é tudo. E a do Porto do “Cenourinha” exprime as suas particularidades desde logo num só jogador. Fernando. A amplitude de jogo concedida ao nosso médio mais recuado enquadra todo um perfil de jogo personalizado, que vai em busca dos seus objectivos, sem perdas de tempo em futilidades de 2ª linha. O condimento final assenta na soma e características das individualidades de Varela, Belluschi, Álvaro Pereira ou Hulk, só para citar alguns exemplos.



Na verdade, de tão rotineiras, de tão práticas e tão simples se vêem transformando estas vitórias do Dragão, que corre-se o risco de crer que dificilmente haverá algo ou alguém capaz de travar este Porto. Pés assentes no chão, porque o desafio mental seguinte a este plantel chama-se sobranceria.

Fotos: uefa.com, A Bola

sábado, 6 de março de 2010

É favor fechar o tasco para balanço


Depois deste Dragãozinho ver mais 2 pontos a voar - que até podiam ser 3 – em ritmo de turismo diante do Olhanense, só me apraz sugerir a autenticação da guia de marcha para férias dos nossos bravos atletas. O cansaço acumulado deve ser muito, e ser pago principescamente para jogar à bola é uma chatice. Descanso com eles para curar as bolhas nos pés. Nós por cá, com este rodopio exibicional, passamos bem sem vocês com esses tiques de vedetas em pezinhos de lã.

Ó Falcão, desculpa lá estares a levar por tabela, até porque estás a ser um pequeno oásis neste turbilhão de mediocridade que te rodeia. Com excepção do esforçado Rúben Micael, e mais um ou outro fogacho, o resto não se aproveita nada. De fio a pavio. Estado de espírito? Estado de alma? Motivação? Culpa em parte do treinador por não vos incutir “ganas” no ego. Mas com este “deixa andar” com que vocês estão encarar estes jogos, parece-me que o vosso futuro neste ramo poderá ser ainda mais curto do que aquilo que já é.


O adversário que vocês defrontaram esta tarde, que por acaso até tinha lá pelo meio uns “putos” desta casa, que sabem quanto vale esta camisola, que sonham um dia poder estar ao vosso lado (será vocês merecem?), e foram preteridos por critérios que a própria razão desconhece, provou ser eficiente quanto baste para anular-vos, sem subterfúgios ou desculpas de cartilha que já estamos todos fartos de ouvir. Ambição, atitude e querer não são coisas que compram. Nem com o dinheiro dos vossos afanados ordenados. Ou se tem, ou não se tem. Façam o favor de oferecer as vossas camisolas a esses miudos.

Dito isto, falar do jogo é pura perda de tempo. Das bacoradas de Miguel Lopes, ao corredor de “via verde” patrocinado pela dupla Bruno Alves e Maicon. Da inutilidade de Tomás Costa a trinco, passando por um restante meio campo sem nervo e pouca capacidade de desiquilibrio. De um Mariano que voltou a afundar-se, ou de um Rodriguez que tenta reerguer-se de mais uma lesão, valha-nos a pontaria de Falcão.



Jogo, pouco ou nada se lhes viu fazer. Mesmo a perder por 2 bolas de diferença. É preciso ter calma, que aqui a cambada não tem pressa e não stressa. Muito atabalhoamento e pouco discernimento. Um empate caído do céu, que bem vistas as coisas, até é um brinco. O povo é sereno, e 3º lugar está garantido. É favor fechar o tasco, que este ano o pessoal foi de férias mais cedo.

Fotos: Agência Lusa, uefa.com

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Porto B e as teorias da conspiração


Antes e depois do último Olhanense x SLB, os benfiquistas catalogaram a equipa de Olhão como sendo um Porto B e, inclusivamente, montaram em torno disso uma teoria de conspiração a que os “ingénuos” e “puros” jogadores encarnados não souberam responder.
Contudo, (re)vendo o jogo, verifica-se que dois dos jogadores do Olhanense emprestados pelo FC Porto estiveram particularmente infelizes.
Que diriam os benfiquistas, e a comunicação social que está ao seu serviço, se contra o FC Porto o Ventura tivesse sofrido dois golos daqueles (o primeiro foi um verdadeiro peru)?
E pior ainda, imagine-se que tinha sido contra os dragões que o Tengarinha tinha falhado o golo da vitória de forma anedótica, precisamente no último minuto do tempo de descontos. Ia ser bonito, caía o Carmo e a Trindade...

A paranóia tem destas coisas mas até para a cegueira há limites.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Será desta que a Liga vai intervir?

"A violenta entrada de Guga sobre Tomás Costa, balanceado e com o cotovelo armado, teve as piores consequências para o médio do FC Porto: confirma-se a fractura dos ossos próprios do nariz e ruptura (afundamento) do septo nasal, e confirmando, como consequência, a inevitabilidade de delicada intervenção cirúrgica.(...)

Tomás Costa é, assim, o quinto elemento do plantel dos dragões a passar à enfermaria saturada, mas enquanto alguns estão em processo de recuperação com vistas para a relva, o médio argentino tem à espera um doloroso percurso que não está clarificado em definitivo, já que a data da cirurgia ainda não foi decidida, pelo facto de haver imposição de um tempo de espera para se processarem as condições ideais à operação, pois toda a região nasal do atleta ficou consideravelmente maltratada, o que deixa perceber bem a violência e profundidade do golpe de Guga."



www.fotosdacurva.com


O jornal OJOGO revela na sua edição de hoje que Tomás Costa vai mesmo ser operado amanhã numa altura em que o hematoma que tem no nariz já o deverá permitir. Os exames efectuados revelaram a fractura dos ossos próprios do nariz e o afundamento do septo nasal.

Esta lesão foi causada pelo jogador Guga no jogo com o Olhanense. O jogo foi transmitido em canal aberto e por isso todo o país pode ver a forma brutal como o Tomás Costa foi atingido quando se aproximou do atleta da equipa algarvia. O mais impressionante foi a (não) actuação do árbitro Pedro Henriques que não marcou falta nem sequer se deu ao trabalho de interromper o jogo, quando se disputavam os derradeiros minutos e o FC Porto vencia por 3-0 (Tomás Costa não estava certamente a "queimar" tempo). E lá ficamos a assistir ao triste espectáculo do jogador portista deitado no chão de barriga para baixo com o sangue a escorrer-lhe pelo nariz como uma torneira aberta.

O CD da Liga vai intervir e repor a justiça aplicando ao Guga a sanção que o árbitro não aplicou dentro do campo ou vai mais uma vez assobiar para o lado e fingir que nada de anormal se passou neste lance?

A Liga vai proteger os jogadores ou vai continuar a permitir que os "caceteiros" fiquem impunes pelos seus actos violentos?


O CA da Liga vai punir o Pedro Henriques ou vai continuar a nomea-lo para apitar partidas, ele que além de deixar jogar também deixa partir e agredir com total impunidade?

domingo, 4 de outubro de 2009

Olhando em frente


O FC Porto venceu o Olhanense por 3-0 com um bis de Falcao e mais um golo à ponta-de-lança de Bruno Alves, mas o resultado não espelha as dificuldades que o FC Porto sentiu tanto na parte final da primeira parte como na primeira meia hora da segunda. O Olhanense apresenta um jogo desinibido e com qualidade e a sua jovem equipa deu sempre muita luta.

O FC Porto entrou com a mesma equipa que na passada quarta-feira defrontou o Atl. Madrid, à excepção de Tomás Costa que cedeu o lugar a Fernando, que cumpriu um jogo de castigo. Está visto que Belluschi é mesmo necessário no meio campo portista visto que lhe confere mais imaginação, passes de ruptura e, neste jogo em concreto, mais duas assistências. O jogo foi aberto desde o início uma vez que, como já se disse, o Olhanense é uma equipa sem complexos. Aos catorze minutos e depois de uma jogada de insistência em que Belluschi vai buscar a bola sem esperar pelo pontapé de canto cruzando para o cabeceamento certeiro de Falcao no centro da área o FC Porto chega ao 1-0. Nesta altura já Fucile e Alvaro Pereira faziam perigosas incursões em ambos lados do ataque do FC Porto. A partir daí e até ao intervalo o jogo foi sendo controlado pelo FC Porto exceptuando um canto marcado pelo Olhanense em que o Helton, com a tremedeira do costume em bolas pelo ar, sacode mal e Bruno Alves não consegue afastar ficando a bola à mercê de Sandro que atirou ao poste. De lamentar na primeira parte um falhanço de Hulk que corre isolado desde o meio campo e à entrada da área tenta fintar o guarda-redes acabando por perder a bola. Falta nestes lances alguma calma e frieza ao Hulk para finalizar com golo. A rever. Em cima dos 45 minutos Bruno Alves fica na área em mais uma jogada de insistência e marca um excelente golo com um cabeceamento à ponta-de-lança ao segundo poste a corresponder a cruzamento de Belluschi.

Na segunda parte o Olhanense entrou com outra motivação e com duas alterações e conseguiu durante largos minutos o controlo do jogo sem no entanto criar lances de perigo iminente por alguma falta de objectividade da linha avançada. O FC Porto tardou a encontrar-se e só depois das substituições operadas por Jesualdo Ferreira é que a equipa voltou a controlar o jogo. Entretanto a equipa de Olhão perdeu frescura física e discernimento e com isso qualquer hipótese de reduzir a diferença. Já perto do final Hulk atirou duas bolas ao poste e depois de uma boa jogada com Fucile assiste Falcao para o seu segundo golo e o terceiro do FC Porto.
Há ainda a destacar a defesa da noite por intermédio de… Alvaro Pereira! Depois de um livre marcado do lado esquerdo do ataque do Olhanense a bola sai muito larga e vai cair ao segundo poste onde aparece Alvaro Pereira a cortar in extremis de cabeça. O Helton, esse, ficou a vê-la passar mais uma vez, em lance muito semelhante ao do golo do Braga. Depois venham dizer que era “indefensável”.

A arbitragem de Pedro Henriques foi completamente desastrada a todos os níveis (técnico e disciplinar). Há um penalty por assinalar contra o FC Porto porque Bruno Alves agarra de forma ostensiva e repetidamente Rabiola (quando estava 2-0) dentro da área. As faltas sobre o Hulk era sempre a mandar jogar mas em lances semelhantes com jogadores do Olhanense o árbitro não se coibia de marcar falta contra o FC Porto. Há também uma agressão ao Fucile que Pedro Henriques ignorou e uma murraça de Guga ao Tomás Costa em que lhe parte os ossos do nariz e provavelmente o obrigará a uma intervenção cirúrgica e que o árbitro e 4º árbitro fizeram de conta. Péssimo serviço.

Positivo: Fucile e Pereira nas laterais, Hulk e Falcao no ataque.
Negativo: Helton e Mariano

fotos: fcporto.pt e gettyimages.com