Está definitivamente oficializada a venda de Ruben Neves ao Wolverampton Wanderers, um histórico do futebol inglês dos anos 50 e 60 - é por sua culpa, em parte, que existem competições europeias - mas que milita actualmente na Championship. Sim, o FC Porto vende o que de melhor tem produzido a clubes da segunda divisão inglesa por tuta e meia. Sim, o Wolves é a ponte do esquema Mendes no Reino Unido, mais um clube onde coloca jogadores como bem lhe apetece a modo de ponte para outros voos, sempre a troco de uma apetitosa comissão (ou duas, ou três). No espaço de semanas o FC Porto decidiu vender as suas maiores pérolas da formação por um valor total aproximado de 60 milhões de euros - com objectivos pelo meio. Friamente não são más cifras, na realidade ficam ambas aquém do potencial real de ambos os jogadores e do seu valor de mercado. Consequências da sanção imposta pela UEFA mas não só.
A ninguém parece estranho que os únicos negócios que o Porto seja capaz de operar estejam nas mãos de Jorge Mendes. O clube está a tentar livrar-se de algumas gorduras desnecessárias entre emprestados - muitos serão repescados porque não há dinheiro para mais, supostamente - e ao mesmo tempo cumprir com os prazos da UEFA. Sabendo que Casillas fica - com um salário muito inferior ao que ganhava mas, ainda assim, como o mais bem pago do plantel - e que há ainda excesso de laterais nas contas - Ricardo, Rafa e Fernando Fonseca juntam-se a Maxi, Layun e Telles quando deveria haver apenas quatro vagas livres - as vendas de André e de Ruben parecem anunciar que tanto Brahimi como Danilo vão ficar no plantel. Até 31 de Agosto no entanto livrem-se de pensar que são realidades concretas. A palavra de Pinto da Costa nunca valeu muito mas agora, que vale zero, nunca permitirá assumir nada por garantido até ao suspiro final do mercado e o FC Porto que já está mais debilitado do que no ano passado - onde não era uma grande equipa em traços gerais - pode ficar ainda mais fraco com o passo das semanas. Disso dependerá também muito Mendes. Afinal de contas nada se mexe no Dragão sem que o super-agente decida como tem sido claro.
O FC Porto entregou-se ao homem que tem alimentado o rival, insultando assim aqueles que tantos esforços estão a fazer para levantar o Polvo. E fê-lo de uma forma tão escandalosa que é capaz de tentar dar a volta aos factos para justificar o injustificável. E é aí onde entramos no circuito Ruben-Mendes-Oliver.
Oliver é um bom jogador, um jogador de classe, com talento e fino recorte que se exibiu bem nas duas épocas de azul e branco, melhor na primeira do que na segunda, é certo. Não é uma super-estrela e dentro da realidade espanhola há jogadores da sua idade muito superiores. É um falso dez, um falso oito, um jogador que se move bem e faz mover mas que nunca tem sido realmente um factor determinante. É um jogador cuja posição em campo podia ser ocupada por Otavio ou até mesmo por...Ruben Neves, noutro esquema de jogo mais vertical e assertivo - curiosamente o esquema que propõe Sérgio Conceição.
Oliver seria uma boa adição ao plantel, de forma definitiva, por uma quantia lógica. Nunca por 20 milhões de euros. Mas são 20 milhões de euros os que o FC Porto terá de pagar ao Atlético de Madrid em Janeiro de 2018. Não 19. Não 18. Não 19,5. Serão 20 milhões de euros, convertendo o jovem espanhol na compra mais cara de sempre do clube.
Nas contas do Financial Fair Play a operação Oliver não entra.
Jorge Mendes sabe fazer bem as coisas. No verão passado foi o intermediário do regresso do espanhol ao Dragão, operando, como sempre faz, em nome do Atlético de Madrid, clube da sua carteira habitual. O Atlético cedia o jogador, sim senhor, e colocava Diogo Jota de extra, mas em troca o FC Porto comprometia-se a comprar o jogador por 20 milhões de euros. Um valor superior ao seu valor de mercado e no entanto o Porto aceitou a proposta. Oliver e Jota foram utilizados por NES - que, como já todos vimos, esteve no Porto a valorizar activos e a valorizar-se a si e não a gritar "Somos Porto" - e tiveram um papel destaco na temporada, de mais a menos. Mas em nenhum caso a operação tinha qualquer lógica para um clube que, já então, sabia estar com a corda na garganta e com a UEFA nos calcanhares. Tanto que nesse mesmo defeso o próprio presidente disse que não havia avançado até haver Liga dos Campeões...o que nem sequer acabou por ser certo, como se viu com a farsa Depoitre (com outro amigo, D´Onofrio, ao barulho claro). Sabendo que não tinha 20 milhões para pagar pelo jogador o FC Porto fez na mesma operação e fê-lo porque essa era uma condição de Mendes e Pinto da Costa a Mendes já não diz que não, como não disse no caso Adrián, por muito que a posteriori goste de vir culpar os treinadores dos erros que ele consente como máximo gestor do clube. Se Mendes diz que se faz o negócio, faz-se o negócio por muito que prejudique o clube. Oliver nunca dará lucro ao clube e a sua operação apenas contribuiu para abrir ainda mais o buraco nas contas. Algo que o Porto sabia que ia passar e que, principalmente, Jorge Mendes sabia que ia passar..
Fazemos fast-forward para o seguinte defeso. Como esperado o Porto tem de vender mais do que nunca, agora principalmente pela sanção da UEFA - teria de vender de todos modos - e nem sequer contabilizou ainda os 20 milhões de gastos em Oliver (que o obrigará a vender, também, no defeso que vem, mas já lá vamos) e na mesa aparecem ofertas...sim, ofertas precisamente pelos jogadores de Mendes.
André Silva e Ruben Neves saem do Dragão - Mendes cobra comissão pelos três...jogadores, clube vendedor e clube comprador, esperem pelo relatório de contas - e o dinheiro do seu império continua a mexer-se mas havia realmente essa necessidade de vender dessa forma quando meses antes o clube parecia não ter problemas em pagar 20 milhões por um jogador da carteira Mendes - e há ainda o negócio Boly, outro que entra já na rotação de NES e Wolves, com um empréstimo com opção de compra para entrar no próximo exercicio financeiro - em lugar de procurar ficar com Ruben Neves no plantel?
O mesmo Ruben a quem Pinto da Costa pressagiou um futuro à João Pinto. A sua palavra, como sabemos, vale tanto como os seus dotes adivinatórios. Curiosamente o mesmo Ruben que foi afastado praticamente por Nuno Espirito Santo - que agora, pasmem-se, o reclama em vez de pedir um Herrera ou um André André, bem mais utilizados, bem mais baratos mas nenhum da carteira Mendes - e portanto passou um ano a desvalorizar-se para agorar surgir uma oferta baixa para o seu potencial real. Que teria sido do negócio de Ruben se este tivesse jogado mais vezes? Uma suspeita que não faria sentido salvo que quando quem o pede agora é quem não o quis antes a coisa começa a cheirar muito mal.
No próximo defeso - já lá chegamos - Boly provavelmente sairá para o mesmo clube a título definitivo numa operação que ajudará a maquilhar os números de Oliver, depois do empréstimo agora acordado. Outro jogador "pedido por NES", "gestionado por Mendes" e que não se valorizou porque o mesmo NES que agora o pede não o utilizou quase nunca.
Uma vez mais Mendes cobrará por todos e manterá a sua máquina activa e o Porto, desportivamente, ganhará pouco e estará nas mãos do super-agente para mover-se no mercado. Ainda assim terá de vender. De momento não há jogadores Mendes no plantel, salvo José Sá, mas até 31 de Agosto tudo é possível e não surpreenderá ninguém se voltemos a ver uma operação similar à de Oliver com futebolistas da sua carteira. Se ao largo do ano algum outro jogador da formação - Fonseca, Dalot, Rui Pedro - entretanto mudarem de agente, a sua saída em Junho torna-se óbvia e nem vale sequer a pena discutir a sua inviabilidade. Uma vez mais estamos a falar das máximas operações no mercado do clube nos últimos meses e todas com o mesmo agente, todas com a mesma filosofia. No final quem perde é sempre o clube. Algo que já deveria saber de experiências prévias sobretudo quando se destapou a rede do Polvo e como o super-agente em questão tem servido para salvar o pescoço de Luis Filipe Vieira. Ruben Neves não é mais que um novo Helder Costa (que por 14 milhões foi o recorde histórico anterior do Wolves) ou João Cancelo por quem o Valência pagou 15 milhões que na altura o Benfica gastou em outros jogadores da fábrica Mendes para seguir com a cadeia de montagem. O FC Porto não está a vender para apaziguar a UEFA - o negócio Ruben ultrapassou o deadline da UEFA, para os mais distraídos - mas sim para manter a máquina Mendes a funcionar. O clube decidiu que prescindir do seu mais jovem capitão, desvalorizado por um infiltrado do super-agente, é mais importante que bater com o pé na mesa e negar-se a negociar com essa personagem sinistra que tanto tem prejudicado o clube.
É em momentos assim, momentos como o da chegada de Oliver e a saída de Ruben que fica claro que quem dirige o FC Porto, hoje, o faz a pensar primeiro em si mesmo e nos seus interesses e só muito mais à frente nos interesses do Clube.
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domingo, 9 de julho de 2017
quinta-feira, 29 de junho de 2017
Quem manda na Seleção Nacional?
A propósito de um desabafo que ouvi sobre o jogo de ontem da Seleção. “No jogo de ontem os laterais da Seleção foram o Cédric e o... Eliseu. Alguém percebe por que razão o Fernando Santos nem sequer convoca o Ricardo Pereira?”
A resposta que dei foi esta: Porque Fernando Santos é um Scolari parte II.
Observar jogadores dá muito trabalho. Pior: se não forem da cartilha Mendes nem vale a pena arranjar chatices. E, no futebol atual, as Seleções são usadas como plataforma para a valorização de jogadores. Se o Selecionador for “dócil” (check!), então ele é consensual nas esferas do poder, e como tal nos media, e lá se vai aguentando sem críticas de maior às suas convocatórias e à falta de renovação das suas equipas.
Hoje, o poder é do Benfica e do Jorge Mendes. Na FPF, na Liga, na comunicação social, nas relações institucionais com os maiores clubes do mundo.
Por exemplo, só foi aberto espaço na Seleção para o André Silva porque era do interesse do seu empresário, Jorge Mendes, e do seu patrocinador, a Nike. Aliás, foram certamente estas duas entidades que fizeram com que de repente o próprio Cristiano Ronaldo o começasse a elogiar publicamente, considerando-o até, pasme-se, o seu natural sucessor.
Foram estas idiossincrasias que o FC Porto deixou de entender - ou de levar muito a sério - ao longo da última década que contribuíram em boa parte para a situação em que nos encontramos hoje: um 'player' banal no seio dos grandes negócios de jogadores e dos grandes clubes europeus. Veja-se por exemplo o que aconteceu recentemente com o Emílio Peixe, o selecionador nacional de Sub-20: não levou o Rui Pedro ao Mundial na Coreia do Sul “por opção”. Ele que era dos melhores avançados disponíveis para os Sub-20. O facto de 3 dos 6 avançados convocados serem do Benfica será certamente uma coincidência. O Benfica teve 8 jogadores na convocatória, o Sporting teve 4, o FC Porto teve 3 e o Vitória teve 2 jogadores. Isto não quer dizer que os jogadores do Benfica não sejam muito melhores, mas a estatística é significativa e demonstra bem quem é que manda.
O FC Porto tem de voltar a ganhar massa crítica dentro da FPF e das suas diversas estruturas. A convocação de jogadores para fases finais das seleções valoriza-os e valoriza os próprios clubes e o seu investimento no futebol de formação.
quinta-feira, 15 de junho de 2017
Os milhões de Ederson, a outra cara do Polvo
Ederson foi vendido este defeso ao Manchester City por 40 milhões de euros, parte da nova aposta de Pep Guardiola para a baliza do clube citizen. O brasileiro transformou-se assim num dos guardiões mais caros da história mas, ai essa ironia, o SL Benfica só vai receber metade dessa verba estratosférica. Curioso, porque não era isso o que o clube tinha comunicado no seu Relatório Anual de Contas onde indicava, taxativamente, deter o 100% dos direitos económicos do futebolista. Afinal, enquanto o FC Porto está debaixo da alçada da UEFA por ter feito as coisas muito mal - e a correr o risco de ter de vender três titulares, a que se junta André Silva, já despachado para o Milan - o Benfica pode jogar com as regras e não há ninguém que diga nada ao respeito a começar pelas autoridades como a CMVM.
No Relatório de Contas apresentado este ano em relação ao exercicio de 2016, o Benfica declara, como se pode ver, possuir o 100% dos direitos de Ederson, contando portanto o valor do passe do brasileiro como uma mais valia plena nos livros de contas do clube. Meio ano depois o mesmo clube indica à CMVM que vai vender o futebolista mas arrecadar apenas 50% dos 40 milhões pagos (a que terá de descontar os habituais gastos de solidariedade sendo que, na prática, o jogador renderá pouco mais de 16 milhões de euros no total). A imprensa, que vendeu a transferência como mais um super-negócio de Luis Filipe Vieira, esqueceu-se de investigar os porquês dessa súbita alteração dos valores num espaço de tempo tão curto.
Explica o Benfica que estão "prometidos" os restantes 50% a outras "entidades", sem especificar nunca quem, quando e porquê, algo que em nenhum momento foi indicado no Relatório de Contas onde apenas se indica o controlo na totalidade do passe do futebolista. A 1 de Janeiro Ederson era totalmente do Benfica, a 1 de Junho afinal só o é a metade do seu valor de mercado.
São cenários assim que explicam dois pontos importantes.
O primeiro é a a total ausência de fiscalização das autoridades neste tipo de casos e em particular quando se trata do Benfica. Ninguém na CMVM decidiu abrir uma investigação ou aprofundar nos dados facilitados, uma vez que sendo clube cotado em bolsa, os valores e cifras apresentados nos Relatórios de Contas têm de estar de acordo com a realidade. As autoridades em Portugal, sejam da Procuradoria Geral da República, da Polícia Judiciária, do poder político, das instituições desportivas ou de reguladores como a CMVM fazem constantemente vista grossa às irregularidades cometidas pelo clube da Luz, desde as claques ilegais ao doping financeiro, enquanto mantêm um olhar crítico ao que corresponde a todos os seus rivais, dispostos a actuar com prontidão, celeridade e, curiosamente em muitos casos, depois de receber "dicas" de como e quando fazer as coisas.
Por outro lado, e isso é mais sério ainda, este é o tipo de negócios - tão habitual nos últimos cinco anos - que explica o porquê de que o Benfica jamais entrará debaixo da alçada do Financial Fair Play ou passará por apuros económicos. Tem um amigo de confiança.
Jorge Mendes, através da Gestifute, e o Rio Ave, clube que gere à distância, recebem assim a fatia de um bolo que não lhes correspondia, oficialmente. A todos os títulos a proibição da partilha de passes por parte da FIFA acabou por dinamitar um modelo de negócio mas abriu as portas a outro. Agora os clubes vivem à volta do empresário para explorar "promessas" que ficam no ar. Ninguém as pensa em não cumprir porque as consequências podem ser terríveis. Sendo assim o Benfica, ao adquirir Ederson, terá "prometido" ao empresário e ao seu clube na liga - com quem o Benfica, curiosamente, gerou uma excelente relação nos últimos anos - dar essa metade do bolo sem que, no tempo em que o jogador foi atleta do clube, essa informação tivesse sido pública. Para todos os efeitos Ederson foi sempre, a 100%, atleta do Benfica. Quando o negócio, mediado pelo próprio empresário, naturalmente, foi completado então é que, por questões legais, o Benfica comunica a origem dessa "promessa", que não está em papel em nenhum lado, para justificar o ingresso de menos de metade desses valores. Naturalmente o Benfica sabia, desde o primeiro momento, que era o máximo que podia aspirar talvez porque sabem também que sem esses pactos nunca haveria, em momentos de apertos nas contas do clube para pagar salários, comissões e favores a "padres", há sempre um clube desinteressado que aparece para levar os Gonçalo Guedes, Bernardo Silva, João Cancelos, André Gomes e afins por cifras curiosamente sempre muito parecidas e pouco escrutinadas.
Com esta teia muito bem montada entre o universo Mendes e os clubes que lhe são afins - em Portugal o Rio Ave e o Sporting (que se podia passar perfeitamente a chamar de Sport Lisboa) de Braga, e por essa Europa fora o Valencia, Atlético de Madrid, Granada, Deportivo la Coruña, Zaragoza, PSG, Bessiktas e afins - o Benfica tem garantido sempre um pulmão extra de finanças, um doping financeiro de que não dispõe a concorrência. Não é casualidade que os seus únicos dois rivais reais tenham estado, ambos, debaixo da lupa da UEFA e ao Benfica, clube com um passivo descomunal, nunca o máximo organismo europeu tenha sequer mencionado. Claro, com Relatórios de Contas com estes truques à portuguesa, uma instituição pode até dar o ar de ser sólida quando na realidade basta um arrufo de um empresário para o castelo de cartas se desmoronar. Quem sabe isso bem é Luis Filipe Vieira que entende que tem de manter contente o homem que, essencialmente, lhe permite manter-se vivo financeiramente. O Polvo também é isto. Se por um lado os emails revelados por Francisco J. Marques e as informações reais que têm saído com os anos sobre quem estava por detrás, realmente, da corrupção no Apito Dourado, mostram o lado escuro da teia, este exercício é mais um reflexo do polvo financeiro externo que alimenta o monstro.
No Relatório de Contas apresentado este ano em relação ao exercicio de 2016, o Benfica declara, como se pode ver, possuir o 100% dos direitos de Ederson, contando portanto o valor do passe do brasileiro como uma mais valia plena nos livros de contas do clube. Meio ano depois o mesmo clube indica à CMVM que vai vender o futebolista mas arrecadar apenas 50% dos 40 milhões pagos (a que terá de descontar os habituais gastos de solidariedade sendo que, na prática, o jogador renderá pouco mais de 16 milhões de euros no total). A imprensa, que vendeu a transferência como mais um super-negócio de Luis Filipe Vieira, esqueceu-se de investigar os porquês dessa súbita alteração dos valores num espaço de tempo tão curto.
Explica o Benfica que estão "prometidos" os restantes 50% a outras "entidades", sem especificar nunca quem, quando e porquê, algo que em nenhum momento foi indicado no Relatório de Contas onde apenas se indica o controlo na totalidade do passe do futebolista. A 1 de Janeiro Ederson era totalmente do Benfica, a 1 de Junho afinal só o é a metade do seu valor de mercado.
São cenários assim que explicam dois pontos importantes.
O primeiro é a a total ausência de fiscalização das autoridades neste tipo de casos e em particular quando se trata do Benfica. Ninguém na CMVM decidiu abrir uma investigação ou aprofundar nos dados facilitados, uma vez que sendo clube cotado em bolsa, os valores e cifras apresentados nos Relatórios de Contas têm de estar de acordo com a realidade. As autoridades em Portugal, sejam da Procuradoria Geral da República, da Polícia Judiciária, do poder político, das instituições desportivas ou de reguladores como a CMVM fazem constantemente vista grossa às irregularidades cometidas pelo clube da Luz, desde as claques ilegais ao doping financeiro, enquanto mantêm um olhar crítico ao que corresponde a todos os seus rivais, dispostos a actuar com prontidão, celeridade e, curiosamente em muitos casos, depois de receber "dicas" de como e quando fazer as coisas.
Por outro lado, e isso é mais sério ainda, este é o tipo de negócios - tão habitual nos últimos cinco anos - que explica o porquê de que o Benfica jamais entrará debaixo da alçada do Financial Fair Play ou passará por apuros económicos. Tem um amigo de confiança.
Jorge Mendes, através da Gestifute, e o Rio Ave, clube que gere à distância, recebem assim a fatia de um bolo que não lhes correspondia, oficialmente. A todos os títulos a proibição da partilha de passes por parte da FIFA acabou por dinamitar um modelo de negócio mas abriu as portas a outro. Agora os clubes vivem à volta do empresário para explorar "promessas" que ficam no ar. Ninguém as pensa em não cumprir porque as consequências podem ser terríveis. Sendo assim o Benfica, ao adquirir Ederson, terá "prometido" ao empresário e ao seu clube na liga - com quem o Benfica, curiosamente, gerou uma excelente relação nos últimos anos - dar essa metade do bolo sem que, no tempo em que o jogador foi atleta do clube, essa informação tivesse sido pública. Para todos os efeitos Ederson foi sempre, a 100%, atleta do Benfica. Quando o negócio, mediado pelo próprio empresário, naturalmente, foi completado então é que, por questões legais, o Benfica comunica a origem dessa "promessa", que não está em papel em nenhum lado, para justificar o ingresso de menos de metade desses valores. Naturalmente o Benfica sabia, desde o primeiro momento, que era o máximo que podia aspirar talvez porque sabem também que sem esses pactos nunca haveria, em momentos de apertos nas contas do clube para pagar salários, comissões e favores a "padres", há sempre um clube desinteressado que aparece para levar os Gonçalo Guedes, Bernardo Silva, João Cancelos, André Gomes e afins por cifras curiosamente sempre muito parecidas e pouco escrutinadas.
Com esta teia muito bem montada entre o universo Mendes e os clubes que lhe são afins - em Portugal o Rio Ave e o Sporting (que se podia passar perfeitamente a chamar de Sport Lisboa) de Braga, e por essa Europa fora o Valencia, Atlético de Madrid, Granada, Deportivo la Coruña, Zaragoza, PSG, Bessiktas e afins - o Benfica tem garantido sempre um pulmão extra de finanças, um doping financeiro de que não dispõe a concorrência. Não é casualidade que os seus únicos dois rivais reais tenham estado, ambos, debaixo da lupa da UEFA e ao Benfica, clube com um passivo descomunal, nunca o máximo organismo europeu tenha sequer mencionado. Claro, com Relatórios de Contas com estes truques à portuguesa, uma instituição pode até dar o ar de ser sólida quando na realidade basta um arrufo de um empresário para o castelo de cartas se desmoronar. Quem sabe isso bem é Luis Filipe Vieira que entende que tem de manter contente o homem que, essencialmente, lhe permite manter-se vivo financeiramente. O Polvo também é isto. Se por um lado os emails revelados por Francisco J. Marques e as informações reais que têm saído com os anos sobre quem estava por detrás, realmente, da corrupção no Apito Dourado, mostram o lado escuro da teia, este exercício é mais um reflexo do polvo financeiro externo que alimenta o monstro.
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
O negócio Otamendi
Nicolas Otamendi está a ponto de converter-se num dos centrais mais caros da história do futebol, trocando o Valencia pelo Manchester City por valores que rondam os 40 milhões de euros (mais, de forma paralela, o empréstimo de um ano de Mangala ao clube espanhol com metade do salário pago pelo City). À falta de alguns detalhes, o negócio parece estar fechado.
É um negócio e pêras...um negócio, diria, à Porto!
E no entanto, Otamendi, que foi um dos esteios defensivos mais relevantes do FC Porto do pós-Ricardo Carvalho - fundamental no célebre ano AVB - saiu do FCP para a equipa espanhola por valores muito inferiores, um total de 12 milhões de euros sendo que, já na altura, se levantou uma polémica relevante e até hoje por explicar de 10% do passe de que o FC Porto abdicou sem dizer nem a quem, nem por quanto, semanas antes da venda oficializada do futebolista.
Naturalmente, tendo em conta as cifras desta operação, muitos adeptos começaram a levantar as mãos à cabeça com frases do estilo "Se tivesse ficado, eramos nós a receber os 40 milhões" ou um "Otamendi foi mal vendido" ou algo do estilo "Perdemos uma grande oportunidade de fazer um grande negócio". Ora bem, não estou de acordo. E para entender essa realidade é preciso entender igualmente a natureza deste próprio negócio. Porque nem Otamendi vale - nem valeu nunca 40 milhões - nem este negócio é expontâneo ou surge do nada por puro mérito do jogador. Este é um negócio Mendes, com todas as caracteristicas de um negócio Mendes e onde o clube vendedor é apenas um peão. Neste caso tocou ao Valencia - detido pelo amigo de Mendes, Lim - da mesma forma que no passado nos tocou a nós. Basta ver o exemplo de Mangala.
Otamendi é um bom central, um jogador capaz de exibir-se a um nivel muito mais elevado do que, diriamos, um David Luiz (sim, comparar os dois roça o delito, eu sei) mas nenhum outro empresário sacaria nem metade pelo seu passe nem outro clube, sem a ajuda desse empresário, seria capaz de o fazer. E isso inclui a SAD do FC Porto.
Quando Otamendi saiu, para o Valencia, a nossa situação financeira distava muito de ser a melhor. E por isso mesmo foi preciso fazer ajustes. Otamendi estava insatisfeito, queria dar o salto a uma liga mais mediática e era uma potencial fonte de problemas (olá Rolando) pelo que vendê-lo parecia tanto algo lógico como necessário. Conseguir um negócio na ordem dos 12 milhões de euros foi um excelente negócio tendo em conta essa realidade. Cinco meses depois podia valer mais? Sim, podia. E também podia valer menos. Ninguém sabia como se ia adaptar ao futebol espanhol (tanto é que teve de passar os seis meses seguintes no Brasil por problemas com o numero de estrangeiros do Valencia) ou que seria um dos protagonistas da "Albiceleste" no Mundial do Brasil. Havia muitos factores ponderáveis e vender por esse valor era o melhor negócio possível na altura. Foi portanto uma decisão acertada.
Hoje Otamendi não é melhor jogador que era então mas vale quase o triplo. Porquê?
Porque o seu empresário assim o quis. Ao enviar Otamendi para Valencia (quando o clube ainda não era detido por Lim), Mendes fez o mesmo que depois conseguiu com outros jogadores, sobretudo do Benfica, colocando-os em equipas (como o Monaco ou o Atlético de Madrid) onde as entradas e saídas é ele que controla directa ou indirectamente. A partir de aí, com a faca e o queijo na mão, Otamendi foi esperando o próximo salto porque todos sabemos que, salvo casos excepcionais, os jogadores de Mendes duram muito pouco nos seus clubes. A comissão dos 10% tem de se actualizar a pouco e pouco. O Valencia teve ofertas do Man United e do AC Milan por Otamendi. Mas a primeira não chegava sequer a estes valores - nunca passou os 30 milhões - e a segunda esbarrou com a aposta em Romagnoli, jovem promessa italiana. O City, carta fora do baralho até à pouco tempo, pelo contrário, tem excelentes relações com Mendes e cashflow suficiente para não só por na mesa o valor pedido pelo agente como ajudar a potencializar outro dos seus activos num clube amigo, o nosso velho conhecido Mangala. Um negócio destes ronda o surreal mas é a base do mundo actual.
O FC Porto tem-se beneficiado e muito dessa relação. Há largos, larguissimos anos que o FC Porto não vende, por valores astronómicos, um só jogador que não seja de Mendes ou que este esteja envolvido no negócio (ás vezes, via comprador). Mais, a maior parte dos clubes que compram ao FCP (russos, turcos, ingleses, espanhois, franceses) trabalham directamente com ele. É graças a essa teia que conseguimos sacar muitos dos milhões de que nos gabamos em negócios improváveis como o de James, Mangala, Fernando e companhia. Otamendi podia ter saído por outro valor se não fosse um activo Mendes, mas o preço ajustado à realidade do mercado foi talvez a contrapartida para um negócio bombástico meses depois. Não há almoços grátis.
A Otamendi está claro que todos gostariamos de ter visto seguir para Manchester via Porto com um cheque daqueles no bolso e não por valores aceitáveis mas pouco entusiasmantes para Valencia onde serviu de ponte para o grande negócio mas nem sempre podemos ser os protagonistas deste mundo. Por cada Mangala tem de haver um Otamendi, por cada grande e inesquecivel venda haverá sempre alguém que escape e não é por isso que se actuou erradamente na altura. Otamendi desportivamente tinha lugar em todos os onzes do FC Porto desde que saiu mas ter um jogador a contra-gosto é o primeiro passo para ter problemas. Otamendi rendeu 12 milhões de euros (menos os tais 10% fantasmas) e um problema a menos no balneário. Abriu espaço para a afirmação de um Mangala que rendeu muito mais financeiramente (ainda que seja pior desportivamente). Podemos ficar satisfeitos com o deve e o haver desta operação e com a gestão do clube. Porque agora mesmo, para sufragar a sua politica - e estar de acordo ou não é tema para outra conversa - só com a bendição de Mendes e da sua teia de negócios é que o FC Porto sobrevive. E quando o empresário passar a cobrar os seus serviços, reduzindo preços de passes em vendas para os "seus" clubes, haverá sempre pouca margem de manobra para recusar. Foi esse o pacto do Diabo e os pactos cumprem-se até ao fim!
É um negócio e pêras...um negócio, diria, à Porto!
E no entanto, Otamendi, que foi um dos esteios defensivos mais relevantes do FC Porto do pós-Ricardo Carvalho - fundamental no célebre ano AVB - saiu do FCP para a equipa espanhola por valores muito inferiores, um total de 12 milhões de euros sendo que, já na altura, se levantou uma polémica relevante e até hoje por explicar de 10% do passe de que o FC Porto abdicou sem dizer nem a quem, nem por quanto, semanas antes da venda oficializada do futebolista.
Naturalmente, tendo em conta as cifras desta operação, muitos adeptos começaram a levantar as mãos à cabeça com frases do estilo "Se tivesse ficado, eramos nós a receber os 40 milhões" ou um "Otamendi foi mal vendido" ou algo do estilo "Perdemos uma grande oportunidade de fazer um grande negócio". Ora bem, não estou de acordo. E para entender essa realidade é preciso entender igualmente a natureza deste próprio negócio. Porque nem Otamendi vale - nem valeu nunca 40 milhões - nem este negócio é expontâneo ou surge do nada por puro mérito do jogador. Este é um negócio Mendes, com todas as caracteristicas de um negócio Mendes e onde o clube vendedor é apenas um peão. Neste caso tocou ao Valencia - detido pelo amigo de Mendes, Lim - da mesma forma que no passado nos tocou a nós. Basta ver o exemplo de Mangala.
Otamendi é um bom central, um jogador capaz de exibir-se a um nivel muito mais elevado do que, diriamos, um David Luiz (sim, comparar os dois roça o delito, eu sei) mas nenhum outro empresário sacaria nem metade pelo seu passe nem outro clube, sem a ajuda desse empresário, seria capaz de o fazer. E isso inclui a SAD do FC Porto.
Quando Otamendi saiu, para o Valencia, a nossa situação financeira distava muito de ser a melhor. E por isso mesmo foi preciso fazer ajustes. Otamendi estava insatisfeito, queria dar o salto a uma liga mais mediática e era uma potencial fonte de problemas (olá Rolando) pelo que vendê-lo parecia tanto algo lógico como necessário. Conseguir um negócio na ordem dos 12 milhões de euros foi um excelente negócio tendo em conta essa realidade. Cinco meses depois podia valer mais? Sim, podia. E também podia valer menos. Ninguém sabia como se ia adaptar ao futebol espanhol (tanto é que teve de passar os seis meses seguintes no Brasil por problemas com o numero de estrangeiros do Valencia) ou que seria um dos protagonistas da "Albiceleste" no Mundial do Brasil. Havia muitos factores ponderáveis e vender por esse valor era o melhor negócio possível na altura. Foi portanto uma decisão acertada.
Hoje Otamendi não é melhor jogador que era então mas vale quase o triplo. Porquê?
Porque o seu empresário assim o quis. Ao enviar Otamendi para Valencia (quando o clube ainda não era detido por Lim), Mendes fez o mesmo que depois conseguiu com outros jogadores, sobretudo do Benfica, colocando-os em equipas (como o Monaco ou o Atlético de Madrid) onde as entradas e saídas é ele que controla directa ou indirectamente. A partir de aí, com a faca e o queijo na mão, Otamendi foi esperando o próximo salto porque todos sabemos que, salvo casos excepcionais, os jogadores de Mendes duram muito pouco nos seus clubes. A comissão dos 10% tem de se actualizar a pouco e pouco. O Valencia teve ofertas do Man United e do AC Milan por Otamendi. Mas a primeira não chegava sequer a estes valores - nunca passou os 30 milhões - e a segunda esbarrou com a aposta em Romagnoli, jovem promessa italiana. O City, carta fora do baralho até à pouco tempo, pelo contrário, tem excelentes relações com Mendes e cashflow suficiente para não só por na mesa o valor pedido pelo agente como ajudar a potencializar outro dos seus activos num clube amigo, o nosso velho conhecido Mangala. Um negócio destes ronda o surreal mas é a base do mundo actual.
O FC Porto tem-se beneficiado e muito dessa relação. Há largos, larguissimos anos que o FC Porto não vende, por valores astronómicos, um só jogador que não seja de Mendes ou que este esteja envolvido no negócio (ás vezes, via comprador). Mais, a maior parte dos clubes que compram ao FCP (russos, turcos, ingleses, espanhois, franceses) trabalham directamente com ele. É graças a essa teia que conseguimos sacar muitos dos milhões de que nos gabamos em negócios improváveis como o de James, Mangala, Fernando e companhia. Otamendi podia ter saído por outro valor se não fosse um activo Mendes, mas o preço ajustado à realidade do mercado foi talvez a contrapartida para um negócio bombástico meses depois. Não há almoços grátis.
A Otamendi está claro que todos gostariamos de ter visto seguir para Manchester via Porto com um cheque daqueles no bolso e não por valores aceitáveis mas pouco entusiasmantes para Valencia onde serviu de ponte para o grande negócio mas nem sempre podemos ser os protagonistas deste mundo. Por cada Mangala tem de haver um Otamendi, por cada grande e inesquecivel venda haverá sempre alguém que escape e não é por isso que se actuou erradamente na altura. Otamendi desportivamente tinha lugar em todos os onzes do FC Porto desde que saiu mas ter um jogador a contra-gosto é o primeiro passo para ter problemas. Otamendi rendeu 12 milhões de euros (menos os tais 10% fantasmas) e um problema a menos no balneário. Abriu espaço para a afirmação de um Mangala que rendeu muito mais financeiramente (ainda que seja pior desportivamente). Podemos ficar satisfeitos com o deve e o haver desta operação e com a gestão do clube. Porque agora mesmo, para sufragar a sua politica - e estar de acordo ou não é tema para outra conversa - só com a bendição de Mendes e da sua teia de negócios é que o FC Porto sobrevive. E quando o empresário passar a cobrar os seus serviços, reduzindo preços de passes em vendas para os "seus" clubes, haverá sempre pouca margem de manobra para recusar. Foi esse o pacto do Diabo e os pactos cumprem-se até ao fim!
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
FC Porto, SLB, o Atlético Madrid e Jorge Mendes
Paulo Assunção
Após quatro anos como jogador do FC Porto (no primeiro ano esteve emprestado ao AEK Atenas), a 29 de Maio de 2008, Paulo Assunção, invocando o artigo 17 do Regulamento do Estatuto e Transferência dos Jogadores da FIFA (conhecido pela Lei Webster), rescindiu o seu contrato com Futebol Clube do Porto. A 6 de Julho de 2008, foi anunciado oficialmente como reforço do Atlético de Madrid.
Nota: O FC Porto acabaria por receber uma indemnização de 3,5 milhões de euros.
A forma como o médio defensivo brasileiro saiu do FC Porto, motivou um corte de relações institucionais com o Atlético de Madrid, o que levou os dirigentes portistas a não participarem no convívio entre direcções, em Fevereiro de 2009, quando os dois clubes se defrontaram para a Liga dos Campeões.
Cristian Rodriguez
Após quatro épocas de azul-e-branco (2008/2009 a 2011/2012), Cebola não aceitou renovar com o FC Porto e, como jogador livre, em Maio de 2012 assinou pelos colchoneros a custo zero.
Época 2014/2015…
Óliver Torres e Adrian López
Depois de, nos últimos seis anos, Paulo Assunção, Radamel Falcao e Cristian Rodriguez terem ido do Porto para Madrid (em contextos pouco do agrado do FC Porto), no início desta época Óliver Torres e Adrian López fizeram o trajecto contrário.
Óliver Torres, um extraordinário médio criativo espanhol, de apenas 19 anos, chega ao Porto por empréstimo do Atlético de Madrid.
No caso de Adrian López, o FC Porto comunicou à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ter pago 11 milhões de euros por 60% dos direitos económicos do jogador (nota: não sei se é verdade, mas já ouvi que parte desta verba visa um acerto de contas com o Atlético Madrid, ainda a propósito da transferência de Falcao).
Ora, se as relações entre o FC Porto e o Atlético Madrid parecem estar a atravessar um período excelente, mais a Sul sucedem-se diversos casos.
Siqueira
O lateral esquerdo brasileiro Siqueira, que na época 2013/2014 esteve emprestado pelo Granada ao Benfica, assinou pelo Atlético de Madrid no dia 3 de junho de 2014.
Em declarações ao jornal A Bola, efetuadas no dia 14-07-2014, o guarda-redes esloveno referiu que foi ele que forçou a saída do Benfica para assinar pelo Atlético Madrid.
“O Benfica queria que continuasse e o presidente tudo fez para que não saísse, mas a minha vontade era de assinar pelo Atlético Madrid”, disse Oblak.
Guilavogui
“Em breve vamos anunciar um trinco. Tínhamos dois jogadores possíveis, um deles não foi possível, mas chegará outro.”
Luís Filipe Vieira, 14-08-2014, em entrevista à Benfica TV
«O Atlético Madrid desmentiu as declarações feitas por Luís Filipe Vieira, que afirmou que os colchoneros haviam oferecido Jan Oblak ao Benfica depois de terem contratado o esloveno neste defeso. Nas palavras do presidente das águias, foi o clube da Luz a rejeitar essa proposta, mas os dirigentes colchoneros garantem que não houve qualquer negociação. Quem o diz é o jornal Marca, que também justifica as declarações de Vieira com o descontentamento após a operação Guilavogui ter falhado, tendo o médio francês acabado por ser emprestado ao Wolfsburgo.»
in record.pt
Sílvio
“O Atlético Madrid mandou devolver o certificado internacional do Sílvio, por isso é uma incógnita”
Luís Filipe Vieira, 14-08-2014, em entrevista à Benfica TV
Perante uma clara aproximação do Atlético Madrid ao FC Porto e um aparente afastamento do Benfica, qual o papel do super-agente Jorge Mendes?
P.S. No meio disto tudo, penso que a visita de Cristian Rodriguez ao Olival e o abraço dado a Antero Henrique será uma mera coincidência.
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domingo, 25 de maio de 2014
LMS do Dia
O Correio da Manha, divulgou ontem (aquilo que para já não passa de) um boato (já conhecido): a estratégia do Porto para próxima época, passa por fragilizar os adversários, e para isso, Pinto da Costa, por via de Nosso Senhor Jorge Mendes, fará com que SCP e slb, mudem de treinadores - um já foi, e com nítido desagrado do bagaçeiro, e o outro, ao contrário do expectável, está no limbo. Não sei se tudo isto é verdade ou não; o que não sei com toda a certeza, é como as saídas do Leonardo Jardim, e do Jorge Jesus, vão ajudar o Porto a vencer o Olhanense, o Nacional ou o Estoril...
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sábado, 12 de abril de 2014
Tinha o representante errado
quarta-feira, 18 de março de 2009
Antecâmara de uma transferência
«Bruno Alves tem um novo empresário. O central passou a ser representado por Jorge Mendes, o agente mais destacado na Europa o que, desde logo, é um sinal importante da sua intenção/ambição de sair de Portugal, muito provavelmente, no final desta temporada.
O internacional português, hoje visto como um dos melhores centrais da Europa, era habitualmente representado pelo pai, o antigo futebolista Washington mas a certeza dum grande negócio em perspectiva, a exigir, principalmente, experiência no mundo do futebol, levou o atleta a chegar a um acordo com o empresário português, que é igualmente gestor de carreiras de jogadores como Cristiano Ronaldo, Quaresma, Deco, Maniche, entre tantos outros nomes mediático do futebol mundial.»
in A BOLA, 18/03/2009
Em Dezembro passado já tinha falado na forte possibilidade do Bruno Alves ser transferido no final da época.Se esta notícia de 'A Bola' for verdadeira, estou convencido, com muita pena minha, que é mesmo o que irá acontecer.
Acredito que o destino seja um clube inglês (são os únicos que têm dinheiro para pagar uma verba entre os 15 e os 20 milhões de euros). A confirmar-se, estou certo que o Bruno irá brilhar na Premier League, não só porque tem características físicas invejáveis, mas também porque deixará de ser perseguido, devido ao facto de em Portugal lhe terem colado o rótulo de jogador violento.
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