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sexta-feira, 3 de março de 2017

A taberna do pai Ferreira


Quando olhei para as pinturas na taberna do pai do árbitro Jorge Ferreira, houve várias coisas que me chamaram à atenção.

Em primeiro lugar a mensagem: “Aqui venera-se Calabote

Venera-se?
Habitualmente, o termo “venerar” é usado no contexto da religião (por exemplo, venerar um santo) ou no contexto de uma ideologia e personalidade marcante (por exemplo, Hitler e o Nazismo).


Depois, reparei que o “S” da palavra “venera-se” foi desenhado de forma diferente do “S” da sigla “SD”. Que estranho…

E olhando ainda mais de perto, reparei que a sigla “SD” tinha sido desenhada de uma forma como eu nunca tinha visto (em tarjas, cachecóis ou camisolas dos Super Dragões) e que o “S” era igual à forma como eram desenhados os “S” da sigla “ϟϟ” (a Schutzstaffel, em português "Tropa de Proteção", abreviada como SS, ϟϟ, foi uma organização paramilitar ligada a Adolf Hitler e baseada na ideologia Nazi).



Venera-se…
ϟϟ…
Ora, ao contrário de outras claques, nunca houve notícias dos Super Dragões terem sido infiltrados por elementos neonazis.
E também nunca houve qualquer semelhança entre os símbolos dos Super Dragões e símbolos ou siglas nazis, ao contrário de outras claques…


Dito isto, cada um que tire as suas conclusões. Eu já tirei as minhas, até porque, como referem os Super Dragões no Comunicado que emitiram, “a tinta azul compra-se com a mesma facilidade que a tinta vermelha”.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Crise de quase-meia-idade?

Pinto da Costa e os Super Dragões estão em sintonia como nunca. São tudo rosas nos dias que correm entre o presidente e a claque, num contraste gritante com o corte de relações há 10 anos atrás, quando no final de uma sequência de 10 jogos, com 7 vitórias e 3 empates - o último dos quais contra o Rio Ave, em Vila de Conde, e numa altura em que liderava o campeonato com 4 pontos de vantagem sobre o segundo classificado - os Super Dragões sentiram-se na necessidade de "amachucar" o então treinador do FC Porto, Co Adriaanse, à saída do Olival. O confronto com o treinador foi a gota de água numa relação que se vinha a degradar, levando os Super Dragões a questionar por vezes a gestão da SAD em pleno Estádio do Dragão.

Na altura, não sabiam o que faziam, mas agora já sabem.
O Duda tinha tudo, menos o empresário certo.
Curiosamente - ou talvez não - 10 anos se passaram, o Clube está hoje - exclusivamente em resultado da tal gestão - numa posição muitíssimo mais delicada do que alguma vez esteve, desde que a claque foi fundada, e dos Super Dragões, não se ouve sequer um queixume. Chegou-se ao extremo de a posição oficial ser a de que o Clube "batera no fundo". Reacção? Calma, muita calma, apenas interrompida por umas bocas aos jogadores - a par dos treinadores, sempre os bodes expiatórios.

Batemos no fundo? Lá vamos ter de pintar mais uma faixa...
Os Super Dragões ocupam uma posição de relevo no universo do FCP. Estão sempre lá, faça chuva, sol ou neve, na Boavista ou em Moscovo. E em resultado do seu número e da sua história, têm uma voz que nenhum outro grupo de sócios ou simpatizantes consegue equivaler. É por isso trágico, que quando o FCP mais precisa que o defendam, os Super Dragões assistam impávidos e serenos. E ao invés de serem uma entidade autónoma e crítica, se tenham tornado em "facilitadores" da SAD. Pinto da Costa sabe que enquanto tiver os Super Dragões no "bolso", ninguém se atreverá a fazer-lhe frente ou a contestá-lo sequer de forma a fazer mossa; e se não cabe aos SuperDragões decidir sobre o destino do Clube, ou sobre quem deve ser ou deixar de ser presidente, também é improvável que o papel de quem certamente sofreu na pele - frio, longas viagens, pancada... - ao longo de tantos anos, seja agora tornar-se um mero acessório, cúmplice de uma gestão que vive enxameada de empresários e outras figuras que certamente não têm o interesse do FC Porto no topo das suas prioridades. Ou então - quem sabe? - era exactamente isso que os Super Dragões andavam à procura: um lugar à mesa. Mas será que há lugar para todos? E por quanto mais tempo?

Uma Supertaça em 3 anos? Chin chin!
Especulação à parte, certo é que aliando-se à SAD, os Super Dragões serão parte responsável pelo que aí vem (e que não se afigura nada bom) - para o final da época, já estão previstas e anunciadas mais-valias com a tranferências de jogadores no valor 115 milhões, que a concretizarem-se ainda vão obrigar o Clube a recorrer a alguns atletas do Canelas 2010 para compôr um plantel para próxima temporada. A hora de defender - sem violência e sem invasões patéticas - o Clube (e não a SAD) é agora, e não quando for tarde demais. Aconteça o que acontecer, Pinto da Costa será sempre lembrado mais pelos seus sucessos do que pelos seus fracassos. Aquilo pelo que os Super Dragões serão lembrados, depende deles próprios: a maior claque do FC Porto... ou o "escudo da SAD".


P.S.: Como já foi abundantemente referido em ocasiões anteriores, cada autor do Reflexão Portista, é exclusivamente responsável pelos seus textos; não há revisão, aprovação prévias ou uma "linha editorial" conjunta. Eu, e mais ninguém, sou responsável por este texto.

domingo, 13 de novembro de 2016

As mensagens das claques do FC Porto

No último FCP x SLB, as duas claques do FC Porto – Super Dragões e Colectivo 95 – estiveram em grande. Na presença, no apoio e nas mensagens que transmitiram.

Provavelmente, quem assistiu ao FCP x SLB pela televisão não terá visto, mas foram várias as tarjas expostas, por ambas as claques, durante o jogo.

Tarjas das claques no FC Porto x SLB (fotos: Fotos da Curva)

Contudo, na minha perspetiva, a mensagem mais importante foi preparada pelo Coletivo 95 e apresentada antes do jogo começar.

Com a Alma que Pedroto ensinou!

A alma que Pedroto ensinou (Colectivo 95)

A Alma (com maiúscula), simbolizada por João Pinto e André (com poses de Viena, em 1987), que o mestre José Maria Pedroto nos ensinou.

Num momento difícil para o Clube, em que muitos dos valores que fizeram do Futebol Clube do Porto grande parecem esquecidos (ou arrumados no fundo de uma gaveta), esta é uma mensagem forte, para dentro, destinada a jogadores, treinadores e não só.

A alma que Pedroto ensinou. A alma que hoje em dia nos falta.

No pano gigante, que o Coletivo estendeu na Superior Norte do Estádio do Dragão, falta alguém?

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Andor daqui


Os SD estão absolutamente certos na mensagem que quiseram passar sobre o "andor" a que vimos assistindo na liga portuguesa. Contudo, aquilo que escreveram nas suas tarjas tem mais que se lhe diga.

O jogo de palavras entre "igreja" e "catedral", sendo já antigo, continua a ter a sua graça, mesmo se assim estamos, implicitamente, a fazer o jogo "deles" ao concordar que a Luz é algo mais que um simples estádio de futebol. Por outro lado, o "andor" tem sido democrático: tanto passa por ali, como em qualquer outro local do país onde seja necessário. Mas não é bem nisso que está o busílis da questão.
Na realidade, ao contrário do que frequentemente sucedia nos anos 80 e em boa parte da década de 90 em que os "erros" passavam por penalties ou foras-de-jogo escandalosos, as actuais ajudas arbitrais ao nosso rival, são bem mais da espécie "roubos de igreja". Aliás é mesmo aqui que reside a explicação para o seu êxito: dando menos nas vistas do que aqueles de "catedral", podem assim acontecer em maior número e, no fundo, acabam por causar os mesmos estragos.
Nesta presente temporada, na maioria dos lances em que os árbitros apitaram mal em favor do slb, ambas as decisões (contra ou a favor) poderiam, em teoria, ser aceitáveis. O problema é que em todas elas os homens de negro, inclinaram-se para o lado que menos danos colaterais lhes causa. Ou seja, quando numa mesma partida e em 3 ou 4 lances duvidosos, em todos eles se decide em favor dos mesmos, algo de muito errado se passa.

Aliás, ironia das ironias, a maior prova de que a coisa está também a ser feita "pelo outro lado", nesta época, aconteceu num lance em que o trio de arbitragem esteve, por mera sorte, certo: foi naquele célebre fora-de-jogo assinalado ao Rio Ave no jogo da Luz.
O "auxiliar" não poderia ter visto aquilo que diz ter acontecido. Estando atrasado no lance, jamais poderia garantir que o jogador vila-condense estivesse deslocado. E por que razão, então, levantou ele a bandeira? Pura e simplesmente porque, assim o fazendo, evitaria meter-se em "alhadas". Tão prosaico quanto isto.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Vontade de (não) jogar

Tarjas dos Super Dragões


Lopetegui e as arbitragens (fonte: O JOGO)


FC Porto x Belenenses - Ficha e estatísticas (fonte: O JOGO)

Ao intervalo, o Belenenses tinha feito 4 ataques e 1 remate (não me lembro quando).

E, mesmo a perder por 2-0 desde o início da 2ª Parte, o Belenenses continuou em modo “contenção”, tendo feito o 2º e 3º remates já em período de descontos, quando os jogadores do FC Porto estavam em modo “descompressão”.

É por haver equipas destas (Belenenses) e treinadores destes (Lito Vidigal), que o campeonato português é pouco atrativo e muito pouco vendável.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Parabéns ao Colectivo e aos Super Dragões


21’: [1-0] Manú puxou Danilo. Quaresma converteu o penálti de forma competente.

26’: [2-0] Tello cruzou e Jackson, completamente isolado e com a baliza escancarada à sua frente, limitou-se a “encostar”.

88’: [3-0] Quintero rematou, o guarda-redes do Vitória Setúbal (Ricardo Batista) defendeu para a frente e Brahimi limitou-se a empurrar a bola para o fundo da baliza.

90+3’: [4-0] Ricardo Batista derrubou Brahimi e foi expulso. Zequinha ocupou o seu lugar, mas foi incapaz de deter o penálti marcado por Danilo.

E sobre este jogo, contra um Vitória Setúbal que mais parecia uma equipa da distrital, é isto, não há muito mais a dizer, a não ser que o resultado foi muitíssimo melhor que a exibição fria dos dragões.

Numa noite gelada, em que grande parte dos jogadores azuis-e-brancos pareceram mentalmente congelados, a única coisa de verdadeiramente positiva foi o comportamento das duas claques do FC Porto que, mesmo durante os períodos mais sombrios da exibição portista, nunca se cansaram e nunca deixaram de tentar puxar pela equipa.

Parabéns aos elementos do Colectivo e dos Super Dragões que, esta noite, estiveram no Estádio do Dragão.



P.S. O FC Porto é obrigado a ficar com Cristian Tello dois anos? Ou, se as exibições de Tello continuarem a ser do nível da de hoje, poderá devolvê-lo ao Barça no final desta época?

P.S.2 A entrada de Brahimi ao minuto 87, após ter estado a aquecer desde o início da 2ª parte, fez-me lembrar um caso idêntico: a entrada de Quaresma, ao minuto 88, no jogo que o FC Porto disputou em Lille. Muito bem, é assim que se lida com as “vedetas da companhia”, quando eles começam a pensar que são maiores do que a EQUIPA.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O 8º jogador

Ontem, entre as 21h00 e as 23h00 (hora de Portugal Continental), o Dragão Caixa encheu-se para o maior clássico do desporto português: um FC Porto x SL Benfica.

E esse é o primeiro e quiçá grande destaque do jogo de ontem à noite: um pavilhão cheio de um público vibrante que, mais do que assistir, “participou” e ajudou os dragões a derrotarem as águias, num desafio de andebol emocionante de princípio a fim.

Yoel Morales, Miguel Martins, Gilberto Duarte e Alfredo Quintana

De facto, com os Super Dragões em grande, a contagiarem o restante público e a puxarem pela equipa, mesmo nos piores momentos (o SLB chegou a estar a ganhar por 6 golos de diferença) toda a gente acreditou que íamos dar à volta ao resultado.

O JOGO, 04-12-2014

E assim foi. O FC Porto venceu um jogo em que esteve a perder desde os segundos iniciais até ao minuto 41; em que teve mais jogadores excluídos pela dupla de arbitragem (chegou a ter dois em simultâneo); em que beneficiou apenas de um livre de 7 metros (contra sete que beneficiaram o SLB); mas em que contou, sempre, com o “8º jogador”.

Naturalmente, saí do pavilhão muito satisfeito e o meu único lamento é que a bancada das claques do Dragão Caixa só encha ou, vá lá, esteja bem composta, nestes jogos grandes porque, quando as claques estão presentes em força, o espetáculo é outro (*) e a equipa transcende-se, com a força que lhe é transmitida pelo “8º jogador”.

O "8º jogador" do FC Porto x SL Benfica

(*) Vi que estavam várias camaras de televisão no pavilhão mas, obviamente, não sei se a transmissão televisiva, feita pelo Porto Canal, conseguiu captar e transmitir todo o espetáculo e emoção que envolveu este jogo.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Goleada de talento


Coletivamente, não foi das melhores exibições deste FC Porto de Lopetegui, longe disso.
Ainda assim, os primeiros 20-25 minutos da 1ª parte foram os melhores (do ponto de vista coletivo), mas sem que tal se traduzisse em golos.

Individualmente, com a excepção de Danilo (os 17 milhões de euros que a FC Porto SAD gastou na sua contratação já parecem menos exagerados), não houve grandes destaques.
O “extraterrestre” Brahimi fez o seu pior jogo com a camisola do FC Porto (devia estar a pensar nas declarações de Laurent Blanc) e Jackson, sempre muito lutador, esteve desastrado, mas marcou um golo de belo efeito (provavelmente haverá quem diga que deveria ter passado a bola a Tello…), que aniquilou o ânimo dos jogadores vilacondenses.

Seja como for, esta equipa tem carradas de talento - Jackson, Brahimi, Tello, Óliver, Quintero, Herrera, Danilo… - e, consequentemente, o(s) golo(s) na baliza adversária acabam por surgir com naturalidade.
O segredo está em não oferecer golos aos adversários e conseguir manter a baliza de Fabiano inviolada.

Em resumo, penso que estaremos todos de acordo que o resultado (5-0) é exagerado e bem melhor que o computo global da exibição, mas é de enaltecer a atitude e ambição goleadora que os jogadores revelaram até ao apito final (detesto quando, por vezes, a equipa desliga os motores após marcar o 2º golo). Neste aspecto, fez lembrar os tempos de Bobby Robson.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

“Será que estamos a ser Porto?”


Não há muito a dizer do FC Porto x Estoril de ontem à noite, para os quartos-de-final da Taça de Portugal.
Globalmente, a exibição dos “andrades” foi na linha do que se tem visto nas últimas semanas/meses e isso já diz quase tudo.

Deste jogo tirei alguns apontamentos curtos.

Quaresma é craque, tem lances geniais, mas está sem intensidade de jogo e continua a perder N bolas por displicência.

Pelo contrário, a Herrera não falta intensidade e amplitude de jogo. Estou convencido que um dia/semana/mês/ano destes, quando o FC Porto voltar a ter uma Equipa organizada, o médio mexicano vai brilhar no meio-campo portista (para desgosto de comentadores como Carlos Daniel).

O outro internacional mexicano, Diego Reyes, tem pinta, mas fartou-se de meter água, principalmente na 1ª parte. Fez-me lembrar um outro defesa central, um tal de Ricardo Carvalho, quando (em 1998/99) fez a sua estreia com a camisola azul e branca, no Estádio das Antas, num jogo contra o Salgueiros.

Ghilas voltou a mostrar que pode ser muito útil e ajudar a resolver um problema crónico que o onze portista evidencia esta época: o isolamento de Jackson na frente de ataque e na área adversária. O problema é que Paulo Fonseca parece não arranjar maneira de encaixar Ghilas no trio de ataque, a não ser nos últimos minutos de alguns jogos e, normalmente, em desespero de causa.

Mas, na minha opinião, a grande novidade deste jogo foi a enorme tarja que os Super Dragões ergueram no topo sul, após o golo do Estoril.

A contestação nas redes sociais é perfeitamente inócua.
Assobios vindos das bancadas (ontem foram poucos, até porque as cadeiras vazias não sabem assobiar…) são esporádicos e, por vezes, alternam com algumas palmas.
Agora, a principal claque do FC Porto, que acompanha a equipa de futebol para todo o lado, que apoiam quando os outros estão calados, ter preparado uma tarja antes do jogo, com uma mensagem destas, isso já me parece que pode fazer tocar algumas campaínhas.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Claques, violência e a desfaçatez de Eugénio Queirós

Um conhecido jornalista, adepto do Leixões, simpatizante do slb e anti portista figadal, escreveu o seguinte no seu blogue:

«Na passada 6.ª feira, em Braga, um adepto bracarense, de 39 anos, morreu na sequência de mais uma zaragata. Ao fugir da confusão, foi atropelado mortalmente. (curiosamente, o Sp. Braga chegou oficialmente a informar que o que aconteceu nada teve a ver com o jogo de futebol...). Não importa muito saber como foi. Importa sobretudo saber porque aconteceu.»

Não importa saber como foi?!
Não importa perceber por que razão uma camioneta com adeptos do FC Porto, quando se dirigia ao estádio Axa, parou (ou teve de parar) na via rápida que atravessa Braga?
Não importa investigar se a camioneta com adeptos do FC Porto foi (como alguns testemunhos sugerem) alvo de uma emboscada efetuada por membros da claque bracarense Red Boys?

Pois bem, a versão oficial da PSP de Braga é a seguinte:
"Um grupo de adeptos do Braga apedrejou o autocarro do FC Porto e o atropelamento mortal registou-se logo a seguir. Não se sabe ainda se a vítima fazia parte daquele grupo"

Mas, do texto publicado por Eugénio Queirós no seu blogue, a melhor parte é esta:

«Dos clubes que conheço, o Benfica é o único que não passa cartão às suas claques. Faz muito bem. Não precisa delas para nada. Nos outros, é o que se sabe: as claques são tratadas com carinho e respeito.»

Como? O slb não passa cartão às suas claques?!!!
É inacreditável como é que um jornalista português, supostamente sério, que acompanha há décadas o fenómeno desportivo em Portugal, pode escrever uma coisa destas.

«O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, vai ser chamado para ser ouvido como testemunha no âmbito do processo que levou hoje à detenção de 30 elementos dos 'No Name Boys'. O Ministério Público quer esclarecer como é que uma claque que não estava legal tinha direito a uma sede no estádio do clube, avançou ao Expresso fonte policial. O espaço é conhecido como "A Casinha".
(…) Trinta elementos do grupo foram detidos, incluindo os dois supostos líderes: Miguel Claro e José Pité. Os detidos estão indiciados por ofensas corporais, associação criminosa, tráfico de droga e danos e incêndio a um autocarro que transportava adeptos do FC Porto para um jogo de hóquei em patins, em Junho deste ano.»
in EXPRESSO, 16/11/2008


«Cerca de quatro dezenas de elementos da claque do Benfica No Name Boys foram acusados de vários crimes e o presidente do clube, Luís Filipe Vieira, foi alvo de uma participação à Comissão Disciplinar da Liga de clubes por apoiar aquele grupo de adeptos. A certidão foi também remetida para o Conselho Nacional Contra a Violência no Desporto, entidade junto de quem a claque se deveria ter legalizado, identificando todos os seus membros. O mais conhecido grupo de apoiantes do Benfica foi alvo de uma aparatosa acção policial há cerca de meio ano, através da operação Fair Play, desencadeada pela Unidade Especial de Combate ao Crime Especialmente Violento (UECCEV) do DIAP de Lisboa com a colaboração da Polícia de Segurança Pública. (...)
A acção policial saldou-se ainda na apreensão de armas proibidas, material pirotécnico e mais de dez quilos de haxixe e 115 gramas de cocaína. O libelo sustenta que a claque era financiada através da venda de ingressos para os desafios e de substâncias estupefacientes, nomeadamente haxixe e cocaína.»
in PUBLICO, 16/05/2009


«Luís Filipe Vieira garantiu ao Ministério Público nem sequer reconhecer os No Name Boys, acusando a polícia e a segurança privada por mau controlo de armas e material incendiário nos estádios – mas a PSP, num relatório a que o CM teve acesso, arrasa o presidente do Benfica. Pode ler-se que Vieira reúne com a claque para lhes dar todo o apoio, deixando entrar as tochas nas bancadas da Luz; despede o chefe de segurança do clube por ajudar a PSP a identificar os criminosos – e almoça com o comandante da polícia para lhe pedir que "facilite" na presença policial junto dos No Name Boys. Muitos deles entretanto presos por droga, armas, roubos, incêndios e espancamentos a adeptos rivais.»
in Correio da Manhã, 18/05/2009


No futebol português parece valer tudo mas, pelo menos da parte dos jornalistas desportivos, deveria haver um mínimo de ética e deontologia profissional.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Mais uma revista azul-e-branca

Os Super Dragões vão passar a editar uma revista mensal e, segundo informação que nos chegou por correio electrónico, "trata-se de uma publicação que irá expor, na perspectiva dos Super Dragões, as imagens e o relato escrito dos diversos eventos em que participa o FC Porto, onde claro está o Futebol e as nunca abandonadas modalidades amadoras".

Boa sorte para mais esta publicação do universo azul-e-branco.

Quanto às "nunca abandonadas modalidades amadoras", faço votos para que, esta época, possamos ver a bancada reservada (?) para as claques mais vezes cheia. Apesar do nome, o Futebol Clube do Porto não é só futebol e as equipas de Andebol, Basquetebol e Hóquei em Patins merecem todo o apoio dos adeptos portistas.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Manual do Adepto Eficiente - Capítulo 1

Capítulo 1 - A demonstração de afecto

Mais e mais amor,
Que amor tão louco,
Cada dia eu te quero mais,
Meu grande Porto.


De autor desconhecido, interpretado pelos adeptos portistas em Madrid, no dia 24 de Fevereiro de 2009.



Nota introdutória ao Manual do Adepto Eficiente:

O adepto útil à equipa não é apenas aquele que paga as suas cotas e que compra o lugar anual ou o bilhete para assistir aos jogos. É o adepto que participa no espectáculo apoiando a equipa, nos bons e nos maus momentos.

Sem pretensiosismos, vamos nesta nova rubrica tentar ajudar o adepto interessado a apoiar a equipa.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Luta Campeão

Há ano e meio os Super Dragões colocaram esta introdução no site deles:



Tal como na altura é só isto que pedimos.