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terça-feira, 21 de maio de 2013

A festa do “clube regional”

Um “FC Porto em fim de ciclo”, com uma “estrutura dirigente caduca” e um “treinador incompetente”, selou a conquista do sétimo campeonato dos últimos oito anos. Nada mau…

Mas, o que me deixou mais surpreendido, foi ver e ler as notícias da festa portista de norte a sul do país, passando pelas ilhas e pelos países da diáspora portuguesa.

Então não é verdade que só há meia-dúzia de portistas, concentrados no Porto e arredores?

«Em Cabo Verde, a vitória foi festejada um pouco por todo o arquipélago, mas a festa rija decorreu na Terra Branca, “feudo” dos “dragões” da capital do país. Ao som da “Pronúncia do Norte”, “We Are The Champions”, dos Queen, e do hino oficial dos portistas, saídos de potentes altifalantes, a rotunda da Terra Branca, que liga a estrada para a Cidade Velha e a Achada de Santo António, entupiu com dezenas de automóveis, que buzinavam, e de adeptos, que apitavam, cantavam e dançavam.»

(Festa em Lisboa, 19-05-2013)

«A Casa do Futebol Clube do Porto, em Luanda, foi domingo pequena para receber as dezenas de sócios e adeptos dos “dragões” (…) Criada oficialmente em 1999, a Casa dos Dragões em Angola começou a encher-se muito antes da hora do jogo com o Paços de Ferreira e ninguém escondia a confiança na revalidação do título. (…)
Vamos ser campeões, de certeza”, disse o presidente da direção da Casa, Agostinho Rocha, sócio desde 1976, empresário luso-angolano nascido em Luanda, popularmente conhecido por Rochinha. Entre os assistentes, o provedor de Justiça de Angola, Paulo Tjipilica, vice-presidente da Assembleia Geral da Casa do FC Porto, sócio dos dragões desde o tempo em que viveu em Lisboa. (…)
Dos três “grandes” do futebol português, o FC Porto é o único com representação em Angola, com a Casa do FC Porto, e os títulos ganhos nos últimos anos começam a ter correspondência nas preferências clubísticas, ameaçando numericamente o Benfica, ainda o mais popular no país, enquanto o Sporting é também em Angola o terceiro na lista das preferências.»

(Festa em Viseu, 19-05-2013)

«Centenas de adeptos do FC Porto festejaram no domingo, brevemente, a conquista do campeonato português de futebol, nas ruas de Maputo, onde, antes, a maior circulação de símbolos vermelhos do Benfica parecia justificar a sua toponímia revolucionária.»

(Festa em Braga, 19-05-2013)

«No Canadá, os festejos do 27.º título de campeão nacional do F. C. Porto foram sentidos em Toronto, a cidade canadiana onde existe maior número de portugueses e de luso-descendentes, principalmente em zonas comerciais. Antes do início dos encontros do Porto com o Paços de Ferreira e do Benfica com o Moreirense, era possível encontrar-se adeptos de ambos os clubes, equipados a rigor, nas ruas da cidade, como a Dundas, a College e a Rogerse St. Clair, onde os bares começavam a ficar lotados. (…) Num estabelecimento, que se encontrava praticamente cheio de adeptos tanto do FC Porto como do Benfica (…). Os portistas, que estavam em maior número, cantaram efusivamente “O Porto é campeão”, assim que terminou o jogo.»

(Festa no Funchal, 19-05-2013)

«Em Londres, a conquista da Liga pelo Porto foi celebrada com gritos e aplausos no café Estrela, em Stockwell, um dos locais mais populares para o acompanhamento de jogos de futebol, e com buzinadelas na South Lambeth Road.
Este foi um dos melhores campeonatos de sempre”, exclamou, num português irrepreensível, Jaz Izzouguene, um argelino portista, com uma camisola do clube azul e branco vestida, adepto do Futebol Clube do Porto “desde os anos 80, do tempo do Madjer”»

(Festa em Coimbra, 19-05-2013)

«Em Bruxelas, os adeptos do F. C. Porto fizeram-se ouvir, durante alguns minutos, no bairro de Flagey, onde residem muitos emigrantes portugueses, celebrando a conquista do campeonato com buzinadelas, junto a cafés de origem nacional.»

(Festa em Bruxelas, 19-05-2013)

Fonte: Agência Lusa

sábado, 19 de junho de 2010

F.C. Porto nos Mundiais (V)

Alberto Festa, o Pioneiro

Numa tarde de sábado de Junho de 1966 em Old Trafford, Manchester, Alberto Festa, capitão do F.C. Porto, escreveu um importante capítulo na História do clube: tornou-se o seu primeiro jogador a alinhar numa partida do Campeonato do Mundo, mais precisamente contra a Bulgária, num jogo que Portugal venceria por 3-0.

Era o segundo jogo da selecção nacional, tendo Festa sido preterido no primeiro, contra a Hungria, a favor do sportinguista João Morais, um jogador tornado célebre pelo canto directo com que dera a vitória ao seu clube dois anos antes na finalíssima da Taça das Taças, contra o MTK de Budapeste. Festa e Morais repartiriam "irmamente" os jogos nesse Mundial, tendo cada um disputado três. Na fase de qualificação Festa jogara cinco das seis partidas. Era claramente o melhor defesa-direito português, mas isto de ter um concorrente de um clube de Lisboa tinha muito que se lhe dissesse...

Alberto Festa nasceu em Santo Tirso em 1939 e jogara primeiramente no Tirsense. Veio para o F.C. Porto em 1961/62, acabando por tornar-se o digno sucessor do famoso "Leão de Génova", Virgílio Mendes, na posição de lateral-direito. Manteve-se no clube até 1967/68, tendo disputado um total de 114 jogos para o campeonato. Uma lesão num joelho acabaria por lhe prejudicar a carreira e encurtá-la ao mais alto nível. Devido a ela, nas suas duas últimas épocas no clube só disputaria seis partidas a contar para a prova máxima do futebol nacional. Também não voltaria à selecção pelo mesmo motivo, tendo o jogo contra a U.R.S.S. de apuramento do 3º e 4º classificados do Mundial de 1966 sido o último que disputou pela equipa das quinas, num total de 19, um bom número para a época.

Acabaria a carreira no "seu" Tirsense e, se a memória me não atraiçoa, faria parte da equipa daquele clube que, disputando a 2ª divisão, eliminaria o F.C. Porto da Taça de Portugal em 1969/70, em pleno Estádio das Antas.

Alberto Festa foi talvez o primeiro defesa-direito português a fazer com eficácia e brilho todo o corredor direito. O tempo dos laterais que avançam estava no seu início, e entre nós Festa destacou-se nesse aspecto. Era alto, forte e rápido. E era um grande capitão.


Foto: blogue Dragaopentacampeão

quinta-feira, 10 de junho de 2010

FC Porto nos Mundiais (I)


Entre os 22 "Magriços" que foram a Inglaterra, no Mundial de 1966, três eram jogadores do FC Porto:
- Américo, guarda-redes, 33 anos
- Custódio Pinto, médio ("interior")/avançado, 24 anos
- Festa, defesa-direito, 26 anos

Apenas Festa teve oportunidade de jogar (em 3 jogos, contra a Bulgária, Inglaterra e URSS), apesar de muita gente considerar que Américo era o melhor dos três guarda-redes convocados (os outros dois foram Carvalho do Sporting e José Pereira do Belenenses).

Foto: Portugal x Bulgária, Festa é o terceiro em cima, a contar da esquerda para a direita.