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| Nuno Espírito Santo a "explicar" o que é um jogador à Porto |
«Se o pecado de João Pinheiro [árbitro do Vitória Setúbal x FC Porto] tivesse sido a grande penalidade não assinalada ainda se podia achar que tinha sido um caso sem exemplo, mas quem viu o jogo sabe bem a tendência do sr. árbitro, tanto a marcar faltas a todo o contacto dos jogadores do FC Porto e a aplicar um "critério largo" quando era o contacto era provocado pelo adversário. E depois temos os descontos, um assunto que por si só merecia um estudo, que neste jogo ficaram muito longe do tempo efetivamente perdido, tanto na primeira como na segunda parte.»
Francisco J. Marques, newsletter ‘Dragões Diário’, 30-10-2016
“quem viu o jogo sabe bem a tendência do sr. árbitro”
Sabe? Será que toda a gente que viu o jogo sabe?
No final do Vitória Setúbal x FC Porto, em declarações na flash interview, quando questionado sobre se o FC Porto tinha queixas da arbitragem, Nuno Espírito Santo (NES) afirmou o seguinte:
“De onde estou não consigo analisar totalmente os lances, mas neste momento não vou olhar para isso”
Não viu bem os lances, não percebeu a tendência da arbitragem (sempre contra o FC Porto), nem tem nada a dizer sobre o desconto (e que desconto!) de tempo dado pelo internacional proveta. Mas que gajo manso! Que cobardolas!
Ao contrário do treinador “ceguinho”, os jogadores FC Porto, quer os que estiveram sentados no banco de suplentes, quer os que andaram a correr lá dentro, viram bem e sentiram na pele a injustiça de mais uma roubalheira. Por isso, mal o jogo acabou, enquanto o seu treinador se escapulia rapidamente para o balneário, os jogadores foram manifestar a sua justa indignação junto do trio de arbitragem.
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| Jogadores do FC Porto a protestar com o árbitro João Pinheiro (fonte: O JOGO) |
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| Jogadores do FC Porto a protestar com o árbitro João Pinheiro (fonte: Record) |
Em vez de encher a boca com o slogan “Somos Porto”, ou pretender dar aulas, inspiradas em manuais de auto-ajuda, sobre o conceito “jogador à Porto”, alguém devia explicar a Nuno Espírito Santo o que é ser treinador à Porto.
Ser treinador à Porto, algo que Nuno Espírito Santo está muito longe de ser, é isto…
… ou isto…
Percebido?
Espero não voltar a ver, nunca mais, os jogadores do FC Porto a serem abandonados pelo seu treinador e a enfrentarem, sozinhos, juntamente com os adeptos nas bancadas, este Sistema vergonhoso que, sempre que pode, nos prejudica.






















Quem não se lembra da forma como Mourinho ficou mal visto por muitos portistas quando deixou o FCP?