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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Surreal

Na época passada, após o cd tondela ser goleado por 4-0 no Estádio do Dragão, Pepa chegou à sala de imprensa com cara de caso e centrou as suas declarações numa crítica feroz, verdadeiramente surreal, à arbitragem desse jogo.

O jogo ficou estragado. Vi agora as imagens e nem quis acreditar no que vi. Foi surreal a expulsão e foi surreal o penálti

Ontem, seguindo uma tradição de vários anos, o cd tondela foi novamente goleado em casa pelo slb (1-5).

Contudo, ainda na 1ª parte, antes do slb chegar à goleada, aconteceu isto…

Fejsa atinge Murilo na cara

Cartão vermelho por mostrar a Fejsa (Tribunal de O JOGO)

E logo a seguir isto…

Penálti por assinalar contra o slb (Tribunal de O JOGO)

Pois bem, no final deste cd tondela x slb, o que disse Pepa sobre o trabalho da equipa de arbitragem (liderada por Tiago Martins) e sobre o VAR (Hélder Malheiro)?

Rigorosamente nada.
Surreal?
Não. Verdadeiramente surreal é haver um clube como o cd tondela na I Liga, que se comporta como clube-satélite do slb, cujo presidente assume descaradamente ser benfiquista e cuja característica comum à escolha dos treinadores (Vítor Paneira, Rui Bento, Petit, Pepa) é terem de ser ex-jogadores do slb.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

“As gentes do Porto são ordeiras”

O penálti sobre Danilo visto de vários ângulos (clicar na imagem para ampliar)

Uns minutos após o final do CD Aves x FC Porto, Pedro Henriques (ex-árbitro da AF Lisboa), o comentador de arbitragem da SportTv, afirmou o seguinte:

Há penalti! Não deixa dúvidas. O jogador tentou pontapear a bola mas pontapeou o Danilo. Não interessa se é sem querer.

No dia seguinte, nas páginas dos três jornais desportivos, a opinião dos comentadores de arbitragem era unânime.

No jornal O JOGO, Jorge Coroado (ex-árbitro internacional da AF Lisboa), José Leirós (ex-árbitro da AF Porto) e Fortunato Azevedo (ex-árbitro internacional da AF Braga), que constituem o painel do ‘Tribunal de O JOGO’, são perentórios: ao minuto 90, ficou por assinalar um penálti a favor do FC Porto.

Duarte Gomes (ex-árbitro internacional da AF Lisboa), na análise à arbitragem nas páginas do jornal A BOLA, confirma e diz que existiu um penálti (por assinalar) sobre Danilo.

Nas páginas do jornal Record, Marco Ferreira (ex-árbitro internacional da AF Funchal) e Jorge Faustino (ex-árbitro) também não têm dúvidas e escreveram o seguinte:

Amilton foi surpreendido pela antecipação de Danilo e, quando pretendia jogar a bola, acabou por apenas acertar na perna esquerda do jogador do FC Porto. Pontapé de penálti que ficou por assinalar

O jogador [Amilton] tenta pontapear a bola, acabando por acertar na perna de Danilo de forma imprudente dentro da sua área. Penálti por assinalar, não tendo a devida ajuda do VAR

Sete ex-árbitros, colaboradores de diferentes jornais ou televisões.
Sete ex-árbitros, de diferentes gerações.
Sete ex-árbitros, de diferentes associações do país (maioritariamente da AF Lisboa).
Sete ex-árbitros, a maior parte dos quais ex-internacionais, são unânimes:
Ao minuto 90 do CD Aves x FC Porto, ficou um penálti por assinalar a favor do FC Porto!

Mais. O penálti é de tal forma descarado que, vendo a unanimidade dos ex-árbitros e não tendo outros argumentos, a máquina de propaganda do SLB até se deu ao trabalho de pôr a circular um vídeo com imagens manipuladas.

O vídeo manipulado foi publicado no Twitter 'SL Benfica Press'

A razão desta rara unanimidade em relação ao penálti sobre o Danilo que ficou por assinalar é simples: trata-se de uma falta demasiado evidente para se poder usar a desculpa do “em caso de dúvida…”. Ou, dito por outras palavras, não é um “penálti de televisão” (outra desculpa que era habitual). É um lance claríssimo, que não deixa qualquer tipo de dúvida (a pessoas minimamente honestas), sendo perfeitamente visível mesmo sem se ter acesso a imagens televisivas e repetições (como é o caso do VAR).

E contudo, no ‘Dragões Diário’ do dia seguinte ao jogo (26-11-2017), a referência ao lance foi esta:

«… um penálti por assinalar de Amilton sobre Danilo, que nem árbitro nem vídeo-árbitro conseguiram analisar corretamente…»

É só isto que a estrutura do FC Porto tem para dizer, sobre o erro de arbitragem mais grave deste campeonato?

Com tantos paninhos quentes, com tanto cuidado na escolha das palavras para não ofender a APAF, só faltou pedirmos desculpa aos “padres”…, perdão, aos excelentíssimos senhores árbitros, que estiveram de serviço (e que servicinho fizeram…) na Vila das Aves.

E não me venham com a conversa de que temos que relativizar e que este é "só" mais um penálti (o sexto desta época) que ficou por assinalar a favor do FC Porto.
Eu não aceito esse tipo de conversa.
Este é O penálti que ficou por assinalar ao minuto 90, de um jogo que estava empatado (1-1) e, por isso, as consequências do "erro" são muito mais gravosas do que noutros casos.

Em resumo, perante um lance destes, com toda esta envolvência, o FC Porto não pode reagir de forma encolhida, timida, quase envergonhada, como o fez no ‘Dragões Diário’.

E pior ainda, dois dias após a equipa liderada por Sérgio Conceição ter sido espoliada de 2 pontos na Vila das Aves, o presidente e a administração da FCP SAD continuam em silêncio.


O mestre Pedroto a apontar o caminho

As gentes do Porto são ordeiras porque, se não fossem, há muitos anos teriam recorrido à violência perante os enganos dos árbitros que têm decidido da perda de muitos campeonatos e Taças de Portugal.
― José Maria Pedroto

Que saudades do mestre Pedroto e do seu companheiro de então, Jorge Nuno Pinto da Costa. A dupla que, há 40 anos atrás, se insurgiu contra os poderes instalados na capital do ex-Império e iniciou a transformação dos “andrades” em “dragões”.


P.S. O "polvo encarnado" estende-se para todas as áreas, do futebol à comunicação social, passando pelo poder político e judicial. Por isso, não tenhamos ilusões. Este "polvo" gigante não será derrotado se continuarmos com falinhas mansas e boas maneiras.


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Estar alerta não chega

FC Porto x Moreirense, Tribunal de O JOGO

«Atualmente, há seis analistas de arbitragem nos três jornais desportivos: três em O Jogo (Fortunato Azevedo, Jorge Coroado e José Leirós), dois no Record (Jorge Faustino e Marco Ferreira) e um n’A Bola (Duarte Gomes). Todos têm a mesma opinião: aos 36 minutos do jogo de ontem ficou por assinalar uma grande penalidade por falta de Abarhoun sobre Corona. Um lance difícil, mas descortinável através da televisão. O lance ideal, portanto, para o videoárbitro intervir.
Com este caso, completadas que estão três jornadas do campeonato, o FC Porto foi prejudicado em três penáltis, precisamente um em cada um dos jogos (não esquecer as faltas de Moreira sobre Marcano e de Ricardo Costa sobre Marega). É uma média assustadora que nos faz lembrar os piores momentos das últimas quatro épocas.
Que o FC Porto tenha tido capacidade, em três jogos, para contornar três erros graves da arbitragem, só nos pode deixar satisfeitos. Que os árbitros continuem, mesmo com o apoio dos videoárbitros, a errar constantemente contra a nossa equipa, só nos pode deixar em alerta máximo.»
in ‘Baluarte Dragão’, 21-08-2017


Sim, jogo após jogo, os árbitros continuam a errar contra o FC Porto.

Sim, é importante denunciar estes “erros” (quando a coisa é sistemática, eu deixo de acreditar que são meros erros de arbitragem).

Sim, temos de estar em alerta máximo com as arbitragens, com as nomeações de “padres”, com as (in)decisões dos VAR, com as notas dos observadores e as avaliações posteriores.

Contudo, vendo o que está a acontecer esta época, em que as tendências e os “erros” de arbitragem (árbitros principais, árbitros auxiliares e VAR) continuam a ser na mesma linha dos últimos anos, o que devemos fazer?

V. Guimarães x Sporting, Tribunal de O JOGO

SLB x Belenenses, Tribunal de O JOGO

Eu volto a dizer o que já escrevi aqui e aqui.

Vídeo-árbitro? Como é que o vídeo-árbitro haveria de resolver alguma coisa, se os árbitros do vídeo são os mesmos árbitros que, nos últimos anos, andaram nos relvados a “estender tapetes vermelhos”?
Estou cada vez mais convencido, que isto só pode mudar com outros árbitros, porque estes estão viciados no colinho.

Esta é uma batalha tremenda que, institucionalmente, o FC Porto parece não querer assumir.

Veremos o que dirão, Clube/SAD e adeptos, quando o FC Porto perder pontos, porque a capacidade da equipa foi insuficiente para contornar “erros” graves de arbitragem.

domingo, 6 de agosto de 2017

Árbitros estrangeiros no campeonato português

Análise do ex-árbitro Marco Ferreira (Record, 06-08-2017)

7’: Seferovic (avançado dos encarnados de Lisboa) empurra Marcos Valente, impedindo o jogador do Vitória de disputar a bola.
1º golo do SLB precedido por uma falta clara (opinião unânime de quatro ex-árbitros), que não foi assinalada.

13’: Sálvio (extremo dos encarnados de Lisboa), movimenta o braço esquerdo para uma posição não-natural e toca na bola dentro da área.
Penálti por assinalar contra o SLB.

33’: Jardel (defesa dos encarnados de Lisboa), sem condições para jogar a bola, atinge a pontapé Rafael Martins.
Cartão vermelho por exibir ao jogador do SLB.

SLB x Vitória Guimarães - Tribunal de O JOGO


Nova época e continua tudo na mesma. Isto é, nas competições nacionais os encarnados de Lisboa continuam a jogar com 14 (com árbitros estrangeiros a coisa pia mais fino e, daí, os resultados serem muito piores).

De facto, no primeiro jogo oficial da época, em pouco mais de 30 minutos, assistimos ao cardápio completo. Um golo dos encarnados que deveria ter sido anulado (e não foi); um penálti contra o SLB por assinalar; e um cartão vermelho que, a ter sido mostrado, deixaria o treta campeão a jogar com menos um durante 1 hora.

Bem-vindos ao futebol português! O futebol dos vouchers, o futebol dos “padres ordenados”, o futebol de uma rede tentacular que suportou (e continua a suportar) os títulos ganhos pelos encarnados de Lisboa.

Vídeo-árbitro?
Como é que o vídeo-árbitro haveria de resolver alguma coisa, se os árbitros do vídeo são os mesmos árbitros que, nos últimos anos, andaram nos relvados portugueses a “estender tapetes vermelhos”?

Estou cada vez mais convencido, que isto só pode mudar com outros árbitros, porque estes estão viciados no colinho.

A divulgação pública do conteúdo de vários e-mails, trocados por elementos do "polvo", foi reveladora e muito importante, mas não chega.

Está na hora, mais do que na hora, do FC Porto dar um murro na mesa e, com o objetivo de repor a credibilidade do futebol português, defender que os jogos do campeonato sejam dirigidos por árbitros estrangeiros (durante um período a definir).

"Aceito árbitros estrangeiros na Liga" (Vítor Pereira, 17-05-2012)

E o que fazer aos árbitros portugueses?
Os melhorzinhos, os menos maus, podem ser “promovidos” a árbitros de vídeo ou video assistant referee (VAR), que em inglês a coisa soa mais fino...

terça-feira, 21 de março de 2017

Antijogo, Penalties e NESpia

I. Um antijogo obsceno (o crime compensa – parte I)

«O pedido de assistência médica por parte de jogadores do V. Setúbal levou o Dragão à loucura. Bruno Varela, guardião dos sadinos, esteve no epicentro da contestação repartindo com Vasco Fernandes a maior necessidade de auxílio. Pinto da Costa juntou-se ao coro de protestos ao intervalo.
Além dos assobios com que o Estádio do Dragão brindou algumas cobranças de faltas ou pontapés de baliza mais demorados, os protestos elevaram-se sempre que o corpo clínico adversário foi chamado à partida, ao todo em nove ocasiões. Segundo relatos recolhidos pelo Record, Pinto da Costa esteve na zona do túnel de acesso ao relvado ao intervalo, tendo dado a conhecer a sua insatisfação pelo que se tinha passado tanto à equipa de arbitragem como a elementos do V. Setúbal, o que foi presenciado por um elemento da Liga.
Diga-se que o facto de os dois primeiros substituídos sadinos, Bonilha e Vasco Fernandes, terem saído em maca e acabarem por se levantar após ultrapassarem as quatro linhas não ajudou ao serenar dos ânimos. A demora provocada por este tipo de situações levou o árbitro Manuel Oliveira a dar 5 minutos de descontos na primeira parte e mais 7 na segunda.»
in record.pt, 19-03-2017

O antijogo de Bruno Varela (foto: Maisfutebol)

«A primeira parte resume-se numa frase: FC Porto a atacar, Vitória de Setúbal a defender, usando e abusando do antijogo, nomeadamente Bruno Varela. Aliás, algo de estranho se deve passar com um guarda-redes que se lesiona pelo mero impacto com o relvado e que é assistido por três vezes em meia hora
Crónica publicada no site oficial do FC Porto, após o final do jogo


«(…) num jogo que ficará na história deste campeonato como o pior exemplo de antijogo desde o primeiro minuto. O árbitro Manuel Oliveira concedeu 12 minutos de descontos (final de primeira parte e final de jogo), mas isso não compensa as constantes quebras de ritmo provocadas pelo Setúbal, com inúmeras entradas da equipa médica em campo, mas nenhuma quando o resultado lhes era desfavorável - no total, a equipa médica do Setúbal entrou em campo sete vezes, três com o resultado em branco, quatro com o resultado empatado a um golo, num total de 9m26s de tempo perdido só nestas sete paragens. Mas o antijogo do Setúbal não se cingiu às assistências médicas, começou com o apito inicial do árbitro - aos cinco minutos já o árbitro avisava Bruno Varela para não perder tempo - e chegou a ser obsceno. Infelizmente, o crime continua a compensar e assim será enquanto não houver coragem de expulsar os jogadores infratores.»
Francisco J. Marques, Dragões Diário, 20-03-2017


Mais de 16 minutos de paragens (infografia Record)

O antijogo obsceno que foi praticado pelos jogadores do Vitória de Setúbal, cortou permanentemente o ritmo de jogo, reduziu drasticamente o tempo de jogo e quase levou ao desespero os mais de 49 mil portistas que encheram o Estádio do Dragão e pagaram bilhete para assistir a um jogo de futebol (e não a uma palhaçada).

Perante a pouca vergonha que se viu, houve vários tipos de reações, quer no estádio, quer nas redes sociais.
O treinador da equipa principal do FC Porto reagiu assim:

O antijogo é algo que tem sido recorrente ao longo do campeonato. Esse critério do árbitro em dar aqueles minutos de compensação é o que deve ser seguido sempre, penalizando as equipas que fazem antijogo. Mas não quero comentar esse tipo de estratégia, cada equipa adota a que considera melhor, nós só temos que estar concentrados no jogo e procurar que o tempo de jogo seja o mais útil possível.
Nuno Espírito Santo, na conferência de imprensa


II. Mais três penalties por assinalar (o crime compensa – parte II)

Poucos minutos após o final do jogo, alguém do FC Porto (presumo que do Departamento de Comunicação), partilhou um vídeo nas redes sociais, com três lances de possíveis penalties a favor do FC Porto que ficaram por assinalar (dois agarrões a André Silva e uma carga do guarda-redes sadino sobre Brahimi).

3 penáltis por marcar

O 'Tribunal de O JOGO' também não teve dúvidas e, por unanimidade, considerou que ficaram mesmo três penalties por assinalar a favor do FC Porto (aos 20', 49' e 61').

Três penalties por assinalar no FC Porto x Vitória Setúbal (Tribunal de O JOGO)

Admito que no estádio e da posição onde estava, Nuno Espírito Santo (NES) tivesse dificuldade em ver (eu também tive), mas estou certo que alguém da estrutura do FC Porto o informou, senão durante o jogo, logo após o final do mesmo.

Assim sendo, após um empate dramático em casa, em que ficaram por assinalar 3 (três!) penalties a favor do FC Porto, o que disse NES sobre o assunto, quer na flash interview, quer na conferência de imprensa?

Népia. Absolutamente nada.

De que adianta, então, os adeptos protestarem, quer seja no estádio ou nas redes sociais?

De que adianta o Departamento de Comunicação do FC Porto fazer (e bem) o seu trabalho, denunciando (com factos, imagens e vídeos) estas e outras situações relacionadas com as arbitragens deste campeonato?

De que adianta lutarmos contra o "polvo" fora das quatro linhas, se o atual treinador do FC Porto e principal rosto da equipa é incapaz de se indignar, é incapaz de se revoltar, é incapaz de dar um murro na mesa e dizer BASTA!

Por aquilo que tem sido o seu comportamento ao longo da época, NES parece decidido em passar pelo FC Porto sem criar inimizades e cultivando uma imagem de bom rapaz (não sei se é feitio ou se já estará a pensar no seu futuro).

Eu tenho pena que assim seja e duvido que, com esta postura, NES venha a ter sucesso no FC Porto mas, naturalmente, espero estar enganado.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

A “verdade” televisiva

Na edição de O JOGO de ontem (Sábado), o diretor do jornal, José Manuel Ribeiro, assinou uma crónica, intitulada ‘Verdade televisiva’, onde escreveu o seguinte:

«O complicado é quando o Benfica se reclama uma pessoa de bem (…). Porque uma pessoa de bem faria questão de repetir, no canal televisivo que é seu e que transmite em exclusivo os seus jogos em casa, todas as jogadas duvidosas e não apenas as que parecem favorece-lo, como tem acontecido ultimamente com uma desfaçatez notável.»

Esta questão – a “verdade” televisiva – não é nova, mas está na ordem do dia, quer devido à transmissão televisiva (feita pela SportTV) do FC Porto x Tondela quer, principalmente, após a desfaçatez da Benfica TV na “criteriosa” transmissão do SLB x GD Chaves.






Aos mais distraídos, isto pode parecer um assunto de somenos. Contudo, se pensarmos no surreal comunicado da Direção do Tondela e na surreal conferência de imprensa do treinador do Tondela (o benfiquista Pepa), cujas declarações foram suportadas nas imagens que a SportTV (não) mostrou do jogo FC Porto x Tondela, percebemos até onde pode ir a “verdade” televisiva.

E a coisa torna-se ainda pior, quando a “verdade” televisiva é utilizada para pressionar e condicionar as nomeações e as arbitragens dos jogos seguintes, algo que foi evidente com a nomeação do algarvio Nuno Almeida (conhecido no meio da arbitragem por “Ferrari vermelho”) para o SLB x GD Chaves.

«Lutamos [FC Porto] contra muita coisa e o valor dos adversários não é a mais difícil de vencer. Ontem, na Luz, o Ferrari vermelho fez "pendant" com o Benfica, o que nem aos mais distraídos surpreende - estava lá mesmo para isso, para fazer "pendant"»
Francisco J. Marques (Diretor de Comunicação do FC Porto), ‘Dragões Diário’ de 25-02-2017


Portistas, é fundamental lutarmos contra este tentáculo do “polvo encarnado”.
Mas este combate não pode ser, apenas, travado com as queixas dos adeptos nas redes sociais e as denúncias do novo diretor/departamento de comunicação do FC Porto.
Esta é uma batalha crucial, que tem de ser assumida pelo FC Porto ao mais alto nível – presidência e administração do clube/SAD –, mesmo que isso custe amizades antigas.
Lamento, mas os interesses do FC Porto têm de estar acima disso.

domingo, 21 de agosto de 2016

Arbitragens: continua o silêncio da SAD

Ao minuto 4 do FC Porto x Estoril, ocorreu este lance…



… o qual não parece ser muito difícil de ajuizar e, naturalmente, mereceu a unanimidade dos três ex-árbitros do 'Tribunal O JOGO'.

FC Porto x Estoril (Tribunal O JOGO)

Isto significa que, se o penalty tivesse sido assinalado pelo árbitro Luís Ferreira da AF Braga, a super “muralha” defensiva do Estoril poderia ter sido derrubada logo nos primeiros minutos e, seguramente, o jogo teria sido muito diferente.
Assim, foi sofrer até ao fim e por pouco não assistimos a uma desagradável surpresa logo à 2ª jornada.

O que dizer disto?
Bem, se lances como este, em pleno Estádio do Dragão, não merecem uma reação (enérgica) da administração da FC Porto SAD (nem sequer do Dragões Diário!), ao nível da arbitragem já sabemos o que nos espera neste campeonato: mais do mesmo.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Disto (quase) ninguém fala

Após o empate de ontem, entre o SLB e o FC Porto, não é preciso estar muito atento para se perceber que o principal alvo de jornalistas, comentadores e adeptos… portistas, é Julen Lopetegui.

A uns porque o treinador basco lhes causa urticária, a outros porque tinham elevadas expectativas (provavelmente por não terem dúvidas que o FC Porto 2014/2015 é bem melhor que o SL Andor, mesmo que o jogo seja no Estádio da Luz), o empate alcançado pelos dragões em Lisboa, serviu para análises muito críticas ao modelo de jogo, onze inicial ou substituições efectuadas por Lopetegui.

Não fiquei surpreendido. Quando não se ganha, é normalíssimo o treinador ser o primeiro a ser apontado a dedo. Sobre isso, nenhuma novidade.

Mas não deixa de ser um pouco estranho que, entre os adeptos portistas, quase ninguém fale da arbitragem, até porque, houve dois lances polémicos e ambos, como aconteceu ao longo de todo o campeonato, foram decididos a favor do SL Andor e em prejuízo do FC Porto.

Por exemplo, ao minuto 79, Fejsa entrou de forma negligente e intempestiva sobre Danilo. O árbitro viu e assinalou falta, mas não mostrou um cartão amarelo ao jogador do SL Andor (seria o 2º amarelo e deixaria os encarnados com menos um jogador para os últimos 15 minutos, descontos incluídos).

Ora, com o mesmo rigor e seguindo o mesmo critério que adoptou nos amarelos mostrados a Quaresma (59’), Jackson (61’) e Marcano (72’), o senhor Jorge Sousa não deveria ter mostrado o 2º cartão amarelo a Fejsa?

Cartão amarelo a Jackson

E sobre o lance aos 43’, em que Luisão carrega Jackson no ar impedindo-o de chegar à bola, alguém viu, da parte do capitão do SLB, intenção de jogar a bola?

Luisão e Jackson (foto: Maisfutebol)

SL Benfica x FC Porto, Tribunal de O JOGO


Bem, feito este intervalo, sobre dois casos de arbitragem “imaginários”, voltemos a Lopetegui e à forma “justa” e “inquestionável” como o SL Andor vai ganhar este campeonato…

domingo, 8 de março de 2015

Certezas & Simulações, Lda

Sérgio Conceição tem a certeza que houve um contacto entre Pardo e Alex Sandro;
Eu tenho a certeza absoluta que o Futebol é diferente do Basquetebol; tenho a certeza que o futebol é um jogo de contactos; e tenho a certeza que nem todos os contactos são falta.

Tribunal de O JOGO, SC Braga x FC Porto

Sérgio Conceição tem a certeza que houve motivo para assinalar penalti;
Eu, parafraseando o ex-árbitro Pedro Henriques (e também Luís Freitas Lobo, neto de um dos fundadores do SC Braga), tenho a certeza que “a queda de Pardo é posterior e deslocada no tempo em relação ao momento do contacto”, ou seja, é uma clara simulação.

E tenho mais certezas. Tenho a certeza absoluta que há uma enorme vontade, da parte de muita gente, em transformarem lances claros em lances duvidosos e lances duvidosos em supostos benefícios para o FC Porto.

Perante o andor encarnado, perante os sucessivos “erros” de arbitragem favoráveis ao SL Andor, perante os 8 a 10 pontos que o SL Andor tem a mais, à custa de uma série interminável de “lapsos” arbitrais, eu percebo o jeito que daria poder dizer que, neste campeonato, também o FC Porto ganhou pontos à custa dos árbitros. Pois, mas ainda não foi desta…

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Mostrar os pitons

«(…) o dilema maior são os jogos que precedem a agenda europeia, como o FC Porto - V. Guimarães de hoje. Não há como tirar da cabeça dos jogadores a oportunidade de glória que aí vem. Alguns adversários mais astutos, e menos escrupulosos, não perdem a hipótese de lha lembrar. Mostrar os pitons meia dúzia de vezes é bastante eficaz como remédio para a memória: nenhum jogador quer arriscar uma lesão a 72 horas de um grande serão europeu»

Este texto foi extraído de um artigo de opinião de Jorge Maia, publicado, em O JOGO, antes do FC Porto x Vitória de ontem à noite.

Análise do 'Tribunal de O JOGO' à "entrada assassina" de Cafú aos 69'

Depois do jogo, e perante o que se viu, é caso para dizer: Ó Jorge, pareces bruxo!...

P.S. Com o FC Porto a vencer pela margem mínima (1-0), eu percebo, ó se percebo, que o associado da APAF nomeado para este desafio, não tenha querido expulsar um jogador do Vitória Guimarães, quando ainda faltavam 21 minutos (mais os descontos) para o final do jogo. Nunca se sabe, não é senhor Nuno Almeida...

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Na Amoreira, a história repetiu-se

Ganhámos onde um dos rivais [FC Porto] empatou
Jorge Jesus, em 06-10-2013, no final do Estoril x SL Benfica da época 2012/2013


E esta época a história repetiu-se.
De facto, nas deslocações que fizeram ao Estádio António Coimbra da Mota, FC Porto e SL Benfica repetiram os mesmos resultados da época passada.

Tal como em 2013/2014, o SL Benfica voltou a ganhar pela diferença mínima (2-1 e 3-2), enquanto que o FC Porto repetiu exactamente o mesmo resultado (2-2).

Mas não foram só os resultados que se repetiram.
Os designados “erros normais” de arbitragem, nestes quatro jogos disputados na Amoreira, também se repetiram e sempre com a mesma “tendência de erro”, isto é, duas vezes em prejuízo do FC Porto e duas vezes em beneficio do SL Benfica.

Coincidência? Pois… há quem finja acreditar nisso.


Época 2013/2014

No Estoril x FC Porto, Otamendi, Mangala, Alex Sandro e Fernando (todos jogadores com missões defensivas) foram “cirurgicamente” amarelados, alguns em lances que nem sequer eram falta, ficando condicionados para o resto do desafio;
No Estoril x SL Benfica, a partir dos 55 minutos, os encarnados passaram a jogar contra uma equipa reduzida a 10 elementos, devido à expulsão de um jogador canarinho.

A ganhar por 1-0, o FC Porto sofreu o golo do empate através de um dos penaltis mais escandalosos dos últimos anos (não havia um único jogador azul-e-branco dentro da área!);

Estoril x FC Porto, penalty contra o FCP por mão de Otamendi

A ganhar por 1-0, o SL Benfica beneficiou de um penalty mentiroso para poder fazer o 2-0, mas Lima foi incompetente e falhou.

E, cereja em cima do bolo, a ganhar por 2-1, o FC Porto viu o Estoril empatar perto do final do desafio, com um golo marcado por um jogador em posição de fora-de-jogo.

Tribunal de O JOGO do Estoril x FC Porto (época 2013/2014)


Época 2014/2015

Em vez de ser eu a dissertar sobre os erros de arbitragem desta época, convido-vos a analisar as situações de jogo que, de acordo com o Tribunal de O JOGO (por unanimidade ou maioria dos seus membros), foram mal ajuizadas pelos árbitros do Estoril x SL Benfica e do Estoril x FC Porto.

Tribunal de O JOGO do Estoril x SL Benfica (época 2014/2015)

Tribunal de O JOGO do Estoril x FC Porto (época 2014/2015)

“Relvado inclinado”?
Pois claro, num dos jogos em beneficio dos encarnados e noutro em prejuízo dos dragões. Assim, o Estoril não tem razões para se queixar…
E quem o diz não são fanáticos adeptos portistas. São os ex-árbitros que constituem o Tribunal de O JOGO.

É, também, com a ajuda desta “tendência de erros” (o já famoso “colinho”), que se tem escrito a história dos últimos campeonatos.


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

In dubio pro… benfica

Boavista x SL Benfica - Golo anulado aos axadrezados

V. Setúbal x SL Benfica - Golo anulado aos sadinos

SL Benfica x Rio Ave - Golo anulado aos vilacondenses

Três jogos.

Três golos anulados (por pretenso fora de jogo) às equipas adversárias do SL Benfica.

Das três vezes, aquando do golo anulado, o SL Benfica vencia pela margem mínima (1-0).

Coincidências?

Sim, eu também já acreditei no Pai Natal…

domingo, 2 de novembro de 2014

Há uma linha que separa…

Lance do golo anulado ao Rio Ave


Há uma linha que separa uma televisão séria de uma televisão facciosa (Benfica TV).

Há uma linha que separa informação de manipulação.

Há uma linha que separa o espírito da lei (um jogador em linha não está fora de jogo), de um pretenso “fora de jogo milimétrico”.

Há uma linha que separa as indicações da FIFA em caso de dúvida, da impossibilidade de certeza de um árbitro assistente (José Gomes) muito mal colocado.

Há uma linha que separa um trio de arbitragem competente, de um trio de arbitragem liderado pelo senhor Manuel Mota (o conhecido benfiquista com vários talhos espalhados pelo Minho).

Há uma linha que separa a verdade (desportiva) da mentira (desportiva).

Há uma linha que separa comentadores televisivos com um mínimo de seriedade, da desfaçatez de “bitaiteiros” encartados.


Tribunal de O JOGO do SL Benfica x Rio Ave

E nem a linha imaginária, desenhada por TV que tanto contesta outras na mesma situação, afere a decisão da equipa de arbitragem.”
Jorge Coroado

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Há penalties e penalties (e também expulsões)

A propósito dos eventuais lances de penalty no SC Braga x SL Benfica (repararam que todos esses lances, de polémica nas áreas, fazem parte dos resumos do jogo?), e de mais uma expulsão de um jogador da equipa adversária do SLB (ontem foi a vez do bracarense Danilo Silva), vale a pena recordar os branqueados e praticamente ignorados lances de possível penalty (não assinalados) e expulsões (não efetuadas), nas últimas três deslocações do FC Porto (para o campeonato).


17-09-2014: Vitória Guimarães x FC Porto (4ª Jornada)

31’: Penalty por assinalar a favor do FC Porto. Defendi puxou o braço a Brahimi e desequilibra-o.

31’: Cartão vermelho por mostrar a Defendi, por ter cometido falta numa jogada em que não havia mais qualquer jogador entre Brahimi e a baliza vimaranense.

63’: Penalty por assinalar a favor do FC Porto. Traoré obstruiu e impediu Quintero de prosseguir.



26-09-2014: Sporting x FC Porto (6ª Jornada)

11’: Cartão vermelho por mostrar a Slimani, por ter apertado o pescoço a Martins Indi.

89’: Penalty por assinalar a favor do FC Porto. Após um toque de calcanhar de Jackson, Maurício corta a bola com o braço direito.

Maurício corta a bola com o braço

89’: 2º cartão amarelo e consequente cartão vermelho por mostrar a Maurício (o 1º cartão amarelo viu-o aos 23’, após atingir o pé de apoio de Brahimi).



25-10-2014: Arouca x FC Porto (8ª Jornada)

3’: Penalty por assinalar a favor do FC Porto. Nuno Coelho atingiu Jackson no seu pé de apoio, rasteirando-o.


55’: Penalty por assinalar a favor do FC Porto. Tinoco empurrou Brahimi de forma ostensiva, derrubando-o.


83’: Cartão vermelho por mostrar a Iván Balliu, que, por trás, varreu autenticamente Brahimi, num lance em que poderia ter provocado uma lesão grave ao internacional argelino.



Resumo arbitral das três últimas deslocações do FC Porto (4ª, 6ª e 8ª jornadas do campeonato):
- 5 penalties por assinalar a favor do FC Porto;
- 4 cartões vermelhos para jogadores adversários, que ficaram nos bolsos dos árbitros.

É a designada “verdade desportiva” à moda dos jornalistas e comentadores da praça, não por acaso, quase todos adeptos dos clubes de Lisboa…

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Os penalties de Pedro Henriques

No tristemente célebre Vitória Guimarães x FC Porto (por ter sido um jogo recheado de casos), a opinião de Pedro Henriques (ex-árbitro da AF Lisboa), acerca do penalty assinalado contra o FC Porto, foi a seguinte:

«Grande penalidade bem assinalada. Jackson aborda o lance de forma negligente e, com o pé direito, toca e derruba André André.»


Ora, o mesmo Pedro Henriques, a propósito do lance entre Alex Sandro e Rúben Micael no jogo de ontem (FC Porto x SC Braga), diz o seguinte:

«Alex Sandro não é rasteirado, ele força a entrada e manda-se para o chão antes de qualquer contacto, simulando uma grande penalidade e sendo corretamente advertido.»

Tribunal de O JOGO, FC Porto x SC Braga

Deixa cá ver se eu percebi.
No penalty que foi assinalado contra o FC Porto em Guimarães, “Jackson abordou o lance de forma negligente” e, como tocou no adversário (ao de leve, mas tocou), zás, toma lá um penalty que assim para a próxima tens mais cuidado.
Ontem, num lance em que é notório a forma ostensiva como o bracarense Rúben Micael mete a perna e toca em Alex Sandro, para o “especialista” Pedro Henriques, já não houve negligência, mas sim uma simulação do jogador portista…

Possível penalty (não assinalado) no FC Porto x SC Braga

Isto é que é ser coerente…

Aliás, a “coerência” (ia dizer enviesamento) com que o lisboeta Pedro Henriques analisa os lances polémicos dos jogos do FC Porto, é algo que já na semana passada tinha ficado claro, a propósito de um outro possível penalty (não assinalado), por mão de Maurício, ao minuto 89 do Sporting x FC Porto.

Possível penalty (não assinalado) no Sporting x FC Porto

Tribunal de O JOGO, Sporting x FC Porto

Mas eu percebo. Quem já colaborou com o Sporting e, atualmente, trabalha para a TVI, tem de manter este tipo de “coerência”…