..e pronto, ficou o diagnóstico feito pelo presidente: afinal a razão pela qual os resultados foram maus nos últimos 3 anos é porque os jogadores «não são à Porto». Está explicado.
Mas será que está mesmo? Coloco a seguinte pergunta: mas por acaso temos hoje menos «jogadores à Porto» do que nos anos anteriores, em que conquistámos 7 campeonatos num período de 8 anos?
Mas afinal Maxi Pereira, Casillas, Ruben Neves, André André não foram elogiados por Pinto da Costa como «jogadores à Porto»?
Ah, «e os outros do plantel?» Bem, mas afinal isso era muito diferente na era «tri»? Era tudo «jogadores à Porto»? Danilo, Otamendi, Alex Sandro, Belluschi, Mangala, Rolando, James etc eram «jogadores à Porto» que deixavam tudo em campo e não estavam cá a pensar no «salto» para outro clube, ao contrário de Herrera, Aboubakar, Marcano e Cia? Poupem-me.
Desde 2003/2004 que não temos um núcleo considerável de «jogadores à Porto». Pinto da Costa demorou mais de uma década para reparar nisso, se era um problema assim tão grave? Digo isto e por acaso até acho q é um problema para tentar melhorar, mas nunca com a dimensão que Pinto da Costa lhe quis dar e um problema que certamente não explica os resultados dos últimos 3 anos em contraponto aos dos anos anteriores.
Se calhar o maior problema passa por outros lados, digo eu. Se calhar é um problema muito maior que - independentemente de serem jogadores à Porto ou não - o plantel actual seja desportivamente mais fraco e desequilibrado mas custe o DOBRO (salários e passes) do plantel de há 5 ou 6 anos atrás. Como se chegou a esse ponto? Isso é que eu gostava de ver discutido.
Se calhar é também um problema maior que os gastos totais da SAD tenham aumentado a um ritmo muito mais elevado do que as receitas nos últimos anos.
E se calhar é também um problema maior a forma como Pinto da Costa escolhe treinadores. Independentemente dos jogadores, acho que quase todos vão concordar que, na época em que passou pelo FCP, Paulo Fonseca foi mais parte do problema do que parte da solução: e cada vez mais há mais gente que também se convence que o mesmo se aplica a José Peseiro. De Lopetegui nem preciso falar (e é irónico que Pinto da Costa diga que lhe deu demasiada confiança - mais do que aos outros, presume-se - tratando-se de um treinador sem qualquer currículo a nível de clubes e já com uma longa carreira de treinador).
Pois bem, cá eu acho que Pinto da Costa fez essa afirmação não por convição mas sim com dois objectivos em mente: o primeiro e mais imediato, desviar a ira dos adeptos da Direção para com os jogadores (e nem é a primeira vez ou segunda vez que faz isso); o segundo, preparar os adeptos para tempos de vacas magras em contratações (não há dinheiro), «vendendo» aos papalvos a recuperação de emprestados, jogadores da equipa B e contratações de tostões como uma estratégia deliberada de ir buscar «jogadores à Porto»... quando a falta de pilim é a principal razão para o apertar do cinto, senão a única.
Mas pronto, quem quiser acreditar que basta mudar metade do plantel para «jogadores à Porto» e assim passamos a ganhar tudo, está no seu pleno direito, claro. Afinal de contas, também há quem acredite no Pai Natal.
Mas será que está mesmo? Coloco a seguinte pergunta: mas por acaso temos hoje menos «jogadores à Porto» do que nos anos anteriores, em que conquistámos 7 campeonatos num período de 8 anos?
Mas afinal Maxi Pereira, Casillas, Ruben Neves, André André não foram elogiados por Pinto da Costa como «jogadores à Porto»?
Ah, «e os outros do plantel?» Bem, mas afinal isso era muito diferente na era «tri»? Era tudo «jogadores à Porto»? Danilo, Otamendi, Alex Sandro, Belluschi, Mangala, Rolando, James etc eram «jogadores à Porto» que deixavam tudo em campo e não estavam cá a pensar no «salto» para outro clube, ao contrário de Herrera, Aboubakar, Marcano e Cia? Poupem-me.
Desde 2003/2004 que não temos um núcleo considerável de «jogadores à Porto». Pinto da Costa demorou mais de uma década para reparar nisso, se era um problema assim tão grave? Digo isto e por acaso até acho q é um problema para tentar melhorar, mas nunca com a dimensão que Pinto da Costa lhe quis dar e um problema que certamente não explica os resultados dos últimos 3 anos em contraponto aos dos anos anteriores.
Se calhar o maior problema passa por outros lados, digo eu. Se calhar é um problema muito maior que - independentemente de serem jogadores à Porto ou não - o plantel actual seja desportivamente mais fraco e desequilibrado mas custe o DOBRO (salários e passes) do plantel de há 5 ou 6 anos atrás. Como se chegou a esse ponto? Isso é que eu gostava de ver discutido.
Se calhar é também um problema maior que os gastos totais da SAD tenham aumentado a um ritmo muito mais elevado do que as receitas nos últimos anos.
E se calhar é também um problema maior a forma como Pinto da Costa escolhe treinadores. Independentemente dos jogadores, acho que quase todos vão concordar que, na época em que passou pelo FCP, Paulo Fonseca foi mais parte do problema do que parte da solução: e cada vez mais há mais gente que também se convence que o mesmo se aplica a José Peseiro. De Lopetegui nem preciso falar (e é irónico que Pinto da Costa diga que lhe deu demasiada confiança - mais do que aos outros, presume-se - tratando-se de um treinador sem qualquer currículo a nível de clubes e já com uma longa carreira de treinador).
Pois bem, cá eu acho que Pinto da Costa fez essa afirmação não por convição mas sim com dois objectivos em mente: o primeiro e mais imediato, desviar a ira dos adeptos da Direção para com os jogadores (e nem é a primeira vez ou segunda vez que faz isso); o segundo, preparar os adeptos para tempos de vacas magras em contratações (não há dinheiro), «vendendo» aos papalvos a recuperação de emprestados, jogadores da equipa B e contratações de tostões como uma estratégia deliberada de ir buscar «jogadores à Porto»... quando a falta de pilim é a principal razão para o apertar do cinto, senão a única.
Mas pronto, quem quiser acreditar que basta mudar metade do plantel para «jogadores à Porto» e assim passamos a ganhar tudo, está no seu pleno direito, claro. Afinal de contas, também há quem acredite no Pai Natal.
