Mostrar mensagens com a etiqueta Grande Porto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Grande Porto. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 12 de junho de 2013

O fanatismo cego e doentio da benfica TV

«Estive a ver no YouTube o que se disse na Benfica TV sobre, por exemplo, o lance do Benfica-Estoril em que há um claro penálti de Artur sobre Luís Leal. Para quem não sabe, o que faz a Benfica TV durante os jogos do seu clube é filmar dois comentadores/relatadores, vendo-se ao lado um pequeno monitor de televisão que está a passar o jogo. Neste caso, a primeira exclamação é: “O árbitro tem que mostrar cartão amarelo a Luís Leal”; a segunda é: “O árbitro Paulo Baptista aproxima-se e fica-se pela reprimenda”; a terceira é, vendo-se o lance através do monitor e o pé do guarda-redes em cima do pé do avançado: “Não há absolutamente nada, nem sequer há protestos”.
O mesmo foi defendido por Rui Gomes da Silva, no programa da SIC ‘O dia seguinte’. Mas, neste caso eu desculpo, porque Rui Gomes da Silva não é jornalista, nem tem que responder perante um código deontológico que pede verdade. Está lá como comentador do Benfica, para defender o Benfica. Que o faça de forma a que se torne ridículo, porque desonesto, só diz respeito a ele e, eventualmente, a quem o lá pôs.
Mas na Benfica TV é diferente. É um órgão de comunicação social e quem está a relatar, creio, tem carteira de jornalista. E, nesse caso, não pode fazer isto de forma sistemática. O Sindicato, a comissão da carteira, não têm nada a dizer sobre esta deontologia?
Não acho que se possa proibir uma televisão de ter os direitos de jogos, mas acho que aquilo que é agressão ao espectador, aquilo que é lavagem ao cérebro, aquilo que é desonestidade pura deve ser denunciado e a Entidade Reguladora da Comunicação deve ser chamada a pronunciar-se.
A democracia também se faz da sanidade mental do nosso sistema audiovisual. A Benfica TV não contribui para isso. Pelo contrário. Já lá ouvi dizer: “Este árbitro devia ter um acidente quando sair daqui”.
Há coisas inadmissiveis!
Felizmente o Porto Canal tem outra génese. E outra prática! Espero que continue assim.»
Manuel Queiroz
semanário 'Grande Porto', 10-05-2013


A benfica TV é um canal de televisão dominado por um fanatismo cego, associado a um tal ódio ao Porto, que chegam ao ponto de convidar para comentadores dos seus programas indivíduos com o “perfil” de António Pragal Colaço e Sérgio Luís Bordalo.

Aliás, a propósito de umas tristemente célebres declarações de Sérgio Luís Bordalo feitas na benfica TV, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), emitiu uma Deliberação em que chamou à atenção que “a natureza do serviço de programas não o isenta, ao contrário do que a Benfica TV parece indicar na defesa, do cumprimento das normas aplicáveis à actividade de comunicação social” e que “a Benfica TV não está desonerada de zelar pela conformidade dos conteúdos transmitidos”.

Só que, tal como na história do escorpião e do sapo, a natureza da benfica TV é o que é e as recomendações e deliberações da ERC caíram sempre em saco roto.

É neste contexto e sabendo-se que, a partir da época 2013/14, a benfica TV vai passar a transmitir os jogos que o slb vai disputar em casa, não é difícil prever o que vai acontecer.

A propósito, em 29 de Outubro de 2012, num artigo de opinião publicado no site Maisfutebol, Luís Sobral escrevia o seguinte:

«A hipótese de passar jogos na Benfica TV, a concretizar-se, obrigará também a rever a utilização que é feita das imagens televisivas em diferentes instâncias do futebol, da disciplina à arbitragem. Digo eu.
O Maisfutebol levantou o tema na última sexta-feira. Do meu ponto de vista, a Liga e a Federação estão obrigadas a olhar com lupa para os regulamentos de competições e disciplinar. Deixará de ser legítimo utilizar as imagens de jogos para tomar decisões, pelo simples facto de que o olhar deixará de ser neutro, distante, frio, igual para todos.
Eu sei que a minha opinião não será partilhada por muitos leitores. Mas também sei que já fiz mais transmissões de futebol do que a esmagadora maioria de quem me lê. E sei como se faz e conheço quem faz. Também sei que nada na prática atual dos clubes portugueses me leva a acreditar que algum dia poderão ser fontes justas e isentas. É contra a sua natureza, viciados em colocar o emblema antes do futebol. Valia a pena começar a pensar sobre isto. É impensável que uma televisão de clube transmita jogos de uma liga profissional e os regulamentos e práticas não se alterem


Aparentemente, a Liga de Clubes não está minimamente preocupada, mas gostava de saber o que tem a dizer o seu presidente (Mário Figueiredo), ele que, ainda por cima, faz da centralização dos direitos televisivos uma espécie de cruzada (contra Joaquim Oliveira).

E também gostava de ouvir a opinião do responsável do sector de arbitragem (Vítor Pereira) porque, segundo julgo saber, uma das componentes da avaliação dos árbitros e dos observadores é baseada nas imagens televisivas.

Já quanto à ERC, não tenho qualquer tipo de expectativa. Todas as recomendações e deliberações dirigidas à "Ódio TV" continuarão a ser ignoradas e a irem direitinhas para o caixote do lixo.

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.


P.S. Conforme referiu o jornalista Manuel Queiroz, o Porto Canal tem outra génese e outra prática. Ora, o Porto Canal vai ser o tema do Painel 1 do II Encontro da Bluegosfera e, após três interessantes apresentações, questões como “qual a utilidade para o FC Porto e para os seus adeptos do clube ser dono do Porto Canal?” ou “por que razão é que a programação desportiva do Porto Canal não é mais agressiva?”, poderão ser debatidas durante 45 minutos à Porto, na presença do Diretor-Geral do Porto Canal, Júlio Magalhães.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Rivalidades, ódios e negócio

«[O JOGO] é prejudicado em vendas por assumir uma posição de não-beligerância com os “grandes”, de não ferir susceptibilidades dos colossos, de manter uma relação de muita cordialidade com todos, porque “O Jogo” não é “o” negócio, mas parte de um negócio maior que tem sido o das transmissões televisivas, da publicidade estática»
Alfredo Barbosa, semanário Grande Porto, 08/06/2012


(clicar na imagem para a ampliar)

terça-feira, 15 de maio de 2012

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A Bola de Vítor Santos


(Semanário Grande Porto, 04/05/2012)

A Bola sempre foi um jornal benfiquista. Contudo, A Bola dirigida por Vítor Santos era, em termos de ética jornalística, um jornal bem diferente desta A Bola do século XXI, de Vítor Serpa e José Manuel Delgado.

Nota: Clicar na imagem para a ampliar

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Notícias com um olhar do “Norte”





A que propósito é que uma notícia sobre as ex-SCUTs surge num blogue como o ‘Reflexão Portista’?


A capa do JN de ontem e a notícia em si, remetem para dois aspectos que têm muito a ver com o país que temos, com algumas polémicas do futebol português e com o modo como a comunicação social escolhe temas e selecciona destaques.


I. Notícias, títulos e destaques

«Auto-estrada da exportação mais cara que Lisboa-Cascais»
«Preço por km entre Aveiro e Vilar Formoso é o triplo da A5»

O tema “SCUTs” foi e continua a ser objecto de tratamento jornalístico. Contudo, alguém acredita que seria possível uma capa destas, com este título e subtítulo, num dos jornais feito na capital (Correio da Manhã, Diário de Notícias, Público, Expresso ou Sol)?
E algum dia esta notícia seria apresentada desta maneira, destacando uma escandalosa diferença de custos por quilómetro a favor dos mais ricos, se a peça fosse preparada pelas redacções de Lisboa da RTP, SIC ou TVI?

Parece um contra-senso, mas desde que Portugal aderiu à UE (na altura CEE) em 1985, a macrocefalia da capital não tem parado de aumentar e tem sido acompanhada de uma visão e propaganda dos media cada vez mais Lisboa-cêntrica. Por isso, e para denunciar as discriminações e os abusos que se vão cometendo, é fundamental haver um JN, bem como, projectos jornalísticos como o do semanário Grande Porto, ou um canal televisivo como o Porto Canal. O problema é que os órgãos de comunicação social só se aguentam se tiverem compradores/audiência e publicidade, algo que cada vez está mais concentrado, ou é decidido, na capital…

II. O Norte e o Sul

Primeiro Pedroto e depois Pinto da Costa foram acusados pelos media da capital de serem incendiários e de, com a suas intervenções públicas, contribuírem para dividir o país em Norte e Sul.
É falso, é completamente falso. Se alguém, no discurso, divide o país em Norte e Sul são precisamente os protagonistas da capital e alguns exemplos da linguagem e tipo de expressões utilizadas são elucidativos.
Ao contrário e em sentido oposto ao que se ouve em Lisboa, no Porto, ninguém se refere à A1 como “auto-estrada do Sul”.
No Porto, ninguém trata os alentejanos, ou os algarvios, como “as pessoas do Sul”.
No Porto, ninguém diz que vai “rumar ao Sul” quando tem de se deslocar a Lisboa.

As verdadeiras divisões que existem em Portugal, resultantes das assimetrias que sucessivas políticas centralistas foram cavando, é a divisão entre o litoral povoado e o interior desertificado, bem como, a divisão entre um eixo Lisboa-Cascais cada vez mais rico e o resto do país cada vez mais pobre. E é neste contexto que a notícia do JN tem mais relevância porque, corajosamente, volta a pôr o dedo na ferida.

Na A25, um veículo ligeiro pagará 9 cêntimos por quilómetro, “apenas” o triplo do que é suportado por um veículo idêntico na A5, a auto-estrada que liga Lisboa a Cascais. Isto é aceitável?
E para quem não sabe, a A25 não passa no Porto, nem sequer na região Norte (*). É uma auto-estrada que percorre a Beira Litoral e a Beira Alta, entre Aveiro e Vilar Formoso, sendo a principal via rodoviária usada para a exportação de produtos fabricados no Centro e no Norte do país.

Sofrendo na pele as consequências das politicas centralistas, não consigo encontrar explicação para que a esmagadora maioria das populações que vivem no interior do país seja adepta do slb ou do SCP, mas deve ser uma espécie de Síndrome de Estocolmo.

(*) Considerando a região Norte como sendo formada pelos distritos do Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança.

sábado, 26 de novembro de 2011

A "animalização" dos adeptos


«Esta "gaiola", como muitos lhes chamam, é mais do que uma deriva securitária. Constitui-se num claro recuo do processo civilizacional que levou à retirada das vedações dos estádios, precisamente numa fase em que os números da violência nos estádios eram maiores. Esta "animalização" dos adeptos pode ter efeitos perversos que talvez não tenham sido pensados pelo zeloso clube da capital. Na verdade, e como lembrou o holandês Otto Adang, polícia e investigador dos conflitos e comportamentos colectivos nos estádios de futebol, "se tratarmos os adeptos como hooligans, eles vão comportar-se como hooligans".
Daniel Seabra, Antropólogo
in semanário Grande Porto, 25/11/2011


Do fosso à jaula, o que é que realmente distingue os dirigentes e as "elites pensantes" dos dois clubes da 2ª circular?
Tão "civilizados" que eles são... Como diz o povo na sua imensa sabedoria, estão bons uns para outros.

Nunca fui, nem tive vontade de ir, a este novo estádio da Luz que, aliás, devia mudar de nome para estádio das sombras (depois de vários casos no túnel e do apagão de Abril passado, de facto só faltava colocar uma jaula para os adeptos dos clubes adversários...).

Gosto de futebol e tenho uma enorme paixão pelo Futebol Clube do Porto, mas uma coisa garanto, nunca descerei ao nível de permitir que me "enjaulem" para ir ver um espectáculo desportivo.

Ah, e cada vez sinto mais orgulho no Estádio do Dragão, de longe o melhor estádio português e, pelos vistos, o único estádio dos três grandes em que os espectadores são tratados como pessoas e não como animais.

sábado, 30 de julho de 2011

Um canal contra a espiritualidade centralista

«A distância da capital e do poder mediático, juntamente com a incapacidade de influir na orientação editorial quotidiana dos órgãos de comunicação social, impõe ao FC Porto: vencer mais vezes do que os rivais e desenvolver um modelo de comunicação externa muito diferente dos clubes mais poderosos de Lisboa. (...)

Portugal ainda não se libertou da asserção queiroziana de que o país é Lisboa e o resto é paisagem. Pelo contrário, salvo alguns - poucos - anos depois do 25 de Abril, o país passou a viver mais em Lisboa e em função de Lisboa (...)
O mesmo sucede em relação ao desporto. Não importa que o FC Porto vença habitualmente, e muitas vezes, em diversas modalidades; não interessa que clubes nortenhos dominem em diferentes actividades desportivas; não importa que fora de Lisboa se evidenciem talentos nas mais distintas áreas; (...) A espiritualidade lisboeta e centralista é redutora, pretende que tudo aconteça perto de si e, o mais possível, à medida dos seus interesses. (...)
Porque essa espiritualidade tende a dominar, Belmiro de Azevedo mudou a sede do Público do Porto para Lisboa e a Invicta ficou reduzida a um jornal de índole nacional, o Jornal de Notícias (...)

Mas vai subsistindo a espiritualidade lisboeta e centralista, razão por que o FC Porto decidiu inovar (mais uma vez) na sua comunicação, optando por tomar uma posição accionista maioritária no Porto Canal, o que nos interroga sobre o futuro do canal com pronúncia do Norte e orientação regionalista. Mas, antecipando argumentos e objectivos, parece-me que o emblema do dragão não desejará ganhar poder e influência comunicacional apenas para si. Esse seria um comportamento redutor, que pouco ou nada adiantaria relativamente a um canal clubista.
Os responsáveis portistas sentirão que, independentemente do cultivo das vitórias, o futuro terá de ser feito com agregação de interesses, iniciativas, realizações e objectivos de outras instituições locais e regionais aos mais diversos níveis. Uma visão minimalista, de interesse individual, não consolidaria a espiritualidade do dragão nem contribuiria para um maior reconhecimento da vitalidade da sua organização e dos seus êxitos.
O desempenho mediático do FC Porto no Porto Canal não se afastará, por isso, de um pensamento integrador, inclusivo e expressivo do que de mais importante acontecer na região, promovendo e desenvolvendo as diferentes culturas que nela existem e se evidenciam. Pelo menos na informação generalista.

No desporto, a marca FC Porto será dominante. Porque ela é a raiz da força, do poder e da influência. Como contraponto à espiritualidade lisboeta e centralista.»
Alfredo Barbosa, semanário Grande Porto, 15/07/2011

----------

É já a partir da próxima segunda-feira, dia 1 de Agosto, que o FC Porto vai tomar conta dos destinos do Porto Canal.

O director de Programas Desportivos será Rui Cerqueira, que irá acumular essa função com a de director de Comunicação do FC Porto.

Quanto ao director de Informação e Programas Não Desportivos a escolha recaiu em Domingos Andrade, até agora director-adjunto de Informação da Lusa, onde estava desde 2009.

Domingos Andrade tem 41 anos, é doutorando em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho, com uma Pós-Graduação em Sociologia das Organizações e licenciado em Comunicação Social. Entre 2003 e 2008 foi chefe de redacção do Jornal de Notícias. Desde 2005 que é docente da Faculdade de Filosofia da Universidade Católica.

Tal como já tinha referido aqui, a primeira grelha de programação da responsabilidade da nova direcção do Porto Canal só estará disponível no início do próximo ano mas, segundo foi anunciado, já em Agosto serão alterados os conteúdos de cariz desportivo, de forma a projectar a marca e as actividades do FC Porto.


Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

domingo, 29 de maio de 2011

Grande Porto Nº 100


O semanário 'Grande Porto', de que sou leitor desde o primeiro número, completou esta semana 100 números.

Num tempo em que a comunicação social (e não só) está cada vez mais concentrada em Lisboa, e nos impinge a perspectiva de quem vê o Mundo a partir da ex-capital do Império (a polémica acerca do número de títulos do slb é caricata mas elucidativa), quero saudar este projecto jornalístico, que ousa remar contra a maré todas as semanas.

O GP é um jornal de qualidade e agradável de ler, mas precisa de mais leitores (compradores), para não lhe acontecer o mesmo que ao 'Comércio do Porto' e 'Primeiro de Janeiro'.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O “Index” de Pinto da Costa

No país mais centralista da Europa, quem é presidente do FC Porto há 27 anos tem de estar preparado para todo o tipo de críticas e ataques, os quais sobem de tom na directa proporção da azia provocada pelo enorme sucesso alcançado pelos azuis-e-brancos.

Ora, apesar de estar habituado a ser fortemente visado pela comunicação social do regime, é sabido que Pinto da Costa é particularmente sensível às críticas, por mais leves que sejam, quando estas são proferidas por jornalistas ou comentadores portistas. É o caso de Miguel Sousa Tavares ou Rui Moreira, como no passado foram os casos de António Tavares-Teles e de Manuel Queiroz.

Este último nasceu no Porto, onde sempre viveu, estudou e trabalhou. Começou a sua actividade de jornalista em 1981, no 'O Comércio do Porto', e posteriormente passou pelo 'Jogo', 'Semanário', 'Público', 'Record', 'Correio da Manhã' e 'Diário de Notícias'.
Há uns anos atrás, sensivelmente na altura em que era subdirector e responsável da delegação Norte dos jornais da Cofina, Manuel Queiroz escreveu alguns artigos de opinião que desagradaram profundamente a Pinto da Costa, o qual respondeu de forma violenta nas páginas da revista 'Dragões'.

A partir daí Manuel Queiroz ficou no Index (*) de Pinto da Costa, de onde suponho que ainda não terá saído. É o preço a pagar por ter desagradado ao “Papa”. Contudo, no dia 2 de Julho passado houve um episódio com algum simbolismo e que talvez represente uma aproximação. Na festa de lançamento do novo semanário ‘Grande Porto’, do qual Manuel Queiroz é o primeiro Director, Filomena Pinto da Costa foi convidada e esteve presente.


Devido aos sucessos impensáveis alcançados durante a presidência de Pinto da Costa, o FC Porto deixou de ser apenas o maior clube da Invicta e passou a ser o clube português mais conhecido e de maior prestigio a nível internacional. Por isso mesmo, é importante que haja cada vez mais gente empenhada em reflectir o FC Porto, trazendo para a discussão ideias e perspectivas diferentes.

Manuel Queiroz é um destacado jornalista e o facto de criticar alguns aspectos da gestão de Pinto da Costa não faz dele menos portista, bem pelo contrário.
Colocar portistas no “Index”, só porque pensam pela sua cabeça e têm o desplante de expressar discordâncias relativamente a aspectos da gestão da SAD, não me parece que contribua para o engrandecimento do FC Porto, que é o que todos pretendemos. Reservemos, pois, o “Index azul-e-branco” para os Manhas, Delgados, Pinhões, Cartaxanas e companhia.

(*) O Index Librorum Prohibitorum era uma lista de publicações proibidas pela Igreja Católica, criado em 1559 e que foi actualizado regularmente até a 32ª edição, em 1948. Esta lista continha os livros ou obras que se opusessem à doutrina da Igreja Católica e visava "prevenir a corrupção dos fiéis".