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domingo, 19 de outubro de 2014

Sirenes de alerta no Dragão

O JOGO
«São demasiadas alterações na equipa-base. Independentemente dos jogos e das seleções, o problema é a mentalidade de Lopetegui, que, se calhar devido à falta de experiência, faz demasiadas alterações. A equipa não é constante, quebra com as mudanças, não cria ascendente e no último terço tinha de ser mais fluída, mais forte.»
António Sousa (ex-jogador do FC Porto e do Sporting), O JOGO, 19-10-2014


«Lopetegui voltou a experimentar e voltou a dar-se mal. Será cedo para começar a pôr em causa o lugar do espanhol, mas urge definir um rumo. Uma grande equipa precisa de ter estabilidade no seu onze, o que não quer dizer que tenha que ter sempre o mesmo onze.»
Germano Almeida (jornalista do Maisfutebol), 18-10-2014

«A defesa do FC Porto falhou. Marcano não é Martins Indi e, sobretudo, José Ángel não é Alex Sandro. Lopetegui mexeu demais e ofereceu «buracos» autênticos em zona crucial, que o Sporting soube aproveitar.»
Germano Almeida (jornalista do Maisfutebol), 18-10-2014


«A ideia que me dá é que o FC Porto fica sempre aquém do que quer aplicar. E quando sente isso, muda. Jogadores e suas posições.»
Luís Freitas Lobo, O JOGO, 19-10-2014


«Lopetegui quis colocar fogo no ataque, com Adrián López muito perto de Jackson, deu asas a Óliver e Quintero nos flancos e destapou a manta toda no meio campo.
(...) Falta jogo interior ao FC Porto e Lopetegui precisa de ter mais perícia a montar a equipa.»
Norberto A. Lopes, JN, 19-10-2014


José Manuel Ribeiro
«O FC Porto está fora da Taça de Portugal e perdeu pela primeira vez esta época, porque Julen Lopetegui leu mal o momento da equipa dele. Sem entender que estava semeada a dúvida entre os jogadores e que, por isso, precisava de se agarrar a alguns princípios, o espanhol rodou o barómetro da rotatividade e das inovações tácticas mais uns graus para lá do máximo recomendável e rebentou com a máquina.
(…) o treinador do FC Porto começou por provocar a sorte ao deixar Brahimi no banco e prosseguiu com alterações importantes no sistema táctico: em vez do 4x3x3, um 4x4x2 ou 4x2x4 (…)
(…) Lopetegui joga sempre vários jogos num só. Na cabeça dele, já estavam previstas outras etapas e até é possível que estivesse montado um plano infalível para disparar Brahimi e Tello na segunda parte.
(…) A reacção foi regressar a um meio-campo mais tradicional. Rúben Neves substituiu Casemiro, Quintero passou a jogar como dez e Óliver deu a vaga a um extremo genuíno (Tello). Ou seja, uma combinação nova, provavelmente nunca utilizada e que precisou de aprender em andamento num jogo desta importância (…)»
José Manuel Ribeiro, O JOGO, 19-10-2014


Depois de um início de época prometedor, a equipa do FC Porto, em vez de evoluir, regrediu.
Motivo(s)?
Semana após semana, tem-se vindo a formar um grande consenso, acerca de qual é a origem do principal problema (que não o único), que vem afectando a equipa do FC Porto nos últimos 4-5 jogos.

Capa de O JOGO
E há sinais importantes, transmitidos por jornais e jornalistas insuspeitos de serem anti-Porto ou anti-direcção do FC Porto.

Chamo à atenção para os extractos que reproduzi acima, da crónica do FC Porto x Sporting, assinada pelo director de O JOGO.

Eu aprecio bastante a forma, inteligente, como José Manuel Ribeiro escreve e escolhe, cuidadosamente, as palavras para transmitir o que pensa. Mas, o título da sua crónica – Como Lopetegui levou Lopetegui ao fundo – e os “recados” que espalhou ao longo do texto, são uma mensagem clara (para bom entendedor…).

E, tal como o anterior director de O JOGO (Manuel Tavares), ninguém pode dizer que José Manuel Ribeiro seja um crítico da administração da FC Porto SAD ou das suas escolhas.

Esta época, José Manuel Ribeiro começou a “torcer o nariz” muito mais cedo e isso, vindo do responsável máximo de um jornal editorialmente próximo do FC Porto, parece-me um sinal importante, que o director de O JOGO envia aos… responsáveis da SAD azul-e-branca.


Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.