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domingo, 14 de janeiro de 2018

O “Benfica do Minho”

Abel Ferreira e os "erros não forçados"

O primeiro golo, infelizmente, é um erro nosso, um lançamento a nosso favor (…) Questionei os jogadores ao intervalo pela estratégia do jogo. (…) o que define o jogo é o passe, a qualidade do passe. Sobretudo são os erros não forçados que temos de melhorar. (…) Hoje o que fez a diferença foi a quantidade de vezes que saímos para o ataque e perdemos a bola com erros não forçados.

Estas declarações foram feitas por Abel Ferreira, treinador do clube que muitos apelidam de “Benfica do Minho”, no final do SC Braga x SLB de ontem.

De facto, foi muito estranho, chegou a ser quase ridículo, a forma como alguns jogadores do SC Braga falhavam passes ou perdiam a bola no um para um. E alguns desses passes mais pareciam um “tapete vermelho”, estendido por jogadores do “Benfica do Minho” ao “Benfica de Lisboa” (como aquele passe que isolou o Raul Jimenez ao minuto 87).

Após o que se viu dentro das quatro linhas e depois das declarações do treinador da equipa bracarense, é inevitável recordar o encontro recente entre o presidente do SC Braga e o presidente do SLB, encontro esse após o presidente do Sporting ter acusado António Salvador de ser um testa de ferro de Luís Filipe Vieira no denominado G-15.

Salvador e Vieira, dois conhecidos de longa de data, amigos (dependentes?) de Jorge Mendes para a compra/venda/empréstimo de jogadores e com diversos interesses comuns (da construção civil ao futebol).

Por exemplo, Danilo, um “jogador de Jorge Mendes”, esteve emprestado pelo SC Braga ao SLB, mas como não vingou em Lisboa regressou ao Minho.

«Danilo foi a ilustração do desatino braguista. Falhou passes atrás de passes (…) e foi dele a asneira para o primeiro golo do Benfica. Vukcevic, Fábio Martins, Ricardo Horta e Xadas também tiraram o dia para uma desgarrada de asneiras sem fim.»
JN, 14.01.2018

Danilo, ontem, foi um dos piores em campo? Coincidências…

sábado, 2 de fevereiro de 2013

A Sucessão: António Salvador




Entre os nomes de que os portistas falam como possíveis sucessores de Jorge Nuno Pinto da Costa consta o de António Salvador, presidente do Braga.

Esta seria uma escolha pouco convencional, já que não é costume os presidentes de clubes de futebol terem anteriormente servido em igual lugar noutro clube. Além disso, o Braga não é propriamente o Alverca, mas antes um clube de projecção e gabarito e um dos que mais presenças conta no escalão principal do futebol português, pelo que menos compreensível seria tal "salto".

Mas nada do que atrás expus permite excluir a possibilidade de Salvador vir a suceder a Pinto da Costa. Segundo consta, é portista, e nos já algo dilatados anos que leva à frente do Braga tem demonstrado um misto de sabedoria financeira e desportiva bastante apreciáveis, mesmo tendo em conta aquela época em que teve quatro treinadores (um dos quais o Jorge Costa).

Além da prudência financeira com que aparentemente tem gerido o Braga, Salvador tem demonstrado algum "faro" na contratação de treinadores (vide Domingos Paciência e Leonardo Jardim), e tem manobrado com destreza no mercado de transferências.

A vantagem de Salvador sobre qualquer outro candidato - à excepção de António Oliveira - é que poderia dizer que sabe o que é estar à frente de um clube de futebol, e, diga-se, com apreciável sucesso.

O mais recente de uma linha de presidentes do Braga sob o aparente beneplácito do dinossauro autárquico Mesquita Machado, Salvador conseguiu, apesar disso, construir uma figura e uma personalidade próprias.

Ignoro se o actual presidente do Braga tem este tipo de ambição, mas, caso a tenha, não me surpreenderia vê-lo na corrida à sucessão de Pinto da Costa.



Outros artigos nesta série:

Os enigmas de Rui Moreira
A Sucessão: o "Bibota"
Baía a presidente, Baía a presidente!
A Sucessão: António Oliveira
A Sucessão: Antero Henrique
A Sucessão: o fim de um tabu

sábado, 15 de dezembro de 2012

A A3 tem dois sentidos?

(clicar na imagem para ampliar)


No passado dia 23 de Novembro, o semanário Grande Porto publicou um artigo cujo título era "Como o Sp. Braga beneficia da aliança com o FC Porto" (de onde extraí o quadro anterior).

Nada tenho contra esta "aliança", "parceria", ou como lhe queiram chamar, entre o FC Porto e o SC Braga, a qual é visível desde que António Salvador assumiu a presidência do clube bracarense (em 2003). Contudo, ainda não consegui perceber que benefícios é que o FC Porto tirou desta aproximação.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Os sportings de Lisboa e de Braga

Hoje foram publicadas duas notícias acerca do SCP e do SC Braga, que são ilustrativas do que tem sido a gestão destes dois sportings nos últimos anos.

«Pelo terceiro ano consecutivo, a SAD do SC Braga vai apresentar aos seus acionistas, na assembleia geral do próximo dia 26, um resultado positivo de 5,09 milhões de euros referente ao exercício da última época desportiva.
Os números foram anunciados publicamente ontem (terça-feira) e consolidam uma ideia: mesmo sem o acesso à Liga dos Campeões na última temporada, o que provocou uma quebra brutal nas receitas, os bracarenses conseguiram atingir nova marca importante devido aos valores históricos registados em transferências de jogadores. Neste capítulo, as vendas de Sílvio e Pizzi ao Atlético de Madrid ganham especial relevância. Depois de anunciada a transferência do lateral para os colchoneros por um valor global de 7 milhões de euros (o SC Braga detinha 70 por cento, pelo que recebeu 4,9 milhões), fica agora a saber-se que o avançado rendeu cerca de 9 milhões de euros à SAD arsenalista, que era detentora, apenas, de 63 por cento do passe. O empréstimo na época transata rendeu 1,1 milhões, aos quais se juntam 8,05 da transferência definitiva negociada este ano. Além de Sílvio e Pizzi, há a acrescentar a venda de Kalaba, o que produz mais-valias líquidas de transferências que ascendem aos 13,65 milhões de euros
in abola.pt, 17-10-2012


«Os leões pagam a Domingos Paciência cerca de 600 mil euros por ano (enquanto não termina o contrato, válido até Junho de 2013). O técnico vai auferir o salário até ao final do vínculo caso não arranje clube entretanto. Além de Domingos, saíram mais quatro elementos da equipa técnica: Rui Santos (preparador físico), Miguel Cardoso e João Carlos (adjuntos), enquanto Vital (treinador de guarda-redes) já assumiu o cargo no Sp. Braga, com Peseiro.
Com a saída de Sá Pinto, que ganhava por ano cerca de 500 mil euros, voltaram a sair treinadores adjuntos: no caso, Tiago Moutinho e Jorge Castelo.
De referir que a verba a pagar a Domingos e Sá Pinto, pelo que o CM apurou, não incluiu os adjuntos, que também têm direito às verbas relativas à validade dos contratos que tinham com o Sporting: o de Sá Pinto seria até Junho de 2014.
Segundo o CM apurou, perante estas obrigações financeiras, o Sporting está com problemas para fechar acordo com o novo técnico (será um estrangeiro), que não vai custar menos de um milhão de euros por temporada, ponderando a SAD a duração do novo contrato para não haver risco de ter de pagar ao novo treinador nova indemnização milionária.»
in Correio Manhã, 17-10-2012


Só falta dizer que, como toda a gente sabe, a culpa da desgraça leonina (falência técnica a que acresce uma década de jejum) é do Pinto da Costa, dos árbitros, do Sistema, ... e de a partir dos anos 80 o futebol se ter transformado numa indústria (Rui Oliveira e Costa dixit). Sim, porque enquanto o futebol era um desporto (até à década de 50), os elitistas dirigentes sportinguistas estavam bem adaptados e até tocavam violino…

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Atenção ao SC Braga

Quem viu os dois jogos entre o SC Braga e o Besiktas (dos internacionais portugueses Manuel Fernandes, Quaresma, Simão Sabrosa e Hugo Almeida) não tem dúvidas: a melhor equipa ficou pelo caminho. Nos 119 minutos em que jogaram 11 contra 11, a superioridade dos bracarenses foi inquestionável. E mesmo nos 61 minutos de eliminatória em que os arsenalistas do Minho jogaram com menos um (Hélder Barbosa foi expulso ao minuto 29 do jogo de Braga), nunca foram encostados às cordas, apesar dos dois golos que, nesse período, os turcos conseguiram marcar.

O sucesso desportivo e económico que o SC Braga tem alcançado nos últimos anos tem um nome: António Salvador.
Este sucesso é alicerçado numa cuidada escolha de treinadores (Jesualdo Ferreira, Jorge Jesus, Domingos Paciência e Leonardo Jardim) e numa politica de contratações ambiciosa mas com critério, incluindo o aproveitamento de vários dispensados dos “grandes” (Alan, Evaldo, Luís Aguiar, César Peixoto, João Pereira, Hugo Viana, Hélder Barbosa, Quim, Custódio, Ukra, Nuno André Coelho, Ruben Amorim), a qual tem proporcionado um bom rendimento desportivo e interessantes mais-valias financeiras.



Hoje em dia, pode-se dizer que o SC Braga já tem estatuto. Estatuto de equipa que, com um orçamento muito menor, luta taco-a-taco com os grandes do futebol português e que nas competições europeias dá muito trabalho para ser superada.

Quase toda a gente diz que o próximo slb x FC Porto será decisivo para as contas do campeonato. Talvez, mas convém não esquecer o SC Braga que, em caso de empate nesse jogo, poderá ficar colado aos dois da frente. E o FC Porto ainda tem de ir a Braga…

Infografias (clicar para as ampliar): record.pt

sábado, 11 de setembro de 2010

E por que não o João Loureiro?


O séc. XXI do futebol português começou com um fenómeno do Entroncamento: um clube modesto do Porto, com a particularidade até de contar entre os seus "adeptos" um grande número de apoiantes (mal) disfarçados de um clube de Lisboa, venceu o campeonato. Na época seguinte brilharia de novo ao terminar a prova em 2º lugar, e duas épocas depois atingiria as meias-finais da Taça UEFA. Pelo meio teve uns briosos desempenhos na Liga dos Campeões.

Estou a falar, é claro, do Boavista. Na altura choveram os elogios de índole desportiva (bem merecidos, diga-se) mas não ficaram por aí os encómios. Não, além da proeza desportiva e do mérito do treinador Jaime Pacheco, promoveu-se também a ideia de que o clube do Bessa era gerido de forma brilhante. Lembro-me bem, por exemplo, de ler o nosso correligionário Miguel Sousa Tavares, aproveitando para mandar umas alfinetadas à SAD do F.C. Porto, a tecer rasgados louvores àquilo que considerava ser a brilhante gestão do clube por parte do Dr. João Loureiro, nomeadamente na sua política de contratações e na gestão financeira (esses elogios de MST - cuja leitura normalmente muito prezo, devo dizer - estendiam-se também ao Dr. Pimenta Machado, outro "brilhante" gestor de um clube de futebol, no seu entender).

Todos sabemos o que aconteceu entretanto ao Boavista e à sua famosa gestão: uma precipitada queda no abismo que o Apito Final (desculpa esfarrapada dos boavisteiros e dos revisionistas da história para esse colapso) apenas apressou.

Deparamo-nos agora com a brilhante ascenção do Sporting de Braga aos mais altos patamares do futebol português e aos palcos da Liga dos Campeões, uma ascenção digna de aplauso, sem dúvida nenhuma. Pois concomitantemente está a assistir-se a um processo de glorificação do presidente do clube, António Salvador, em tudo semelhante ao sucedido com João Loureiro. Chega mesmo a aventar-se a hipótese, aqui referida pelo meu colega José Correia, de ele poder vir a suceder a Pinto da Costa!

Eu não pretendo comparar a gestão de Salvador à de Loureiro, até porque nem sequer conheço as contas da SAD do Braga, mas não posso deixar de lamentar a aparente precipitação com que se faz este tipo de juízos e de promoções em Portugal. Se António Salvador serve para sucessor de Pinto da Costa por causa dos recentes êxitos do Braga, então o mesmo raciocínio poderia ter-se aplicado a Loureiro há uns anos atrás. Bem sei que, ao contrário do presidente do Braga, o "pardalito dos telhados" (Jaime Pacheco dixit) não era (que se saiba) sócio do F.C. Porto, mas eu também estou apenas a teorizar. E digam-me lá se acham que teríamos feito uma boa escolha?

Resumindo e concluindo: o Braga está de parabéns (e nesses parabéns obviamente se inclui o seu presidente), é um rival na luta pelo título (e não digo isto por ser politicamente correcto dizê-lo), mas por favor não entremos em fantasias. Ah, e já agora, que levem mais cinco logo à noite (sem maldade!;-)).

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O Braga de António Salvador

«(…) no negócio do futebol, uma boa gestão não basta para garantir o sucesso. É preciso ter também rasgo e ousadia, porque muitos dos tabus neste desporto tão conservador não seriam quebrados sem uma pontinha de loucura. E é aí que entra o presidente António Salvador, um self-made man que soube contagiar um clube e uma cidade e provar que a ambição pode ser também a riqueza dos pobres. (…)

Em sete anos, as receitas operacionais (sem venda de jogadores) subiram de dois para oito milhões de euros, ainda assim insuficientes para fazer face às despesas, que só em amortizações atingiram esta época os três milhões de euros. A diferença foi sendo colmatada com as transferências de jogadores. Percebendo que o tempo era de "vacas magras", Salvador promoveu cortes orçamentais. Depois dos 14 milhões de euros gastos em 2008/09 (com Jorge Jesus), o Braga investiu apenas 11 milhões no ano passado e preparava-se para só gastar dez nesta temporada. Esse valor deverá ser ligeiramente ultrapassado, face aos investimentos de última hora na equipa. (…)

Mas Salvador sabia que o equilíbrio financeiro nunca poderia ser dissociado da estabilidade desportiva. E, em sete épocas, o Braga nunca falhou um apuramento para as provas europeias, somando três quartos lugares, dois quintos, um segundo e um sétimo. Neste âmbito, começou por ser fundamental o trabalho do técnico Jesualdo Ferreira. A sua saída, em 2006/07, criou instabilidade em resultado da aposta em Carlos Carvalhal, Jorge Costa e Manuel Machado. A normalidade regressou com Jorge Jesus, que terminou em quinto e ajudou a vencer a Taça Intertoto, antes de a sua mudança para o Benfica render 700 mil euros. (…)

O Braga partiu para esta época com o plantel mais forte e equilibrado de que há memória. É verdade que perdeu os laterais (Evaldo e João Pereira) e o guarda-redes Eduardo, mas a defesa foi razoavelmente recomposta (embora falte alternativa ao nigeriano Elderson). Mais do que isso, manteve-se a espinha dorsal formada pelos centrais Moisés e Rodrigues (a melhor dupla da Liga?), o médio-defensivo Vandinho e também Alan, talvez a unidade mais desequilibrante. Segurou também Matheus, um ala rápido que Domingos tem sabido transformar num avançado letal. Mas a estes pode-se agora acrescentar Leandro Salino, um médio de muita qualidade que chegou a preço zero do Nacional. Mas a grande diferença verifica-se no ataque, onde Meyong passou a ter a concorrência de Lima, Keita e Elton. O primeiro já o tínhamos elogiado quando, na época passada, vestia a camisola do Belenenses. Tem algo que, salvaguardando as devidas diferenças, faz lembrar Lisandro. E só custou 400 mil euros. Não contando com os gastos que normalmente decorrem do pagamento de "luvas" aos jogadores e empresários, o Braga fez ainda duas excelentes contratações: Felipe e Elton. Foram negócios de ocasião. O primeiro era o guarda-redes titular do Corinthians, que abandonou após um litígio com o presidente. O seu passe foi então comprado por um grupo de investidores, que aceitou utilizar como "montra" o Braga, que só pagará 30 por cento dos ordenados. Elton, um avançado que marcou 17 golos no Vasco da Gama, chegou numa situação idêntica. É provável que o Braga tente ainda garantir mais um ou dois reforços, designadamente um médio-defensivo.

Prestes a completar 90 anos de história, o Braga tem sabido puxar por uma cidade que durante anos foi conhecida pelo elevado número de benfiquistas. A média de assistências subiu de 11.550 (2005/06) para 14.274, no último campeonato. E o número de sócios é agora de 22 mil. (…)»

Bruno Prata, PÚBLICO, 27/08/2010

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Há sete anos, quando António Salvador chegou à presidência dos “arsenalistas do Minho”, o Braga vinha de um 14.º lugar no campeonato. O primeiro treinador que contratou (para a época 2003/04) foi Jesualdo Ferreira, o qual alcançou um quinto e dois quartos lugares, isto antes de vir para o FC Porto (com uma passagem efémera pelo Boavista), quando Pinto da Costa o escolheu para substituir Co Adriaanse.

Para o sucesso desportivo e financeiro alcançado (nestes sete anos o Braga encaixou cerca de 33 milhões de euros em vendas de jogadores), contribuíram directores desportivos, jogadores e treinadores, particularmente Jesualdo Ferreira, Jorge Jesus e Domingos Paciência. Mas, tal como no FC Porto, neste período de ouro do Braga, o único denominador comum é o presidente António Salvador.

Li na comunicação social que este empresário do ramo da construção civil, de apenas 39 anos, é sócio do FC Porto há 30 anos. Estará ele entre os possíveis sucessores de Pinto da Costa, daqui a três ou seis anos?

Fotos: O Jogo, Correio da Manhã
Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Um Braga low cost


«E qual foi a ideia que permitiu ao Sp. Braga constituir um plantel "low cost", por comparação com os três grandes, mas que lhe permite ombrear desportivamente com os melhores a nível nacional e brilhar na Europa?
Mais do que tudo o resto, o Sp. Braga ocupou o espaço deixado livre pelos grandes no mercado interno. Todos os anos o clube de António Salvador reforça-se com alguns dos melhores jogadores das equipas secundárias da Liga. Este ano foi assim com Lima, foi assim com Sílvio, foi assim com Leandro Salino, como no passado tinha sido com Evaldo, com Mossoró, com João Pereira.
Antigamente, os jogadores que se evidenciavam nas equipas do fundo da tabela tinham como destinatário um dos três grandes emblemas, o que deixou de acontecer quando a Argentina e o Brasil se tornaram a fonte de quase todas as contratações dos grandes.
E o Sp. Braga soube ocupar esse espaço como ninguém, a que juntou uma criteriosa escolha de treinadores, que fazem com que pelos minhotos tenham passado nomes como Jesualdo Ferreira e Jorge Jesus, antes de Domingos Paciência demonstrar estar também talhado para altos voos.»
Francisco J. Marques
in semanário Grande Porto, 27/08/2010


O FC Porto também tem feito contratações baratas no mercado interno, algumas de sucesso (ex: Rolando, Cissokho, Varela) e outras nem tanto (ex: Lino, Miguel Lopes). Mas não há dúvida que, nos últimos anos, o Braga tem sabido aproveitar os "desperdícios" dos grandes - Evaldo, Alan, César Peixoto, Luís Aguiar, João Pereira, Hugo Viana -, bem como, o mercado low cost para potenciar jogadores com pouco curriculum. É, claramente, uma das razões do seu excelente desempenho desportivo e financeiro.