Mostrar mensagens com a etiqueta Maicon. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Maicon. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Adaptações na Luz?

Segundo O JOGO de hoje (jornal que costuma estar bem informado acerca dos assuntos relacionados com o FC Porto), no SLB x FCP de logo à noite Danilo Pereira formará dupla com Indi, no centro da defesa portista.

Contudo, em declarações ao Record, um ex-defesa central dos dragões, o brasileiro Aloísio (que saudades de ver profissionais como o Aloísio no plantel do meu clube), avisa que o recuo de Danilo é uma opção que poderá comprometer o equilíbrio da equipa, porque “ao deslocar Danilo para central, o FC Porto perderia uma referência no meio-campo, onde faz uma boa dupla com Herrera”.

Ou seja, as opiniões dividem-se mas, aparentemente, o treinador tem apenas duas possibilidades:

1ª) Adaptar um médio defensivo – Danilo Pereira – a defesa-central, o que o obriga a mexer em duas posições fundamentais da equipa: no médio-defensivo (Danilo tem sido titular indiscutível) e na dupla de centrais.

2ª) Optar por um dos defesas centrais da equipa B – o ex-médio defensivo Chidozie (*) – o qual, esta época, tem vindo a ser trabalhado e adaptado à nova posição por Luís Castro.

(*) Para quem não sabe, Chidozie Awaziem é um jogador nigeriano de 19 anos (ainda podia jogar nos Sub-19!) e que o ano passado jogava a médio defensivo na equipa de juniores do FC Porto.

Quantos jogos completos é que a dupla Danilo-Indi já fez junta?
Quantos jogos completos é que a dupla Chidozie-Indi já fez junta?
Quantos jogos é que o Chidozie já disputou na I Liga?

Como é que foi possível, o FC Porto chegar ao absolutamente decisivo jogo da Luz e, para formar a dupla de defesas-centrais, o treinador estar nesta situação?

As razões imediatas são conhecidas.

Segundo a versão oficial, Marcano fica de fora devido a “uma distensão na face posterior da coxa direita”.
E Maicon fica de fora porque … (cada um preencha as reticências como quiser).

Contudo, é preciso recordar aos portistas menos atentos que, há duas semanas atrás, no fecho do mercado de Janeiro, a SAD “despachou” dois defesas centrais:

Igor Lichnovsky, um defesa chileno de 21 anos (era o 4º defesa central do plantel), foi emprestado ao Sporting Gijón;

Maurício Antônio, um defesa-central brasileiro de 24 anos, que estava na equipa B foi, no âmbito do negócio José Sá – Marega, emprestado (?) aos nossos “amigos” do Marítimo.

Eu nem sei o que dizer mas, num clube altamente profissional, com uma estrutura pesada e paga a peso de ouro, tudo isto me parece um bocadinho… amador.

Enfim, boa sorte para o treinador e para os jogadores do meu clube que, logo à noite, irão pisar o relvado do estádio da Luz porque, nas circunstâncias atuais do Clube/SAD e com tantas contrariedades (a maior parte delas com origem interna), bem vão precisar.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Maicon a capitão? Próximo!

O que é um capitão do FC Porto? Qual é o perfil de jogador?

A pergunta terá certamente muitas respostas, algumas com partes bem antagónicas, mas todas elas têm de certeza uma coisa em comum: o FC Porto está em primeiro das prioridades, no topo, sem excepções. No campo só há um pensamento, e esse é o FC Porto!

Tem que ser alguém que quebra antes de torcer, que quando a situação aperta cerra os dentes e empurra para a frente, que não conhece a palavra desistir, que quando perde não dorme, que chora com os adeptos sofrem com uma derrota. Tem de ser um de nós. Um portista!

O Maicon, o Herrera, o Brahimi, o Indi, algum deles é isso?
Já foi visto várias vezes, mas no ultimo jogo assistiu-se, mais uma vez, ao atropelo de uma das tradições em campo do FC Porto desde que eu me lembro: em casa jogamos a segunda parte para sul. Isto só não acontece quando o sorteio não o permite. No domingo passado, o Arouca saiu com a bola, o que faz com que tenha sido o capitão do FC Porto a pedir para jogar na primeira parte para sul.
A gota de água que fez transbordar o copo que tinha a paciência para aturar um jogador medíocre como o Maicon, foi ele ter abandonado o campo a meio de uma jogada, quando os seus colegas de equipa precisavam dele... Naquele momento devia ter pedido a substituição, cerrado os dentes, e aguentava em campo o tempo que fosse preciso, nem que tivesse que disputar os lances com o pé debaixo do braço!

Melhor do que utilizar palavras, há dois vídeos que mostram bem o que para mim é um capitão.

Capitão João Pinto a receber a Taça de Portugal debaixo de uma chuva de objetos


Capitão Pedro Emanuel, a mancar, tenta em desespero de causa tirar um bola de dentro da baliza

"Quando falo da ausência e do desaparecimento daquilo que é a mística e as referência do que é a cultura do FC Porto, refiro-me a isto. Isto é impensável. Vi o João Pinto, e só para falar dos meus capitães, a ter um dedo do pé fraturado e a obrigar o médico a dá-lo como apto para ir lá para dentro, rasgando a bota do lado esquerdo onde o dedo estava em contacto e pintando a meia branca de preto para poder ir lá para dentro. Quando vemos o nosso capitão a fazer aquilo, vamos com ele até à morte. É isto a transmissão de valores. Ele aprendeu com alguém, eu e o Fernando Couto com ele, o Jorge Costa connosco e a seguir o Bruno Alves e outros tomaram o testemunho."
Por Vitor Baia

Há várias histórias de capitães que deram tudo pelo FC Porto, noutros tempos, em que estar no FC Porto era o destino, um concretizar de um sonho, e não apenas um mero ponto de passagem para um salto para um contrato das arábias. Esses tempos passaram, e nunca mais vão existir planteis carregados jogadores satisfeitos por este poder ser o seu último clube, mas não há espaço para dois ou três? Que possam ser capitães em campo e fora dele, e que possam representar tudo aquilo que este clube é para nós? 

O que preciso num capitão? Que seja portista, que seja do Norte,que tenha feito o máximo percurso na formação, que sofra connosco quando as coisas não corram bem, que seja dos nossos... 

Neste plantel vejo um candidato: André de seus dois nomes...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

“Cansei dessa merda aqui!”

Mensagem da mulher de Maicon no Instagram (fonte: Maisfutebol)

«A mulher de Maicon, Úrsula Roque, partilhou uma publicação no Instagram na qual tece duras críticas a quem descreve como “quem se diz doutores” e que responsabiliza pelas dificuldades físicas do defesa-central.

Eu vou apoiar-te sempre porque sei o tanto que ama esse clube por que tantas vezes já brigou comigo para focar no Porto! Quem está vaiando não sabe o que passou aqui. A culpa não é sua, já faz 4 meses que tenta voltar a 100% e não consegue porque o erro não foi seu e sim de quem se diz doutores! Um absurdo não conseguir melhorar um jogador que treina de manhã e à tarde todo o dia para voltar a jogar e pede para parar e não pode! Cansei dessa merda aqui! Desculpa Maicon, sei que ama, mas eu já não aguento mais essa falta de dedicação e seriedade!”

Entretanto, Maicon já colocou a sua conta do Instagram em modo privado, assim como a sua mulher.»


Será que o FC Porto já bateu no fundo ou, como diz um amigo meu portista, ainda há mais fundo?

Enfim, como é óbvio, o que é preciso é atacar o Vítor Baía (inclusive em termos pessoais), para que isso sirva de aviso a todos os sócios do FC Porto que se atrevam a criticar esta Direção/Administração e, pior, que tenham a veleidade de estar disponíveis para assumir responsabilidades no Clube/SAD.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Já foi?


"Maicon e a eliminação: «Já foi, bola para a frente»", in "Maisfutebol", 10/12/2015

Eis (mais) um péssimo exemplo de abordagem ao nosso momento actual, ainda para mais vindo de um "capitão".
"Já foi"? Não, Maicon. Ainda dói e muito. Pelo menos para nós, os adeptos. Somos aqueles que não recebem um tostão do FCP (pelo contrário, ainda pagamos) e dele só reclamamos emoções.

Pelo contrário, o tempo deve ser de profunda reflexão. A pouca qualidade do treinador é apenas uma das razões destas tristes figuras. Existem outras a que convém estar tão ou mais atento.

"Já foi e bola para a frente", é o mesmo que respondem os jogadores de clubes menores, que já não sabem bem o que mais dizer perante os repetidos fracassos. São parte daqueles que não ficam para a história.
A Maicon, que tem a felicidade de jogar num grande clube europeu, discursos destes deveriam estar proibidos.
Se não, o que resta? Perdermos em Alvalade, em Janeiro, e "bola para a frente"? Somos depois eliminados da Taça de Portugal e "bola para a frente"?

E, reparem, estamos a falar de alguém que tem uma ligação ao nosso clube muito mais duradoura que a maioria dos jogadores do actual plantel. Imaginem o pouco que doerá a outros...

"Já foi"? O pior é que, neste caminho errado que actualmente trilhamos, Maicon, virá já aí outra a seguir.

sábado, 26 de setembro de 2015

Tal como em Kiev...

Empatar com o Moreirense é mau.

Empatar com o Moreirense, após estar duas vezes em vantagem no marcador, é péssimo.

Sofrer dois golos de uma equipa do nível deste Moreirense é inacreditável.

E, não haja dúvidas, o responsável Nº1 por aquilo que a equipa joga, ou deixa de jogar, durante os 90 minutos é sempre o treinador.

Dito isto, e independentemente do discutível onze inicial escolhido por Lopetegui para este Moreirense x FC Porto, a realidade é que os dragões chegaram à vantagem no marcador (0-1). E se é verdade que, nos primeiros 45 minutos, o FC Porto teve apenas três oportunidades de golo, o Moreirense não teve nenhuma! (e quase não conseguiu entrar na área do FC Porto)

Maicon, de livre, marca o 1º golo do FC Porto em Moreira de Cónegos

Mais. Na 2ª parte, após o Moreirense ter chegado ao 1-1 (no primeiro remate enquadrado com a baliza de Casillas) Lopetegui reagiu, mexeu bem na equipa e fez tudo o que podia/devia para ganhar em Moreira de Cónegos.
Assim, após ter sido obrigado a queimar uma substituição ainda na 1ª parte, devido à lesão de Brahimi, Lopetegui "meteu a carne toda no assador". Substituiu um médio (Herrera) por um extremo (Tello), passando Corona para o meio e a ter uma frente de ataque com quatro jogadores e, no último quarto de hora, arriscou tudo, substituindo um defesa central (Marcano) por um ponta-de-lança (Aboubakar).

E estas mudanças resultaram. A pressão do FC Porto sobre o Moreirense passou a ser asfixiante e a equipa chegou mesmo ao 2º golo, precisamente por Corona (que me parece render muito mais no meio, nas costas do ponta-de-lança, do que como extremo).

2º golo do FC Porto em Moreira de Cónegos

Contudo, depois de ter feito o mais difícil e obtido o 2-1 aos 79' (apenas dois minutos após Lopetegui ter esgotado as substituições), a equipa do FC Porto foi incapaz de segurar a vantagem.
Porquê?
Por várias razões, claro, entre as quais destaco:

1º) Nos últimos minutos, pareceu-me que vários jogadores do FC Porto (Danilo, Corona, Maxi, …) estavam exaustos, no limite da capacidade física e houve mesmo dois – Osvaldo e Maicon (o único defesa-central em campo após a saída de Marcano) – que terminaram o jogo ao pé coxinho.

2º) Tendo esgotado as substituições aos 77', para tentar chegar ao 2º golo, Julen Lopetegui já não pôde refrescar e reequilibrar a equipa defensivamente.

3º) Tal como em Kiev, a equipa sofreu o golo do empate nos últimos 5 minutos (período de descontos incluído) e, tal como em Kiev, esse golo foi marcado de cabeça na pequena área portista, também conhecida por área do guarda-redes…
Por falar em guarda-redes, o que fez Casillas nesse lance?
Tal como em Kiev, ficou em cima da linha de golo, à espera não se sabe bem de quê.


Em resumo, foram mais dois pontos perdidos de forma inglória, para não dizer idiota.

P.S. Excelente a execução de Maicon no 1º golo do FC Porto. Em apenas seis jornadas é o 2º golo que marca de livre direto.

P.S.2 Na 1ª parte, ficaram, pelo menos, dois cartões amarelos por mostrar a jogadores do Moreirense, o primeiro dos quais logo ao 6º minuto, numa entrada por trás de Cardozo a Danilo Pereira. Não por acaso (em vésperas de jogo para a Liga dos Campeões), o árbitro Vasco Santos permitiu aos jogadores do Moreirense uma agressividade defensiva sempre muito elevada ao longo de todo o jogo.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Sete longos meses sem fins-de-semana



Agora que, salvo algo de monstruoso que ninguém acredita que possa suceder, tudo ficou resolvido, vão ser sete longos meses (até ao início da próxima época) em que, jogos mesmo a sério, só iremos ter dois (ok, quatro se eliminarmos o Basileia e partindo do princípio que temos realmente equipa para discutir uns quartos-de-final de Liga dos Campeões).
Se quisermos ser bondosos, poderemos acrescentar uma eventual final da taça da Liga (a tal que ninguém gostava) a esta pequena lista de jogos minimamente interessantes até ao final de Agosto.
Muito argumentarão que, dada a nossa inacreditável vantagem de apenas um ponto em relação ao scp, os jogos continuarão todos a ser a sério até final. Bem, falar em lutas pelo segundo-lugar soa até ofensivo para um clube com o nosso palmarés nos últimos 30 anos. Por muito aborrecido que seja ter que jogar uma pré-eliminatória para aceder à "Champions", a grande verdade é que ficar em segundo ou terceiro não aquece nem arrefece ninguém.
Na verdade, podemos até evitar falar em "travessias do deserto" mas de uma seca monumental já ninguém nos livra. De repente, nos próximos fins-de-semana, as ligas estrangeiras tornar-se-ão ainda mais cativantes e até as outras modalidades terão um renovado interesse aos nossos olhos.
O mais penoso nisto tudo é que diferença futebolística está longe de estar reflectida nestes largos pontos que nos separam do nosso rival. Habitualmente, tamanho "buraco" traduz uma série de insuficiências de um dos lados, algo que está longe de ser verdade na presente época. Tirando os fanatismos habituais, este slb parece inferior às recentes versões passadas.
Por isso mesmo, não é tarefa fácil explicar estes últimos acontecimentos. Tendo a presente temporada como ponto inicial de análise, existirão obviamente vários erros próprios mas nenhum com tamanho suficiente para que alguém possa acreditar, com toda a convicção, que tudo poderia ter sido diferente.
Mas vamos lá a esses "pormenores" que, não tendo sido decisivos, foram erros que nos deverão servir de lição:
Ghilas é melhor que Adrián, ponto. O primeiro deveria ter ficado e o segundo não deveria ter sido adquirido em mais uma das nossas "confusas" contas com o Atlético Madrid.
Tozé, se é que a equipa B realmente serve para algo, teria também lugar neste plantel. Não existe esse abismo, como muitos acreditam, em relação a Óliver. No fundo, é tudo uma questão de apostas. O espanhol, mesmo vindo emprestado, é aposta assumida desde a primeira hora, já o português foi sempre olhado de lado. E é nesta falta de confiança que muitos se perdem.
Já a saída de Josué, embora num patamar mais debatível, deixou também dúvidas. E deixemos, por agora, a eterna questão-Kelvin para outras núpcias.
Mas, tendo assim o plantel sido escolhido, haveria melhor "11" que aquele habitualmente colocado em campo, excessivas rotações à parte?
Bem, se olharmos com cuidado para os quase 11 meses de titularidade de Fabiano, quantos pontos ou vitórias lhe devemos? Certo que, não havendo Hélton por largos meses, as alternativas eram praticamente nulas. Mas, e agora com o capitão de regresso e em grande forma? Que desculpa pode haver? Que motivação terá, daqui em diante, um jogador a quem for dada uma "oportunidade" na taça da Liga, sabendo ele que nem uma exibição de qualidade máxima lhe abrirá as portas da equipa principal?
Já quanto a Alex Sandro, há mais de ano e meio que joga metade daquilo que rendia quando alcançou a titularidade. Danilo, que até começou bem, parece de regresso ao seu habitual modo de "não te rales muito", que ele sempre acciona quando os resultados deixam de aparecer. 
Mas, lá está, com Ricardo e José Ángel teríamos agora mais pontos? Nenhumas garantias de tal, se quisermos ser absolutamente honestos. 
E quanto ao resto? Bem, Maicon continua a ser Maicon, como aquela oportunidade desperdiçada logo nos minutos iniciais no Funchal nos relembrou. O nosso adversário directo não falharia aquela oportunidade madrugadora para ficar logo em (decisiva) vantagem.
De resto, confirma-se que Casemiro e Tello são úteis mas nada do outro mundo, como a qualidade dos seus clubes de origem poderia fazer crer. Pelo menos, ainda estão num patamar inferior àquele onde se situam Jackson, Brahimi e até mesmo Quaresma. E é este patamar que se exige a quem quer ser titular de longa duração num clube como o nosso.
Por fim, e basta olhar para o seu rosto, Quintero passou de jovem alegre e cheio de potencial para alguém a quem as mordaças tácticas transformaram num jogador apavorado pelo receio de falhar. Bem escondido continua ele pelas extremidades do campo, e isto quando joga. Quem ficou a ganhar com esta sua "domesticação"? Pois, ninguém ao certo saberá responder.
Mas estaria o FCP a discutir, ombro-a-ombro, o primeiro lugar se o atrás descrito tivesse acontecido de outra forma? Provavelmente não, e é isto que mais assusta: do ponto em que se iniciou a presente temporada, não se vislumbra grandes alternativas para um futuro diferente. Isto porque, sem "fundos", os empréstimos vindos dos "grandes" europeus tenderão a aumentar ainda mais e, em termos de liderança, como se tem visto, é cada vez mais difícil arranjar melhor.
Poderemos, então, melhorar em quê, durante estes penosos meses que se avizinham? A nossa obsessão pela posse de bola, ao contrário do que se apregoa, soa a excessiva. Reparemos que o nosso rival abriu o marcador em dois lances de futebol directo nas suas duas últimas saídas (Penafiel e Marítimo). Já nós, nem no último segundo contra um Marítimo, com tudo praticamente perdido, o nosso guarda-redes foi autorizado a avançar para a área contrária, num lance de bola parada.
Na liga portuguesa, exagerar na posse e num futebol "rendilhado", especialmente fora de portas, pode ser contra-produtivo. É uma lição que levamos desta temporada. As nossas habituais e tão elogiadas estatísticas, ao invés de serem motivo para orgulho, podem muito bem ser a mais clara expressão do nosso falhanço. Isto porque as nossas oportunidades reais de golo são em número vergonhoso para tamanho "controlo" das partidas. E o inverso sucede com praticamente todos os adversários que encontramos pela frente: por menos oportunidades que tenham, conseguem sempre criar perigo.
Por último, o factor-sorte. Todos sabemos que esta se conquista e dará mesmo muito trabalho alcançá-la, mas temos que honestamente reconhecer que a sorte, em 2014/15, nada quer connosco. Não que, alguma vez, se a deva usar como principal desculpa.

sábado, 27 de setembro de 2014

Maicon, Slimani e a falta de coragem

As imagens do lance entre Slimani e Martins Indi…



… mostram (comprovam!) que Slimani, fora de si, agarra o defesa do FC Porto pelo pescoço e projeta-o violentamente para trás.

Mas, segundo os “especialistas” do jornal O JOGO…

Tribunal de O JOGO, Sporting x FC Porto

… o avançado do Sporting limitou-se a empurrar o jogador adversário, o que configura um “comportamento antidesportivo”.

Não sabia que, em termos disciplinares, apertar o pescoço a um jogador adversário era um mero “comportamento antidesportivo”. Estamos sempre a apreender…

Quanto aos jornalistas da televisão que transmitiu o jogo – a SportTv – e aos comentadores das outras televisões do regime centralista em vigor, não faço ideia do que disseram (vi o jogo num conhecido café do Porto, felizmente sem som).

Mas vi, porque as imagens televisivas mostraram-no, que Olegário chegou a ter o cartão vermelho na mão, mas optou por um amarelo suave…

Faltou coragem para expulsar um jogador do Sporting, aos 10 minutos, em pleno Estádio de Alvalade?

Pois faltou (tal como faltou coragem para assinalar penalty, por mão de Mauricio, ao minuto 89) mas, na semana passada, no FC Porto x Boavista, ao árbitro de serviço não faltou coragem para expulsar o Maicon em pleno Estádio do Dragão e deixar o FC Porto a jogar com menos um, a partir do minuto 25.

E é, também, com lances como estes, que se vai escrevendo a história deste campeonato e, claro, se salvaguarda a tão propalada “verdade desportiva”…

P.S. A meio da 1ª parte, Adrien teve uma entrada perigosa sobre Danilo, atingindo-o com os pitões na zona de ligação entre o pé e a perna. Olegário nem amarelo mostrou e limitou-se a aconselhar calma ao médio do Sporting. Aliás, este lance foi tão “inofensivo”, que nem sequer fez parte da lista de lances analisados pelo 'Tribunal de O JOGO'. E é assim que se vai branqueando os “critérios de arbitragem”.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Prémio "Eu sei do que estou a falar"

Petit

"(Maicon expulso porque) Foi uma entrada por trás" - 21/09/2014


P.S.: A partir de ontem, o Maicon, ao serviço do Porto, já viu mais vermelhos directos que o Petit, ao serviço do slb, e em menos tempo - como é que se diz? Ah, sim, "é o sistema!"

domingo, 21 de setembro de 2014

A Estrutura e o Treinador do FCP

Este jogo começou a ser perdido (empatar em casa com uma equipa do nível deste Boavista é uma derrota), na forma mansa e quase silenciosa como a Estrutura do FC Porto (não) reagiu à escandalosa arbitragem da semana passada.

A entrada imprudente, mas não violenta, de Maicon aos 26 minutos de jogo (quase não toca nas pernas/canelas do jogador boavisteiro), justifica a mostragem de um cartão vermelho direto?
Claro que não.


O senhor Jorge Ferreira (da AF Braga) foi extremamente severo na análise deste lance (um tackle lateral, a meio campo, junto à linha lateral, num relvado encharcado)?
Claro que foi mas, perante o comportamento submisso da Estrutura do FC Porto, após o Vitória Guimarães x FC Porto, estavam à espera de quê?

Há 15-20 anos atrás, os árbitros tinham medo de errar contra o FC Porto.
Hoje em dia, não só se sentem completamente à vontade nos jogos do FC Porto, como chegam a ser premiados se, na dúvida, decidirem contra o FC Porto.
Actualmente, os árbitros, com duas ou três excepções, têm é pavor de errar contra o SLB.

Mas se este FC Porto x Boavista começou a ser perdido no pós-Guimarães, há outros dois aspectos que me deixaram perplexo.

Por que razão, o capitão do FC Porto (Jackson Martinez), escolheu atacar na 1ª parte para o lado que estava mais encharcado e com o relvado em pior condições?
Qual foi a ideia?


E, tendo o FC Porto jogado há 4 dias e só voltando a jogar daqui a 5 dias, também não percebi o que motivou Lopetegui a revolucionar o onze inicial, comparativamente com o onze inicial do último jogo (FC Porto x BATE Borisov).
Mudou o guarda-redes - jogou Andrés Fernández em vez de Fabiano;
Mudou dois defesas - jogaram Ivan Marcano e José Ángel em vez de Martins Indi e Alex Sandro;
Mudou dois médios - alinharam de início Rúben Neves e Evandro em vez de Casemiro e Brahimi;
Mudou dois avançados/extremos - alinharam de início Brahimi e Tello em vez de Adrián López e Quaresma.

Mas, para além de todas estas alterações no onze inicial, Lopetegui também decidiu voltar a mexer no modelo de jogo que adoptou frente aos bielorrussos.

O JOGO, 20-09-2014
Conforme referi na altura, umas das inovações de Lopetegui no FC Porto x BATE Borisov, foi colocar Adrián López a jogar, não encostado à linha, mas com grande mobilidade, muitas vezes perto de Jackson, numa frente de ataque que também incluía Brahimi e um extremo puro (Quaresma).
Hoje, durante quase todo o jogo, voltou a ser frequente ver Jackson sozinho na área do Boavista, rodeado de jogadores axadrezados...

Se já se previa que o Boavista vinha defender com 11, com linhas ainda mais recuadas do que o BATE, por que razão Lopetegui voltou a mudar o que tão boas provas tinha dado na passada quarta-feira?

Em resumo, mais 2 pontos perdidos, muito por culpa de uma Estrutura que parece andar adormecida e de um treinador que, apesar das palavras que proferiu antes do jogo, na prática encarou este derby da Invicta como se fosse um jogo da Taça da Liga.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

FC Porto BATE no Borisov


O título é pouco original e, por isso, pensei noutras possibilidades:
"Muda aos 3 e acaba aos 6"
"Dragão esturrica bielorrussos"
"Show de bola na montra dos milhões"
"Sem o Baptista e o Rufo é mais fácil"

Acabou por ficar "FC Porto BATE no Borisov" mas, para começo de conversa, digo já que esta equipa bielorrussa é bem melhor do que aquilo que aparentou hoje e estou convencido que o vai provar nos restantes 5 jogos desta fase de grupos.

No arranque da 19ª presença do FC Porto na fase de grupos da Liga dos Campeões; no 200º jogo do FC Porto na Taça/Liga dos Campeões; os dragões brindaram as 35108 pessoas que se deslocaram ao Estádio do Dragão com 6 golos (mais duas bolas aos postes) e uma exibição de gala.

Seis golos num só jogo da Liga dos Campeões é recorde para o FC Porto e são mais do que o total de golos (4) que o FC Porto de Paulo Fonseca marcou nos seis jogos da Liga dos Campeões 2013/2014 (sim, eu sei, o BATE Borisov é fraquíssimo, bons eram o Austria Viena, o Artmedia Bratislava, entre outras equipas do pote 4 que defrontamos nos últimos anos).

Houve duas inovações no jogo de hoje, relativamente aquilo que temos visto nos jogos anteriores:

- um meio-campo com dois jogadores - Casemiro e Herrera - sem se saber qual deles jogava na posição 6 (foi frequente ver Herrera a vir atrás buscar a bola e estar posicionado numa linha mais recuada que Casemiro);

- Adrián López a jogar, não encostado à linha, mas com grande mobilidade, muitas vezes perto de Jackson, numa frente de ataque que também incluía Brahimi (a maior parte das vezes do lado esquerdo) e Quaresma (do lado direito).

Numa muito boa exibição global, destaco duas exibições individuais:

Maicon - Está na sua melhor forma de sempre e, nesta altura, é "só" o melhor defesa-central a jogar em Portugal (ao intervalo, um amigo, meio a brincar, meio a sério, disse-me que o íamos vender ao Real Madrid por 30 milhões, para substituir o Pepe...)

Danilo - De jogo para jogo, justifica, cada vez mais, a chamada de Dunga à seleção brasileira. Se continuar assim, a SAD ainda vai recuperar os quase 18 milhões de euros que investiu na sua contratação

E o Brahimi, não merece um destaque?
Não. Não tenho palavras para falar do Brahimi. Digo apenas que mal vi o seu número na placa de substituições, me levantei e só parei de bater palmas quando o "mago argelino" se sentou no banco de suplentes.

domingo, 31 de agosto de 2014

Radomir Antić sobre Maicon

Radomir Antić é sérvio mas fez quase toda a sua carreira de treinador em Espanha.
De facto, entre 1988 e 2004, foi treinador de seis clubes espanhóis: Saragoça, Real Madrid, Oviedo, Atlético Madrid, Barcelona e Celta Vigo.

Apesar de já não treinar qualquer clube espanhol há 10 anos, Antić mantém um grande prestigio em Espanha e, na passada terça-feira, foi convidado pela TVE para comentar a transmissão televisiva do FC Porto x Lille, da 2ª mão do play-off da Liga dos Campeões.

Radomir Antić (O JOGO, 30-08-2014)

Entre as afirmações de Antić, que O JOGO reproduziu, saliento a seguinte:

Gostei muito do Maicon. No futebol atual, poucos centrais têm tanta qualidade como ele. Defensivamente é muito bom e distribui a bola como poucos

Vindo de quem vem, muito interessante este elogio a Maicon, até porque, para alguns adeptos portistas, o FC Porto precisaria de contratar um defesa-central de top, que soubesse distribuir a bola e/ou sair a jogar.

Maicon, FC Porto x Lille (fonte: LUSA)

sábado, 4 de janeiro de 2014

Mais um lateral?

O FC Porto tem dois defesas laterais que, em conjunto, custaram à FCP SAD cerca de 28 milhões de euros.

Relatório e Contas Consolidado do 1º Trimestre 2011/2012

Apesar de Danilo e Alex Sandro serem dois titulares indiscutíveis, não só pelo seu valor futebolístico, mas também por aquilo que representam em termos do enorme investimento feito pela SAD (que terá de ser rentabilizado), é necessário existirem alternativas para eventuais lesões, castigos ou abaixamentos significativos de forma destes dois internacionais brasileiros.

Quais são, então, as alternativas à disposição de Paulo Fonseca?

Defesa/Lateral direito

Víctor García – internacional Sub-20 da Venezuela, chegou a meio da época passada, tendo feito alguns jogos pelos juniores do FC Porto; esta época agarrou a titularidade da equipa B e já foi chamado por Paulo Fonseca para um jogo da Taça de Portugal.

Ricardo – extremo direito; desde a pré-temporada foi testado várias vezes por Paulo Fonseca também na posição de lateral direito.

Maicon – defesa central; na época 2011/2012 foi adaptado e utilizado durante vários meses, com relativo sucesso, como defesa direito.

Defesa/Lateral esquerdo

Mangala – defesa central; na época 2012/2013 foi adaptado e utilizado várias vezes por Vítor Pereira como defesa esquerdo; nesta época Paulo Fonseca já fez o mesmo.

Quiñones – titular da equipa B; internacional Sub-20 da Colômbia, foi cinco vezes convocado por Vítor Pereira para jogos do campeonato 2012/13 e uma vez utilizado durante os 90 minutos (no FC Porto x Rio Ave, disputado em 23 Fevereiro 2013).


O JOGO, 01-01-2014

Havendo este conjunto de alternativas para as laterais, todas elas já testadas, quer nesta época, quer em épocas anteriores, para quê gastar mais dinheiro na contratação de um novo defesa lateral, ainda por cima para ser suplente de Danilo ou Alex Sandro?

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Jogadores que cresceram na era VP

(jornal O JOGO, 06-05-2013)
Desde o primeiro dia em que assumiu o comando técnico dos dragões, Vítor Pereira nunca foi levado a sério, nem beneficiou da simpatia de jornalistas, comentadores ou da maior parte dos adeptos portistas.
De facto, e apesar de apenas ter registado uma derrota em 58 jogos para o campeonato, as críticas a Vítor Pereira têm sido muito mais do que os elogios.

Uma das acusações que se ouve recorrentemente (principalmente entre adeptos portistas) é a de nenhum jogador da equipa do FC Porto ter evoluído e crescido futebolisticamente nos últimos dois anos.
Será isto verdade?
É óbvio que não. Aliás, já aqui falei nos casos de Maicon (considerado por muitos o melhor defesa-central do último campeonato), Alex Sandro (alguém se lembra de Alvaro Pereira?), Mangala (o defesa goleador, jogando quer no centro, quer à esquerda), Fernando (deixou de ser um pivot fixo que só defendia) e Jackson Martinez (cujo desempenho e veia goleadora com a camisola azul-e-branca até surpreendeu os seus compatriotas).

A todos estes exemplos, podemos juntar o caso de Moutinho que, como o jornal O JOGO destacou na passada segunda-feira (ver recorte/imagem neste artigo), está a fazer a sua melhor época de sempre, alargando a sua influência a outras zonas do terreno e batendo os seus recordes de golos e assistências.

Pode discutir-se qual o mérito de Vítor Pereira na evolução registada por estes e outros jogadores.
Pode alegar-se que estes jogadores são tão bons, que teriam evoluído independentemente do treinador, dos métodos de treino e do modelo de jogo adoptado pela equipa.
O que não me parece correto é negar as evidências e dizer que nenhum jogador evoluiu desde que Vítor Pereira é o treinador principal do FC Porto. Isso é que não.

sábado, 13 de abril de 2013

As consequências da praga de lesões

(FC Porto x SC Braga, lesão de Maicon)

No último FC Porto x SC Braga, Maicon sofreu uma entorse no tornozelo direito e teve de ser substituído ao intervalo. Esta época, é já a 3ª lesão que atinge o defesa-central brasileiro (na época passada foi considerado, por muitos, o melhor defesa central do campeonato português) e a última de uma série impressionante de lesões que, ao longo da época, tem assolado o plantel da equipa principal do FC Porto e, consequentemente, limitado as opções do treinador, quer nos jogos em questão, quer para os jogos seguintes.

Logo em Outubro, escrevi um artigo intitulado ‘Não serão lesões a mais?’, a propósito das lesões que, até essa altura, já tinham atingido Fernando, Castro, Maicon, Alex Sandro e Danilo.

Alguns jogadores e o treinador queixaram-se publicamente das lastimáveis condições em que estava o relvado do Dragão (“A relva é um problema. Levanta muito, faz escorregar, origina entorses e contraturas. Não é consistente e penaliza. Está a prejudicar-nos muito.”, Vítor Pereira, no final do FC Porto x Marítimo), tendo a Direção avançado para a inevitável substituição de um relvado novo, que tinha sido colocado a seguir ao concerto dos Coldplay.

Mas, mesmo com um novo relvado, a praga das lesões continuou a afetar diversos jogadores do plantel: James, Kléber, Defour, Mangala, Moutinho, Atsu, Varela e novamente Maicon, tornaram-se “clientes” do departamento médico portista.

Castro fraturou um dedo, Mangala teve uma luxação no ombro, Atsu sofreu uma entorse, mas a esmagadora maioria foram lesões musculares (distensões e microrroturas). Não me lembro de uma época com tantas lesões musculares a afetar tantos jogadores diferentes, incluindo jogadores como Moutinho, o que é uma raridade. Ah, e uma parte significativa destas lesões ocorreram nos treinos (exemplos: Kléber, Defour e Moutinho).

Isto não pode ser apenas azar. Tem de haver outra(s) explicação(ões). O estado lastimável do relvado foi uma das explicações apresentadas, mas esta série de lesões musculares não será também reflexo de algum problema decorrente da pré-temporada e/ou da preparação física da equipa?

Jogos, eliminatórias europeias e campeonatos ganham-se e perdem-se devido a múltiplos factores. Esta época, parece-me óbvio que as sucessivas lesões e a incidência das mesmas em alguns jogadores-chave, tiveram um peso significativo no desempenho da equipa em momentos cruciais.

sábado, 2 de março de 2013

Maicon, Mangala, Maicon

A exibição de Maicon no último FC Porto x Rio Ave não foi famosa. Para além das fortes responsabilidades que teve no golo dos vilacondenses, revelou-se preso de movimentos e com uma lentidão preocupante. A comparação com Mangala (impedido de jogar contra o Rio Ave devido a castigo) foi inevitável e nada favorável ao defesa-central brasileiro.

Contudo, a história destes dois jogadores não começa e acaba nos 90 minutos do último desafio disputado no estádio do Dragão. Vale a pena recordar o seguinte:

Em Dezembro de 2011, quando a FC Porto SAD vendeu parte do passe de Mangala, o ex-Standard Liège era o 4º defesa central do plantel, a dupla titular era formada por Rolando e Otamendi e Vítor Pereira era fortemente criticado por preferir jogar com o Maicon adaptado a defesa-direito, em vez de uma das escolhas naturais Fucile ou Sapunaru (na altura, ainda não era do domínio público que Fucile era uma das "maças podres" do balneário).

No final da época 2011/12, Mangala continuava a ser o 4º defesa central do plantel, mas a dupla titular passou a ser formada por Maicon e Otamendi. Depois de uma brilhante 2ª volta, muitos portistas e não só, comparavam a evolução do Maicon à de Pepe (já não se lembram?) e Maicon era considerado por muitos o melhor defesa central do campeonato português.

No início da época 2012/13, Maicon continuou em grande e, inclusivamente, durante a pré-temporada especializou-se a marcar golos de livre. A dupla titular continuou a ser formada por Maicon e Otamendi. Com o afastamento de Rolando, Mangala passou de 4º para 3º defesa-central do plantel mas, tal como Maicon um ano antes, aproveitou uma "invenção" do treinador Vítor Pereira para crescer futebolisticamente, quando foi adaptado a defesa-esquerdo para suprir a ausência do lesionado Alex Sandro.

Quando Maicon se lesionou com alguma gravidade, para além dos lamentos e críticas ao miserável relvado do Dragão, cheguei a ler/ouvir portistas sugerirem que Rolando deveria ser reintegrado, porque Mangala não dava garantias (era a fase em que o Mangala era apontado a dedo por alguns - ex. Luís Freitas Lobo - como um jogador bruto/excessivamente viril).

Perante a evolução registada e comprovada nos últimos 4-5 meses, hoje em dia já são poucos os portistas que duvidam da categoria/capacidade do Mangala. Inclusivamente, a comunicação social tem feito eco do "apetite" de alguns dos "tubarões" europeus por este super-atleta francês e até já se fala em valores (20 milhões de euros).

Sim, Mangala é um jogador extraordinário e, obviamente, eu preferia que ele não se tivesse lesionado e hoje à noite pudesse jogar o lado de Otamendi, formando aquela que é, atualmente, a melhor dupla de defesas-centrais do futebol português.
Provavelmente, iremos sentir a falta da sua velocidade, intensidade de jogo e presença física nas duas áreas. Mas Maicon, o seu substituto no jogo de hoje, não é um mau defesa central e já deu provas do que é capaz. Obviamente, não está ao mesmo nível de há um ano atrás, mas eu acredito que vai estar bem melhor do que contra o Rio Ave. E veremos se, depois do jogo de hoje, não reconquista um lugar que já foi seu.

domingo, 4 de novembro de 2012

O regresso de Rolando?

O FC Porto partiu hoje para a Ucrânia, onde na terça-feira irá defrontar o Dínamo Kiev, no 4º jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões.


Sem os lesionados Alex Sandro, Maicon e Fernando, o destaque na lista dos 19 convocados são as chamadas de Rolando, Iturbe e do defesa esquerdo colombiano Quiño.

Atendendo a que, de acordo com as previsões, Fernando e Maicon irão ter pela frente uma paragem de várias semanas, Vítor Pereira vai ter de arranjar alternativas, não só para este jogo mas, provavelmente, até à paragem do campeonato em Dezembro.


Tendo apenas quatro médios disponíveis - Defour, Moutinho, Lucho e Castro -, uma das possibilidades será puxar Danilo para o meio-campo (no início ou durante os jogos), entrando Miguel Lopes para defesa-direito.

Contudo, a principal questão está relacionada com a utilização, ou não, de Rolando. A confirmar-se que Maicon só voltará a competir em Janeiro, penso que faria todo o sentido voltar a apostar em Rolando para jogar do lado direito da dupla de centrais, ao lado de Otamendi (que continuaria a jogar do lado esquerdo). Para além de ser uma dupla que já fez dezenas de jogos e do superior traquejo de Rolando relativamente à outra opção (Abdoulaye), seria uma oportunidade de ouro para Rolando se (re)valorizar, tendo em vista a sua desejada transferência na reabertura do mercado.

Assim, não podendo contar com Alex Sandro, Maicon e Fernando (e Hulk...), o meu onze para Kiev seria o seguinte:
Helton
Danilo, Rolando, Otamendi, Mangala
Defour, Moutinho, Lucho
James, Jackson Martínez e Varela

Imagens: ojogo.pt

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Um fim-de-semana em pleno



Nada mais saboroso. Foi de barriga cheia que o FC Porto mandou os seus adeptos para fim-de-semana depois aviar o Marítimo com cinco golos sem resposta. Uma exibição de grande qualidade onde Jackson – pois, claro – e James Rodriguez bisaram, coroando boas prestações ao longo de todo o encontro. Pinceladas individuais a dar brilho à força do colectivo, essa sim, a maior estrela da noite. Tudo “quase” perfeito, não fossem as arreliantes lesões.

E que melhor encanto quando um jogo começa com golos? Ritmado e forte, a equipa azul e branca pautou o seu jogo sem disposição para dar tréguas ao seu adversário. O conjunto insular pouco resistiu e sucumbiu. Em quatro minutos Jackson Martinez fez a rede dançar finalizando um sublime ensaio colectivo. O primeiro de muitos. De trás para frente Moutinho trouxe o esférico até James até o delegar ao testemunho final. Um rendilhado fantástico que resultou numa fabuloso golo.

O Marítimo organizava-se em linha no seu reduto defensivo. Ensaiava a tentativa de deslocação dos avançados portistas mas, invariavelmente, via-se quinado da sua própria estratégia e pela velocidade elevada que a nossa equipa imprimia. Entre foras-de-jogo na nesga e outros que nem o foram o avolumar do marcador pressentia-se próximo. E assim foi, para lá da meia hora de jogo, num pontapé certeiro – é que pontapé – de Varela.

Um momento de felicidade que contrastava com a agonia dupla vivida momentos antes. Em cinco minutos Vítor Pereira viu-se privado de Fernando e Maicon com mazelas que geram incógnita na deslocação a Kiev. Resquícios de problemas passados ou algo novo, não se sabe ao certo. Factual é este número exagerado de condicionamentos físicos e aquele relvado que levanta a cada embrulhar de jogadores e que nada contribuiu à boa saúde das suas articulações.

A 2ª parte trouxe mais problemas destes com Helton e Lucho metidos ao “barulho”, mas felizmente também nos deu mais do bom futebol que nos primeiros 45 minutos já se observara. Jackson voltou a engordar a sua conta pessoal e a cimentar a liderança dos melhores marcadores da Liga. Em ritmo colombiano James fez mais dois, completando uma mão cheia de golos o entusiasmo com que o bicampeão nacional trilhava o seu jogo.

Ao sentimento do dever cumprido juntou-se o consolo de uma exibição conseguida. Um encontro que agradou a todos – jogadores e adeptos -, porque tudo se torna mais fácil quando se joga futebol com paixão e sem rendilhados. Este grupo alimenta-se do colectivo onde o potencial individualista de Hulk parece já pertencer a um sonho que quase ninguém lembra. Agora não será melhor, nem pior. É apenas diferente. E que bom é o FC Porto rapidamente ter sabido encontrar esse caminho.

sábado, 14 de julho de 2012

Mais um triunfo num cenário de dúvidas



Em final de estágio por terras helvéticas, segue o FC Porto com um registo imaculado de vitórias nos particulares até ao momento realizados. Se à lisura dos triunfos nos dois primeiros encontros pouco se pode apontar, já o mesmo não se poderá dizer da contenda desta tarde perante o Evian. O conjunto de Vítor Pereira esteve longe controlar a partida e, só a espaços, conseguiu fazer circular a bola de forma pensada. Isto apesar das visíveis limitações no plantel que o treinador portista se verá cingido ao longo de toda a pré-temporada.

Com efeito, a falta de algumas opções dentro deste grupo que já se encontra ao trabalho não permite aplicar e vislumbrar todo o manancial tático trabalhado ao longo destes dias. Os embates com o Servette e Evian têm sido eloquentes neste problema, onde a total ausência de defesas laterais não possibilitam a explanação de um futebol mais aberto e fluído, obrigando, inclusive, a adaptações que roçam o caricato.

Os centrais vêem-se forçados à condição de totalistas e alternativas no meio campo não são muitas (apesar de este não ser apenas um problema pontual). Mas não se pense que estes handicaps são o princípio e o fim dos largos períodos de futebol fastidioso que a nossa equipa se pautou. As muitas perdas de bola e passes transviados – um mal que já transita da época passada – marcaram o incaracterístico jogo azul e branco, pondo em xeque nalguns momentos até, as redes da nossa coutada.

Denota-se a intenção de Vítor Pereira fazer entranhar os automatismos do 4-3-3 base, pautado aqui e ali com algumas flutuações de James ao centro, não modificando a sua estrutura mesmo após as várias substituições. Não seria descabido o ensaio de algo alternativo que não só pudesse encaixar melhor na mão-de-obra ao dispor, mas, também, incrementasse o “golpe de asa” sempre importante quando surgirem outros desafios mais árduos.

No cenário sempre confuso que as pré-temporadas e os seus peculiares jogos propiciam, nem sempre se consegue avaliar da melhor forma qual ou quais as feições individuais de cada atleta poderão trazer ao interesse geral e coletivo. Iturbe e Cristian vivem dentro desse limbo, com Castro também expectante. Provavelmente, mais do que a competência de cada um, as saídas ditarão as escolhas. Quanto a Fabiano, que hoje se estreou, tem lugar de caras na estrutura final.

Dúvidas. É disto e neste misto em que se vive nos defesos. As incertezas nas escolhas, a valia das opções e o jogo de paciência das transferências. Um bailado caótico de equações que atiram para as calendas gregas a palavra planeamento. Tudo se faz (e só pode ser feito) ao sabor do momento ou de um acontecimento,  ficando para um espectro secundário as trocas de Kléber e Janko, o inusitado jeito de Maicon para os livres ou simples resultado deste particular que daqui a uma semana já ninguém lembrará.


sábado, 3 de março de 2012

A revolta dos predestinados


De entre todas as supremas subtilezas, aquela que mais fundo toca no adepto de futebol está no derrubar da guarda em território rival. Esta noite o FC Porto voltou a elevar esse desígnio aos púlpitos dos Deuses pela terceira vez consecutiva, mercê de uma reviravolta “in extremis”, a passos largos do cair do pano. Num jogo de domínios repartidos e de alternâncias no marcador, sobressaiu aquele miúdo Colombiano que atravessou o Atlântico a correr e o central de peito feito revogado à condição de lateral, que em nada condicionou a sua crença imensa na vitória.

Se melhor antídoto alvitrasse, Hulk, no seu jeito imprevisível, não foi de modas e incendiou um jogo já de si bem quente. Uma bomba fenomenal numa diagonal de marca própria e registada colocou o Dragão na frente, materializando o desejo azul e branco nos primórdios do encontro. Contrariamente ao que seria expectável, a vantagem não fez luz e serenidade à nossa equipa, entregando o domínio das operações ao adversário, regredindo a um princípio de jogo básico, fatal e pouco cerebral, onde as perdas de bolas constantes e faltas em zona proibida puseram em xeque as redes de Helton.

O previsível empate tornou-se numa certeza antes do intervalo, e pior cenário se montou quando Cardozo, no recomeço do 2º tempo, pôs em vantagem o conjunto sitiado lá mais ao fundo do mapa Lusitano. Era a materialização da incapaz fórmula portista em gerir o encontro. Tal acossamento resultante da desvantagem fez vislumbre nas ideias de Vítor Pereira, restaurando, finalmente, a ordem de todas as coisas. A recolocação de Maicon a central e, sobretudo, a chamada ao jogo de James Rodriguez, catapultou o FC Porto para a “remontada” final.


Houve, na 2ª parte, um antes e um depois de James. Aquele predestinado da bola recolocou o Dragão na órbita dos princípios que balizam a construção ofensiva de uma equipa. A sua magia tecida dos seus pés aliada a uma visão que encurta linhas, fê-lo tricotar a meias com Fernando o princípio da estocada final. A igualdade no marcador esbatia o odor de desonra, mas não sossegava o espírito sofredor do adepto num jogo tão intenso e desconcertante.

A expulsão justa de Emerson constituiu uma janela de oportunidade para a equipa de Vítor Pereira ir em busca do triunfo. E esta não se fez rogada. Nem sempre com o melhor acerto ou a mais cristalina clarividência, o FC Porto recostou a agremiação local à sua área residente, levando-a a perecer através do mesmo veneno que nos havia servido no primeiro tempo. Maicon, com uma cabeçada vigorosa a coroar uma exibição portentosa, fez a nação azul e branca rejubilar, com mais um arraial no palco que nos faz tragar mais e melhores recordações.