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segunda-feira, 1 de maio de 2017

La Piovra | Penalties, expulsões e critérios



«Otávio – o primeiro a ver o cartão amarelo, aos 30 minutos, por uma falta menos grave do que algumas que sofrera antes e em que Carlos Xistra fora sempre benevolente (…)
No lance anterior ao golo, lá se viu o penálti da praxe sonegado aos azuis e brancos, com Bressan (deveria ter-lhe sido exibido o segundo cartão amarelo) a empurrar Otávio nas costas. (…)
Otávio, autor de uma bela exibição no regresso à titularidade e que se fartou de levar pancada: oito (!) faltas sofridas, mas ainda assim foi o primeiro a ver o cartão amarelo, como referimos.»
in ‘Dragão mandou para lá do Marão’, crónica do GD Chaves x FC Porto no site oficial do FC Porto



«A nossa equipa continua a três pontos da liderança da Liga Salazar e desta vez teve a felicidade de só ter sido prejudicada numa grande penalidade clara, por derrube de Otávio, imediatamente antes do primeiro golo. Dado o panorama das últimas jornadas, quase que podemos classificar a arbitragem de excelente - afinal, foi só um penálti, quando o habitual tem sido entre os dois e os três.
Quanto à expulsão de Maxi, o uruguaio teve uma entrada ao estilo das que tinha quando vestia outra camisola, sendo que deixou de beneficiar da proteção de então.
Por ser verdade, a arbitragem de Carlos Xistra foi muito, mas mesmo muito, melhor da que o FC Porto teve na última vez em que tinha jogado em Chaves, quando foi eliminado por João Capela da Taça de Portugal.
Há 15 dias, em Braga, por exemplo, houve três grandes penalidades a favor do FC Porto, que o árbitro Hugo Miguel não assinalou, ele que pelo meio assinalou - e bem - uma contra o FC Porto. Hugo Miguel esteve ontem na Luz e assinalou - e bem - um penálti a favor do Benfica. Por explicar continua a diferença de critério que faz com que a favor do FC Porto não se assinalem grandes penalidades.
Engraçado também um fora de jogo assinalado mal ao ataque do Estoril com o jogo em branco e que os "especialistas" ontem à noite na TV saltaram à frente. Viva o vídeo árbitro à la carte.»
Francisco J. Marques, em ‘Dragões Diário’ de 30-04-2017


No twitter, no site oficial, na newsletter ‘Dragões Diário’, o departamento de comunicação do FC Porto e, particularmente, Francisco J. Marques, reagiram rapidamente e bem, ao que se passou no jogo entre o GD Chaves e o FC Porto.

Além das críticas ao critério disciplinar adoptado por Carlos Xistra e ao penalti (mais um!) que ficou por assinalar a favor do FC Porto, foram feitas comparações com outros lances (noutros jogos), bem como, às diferentes decisões do mesmo árbitro (Hugo Miguel), consoante as cores das camisolas são azuis e brancas ou encarnadas.

Muito bem!
Isto chega?
Não. Aliás, o próprio texto de Francisco J. Marques, ao dizer que a nossa equipa “desta vez teve a felicidade de só ter sido prejudicada numa grande penalidade clara”, é revelador daquilo que se tem passado ao longo desta “Liga Salazar” e da impotência que os portistas sentem.

A generalidade dos portistas (pelo menos aqueles com quem eu falo), entende que o departamento de comunicação do FC Porto tem estado bem, adoptando (esta época!) uma política de comunicação forte, incisiva e agressiva q.b. Mas, já se viu, a atuação do departamento de comunicação é insuficiente para acabar com a roubalheira desta Liga Salazar.

O “polvo encarnado” tem de ser combatido nas suas entranhas. Isto é, ao nível dos diferentes órgãos da FPF – Comissão de Arbitragem e Conselho de Disciplina – e das pessoas (ex-árbitros, árbitros, observadores, delegados, etc.) que, ao longo de vários anos, foram sendo estrategicamente colocadas, para desempenhar uma “missão divina”.

Não tenhamos ilusões. O Estado Lampiónico não será derrubado apenas com comunicados. É necessário que a Direção e o Presidente do FC Porto assumam esta “guerra” publicamente, vão para o terreno e liderem o combate a outros níveis e noutros tabuleiros.

domingo, 19 de julho de 2015

Bora lá então vender camisolas

Penso que anda muita gente com a cabeça nas nuvens pensando que só com o lucro das receitas extra de merchandising - em camisolas, acima de tudo - o FCP vai conseguir pagar o salário ao Casillas. Sim, vai ajudar um bocadinho, mas muito menos do que alguns sonham. Acho que se conseguirmos fazer 100mil € extra/ano de lucro em camisolas já seria bom. O dobro seria fantástico.

Dizem alguns que só em vendas online para fora de Portugal vamos fazer um balúrdio.

Vamos?

Para começar dava jeito que os estrangeiros (ou até mesmo emigrantes!) pudessem comprar na loja online oficial do FCP. Se calhar não era uma má ideia, sei lá.

O site oficial do FCP deixa imenso a desejar, como se constata no seguinte:

1) O FCP tem tido imensos jogadores de língua espanhola ao longo dos últimos 15 anos (colombianos, argentinos, espanhóis, mexicanos, uruguaios etc). Não é de hoje, nem de há 5 anos. Muito se falou na simpatia granjeada pelo FCP na Colômbia desde que o Falcao veio para o FCP, já agora. Pois bem, no ano da graça de 2015 (e quando parece que já não vamos ter um único colombiano no plantel)... o site oficial do FCP ainda não tem versão em espanhol: apenas português e inglês.

2) Na versão inglesa do site, aparece um link para a «STORE» (muito «envergonhado», para o fundo da página). Os mais determinados em encontrar a loja online ao encontrar esse link e clicando nele encontram isto. Game over, dude.

3) Os emigrantes e os poucos estrangeiros audazes que tentarem prosseguir a visita da loja online na versão portuguesa (e vá lá que no «pulldown menu» para a lista de países disponíveis não aparece uma Colômbia mas aparece um México e Espanha, menos mal), deparam-se com o seguinte «pequeno» problema na altura de fazer «check out» e concluir a compra: é obrigatório dar um número de telemóvel. 

Ok, no big deal. Mas infelizmente e pelo que vi só aceita # de telemóvel portugueses e não do país correspondente à morada, já que ao preencher esse dado aparece isto: «Erro! Número de caracteres insuficientes». Agradecia que quem ler isto e viver em outros países no estrangeiro façam uma simulação e partilhem o resultado na caixa de comentários.

Enfim, há muitas outras coisas no site que são amadoras mas os três pontos que mencionei anteriormente parecem-se ser de uma negligência tremenda. É que são problemas muito fáceis de resolver (não estamos a falar de um re-design do site) e há já muitos anos que os adeptos assinalam o amadorismo do site (mas nem precisavam). Acho que não há desculpas possíveis (incluindo um hipotético problema de contrato. O contrato actual por acaso já foi feito há 10 anos? Claro que não, este problema passou de contrato para contrato. Nunca foi amendado? Não pode ser amendado?).

Enfim, pode ser que com a vinda do Casillas seja agora que finalmente vão fazer alguma coisa sobre isto. Não era mal visto que o fizessem antes que o último mexicano, colombiano e espanhol do FCP se fossem embora.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Sinergias na comunicação do FC Porto


«O médio Juan Fernando Quintero é o mais recente reforço do FC Porto, tendo assinado contrato por quatro anos, até ao final da época 2016/17. (...)
O também internacional A colombiano já falou pela primeira vez como atleta azul e branco, em declarações ao Porto Canal e www.fcporto.pt (...)
As declarações completas de Quintero, em exclusivo televisão, podem ser vistas no Porto Canal, às 20h20 deste sábado.»
in www.fcporto.pt, 13-07-2013


Na minha opinião, a comunicação do FC Porto está no caminho certo e, em termos de conteúdos, a melhorar substancialmente.

Neste caso, da contratação do Quintero, destaco dois aspectos que me parecem importantes:

i) a exclusividade em declarações ou entrevistas de jogadores, treinadores e dirigentes, remetendo os portistas para o canal televisivo do clube e obrigando os restantes meios de comunicação a fazer referência ao mesmo;

ii) as sinergias entre diferentes plataformas e meios de comunicação azuis e brancos - site oficial, facebook oficial, Porto Canal, revista Dragões.