Mostrar mensagens com a etiqueta Pavilhão Américo Sá. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pavilhão Américo Sá. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O Clube, a SAD e o Estádio (III)



Ao longo dos anos/décadas seguintes à sua inauguração, o Estádio das Antas foi sendo objecto de sucessivas melhorias.

Ainda em 1952, apenas quatro meses após a inauguração do estádio, foi inaugurada a pista de atletismo.

Em 1960, o Estádio das Antas foi dotado de uma pista de ciclismo, que mais tarde seria extinta.

A iluminação artificial do Estádio das Antas, que custou 3740 contos, só começou a funcionar cerca de 10 anos após a inauguração do estádio, a 1 de Setembro de 1962. O jogo que assinalou essa data histórica foi contra o Athletic Bilbau, tendo os azuis e brancos vencido a equipa basca por 2-1.

A 30 de Abril de 1976 foi inaugurado o fecho da “Maratona”, obra orçada em cerca de 45 mil contos. Esta obra abrangeu a construção da Bancada, de modo a fechar o anel inferior, a construção da Arquibancada e das respectivas rampas de acesso. Nos novos espaços existentes por baixo da Arquibancada, passaram a funcionar os serviços administrativos do clube, bem como, a sala museu.
Em simultâneo com o fecho da “Maratona”, foram também edificados novos camarotes do lado oposto, na designada bancada dos cativos.

A última grande obra de melhoramento do Estádio das Antas consistiu na extinção da pista de atletismo e no rebaixamento do relvado, de forma a aumentar a capacidade do estádio. Esta obra foi inaugurada a 17 de Dezembro de 1986 e, mais uma vez, o clube convidado foi o SL Benfica (outros tempos).

Mas, nas Antas, o Futebol Clube do Porto não se “limitou” a construir um grandioso estádio de futebol. À volta do Estádio das Antas, nasceu um complexo desportivo, uma autêntica “cidade desportiva”, que movimentava centenas/milhares de pessoas, e que era composta por diversas infraestruturas.

A 25 de Agosto de 1954, foram iniciadas as obras para o campo de treinos, o qual só foi inaugurado a 3 de Agosto de 1958. Para além de servir para os treinos da equipa principal, muitos sócios do Futebol Clube do Porto ainda se lembrarão de ver neste campo os jogos das camadas jovens.

Campo de treinos e respectiva bancada, 1958

A 18 de Agosto de 1968 foram inauguradas as Piscinas, as quais, mais tarde, haveriam de ter uma cobertura provisória (a partir de Fevereiro de 1969) e uma cobertura definitiva, inaugurada a 21 de Março de 1971.

Piscinas das Antas

A 21 de Março de 1970 foi inaugurado o Pavilhão de Treinos (posteriormente rebaptizado Pavilhão Afonso Pinto Magalhães). Era um pavilhão espaçoso, sem bancadas (lugares para público), o que permitia que várias equipas, de diferentes modalidades, treinassem em simultâneo.

Piscinas, Pavilhões e Arquibancada

A 28 de Maio de 1972, incluído nas comemorações do 20º aniversário da inauguração do Estádio das Antas, procedeu-se ao lançamento da 1ª pedra do novo Pavilhão Gimnodesportivo do Futebol Clube do Porto (posteriormente rebaptizado Pavilhão Américo de Sá), o qual haveria de ser inaugurado em 14 de Julho de 1973.

Pavilhão Américo de Sá

Para além das piscinas e pavilhões, cuja construção foi fundamental para suportar o desenvolvimento das modalidades amadoras e de alta competição, o CLUBE, ao longo de sucessivas Direcções (particularmente nas Direcções presididas por Afonso Pinto Magalhães e Américo de Sá), foi negociando e adquirindo terrenos, que possibilitaram (já no mandato de Pinto da Costa) a construção de mais três campos de treinos e a expansão da “cidade desportiva” das Antas em direção a Nascente.

Terrenos das Antas em 1976 (na presidência de Américo de Sá)

Quando, no início do século XXI, os associados foram chamados a pronunciar-se sobre o envolvimento do CLUBE no Plano de Pormenor das Antas (PPA), concordaram em abdicar de tudo isto – Estádio, Pavilhões, Piscinas, Campos de Treinos, terrenos – em troca da obtenção dos meios para a construção do novo estádio do Futebol Clube do Porto.

Vista aérea da "cidade desportiva" das Antas

Importa salientar este aspecto. Os associados do Futebol Clube do Porto aprovaram a destruição da “Cidade desportiva” das Antas (erguida durante décadas, ao longo de sucessivas Direções) e a inclusão da totalidade dos seus terrenos no projecto de renovação urbana da zona das Antas (o FC Porto detinha 51% da área abrangida pelo PPA), tendo em vista, como contrapartida, o CLUBE ficar detentor de um novo estádio.

Implementação do PPA nos antigos terrenos do FC Porto

Quando o project finance do novo Estádio foi apresentado, não me lembro de alguém ter dito que, passados 5, 10 ou 20 anos, o CLUBE poderia ter de alienar acções da EuroAntas e deixar de ser o único proprietário do Estádio do Dragão. E muito menos que isso poderia acontecer devido a problemas financeiros de outras entidades (no caso, da SAD criada para gerir o futebol).




(continua)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Saudades do Pavilhão Américo de Sá


Hoje, no período de almoço, passei pela Loja do Associado no Estádio do Dragão, com o objectivo de comprar um bilhete para o sétimo e último jogo da Final do play-off do campeonato de basquetebol.
Esgotado, foi a resposta que recebi.
Mas então os bilhetes não foram postos à venda hoje, perguntei eu.
Sim, de manhã, mas apenas uma hora e meia depois esgotaram.

O Dragão Caixa é um pavilhão excelente, moderno e bem conseguido que, na minha opinião, tem a dimensão adequada para os jogos das modalidades de alta competição (vi ao vivo bastantes jogos esta época e, em alguns deles, as assistências foram inferiores a 1000 espectadores). Contudo, para os jogos decisivos, particularmente se forem contra o slb, é um pavilhão pequeno.

É nestas alturas que sinto algumas saudades do Pavilhão Américo de Sá que, a rebentar pelas costuras, chegou a acolher assistências com mais de cinco mil espectadores.

P.S. Resta-me assistir ao FC Porto x slb na SportTv e esperar que não doa a garganta aos que vão estar presentes no Dragão Caixa.

Foto: Paixão pelo Porto