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terça-feira, 2 de maio de 2017

La Piovra | A lei da rolha

Numa entrevista publicada no jornal Record, no dia 1 de Maio, a diretora-executiva da Liga, Sónia Carneiro, falando sobre propostas de alteração ao Regulamento Disciplinar, deixou o aviso:
No futuro (já na próxima época), as críticas aos árbitros podem custar aos clubes 3 pontos.

Capa do Record de 01-05-2017

Por que razão é que a Liga, agora, quer penalizar (com subtração de pontos!!) as críticas aos árbitros?

Porque, segundo parece, o SLB está muito incomodado com as críticas que são feitas ao “trabalho exemplar” do atual lote de árbitros.

Capa de A BOLA de 01-05-2017

Ou seja, o clube do colinho, o clube dos vouchers, o clube que mais beneficiado tem sido, quer implementar uma medida para calar os clubes que são roubados… perdão, prejudicados por "arbitragens infelizes" dos senhores associados da APAF, semana sim, semana sim.


Longe vão os tempos em que o SLB, mesmo sem razão, dizia isto (e a FPF/Liga metia o rabinho entre as pernas):

Jorge Jesus e os árbitros


João Gabriel e os árbitros

No ano em que o departamento de comunicação do FC Porto começou a chamar os bois pelos nomes, querem calá-lo (calar-nos).

Como é óbvio, espero que a Direção do FC Porto reaja e reaja de forma dura a esta ameaça, a esta tentativa canhestra de nos imporem a lei da rolha. Uma tentativa típica de ditaduras acossadas (viva a Liga Salazar!), de quem já não tem outros argumentos (contra factos...) para contrariar as verdades que são ditas.

Era mesmo só o que faltava. Continuarmos a ser gamados todas as semanas e nem sequer poder abrir a boca para criticar suas excelências, os árbitros-vouchers e esta nova geração de internacionais proveta.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Julen indarrean, zurekin gaude! (*)

A escolha de um estrangeiro para treinador do FC Porto provocou, desde logo, “comichão” entre a classe, como se estivesse escrito em algum sítio, que o lugar tinha de ser ocupado por um treinador português.

Mas não foram apenas os treinadores portugueses (a maioria no desemprego) a ficarem incomodados com Lopetegui. A generalidade do futebol português, habituado que está à hipocrisia do politicamente correcto, estranhou que houvesse alguém, ainda por cima estrangeiro, a dizer, alto e bom som, aquilo que não estão (estavam) habituados a ouvir.
E, heresia das heresias, a apontar o dedo ao clube do regime.

Daí até Julen Lopetegui se tornar num alvo a abater pelos benfiquistas e por alguns situacionistas, os quais vivem (mamam) à sombra do manto protector encarnado e do poder sombrio que paira sobre os bastidores do futebol português, foi um pequeno passo.

Ora, se isto já era assim, após as corajosas afirmações que fez ontem à noite, a raiva anti-Lopetegui recrudesceu de intensidade e tornou-se viral entre os benfiquistas.
Eu compreendo-os. Se as afirmações de Lopetegui fossem mentira ou disparatadas ninguém ligava, mas a verdade dói… e de que maneira!

Durante o dia de hoje, não faltou “cão” e “gato” encarnado, que não fosse entrevistado e/ou não viesse a público atacar e até insultar o atual treinador do FC Porto.

A "matilha" benfiquista no ataque a Lopetegui

Ex-jogadores, ex-dirigentes, ex-candidatos, ex e atuais comentadores, jornalistas, etc., houve de tudo. Foi (está a ser) uma autêntica barragem de artilharia, nos jornais, rádios e televisões do regime.

Caro Julen, há um ditado, que não sei se conhece, mas que se aplica na perfeição a esta situação: “Os cães ladram, mas a caravana passa”.

Pois bem, deixe-os “ladrar” e fique sabendo que eu e, tenho a certeza, a maioria dos portistas, estamos consigo nesta luta.

Julen, ez dezagun itxi! (**)


(*) Força Julen, estamos contigo!
(**) Julen, não te deixes amordaçar!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Para que serve um Dep. Comunicação?

Será que um departamento de comunicação é útil para isto...


Isto é, para debitar propaganda barata (que só convence os já convencidos), juntamente com uma mensagem de ódio aos adversários e, pelo caminho, transformar o seu Diretor de Comunicação numa estrela mediática (pelos piores motivos)?

Ou um departamento de comunicação deve, por exemplo, servir para isto...




Isto é, para transmitir mensagens pela positiva ("détecteur de talents", "ejemplo de gestión", "el presidente TOP", etc.), que capitalizem os muitos sucessos alcançados pelo clube, com o objectivo de obter maior notoriedade e reconhecimento, particularmente a nível internacional?

Alguém se lembra de uma grande entrevista dada pelo Diretor de Comunicação do FC Porto?
Aliás, não fosse ser um ex-jornalista da RTP e suspeito que a maior parte dos adeptos do futebol desconheceriam o nome do Diretor de Comunicação do FC Porto.
E porquê? Porque, ao contrário do slb, no caso do FC Porto o que interessa é a mensagem (uma mensagem forte, positiva e eficaz) e não um descabido protagonismo do mensageiro.


P.S. No auge da tentativa do slb em chegar à Liga dos Campeões através de manobras de secretaria, muitos benfiquistas disseram que o nome e prestígio do FC Porto estariam irremediavelmente manchados por muitos anos. Será verdade?
Quantos adeptos espanhois, franceses, italianos, ingleses, etc., saberão quem é Carolina Salgado, Leonor Pinhão ou Jacinto Paixão?
Em contraponto, qual é a tiragem de jornais como a MARCA ou o L'Equipe? (dois dos principais diários desportivos europeus onde, nos últimos anos, têm sido publicadas diversas notícias e reportagens altamente elogiosas para o FC Porto)
O problema da esmagadora maioria dos benfiquistas é terem A BOLA como referência e confundirem os seus desejos com a realidade.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Guilherme, o submisso

1. «A SIC noticiou no seu telejornal das 20 horas que a inscrição de Ricardo Rocha foi irregular, o que acarreteria para o clube [slb] a perda do segundo lugar na SuperLiga e da Taça de Portugal. Segundo a estação de Carnaxide, a inscrição do jogador terá sido efectuada antes do período regulamentarmente previsto e, assim sendo, Ricardo Rocha terá jogado ilegalmente em 2002/2003 e 2003/2004. Refere a SIC que o contrato foi assinado a 15 de Janeiro de 2002 e reconhecido notarialmente três dias depois, o que vai contra o estipulado no artigo 32º dos regulamentos da Liga, que determina que os contratos só podem ser assinados a partir de 1 de Abril. Os regulamentos da Liga determinam que os resultados dos jogos são homologados 30 dias após a sua realização, pelo que os encontros em causa são o Sporting-Benfica, o Benfica-Leiria, referentes às duas últimas jornadas da SuperLiga, e o Benfica-FC Porto da final da Taça de Portugal, ganha pela equipa lisboeta por 2-1.»

Estávamos em finais de Maio de 2004, no tempo em que a Liga de clubes era dominada por uma santa aliança (contra o FC Porto) boavista – benfica e, numa das edições do ‘Dia Seguinte’, discutia-se o caso da inscrição do jogador do slb Ricardo Rocha, a qual tinha sido validada pelo diretor-executivo da Liga, o benfiquista Cunha Leal.

Descontente com as opiniões dos comentadores do programa – Fernando Seara, Dias Ferreira e José Guilherme Aguiar –, a propósito das eventuais consequências resultantes da irregularidade na inscrição de Ricardo Rocha, Luís Filipe Vieira meteu-se no carro e dirigiu-se à SIC. Aí chegado, com a conivência, ou pelo menos sem que ninguém da SIC o impedisse, entrou intempestivamente no estúdio onde o programa estava a ser realizado e, perante o olhar atónito do moderador e dos três comentadores, dirigiu-se de forma grosseira aos elementos do painel do programa por, supostamente, estarem a dizer mentiras sobre o assunto.

Ninguém tira a Taça [de Portugal] e o 2º lugar ao Benfica”, vociferou um furibundo Vieira.
E ele tinha razão, porque a criada de servir que Vieira tinha colocado na Liga de clubes (“é mais importante ter pessoas na Liga do que contratar bons jogadores…”, lembram-se?), já tinha tratado do assunto.

Nenhum dos três comentadores os teve no sítio para enfrentar Vieira e depois levantar-se e sair. É verdade que Guilherme Aguiar disse umas coisas, mas de uma forma muito soft e, claro, continuou no programa.


2. No dia 15 de Setembro de 2008, João Gabriel, diretor de comunicação do slb, ligou para SIC e, obviamente com a autorização de alguém do canal de Carnaxide com poder para isso, entrou em direto no ‘Dia Seguinte’, tendo aproveitado para debitar a cartilha da propaganda encarnada e, adicionalmente, atacar o comentador portista.

Todos os “paineleiros” manifestaram o seu repúdio, por ter sido permitida a intervenção, via telefone, de um responsável do slb mas, apesar de ter sido o principal alvo, a Guilherme Aguiar voltou a faltar a dignidade suficiente para se levantar e sair. Reagiu dizendo que não estava agarrado ao programa e aos benefício$ que dele retirava, mas passado uma semana estava lá de novo.


3. Cinco meses depois, e na sequência de mais uma pressão pública com origem na direção do slb ("já vai sendo tempo de [Fernando Seara] dar lugar a alguém que defenda o clube, em vez de se preocupar com a sua promoção pessoal e eleitoral", declaração de João Gabriel na benfica TV), Fernando Seara aproveitou um convite da TVI 24 e saiu, desfazendo o trio fundador de comentadores que existia desde o início do programa (Agosto de 2003). Para o substituir, a SIC não esteve com meias medidas e, para agradar ao boss, escolheu um vice-presidente do slb e director da revista ‘Mística’ – Sílvio Cervan.

A partir daí a filosofia do programa mudou e entrou numa nova era, visto que um dos comentadores tinha relevantes responsabilidades institucionais e, consequentemente, passou a ser uma mera correia de transmissão da propaganda e recados da direção do seu clube.

Guilherme Aguiar nem pestanejou e continuou no programa.


4. Daí para cá houve mais duas mudanças significativas no ‘Dia Seguinte’: na moderação do programa, o jornalista João Abreu foi substituído por Paulo Garcia; e em representação do slb, Cervan foi substituído pelo “Tarzan”.

Desde o seu primeiro programa, foi notório o ódio profundo de Rui Gomes da Silva em relação ao FC Porto, bem como, a forma provocadora como se dirigia aos outros membros do painel (apesar de todos serem militantes do mesmo partido, o PSD).

Naturalmente, as discussões subiram de tom (imagino que para gáudio dos responsáveis da SIC) e, apesar do alvo ser o FC Porto, quem reagiu de forma mais vincada ao facciosismo doentio e postura incendiária do ex-número 2 de Santana Lopes foi sempre Dias Ferreira.


Assim, depois de já ter ameaçado bater com a porta anteriormente, no programa da passada segunda-feira Dias Ferreira voltou-se de lado/costas para Rui Gomes da Silva, o que desagradou ao “moderador” Paulo Garcia, tendo-se iniciado uma acesa discussão entre os dois (“eu também não gosto de si”, “o senhor não tem coragem é para afrontar outras pessoas”, etc.), a qual culminou num mediático abandono do programa em direto.


Chegados a este ponto, é caso para perguntar: e agora, Guilherme Aguiar?

Os seus compagnons de route Fernando Seara e Dias Ferreira já saíram.
Não me diga que depois de tudo aquilo que viveu no programa, depois do comportamento activo/conivente de elementos da SIC nos episódios mais lamentáveis, você vai continuar a dialogar normalmente com o “moderador” Garcia e com o seu “amigo” Rui, como se nada tivesse acontecido.

Ó homem, tenha um pingo de dignidade e respeito por si próprio e, se não quer bater com a porta em direto, alegue, sei lá, indisposição crónica, cansaço, saturação ou outra coisa qualquer, mas não volte a pôr lá os pés.

Olhe, se mais nada o convencer, lembre-se do saudoso Pôncio Monteiro e do comportamento notável que ele teve nos ‘Donos da Bola’, não por acaso um outro programa da redação de desporto da SIC.


P.S. Durante os primeiros anos, ‘O Dia Seguinte’ fazia-me lembrar os Marretas. Peço desculpa aos fans do The Muppet Show (eu sou um deles), por esta comparação quase insultuosa, mas quem via o programa deve lembrar-se dos dois “simpáticos” velhotes, que assistiam ao show de camarote e criticavam tudo e todos.
Depois praticamente deixei de ver o programa e a razão principal foi a postura dócil e submissa de Guilherme Aguiar, que me irritava mais que a postura venenosa de Fernando Seara ou a postura agressiva (por vezes trauliteira) de Dias Ferreira.

domingo, 1 de julho de 2012

Pedro e os elefantes orelhudos

No final do último slb x FC Porto, após mais uma vitória dos “dragões” em pleno estádio da luz (algo que, para os benfiquistas, começa a ser dolorosamente habitual), Luís Filipe Vieira fez questão de descer do camarote presidencial e ir falar com os jornalistas para, indignado, dizer o seguinte:

Pedro Proença faz um grande favor ao futebol português e ao Benfica se nunca mais apitar um jogo nosso. Ele, coitado, sente-se condicionado.

Como é óbvio, estas declarações, como muitas outras proferidas por Vieira ao longo dos últimos anos, nada têm a ver com a realidade da arbitragem deste jogo, nem de outros jogos entre encarnados e azuis-e-brancos arbitrados por Pedro Proença. No entanto, servem para justificar uma nova época desastrosa do futebol benfiquista e, quiçá, para consolar alguns espíritos atormentados, ao estilo “nós somos os maiores e só perdemos campeonato após campeonato porque os árbitros estão todos comprados pelo Pinto da Costa”.

Claro que nem todos os adeptos encarnados engolem facilmente estas patranhas e o problema agudiza-se quando um dos principais alvos desta mais recente campanha de “lavagem ao cérebro” é o árbitro Pedro Proença.

Então um árbitro que é assumidamente benfiquista (“Seria uma desonestidade intelectual dizer que não tenho clube. Tenho as minhas preferências políticas, religiosas, clubísticas, sexuais. O meu pai fez-me sócio do Benfica em pequenino”, declarações de Proença, em 2010, ao blogue do Núcleo de Árbitros da Amadora) quer, propositadamente, prejudicar o clube de que é adepto e sócio desde pequeno?

Não sendo de propósito, será que Pedro Proença é incompetente para o desempenho da função de árbitro?
Os responsáveis da arbitragem europeia entendem que não, como o atesta o facto de, desde 2003, quando Proença atingiu o estatuto de internacional, o terem nomeado para 59 jogos europeus!

Numa altura em que tudo isto estava a ser ignorado pela comunicação social e o choradinho benfiquista contra a arbitragem portuguesa a fazer o seu caminho nas televisões e jornais lisboetas, surgiu o primeiro abalo quando, logo após o final do campeonato, Pedro Proença dirigiu (e bem!) a final da Liga dos Campeões (foi o primeiro árbitro português a apitar uma final neste formato da prova). Como se isto não bastasse, e precisamente na véspera de FC Porto, benfica e sporting iniciarem a preparação para a nova época, Proença foi nomeado para arbitrar a final do EURO 2012, a disputar hoje no Estádio Olímpico de Kiev.

Por estes dias, os "cérebros" que engendraram e, com o apoio militante de alguma comunicação social lisboeta, alimentaram a campanha benfiquista contra a arbitragem portuguesa, devem andar com uma azia… É que, neste caso, não se trata de engolir pequenos sapos. Isto é mais parecido com engolir elefantes orelhudos…

P.S. Se a final de hoje correr bem a Pedro Proença, ainda se arriscam a ver um árbitro português a ser eleito o melhor europeu de 2012. E, por aquilo que pude ler, já também está pré-designado para o Mundial de 2014. Isto sim, é um autêntico pesadelo para algumas estratégias de comunicação.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Resposta ao leitor

A resposta do FC Porto ao “mais forte apelo à violência no desporto de que há memória em Portugal”, que ontem foi lido por Luís Filipe Vieira, está com muito nível, mas temo que a linguagem utilizada seja demasiado erudita para “o leitor” e para a maior parte dos seus apaniguados.
De facto, expressões como “textos a fingir de anjos e arcanjos”, “pneus de inveja”, “nem o camião nem os títulos são roubados” ou “forma como o leitor enriqueceu” foram bem engendradas, mas são algo intrincadas e remetem para factos e situações que alguns ignoram e outros teimam em ignorar.

Ficamos à espera da contra-réplica do arcanjo Gabriel, mas desta vez pode ser ele a ler…

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

E contudo a cara move-se



A propósito do Record ter titulado que “Jesus deu chapada em Luís Alberto”, o gabinete de comunicação dos encarnados veio desmentir a existência da chapada num comunicado publicado no site oficial do slb, onde se podia ler:
“Desconhecemos, ou preferimos desconhecer, as motivações desta manobra. Temos a certeza que os responsáveis do jornal não poderão concordar com semelhante distorção e aguardamos que o bom senso prevaleça e que o jornal Record, na sua edição de amanhã, se retrate perante a adulteração do que foi escrito na página 13 e o que resulta da capa do jornal.”

Pois, não houve chapada, não se passou nada, o Sol anda à volta da Terra... E contudo, a cara (do jogador do Nacional) move-se...

Desta vez o alvo foi o Record, mas na semana passada tinha sido a SportTv:

«O director de comunicação do Benfica, João Gabriel, lançou críticas a uma alegada falta de isenção dos profissionais da Sport TV destacados para a cobertura do jogo [Académica x slb]. “Se está relacionado com o processo negocial em curso, a Sport TV está no caminho errado. Os espectadores deveriam ouvir comentários isentos e imparciais”, sustentou.»
in O Jogo, 17/01/2011


Esta gente anda desesperada e, por isso, não hesitam em pressionar e até fazem ameaças veladas, tentando condicionar a comunicação social. O problema é que as poucas vergonhas são tantas, dentro e fora dos relvados, que já começa a ser difícil escondê-las todas.